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Estiagem compromete safra de soja no Paraná

A primeira safra de soja 2024/25 registrou perdas de 5,3% no Paraná, conforme aponta o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado no último dia (17) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com o boletim, os prejuízos foram causados principalmente por estiagens prolongadas e ondas de calor fora do padrão. “As condições climáticas afetaram de forma desigual as regiões do Estado”, explicou o Deral. A exceção foi a região Sul, que obteve desempenho superior ao previsto e apresentou ganho de produtividade de 4,7%.

A maior redução ocorreu na região Noroeste, com queda de 22,8% na produção. Segundo o Deral, o histórico climático desfavorável e as características do solo contribuíram para o desempenho negativo. A segunda maior perda foi registrada na região Centro-Oeste, com retração de 13,2%. Nas demais regiões – Oeste, Norte e Sudoeste – as perdas não superaram os 9%.

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação

Lavoura de cevada. Foto:Jaelson Lucas / AEN

Paraná pode ter maior área de cevada da história e aumentar liderança nacional de produção

A cultura da cevada, que está em início de plantio, volta a ganhar espaço no Paraná com previsão de se ter a maior área já semeada no Estado. Maior produtor desse cereal de inverno, o Paraná pode ter 94,6 mil hectares plantados e uma produção 40% superior à registrada no ano passado, chegando a 413,8 mil toneladas.

Esse é um dos assuntos detalhados no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 11 a 16 de abril. O documento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), também fala sobre as consequências climáticas em outras culturas e analisa o desempenho paranaense em proteínas animais.

Em 2024 o Paraná colheu 296,1 mil toneladas de cevada em 80,5 mil hectares. O aumento de 18% de áreas paranaenses a receber a cultura na safra que se inicia é reflexo principalmente do retorno de intenção de plantio na região de Guarapuava. A previsão é que sejam semeados 36,9 mil hectares, ou 25% superior aos 29,6 mil hectares colhidos ano passado.

Mesmo com esse aumento em Guarapuava, a região dos Campos Gerais ainda tem previsão de ter maior área plantada, com 38 mil hectares. “O ganho acontece especialmente na região de Guarapuava em função do ânimo com as melhores cotações e os resultados satisfatórios a campo experimentados no Centro-Sul paranaense em 2024”, afirmou o agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Deral.

As maltarias instaladas no Paraná precisam de malte, o que levou a recorde na compra. No primeiro trimestre foram adquiridas cerca de 200 mil toneladas para manter o Paraná como maior produtor de malte brasileiro. “A confirmação de uma produção maior e de boa qualidade é essencial para a diminuição da necessidade de importação de cevada”, disse Godinho.

Soja e Milho

O boletim fala ainda sobre perda de 5,3% no campo na primeira safra de soja. A região Sul até apresentou ganho de produtividade de 4,7%, no entanto as demais regiões, sobretudo o Noroeste, foram bastante impactadas pela estiagem e por ondas de calor atípicas.
As lavouras de milho estão com bom desempenho, principalmente nas regiões Sul e Sudoeste, que concentram a maior parte da área plantada. Mas, da mesma forma que na soja, as demais regiões sentem os efeitos de chuvas escassas e calor intenso.

Pecuária

No setor pecuário, o documento do Deral salienta que as exportações de bovinos pelo Brasil geraram US$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre de 2025. Em média, cada quilo de carne enviado ao Exterior custou US$ 4,78. No mesmo período de 2024 custava US$ 4,40.
No atacado, o traseiro e o dianteiro bovinos seguem com o preço em alta. Em média, são comercializados no Paraná por R$ 25,01 e R$ 18,54, respectivamente.

Suínos

O Paraná manteve, pelo quarto ano seguido, a liderança na produção de carne suína em frigoríficos sob inspeção estadual, que permite comercialização exclusiva no mercado interno. O Estado produziu 155,9 mil toneladas, respondendo por 20% da produção nacional nesse regime de inspeção.

