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Revista APASEM 2025

Durante o 10º Congresso de Sementes das Américas (SAA), realizado nesta semana em Foz do Iguaçu, a APASEM lançou a edição 2025 de sua revista institucional. A publicação traz conteúdos de grande relevância para o setor, como uma entrevista com Mariangela Hungria — a primeira brasileira a receber o Prêmio Mundial de Alimentação — e uma reportagem sobre a importância dos treinamentos em análise de sementes promovidos nos LAS APASEM, entre vários outros temas. Os participantes do congresso já puderam garantir o seu exemplar em primeira mão.

A APASEM agradece a todos os apoiadores da 9ª edição da revista, que contribuíram para o fortalecimento dessa importante publicação.

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Não perca a oportunidade de estar na próxima edição da Revista APASEM, lançada sempre onde se encontra o setor de sementes.

Crédito ABRASEM

CRISPR e Lei de Cultivares moldam o futuro da agricultura

Tecnologia acelera o melhoramento genético de sementes enquanto legislação busca frear pirataria e garantir inovação no campo

Jhony Möller, Diretor Executivo da Apasem (Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas), nesta quarta-feira (1º), durante o 10º Congresso de Sementes das Américas (SAA Seed Congress), realizado em Foz do Iguaçu, destacou como os avanços tecnológicos estão revolucionando o melhoramento genético de plantas. Segundo ele, os métodos tradicionais, que antes exigiam de 10 a 15 anos de cruzamentos para desenvolver uma nova variedade, foram substituídos por ferramentas modernas como o CRISPR (tecnologia de edição genética), que permitem intervenções mais rápidas e precisas nos genes.

Diferente da transgenia, explicou Möller, a edição genética não necessariamente adiciona genes externos, mas atua em ligações internas, “ligando ou desligando” funções específicas. Ele citou como exemplo a soja tolerante à seca: “ao desativar um gene responsável por reduzir a atividade da planta em períodos de estiagem, foi possível criar uma variedade capaz de manter-se ativa até a volta das chuvas”.

Esse tipo de inovação, avalia o executivo, não representa apenas ganhos em produtividade, mas também maior resiliência das lavouras diante de fenômenos climáticos, como El Niño e La Niña, que impactam diretamente a disponibilidade de água nas safras. “Estamos diante de um salto científico que torna a condução das lavouras mais segura e sustentável”, afirmou.

O impacto vai além da soja. Culturas como o tomate já estão sendo estudadas para incluir características que não só reforçam a resistência, mas também trazem benefícios à saúde humana. Uma das pesquisas em andamento busca variedades capazes de contribuir para a saúde cardiovascular, ampliando o alcance da biotecnologia da produção de alimentos para a qualidade de vida das pessoas.

LPC é um pilar essencial

Paralelamente, a tecnologia de edição genética se soma à Lei de Proteção de Cultivares, apontada como um pilar essencial para fortalecer a inovação no setor agrícola. A legislação, apoiada por associações estaduais e pela Abrasem (Associação Brasileira de Sementes e Mudas), estabelece responsabilidades claras sobre a produção de sementes, desde o desenvolvimento de germoplasma até a cobrança de royalties.

Um dos pontos centrais da lei é o combate à pirataria de sementes, prática que gera perdas bilionárias. Estudos apontam que cerca de 11% da soja cultivada no Brasil é plantada com sementes piratas, resultando em prejuízo anual de aproximadamente R$ 10 bilhões. “Quando combatemos a pirataria, não estamos apenas protegendo os obtentores, mas fortalecendo toda a cadeia produtiva, garantindo arrecadação tributária e criando um ambiente mais justo para a agricultura avançar”, reforçou Möller.

Na avaliação do dirigente, tanto o avanço científico quanto o respaldo legal caminham juntos para impulsionar a agricultura sustentável, conciliando produtividade, inovação, segurança alimentar e responsabilidade ambiental.

