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Cocari recebe troféu Top 10 Planti Center e reafirma excelência em Máquinas e Implementos Agrícolas

A Cooperativa Cocari recebeu, mais uma vez, o troféu Top 10 Planti Center, reconhecimento concedido às revendas que se destacam pelo desempenho, credibilidade e consistência na comercialização de máquinas e implementos agrícolas. A premiação da Planti Center reconhece, anualmente, as principais parceiras da marca em toda a América Latina e consolida a trajetória da Cocari, marcada por resultados sustentáveis e atuação sólida no campo.

Esta conquista representa o quinto ano consecutivo em que a Cocari figura entre as dez melhores revendas, um resultado que reflete o trabalho integrado do setor de Máquinas e Implementos Agrícolas (MIA), envolvendo consultores de vendas, gestores, áreas de apoio, time comercial e departamento técnico. Cada atendimento ao cooperado, cada solução apresentada e cada negociação construída com confiança contribuíram diretamente para mais este reconhecimento.

O Top 10 Planti Center é um evento anual que reúne cerca de 250 revendas da marca, premiando aquelas que demonstram alto desempenho em vendas, parceria de longo prazo e compromisso com o desenvolvimento do setor agrícola. Estar, novamente, entre as empresas reconhecidas evidencia a força da atuação da Cocari, baseada em relacionamento próximo com o produtor, conhecimento técnico e entrega de tecnologias que impulsionam a produtividade no campo.

A parceria entre a Cocari e a Planti Center, construída ao longo de mais de duas décadas, tem sido fundamental para ampliar o acesso dos cooperados a soluções como plantadeiras, semeadeiras, plataformas de milho e outros equipamentos estratégicos para a agricultura moderna. Essa relação de confiança e cooperação tem permitido à cooperativa expandir sua presença e fortalecer o setor de máquinas nas regiões onde atua.

Mais do que um troféu, a premiação simboliza o esforço coletivo e o alinhamento entre pessoas, processos e propósito. É a confirmação de que o trabalho em equipe, aliado a parcerias sólidas e foco no cooperado, gera resultados consistentes e duradouros.

A Cocari agradece à Planti Center pela parceria e reconhecimento e parabeniza todos os colaboradores envolvidos por mais essa conquista, que fortalece a história da cooperativa e inspira novos desafios e avanços no setor de Máquinas e Implementos Agrícolas.

Texto e foto – Sistema Ocepar

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XXIII Congresso Brasileiro de Sementes

A ABRATES – Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes tem o prazer de promover a 23ª edição do Congresso Brasileiro de Sementes, que acontecerá de 25 a 28 de agosto de 2026. O evento será sediado no renomado Rafain Palace Hotel & Convention, em Foz do Iguaçu, Paraná.

Desde sua criação em 1979, o CBSementes se consolidou como o principal e mais influente encontro do setor, com reconhecimento nacional e internacional. Ele serve como ponto de convergência para profissionais, técnicos, produtores, empreendedores, pesquisadores, educadores e estudantes (tanto de graduação quanto de pós-graduação) que atuam na cadeia produtiva de sementes, atraindo também as principais corporações da área. Para a edição de 2026, a expectativa é receber um público superior a 1.500 participantes.

Inscrições abertas e podem ser realizadas por meio do site: CBSementes 2026

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Nutrição da soja movimentou US$ 16,2 bilhões na safra 2022-23

A consultoria Kynetec apurou que o mercado de produtos para nutrição da soja cresceu da ordem de US$ 7,8 bilhões, na safra 2019-20, para perto de US$ 16,2 bilhões no ciclo 2022-23 (+110%). O levantamento faz parte do estudo FarmTrak, exclusivo da empresa e analisou os segmentos de corretivos e condicionadores de solo, adubação de base, adubação de cobertura, inoculantes, bioestimulantes e fertilizantes via semente e foliares.

Na comparação à safra 2021-22, quando as transações envolvendo esses produtos passaram de US$ 12 bilhões, a alta foi de 30%. “Aumentaram os investimentos e também as áreas-alvo de tratamentos”, resume Giovanni Coser, especialista em nutrição de plantas da Kynetec.

“Atento às novas tecnologias, sempre em busca de produtividade, o sojicultor adere a novos produtos e a outras ferramentas nutricionais inovadoras”, continua ele. De acordo com Coser, na safra 2019-20, a primeira da série histórica do FarmTrak Nutrição, o agricultor realizava em média 6,7 tratamentos, número que subiu para 7,6 tratamentos no estudo recém-divulgado.

Conforme o especialista da Kynetec, os fertilizantes de solo, empregados no plantio ou em cobertura, mantêm histórica dianteira no mercado de nutrição da soja: mais de 80% de participação ou aproximadamente US$ 12,9 bilhões. O desempenho da categoria de produtos, frisa ele, avançou mais de 100% ante a safra 2019-20 (US$ 6,392 bilhões).