Quanto ao número de animais abatidos em estabelecimentos com inspeção estadual, o Paraná é o terceiro, com 1,66 milhão de suínos. Por terem maior peso médio eles produzem mais quilos de carne. Quando se leva em conta a produção nas três instâncias de inspeção – federal, estadual e municipal – o Estado é o segundo colocado, com 12,4 milhões de suínos abatidos e produção de 1,14 milhão de toneladas de carne.

Frango

O Agrostat/Mapa, ferramenta que monitora o comércio exterior no segmento agropecuário, mostra que o Brasil exportou 1,3 milhão de toneladas de frango no primeiro trimestre de 2025, com faturamento de US$ 2,534 bilhões. No mesmo período do ano passado tinham sido 1,1 milhão de toneladas a US$ 2,101 bilhões.

O Paraná foi responsável por 559.108 toneladas no primeiro trimestre deste ano, volume 12,3% superior às 497.727 toneladas de 2024. Em receita, entraram no Estado US$ 1,041 bilhão, aumento de 12,7% sobre os US$ 847 milhões do ano anterior.

Fonte e Foto: AEN

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Embrapa Soja completa 50 anos

Trajetória da unidade é ‘regada’ à inovação, sustentabilidade e compromisso com a cadeia da commodity

A Embrapa Soja, nesta quarta-feira (16), comemorou 50 anos de contribuições essenciais para o agro brasileiro e mundial. Ao longo desse tempo, a instituição impulsionou a produção de soja no Brasil e ajudou o país a se consolidar como líder global na produção e exportação do grão.


“A Embrapa Soja tem tudo a ver com a história do agronegócio brasileiro nas últimas cinco décadas. Nos anos 70, quando começou a expansão pelo Centro-Oeste, não havia tecnologia preparada, de fato, para produzir soja na região. Foi o trabalho da Embrapa Soja que ajudou a construir todas as tecnologias que vieram nas décadas seguintes”, comenta Julio Cargnino, presidente do Canal Rural.

Cargnino complementa que a Embrapa Soja é uma referência como empresa pública que trabalha com a iniciativa privada, que é quem dá a resposta direta do produtor. Em temas como escassez hídrica e balanço de carbono, por exemplo, a Embrapa se preocupa e organiza sistemas para que possamos evoluir. ”O trabalho mais avançado sobre isso é, justamente, da Embrapa Soja. Construímos vários projetos juntos, e isso nos dá muito orgulho e segurança, pois conta com a chancela de um grupo muito competente e eficiente”, diz.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, também parabenizou e homenageou a equipe da Embrapa Soja pelos 50 anos de contribuição ao agro. ”Não tenho dúvidas de que, se não fosse a Embrapa, o Brasil não teria alcançado a posição de liderança mundial no mercado da soja. Vivemos, hoje, a era da soja, que se consolidou como a principal fonte de renda e de exportação do nosso país”, afirma Buffon.

Ele destacou ainda a importância histórica da instituição, como no desenvolvimento de cultivares adaptadas ao Cerrado e na criação de variedades resistentes. “A Embrapa foi fundamental para que a soja continuasse crescendo como vemos hoje. Que a empresa se reestruture e volte ainda mais forte, para seguir ao lado do produtor rural na missão de alimentar o mundo”, completou.

As contribuições da Embrapa Soja

A sustentabilidade tem sido um dos principais focos da Embrapa Soja nos últimos anos, com pesquisas dedicadas a práticas agrícolas mais eficientes e que causem menos impacto ambiental. A instituição foca em quatro áreas principais: Bioinsumos, Soja Baixo Carbono, Genética Avançada e Agricultura Digital. Essas áreas contribuem para a preservação ambiental e garantem a sustentabilidade da produção de soja, alinhando inovação tecnológica à responsabilidade ecológica.

O uso de bioinsumos é uma das frentes mais promissoras. A Embrapa Soja investe em soluções biológicas para o controle de pragas e doenças, diminuindo a dependência de agrotóxicos. Além disso, a certificação de práticas de Soja Baixo Carbono vem ganhando destaque, garantindo que a produção de soja brasileira contribua para a redução das emissões de gases do efeito estufa, com tecnologias que promovem um cultivo mais limpo e eficiente.