Fonte e Foto: ABRASEM

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Propriedade intelectual e pirataria de sementes em debate no Congresso das Américas

Evento em Foz do Iguaçu reúne 400 especialistas de 18 países e destaca desafios regulatórios e inovação no setor agrícola

O Congresso de Sementes das Américas, realizado em Foz do Iguaçu, entrou em sua reta final com debates que colocaram a propriedade intelectual no centro das discussões. O evento reúne mais de 400 pesquisadores de 18 países e encerra nesta quarta-feira (1º), com painéis sobre melhoramento de plantas, edição gênica, fitossanidade e o painel “Sementes na encruzilhada”.

No painel “Criação de valor da propriedade intelectual”, Miguel Rapela, professor e pesquisador da Universidade Austral, apresentou um panorama comparativo sobre as legislações de proteção de variedades vegetais (PBR) no Cone Sul. Segundo ele, há semelhanças entre os países, como a pressão de empresas contra o uso de sementes salvas pelos agricultores e a busca pela modernização das normas. “Vivemos um cenário de avanços desiguais, sobreposição de regras e concentração de mercado, o que exige uma agenda regional mais alinhada”, destacou Rapela.

Na prática, a propriedade intelectual de sementes garante aos pesquisadores e melhoristas o direito sobre novas variedades desenvolvidas, reconhecendo o esforço e o investimento em inovação. Isso significa que, ao criar sementes mais resistentes, produtivas ou adaptadas às mudanças climáticas, os criadores passam a ter proteção legal e recebem compensação financeira por meio de royalties.

O sistema não só assegura retorno para quem investe em pesquisa, como também amplia o acesso dos agricultores a sementes de qualidade superior. O resultado é uma agricultura mais produtiva, sustentável e capaz de responder aos desafios globais de segurança alimentar.

Ainda dentro do tema sobre a segurança sobre a propriedade intelectual, Marlene Ortiz, da Associação Mexicana de Sementes, explicou que a pirataria é favorecida por preços baixos e pelo desconhecimento dos agricultores, que muitas vezes compram sementes ilegais acreditando serem originais.

Pirataria de sementes no Brasil causam prejuízos milionários

A pirataria de sementes de soja causa perdas estimadas em R$ 10 bilhões ao ano no Brasil, alerta a CropLife Brasil em estudo feito com a consultoria Céleres. Aproximadamente 11% da área plantada de soja no país utiliza sementes irregulares, sem registro no Ministério da Agricultura, o que equivale à área de cultivo do estado do Mato Grosso do Sul. No Rio Grande do Sul, esse percentual é ainda maior, com danos próximos a R$ 1,1 bilhão por safra. Recentemente, durante a Operação Semente Segura II, foram apreendidas mais de 3.000 toneladas de sementes piratas avaliadas em R$ 35 milhões.

Além do prejuízo financeiro, sementes ilegais comprometem qualidade, produtividade, trazem risco fitossanitário e enfraquecem o sistema de inovação genético. Catharina Pires, diretora de Biotecnologia e Germoplasma da CropLife Brasil, enfatiza que é urgente unir forças entre setor público e privado para enfrentar o problema: “Pirataria de sementes é um tema grave para a cadeia produtiva do agro. É preciso fomentar novas condutas, firmeza na fiscalização e punição conforme a legislação para quem persistir na prática dessa atividade ilegal.”

Encerrando o ciclo de debates, Lorelei Garagancea, representante da Federação Internacional de Sementes, destacou os avanços da UPOV (União Internacional para a Proteção de Obtenções Vegetais), organismo internacional que estabelece regras para a proteção de variedades vegetais. Ela ressaltou que o grande desafio é encontrar um equilíbrio entre os direitos dos obtentores — que investem em pesquisa para desenvolver novas sementes — e o acesso dos pequenos agricultores, que muitas vezes dependem da prática tradicional de guardar sementes de uma safra para outra.

