Colheita de soja. Fotos:Jaelson Lucas / Arquivo AEN

Paraná fecha 2025 com 13,5% de participação na safra nacional de grãos; produção vai aumentar

O Paraná consolidou em 2025 o protagonismo na produção de grãos. Dados divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Estado ficou com 13,5% da participação nacional na produção no ano passado, logo após o Mato Grosso (32%). Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,3%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%) completam a lista.

Apenas no prognóstico de dezembro o Paraná teve uma das principais variações positivas do Brasil, com crescimento de 49 mil toneladas. Outras variações relevantes aconteceram em São Paulo (253 mil t), no Pará (92 mil t), em Goiás (74 mil t), no Tocantins (52 mil t) e no Maranhão (20 mil t). A safra de 2025 do Paraná bateu recorde da série histórica do IBGE com 46,8 milhões de toneladas.

Ao mesmo tempo o Paraná deve renovar esse protagonismo em 2026, a partir do terceiro prognóstico de área e produção para a safra do IBGE. A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 339,8 milhões de toneladas em relação ao segundo prognóstico, houve crescimento de 4,2 milhões de toneladas.

Segundo o IBGE, o Paraná deve ter aumento de 1,5% na produção em 2026. Outros estados que devem ter bom desempenho no setor são no Rio Grande do Sul, Piauí e Rondônia. Na contramão, o IBGE aponta declínios no Mato Grosso (-7,9%), em Goiás (-8,0%), no Mato Grosso do Sul (-6,8%), em Minas Gerais (-1,7%), na Bahia (-4,7%), em São Paulo (-4,8%), no Tocantins (-2,9%), no Maranhão (-0,7%), no Pará (-8,6%), em Santa Catarina (-1,6%) e em Sergipe (-7,4%).

O Paraná é o maior produtor brasileiro de feijão na 1ª safra, com uma estimativa de 191,1 mil toneladas. A produção paranaense deve representar 19,4% do total a ser colhido nessa 1ª safra. A estimativa da produção da 2ª safra é melhor. O Paraná vai produzir 553,5 mil toneladas, crescimento de 3% em relação ao prognóstico de novembro e de 2,7% em relação ao volume colhido nessa mesma safra em 2025, devendo participar com 42,8% do total da safra, seguido pelo Mato Grosso, com 172,9 mil toneladas.

A estimativa para a produção nacional de milho (2ª safra) para 2026 é de 104,6 milhões de toneladas. O Paraná é o segundo maior produtor e deve alcançar uma safra de 17,3 milhões de toneladas, devendo participar com 16,5% do total. Também são relevantes na produção do milho 2ª safra: Goiás, com 13,3 milhões de toneladas, participação de 12,7% e Mato Grosso do Sul, com 10,3 milhões de toneladas, participação de 9,8%.

A produção nacional de soja em 2026 deve ter aumento de 2,5% em relação à safra anterior, totalizando 170,3 milhões de toneladas, o que caracterizaria novo recorde na produção nacional da leguminosa. O Paraná estimou a segunda maior produção nacional, 22,1 milhões de toneladas, representando um crescimento de 3,6% na comparação com o volume produzido em 2025, o que seria a maior safra já alcançada no Estado.

Fonte e Foto: AEN

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Safra de Soja do Paraná se aproxima do recorde e novo boletim reforça otimismo

A soja é outra vez destaque no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, e ao que tudo indica caminha para um desempenho próximo ao recorde histórico. O cenário aparenta ser positivo para o agronegócio paranaense – e o Boletim desta quinta-feira (15) também traz uma análise sobre o desempenho da fruticultura, e ainda um retrato do mercado de trabalho atual, evidenciando a absorção de mão de obra estrangeira pelo setor de suinocultura.

No caso da soja, as condições de campo reforçam o otimismo quanto à safra 2025/2026. A reavaliação das lavouras indica que 90% das áreas estão em boas condições, índice superior ao registrado na semana anterior e melhor do que o observado nas últimas oito safras. Com isso, a produção paranaense poderá alcançar cerca de 22 milhões de toneladas, volume muito próximo ao recorde estadual de 22,3 milhões de toneladas obtido no ciclo 2022/2023.