Outra grande inovação foi a introdução da genética avançada, que utiliza ferramentas de edição genética para desenvolver variedades de soja mais resistentes, produtivas e com menor impacto ambiental. A agricultura digital também se tornou um pilar essencial, com o uso de drones, sensores e outras tecnologias que permitem um monitoramento preciso das lavouras, otimização da produção e redução de custos operacionais.

O nascimento da Embrapa Soja

Fundada em 1975, no Paraná, a Embrapa Soja surgiu com o objetivo de aumentar a produção de soja no Brasil, que, na época, era modesta, com cerca de 10 milhões de toneladas por ano. Graças ao trabalho pioneiro da instituição, foi possível adaptar a soja ao clima tropical, rompendo a barreira das latitudes mais altas e possibilitando a expansão da cultura para diversas regiões do país.

Que venham mais 50 anos!

Neste aniversário de 50 anos, a Embrapa Soja reafirma seu compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a transformação contínua da agricultura. Ao longo dessas cinco décadas, a pesquisa constante, a adaptação às novas demandas e a busca por tecnologias mais eficientes foram fundamentais para o sucesso da soja no Brasil.

Fonte: Canal Rural/Gabriel Almeida Foto: Embrapa Soja Londrina

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Exportações do agronegócio brasileiro batem recordes

De acordo com dados do Itaú BBA, a colheita avançada impulsionou fortemente as exportações brasileiras em março de 2025, especialmente no setor agrícola. A soja foi destaque, com 14,7 milhões de toneladas exportadas, mais que o dobro de fevereiro e 17% acima de março de 2024 e representando o maior volume já registrado para o primeiro trimestre. Apesar disso, os preços caíram 8,2% na comparação anual, ficando em US$ 397,7/t.

Entre os derivados da oleaginosa, o óleo de soja teve crescimento expressivo de 53% frente a março de 2024, com 204,2 mil toneladas exportadas a US$ 1.009,2/t, um aumento de 14% nos preços. O farelo de soja também apresentou alta de 15% no volume, com 1,98 milhão de toneladas, embora os preços tenham recuado 20%, para US$ 358,5/t.

As proteínas animais também tiveram bom desempenho. A carne bovina in natura atingiu 215,4 mil toneladas, alta de 30% sobre março do ano anterior e 13% frente a fevereiro, com preços médios 8,2% maiores que em 2024, a US$ 4.898,9/t. A carne de frango in natura teve leve avanço de 3% no volume (408,8 mil t) e aumento de 6,5% nos preços.

Outros produtos também mostraram desempenho positivo. O milho teve aumento de 104% nas exportações, com 870,7 mil t vendidas a US$ 238/t, e o café, que teve alta de 5% no volume (219,1 mil t), surpreendeu nos preços: salto de 83,2% em relação a março de 2024, chegando a US$ 6.501,6/t.

No setor sucroenergético, o etanol cresceu 20%, atingindo 259,2 mil m³, a US$ 580,4/m³. Já o açúcar VHP e o refinado apresentaram quedas de 32% e 25% nos volumes, respectivamente, com recuos também nos preços.

Fonte: Agrolink Foto: MAPA

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Mercado de grãos inicia o dia com soja em queda

Segundo informações da TF Agroeconômica, nesta quarta-feira (16), o mercado da soja segue em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), com o contrato de maio cotado a US$ 1034,75 por bushel (-1,25). A retração é atribuída ao fracasso das medidas de Donald Trump contra a China, o que pode redirecionar a demanda chinesa para o Brasil, onde não há tarifas e há oferta abundante.

Além disso, o anúncio do presidente argentino Javier Milei sobre o retorno das retenciones em julho estimula uma maior oferta argentina no curto prazo, pressionando ainda mais os preços globais e brasileiros, que também recuam. A recomendação da consultoria é aproveitar os lucros atuais com a venda de alguns lotes.

O milho, por sua vez, opera em leve alta em Chicago, com o contrato de maio a US$ 482,75 por bushel (+1,50), impulsionado pelo atraso no plantio nos EUA (apenas 4% até agora). No Brasil, no entanto, os preços seguem em queda, R$ 84,71 no indicador CEPEA (-0,69% no dia) — pressionados pela previsão de uma boa segunda safra. A TF Agroeconômica orienta os produtores a aproveitarem os preços atuais antes que a colheita acentue a desvalorização.

