WhatsApp Image 2025-03-25 at 10.14.12

10º Congresso de Sementes das Américas

A Seed Association of the Americas (SAA), em colaboração com a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM), tem o prazer de convidá-lo a participar do 10º Congresso de Sementes das Américas.

Quando: 29 de setembro a 1º de outubro de 2025

Onde: Foz do Iguaçu, Brasil

Inscreva-se

1463761116502

Safra de soja deve crescer 14% no Paraná, segundo Governo do Estado

A safra de soja 2024/2025 deve ter um aumento de 14%, chegando a 21,189 milhões de toneladas. As informações fazem parte de boletim do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Segundo o boletim, os produtores paranaenses de soja já colheram mais de 90% da área de cultivo do grão no Estado até 24 de março. Para a safra atual, o Deral avalia que a produtividade será de 3.673 quilos por hectare plantado, bem acima da média da safra 2023/2024, que foi de 3.200 quilos por hectare.

A melhora no desempenho, segundo a Seab, está ligada às boas condições climáticas durante o desenvolvimento da lavoura, mas também ao uso de técnicas de manejo aprimoradas pelos agricultores paranaenses. Nesta safra, o plantio da soja permaneceu praticamente estável em relação à passada, ocupando 5,786 milhões de hectares.

Além disso, a qualidade apresentou melhora significativa. Até a semana passada, 87% das lavouras estavam em boas condições, 12% em situação mediana e 1% com avaliação ruim, segundo o boletim. No levantamento mais recente, a proporção de lavouras bem avaliadas subiu para 90%, enquanto as de condição mediana reduziram para 10%, sem registros de lavouras classificadas como ruins.

Além da soja, o Departamento de Economia Rural também apresentou outras novidades sobre o agronegócio paranaense em seu boletim.
A 1ª safra de milho está praticamente finalizada, com 92% da área plantada já colhida, com grande variação de produtividade devido às condições climáticas. Na 2ª safra de milho, restam apenas áreas isoladas que sofreram com escassez de chuvas, que representam os 10% remanescentes a serem colhidos.

Os produtores de batata-doce e mandioquinha-salsa estão colhendo boas safras, com bons ganhos financeiros. A colheita da mandioca de dois ciclos segue dentro do esperado, enquanto as lavouras de um ciclo estão se desenvolvendo bem, favorecidas pelo clima adequado e pelos cuidados dos agricultores.

A colheita de arroz irrigado também ocorre conforme o previsto e deve se prolongar nos próximos meses, considerando as áreas replantadas nas regiões afetadas pela enchente ocorrida no Vale do Rio Ivaí. Essas áreas estão em boas condições vegetativas.

O amendoim, que sofreu com a seca em áreas onde foi plantado mais cedo, registrou uma produtividade abaixo do esperado devido às altas temperaturas. Nas plantações feitas um pouco mais tarde, porém, a produtividade está ótima, o que aumenta poder equilibrar as perdas do plantio antecipado.

Fonte: CBN Foto: Divulgação

images

Produtividade da safra de soja 2024/2025 do Paraná é revista para cima

Os produtores de soja do Paraná já colheram mais de 90% da área de cultivo no Estado até o dia 24 de março. Os dados fazem parte do boletim mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que também indica um aumento na produtividade na safra 2024/2025 em relação à anterior.

Para a safra atual, o Deral avalia que a produtividade será de 3.673 quilos por hectare plantado, bem acima da média da safra 2023/2024, que foi de 3.200 quilos por hectare, com isso a safra pode passar de 21 milhões de toneladas.

A melhora no desempenho, segundo os técnicos da Seab, está ligada às boas condições climáticas durante o desenvolvimento da lavoura, mas também ao uso de técnicas de manejo aprimoradas pelos agricultores paranaenses.

Nesta safra, o plantio da soja permaneceu praticamente estável em relação à passada, ocupando 5,786 milhões de hectares. Essa manutenção, somada ao aumento da produtividade média, deve fazer com que o volume total da soja no Estado aumente em 14%, chegando a 21,189 milhões de toneladas.