As primeiras colheitas de soja, concentradas principalmente no Oeste do Estado, já demonstram bons indicativos de produtividade, embora ainda representem uma parcela reduzida da área total semeada. Apesar do cenário produtivo favorável, o Deral alerta para a necessidade de cautela, uma vez que a maior parte das lavouras ainda tem pela frente fases mais críticas de desenvolvimento. No entanto, para a comercialização os preços seguem pressionados pela estabilidade das cotações internacionais e pela valorização do real, mantendo a saca de soja – no que diz respeito a valores – em patamares semelhantes aos do início de 2025.

Mão de obra estrangeira

Em relação ao mercado de trabalho, o Boletim traz dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostrando que, ao final de 2024, trabalhadores imigrantes ocupavam 15,6% dos empregos formais em frigoríficos de abate de suínos no Brasil. No Paraná, essa participação chegou a 8,4%, com predominância de haitianos, venezuelanos e paraguaios.

Já no segmento de criação de suínos, a presença de estrangeiros é menor, mas o Estado lidera nacionalmente as contratações, sobretudo de trabalhadores paraguaios. O levantamento reforça a importância social e econômica da suinocultura, especialmente em um contexto de fluxos migratórios internacionais.

Fruticultura

A fruticultura brasileira também apresentou resultados expressivos em 2025. As exportações do setor superaram 1,3 milhão de toneladas, com crescimento de quase 20% no volume embarcado, em relação a 2024. A receita alcançou US$ 1,56 bilhão, o que significa um avanço de 12,8% na comparação anual. Mesmo com a redução de 5,7% no preço médio da tonelada, os números confirmam o fortalecimento das frutas brasileiras no mercado internacional, superando a marca de um bilhão de dólares em vendas e consolidando a presença do setor no comércio global.

Fonte: AEN Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

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Milho/BR: Colheita chega a 4,4% da área nacional semeada

Em MG, as lavouras continuam a ser beneficiadas pelas condições climáticas favoráveis. No RS, o avanço da colheita continua tímido devido às chuvas localizadas e ao atraso no ciclo da cultura. As produtividades iniciais têm superado as estimativas.

Na BA, as boas precipitações aliadas aos períodos de sol têm favorecido a cultura. No PI, o plantio foi finalizado no Sudoeste. Nas demais regiões, ele acompanha a ocorrência das chuvas, que continuam irregulares.

No PR, as boas precipitações ocorridas em janeiro ajudaram a consolidar o potencial produtivo das lavouras. Em SC, a colheita está no início e as produtividades têm refletido as boas condições climáticas. No MA, o plantio avança lentamente devido à irregularidade e falta de chuvas nas regiões produtoras.

Em GO e SP, as primeiras áreas semeadas já se aproximam da maturação. No PA, a regularização das precipitações ocorrida na última semana permitiu um grande avanço da área semeada, aproximandose da finalização. As primeiras áreas plantadas estão no estádio de enchimento de grãos.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Café inicia o ano em alta no Brasil

O mercado brasileiro de café voltou a apresentar maior dinamismo após a retomada das atividades no início do ano. Dados do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada (Cepea) indicam que o volume de negociações aumentou, impulsionado principalmente pela valorização dos preços no mercado internacional e por fatores climáticos que seguem no radar do setor.

A partir da primeira semana de janeiro, os preços internos passaram a registrar elevação mais consistente, acompanhando o desempenho dos contratos futuros de café negociados na Bolsa de Nova York. O avanço observado nos vencimentos de março de 2026 estimulou a comercialização no mercado doméstico, aproximando as cotações dos níveis considerados mais atrativos pelos produtores.

Entre os principais fatores de sustentação dos preços está o cenário climático adverso em importantes regiões produtoras do Brasil. A redução das chuvas tem gerado preocupação em relação ao desenvolvimento da safra 2026/27, que se encontra na fase de enchimento de grãos na maior parte das lavouras, especialmente nas áreas produtoras de café arábica.

Além disso, a valorização do real frente ao dólar contribuiu para o movimento de alta nos contratos futuros, influenciando o comportamento dos preços internos. No ambiente doméstico, agentes de mercado apontam que a necessidade de geração de caixa por parte de alguns agricultores no início do ano também favoreceu o aumento da liquidez e das negociações.

Fonte: Cepea Foto: Divulgação

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Line-up aponta importação de 5,164 mi de t de fertilizantes em janeiro

De acordo com levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil, foi agendada a importação de 5,164 milhões de toneladas de fertilizantes no período de 1º a 19 de janeiro.