O trigo apresenta estabilidade com leve alta no primeiro vencimento em Chicago (US$ 542,25, +0,25), mas com recuo nos contratos posteriores. A incerteza sobre a demanda pelo trigo americano, devido a tarifas e às boas chuvas sobre as lavouras de inverno, pesa sobre o mercado. No Brasil, ao contrário, os preços continuam subindo — R$ 1.579,17 no Paraná e R$ 1.482,14 no Rio Grande do Sul — e a recomendação é que os moinhos façam estoques, já que o diferencial em relação ao trigo importado ainda permite aumentos até a próxima safra.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Alabama Extension

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Estoques de trigo da Índia são os mais altos em 3 anos, volume de arroz é recorde

Os estoques de trigo da Índia nos armazéns do governo aumentaram 57%, atingindo o maior nível em três anos no início do novo ano-safra neste mês, segundo dados oficiais, aliviando as preocupações com o fornecimento que levaram os preços domésticos a um pico histórico no início deste ano.

Os estoques iniciais mais altos ajudarão o governo federal a controlar quaisquer picos de preços no final deste ano, mesmo que a Food Corporation of India (FCI), a armazenadora estatal, tenha dificuldades para cumprir sua meta de aquisição de trigo no mercado interno.
As reservas de trigo nos celeiros estatais eram de 11,8 milhões de toneladas métricas em 1º de abril, bem acima da meta do governo de 7,46 milhões de toneladas, segundo os dados.

Os estoques de trigo estão mais de 4 milhões de toneladas acima do mesmo período do ano passado.

“Mesmo que eles não atinjam a meta de compra de trigo deste ano, como fizeram no ano passado, ainda terão muito o que vender no mercado aberto”, disse um negociante de Nova Délhi em uma empresa de comércio global.

A FCI pretende comprar 31 milhões de toneladas de trigo dos agricultores em 2025. No ano passado, sua meta era de 30 a 32 milhões de toneladas, mas conseguiu adquirir apenas 26,6 milhões de toneladas.

As reservas estatais de arroz, incluindo o arroz não beneficiado, totalizaram um recorde de 63,09 milhões de toneladas em 1º de abril, excedendo em muito a meta do governo de 13,6 milhões de toneladas.

Os estoques mais altos de arroz permitiriam que a Índia aumentasse as exportações sem comprometer a oferta doméstica, disseram autoridades do comércio e da indústria.

“A FCI está armazenando muito mais arroz do que o necessário. O governo agora tentará incentivar as exportações para evitar comprar mais da nova safra”, disse um importante exportador com sede na cidade de Calcutá, no leste do país.
A Índia é o maior exportador de arroz do mundo e responde por cerca de 40% das exportações globais de arroz.

Fonte: Reuters/Rajendra Jadhav e Mayank Bhardwaj Foto: Divulgação

Save The Date CSM-PR 2025

CSM-PR 2025 já tem data marcada

O Fórum Técnico da Comissão de Sementes e Mudas do Paraná (CSM-PR) 2025 já tem data marcada.

O encontro será realizado nos dias 25, 26 e 27 de novembro, em Londrina.

Ao todos, serão três dias de conhecimento, troca de experiências e conexões valiosas durante esse grande evento do setor de sementes do Paraná.

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Para os participantes, fiquem atentos! Em breve, mais novidades.

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Grãos e fertilizantes puxam movimentação de cargas e portos batem recorde no Paraná

Às vésperas do leilão de arrendamento de mais três áreas portuárias em Paranaguá, a Portos do Paraná bateu um novo recorde de movimentação de cargas durante o primeiro trimestre deste ano, quando o crescimento registrado foi de 6,3% em relação ao mesmo período de 2024.