Em uma semana, a colheita do grão no Paraná avançou nove pontos percentuais, partindo de 81% da área colhida no boletim anterior. Além disso, a qualidade apresentou melhora significativa. Até a semana passada, 87% das lavouras estavam em boas condições, 12% em situação mediana e 1% com avaliação ruim.

No levantamento mais recente, a proporção de lavouras bem avaliadas subiu para 90%, enquanto as de condição mediana reduziram para 10%, sem registros de lavouras classificadas como ruins.

Fonte: Bem Paraná Foto: Divulgação

images

FPA solicita R$ 1 bilhão para reforço na subvenção ao Seguro Rural

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) encaminhou ao Governo Federal um pedido de urgência para a inclusão de R$ 1,05 bilhão no orçamento destinado ao Seguro Rural. O ofício, assinado pelo presidente da bancada, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), foi enviado aos ministérios da Casa Civil, Fazenda e Planejamento. Segundo a FPA, o acréscimo desses recursos é essencial para fortalecer a política de segurança da produção nacional, beneficiando produtores de todo o país.

Lupion destaca que a ampliação dos recursos é fundamental para a manutenção e evolução das políticas públicas voltadas ao setor, garantindo a sustentabilidade dos programas e linhas de financiamento do crédito rural.

“A segurança do produtor é essencial para que ele possa assumir riscos em sua atividade, garantindo produção, abastecimento e contribuindo para a manutenção de preços justos dos alimentos, assegurando o acesso à comida para a população de baixa renda”, afirmou o deputado.

Seguro Rural: desafios e necessidade de ampliação

Mesmo diante do aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como El Niño e La Niña, a cobertura do Seguro Rural tem diminuído. A ausência de uma política sólida de mitigação de riscos tem agravado a inadimplência no crédito rural, que triplicou nas operações de mercado no último ano, tornando o acesso ao financiamento ainda mais difícil para os produtores.

Além disso, programas como o Proagro, que deveriam atuar como rede de proteção, apresentam ineficiência e altos custos. Em 2023, por exemplo, o Proagro registrou uma sinistralidade de 428%, tornando-se dez vezes mais oneroso para o governo em comparação ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), mas cobrindo uma área menor.

Para 2024, o setor agropecuário solicitou R$ 2,1 bilhões, porém, a Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovou apenas R$ 964,5 milhões. Com os cortes orçamentários, esse valor foi reduzido para R$ 820,2 milhões – menos de 60% do montante originalmente pleiteado.

Lupion ressalta a urgência em fortalecer o Seguro Rural para impulsionar a competitividade do setor agropecuário brasileiro. “Se compararmos o modelo de seguro dos Estados Unidos com o nosso, há uma disparidade enorme em relação à cobertura, obrigatoriedade, tipo de seguro e subsídios. Estamos muito atrás e não podemos tratar como secundário algo fundamental para o desenvolvimento do agro e do Brasil”, concluiu o parlamentar.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Divulgação

2771ee2717a14a0da47c05e5eb61610e_858x483

Brasil lidera exportação de algodão, mas setor enfrenta desafios climáticos

O Brasil alcançou um marco histórico ao se tornar o maior exportador global de algodão na safra 2023/2024, conforme dados da Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa). No entanto, o setor enfrenta desafios crescentes devido às mudanças climáticas, que impactam diretamente a produtividade e a qualidade da fibra brasileira.

A produção de algodão no Cerrado, que responde por 70% do volume nacional, sofre com temperaturas elevadas, baixa umidade e períodos prolongados de seca. Segundo o pesquisador Cornélio Alberto Zolin, da Embrapa Agrossilvipastoril, a adaptação do setor depende de três fatores essenciais: melhoramento genético, manejo do solo e análise de risco climático.