Giovanni Coser esclarece ainda que, somados, os corretivos e condicionadores de solo, e a adubação via semente e foliar, inclusive bioestimulantes, além de inoculantes, responderam por 19% do resultado do mercado de insumos para nutrição da oleaginosa no ciclo 2022-23, em torno de US$ 3 bilhões.

Por categoria de produtos, o segmento formado pelos fertilizantes foliares e via tratamento de sementes atingiu US$ 1,07 bilhão, uma elevação de 35% sobre 2021-22 (US$ 695 milhões). As vendas para nutrição foliar foram de US$ 730 milhões (+34%); para tratamento de sementes, de US$ 115 milhões (+27%). Os bioestimulantes, por sua vez, movimentaram US$ 222 milhões (+43%).

Recortes de dados em solo, bioestimulantes e inoculantes

Desdobramentos do FarmTrak Nutrição 2022-23 trouxeram à luz uma elevação representativa, especificamente, no desempenho dos fertilizantes de solo MAP (fosfato monoamônico) e superfosfato simples, empregados na fase de plantio. Somados, ressalta a Kynetec, tais produtos giraram cerca de R$ 3,1 bilhões, um acréscimo de 12% ante a pesquisa anterior, e totalizaram 30% do volume de insumos para nutrição da soja aplicados no plantio.

“Com adoção média de 24%, a fórmula MAP apresentou avanços em adoção principalmente nas regiões Centro, de 31% e Centro-Norte, de 41%. Nestas, houve ao menos uma aplicação de MAP”, salienta Coser.

No tocante aos bioestimulantes, outro recorte importante da Kynetec apontou crescimento de 38% frente a safra 2019/20 (28%). “Constatamos que hoje em dia 39% da área total de soja utilizaram alguma tecnologia voltada à bioestimulação da cultura”, resume Coser.

O estudo da Kynetec revelou ainda cenário evolutivo relevante para os inoculantes na série histórica. Estes produtos têm como principal organismo ativo o Bradyrhizobium, um gênero de bactérias do solo, e obtiveram 83% de adoção em área, conforme observa Coser. “Cresceu também a inoculação associada à bactéria Azospirillum, com 40% de adoção em área e salto de 70%, na comparação aos 23% registrados na safra 2019-20”, conclui.

De acordo com o diretor executivo da Kynetec para a América Latina, André Dias, a elaboração do FarmTrak Nutrição Soja 2022-23 está ancorada em 2,4 mil entrevistas pessoais com sojicultores, captadas em quase 670 cidades da fronteira agrícola da oleaginosa. Conforme Dias, a empresa já deu a partida no desenvolvimento do mesmo estudo ao longo da safra 2023-24.

Fonte: Assessoria de Imprensa Kynetec Foto: Divulgação

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SISV/PR realiza jornada estadual de treinamentos sobre atualização da legislação para agentes do setor produtivo de sementes do Paraná

No período entre 10 de julho e 2 de agosto de 2023, o Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal do Paraná (SISV/PR), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), promoveu uma jornada de treinamentos sobre atualização da legislação nacional de sementes e mudas.

A realização desse treinamento, para orientação e educação sanitária dos participantes, ocorreu em razão da publicação de novos dispositivos legais nos anos de 2020 e 2022, que trouxeram significativas alterações na regulamentação da produção de sementes, conforme explicou o chefe do SISV/PR, Marcelo Bressan.

“Com as novas regras para produção de sementes no país, que entraram em vigor em março deste ano, tornou-se imprescindível que os agentes desta cadeia produtiva de insumos regulados tomem pleno conhecimento dos novos dispositivos legais e adequem suas empresas, seus registros, controles, documentação e procedimentos às novas normas, cujo cumprimento é obrigatório”, afirmou.

Nos treinamentos foram abordados os seguintes assuntos: Decreto nº 10.586/2020 – Novo regulamento da Lei nº 10.711/2003; Portaria Mapa nº 501/2022 – RENASEM; Portaria Mapa nº 538/2022 – Normas Gerais de Sementes SIGEF; Inscrição de campos de sementes no Mapa; Lei nº 14.515/2022 – Lei do Autocontrole e da Harmonização dos Procedimentos da Legislação Agropecuária – Interface com a Legislação de Sementes; Peticionamento eletrônico intercorrente no sistema SEI – Envio de Relatórios ao Mapa; e a Lei nº 14.515 /2022, que trata das cadeias produtivas do agronegócio reguladas pelo Mapa , com ênfase na produção de sementes e mudas.

Com o apoio da Associação Paranaense de Produtores de Sementes (Apasem), foram realizados cinco eventos macrorregionais estrategicamente distribuídos no estado do Paraná, nos municípios de Ponta Grossa, Londrina, Campo Mourão, Cascavel e Pato Branco.

Os treinamentos, com carga horária de 12 horas, foram ministrados pelos auditores fiscais federais agropecuários Camila Vieira e Ildomar Fischer, e pela engenheira agrônoma Daniela Peles.

No total, 420 profissionais participaram da jornada, sendo a maioria os responsáveis técnicos (RT’s) pela produção de sementes e de laboratórios de análise, proprietários de empresas, gerentes de Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS´s), auxiliares dos RTs que operam o Sistema Nacional de Sementes e Mudas (SNSM) e os sistemas operacionais do Mapa.

