Congresso 2024 - Site Oficial - 05

Congresso de Sementes das Américas destaca liderança de países em tecnologia e inovação

O Paraná recebe, entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, a 10ª edição do Seed Congress of the Americas, promovido pela Seed Association of the Americas (SAA), em parceria com a Abrasem. O Estado tem papel estratégico na produção de sementes

O Paraná será o centro das atenções do setor de sementes em 2025. Entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, a cidade de Foz do Iguaçu sedia o Congresso de Sementes das Américas – 10º Seed Congress of the Americas, evento que reunirá representantes da América do Norte, Central e do Sul, além de participantes da Europa e da Ásia. O encontro é promovido pela Seed Association of the Americas (SAA), em parceria com a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem).

Com o tema “Promovendo o Negócio de Sementes nas Américas”, o Congresso contempla uma rica programação voltada para a troca de informações, apresentação de cases e inovação. São sessões plenárias e espaço dedicado a painéis especializados sobre os principais temas atualmente para o setor de sementes, como regulamentações, tecnologias, comércio e sustentabilidade. A expectativa é reunir produtores de sementes, instituições ligadas ao setor e ao agronegócio como um todo, pesquisadores, integrantes de equipes técnicas, representantes governamentais e estudantes, entre outros.

Complementando o conhecimento técnico, haverá ainda feira comercial e mesas-redondas de negócios. A organização estima que 55% dos participantes do 10º Congresso de Sementes das Américas sejam brasileiros e 45%, estrangeiros, vindos especialmente de países do Mercosul e dos Estados Unidos. Também estão confirmados representantes da Colômbia, Equador, Canadá e Chile.

Com isso, o conhecimento de iniciativas e experiências em outros países será estimulado, favorecendo a adoção de novidades em cada uma das regiões dos participantes do Congresso, visando à evolução do segmento como um todo.

“É de extrema importância o Brasil receber um evento internacional, um dos mais importantes no mundo do segmento da cadeia do negócio de sementes. Para nós, a vinda da SAA para o Brasil, com o 10º Congresso de Sementes das Américas, significa uma oportunidade única de tratarmos de assuntos como planejamento, marco regulatório, novas tecnologias e inovação, com exemplo de todo o mundo, na área e nos negócios do setor sementeiro”, analisa Paulo Pinto, presidente do Conselho de Administração da Abrasem e vice-presidente da Associação Paranaense de Produtores de Sementes e Mudas (Apasem).

Ainda de acordo com ele, um evento internacional desse porte representa uma chance relevante de mostrar a pujança do agronegócio brasileiro e o destaque do país no cenário global, especialmente a forma como o Brasil transformou a agricultura tropical em uma potência moderna, que alimenta boa parte de todo o mundo.

Programação: edição gênica como um dos principais temas

Em entrevista à Revista da Apasem, Diego Risso, diretor-executivo da SAA, afirmou que a maior parte da programação do Congresso está voltada às demandas e oportunidades das Américas. Entretanto, o encontro também trará análises sobre o mercado global, com destaque para a Europa, um dos principais destinos de exportação de sementes da região. “Isso é importante porque o continente europeu é um mercado de exportação muito relevante para nós. Queremos compreender todo o sistema regulatório de lá para poder cumprir suas normas e, assim, exportar”, disse.

Diego Risso revela que os temas do Congresso deste ano estão fortemente ligados ao negócio de sementes. Isso inclui biotecnologia e tratamentos associados, fazendo parte de um pacote tecnológico com várias camadas, todas voltadas para gerar resultados para o produtor de sementes e, consequentemente, para o agronegócio como um todo.

Dentro desse contexto, a edição gênica aparece como destaque. “Essa é uma área na qual a América Latina, especialmente o Mercosul, é líder mundial em termos de marcos regulatórios já aprovados e funcionando.

Empresas e instituições de pesquisa, como a Embrapa e universidades, já podem apresentar aos órgãos competentes variedades vegetais editadas geneticamente e, no curto prazo, muitos produtores da região terão acesso a essas tecnologias.

No Congresso, vamos tratar não só das regras e normas, mas também das tecnologias, seus benefícios e os rumos da pesquisa”, aponta.

Paralelamente, grupos de trabalho discutirão temas como tratamento de sementes, propriedade intelectual, biotecnologia, fitossanidade e regulação. Por sinal, o presidente executivo da Abrasem, Ronaldo Troncha, salienta a conquista da organização do evento em reunir, de maneira anexa ao Congresso, os representantes de Ministérios da Agricultura dos países do Mercosul e das Américas. O objetivo é discutir legislação  relacionada às sementes, como um todo.