O melhoramento genético tem se mostrado fundamental para desenvolver variedades mais resistentes ao calor. “O algodão é sensível a altas temperaturas noturnas, o que compromete a formação da fibra”, explica Zolin. No manejo do solo, estratégias como plantio direto e cobertura vegetal auxiliam na conservação da umidade e reduzem os impactos do estresse hídrico. Além disso, o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos (ZARC) permite que produtores escolham o melhor período de plantio para minimizar perdas.

Estudos da Embrapa indicam que, desde 1961, a temperatura média no Cerrado aumentou entre 2°C e 4°C, enquanto a umidade relativa do ar caiu cerca de 15%. Com o calor excessivo, o ciclo de vida de pragas como o bicudo-do-algodoeiro e a mosca-branca acelera, exigindo monitoramento constante e o uso de tecnologias como drones e armadilhas inteligentes para minimizar perdas.

Para enfrentar os impactos climáticos, produtores estão investindo em práticas sustentáveis, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o controle biológico de pragas. “A diversificação das lavouras melhora a saúde do solo e torna o sistema produtivo mais resiliente”, afirma Odair Aparecido Fernandes, especialista em Manejo Integrado de Pragas da UNESP.

A certificação socioambiental também tem sido um diferencial competitivo para o algodão brasileiro no mercado internacional. Selos como o Better Cotton Initiative (BCI) garantem que a produção segue padrões sustentáveis, agregando valor ao produto.

Em Minas Gerais, a falta de chuvas entre fevereiro e março afetou lavouras de sequeiro, reduzindo o potencial produtivo. O diretor-executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), Lício Augusto Pena de Sairre, destaca que os agricultores enfrentaram ciclos mais curtos e perdas na formação de botões florais. “Estamos incentivando o uso de práticas como plantio direto e aumento da matéria orgânica no solo para minimizar os impactos”, afirma.

Com perspectivas de continuidade dos desafios climáticos, o setor algodoeiro aposta na inovação e na sustentabilidade para manter sua competitividade no mercado global.

Fonte: Agrolink/Aline Merladete Foto: Divulgação

IAT - O Instituto Água e Terra possui  Viveiros de produção de mudas florestais nativas, distribuídos por todo o estado e produzindo mudas de mais de 80 espécies florestais nativas do Paraná.

Revista Apasem | As oportunidades e desafios do setor de mudas

Lacunas na legislação vigente são apontadas por especialistas como gargalos em diferentes segmentos. Apesar disso, produtores seguem empenhados para atender às demandas

Diferentes vertentes da produção de mudas no Paraná – e no país como um todo – enfrentaram mudanças depois da pandemia de Covid-19. As principais estão em hábitos de alimentação e de lazer nos últimos tempos, além da priorização de reformas e adequação de espaços que movimentam o setor desde então. Dentro de cada característica particular, os produtores se planejam para aproveitar oportunidades e explorar potenciais, mas ainda precisam enfrentar gargalos a serem vencidos.

O diretor administrativo da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná – seção Curitiba –, Hugo Vidal, salienta a importância, no atual contexto, de esclarecimentos sobre legislação. De acordo com ele, existem duas normas que legislam sobre o setor, incluindo a Instrução Normativa 42, de 2019, do Ministério da Agricultura e Abastecimento. Além disso, a Portaria nº 616/2023, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) impacta diretamente o setor. Esta, mais recente, ainda gera dúvidas, de acordo com ele.

A nova legislação prevê o cumprimento de uma série de anexos e documentações, conforme a cultura, para a solicitação das mudas para instalação de viveiros. “Este é o principal ponto de dúvidas: onde entra o responsável técnico neste processo e até onde vai a responsabilidade do produtor”, destaca Vidal.

A legislação também é apontada por Mariana Barreto, secretária-executiva da Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM), como um ponto importante para ser observado. A instituição tem como foco os mercados de mudas de hortaliças, flores, plantas ornamentais e sementes. “No caso do segmento de mudas de plantas ornamentais, um dos desafios é atender à legislação de produção e comercialização, pois é uma legislação generalista, e esse é um setor com muitas particularidades, com características específicas conforme as espécies”, esclarece. A articulação é para a promoção de normas específicas, que atendam mais de perto a quem produz.