Lorelei também explicou a importância do conceito de EDV (Variedade Essencialmente Derivada, na sigla em inglês). Esse mecanismo garante que, quando uma nova variedade de planta é criada a partir de outra já protegida, os direitos do obtentor original sejam reconhecidos. Na prática, isso evita cópias desleais e assegura um ambiente de competitividade justa e incentivo contínuo à inovação no setor de sementes.

Fonte e Foto: ABRASEM

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Soja deve manter produtividade média apesar de risco de La Niña

Com o plantio da safra 2025/26 em andamento, a soja brasileira deve manter produtividade próxima à média histórica, mesmo sob o risco de uma La Niña de baixa intensidade. A estimativa da Céleres é de 60,7 sacas por hectare, sustentando a produção nacional diante de desafios climáticos e econômicos.

A possível configuração de uma La Niña, ainda que branda, tende a não causar grandes desvios nas chuvas durante o ciclo de setembro a fevereiro. Isso favorece um cenário mais estável para o desenvolvimento da oleaginosa, especialmente nas principais regiões produtoras como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

A produtividade estável se torna ainda mais relevante no contexto de estoques globais elevados. A manutenção do rendimento por hectare pode ser fator decisivo para reduzir inadimplência no setor, que enfrenta margens de lucro comprimidas e custos de financiamento elevados.

O relatório também alerta para o impacto da taxa de câmbio e dos preços internacionais, que seguem pressionados. Com a comercialização ainda lenta, os produtores devem priorizar o manejo eficiente e monitoramento climático como estratégias para proteger a rentabilidade.

Apesar do cenário relativamente neutro no clima, a recomendação é de cautela. Oscilações locais nas precipitações podem influenciar o resultado final da colheita, exigindo atenção redobrada nas decisões agronômicas ao longo da safra.

Para os produtores, a estratégia é garantir produtividade média pode ser suficiente para equilibrar as contas diante de um mercado externo desfavorável. A soja, mais uma vez, depende da eficiência no campo para manter sua competitividade global.

Fonte e Foto: Agrolink

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Safra de Trigo no Brasil em 2025 deve cair para 7,3 milhões de toneladas

A safra brasileira de trigo em 2025 está estimada em 7,3 milhões de toneladas, volume inferior ao registrado no ano anterior. A informação foi apresentada pelo analista e consultor da Safras & Mercado, Élcio Bento, durante painel realizado no 10º Safras Agri Week.

Com uma produção interna mais enxuta, o Brasil deve intensificar as importações de trigo neste ano. Segundo Bento, o país deve trazer do exterior cerca de 7 milhões de toneladas do cereal para atender à demanda doméstica.

Oferta Global Pressiona os Preços

Embora a menor safra brasileira pudesse indicar alta nos preços ao produtor, o analista ressalta que a safra global recorde deve neutralizar esse movimento. A expectativa é de forte oferta vinda de países vizinhos da América do Sul, especialmente da Argentina, que deve colher mais de 20 milhões de toneladas de trigo pelo segundo ano consecutivo.

Andamento da Colheita no Brasil

No mercado interno, a colheita no Cerrado está praticamente finalizada, com boa parte da produção já comercializada. No Paraná, mais de 50% da safra já foi colhida, e os preços começam a se estabilizar.

No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, os trabalhos de campo devem ganhar ritmo em outubro. Entretanto, Élcio Bento destaca que, diante de uma safra menos expressiva no Sul, o saldo exportável de trigo gaúcho será menor em 2025.

Fonte e Foto: Portal do Agronegócio

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Tecnologia e sustentabilidade pautam futuro da agricultura no Brasil

Evento discute tecnologias que prometem transformar a agricultura, conciliando aumento da produtividade com sustentabilidade e preservação ambiental.

O Paraná abriu a semana destacando sua força no agronegócio durante a abertura do 10º Congresso de Sementes das Américas (SAA), realizado nesta segunda-feira (29) em Foz do Iguaçu. O encontro, que segue até 1º de outubro, reúne cerca de 400 especialistas de 18 países para debater os rumos da agricultura diante da necessidade global de produzir mais alimentos de forma sustentável.