O 10º Seed Congress of the Americas será o espaço para uma reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) com representantes de diferentes países, focando nessa área. Esta será a oportunidade para buscar avanços na legislação relacionada às sementes, o que abrange produção e comercialização, assim como a adoção de novas tecnologias e a consolidação de outras evoluções para o segmento. “A questão da edição gênica e a modernização do sistema como um todo é de fundamental importância para todos nós”, lembra Troncha.

Paulo Pinto ainda comenta que o Congresso vai permitir acesso a essas informações, debates sobre marcos regulatórios e avanço de tecnologias como a edição genética, o que deve favorecer um alinhamento global a respeito desse tema e garantir mais segurança para o negócio como um todo. “São muitas tecnologias novas que estão vindo e é preciso estarmos atentos para acompanhar todo esse desenvolvimento, que tem,  inclusive, um grande destaque por parte do Brasil”, analisa.

Revista Apasem/Joyce Carvalho

FOTO SÉRGIO MENDONÇA JUNIOR

Foz do Iguaçu será palco do maior evento de sementes das Américas

Congresso internacional reunirá cerca de 400 especialistas para debater inovação, biotecnologia e futuro do agronegócio

Foz do Iguaçu, conhecida mundialmente como destino turístico e referência em eventos internacionais, se prepara para sediar o 10º Congresso de Sementes das Américas (SAA Seed Congress), considerado o maior encontro do setor no continente. O evento acontecerá de 29 de setembro a 1 de outubro, no Mabu Thermas Grand Resort, reunindo cerca de 400 profissionais de 18 países ligados ao agronegócio, biotecnologia e pesquisa agrícola.

Organizado pela Seed Association of the Americas (SAA) em parceria com a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM), o congresso será um marco para a região e para o Brasil, que se destaca como um dos maiores produtores agrícolas do planeta. A expectativa é de que o encontro movimente a economia local, consolidando Foz do Iguaçu como destino estratégico não apenas para o turismo, mas também para o agronegócio e a inovação.

Programação robusta e inovadora

A agenda inclui sessões plenárias, reuniões técnicas e negociações comerciais, com foco em temas decisivos para o setor: Propriedade Intelectual, Biotecnologia, Tratamento de Sementes, Fitossanidade e Edição Gênica.

O tradicional Trading Floor será mantido como espaço exclusivo de negociação, permitindo a conexão entre empresas, instituições e investidores. Outro destaque é o Piso de Inovação, área dedicada à exposição de pôsteres científicos e tecnológicos. Serão selecionados 30 trabalhos de universidades, institutos e empresas, avaliados pela originalidade e relevância para o setor. Os três melhores receberão premiação.

Conexão internacional e novos negócios

O congresso contará com a presença de executivos, pesquisadores, reguladores, representantes governamentais e investidores. Além da troca de experiências, o evento será uma oportunidade para o alinhamento técnico entre diferentes países e a formação de parcerias estratégicas.

Segundo Diego Risso, diretor executivo da SAA, “este é o local ideal para estabelecer contatos, formar alianças estratégicas e avançar em iniciativas empresariais, reunindo as principais empresas do setor e tomadores de decisão influentes, tanto da esfera pública como privada”.

Representatividade continental

Estarão presentes representantes de associações de sementes de países como Brasil, Argentina, China, Estados Unidos, Canadá, Chile, México, Peru, Paraguai, Uruguai, Colômbia e Equador, Índia, França, Suíça, Namíbia, Países Baixos, Eslováquia e Bélgica. Essa diversidade reforça a posição do congresso como o principal fórum de integração e inovação agrícola das Américas.

Brasil se destaca no mercado global de sementes

Atualmente o Brasil ocupa a 4ª posição mundial no setor de sementes, atrás apenas de EUA, China e Índia, e o mercado movimenta cerca de US$ 6,2 bilhões por ano (aprox. R$ 32 bilhões). São produzidas 5,8 milhões de toneladas anuais, com destaque para soja, milho e algodão.

O país aplica tecnologias como edição gênica, biotecnologia, agricultura digital, inteligência artificial, drones e sensores. Referência em agricultura tropical, o Brasil exporta tecnologia e inovação para diversos continentes, consolidando-se como potência estratégica no agronegócio global.