Pelo porto de Santos (SP) deve ser desembarcada a maior parte (1,566 milhão de toneladas). Depois aparece o porto de Paranaguá (PR), com 1,283 milhão de toneladas.

O relatório da agência leva em conta as embarcações já ancoradas, as que estão em largo esperando atracação e ainda as com previsão de chegada até o dia 28 de fevereiro de 2026.

Fonte: Safras News Foto: Divulgação

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Portaria do Paraná amplia período de plantio da soja para produção de sementes

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) assinou nesta terça-feira (13) a portaria que amplia o período de plantio da soja no Estado, ajustando o calendário de semeadura em razão dos impactos provocados por fatores climáticos na safra 2025/2026. A medida atende especificamente os produtores de sementes de soja que enfrentaram atrasos na liberação das áreas agrícolas por conta de condições adversas que comprometeram o ciclo de culturas antecessoras, como milho e feijão.

A ampliação do tempo de plantio é válida exclusivamente para áreas destinadas à produção de sementes de soja no Paraná. Mesmo com a mudança no calendário, o vazio sanitário da soja permanece obrigatório, sendo previsto pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio de uma portaria específica do governo federal.

Pelas normas da Adapar, os produtores aptos a plantar soja devem cumprir os seguintes critérios: atender às exigências quanto à produção de sementes previstas pelo Mapa; comunicar o local de cultivo à Adapar com antecedência de cinco dias da data de semeadura; garantir a colheita ou interrupção do ciclo antes do início do vazio sanitário em sua região; e preencher o formulário oficial obrigatório.

Além de atender a uma demanda concreta do setor produtivo, a medida que permite ampliar o plantio de soja está alinhada ao Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja e às estratégias de racionalização do uso de fungicidas, contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola paranaense.

“Como o Paraná é um dos maiores produtores de semente, neste momento está sendo realizado o cadastro das empresas. A partir daí será iniciado o processo de fiscalização com relação à questão da produção de sementes”, afirma Otamir Martins, diretor-presidente da Adapar. Ele destaca ainda que as ações de fiscalização e monitoramento serão realizadas de modo aleatório, com o acompanhamento por parte dos fiscais de defesa agropecuária da Adapar, com os dados recebidos e acompanhados pelos responsáveis técnicos das cooperativas e casas agropecuárias.

As datas oficiais de plantio e vazio sanitário são:

Região 01 (Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral)

Plantio – 20/09 a 20/01

Vazio Sanitário – 21/06 a 19/09

Região 02 (Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste)

Plantio – 01/09 a 31/12

Vazio Sanitário – 02/06 a 31/08

Região 03 (Sudoeste)

Plantio – 11/09 a 10/01

Vazio Sanitário – 12/06 a 10/09

O vazio sanitário é uma das principais ferramentas no combate à ferrugem asiática da soja, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que pode provocar perdas severas na safra. Durante esse período, é proibida a presença de plantas vivas de soja no campo, incluindo plantas voluntárias, com o objetivo de reduzir o patógeno no ambiente e retardar sua ocorrência na safra seguinte.

Segundo o chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar, Paulo Brandão, a ferrugem asiática da soja é comum no campo e faz parte do manejo fitossanitário, por isso a antecipação do plantio deve levar em conta todos os critérios técnicos. “O vazio sanitário da cultura deve ser adotado sempre por todos os agricultores, em benefício dos mesmos, e é implementado de acordo com critérios técnicos”, afirma. “O vazio sanitário não pode ser inferior a 90 dias consecutivos, e deve respeitar as datas já estabelecidas na safra em desenvolvimento”.

Fonte: AEN Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN

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Portos do Paraná batem recorde com 73,5 milhões de toneladas e alcançam maior crescimento do País

Os portos paranaenses registraram o maior crescimento percentual em volume de cargas entre os portos brasileiros ao longo de 2025. Segundo dados atualizados do Comex Stat, divulgados neste mês de janeiro, o crescimento foi de 10,1% em relação ao ano anterior, reflexo da movimentação de cargas da Portos do Paraná, que passou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões considerando mercadorias exportadas e importadas. O Porto de Santos ficou em 2º, com crescimento de 4%.