Organizado pela Seed Association of the Americas (SAA), em parceria com a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), o congresso traz ao Brasil um dos debates mais estratégicos do setor, com foco em inovação, segurança alimentar e preservação ambiental. Além de impulsionar a agricultura, a expectativa é que o evento movimente a economia local e consolide Foz como destino estratégico para negócios ligados ao campo.

Na cerimônia de abertura, o presidente do Conselho da Abrasem, Paulo Pinto de Oliveira Filho, destacou o papel central dos pesquisadores e das novas tecnologias para o futuro do agronegócio. “Estamos antecipando o que vai acontecer nos próximos anos. Precisamos produzir mais, reduzir custos e preservar o meio ambiente. Esse é o grande desafio que será discutido aqui: aumentar a produtividade de maneira sustentável”, afirmou.

Paraná destaca força no agronegócio

O crescimento populacional mundial, que já ultrapassa 8 bilhões de pessoas, aliado ao aumento da demanda por proteína animal na dieta humana, coloca o agronegócio em posição estratégica. Durante a abertura do 10º Congresso de Sementes das Américas, em Foz do Iguaçu, o secretário de Agricultura do Paraná, Marcio Nunes, representando o governador Ratinho Junior, ressaltou o protagonismo do estado.

Atualmente, o Paraná é o maior exportador de peixe e frango do Brasil, o segundo em suínos e o terceiro em bovinos, transformando proteína vegetal em proteína animal para atender mercados globais. “Para sustentar essa posição e impulsionar o setor, é crucial aumentar a produtividade através da adoção de tecnologias. Eventos como este são exemplos valiosos de como unir produção, preservação e recuperação ambiental”, afirmou Nunes.

A agricultura paranaense vive um momento de prosperidade: o estado alcançou um PIB de R$ 800 bilhões, dobrando em sete anos. “É hoje o estado que mais cresceu, se desenvolveu e gerou empregos com carteira assinada no país, sempre alinhado ao compromisso ambiental e ao turismo”.

Já o pesquisador Enilson Nogueira, Analista-chefe da Céleres Consultoria, fez uma apresentação do panorama agrícola, em especial sobre os desafios e oportunidades do mercado de sementes no Brasil. Ele destacou que a soja é o principal produto de exportação brasileira, mas a pauta de exportações brasileiras está cada vez mais diversificada, com itens como carne, produtos de base florestal, como madeira, celulose e café. “Esse movimento fortalece a posição do Brasil como fornecedor confiável de alimentos, mas também evidencia uma vulnerabilidade: a dependência excessiva de três grandes parceiros — China, União Europeia e Estados Unidos. Para o palestrante, diversificar mercados é essencial não só para a segurança comercial do país, mas também para a resiliência frente às tensões geopolíticas”, conclui.

Potência verde

O pesquisador Evaristo de Miranda, desmistificou a ideia de que crescimento agrícola e sustentabilidade são antagônicos no Brasil. Com o título “O Futuro da Agricultura Brasileira é Sustentável”, Miranda apresentou um panorama de como o país se consolidou como uma potência verde, conciliando a produção de mais de 350 milhões de toneladas de grãos anuais com a preservação de vastas áreas de biomas.

A pesquisa de Miranda aponta que a agricultura brasileira não só garante que a população se alimente bem e de forma acessível – exemplificado pelo salto do consumo de frango de 3 kg por ano em 1970 para 46 kg em 2024 –, mas também carrega a balança comercial, com exportações que superam os US$ 170 bilhões. “Essa força econômica é acompanhada por um compromisso ambiental notável: 33,2% do território brasileiro é preservado por produtores rurais em propriedades privadas, somando-se a áreas públicas protegidas para atingir cerca de 66% de área conservada do país”, destaque.

Miranda ressaltou ainda a importância da inovação e da tecnologia para essa jornada. “Apesar da dependência externa por insumos como adubos e defensivos, o Brasil avança na busca por uma agricultura eficiente e responsável”, conclui.