Foz do Iguaçu: turismo e agronegócio

Para além das belezas naturais, como as Cataratas do Iguaçu, uma das 7 Maravilhas da Natureza, e a grandiosidade da Itaipu Binacional, Foz do Iguaçu tem se consolidado como hub de grandes eventos internacionais. Localizada em uma tríplice fronteira, a cidade reúne dezenas de etnias que convivem em harmonia, formando um dos cenários multiculturais mais ricos do Brasil.

Além disso, abriga o Parque Nacional do Iguaçu, patrimônio natural da humanidade, com uma biodiversidade exuberante que atrai cientistas e turistas do mundo todo. A realização do congresso fortalece ainda mais a imagem da cidade como local estratégico para o turismo de negócios, ampliando sua vocação para sediar encontros globais e estimular investimentos.

Setores como o agronegócio e a biotecnologia encontram em Foz um ambiente fértil para crescer, integrando inovação, sustentabilidade e hospitalidade.

Serviços:

Acesse o Link para inscrição e informações sobre o Congresso
https://saaseedcongress.org/10/pt/

Fonte: Silvana Canal Foto: Sérgio Mendonça Junior

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IDR-PR abre processo seletivo para profissionais no Paraná

Um processo seletivo foi aberto pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), para a contratação de 173 profissionais. As vagas abrangem as áreas de administração, agronomia, medicina veterinária, engenharia florestal, serviço social, zootecnia e engenharia de alimentos, além de técnicos em agrícola ou agropecuária e pesquisadores com doutorado.

Os contratos têm duração de um ano, que podem ser prorrogados por outros doze meses. Os salários variam de R$ 4 mil a R$ 9 mil. De acordo com o IDR-PR, após o processo seletivo, vai ser possível reabrir todas as unidades municipais de extensão rural do Estado, além de reforçar a pesquisa.

O candidato deve ser brasileiro nato ou naturalizado, ter 18 anos, no mínimo; possuir Carteira Nacional de Habilitação regular, em categoria no mínimo “B”; ter registro profissional no órgão de classe, de acordo com a profissão exigida e cumprir as determinações do edital.

O candidato deverá selecionar a vaga e indicar o Polo de Pesquisa, Escritório Regional ou Sede ao qual deseja concorrer. O processo seletivo consistirá em prova de títulos referente à formação acadêmica, aperfeiçoamento e capacitação profissional ou produção acadêmica, bem como experiência profissional, de caráter classificatório, sob a responsabilidade da autarquia.

As inscrições serão realizadas do dia 04 a 14 de outubro, pelo site www.eprotocolo.pr.gov.br. Não há custo para o candidato.

Fonte e Foto: Band News

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Mapa realiza operação de combate ao trânsito irregular de sementes e mudas em São Paulo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com a Polícia Civil de São Paulo, deflagrou a Operação Phyto X para combater o trânsito irregular de sementes, mudas e material de propagação vegetal. A ação teve início na manhã desta terça-feira (23), em Batatais (SP), onde está localizado um dos maiores viveiros de mudas do país.

A fiscalização, parte da Operação Ronda Agro XCIX do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), identificou plantas adultas e material de propagação sem comprovação de origem, incluindo espécies raras e de interesse para colecionadores. Há indícios de comércio interno e exportação em desacordo com normas brasileiras e internacionais.

Além do risco fitossanitário, a operação identificou possível produção irregular de cultivares protegidas, caracterizando indícios de biopirataria. O material foi apreendido cautelarmente e só poderá ser liberado mediante comprovação de origem e regularidade. Amostras foram coletadas para identificação das espécies e análise da presença de pragas ou doenças.

“Essa ação reforça a importância do controle do trânsito de sementes e mudas, protegendo a agricultura nacional contra pragas e doenças e combatendo a concorrência desleal”, destacou o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

Os responsáveis foram autuados e terão prazo regulamentar para apresentar defesa e documentação comprobatória. O Mapa lembra que o trânsito internacional de material vegetal depende de autorização oficial e que, para importação, produção, exportação e comércio de sementes e mudas, é obrigatória a inscrição no Registro Nacional de Cultivares (RNC) e no RENASEM.