O recorde histórico da Portos do Paraná já havia sido quebrado no começo do mês de dezembro, quando a movimentação atingiu 70 milhões de toneladas. No dia 31, chegou a 73.506.480 toneladas. Na média, foram mais de 6,1 milhões de toneladas por mês de produtos que entraram e saíram do Paraná. Em 2024, a média mensal era de 5,5 milhões de toneladas.

De acordo com estudos técnicos realizados em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos, a previsão era de que esse volume só fosse alcançado a partir de 2035. Investimentos e a aplicação de um planejamento de gestão estão entre os principais fatores que contribuíram para esse resultado. “O porto que foi premiado seis vezes seguidas como o melhor do Brasil prova, mais uma vez, que é referência para todo o País”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Nos últimos sete anos, o crescimento na movimentação da Portos do Paraná foi de 38,16%, índice muito acima do registrado no período entre 2011 e 2018, quando o aumento foi de 29,15%.

“Não é simplesmente um novo recorde. É uma conquista que reflete em toda a cadeia econômica do nosso Estado. Prova que estamos trabalhando para fazer deste porto um equipamento logístico melhor e mais adequado, atendendo às solicitações do mercado”, comemorou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Para o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o marco atingido é motivo de comemoração. “Esse novo recorde vem coroar o trabalho altamente qualificado que coloca o Paraná, mais uma vez, em evidência com um dos portos mais eficientes do mundo”, afirmou.

Principais destaques de 2025

A commodity que apresentou o maior crescimento em 2025 foi o milho, que passou de 1.071.474 toneladas, em 2024, para 5.094.470 toneladas em 2025, representando um aumento de 375%. Outro crescimento expressivo foi o de óleos vegetais, com alta de 32% na movimentação, mantendo o Porto de Paranaguá como líder nacional na exportação do produto. Celulose e açúcar ensacado também se destacaram, com aumentos de 16% e 15%, respectivamente.

A soja seguiu em alta, com 14,6 milhões de toneladas enviadas para outros países, o que representa 11% a mais do que em 2024. Na safra 2024/2025, o Paraná colheu 21,4 milhões de toneladas de soja, ou seja, o volume movimentado pelo Porto de Paranaguá representa, de forma ilustrativa e não efetiva, 69% de toda a produção do Estado. Vale destacar que o porto também é responsável pelo envio ao Exterior da soja colhida em outros estados, como Mato Grosso do Sul e São Paulo, por exemplo.

O farelo de soja também se destacou ao longo do ano, com aumento de 5% em comparação ao período anterior, totalizando 6,5 milhões de toneladas exportadas.

A madeira ficou entre os três principais produtos exportados, totalizando 1,6 milhão de toneladas — 0,24% a mais do que em 2024. Um dos principais destinos da mercadoria são os Estados Unidos. Vale destacar que a movimentação se manteve em linha, apesar da instabilidade gerada no mercado até a confirmação de que o produto ficaria fora dos tarifaços aplicados aos produtos brasileiros anunciados pelo governo norte-americano nos meses de abril e agosto.

Importação

Os fertilizantes lideraram o volume na importação, alcançando a marca de 11.609.133 toneladas, crescimento de 4%, batendo, mais uma vez, o recorde histórico. Os portos paranaenses seguem como a principal porta de entrada do produto no País. Mais de 25% do consumo nacional chega por Paranaguá e Antonina. O grupo dos cereais, como trigo, malte e cevada, também registrou recorde, com o desembarque de 1.104.808 toneladas em 2025, frente a 1.078.673 toneladas em 2024.

Fonte e Foto: Agência Estadual de Notícias

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Produção de grãos e área plantada da safra 2025/26 mantém perspectiva de novos recordes

Nesta quinta-feira (15), a Companhia Nacional de Abastecimento divulgou o Quarto Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, que apresenta o aumento de 0,3% na produção brasileira de grãos e crescimento de 2,6% na área cultivada em relação ao ciclo agrícola anterior. Neste novo cenário publicado, a produção estimada das 16 principais culturas do país chegaria a 353,1 milhões de toneladas, em uma área prevista de 83,9 milhões de hectares, o que representa 987,5 mil toneladas a mais e 2,1 milhões de hectares superior à safra 2024/25.

A Região Norte/Nordeste, com a produção estimada em 55,8 milhões de toneladas, equivale a 15,8% do total, e a produção da Região Centro-Sul, projetada em 297,3 milhões de toneladas, corresponde a 84,2% da produção nacional. Destaque para a Região Centro-Oeste, principal produtora, com 174,5 milhões de toneladas, o que representa 49,4% do total nacional.