No caso dos produtores de grama, o desafio maior está na informalidade do setor. São 29 empresas paranaenses formalizadas e cadastradas no Sistema Renasem. Mas estima-se que existam muitas mais, o que afeta diretamente a competitividade do mercado. O diretor-presidente da instituição Grama Legal, Luiz Negrello, conta que as empresas do setor precisam cumprir uma série de normas, mas essas exigências não aparecem, necessariamente, nos editais de licitações públicas. Prefeituras, governos, secretarias e departamentos nestas esferas são as principais contratantes, além de construtoras e concessionárias de rodovias. “Isto é contrassenso”, enfatiza.

Negrello e a coordenadora executiva da Grama Legal, Livia Sancinetti, destacam que planejamento é a palavra-chave para os produtores. Isso vale para lidar com as características do clima perante a produção da grama, o enfrentamento de condições climáticas adversas nesse contexto, as dificuldades em assistência técnica especializada, a falta de linhas de crédito direcionadas e a pouca disponibilidade de produtos específicos para a rotina de atividades.

“Temos apenas seis produtos registrados especificamente para a nossa produção. Houve ampliação nas possibilidades de aplicação por parte das grameiras de outros insumos, a partir da extensão da bula, o que nos ajuda”, indica Lívia. “Mas também dependemos de compras que são realizadas diretamente com cooperativas. E os objetivos delas são diferentes dos nossos. Por isso, precisamos redobrar o planejamento sobre quando realizar essas compras e quando fazer isso”, cita Negrello.Potenciais

Hortaliças, flores e plantas ornamentais

Segundo a ABCSEM, esses três segmentos apresentam potenciais de mercado, ainda se beneficiando de uma consequência da pandemia de Covid-19. O isolamento e as mudanças de comportamento motivaram reformas e obras, além dos cultivos de hortaliças e de plantas medicinais em pequenos espaços e no ambiente doméstico. A busca por uma alimentação mais saudável também motiva os consumidores e, consequentemente, aquece as demandas para os produtores de mudas.

Grama

A perspectiva de novos investimentos em rodovias, em todo o país, chama atenção dos produtores de grama. A legislação atual prevê a plantação em uma determinada faixa nas margens das estradas por exemplo. Uma maior movimentação na construção civil, assim como em obras públicas, também é vista com otimismo.

Produções em pequenos espaços

Regiões populosas, como a de Curitiba e municípios no entorno, já não têm mais disponibilidade de grandes áreas para a agricultura. Por isso, a produção de mudas, com auxílio de viveiros, torna-se alternativa para investimentos de maior impacto na economia dessas localidades. Hugo Vidal, da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná – seção Curitiba –, enfatiza também que há maior visão para a compra de mudas de viveiros legalizados, o que vem gerando benefícios para o setor.

Fonte: Joyce Carvalho/Edição 2024 Foto: Albari Rosa

images (1)

Exportações do Agronegócio Brasileiro Totalizam US$ 11,2 Bilhões em Fevereiro

Em fevereiro de 2025, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 11,2 bilhões, representando um aumento de 2,2% em relação a janeiro. Contudo, o volume exportado ficou 2,7% abaixo do registrado no mesmo mês de 2024, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A soja foi o principal destaque, com crescimento expressivo nas exportações, impulsionado pela colheita no Mato Grosso. O Brasil embarcou 6,4 milhões de toneladas de soja, o que representa um aumento de 501% em relação a janeiro, embora ainda 3% abaixo do volume do ano passado. No entanto, os preços da soja apresentaram uma redução de 10%, com a tonelada sendo negociada a US$ 398,2. Os derivados de soja também tiveram incremento, com o óleo de soja apresentando um crescimento de 252%, somando 112 mil toneladas, apesar da redução de 3% nos preços, que ficaram em US$ 1.008,8 por tonelada. O farelo de soja teve alta de 8,4%, com 1,7 milhão de toneladas exportadas, sendo negociado a US$ 356,2, com queda de 23% nos preços.