Fonte e Foto: Mapa

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Fatores externos mexem na soja

A retirada das retenciones na Argentina, segundo a TF Agroeconômica, pressiona o mercado da soja no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Nas cotações reportadas para pagamento em meados de outubro, com entrega entre setembro e outubro, o preço no porto ficou em torno de 134,50 (-4,6%), enquanto no interior os valores caíram em diferentes praças, como Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa/São Luiz, todas próximas de 130,00 (-2,99%). Em Panambi, os preços de pedra caíram menos que os lotes, recuando de 122,00 para 119,00 no mesmo período”, comenta.

Santa Catarina mantém estabilidade no mercado de soja em período de entressafra. “O mercado de soja também tomou uma dura queda em especial no porto onde as cotações recuaram na base de 3,3%, perdendo o território de R$ 140,00. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 135,57 (-3,36%)”, completa.

O Paraná acelera o plantio e mantém cautela na comercialização da soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 137,39 (-3,40%). Em Cascavel, o preço foi 126,56 (-0,53%). Em Maringá, o preço foi de R$ 126,97 (-0,90%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 127,99 (-0,94%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 137,57 (-1,17%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Mato Grosso do Sul reforça resiliência com a soja e segue em lenta comercialização. “O protagonismo do grão consolida o estado como um dos polos estratégicos do agronegócio, sustentando o fluxo de divisas e reforçando sua importância no mercado internacional. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 122,64 (-1,51%), Campo Grande em R$ 122,64 (-0,75%), Maracaju em R$ 122,64 (-2,25%), Chapadão do Sul a R$ 122,64 (+1,71%), Sidrolândia a em R$ 122,64 (-1,51%)”, informa.

Já o Mato Grosso enfrenta desafios climáticos no início do plantio. “No campo da comercialização, a estratégia predominante continua sendo a venda antecipada, medida adotada para reduzir riscos diante da volatilidade dos preços internos e externos. Campo Verde: R$ 122,26 (-0,67%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,19 (-1,75%), Nova Mutum: R$

117,19 (-1,75%). Primavera do Leste: R$ 122,26 (-0,43%). Rondonópolis: R$ 122,26 (-0,43%). Sorriso: R$ 117,19 (-2,56%)”, conclui.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Alabama Extension

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Avanços no melhoramento genético impulsionam a soja brasileira e preparam novos caminhos de produção

A ciência e a tecnologia têm desempenhado papel fundamental no avanço da agricultura brasileira, especialmente na produção de soja. Mas, esse desenvolvimento produtivo não ocorreu de forma repentina, mas sim por meio de uma sequência de inovações e pelo melhoramento genético, que foi essencial para desenvolver cultivares mais adaptadas às condições climáticas, pragas e doenças, em diferentes regiões do Brasil.

Práticas como calagem, gessagem, melhorias na adubação e o plantio direto abriram caminho para um grande salto no plantio de soja, e o melhoramento genético foi decisivo para encurtar ciclos.

Ao falar sobre o melhoramento genético, vale destacar a ampla adoção das biotecnologias, já presentes em até 90% das lavouras brasileiras, que conferem resistência a nematóides e doenças, fortalecem o plantio direto, pois proporcionam mudanças no hábito de crescimento das plantas, que estão se tornando cada vez mais tolerantes.

Com o propósito de elevar a produtividade da soja com eficiência e agilidade, impulsionando o desenvolvimento de sementes mais vigorosas e adaptadas às demandas do futuro, a Latitude Genética trabalha com o desenvolvimento de novos cultivares a partir da observação constante das necessidades dos próprios produtores rurais. “O programa de melhoramento genético da Latitude leva em conta o ciclo, a biotecnologia, o porte das plantas, a resistência a nematóides e a adaptação às diferentes regiões do Brasil. O processo, que leva anos, é baseado em cruzamentos, ciclos de seleção e testes em várias localidades para garantir sempre materiais de alto potencial produtivo”, explicou o gerente de melhoramento da Latitude Genética, Ciro Humberto Almeida Alvares.

Investimos sempre em pesquisa e tecnologia, a Latitude conta com cerca de 3 mil combinações anuais e um crescente número de progênies testadas, e 7 cultivares de soja com melhor rendimento. Entre os destaques mais atuais da empresa estão os cultivares Tupi (grupo de maturação 6,8), com alta produtividade e resistência moderada ao nematoide de galha, e o Insana (grupo de maturação 7,6) com ampla adaptação do Goiás ao Oeste da Bahia irrigado, que tem apresentado ótimos resultados.