A soja, principal cultura do país, alcançou 176,1 milhões de toneladas, quantidade 2,7% maior que a da safra passada, o que significa dizer um aumento de 4,6 milhões de toneladas da oleaginosa. O plantio também teve um acréscimo de área de 1,3 milhão de hectares (+2,8%), saindo de cerca de 47,4 milhões de hectares para 48,7 milhões de hectares. Apesar do aumento de produção e de área, a produtividade do grão se manteve em um cenário de estabilidade, com leve oscilação negativa de 0,1%, queda explicada por chuvas irregulares em volumes aquém do esperado em regiões do Mato Grosso do Sul e limitações físicas em solos arenosos em algumas localidades de Goiás, apesar da estimativa de aumento da produtividade do Rio Grande do Sul nessa safra.

Outra importante cultura, o milho, também apresentou acréscimo na área plantada total estimada, somando as três safras, em 22,7 milhões de hectares: a expectativa é de elevação de 4%, um salto de 21,7 milhões de hectares em 2024/25 para 22,8 mil hectares na safra atual, o que corresponde a 871,8 mil hectares a mais. Entretanto, devido a eventos climáticos como tempestades, granizo, baixas e altas temperaturas e veranicos na Região Sul do país e falta de chuvas no estágio inicial de desenvolvimento em Minas Gerais, influenciando na primeira safra, a projeção é que o cereal tenha queda de 1,5% na produção e 5,3% na produtividade, computadas as três safras. Em relação à produção, ela sai de 141 milhões de toneladas na safra 2024/25 para em torno de 138,9 milhões nesta safra, uma redução de 2,23 milhões de toneladas. Já no que se refere a produtividade, a estimativa é que ela caia 343 kg/ha, sendo de 6.457 kg/ha no ciclo agrícola passado e agora de 6.114 kg/ha.

Já o sorgo, uma cultura em forte expansão no Brasil, é mais um grão que tem expectativa de ampliação em área e em produção – ganhando 11,3% mais de espaço plantado nas lavouras e 9,2% na quantidade disponível do cereal. Na safra 2024/25, a produção foi de 6,1 milhões de toneladas, já no ciclo agrícola vigente, essa quantidade chega a aproximadamente 6,7 milhões de toneladas, uma diferença de 563,5 mil toneladas. Da mesma forma, a área também deve ter uma adição de 184,3 hectares, partindo de 1,6 milhão de hectares na safra passada e chegando a 1,8 milhões de hectares na safra 2025/26. Ainda assim, a produtividade do grão tende a diminuir em 1,9%, deixando os 3.739 kg/ha do ciclo passado e chegando a 3.670 kg/ha na safra corrente. Destaca-se que o maior cultivo do sorgo acontecerá na segunda safra, após a colheita da soja.

Impulsionado pela demanda por óleo vegetal e biodiesel, a perspectiva de produção do girassol é de 101,9 mil toneladas, ou seja, 1,5 mil toneladas a mais que na safra passada, que era de 100,4 mil toneladas – um aumento de 1,5%. A área para o plantio da oleaginosa também deve ter expansão de 3,1%, aumentando em 1,9 mil hectares – de 61,9 mil hectares em 2024/25 para 63,8 em 2025/26. Contudo, a expectativa é que a produtividade do grão apresente decréscimo de 1,5%, em razão da regularidade das chuvas, com intervalos de boa insolação e temperaturas amenas no Rio Grande do Sul. Por esses motivos, projeta-se um recuo da produtividade do grão de 24 kg/ha, o qual atingiu a marca de 1.622 kg/ha na safra anterior e deve recuar para 1.598 kg/ha na safra presente.

Por fim, a mamona, a qual também vem ampliando o cultivo no Brasil, recentemente, por causa do fornecimento do óleo de rícino para biocombustíveis, cosméticos e farmacêuticos, demonstra aumento em área, produção e produtividade. Em consequência do aumento do cultivo e de boas condições climáticas na Bahia, a estimativa é que o grão supere a produção na safra 2024/25 de 100 mil toneladas, alcançando 147,4 mil toneladas na safra atual. Da mesma forma, a área cultivada será 9,3% maior – no ciclo passado foi de 69,6 mil hectares -, atingindo a marca de 76,1 mil hectares, o que quer dizer 6,5 mil hectares a mais. Como resultado, a produtividade também se encaminha para ter um significativo avanço de 34,8%, saindo de 1.437 kg/ha na safra anterior para 1.938 kg/ha para o ciclo 2025/26. Assim como o sorgo, a maior parte da semeadura do girassol acontecerá após a colheita da primeira safra, sobretudo no Centro-Oeste.