No segmento de carnes, as exportações de carne bovina in natura cresceram 6,7% em relação a fevereiro de 2024, totalizando 190 mil toneladas. O preço da carne bovina subiu 8,9% frente ao ano passado, atingindo US$ 4.927,4 por tonelada. Já as exportações de carne de frango in natura somaram 406 mil toneladas, um aumento de 8% na comparação anual, embora os preços tenham caído 1,5% em relação a janeiro, com a tonelada sendo negociada a US$ 1.837,7. O México se destacou como um importante mercado, com um crescimento de 273% nas compras de carne de frango brasileira, tornando-se o sexto maior importador do produto.

Outro segmento que obteve crescimento foi a carne suína in natura, que alcançou um recorde de 101 mil toneladas em fevereiro, um aumento de 20% em relação ao ano passado. O preço médio da carne suína subiu 2,2% frente a janeiro e 11% em relação ao mesmo mês de 2024, atingindo US$ 2.506,2 por tonelada, com destaque para a demanda das Filipinas, que dobrou suas compras e respondeu por 20% do volume exportado.
Em contraste, o mercado de grãos apresentou resultados mistos. As exportações de milho caíram 16% em relação ao ano passado, totalizando 1,4 milhão de toneladas. Entretanto, a demanda do Irã triplicou, representando 40% das exportações brasileiras. O preço do milho teve leve alta de 3,4%, sendo negociado a US$ 225 por tonelada.

No setor sucroenergético, os embarques de etanol caíram 72% devido ao fim da safra, somando apenas 41 mil metros cúbicos, embora os preços tenham subido 19%, atingindo US$ 599,9 por metro cúbico. As exportações de açúcar VHP apresentaram queda de 41%, com 1,5 milhão de toneladas exportadas, e preço 12% inferior ao de fevereiro de 2024. O açúcar refinado também registrou redução de 27% nos embarques, totalizando 317 mil toneladas.

México se Consolida como Importante Destino das Exportações Brasileiras

Em 2024, as exportações brasileiras para o México alcançaram US$ 2,92 bilhões, representando 1,78% do total exportado pelo setor agropecuário. Este crescimento de 218% desde 2014 reflete a crescente relevância do México como destino comercial, com destaque para a carne bovina, que aumentou 803% em relação ao ano anterior, e a carne suína, que cresceu 51%. A carne de frango também teve um aumento significativo de 23,3%, totalizando 211 mil toneladas.

O café verde se destacou com aumento de 51% nas exportações, atingindo 76 mil toneladas. A diversificação das exportações para o México, somada à busca por alternativas às tarifas dos Estados Unidos, pode fortalecer ainda mais a posição do agronegócio brasileiro, ampliando as oportunidades comerciais no mercado mexicano.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Divulgação

images

Com risco de crédito e juros elevados, produtor precisa ter cautela na safra 2025/26

O cenário político-econômico brasileiro tem gerado grande preocupação, principalmente no campo. Em meio a este cenário de incertezas, o governo anunciou, na última semana, duas importantes decisões. A primeira foi na quarta-feira (19) quando o Comitê Política Monetária do Banco Central do Brasil divulgou a elevação da taxa básica de juros (Selic) em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano, atingindo o maior patamar desde 2016. A medida, segundo as autoridades, visa conter a inflação persistente, o ambiente externo desafiador e incertezas quanto à política fiscal.

Já no dia seguinte, na quinta-feira (20), após atraso de mais de três meses, finalmente houve a aprovação do Orçamento do Governo Federal para 2025, no total de R$ 5,8 trilhões. “O cenário que se desenha até aqui é de elevação da taxa básica de juros e o acesso ao crédito se torna cada vez mais difícil, principalmente para pequenos e médios produtores que dependem de financiamentos para custear a safra”, destacou, Enilson Nogueira, especialista de Mercado de Grãos na Céleres consultoria.