Entre janeiro e março, os portos de Paranaguá e Antonina, administrados pela empresa pública paranaense, movimentaram 17,4 milhões de toneladas. “A soja e os fertilizantes foram os maiores volumes que movimentamos no primeiro trimestre, uma tendência que deve se manter nos próximos meses, devido à grande safra”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A exportação de grãos de soja alcançou a marca de 4,1 milhões de toneladas, o que representa 13% a mais que no ano passado, quando foram exportadas 3,6 milhões de toneladas. Já os fertilizantes lideraram as importações, com 2,7 milhões toneladas neste ano, montante que também bateu a marca do período anterior, quando a empresa contabilizou 2,6 milhões toneladas nos três primeiros meses de 2024.

“Os fertilizantes são nossa principal commodity de importação, e temos investido em inteligência estratégica para operá-los com cada vez mais eficiência”, comentou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

Para manter o atendimento da alta demanda, o porto de Paranaguá – o maior graneleiro do país – tem optado pelo arrendamento de áreas, por meio da concessão dos espaços à iniciativa privada. No próximo dia 30, mais três áreas estarão em disputa na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.
Com isso, Paranaguá será o primeiro porto brasileiro com 100% dos espaços de arrendamentos regularizados, somando R$ 3,8 bilhões em investimentos. O processo de arrendamento em busca de investimentos teve início em 2019 com cinco espaços repassados para a administração do setor privado.

Ao todo, segundo a Portos do Paraná, os três terminais PARs 14, 15 e 25 – destinados à exportação de granéis sólidos vegetais, como soja, milho e farelos – devem alcançar R$ 2,2 bilhões de investimentos por meio do capital privado.

O processo de arrendamento tem o objetivo de regularizar a exploração das áreas operacionais, expandir e modernizar a infraestrutura logística do corredor de exportação do porto de Paranaguá.

A Portos do Paraná fechou o ano de 2024 com a maior movimentação de cargas da história, com o recorde de 66 milhões de toneladas, que significa 2,1% de crescimento no comparativo com o ano anterior.

Na balança comercial dos portos paranaenses foram 40 milhões de toneladas em exportação e 26,7 milhões em importação. Os tipos de cargas mais enviados ao exterior foram soja (13,2 milhões), contêineres (9,04 milhões) e açúcar a granel (6,4 milhões). Já os mais trazidos ao Brasil por Paranaguá foram fertilizantes (11,1 milhões), contêineres (7,2 milhões) e derivados de petróleo (4,9 milhões).

Para atender ao crescente volume comercial, a empresa pública segue com as obras do Moegão. O investimento de R$ 600 milhões centralizará as linhas férreas que chegam ao porto de Paranaguá com estimativa de aumentar em mais de 60% a capacidade de recepção de granéis sólidos vegetais vindos do interior do Paraná e de outros estados.

“Com 35% das obras concluídas, a previsão de entrega é para o final deste ano. O Moegão visa atender às demandas atuais e futuras, especialmente após a implantação da nova Ferroeste”, projeta o diretor-presidente.

Foto e Foto: Gazeta do Povo

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Desenvolvimento sustentável no agro é destaque em seminário do BNDES

Em um momento em que o mundo volta os olhos para modelos sustentáveis de desenvolvimento, o cooperativismo agroindustrial brasileiro mostra sua força. Nessa quinta-feira (10/04), o Sistema OCB e o BNDES realizaram o seminário O impacto do cooperativismo no desenvolvimento do Brasil e o apoio do BNDES, no Rio de Janeiro. O evento reuniu representantes do governo, do setor produtivo e de cooperativas de referência para discutir estratégias que integram inovação, sustentabilidade e geração de renda.

Um dos destaques foi o painel O cooperativismo de produção agroindustrial e o desenvolvimento sustentável, moderado pelo diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luiz Gordon. Na abertura, ele enfatizou o papel central das cooperativas agroindustriais na economia brasileira. “Hoje, cerca de metade da produção de grãos do Brasil está relacionada, direta ou indiretamente, ao trabalho das cooperativas. “Elas dão escala aos pequenos e médios produtores, facilitam a aquisição de insumos, a construção de armazéns e fortalecem toda a cadeia produtiva do agronegócio”, afirmou.