Demais culturas de verão

A semeadura das culturas de primeira safra está em fase final e já foram iniciadas as primeiras colheitas, ainda a depender de condições climáticas, com a área cultivada em consolidação. Além disso, o calendário de plantio das culturas de segunda e terceira safras segue até junho deste ano.

Algodão: previsão de redução de 2,8% na área cultivada em relação à safra 2024/25, totalizando 2 milhões de hectares. A produção de pluma está estimada em 3,8 milhões de toneladas. O plantio segue em andamento, com 25,1% concluído na primeira semana de janeiro, e 64,8% da área semeada já em fase de desenvolvimento vegetativo.

Amendoim: expectativa de queda na produção em 1,9% em comparação com o ciclo agrícola anterior, totalizando 1,1 milhão de toneladas; e de variação positiva na área semeada em 0,5% em relação a safra 2024/25, projetada para 281,8 mil hectares.

Arroz: estimativa de redução de 9,9% na área semeada, totalizando 1,6 milhão de hectares, e queda de 13,3% na produção, projetada em 11,1 milhões de toneladas. A área irrigada apresenta redução de 6,6%, estimada em 1,3 milhão de hectares e produção de 10,2 milhões de toneladas, e a área de sequeiro reduz 21,4%, estimada em 310,1 mil hectares, com produção de 857 mil toneladas, 26% abaixo da safra anterior.

Feijão: a produção total de feijão, somando as três safras, está estimada em 3 milhões de toneladas, 0,5% abaixo da safra anterior. A primeira safra apresenta redução de 11,1% na área plantada, totalizando 807,6 mil hectares, com expectativa de produção de 983,6 mil toneladas, 7,4% inferior à safra passada. A colheita iniciou no Paraná, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e foi finalizada em São Paulo. A segunda e terceira safras serão semeadas entre janeiro e julho.

Gergelim: perspectiva de estabilidade em produção e área cultivada estimadas em 399,4 mil toneladas e 608 mil hectares plantados, respectivamente.

Culturas de inverno

Este levantamento, realizado em dezembro, segue alinhado com os dados apresentados nas Perspectivas Agropecuárias, divulgadas em setembro de 2025. A colheita das culturas de inverno da temporada 2024/25 foi encerrada. As primeiras estimativas para a nova safra dos grãos dessa temporada serão divulgadas em fevereiro e, por enquanto, adota-se a safra 2025 como base para a previsão de 2026. A colheita da safra 2025 da principal cultura de inverno plantada e última a terminar de ser colhida, o trigo, foi finalizada, com a produção somando 7,9 milhões de toneladas, semelhante à de 2024. A despeito da redução de 20% na área cultivada em relação à safra anterior, o resultado foi positivo, visto que o clima contribuiu para a obtenção de boas produtividades.

Mercado – A nova expectativa é que as exportações atinjam 41,5 milhões de toneladas – superando projeção de 40 milhões de toneladas -, impulsionada pela ampla oferta interna e pela maior demanda internacional pelo grão. Além disso, no mercado interno, o consumo previsto para 2025 é de 90,56 milhões de toneladas, um acréscimo de 7,8% em relação à safra anterior. Esse crescimento é atribuído principalmente ao aumento da utilização do milho na produção de etanol, que vem ganhando cada vez mais relevância no setor energético.

As informações completas sobre o 4° Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 e as condições de mercado destes produtos podem ser conferidos no Portal da Conab.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Mercado de trigo reage após quedas recentes

O mercado de trigo apresentou movimentações distintas nos mercados internacionais e no cenário doméstico, com influência direta de fatores geopolíticos, ajustes técnicos e competitividade entre origens. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados nas bolsas americanas encerraram o pregão desta quarta-feira em alta, interrompendo a sequência de perdas observada no início da semana.