Ciro destaca que a semente não é apenas um insumo, mas sim um pacote tecnológico que carrega anos de pesquisa, e cada região tem problemas específicos, por isso a necessidade de entregar materiais cada vez mais produtivos, resistentes e adaptados.

Atualmente, o Brasil é líder mundial em produção e exportação de soja, já que possui vantagens únicas em expansão de área e aumento de produtividade. “Olhando para o futuro, as inovações devem estar ligadas ao aumento produtivo e ao desenvolvimento de cultivares de ciclo mais curto. Tecnologias que trazem resistência a novos herbicidas, como glufosinato de amônia, dicamba e mesotriona, devem chegar ao mercado nos próximos anos. A previsão é que, até 2028 ou 2029, também estejam disponíveis sojas com resistência a nematóides de cisto e pratylenchus, além de cultivares tolerantes à seca. Investir em genética, tecnologia e pesquisa de campo é essencial para garantir maior produtividade e sustentabilidade na lavoura”, completou o gerente de melhoramento da Latitude.

Entre em contato com a Latitude Genética

Presente nas regiões estratégicas dos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e Pará, e expandindo ainda mais sua atuação em Mato Grosso e Goiás, a Latitude Genética é uma empresa inovadora no campo da genética de sementes, especializada em cultivares adaptadas ao cerrado. Com o objetivo de impulsionar o crescimento e a produtividade agrícola, sempre investindo em pesquisa e tecnologia para desenvolver soluções que potencializam o desempenho das culturas, tornando-as mais vigorosas, produtivas e resistentes a desafios climáticos e fitossanitários.

Quer saber mais sobre os cultivares da Latitude? Clique aqui.

Fonte: Latitude Foto: Divulgação

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Confira a programação do Fórum CSM 2025

A programação do Fórum Técnico da Comissão de Sementes e Mudas do Paraná (CSM-PR) 2025 já está definida. Nos dias 25, 26 e 27 de novembro, em Londrina, no Buffet Planalto, você confere uma agenda completa de conteúdos qualificados.

Serão três dias intensos de conhecimento técnico, troca de experiências e conexões estratégicas entre os diversos agentes do setor de sementes do Paraná e de outras regiões do Brasil.

Não fique de fora deste evento que, ano após ano, impulsiona debates e contribui para o desenvolvimento do setor de sementes.

PROGRAMAÇÃO FÓRUM TÉCNICO CSM-PR 2025
25/11/2025
13:00 – 13:30Credenciamento
13:30 – 14:00Abertura Oficial do Evento
14:00 – 15:30Painel 1 – O Negócio de Sementes – Panorama Atual e Perspectivas Futuras
Sementes Oilema – Celito Missio
Roberto Destro – COAMO
Sementes Jotabasso – Tages Martinelli
Sementes Butiá – Verônica Bertagnolli
Moderador: Dr. Silmar Peske – Seed News
15:30 – 16:30Coffee Break e Visita aos Estandes
16:30 – 18:00MOMENTO MAPA
Agenda Regulatória – Sistema Nacional de Sementes e Mudas
 CGSM – Coordenação Geral de Sementes e Mudas
 Coordenação Geral de Sementes e Mudas
 Moderador: Jhony Möller – Apasem – Presidente da CSM-PR
18:00 – 19:30Visita aos Estandes
26/11/2025
08:30 – 09:30Painel 2 – Mentes que Lideram
Raquel Mendes – RM Consultoria
09:30 – 10:30Coffee Break e Visita aos Estandes
10:30 – 12:30Painel 3 – Análise de Sementes – “Precisão e confiabilidade no centro da qualidade”
10:30 – 11:303.1 – Interpretação de Resultados – A Culpa é da Semente?
Dra. Sheila Bigolin – Sementes Oilema
Dr. Ricardo Bagateli – Pesquisador
Moderador: Dr. José de Barros França Neto – Embrapa Soja
11:30 – 12:303.2 – Testes de Vigor são todos Iguais?
Juliana Veiga – Apasem
Saionara Maria Tesser – Apasem
Sheila Bigolin – Sementes Oilema
Moderadores: Dr. Francisco Krzyzanowski
12:30 – 14:00Almoço e Visita aos Estandes
14:00 – 15:30Painel 4 – Novas RAS – Principais mudanças e impactos nos LAS
Júlio Garcia – LASO/MG
Moderador: Maria Selma – APSEMG
15:30 – 16:30Coffee Break e Visita aos Estandes
16:30 – 18:00Painel 5 – Beneficiamento e Armazenamento de Sementes
Dr. Jonas Farias Pinto – Academia da Semente
Ian Jepsen Ely – Oliver
 Moderador: José Francisco Martins – JF Estratégia e Gestão em Sementes
18:00 – 21:00Coquetel e Visita aos Estandes  
27/11/2025
08:30 – 10:00Painel 6 – Patologia de Sementes
Dr. Carlos Uthiamada – Pesquisador
Dra. Debora Rocha – Agromen Sementes
Dra. Norimar Denardin – Cebtecagro
Moderador: Dr. Fernando Henning – Embrapa Soja
10:00 – 11:00Coffee Break e Visita aos Estandes
11:00 – 12:00MOMENTO EMBRAPA SOJA
 Dr. Alexandre Nepomuceno – Embrapa Soja
12:00 – 13:30Encerramento Oficial e Almoço
14:30 – 16:30Visita a Embrapa Soja