O acesso ao crédito, conforme explica ele, será ainda mais difícil, não somente pela instabilidade econômica do mercado, mas também por conta do aumento da inadimplência e dos pedidos de Recuperação Judicial (RJ). De acordo com levantamento do Serasa, o último dado público do terceiro trimestre de 2024, apontou que houve um aumento em relação ao segundo trimestre de inadimplência no setor. “O produtor que estava endividado no fim de 2024 acabou estendendo essa dívida para 2025. Diante desses riscos, as instituições bancárias que financiam a cadeia estão cautelosas exigindo mais garantias”, destacou, Vinícius Paiva, especialista de fusões e aquisições – M & A da Céleres.

Recuperação

Olhando para o copo ‘meio cheio’, alguns fatores indicam que o risco de RJ deve começar a diminuir a médio prazo. O primeiro fator que aponta essa tendência é a safra recorde de grãos que se desenha. Segundo Nogueira, para a soja a colheita está estimada em 170 milhões de toneladas, o que indica uma recomposição dos problemas e produtividade do ano passado e isso traz oportunidades de exportação e de consumo interno. “Estimamos um acréscimo de cerca de 17 milhões de toneladas em relação à temporada passada, contudo, é importante lembrar dos desafios de logística e armazenamento”, pontua.

Alternativas

Diante do atual cenário de mais burocracia ao crédito, uma alternativa aos produtores é o Barter. Bastante difundida no campo, a modalidade de negociação consiste na troca de insumos pela produção, é uma prática muito comum entre os agricultores, distribuidores e revendas agrícolas principalmente aos que não querem despender grande parte do capital na compra de insumos. De acordo com Paiva, essa modalidade tem sido uma saída nestes momentos de instabilidade do mercado. “O Barter gera um pouco mais de segurança para quem está financiando o agro diante deste cenário de alto risco, ou seja, é algo que pode ser interessante para toda a cadeia”, reforça especialista de M & A.

Precificação

A projeção de grandes colheitas no Brasil e na América do Sul na safra 2024/25 indicam estoques globais cheios e um cenário externo mais de pressão sobre as cotações. Nesse contexto, a taxa de câmbio será crucial para sustentar as margens do produtor, brasileiro.

De acordo com o profissional de Mercado de Grãos na Céleres Consultoria, embora o dólar esteja na casa dos R$ 5,70 oscilando pouco para cima, o produtor tem se beneficiado em comparação ao ano passado. “A moeda americana está proporcionando de R$ 15 a R$ 20 a mais por saca de soja balanceando o CBOT negativo com prêmio um pouco mais forte”, afirmou.

Ainda segundo ele, o produtor pagou seu custo de produção com o dólar mais próximo de R$ 5 do que de R$ 6, e a partir do momento que tem oportunidade de vender na casa de R$ 5,70 por exemplo, é considerado um cenário positivo de construção de margens. “Com uma safra recorde, o agricultor brasileiro tem ainda o grão para usar como moeda de troca e fazer pagamentos e isso é positivo para a cadeia como um todo”, completa Nogueira.

Já no mercado de milho ainda há uma indefinição quanto à safra de inverno. Boa parte dos produtores conseguiram plantar e aproveitar a janela, mas o clima ainda é um desafio e há certa incerteza quanto à oferta. Entretanto, a perspectiva é de um cenário mais firme do que no da soja, pois no mercado externo os preços estão melhores e a demanda interna, seja para usina de etanol de milho ou pelas processadoras para produção de alimento animal, têm limitado os estoques. “Por todos esses elementos, analisando a demanda e oferta, vemos o mercado de milho mais firme”, detalha o especialista de Mercado de Grãos.

Dicas para 2025 e 2026

Segundo os profissionais da Céleres, diante do cenário apresentado, onde há ainda muitas indefinições, a recomendação aos produtores é para adotar uma posição mais conservadora com muitas análises de custos e riscos. Há uma tendência de que o agro a partir de 2026 entre e uma fase de estabilização, mas até lá, é preciso ainda atenção, principalmente diante dos fatores climáticos pontuais que podem ocorrer. Portanto, algumas dicas podem ajudar:

Atenção com o caixa – Utilizar crédito de terceiros apenas em caso de necessidade;

Despesas – Todos os gastos precisam estar sob forte controle dentro dos custos;

Cautela quanto a novos projetos – Todo grande investimento seja em estrutura ou máquinas precisa ser muito bem planejado;

Diversificação de fontes de créditos – Buscar diferentes alternativas de financiamento para não ficar dependente apenas de uma fonte bancária;

Mercado externo – Olhar dólar como alavanca de construção de margem;

Visão 360º – O produtor deve ter atenção com toda a gestão focando na eficiência técnica e econômica.

Fonte: Céleres Consultoria Foto: Divulgação

transferir

PIB do Paraná cresce 63% em seis anos

O PIB nominal do Paraná cresceu 63% em seis anos e saltou para R$ 718 bilhões em 2024. Em comparação com 2018, o valor era de R$ 440 bilhões, um salto de mais de R$ 270 bilhões no período.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Estado. O crescimento nominal leva em conta a inflação.

Representando a maior fatia do PIB paranaense em 2024, o setor de serviços alcançou R$ 394 bilhões, seguido pela indústria, com um valor de R$ 164 bilhões. O resultado desses setores, segundo o Ipardes, pode ser atribuído principalmente à queda do desemprego e aumento do salário, o que permitiu que as famílias consumissem mais.

Destacando o quarto trimestre de 2024, o valor acrescentado ao PIB do estado foi de R$ 176 bilhões. Desse total, R$ 100 bilhões vieram do setor de serviços, R$ 42 bilhões da atividade industrial e seis bilhões de reais da agropecuária.

Fonte: BandNews Fotos: Jaelson Lucas / Arquivo AEN

ef199ee25015486cb8c8b02601132c3b_858x483

Preços do trigo seguem em alta no Sul do Brasil

De acordo com a TF Agroeconômica, os preços do trigo continuam subindo nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. No Rio Grande do Sul, o menor preço CIF já chega a R$ 1.500/t, enquanto os importados ultrapassam os R$ 1.700/t. No mercado local, os moinhos estão avaliando ofertas para retirada entre março e abril, com preços de R$ 1.380 a R$ 1.400/t. Apesar disso, há muitas reclamações sobre a baixa moagem e margens apertadas, com vendedores pedindo de R$ 1.400 a R$ 1.500/t. O preço da pedra em Panambi subiu para R$ 71,00 a saca, um reflexo da pressão sobre os custos de produção.

Em Santa Catarina, os vendedores estão aumentando as pedidas para R$ 1.500/t, o que tem dificultado ainda mais as operações dos moinhos. Muitas unidades enfrentam grandes estoques de matéria-prima e farinha, o que impede ajustes mais favoráveis nos preços. Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 71,00 e R$ 80,00 a saca, com destaque para Joaçaba (R$ 79,00) e Rio do Sul (R$ 80,00). As ofertas do Rio Grande do Sul a R$ 1.450 FOB também limitam as margens de lucro dos moinhos catarinenses.

No Paraná, a chegada de dois navios com trigo argentino, totalizando 60 mil toneladas, está prevista para esta semana, com preços de US$ 290 a US$ 300/t. Embora o estado tenha vantagens devido à produção de farinhas tipo 0000, que competem com as argentinas, os preços do trigo no Paraná continuam subindo. As ofertas para o trigo FOB variam de R$ 1.550 a R$ 1.600/t, com poucas ofertas de trigo branqueador acima de R$ 1.700/t. O Deral destacou que, apesar de uma previsão de redução de área de 20 a 25%, a produtividade e a produção podem aumentar. A margem de lucro dos produtores paranaenses subiu para 11,94%, refletindo o aumento no preço médio da saca, que chegou a R$ 76,88.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Divulgação