Reflexões globais sobre o futuro agrícola

As palestras da tarde mostraram como mercado, políticas e regulações moldam o futuro da agricultura. Representantes da S&P Global destacaram que biocombustíveis e diversificação de culturas vão ganhar força na próxima década.

Sam Crowell (ASTA) alertou que tarifas e tensões comerciais, como as da era Trump, ainda trazem instabilidade ao setor e o Garlich von Essen (Euroseeds) trouxe a visão europeia, marcada pela agenda verde e pela regulação ambiental. Ele ressaltou que União Europeia e Reino Unido mantêm metas comuns mesmo após o Brexit.

A guerra da Ucrânia aproximou a Europa de parceiros pragmáticos na América Latina, o Mercosul e o México foram citados como aliados estratégicos. As falas reforçaram que inovação e sustentabilidade caminham junto com a geopolítica e o futuro agrícola global depende da capacidade de adaptação e cooperação.

Fonte: Assessoria de Imprensa Foto: Abrasem

CSM PR - POST 2° LOTE

Aberto 2º lote de inscrições para o Fórum CSM-PR 2025

Está aberto o 2º lote de inscrições para o Fórum Técnico da Comissão de Sementes e Mudas do Paraná (CSM-PR) 2025

Garanta sua vaga agora mesmo neste link.

Data: 25, 26 e 27 de novembro

Local: Buffet Planalto – Londrina/PR

Serão três dias intensos de aprendizado, networking e troca de experiências entre profissionais, pesquisadores, produtores e empresas do setor de sementes do Paraná e de diversas regiões do Brasil.

Por que participar?

  • Programação técnica de alto nível
  • Conexões estratégicas com os principais agentes da cadeia de sementes
  • Oportunidade de debater tendências e desafios do setor
Plantação de milho. espiga. Foto:Jaelson Lucas / AEN

De acordo com a Conab, na última semana a semeadura da 1ª safra 25/26 de milho no Brasil alcançou 20,80% da área estimada

Na semana encerrada em 26/09, o indicador de diferencial de base do preço do milho entre MT e a CME-Group recuou 3,81% ante a semana anterior, fechando a média em R$ -8,76/sc. A queda foi influenciada pela valorização no preço do milho no estado, que aumentou 0,52% em relação à semana anterior, alcançando R$ 44,50/sc, sustentado pelo mercado interno, onde a demanda das indústrias permanece aquecida.

Em Chicago, por sua vez, as cotações permaneceram relativamente estáveis no período de 22/09 a 26/09, registrando queda de 0,28%, encerrando na média de R$ 53,26/sc. O movimento reflete a cautela do mercado diante da projeção da produção, em meio à possibilidade de corte de produtividade com o decorrer da colheita, aliado a queda nas condições das lavouras.

Por fim, para as próximas semanas, o mercado deve manter o foco nos dados do USDA, acompanhando o progresso das lavouras nos EUA, fatores que podem direcionar o comportamento das cotações.

REDUÇÃO: a cotação do milho na B3 contrato corrente apresentou desvalorização de 1,33% na última semana, acompanhando as perdas do mercado internacional.

QUEDA: a paridade de exportação para jul/26 caiu 0,63% no comparativo semanal, motivada pela retração do milho na CME-Group.

DIMINUIÇÃO: em Campinas/SP, o preço do milho encerrou a semana cotado a R$ 64,42/sc, registrando baixa de 1,28% ante a semana anterior.

De acordo com a Conab, na última semana a semeadura da 1ª safra 25/26 de milho no Brasil alcançou 20,80% da área estimada.

Com isso, a semeadura apresentou avanço semanal de 6,10 p.p, enquanto ao mesmo período da safra 24/25, os trabalhos estão 4,60 p.p à frente e 2,60 p.p. acima da média das últimas cinco safras. O maior ritmo foi impulsionado pelo progresso na semeadura no Sul do país, com destaque para o Paraná (+20,00 p.p.), Santa Catarina (+20,00 p.p.) e Rio Grande do Sul (+13,00 p.p.). Até 20/09, a semeadura atingiu 44,00% no PR, 35,00% em SC e 66,00% no RS.