O diretor também ressaltou o crescimento expressivo do apoio do BNDES ao setor. “Em 2023, o BNDES destinou cerca de R$ 7,5 bilhões ao cooperativismo agro, um aumento de mais de 120% em relação ao ano anterior. Estamos falando de uma política de apoio consistente, que vem ganhando escala e relevância”. Gordon falou ainda sobre o protagonismo das cooperativas no setor de biocombustíveis. “As cooperativas estão começando a investir fortemente na produção de etanol, e o BNDES, por meio do Fundo Clima, já apoia algumas dessas iniciativas. Queremos estar cada vez mais próximos do cooperativismo, contribuindo com financiamento, estrutura e visão de futuro”, concluiu.

Papel estratégico

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária, Pedro Neto, abordou a relevância do cooperativismo nas políticas públicas da pasta. “Temos hoje 1.179 cooperativas do setor agropecuário. Esse número expressivo reforça a vocação agropecuária do Brasil e a necessidade de políticas públicas que dialoguem com esse setor”, destacou.

Segundo Neto, o Ministério da Agricultura reconhece o protagonismo das cooperativas na abertura de mercados internacionais. “Cada vez que abrimos um novo mercado, é como abrir uma lojinha. Mas é preciso que os produtos cheguem lá. E as cooperativas são fundamentais nesse esforço”, comparou.

Ele também destacou três políticas governamentais alinhadas ao cooperativismo: a Nova Indústria Brasil, o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD) e o Plano ABC+. “O PNCPD, que agora ganhará um novo nome, conecta sustentabilidade, financiamento e cooperativismo. E as cooperativas, com quase 10 mil extensionistas, têm papel fundamental na transferência de tecnologia ao produtor”, afirmou.

Agrofloresta

O presidente da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta), Alberto Oppata, trouxe ao painel a experiência bem-sucedida da cooperativa no sul do Pará. “A agroindústria da nossa região é um exemplo de integração entre inovação tecnológica e o conhecimento dos povos tradicionais”, afirmou.

A Camta, segundo Oppata, já impactou positivamente mais de mil famílias em 25 comunidades no Brasil, Bolívia e Gana, com foco na agricultura sustentável. “Hoje temos 172 cooperados e mais de 1.800 agricultores vinculados, beneficiando cerca de 10 mil pessoas. Nosso modelo garante renda, dignidade e preservação ambiental”, explicou.

A valorização do cacau no mercado internacional também impulsionou os resultados da cooperativa. “Nosso faturamento saltou de R$ 40 milhões para R$ 120 milhões. É fruto de um trabalho sério, sustentável e reconhecido dentro e fora do país”, concluiu.

Frimesa

Encerrando o painel, o diretor-presidente da Frimesa, Elias Zydek, apresentou os resultados da cooperativa central, formada por cinco singulares: Lar, Copagril, Primato, C.Vale e Copacol.

“Somos uma intercooperação comprometida com a entrega de alimentos de valor. Empregamos mais de 70 mil colaboradores e temos quase 3 mil produtores integrados”, relatou.

Zydek ressaltou a liderança da Frimesa no setor. “Somos líderes no Paraná em abate de suínos, a quarta maior processadora de carne suína do Brasil e a segunda maior indústria de lácteos do Paraná”, afirmou.

Com faturamento de R$ 6,5 bilhões em 2023 e previsão de R$ 7,2 bilhões para 2024, a cooperativa também se destaca por seus compromissos ESG.

“Apresentamos um planejamento com 15 metas até 2040. Sustentabilidade está no centro da nossa estratégia”, disse.

O diretor agradeceu ainda o apoio do BNDES para a construção do frigorífico mais moderno da América Latina. “Esse novo projeto terá capacidade para abater 15 mil suínos por dia até 2030, consolidando nosso compromisso com inovação e responsabilidade”, finalizou.

Paranaenses

Zydec também é diretor da Ocepar e, juntamente com ele, mais diretores da entidade participaram do evento promovido pelo Sistema OCB e BNDES, como Valter Pitol (presidente da Copacol) e Luiz Roberto Baggio (presidente da Bom Jesus e Sicredi Integração PR/SC), e outros presidentes e executivos de diversas cooperativas paranaenses.

Foto: Com informações do Sistema OCB Foto: Divulgação