Em Chicago, o trigo brando registrou valorização moderada nos contratos de março e maio, enquanto o trigo duro de Kansas e o trigo de primavera de Minneapolis também fecharam o dia em campo positivo. O movimento refletiu compras de oportunidade após o impacto do relatório WASDE, além da reprecificação dos riscos associados à guerra no Mar Negro. O mercado passou a considerar que a mediação para um possível fim do conflito deixou de ser prioridade no cenário internacional, o que sustenta prêmios de risco. Na Europa, porém, o trigo para moagem em Paris encerrou em queda, indicando ajustes regionais distintos.

No comércio global, a competitividade do trigo argentino ganhou destaque, com preços até US$ 15 inferiores aos do produto francês, garantindo vendas para destinos tradicionais como Marrocos e China. Ao mesmo tempo, o trigo europeu recuperou ritmo de exportações após um início lento do ano comercial, enquanto o produto americano perdeu espaço nesses mercados.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue pressionado pela fraca demanda interna e limitações da exportação, com moinhos relatando interrupções na moagem. O trigo argentino tornou-se mais competitivo que o paranaense, embora ainda fique atrás do paraguaio em preço e qualidade. Em Santa Catarina, o mercado permanece travado, com negócios pontuais e manutenção da competitividade do trigo gaúcho. No Paraná, as negociações avançam lentamente, com moinhos focados em entregas futuras e forte presença do trigo paraguaio, especialmente nas regiões de maior concentração de moagem.

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação

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Produção de biodiesel no Brasil bate recorde em 2025 e setor deve crescer em 2026

A equipe de Inteligência de Mercado da StoneX apresenta o balanço dos principais acontecimentos de 2025 no mercado de biodiesel brasileiro, evidenciando conquistas e desafios do último ano, além de destacar as expectativas para o setor em 2026. Informações adicionais sobre o setor, bem como sobre outras commodities do segmento agrícola, energético, metálico e moedas de mercados emergentes, serão publicadas no dia 27 de janeiro por meio do Relatório de Perspectivas para Commodities da StoneX. Este documento apresenta, de forma gratuita, as principais análises e projeções sobre o comportamento dos mercados nos próximos meses.

O ano de 2025 foi marcado pela consolidação dos mandatos obrigatórios de mistura de biodiesel, com o Brasil operando sob o regime B15 a partir de agosto, conforme as diretrizes do Ministério de Minas e Energia. Esse avanço veio após uma série de oscilações nos anos anteriores, provocadas pelo contexto econômico adverso e pelo impacto da pandemia, que haviam limitado o crescimento das misturas obrigatórias.

Com a retomada do cronograma, o setor voltou a apresentar crescimento consistente, impulsionado também pela sanção da Lei do Combustível do Futuro, que estabelece metas de incrementos anuais até 2030 e reforça o compromisso do país com fontes de energia mais sustentáveis.

Os dados mais recentes da ANP apontam que, em 2025, a produção nacional de biodiesel atingiu níveis recordes, resultado direto do aumento do teor de mistura. O consumo de óleo de soja, principal insumo do setor, acompanhou essa evolução, somando 7,9 milhões de toneladas no ano. O esmagamento de soja e o uso de matérias-primas alternativas, como sebo bovino, gordura de porco e óleos residuais, também registraram avanços importantes, demonstrando a diversificação da matriz produtiva nacional.

No âmbito industrial, a capacidade produtiva instalada saltou para 42,6 mil m³/dia em 2025, com destaque para as regiões Centro-Oeste e Sul, que concentram mais de 70% da produção. O setor também observou movimentos de consolidação, como a aquisição de usinas por grandes grupos, e a entrada de novos players, intensificando a competitividade e a pulverização do mercado.

Maior demanda para 2026

Para 2026, as perspectivas permanecem otimistas. A StoneX projeta que a demanda por biodiesel pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas, cenário baseando-se na manutenção do B15 durante todo o ano. Em uma hipótese de avanço para o B16 a partir de março, a demanda pode superar 11 milhões de m³, exigindo cerca de 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja. A capacidade industrial utilizada deve variar entre 57% e 64,5%, dependendo do ritmo das expansões setoriais e das decisões governamentais quanto ao mandato obrigatório.

O setor segue atento ao cronograma de incrementos previstos na Lei do Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual do teor de biodiesel no diesel comercializado até o B20 em 2030. Produtores e investidores já se preparam para atender à crescente demanda, com ampliação de usinas e investimentos em novas unidades, principalmente nas regiões de maior oferta de soja.

Fonte: StoneX Fonte: Divulgação