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Agricultura de baixo carbono

Apontada como uma alternativa eficaz para diminuição de impactos nas mudanças climáticas, reduzir gases de efeito estufa na atmosfera e trazer benefícios financeiros e econômicos a agricultores e à cadeia produtiva, a agricultura de baixo carbono ainda não traz resultados práticos que beneficiem os produtores.

A agricultora Sueli Linhares é do sudoeste do Paraná e, há três anos, tem destinado parte da propriedade ao cultivo de aveia com técnicas de emissão de baixo carbono. Ela se prepara para plantar a soja na mesma modalidade, mas está insatisfeita com o que vê. “Seguimos tudo de forma muito criteriosa, rigorosa, com acompanhamento técnico, fazemos a entrega do produto à indústria, não recebemos mais por isso e a indústria comercializa nossa aveia com valor agregado e indicação de agricultura de baixo carbono”, destacou.

Para a produtora rural, é essencial que haja um regramento que possa, de fato, beneficiar quem cultiva no campo e está responsável por todos os tratos e manejo. “O que vemos hoje é apenas parte da cadeia se beneficiando e quem planta não tem os resultados esperados, apenas a dedicação”, ponderou. Quem atua com pesquisa espera que esse cenário possa mudar em breve.

Em dois anos, deve vigorar um selo que vem sendo estruturado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e outros órgãos ligados ao segmento para uma das áreas em que o Brasil é referência mundial em produção: a soja.

Quem se dedica ao plantio da soja poderá alcançar o registro de produção de agricultura de baixo carbono com a promessa de, a partir dos regramentos, acessar benefícios à cadeia produtiva. A iniciativa é voluntária e vem sendo operada em forma de teste em 60 regiões produtoras da oleaginosa no Brasil.

A promessa é que seja um diferencial para o país em relação aos centros mundiais consumidores num aspecto que cresce como exigência de mercado. “A gente espera que isso de fato possa chegar aos produtores e em efeito cascata, para a soja e outros grãos, que possamos dizer que estamos contribuindo ainda mais com o meio ambiente, mas que tenhamos uma compensação por isso”, completou a agricultora.

Boas práticas do agro precisam ser propagadas no exterior

No campo, a conscientização vem sendo potencializada, afirma o diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli. Ele acredita na metodologia da produção, mas avalia que boas práticas ambientais seguidas pelo agro brasileiro precisam ser anunciadas e defendidas pelas autoridades no exterior.

Localizada na região oeste do Paraná, a cooperativa é a realizadora do Show Rural, evento do agronegócio brasileiro que reúne mais centenas de milhares de visitantes. A feira figura como uma importante vitrine nas Américas para inovações e tecnologias do agro. Nos dois últimos anos, os destaques foram o setor de pesquisa e a presença de indústrias que se voltam à colocação no mercado de bioinssumos.

“O mercado de bioinssumos está crescendo muito com o uso mais intenso de bactérias para o fortalecimento das plantas e combate aos invasores e depredadores. Temos aumentado nossa produção de forma sustentável, com foco na elevação da produtividade, sem novas áreas de cultivo. Somos um agro que cuida, que adota boas práticas e está preocupada com o meio ambiente”, afirma Grolli.

De acordo com Grolli, aliado às boas práticas de cultivo, o produtor está atento a manter e melhorar condições sustentáveis. “Estamos falando em tirar produtos químicos e pondo bioinssumos nas nossas propriedades, além de ferramentas que acelerem processos de produtividade, melhoria de controle e preservação, mas isso precisa ser visto e valorizado. Estamos preocupados com isso”, diz.

O selo aguardado para 2026 é bem visto pelo setor produtivo, com a ressalva sobre a necessidade de vircom a conscientização de que o agronegócio brasileiro está ancorado na preservação, pontua Grolli. “Nos últimos 30 anos nossa produção aumentou 440% e as novas áreas incorporadas somaram cerca de 100%. Toda diferença de crescimento foi com produtividade, inovações, novas tecnologias – e tudo isso com preservação. Hoje não se explora novas áreas e estamos crescendo em produção graças às melhorias genéticas e tecnológicas, conciliadas à preservação ambiental”, completa.

O presidente da Coopavel lembra que 60% do território nacional estão preservados e que se utiliza cerca de 8% do território brasileiro – algo em torno de 80 milhões de hectares – para produzir alimentos a aproximadamente um bilhão de pessoas no mundo. “Nós alimentamos com boas práticas quase cinco vezes o tamanho do Brasil e o produtor brasileiro está fazendo isso há décadas. Doamos de 20% a 80% da nossa propriedade para o meio ambiente e, mais uma vez, o mundo precisa valorizar isso”.

Para Grolli, a conta é simples. Se existem 850 milhões de hectares em solo brasileiro, 60% estão preservados, existem no Brasil cerca de 515 milhões de hectares intocados. “Temos que ter orgulho e coragem de não concordar com o que o mundo fala sem conhecer o Brasil. Estamos preservando, mas precisamos reverter a imagem do Brasil lá fora e mostrar que tem um ecossistema preservado”.

Além dos fatores de preservação adotados, o setor produtivo espera pela identificação da soja baixo carbono. “Isso precisa trazer resultados ao nosso produtor e à indústria”, completa ele.

Segundo a pesquisadora Roberta Carnevalli, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja, a empresa está focada em apresentar alternativas de diversificação de culturas e orientar sobre o impacto da adoção do sistema de plantio direto na melhoria da qualidade do solo e, consequentemente, na produtividade de um dos principais ativos brasileiros.

E a estratégia passa pelo cultivo da soja de baixo carbono. O Brasil é o maior produtor mundial do grão, com mais de 150 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2022/2023, além de maior exportador do cereal: foram quase 23 milhões de toneladas no último ano.

A metodologia para soja baixo carbono não envolve produção de orgânicos, e sim a adoção de medidas no campo que retrairão emissões dos chamados gases nocivos. “As gramíneas, a exemplo das braquiárias, produzem raízes robustas e mais profundas do que as leguminosas [soja, crotalária e guandu] e, por isso, incentivamos sua introdução nos sistemas mais sustentáveis”, orienta a chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja.

Entre as tecnologias que vêm sendo recomendadas à agricultura e soja baixo carbono está a coinoculação, que corresponde à adição em mais de um microrganismo que beneficia as plantas para potencializar a contribuição com as bactérias fixadoras de nitrogênio (bradirizóbio) e as promotoras de crescimento (azospirillum). A metodologia também consiste em manejo racional de fertilizantes, manejo de pragas, doenças e plantas daninhas, além de um sistema no qual o Paraná é pioneiro e considerado modelo: o plantio direto.

A primeira versão do documento “Diretrizes técnicas para certificação da soja baixo carbono” foi publicada neste ano. Segundo a Embrapa, o documento contém as premissas para atestar a diminuição [que podem chegar a 30%] das emissões de gases de efeito estufa (GEE) em sistemas de produção agrícola candidatos do Brasil.

As diretrizes estão sendo usadas para subsidiar a coleta de dados em cinco macrorregiões produtoras de soja no Brasil. Segundo a Embrapa, a publicação das diretrizes é o primeiro passo para validação da metodologia que está sendo desenvolvida e vai culminar com o selo, do qual se espera reconhecimento e compensação do mercado.

“Ao adotar as boas práticas agrícolas e seguir os requisitos preconizados pelo PSBC [Programa Soja Baixo Carbono], o produtor rural submeterá seu sistema de produção à aferição da certificadora credenciada. Se obtido, o selo SBC acompanhará a comercialização da soja, um diferencial competitivo valorizado no mercado”, diz a Embrapa.

Entre as práticas obrigatórias estão:

Plantio direto

Boas recomendações de coinoculação, adubação e correção do solo

Uso de defensivos agrícolas tecnicamente prescritos

Obedecer ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc)

Manejo integrado de Pragas (MIP)

Manejo Integrado de Doenças (MID)

Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD)

Práticas conservacionistas de manejo do solo e do sistema, complementares ao SPD

Uso de sementes certificadas;

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Adoção de ferramentas digitais e georreferenciadas para o manejo sítio-específico

Realização de análise físicas e biológicas para monitorar a qualidade do solo.

Após estabelecer e validar o protocolo de certificação, as diretrizes indicam o que medir e avaliar, enquanto o protocolo detalha como fazer. “O processo de validação envolve a discussão do protocolo com o setor produtivo, com organismos internacionais e com representantes do mercado do grão, para que a metodologia proposta reflita a realidade do produtor brasileiro e, ao mesmo tempo, seja aceita e respeitada internacionalmente”, completa a pesquisadora da Embrapa.

Fonte: Gazeta do Povo Foto: Gilson Abreu

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Portos paranaenses alcançam novo recorde de movimentação

Os portos de Paranaguá e Antonina alcançaram uma nova marca histórica de movimentação. Em junho deste ano, 6.582.670 toneladas foram movimentadas, representando um aumento de 3% em relação ao recorde anterior, alcançado em dezembro do ano passado. Foi o melhor desempenho mensal da história dos portos paranaenses, segundo a Portos do Paraná, que faz a gestão dos dois terminais.

Na exportação, os destaques vão para açúcar a granel, com 669.380 toneladas, e soja, com 1.676.369 toneladas. Na importação, fertilizantes apresentam maiores volumes, com 4.777.376 toneladas. Os portos paranaenses seguem sendo a principal porta de entrada para os fertilizantes no País, com crescimento de 20% em comparação a junho de 2023 (727.282 toneladas).

Também foi destaque a importação de contêineres – foram 63.600 TEUs (medida para 20 pés de comprimento de contêiner). Os contêineres apresentaram crescimento expressivo de 45% se comparado a junho do ano anterior (394.557 toneladas).

Fonte: CBN/Joyce Carvalho, com informações da AEN Foto: Claudio Neves

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Inscrições abertas para o Cupping e Negócios de Cafés Diferenciados

Estão abertas as inscrições para a 3ª edição do Cupping e Negócios de Cafés Diferenciados, que será realizado durante a Semana Internacional do Café, de 20 a 22 de novembro, em Belo Horizonte (MG).

O Cupping é uma iniciativa do Sistema CNA/Senar, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). O projeto também tem como parceiros a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o Sebrae, por meio do ‘Juntos pelo Agro’, e a empresa da especialista em cafés especiais Helga Andrade.

Produtores rurais interessados podem se inscrever a partir desta segunda (15) até o dia 1º de outubro, por meio do link: cnabrasil.org.br/cuppingcafe24 . Já os compradores têm até o dia 15 de novembro para preencher a ficha de manifestação de interesse.

Após preencher o formulário, os produtores devem enviar as amostras para o endereço que consta no Regulamento, com previsão de chegada até o dia 25 de outubro. Os cafés serão selecionados quando atenderem as características técnicas e sensoriais.

Cafés diferenciados

São considerados cafés diferenciados os frutos das espécies arábica e canéfora em grão beneficiado cru, colhidos durante a safra 2024/25 e que possuam comprovados diferenciais de agregação de valor.

SIC

A Semana Internacional do Café, onde ocorrerá o Cupping, é a maior feira do setor na América Latina e a quinta maior do mundo, com um espaço dedicado à inovação, tendências de mercado e, sobretudo, de conexões de histórias e negócios.

A inscrição para o Cupping é gratuita. Acesse o Regulamento no link cnabrasil.org.br/cuppingcafe24 e saiba como participar.

Esclarecimentos e informações a poderão ser obtidos pelo e-mail c.agricola@cna.org.br

Fonte: CNA

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Economia brasileira cresceu 0,25% em maio

A economia brasileira cresceu 0,25% em maio, segundo dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta segunda-feira (15). O IBC-Br é um dos principais sinalizadores do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Com isso, o índice observado em maio ficou em 148,86 pontos. Dessazonalizado, o índice sobe para 149,60 pontos. Em abril, o índice dessazonalizado estava em 149,23.

Na comparação com maio de 2023, quando o índice observado estava em 146,95 pontos (dessazonalizado em 145,93 pontos), a alta chega a 1,3%. No acumulado do ano (janeiro a maio), a alta é de 2,01% e, no dos últimos 12 meses, chega a 1,66%.

Além de indicar a expansão da economia, o IBC-Br é também uma das referências adotadas pelo BC para a definição da taxa básica de juros (Selic), que está atualmente em 10,5% ao ano.

Fonte: Agência Brasil Foto: Rodolfo Buhrer

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Brasil deve produzir 299,27 milhões de toneladas de grãos na safra 2023/2024

O volume da produção brasileira de grãos deverá atingir 299,27 milhões de toneladas na safra 2023/2024. O montante representa um decréscimo de 6,4% ou 20,54 milhões de toneladas a menos em relação ao ciclo anterior, porém ainda posiciona esta safra como a segunda maior já colhida no país. Os dados constam no 10º levantamento de grãos, divulgado no último dia 11, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com a estimativa, a pesquisa de campo, realizada no final de junho, indica uma variação positiva de 0,6% ou 1,72 milhão de toneladas em relação à pesquisa do mês anterior. O motivo foi o avanço da colheita das principais culturas, indicando recuperação na produção, sobretudo no milho segunda safra, gergelim e arroz. Por outro lado, houve redução no milho primeira safra, feijão, trigo, algodão e soja.

A quebra observada em relação ao ciclo passado, de acordo com o levantamento, deve-se sobretudo à intensidade do fenômeno El Niño, que nesta safra teve influência negativa no comportamento climático desde o início do plantio, chegando inclusive às fases de reprodução das lavouras de primeira safra plantadas até o final de outubro, nas principais regiões produtoras do país.

Com relação à soja, a estimativa de produção é de 147,34 milhões de toneladas, uma redução de 4,7% ou 7,27 milhões de toneladas sobre a safra anterior, com a colheita finalizada. Nesse resultado, destacam-se os estados de Mato Grosso, maior produtor de soja do país, com 39,34 milhões de toneladas, e Bahia, com a maior produtividade, com 3.780 kg/ha. Já o milho tem produção estimada em 115,86 milhões de toneladas, incluindo as três safras. O volume é 12,2% ou 16,03 milhões de toneladas abaixo da safra 2022/23. O levantamento desta cultura mostra, no entanto, que as condições climáticas vêm favorecendo, com a maioria das lavouras em estágio de desenvolvimento vegetativo e fase reprodutiva.

A área cultivada total no país, com os produtos analisados, apresenta acréscimo de 1,5%, o que corresponde a 1,21 milhão de hectares a mais em relação à safra passada. Os maiores crescimentos são observados na soja, com 1,94 milhão de hectares, seguido do gergelim, algodão, sorgo, feijão e arroz. Já o milho total teve redução de 1,41 milhão de hectares, acompanhado pelo trigo e as demais culturas de inverno.

As culturas de inverno, que incluem trigo, aveia, canola, centeio, cevada e triticale, estão com o plantio em andamento. Especificamente para o trigo, as estimativas preliminares indicam uma produção de 8,96 milhões de toneladas, em uma área de 3,07 milhões de hectares.

Mercado

Sobre as movimentações do mercado agrícola, destaca-se o comportamento das cotações de arroz, que têm operado próximo da estabilidade de preços ao produtor no Rio Grande do Sul, sendo o atual patamar de comercialização muito rentável para o produtor que colheu sem influência negativa das enchentes no estado. Ademais, destaca-se a projeção de mercado ajustado entre a oferta e demanda de arroz, o que corrobora a perspectiva de preços remuneradores ao longo de todo o ano de 2024 e, em meio a este cenário previsto, a expectativa é de acentuada expansão de área do grão em todo o país.

Para o mercado de milho, a recente valorização do Dólar em relação ao Real tem refletido em viés de alta dos preços internos no Brasil, mesmo diante do cenário de queda das cotações nos EUA, após o anúncio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) do levantamento de área plantada de milho superior à intenção de plantio, previamente publicada por esse departamento americano. Sobre a soja, ilustra-se a intensa correlação das cotações nacionais e internacionais, em meio ao grande volume da safra brasileira que é direcionada às exportações. Com a expectativa de mercado menos rentável para o produtor norte-americano, a área plantada de soja nos EUA ficou abaixo da previsão inicial do USDA e do mercado, porém, apesar da redução, a estimativa é de que a nova safra seja 3% maior do que a anterior. Assim, mantém-se a perspectiva de preços com dificuldade de valorização ao longo de 2024 no Brasil, com o mercado internacional bem ofertado.

Para o feijão, a previsão da temporada 2023/24 é de um volume médio de cerca de 3,3 milhões de toneladas, 7,6% acima da safra anterior. O resultado é a soma da produção da primeira e segunda safras, apuradas no levantamento de campo realizado em junho de 2024, mais as previsões para a terceira safra. Partindo-se de um estoque inicial de 325 mil toneladas, o consumo em 2,85 milhões de toneladas, as importações em 50 mil toneladas e as exportações de 150 mil toneladas, o resultado será um estoque de passagem na ordem de 642,6 mil toneladas de feijão, volume que deverá contribuir para a manutenção da normalidade do abastecimento interno.

Clique aqui e acesse os arquivos com informações completas do 10º Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024 e os detalhes das demais culturas.

Fonte: Conab Foto: Mapa

Imagem embrapa

Embrapa Soja realiza curso ‘Tecnologia de Armazenamento de Sementes e Grãos de Soja’

Período: 5 a 9 de agosto de 2024
Carga horária: 34 horas
Vagas: 35
Local: Embrapa Soja

Público: O curso destina-se a gestores, supervisores, técnicos e operadores de unidades armazenadoras de grãos e sementes.

Objetivos
Treinar os profissionais responsáveis pela armazenagem de grãos e de sementes de soja nas mais avançadas técnicas de armazenamento, compreendendo o manejo integrado de pragas, a amostragem visando a análise de sementes e grãos quanto as suas qualidades, as operações de recepção, pré-limpeza, limpeza, secagem, os fatores determinantes da deterioração das sementes e dos grãos durante o armazenamento, a manutenção das qualidades dos grãos e das sementes durante o período de armazenamento. 

Veja detalhes em

Home (embrapa.br)

Sistema Ocepar

Show Rural de Inverno vai ter 42 expositores na sua 5ª edição

Quarenta e dois expositores estarão presentes na quinta edição do Show Rural Coopavel de Inverno, o maior palco da triticultura brasileira e das culturas indicadas para os meses frios do ano. O evento técnico será realizado no centro tecnológico da cooperativa, no Km-577 da BR-277, saída para Curitiba, em Cascavel, no Oeste do Paraná, de 27 a 29 de agosto.

Novas tecnologias e lançamentos – “Durante três dias, triticultores, produtores rurais interessados em investir na cultura, técnicos e acadêmicos de cursos das ciências agrárias vão ter a oportunidade de conhecer as mais novas tecnologias e lançamentos para o trigo e culturas de inverno. As empresas de pesquisa e desenvolvimento investem, principalmente nos últimos anos, somas enormes para apresentar ao mercado variedades mais resistentes e produtivas. E os resultados têm sido excepcionais”, destaca o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.

Média de produtividade – A média de produtividade brasileira fica na casa de 2,9 mil quilos hectare, a paranaense de 3,2 quilos/hectare e no Oeste do Paraná ela chega a 3,8 mil quilos por hectare. No Show Rural, por sua vez, há cultivares com performance de até seis mil quilos por hectare. “Essa diferença de produtividade se deve, em grande parte, à correta aplicação das novas tecnologias disponíveis. Esse potencial indica que o trigo, a cada ano, consolida-se como uma commodity de retorno significativo aos produtores e ao nosso País”, comenta o coordenador-geral do Show Rural de Inverno, o agrônomo Rogério Rizzardi.

Produção brasileira – A produção brasileira em 2024 deverá chegar a 9 milhões de toneladas, mas o Brasil ainda precisará de cerca de 3,5 milhões de toneladas a mais para ser autossuficiente. “Temos uma margem interessante para crescer nessa cultura”, acentua o presidente Dilvo Grolli. Em sua quinta edição, o Show Rural Coopavel de Inverno apresentará 40 cultivares, a grande maioria de trigo, mas também estarão presentes culturas de aveia, triticale, centeio e plantas de cobertura. Gratuito, o evento terá abertura de portões, diariamente, a partir das 8h30. Estacionamento e almoço também serão gratuitos.

Expositores – Os expositores que confirmaram presença na quinta edição, são: Adama, Basf, Bayer, Bionat, Biotrigo, Biotrop, Corteva, FMC, Ihara, OR Sementes, Sumitomo, Raix, Syngenta, IDR-PR, Embrapa, DMS Tortuga, Cargil/Nutron, Agroceres, Alltech, Laboratório Prado, Parque Tecnológico Itaipu, Sebrae, Agromobility, Alltech, Cargill e Sumitomo (essas três também no Espaço Impulso), ADS Drones, Coopersystem, Eemovel, Fienile, Radek Systems, Tecexpert, Grupo PPG Educação, Claro, Magnólia, Vitrine Agroecológica, Nutriagro, Biocoop, CoopClean, Sementes Coopavel, Fertilizantes Coopavel e Rações Coopavel. (Assessoria de Imprensa Coopavel)

Texto e foto – Sistema Ocepar

AEN

Exportações do Paraná para Ásia, África e Oriente Médio batem recorde no 1º semestre

O Paraná obteve no 1º semestre de 2024 o seu melhor desempenho nas vendas para os mercados do Oriente Médio, África e Sudeste Asiático , com maior parte da produção escoada pelos portos do Paraná. É o que apontam dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços organizados e analisados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

O desempenho recorde nestas regiões do mundo se somam aos de mercados tradicionais, como o China, Estados Unidos e Argentina, o que fez com que as exportações paranaenses totalizassem mais de US$ 11,5 bilhões entre janeiro e junho deste ano , quinto melhor resultado do País.

As exportações do Paraná para o Oriente Médio, bloco formado por 14 países, somaram US$ 1,1 bilhão nos seis primeiros meses deste ano, superando em 46% os US$ 774,4 milhões registrados no mesmo período de 2023 e o primeiro semestre de 2019 (US$ 893 milhões), até então o melhor. A carne de frango e o açúcar encabeçaram a lista das mercadorias mais vendidas para a região.

O maior volume de transações comerciais foi com os Emirados Árabes Unidos, com US$ 279 milhões em receitas para o Estado no 1º semestre de 2024. Na sequência, estão o Irã, com US$ 244 milhões em receitas, a Arábia Saudita, com US$ 180 milhões, e o Iraque, com US$ 127 milhões.

Os produtos do agronegócio também tiveram peso relevante nas vendas paranaenses para a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), composta por Singapura, Tailândia, Malásia, Filipinas, Mianmar, Brunei, Camboja, Laos, Indonésia e Vietnã. Com US$ 244 milhões em receitas, a Indonésia foi o maior mercado consumidor dos produtos paranaenses na região até a metade de 2024. Depois, aparecem Vietnã (US$ 196 milhões), Singapura (US$ 156 milhões) e Tailândia (US$ 120 milhões).

No total, os países que compõem a Asean adquiriram US$ 844 milhões em bens do Paraná entre janeiro e junho deste ano, 57% acima do valor contabilizado no mesmo intervalo de tempo em 2023, que foi de US$ 538 milhões. O resultado também é quase três vezes superior ao comércio com essa região no primeiro semestre de 2018 (US$ 308 milhões). O desempenho mais recente foi puxado, sobretudo, pelo comércio de soja em grão e açúcar.

No caso do mercado africano, as exportações estaduais saltaram de US$ 499 milhões para US$ 586 milhões no 1º semestre do ano, com destaque para o Egito, a África do Sul e a Argélia que atingiram US$ 112 milhões, US$ 83 milhões e US$ 71 milhões em compras, respectivamente. O recorde anterior tinha sido no primeiro semestre de 2022 (US$ 552 milhões). A carne de frango e o açúcar lideraram a pauta do comércio com o continente.

Segundo o presidente do Ipardes, Jorge Callado, os principais produtos que puxaram o desempenho recorde em novos mercados consumidores reforçam o potencial do Paraná como grande produtor de alimentos com valor agregado. Os números ressaltam a importância do Estado no atendimento da crescente demanda mundial por alimentos, o que se reflete na geração de mais empregos e renda para a população envolvida nesta cadeia produtiva.

“O Paraná apresentou números expressivos nas exportações do primeiro semestre com a conquista de novos mercados na África, Oriente Médio e Sudeste Asiático, tendo como carro-chefe o frango, o açúcar, a soja e outros produtos do agronegócio. Dos US$ 11,5 bilhões, em torno de US$ 8 bilhões foram representados por alimentos, o que reforça a posição do Paraná como o ‘supermercado do mundo’”, avaliou.

Texto e Foto – Agência Estadual de Notícias do Paraná

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Reforma Tributária segue em discussões acaloradas em Brasília

O vice-líder da oposição, deputado federal Maurício Marcon (PL-RS) se exaltou nesta quarta-feira (10), no plenário da Câmara dos Deputados, durante a discussão da reforma tributária. De forma revoltada, o parlamentar criticou a proposta e disse que é mais uma medida do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para “aumentar impostos”.

“Pergunta aos parlamentares se alguém acredita que a reforma do PT vai diminuir imposto? Porque o que a gente só votou nesse um ano e meio de governo do PT foi só aumentar imposto. A reforma do PT é só aumento de imposto. Chega! A população não aguenta mais”, alertou o deputado.

Marcon também denunciou que alguns deputados “vão receber emendas” para votar essa “desgraça”. “Não tem vergonha? Dormem tranquilo?”, questionou.

“A cervejinha vai aumentar, a carne vai aumentar e o pobre vai ser ferrar”, complementou.

Por fim, Marcon cobrou mais tempo para debater a reforma tributária, de modo que os deputados possam conhecer melhor o projeto em discussão. “Ninguém leu o projeto, ninguém sabe nada. Tira de pauta, vamos estudar e depois votar”, disse.

Nesta quarta-feira (10), líderes da oposição e da minoria se pronunciaram contra as propostas apresentadas no âmbito da regulamentação da Reforma Tributária que, segundo os parlamentares, não se trata de “reforma”, mas de “aumento de imposto” que usa o “modelo soviético” de “centralização”.

O texto foi protocolado durante a madrugada e tem previsão de ser debatido pelo menos até quinta (11), com mais de 800 emendas já apresentadas pelos parlamentares.

A oposição tentou retirar a proposta de pauta, mas o pedido foi rejeitado por 309 votos a 139.

A proposta em análise no Plenário define regras para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS), todos previstos na Emenda Constitucional 132.

Texto e foto – Gazeta do Povo

Gazeta do Povo

Esquerda aposta em “PL do genocídio” para frear marco temporal; agro reage com PEC

A esquerda no Congresso e movimentos indígenas querem criar um marco temporal do genocídio indígena para fazer frente aos avanços da bancada do agronegócio no estabelecimento do marco temporal para demarcação de terras indígenas – tese, aprovada em lei, que estabelece que povos originários têm direito de ocupar apenas as terras onde já estavam ou que já disputavam em 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição.

A resposta dos indígenas ao agro está no Projeto de Lei 4566/2023, apresentado pela deputada Célia Xakriabá (Psol-MG). O texto veda a imposição de qualquer marco temporal para fins de demarcação das terras indígenas e estabelece que o genocídio de indígenas iniciou em 1500 com a “invasão do Brasil”.

O termo “genocídio indígena” está muito presente na narrativa da esquerda, mais fortemente desde o governo de Jair Bolsonaro (PL). Eles acusam o ex-presidente de perpetrar um genocídio contra o povo Yanomami, fundamentando-se no número de mortes dessa população do governo anterior. No entanto, esse discurso acabou se voltando contra o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro ano de mandato do petista foi verificado um aumento no número de mortes dos yanomamis: 363 registros de óbitos, 20 a mais do que em 2022, último ano do governo Bolsonaro.

PL do genocídio indígena terá que enfrentar articulação da bancada do agro 

O projeto do genocídio indígena foi aprovado no dia 2 de julho na Comissão de Povos Originários da Câmara, mas ainda precisa ser votado, pelo menos, na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), controlada pela direita. Somente após ser aprovado na Câmara é que poderá seguir para análise do Senado.

Nesse caminho, a esquerda terá que enfrentar a articulação da bancada do agro, que quer atrasar a tramitação, fazendo com que o PL do genocídio indígena seja discutido também em outras três comissões: Agricultura, Desenvolvimento Regional e Direitos Humanos. Assim, amplia-se a possibilidade de que o texto seja rejeitado nas comissões com maioria de membros contrários à proposta.

Além disso, há um pedido de arquivamento que encerra a sua tramitação. Para o deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), a intenção de Xakriabá com o projeto do genocídio é fruto da insatisfação com a lei do marco temporal aprovada em 2023 no Congresso. 

“O que se constata é a evidente reapresentação de tema legalizado por este Poder [Congresso] em razão de mera irresignação com o resultado”, afirmou Côrtes, líder do PL na Câmara, ao justificar o pedido de arquivamento. 

Quem decide sobre o “engavetamento” do projeto ou sobre sua redistribuição para outras comissões da Casa é o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Agro tenta avançar com uma PEC para o marco temporal

A bancada do agro tem, ainda, outra carta na manga: está tentando avançar com uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para garantir a fixação do marco temporal de 1988 na Carta Magna, o que tornaria a tese ainda mais sólida e mais difícil de ser derrubada via Supremo Tribunal Federal (STF).

Após a aprovação do PL do genocídio indígena na Comissão de Povos Originários da Câmara, a PEC do Marco Temporal (48/2023) foi incluída na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (10). Na ocasião, o relator, senador Espiridião Amim (PP-SC), apresentou um parecer favorável à proposta.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), porém, pediu que a votação fosse adiada até 18 de dezembro para que pudesse analisar o texto. Parlamentares da bancada do agro questionaram o prazo e, nas negociações, o presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (União-AP), acabou concedendo o pedido de Wagner, mas com um prazo mais curto.

“Em outubro, votaremos a PEC [do marco temporal] nesta comissão”, garantiu Alcolumbre, que é um dos principais cotados para suceder o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a partir do ano que vem.

Durante a reunião da CCJ desta quarta-feira, movimentos indígenas fizeram forte pressão nas redes sociais e também estiveram representados no plenário da comissão. Eles apelidaram a proposta de “PEC da morte”

STF fará conciliação sobre o tema

Uma outra etapa da queda de braço entre agro e indígenas está ocorrendo no STF.

A lei do marco temporal (Lei 14701/2023), aprovada pelo Congresso no ano passado, está sendo questionada no Supremo por partidos da base do governo e movimentos indígenas. Em contrapartida, partidos de oposição e centro entraram com ações no STF para garantir a validade da lei.

As jogadas acabaram fazendo o ministro relator das ações, Gilmar Mendes, propor uma conciliação para resolver o impasse, marcada para 5 de agosto. A ideia, no entanto, foi recebida com desconfiança pelo agro e repudiada pelos movimentos indígenas.

Para a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), não há o que ser negociado. “Essa decisão do ministro Gilmar Mendes contraria a Constituição, mas também o próprio Supremo”, disse Dinamam Tuxá, coordenador-executivo da Apib, referindo-se à decisão do STF de derrubar a tese do marco temporal no ano passado.

“Nós já estamos vivendo os efeitos da Lei do Genocídio Indígena [referência à lei do marco temporal] e os ministros não podem voltar atrás do que foi dito. Queremos que eles nos ouçam e não coloquem nossas vidas na mesa para negociação”, continuou.

Para o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), a conciliação parece distante. “Não há o que conciliar com quem não quer conciliação”, disse o deputado ao se referir às movimentações dos indígenas.

Texto e foto – Gazeta do Povo