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10º Congresso de Sementes das Américas

Na próxima semana, entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, acontece a 10ª edição do Congresso de Sementes das Américas, em Foz do Iguaçu.

De acordo com a organização, o congresso servirá como um ponto de encontro para líderes da indústria, pesquisadores, melhoristas de plantas, agentes do governo, estudantes e outras partes interessadas vitais no setor de sementes.

Com o tema “Promovendo o Negócio de Sementes nas Américas”, o encontro de dois dias e meio oferecerá uma rica agenda de aprendizado, inovação e networking. Os participantes beneficiarão de sessões plenárias e painéis especializados que abrangem temas críticos como comércio, regulamentações, sustentabilidade e tecnologias emergentes que estão remodelando nossa indústria.

Agregando ainda mais valor, o evento incluirá uma feira comercial e mesas redondas de negócios, promovendo parcerias estratégicas e abrindo novas oportunidades em um ambiente vibrante e dinâmico.

O congresso é o local ideal para estabelecer contatos, formação de alianças estratégicas e avanço de iniciativas empresariais, reunindo as principais empresas do setor e tomadores de decisão influentes, tanto da esfera pública como privada.

Fonte: SeedCongress

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Exportações de milho em setembro avançam, mas ainda não reduzem estoques brasileiros

As exportações brasileiras de milho registram crescimento em setembro de 2025 em relação ao mesmo período do ano passado, mas permanecem abaixo do necessário para reduzir o excedente de estoque no país. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até agora foram embarcadas 4.730.645,5 toneladas de milho não moído (exceto milho doce), o que representa 73,66% do total exportado em setembro de 2024, quando o volume somou 6.421.949,9 toneladas.

A média diária de embarques nos 15 primeiros dias úteis do mês atingiu 315.376,4 toneladas, ligeiramente acima da média registrada em setembro do ano passado (305.807,1 toneladas/dia útil).

Preços baixos limitam ritmo das exportações

Para o analista Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, o avanço das exportações ainda é lento devido aos preços pouco competitivos pagos nos portos, que desestimulam produtores e mantêm o mercado interno mais lateralizado.

“Hoje a exportação ocorre em torno de R$ 65,00 a R$ 66,00 por saca no porto. Algumas empresas já não estão comprando para outubro, apenas para novembro. O Brasil perde atratividade frente à Argentina e aos Estados Unidos, que avançam nas exportações e ocupam espaço que poderia ser do milho nacional”, explica Rafael.

Ele alerta que, diante desse cenário, o país deve exportar cerca de 40 milhões de toneladas em 2025, enquanto o necessário para reduzir o excedente é algo próximo de 55 milhões de toneladas.

Receita das exportações cresce, preço médio sobe

No faturamento, o país acumulou US$ 937,143 milhões em setembro até o momento, abaixo dos US$ 1,249 bilhão registrados no mês completo de 2024. A média diária de receita avançou 5%, passando de US$ 59,507 milhões para US$ 62,476 milhões por dia útil.