O desempenho mais acelerado decorre das condições climáticas favoráveis nessas regiões, onde as chuvas recentes garantiram boa umidade no solo para o início das operações. Apesar do adiantamento, apenas esses três estados iniciaram os trabalhos, que juntos representam 36,18% da área nacional projetada para a 1ª safra.

Por fim, nas próximas semanas, o NOAA prevê precipitações entre 35 e 75 mm na região Sul, o que tende a favorecer o desenvolvimento das áreas.

Confira o Boletim Semanal do Milho n° 867 completo, clicando aqui.

Fonte: Mais Soja via Imea Foto: Divulgação

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Trigo/Cepea: Valor médio no PR em setembro é o mais baixo desde abril/24

Os preços do trigo seguem em queda no Brasil, indicam pesquisas do Cepea. No Paraná, especificamente, o valor médio do cereal em setembro é o menor desde abril de 2024, em termos reais. No Rio Grande do Sul, os atuais valores são os mais baixos desde janeiro deste ano. De acordo com pesquisadores do Cepea, a pressão vem da intensificação da colheita nacional, da desvalorização do dólar frente ao Real em setembro e da queda nos preços externos. Além disso, a suspensão temporária das retenciones (taxas de exportação) na Argentina levou compradores a reduzir ainda mais suas ofertas, forçando vendedores a aceitar valores menores.

De acordo com dados do Cepea, em setembro (até o dia 26), a média do trigo no Rio Grande do Sul está em R$ 1.262,67/tonelada, baixas de 2,2% frente à de agosto/25 e de 9,2% sobre a de setembro/24, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI), sendo também a menor desde janeiro/25. No Paraná, a média está em R$ 1.354,35/t, recuo mensal de 5,5% e queda anual 10,3%, e registrando o patamar mais baixo, em termos reais, desde abril/24.

Fonte: Cepea Foto: Divulgação

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Mercado de trigo segue pressionado no Sul

O mercado de trigo apresentou oscilações regionais nesta semana, com destaque para a estabilidade dos preços no Rio Grande do Sul e quedas mais acentuadas em Santa Catarina e Paraná. Segundo a TF Agroeconômica, a oferta segue elevada, mas a demanda está retraída, em meio à chegada de trigo argentino e à pressão de preços internacionais.

No Rio Grande do Sul, o mercado disponível segue parado, com moinhos cobertos e preços estáveis, mesmo diante de muitos lotes de safra nova ofertados a R$ 1.100. Os preços de exportação para dezembro recuaram para R$ 1.180,00, com possibilidade de deságio de até 20% para trigo de ração. Além disso, a chegada de 30 mil toneladas de trigo argentino ao porto de Rio Grande deve ampliar a pressão sobre os preços locais, que já registram queda no preço da pedra em Panambi, a R$ 68,00/saca.

Em Santa Catarina, os preços pagos aos produtores recuaram entre R$ 1,00 e R$ 9,00/saca em diferentes praças, com destaque para Canoinhas (R$ 69,33/saca) e São Miguel do Oeste (R$ 67,00/saca). O mercado segue parado, sem ofertas significativas de trigo local, e compradores recorrem a lotes de São Paulo e do Cerrado. Já no Paraná, a queda de 0,78% em três dias úteis tornou o trigo importado mais atrativo frente ao gaúcho. O cereal paraguaio foi ofertado entre US$ 230 e US$ 245 posto Oeste do PR, enquanto o argentino nacionalizado chegou a US$ 269 no Porto.

Os preços pagos aos produtores paranaenses recuaram 3,56% na semana, para R$ 68,00/saca, abaixo do custo de produção estimado pelo Deral em R$ 74,63/saca. Isso reforça o prejuízo atual, ainda que no mercado futuro já tenham ocorrido oportunidades de rentabilidade de até 32,1%, evidenciando a importância da estratégia de venda antecipada para mitigar perdas.

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação