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Mercado de trigo reage após quedas recentes

O mercado de trigo apresentou movimentações distintas nos mercados internacionais e no cenário doméstico, com influência direta de fatores geopolíticos, ajustes técnicos e competitividade entre origens. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados nas bolsas americanas encerraram o pregão desta quarta-feira em alta, interrompendo a sequência de perdas observada no início da semana.

Em Chicago, o trigo brando registrou valorização moderada nos contratos de março e maio, enquanto o trigo duro de Kansas e o trigo de primavera de Minneapolis também fecharam o dia em campo positivo. O movimento refletiu compras de oportunidade após o impacto do relatório WASDE, além da reprecificação dos riscos associados à guerra no Mar Negro. O mercado passou a considerar que a mediação para um possível fim do conflito deixou de ser prioridade no cenário internacional, o que sustenta prêmios de risco. Na Europa, porém, o trigo para moagem em Paris encerrou em queda, indicando ajustes regionais distintos.

No comércio global, a competitividade do trigo argentino ganhou destaque, com preços até US$ 15 inferiores aos do produto francês, garantindo vendas para destinos tradicionais como Marrocos e China. Ao mesmo tempo, o trigo europeu recuperou ritmo de exportações após um início lento do ano comercial, enquanto o produto americano perdeu espaço nesses mercados.

No Rio Grande do Sul, o mercado segue pressionado pela fraca demanda interna e limitações da exportação, com moinhos relatando interrupções na moagem. O trigo argentino tornou-se mais competitivo que o paranaense, embora ainda fique atrás do paraguaio em preço e qualidade. Em Santa Catarina, o mercado permanece travado, com negócios pontuais e manutenção da competitividade do trigo gaúcho. No Paraná, as negociações avançam lentamente, com moinhos focados em entregas futuras e forte presença do trigo paraguaio, especialmente nas regiões de maior concentração de moagem.

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação

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Produção de biodiesel no Brasil bate recorde em 2025 e setor deve crescer em 2026

A equipe de Inteligência de Mercado da StoneX apresenta o balanço dos principais acontecimentos de 2025 no mercado de biodiesel brasileiro, evidenciando conquistas e desafios do último ano, além de destacar as expectativas para o setor em 2026. Informações adicionais sobre o setor, bem como sobre outras commodities do segmento agrícola, energético, metálico e moedas de mercados emergentes, serão publicadas no dia 27 de janeiro por meio do Relatório de Perspectivas para Commodities da StoneX. Este documento apresenta, de forma gratuita, as principais análises e projeções sobre o comportamento dos mercados nos próximos meses.

O ano de 2025 foi marcado pela consolidação dos mandatos obrigatórios de mistura de biodiesel, com o Brasil operando sob o regime B15 a partir de agosto, conforme as diretrizes do Ministério de Minas e Energia. Esse avanço veio após uma série de oscilações nos anos anteriores, provocadas pelo contexto econômico adverso e pelo impacto da pandemia, que haviam limitado o crescimento das misturas obrigatórias.

Com a retomada do cronograma, o setor voltou a apresentar crescimento consistente, impulsionado também pela sanção da Lei do Combustível do Futuro, que estabelece metas de incrementos anuais até 2030 e reforça o compromisso do país com fontes de energia mais sustentáveis.

Os dados mais recentes da ANP apontam que, em 2025, a produção nacional de biodiesel atingiu níveis recordes, resultado direto do aumento do teor de mistura. O consumo de óleo de soja, principal insumo do setor, acompanhou essa evolução, somando 7,9 milhões de toneladas no ano. O esmagamento de soja e o uso de matérias-primas alternativas, como sebo bovino, gordura de porco e óleos residuais, também registraram avanços importantes, demonstrando a diversificação da matriz produtiva nacional.

No âmbito industrial, a capacidade produtiva instalada saltou para 42,6 mil m³/dia em 2025, com destaque para as regiões Centro-Oeste e Sul, que concentram mais de 70% da produção. O setor também observou movimentos de consolidação, como a aquisição de usinas por grandes grupos, e a entrada de novos players, intensificando a competitividade e a pulverização do mercado.

Maior demanda para 2026

Para 2026, as perspectivas permanecem otimistas. A StoneX projeta que a demanda por biodiesel pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas, cenário baseando-se na manutenção do B15 durante todo o ano. Em uma hipótese de avanço para o B16 a partir de março, a demanda pode superar 11 milhões de m³, exigindo cerca de 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja. A capacidade industrial utilizada deve variar entre 57% e 64,5%, dependendo do ritmo das expansões setoriais e das decisões governamentais quanto ao mandato obrigatório.

O setor segue atento ao cronograma de incrementos previstos na Lei do Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual do teor de biodiesel no diesel comercializado até o B20 em 2030. Produtores e investidores já se preparam para atender à crescente demanda, com ampliação de usinas e investimentos em novas unidades, principalmente nas regiões de maior oferta de soja.

Fonte: StoneX Fonte: Divulgação

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Você já parou para pensar de onde vem o feijão que chega à sua mesa?

A Apasem participou da publicação do Anuagro 2025 – Anuário do Agronegócio dos Campos Gerais, no espaço Agro é Escola, com um objetivo especial: aproximar as crianças do universo das sementes a partir de algo que já faz parte do dia a dia delas: o feijão.

A região dos Campos Gerais é referência nacional na produção de sementes de feijão e, de forma lúdica e educativa, o conteúdo apresenta um tema essencial: a importância do uso de sementes legais e os riscos da pirataria de sementes.

O conhecimento é semeado desde cedo, mostrando como escolhas corretas no campo fazem diferença para toda a sociedade.

Leia a publicação completa no link abaixo.

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Cultivares desenvolvidas no Paraná são quase 40% das sementes de feijão do País

O feijão é uma cultura de extrema importância para o Brasil, sendo um dos alimentos básicos no cardápio da população. O Paraná possui condições climáticas favoráveis e uma estrutura agrícola bem desenvolvida, o que permite uma produção significativa de feijão com alta qualidade e com maior produtividade, ou seja, mais quilos por hectare. Em 2025 o Paraná confirmou a condição de maior produtor de feijão do País, com cerca de 25% do total nacional. E estabeleceu um novo recorde, com quase 865 toneladas colhidas nas duas safras: Foram 338 mil na primeira e 526,6 mil toneladas na segunda.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, os números refletem um modelo de produção consolidado no Paraná. “Somos o estado mais sustentável do Brasil e o que mais produz por metro quadrado no mundo, resultado de investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e gestão eficiente, e isso também se confirma de forma clara na cadeia do feijão. Quando somamos todos esses fatores o resultado é o aumento da renda para o produtor rural”, afirma.

O Paraná também se destaca quando o assunto é o desenvolvimento de cultivares de feijão. Segundo indicadores do Controle de Produção de Sementes e Mudas, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Sigef/Mapa), na safra de 2024/25 e de 2025/25 foram implantados no Brasil 17.822 hectares de campos de produção de sementes de cultivares de feijão do grupo comercial carioca, e 14.337 hectares de campos de sementes de feijão do grupo comercial preto. As cultivares desenvolvidas no Estado representam 38,8% desse total.

Programa de hortas urbanas da Copel ganhou 32 novas unidades em 2025

Para o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, com essa participação, o Estado reafirma sua posição como a principal instituição de melhoramento genético de feijão do Brasil. “O IDR-Paraná tem essa expertise de desenvolver cultivares que se ajustem às condições da nossa gente, dos nossos agricultores, e hoje não é só uma referência estadual, é uma referência nacional. Por isso que o IDR, através da sua pesquisa, é reconhecido no Brasil inteiro. Na cultura do feijão isso ocorre também dessa forma”, comenta.

Segundo o engenheiro agrônomo José dos Santos Neto, coordenador estadual do programa Grãos-Feijão e Cereais de Inverno do IDR-Paraná, o programa de melhoramento genético de feijão do Instituto consolida-se, mais uma vez, como protagonista nacional na oferta de cultivares de alto desempenho para o setor produtivo.

Atualmente o IDR-Paraná tem nove cultivares de feijão sendo multiplicadas por parceiros produtores de sementes. Os dados do Sigef/Mapa mostram que o Instituto lidera a produção de sementes do grupo comercial preto, respondendo por 71,2% de toda a área multiplicada no Brasil.

Esse destaque é impulsionado, sobretudo, pela cultivar IPR Urutau, que alcançou 9.844 hectares de produção de sementes em todo o país. Considerando-se todos os grupos comerciais, a cultivar de feijão IPR Urutau foi a mais multiplicada do Brasil na última safra, correspondendo 68,7% de todas as multiplicações de feijão preto.

“O desempenho excepcional da IPR Urutau confirma a eficiência do trabalho desenvolvido pelo programa de melhoramento de feijão do IDR-Paraná, que há décadas investe em genética, produtividade, sanidade e adaptação às diferentes regiões produtoras”, afirma Santos Neto.

Variabilidade genética

O programa de melhoramento genético de feijão do IDR-Paraná já desenvolveu 42 cultivares, muitas delas utilizadas por agricultores de todas as regiões produtoras do Brasil. A diretora de Pesquisa do IDR-Paraná e melhorista em feijão, Vania Moda Cirino, salienta que o desenvolvimento de novas cultivares amplia as alternativas de escolha de produtores e consumidores, bem como aumenta a variabilidade genética, diminuindo a vulnerabilidade da cultura.

“A utilização de variedades melhoradas constitui uma das principais tecnologias para redução do custo de produção, agregação de valor ao produto, proporcionando a elevação da renda do agricultor, estimulando a sucessão familiar e a fixação do pequeno produtor no campo. Essas tecnologias trazem vantagens econômicas, sociais e ambientais, garantindo a sustentabilidade do negócio agrícola no Paraná e no Brasil”, explica Vania.

Em março de 2026 o IDR-Paraná vai lançar a sua 43ª cultivar de feijão, a IPR Quiriquiri, que pertence ao grupo comercial carioca e tem escurecimento lento do tegumento (casca) dos grãos, o que significa que a parte externa do feijão demora mais tempo para escurecer após a colheita e durante o armazenamento, característica muito demandada pela indústria e pelos agricultores.

Fonte: AEN Foto: SEAB

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Área de milho pode superar projeções no Paraná

O plantio da segunda safra de milho no Paraná começou de forma pontual, com cerca de 7 mil hectares já semeados, segundo o Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (8) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). As atividades estão concentradas na região Sudoeste do Estado, ocorrendo principalmente em áreas que sucedem a colheita do feijão.

De acordo com o Deral, o volume plantado até o momento ainda é considerado inicial diante dos 2,84 milhões de hectares previstos para a segunda safra, que representa a principal produção de milho no Paraná. O boletim informa que “a estimativa de área para este ciclo é 1% superior à da temporada passada”, podendo passar por revisões conforme o avanço dos trabalhos no campo.

O ritmo do plantio está diretamente ligado ao andamento da colheita da soja, que deve ganhar intensidade nos próximos dias. Segundo o Deral, “caso o cronograma siga o padrão do ano anterior, a área de milho poderá superar as projeções atuais”. O órgão ressalta, no entanto, que esse cenário dependerá de as recentes ondas de calor terem compensado o desenvolvimento inicial mais lento da soja, provocado pelas temperaturas mais amenas.

Em relação à primeira safra de milho, que ocupa 339 mil hectares no Estado, as perspectivas seguem positivas. O boletim aponta que 93% das lavouras apresentam boas condições, índice semelhante ao registrado em 2025, ano em que o Paraná alcançou seu último recorde de produtividade para o período.

Na safra de verão 2024/2025, a produção foi de 3,1 milhões de toneladas. Para o ciclo atual, com aumento da área cultivada, a expectativa do Deral é de uma colheita de 3,47 milhões de toneladas.

Fonte e Foto: Agrolink

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Primeiro boletim da safra de 2026 aponta bom ritmo nos plantios de soja, milho e feijão

Os trabalhos de campo nas principais culturas agrícolas do Paraná seguem em ritmo acelerado na safra 2025/2026, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgados nesta quarta-feira (7). O levantamento mais recente do Sistema de Acompanhamento de Safra Subjetiva (PSS), referente à segunda semana de janeiro, mostra bom desenvolvimento das lavouras em praticamente todas as regiões do Estado.

A soja, principal cultura agrícola paranaense, já ocupa uma área de 4,8 milhões de hectares plantados. A maior parte das lavouras encontra-se em condições consideradas boas, com predominância das fases de desenvolvimento vegetativo e floração. A produção estimada é praticamente de 22 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de mais uma grande safra para o Estado.

Os núcleos regionais com mais áreas plantadas são Campo Mourão (704 mil hectares), Ponta Grossa (547 mil hectares), Cascavel (544 mil hectares) e Toledo (493 mil hectares).

No caso do milho, a primeira safra soma cerca de 339 mil hectares plantados, com lavouras bem distribuídas em todas as regiões produtoras. As condições das lavouras também são majoritariamente positivas, com mais de 90% das áreas classificadas entre médias e boas. Já a segunda safra de milho, principal responsável pelo volume total produzido no Paraná, já tem mais de 2,8 milhões de hectares projetados, embora o plantio ainda esteja em fase inicial.

O feijão, cultura essencial para o abastecimento interno, apresenta dois cenários distintos. Na primeira safra, o Estado contabiliza aproximadamente 103,6 mil hectares plantados, com avanço da colheita em algumas regiões e produção estimada em cerca de 184 mil toneladas. Já o feijão da segunda safra ainda está em início de plantio, com grande parte das áreas previstas.

A cultura da batata também se destaca na safra atual. A primeira safra já contabiliza mais de 16,6 mil hectares plantados, com colheita em andamento e produção estimada superior a 530 mil toneladas. A segunda safra da batata, por sua vez, encontra-se majoritariamente em fase de plantio, com previsão de pouco mais de 10 mil hectares.

De acordo com o Deral, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras até o momento, mas o acompanhamento segue atento, especialmente em relação à regularidade das chuvas nos próximos meses, fator decisivo para a consolidação das produtividades esperadas.

Fonte e Foto: AEN

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Reforma tributária pode aumentar o imposto do produtor rural para até 11,4%, segundo especialista

A reforma tributária afetará significativamente o produtor rural. Segundo o tributarista e advogado Dr. Eduardo Berbigier, o setor pode sair de uma carga praticamente inexistente para até 11,4%. Para ele, o produtor rural está entre os mais afetados pela mudança, já que deixará de conviver com cinco tributos que hoje não paga para passar a recolher dois novos impostos. A desinformação ainda é grande e o tempo para se preparar está cada vez mais curto.

“Atualmente, a carga tributária média do agronegócio gira em torno de 3,5% a 3,8%, sendo que produtores de grãos praticamente não pagam impostos, em razão das isenções federais de PIS e COFINS e do diferimento do ICMS adotado pela maioria dos estados”, explica Berbigier.

Além do aumento da carga tributária, o especialista alerta que o agro também será penalizado pelo crescimento da complexidade do sistema e da burocracia fiscal. Um dos pontos mais críticos, segundo ele, será o estrangulamento do fluxo de caixa, provocado pela adoção do sistema split payment.

Com o novo modelo, o imposto será descontado automaticamente no momento da emissão da nota fiscal, eliminando o prazo que hoje as empresas possuem para organizar o pagamento dos tributos.

“Hoje, quem paga imposto tem cerca de 25 dias para que o fluxo de caixa gere recursos antes do vencimento. Com a reforma, o imposto já será retido na fonte, fazendo com que a empresa perca aproximadamente um mês de capital de giro”, reforça o tributarista.

Na prática, o que antes ajudava a formar fluxo de caixa passará a ficar sob controle direto do governo. Para Berbigier, o produtor enfrentará uma combinação perigosa, que é o aumento da carga tributária, mais complexidade operacional, maior custo com contabilidade e sistemas, além da perda de liquidez financeira.

Mudanças com a chegada do Split Payment

O sistema de split payment representa uma mudança estrutural no modelo de arrecadação. Se antes o produtor recebia o valor integral da venda e depois recolhia os tributos, agora o imposto será separado automaticamente no momento da operação.

Isso exige controles financeiros muito mais rigorosos e aumenta o risco de prejuízos, especialmente em casos de erros na apuração ou atrasos em ressarcimentos.

A implementação da reforma está prevista para iniciar em 2026, de forma experimental, com alíquotas reduzidas de IBS e CBS, que poderão ser compensadas. A entrada em vigor plena está prevista para 2027.

Mesmo assim, Berbigier avalia que a reforma foi conduzida de forma apressada e sem a devida discussão sobre seus impactos reais, especialmente no agronegócio.

“O que tenho dito sobre a reforma é que ela foi feita muito rapidamente e sem a discussão necessária. A reforma começa a vigorar e ainda não se sabe exatamente quem será demandado, qual será a carga efetiva do imposto e como vários pontos operacionais vão funcionar. São questões essenciais que o governo deixou em aberto”, analisa o Dr. Eduardo.

O produtor rural precisa estar preparado

O tributarista faz um alerta direto aos produtores rurais: é urgente buscar orientação contábil especializada. Segundo ele, muitos escritórios ainda não estão preparados para a nova forma de apuração dos tributos.

“Existem regiões do Brasil em que as contabilidades ainda não dominam esse novo modelo. Estamos falando de aumento de imposto, mas também de aumento de custo com contabilidade, qualificação profissional e sistemas para conseguir fechar essa conta”, afirma.

Segundo o especialista, as recomendações para o produtor são:

– Confirme se sua contabilidade já está estudando profundamente a reforma;

– Invista em sistemas de apuração tributária;

– Estruture um financeiro mais rígido e profissional, principalmente por causa do split payment;

– Evite falhas que possam atrasar ressarcimentos ou gerar multas.

Outro ponto de atenção são as penalidades. De acordo com o especialista, as multas previstas na reforma são pesadas, podendo chegar a 60% do valor devido na operação.

“O produtor rural precisa ter contabilidade em dia, entregar todas as declarações corretamente e manter um bom controle financeiro. Qualquer erro pode gerar multas elevadas e ainda travar o ressarcimento no split payment. Tudo isso pode custar muito caro”, conclui.

O impacto tende a ser ainda maior quando se observa o perfil do setor. Hoje, 91% dos produtores rurais no Brasil são pessoas físicas, enquanto apenas 9% operam como empresas. Esse cenário aumenta o desafio de adaptação, já que muitos produtores não possuem estrutura administrativa e financeira compatível com o novo modelo tributário.

Fonte: Notícias Agrícolas/ Patricia Domingos Foto: Divulgação

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Primeiro boletim da safra de 2026 aponta bom ritmo nos plantios de soja, milho e feijão

Os trabalhos de campo nas principais culturas agrícolas do Paraná seguem em ritmo acelerado na safra 2025/2026, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgados nesta quarta-feira (7). O levantamento mais recente do Sistema de Acompanhamento de Safra Subjetiva (PSS), referente à segunda semana de janeiro, mostra bom desenvolvimento das lavouras em praticamente todas as regiões do Estado.

A soja, principal cultura agrícola paranaense, já ocupa uma área de 4,8 milhões de hectares plantados. A maior parte das lavouras encontra-se em condições consideradas boas, com predominância das fases de desenvolvimento vegetativo e floração. A produção estimada é praticamente de 22 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de mais uma grande safra para o Estado.

Os núcleos regionais com mais áreas plantadas são Campo Mourão (704 mil hectares), Ponta Grossa (547 mil hectares), Cascavel (544 mil hectares) e Toledo (493 mil hectares).

No caso do milho, a primeira safra soma cerca de 339 mil hectares plantados, com lavouras bem distribuídas em todas as regiões produtoras. As condições das lavouras também são majoritariamente positivas, com mais de 90% das áreas classificadas entre médias e boas. Já a segunda safra de milho, principal responsável pelo volume total produzido no Paraná, já tem mais de 2,8 milhões de hectares projetados, embora o plantio ainda esteja em fase inicial.

O feijão, cultura essencial para o abastecimento interno, apresenta dois cenários distintos. Na primeira safra, o Estado contabiliza aproximadamente 103,6 mil hectares plantados, com avanço da colheita em algumas regiões e produção estimada em cerca de 184 mil toneladas. Já o feijão da segunda safra ainda está em início de plantio, com grande parte das áreas previstas.

A cultura da batata também se destaca na safra atual. A primeira safra já contabiliza mais de 16,6 mil hectares plantados, com colheita em andamento e produção estimada superior a 530 mil toneladas. A segunda safra da batata, por sua vez, encontra-se majoritariamente em fase de plantio, com previsão de pouco mais de 10 mil hectares.

De acordo com o Deral, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras até o momento, mas o acompanhamento segue atento, especialmente em relação à regularidade das chuvas nos próximos meses, fator decisivo para a consolidação das produtividades esperadas.

Fonte e Foto: AEN

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Safra paranaense tem bom início nas principais culturas

Os trabalhos de campo das principais culturas agrícolas do Paraná avançam em ritmo acelerado na safra 2025/2026. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, indicam bom desenvolvimento das lavouras em praticamente todas as regiões, conforme o levantamento mais recente do Sistema de Acompanhamento de Safra Subjetiva, referente à segunda semana de janeiro.

A soja, principal cultura do Estado, já ocupa cerca de 4,8 milhões de hectares. A maior parte das áreas apresenta condições consideradas boas, com predominância das fases de desenvolvimento vegetativo e floração. A produção está estimada em aproximadamente 22 milhões de toneladas, mantendo a expectativa de elevado volume colhido. Segundo o Deral, “as lavouras de soja seguem com bom desenvolvimento na maior parte do território paranaense”.

O milho da primeira safra soma cerca de 339 mil hectares plantados, com áreas distribuídas em todas as regiões produtoras. Mais de 90% das lavouras estão classificadas entre médias e boas. Já a segunda safra, responsável pela maior parte da produção estadual, tem projeção de mais de 2,8 milhões de hectares, embora o plantio ainda esteja em fase inicial.

No caso do feijão, a primeira safra contabiliza aproximadamente 103,6 mil hectares, com colheita em andamento em algumas regiões e produção estimada em torno de 184 mil toneladas. A segunda safra da leguminosa ainda está no início do plantio, com grande parte das áreas previstas para implantação nas próximas semanas.

A batata também apresenta avanço na safra atual. A primeira safra já ultrapassa 16,6 mil hectares plantados, com colheita em curso e produção estimada acima de 530 mil toneladas. A segunda safra encontra-se majoritariamente em fase de plantio, com previsão de pouco mais de 10 mil hectares.

De acordo com o Deral, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras até o momento. O órgão ressalta, porém, que o monitoramento segue atento à regularidade das chuvas nos próximos meses, considerada decisiva para a consolidação das produtividades esperadas. “O comportamento do clima será determinante para confirmar as projeções da safra”, aponta o departamento.

Fonte: Deral Foto: Divulgação

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Negócios de milho seguem pontuais

No Rio Grande do Sul, as negociações de milho seguem pontuais, concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias, mantendo a liquidez limitada no mercado spot, segundo informações da TF Agroeconômica. “As referências continuam bastante amplas, variando entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, enquanto o preço médio estadual recuou 1,52%, para R$ 62,18/saca, refletindo ajustes localizados e a baixa participação dos compradores”, comenta.

O mercado catarinense de milho começou 2026 sem sinais de reação, refletindo a ampla distância entre pedidas e ofertas e o ritmo mais lento típico deste período do ano. “Produtores seguem indicando valores próximos de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias permanecem ao redor de R$ 70,00/saca, cenário que continua impedindo avanços nas negociações”, completa.

O mercado paranaense de milho iniciou o ano em ritmo lento. “Produtores seguem indicando valores próximos de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias trabalham ao redor de R$ 70,00/saca CIF, cenário que preserva o impasse e limita a liquidez no mercado spot, com negócios pontuais e sem força para alterar o quadro geral”, indica.

O mercado de milho em Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com negociações limitadas. “As referências seguem concentradas entre R$ 53,00 e R$ 58,00/saca, com Campo Grande e Sidrolândia nos níveis mais baixos, enquanto Maracaju e Chapadão do Sul registraram leves avanços, sem alterar de forma significativa o cenário geral”, informa.

O mercado goiano de milho segue operando com baixa fluidez, mesmo após os ajustes observados nas últimas semanas. “As referências permanecem concentradas entre R$ 57,00 e R$ 59,00/saca, porém, após atingir o topo estadual, Anápolis passou por ajuste negativo”, conclui.

Fonte: Agrolink Foto: Pixabay