O preço médio por tonelada também apresentou alta de 1,8%, saindo de US$ 194,60 em setembro de 2024 para US$ 198,10 neste mês.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: APPA – Paranaguá

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Desembolso rural do primeiro bimestre do Plano Safra 2025/2026

O desempenho do crédito rural em julho, excluindo o Pronaf, registrou queda de 8% em relação ao mesmo período da safra anterior. Foram contratados e concedidos R$ 39,5 bilhões, contra R$ 42,8 bilhões no mesmo mês do ciclo passado. No entanto, ao se considerar também os valores já contratados, mas ainda não liberados, o total alcança R$ 49,58 bilhões, o que representa um crescimento de 15,76%. Como os valores são registrados não no momento da contratação, mas quando são concedidos, ou seja, liberados, e existe um prazo de até 360 dias para que a liberação ocorra, a comparação com a safra anterior se torna mais realista, pois ela já contabiliza a totalidade dos recursos contratados.

É importante explicar a estrutura de alocação dos recursos no Plano Safra, em especial a distinção entre fontes controladas e livres, sendo estas últimas exemplificadas pelas Cédulas de Produto Rural (CPR).

Do total de R$ 516 bilhões anunciados para o Plano Safra 2025/2026, R$ 174,6* bilhões (34%) são recursos controlados, com taxas de juros fixas e pré-definidas. Eles incluem: os Recursos Obrigatórios oriundos de depósitos à vista (MCR 6-2), os Fundos Constitucionais de Financiamento (FCO, FNO e FNE), o Funcafé e os recursos equalizados. Estes últimos têm como origem a poupança rural, as LCAs, o FAT, recursos ordinários do BNDES e os próprios das instituições financeiras.

A programação de recursos equalizados para médios e grandes produtores é de R$ 113,8 bilhões, sendo R$ 64,25 bilhões destinados ao custeio e R$ 49,53 bilhões ao investimento. Como a equalização consiste no pagamento, pelo Tesouro Nacional, da diferença entre o custo da fonte e a taxa de juros final ao mutuário, esse volume é viabilizado por R$ 3,9 bilhões previstos em subvenção.

Os recursos livres, por sua vez, dividem-se em duas categorias: direcionados e sem direcionamento. Os direcionados correspondem a valores que, por norma, devem ser aplicados no crédito rural, mas com taxas livres. É o caso da poupança rural (70% da captação) e das LCAs (60% das emissões), que podem ser aplicadas em operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização, ou na aquisição de CPRs emitidas por produtores. Já os recursos livres, sem direcionamento, possuem encargos financeiros mais próximos dos praticado pelo mercado de crédito tradicional.

Na composição do Plano Safra 2025/2026, os recursos livres direcionados somam R$ 300 bilhões, enquanto os sem direcionamento chegam a R$ 27 bilhões, o que corresponde a apenas 8% do total de recursos livres. Ressalte-se que os direcionados, possuem OBRIGAÇÃO NORMATIVA de aplicação, sob pena de cobrança de custo financeiro por Deficiência no Cumprimento das Exigibilidades (vide Manual de Crédito Rural, capítulo 6, seção 5) e, portanto, costumam apresentar encargos financeiros mais baixos em relação aos livres sem vinculação.

O planejamento para financiamentos via CPR no ciclo atual totaliza R$ 188,53 bilhões. Desse montante, R$ 179,43 bilhões correspondem à aquisição, por instituições financeiras, de CPRs contabilizadas para cumprimento das exigibilidades das LCAs, enquanto R$ 9,1 bilhões são destinados ao cumprimento das exigibilidades da poupança rural.

O desempenho do primeiro mês da safra, por si só, não define a trajetória do crédito rural ao longo do período. Condições conjunturais, como preços de produtos e insumos ou fatores climáticos, podem influenciar a procura por crédito e o tempo de decisão do produtor.

No acumulado provisório de julho e agosto de 2025, foram concedidos R$ 81,11 bilhões: R$ 33,72 bilhões em custeio, R$ 4,48 bilhões em investimento, R$ 4,36 bilhões em comercialização, R$ 5,36 bilhões em industrialização e R$ 33,19 bilhões em emissões de CPR. Ao considerar também os valores contratados e ainda não liberados, o total pode alcançar R$ 99,08 bilhões, praticamente em linha com os R$ 100,81 bilhões do mesmo período de 2024/2025, o que representa uma redução de apenas 1,75%.

Atualmente, 25 instituições financeiras operam recursos equalizáveis, incluindo o BNDES, que atua com todas elas e com aquelas que não possuem linhas próprias de equalização. Isso garante maior pulverização dos financiamentos e amplia a chance de contratação em programas com forte demanda, como o Moderfrota, o Proirriga, o Renovagro, o Inovagro e o PCA, mesmo quando há escassez em algum banco específico.

Fonte: MAPA Foto: Divulgação