Além da Apasem, o evento teve o apoio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA/PR), da Embrapa Soja, da Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel (AREAC), da Cooperativa Agropecuária Mourãoense Ltda (Coamo) e da Cooperativa Agropecuária Tradição (Coopertradição).

Fonte e Foto: Ministério da Agricultura

Soja - colheita. Fotos:Jaelson Lucas / Arquivo AEN

Exportações do Paraná alcançam US$ 14,4 bilhões entre janeiro e julho, alta de 13,3%

Com crescimentos sucessivos nas exportações, o comércio exterior do Paraná movimentou US$ 14,4 bilhões (R$ 70,8 bilhões na cotação atual) entre janeiro e julho deste ano, um avanço de 13,3% na comparação com os primeiros sete meses de 2022, quando fechou em US$ 12,7 bilhões. Com o recorde da safra deste ano, o agronegócio lidera a lista de produtos exportados pelo Estado, com destaque para a soja em grão, carne de frango in natura, farelo de soja e cereais.

A soja responde por 22,9% das exportações paranaenses e movimentou US$ 3,3 bilhões entre janeiro e julho, um crescimento de 52,3% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 2,1 bilhões). Maior produtor avícola do País, o Paraná também comercializou para outros países US$ 2,2 bilhões em carne de frango in natura, alta de 5,5% em relação ao período anterior (US$ 2,1 bilhões). Na sequência está o farelo de soja, com US$ 1,1 bilhão movimentados, aumento de 12,7%.

O levantamento foi feito pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social do Paraná (Ipardes), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O maior crescimento foi observado na exportação de torneiras e válvulas, que avançou 187,1%, passando de US$ 35,5 milhões nos primeiros sete meses de 2022 para US$ 101,9 milhões para o mesmo período de 2023. Máquinas e aparelhos de terraplanagem e perfuração também se destacaram, com crescimento de 95,1%, de US$ 116,7 milhões para US$ 227,7 milhões de um ano para outro.

No agronegócio, o produto que mais aumentou a movimentação foi os cereais, com aumento de 71,3%. É o quarto mais exportado pelo Estado, passando de US$ 338 milhões nos primeiros sete meses do ano passado para US$ 579 milhões no mesmo período deste ano. A lista completa das exportações paranaenses pode ser conferida neste link .

Países

Os produtos paranaenses chegam a mais de 200 destinos ao redor do globo, mas o principal comprador é a China, com US$ 3,7 bilhões movimentados no período, um quarto de tudo que é exportado pelo Paraná. O valor representa uma diferença de US$ 1,2 bilhão em relação ao período anterior, ou uma alta de 48,9%.

A Argentina ultrapassou os Estados Unidos como o segundo principal parceiro comercial do Estado e adquiriu US$ 1 bilhão em produtos paranaenses nos primeiros sete meses deste ano, 46,3% a mais que no mesmo período de 2022 (US$ 685,2 milhões). Já o comércio para os Estados Unidos chegou a US$ 810 milhões, uma redução de 22,5% em relação ao US$ 1 bilhão movimentado no ano passado.

Também são importantes parceiros comerciais o México (US$ 598,2 milhões), Coreia do Sul (US$ 441,6 milhões), Índia (US$ 410,7 milhões), Japão (US$ 415,1 milhões), Países Baixos (US$ 398,5 milhões), Paraguai (US$ 326 milhões)e Peru (US$ 307,2 milhões).

Balança comercial

O Paraná fechou os primeiros sete meses do ano com superávit de US$ 4 bilhões na balança comercial, mostra o levantamento do Ipardes. As importações do Estado no período somaram US$ 10,3 bilhões (R$ 51 bilhões), uma redução de 18,7% na comparação com janeiro a julho de 2022, quando chegou a US$ 12,7 bilhões.

Os produtos mais importados foram os adubos e fertilizantes, com movimento de US$ 1,2 bilhão neste ano. Os itens, porém, foram os que apresentaram a maior redução nas compras internacionais do Estado no período, com queda 52,9%. Nos primeiros sete meses de 2022, chegaram a movimentar US$ 2,6 bilhões, respondendo a 20,8% das importações paranaenses, sendo que agora esse número equivale a 12,1%.

Na sequência estão os óleos e combustíveis, com movimento de US$ 979,8 milhões, 18,6% a menos que janeiro a julho do ano passado (US$ 1,2 bilhão). As autopeças também têm uma importante participação nas importações, com movimento de US$ 729 milhões, alta de 6,6% (US$ 684 milhões).

Fonte: AEN Foto: Jaelson Lucas

04.10-PORTO

Porto de Paranaguá: novo ‘moegão’ reorganizará descargas ferroviárias

O projeto da nova estrutura do moegão do Porto de Paranaguá foi apresentado nesta segunda-feira. A obra de R$ 592 milhões vai centralizar as descargas de grãos e farelos. O diretor empresarial da Portos do Paraná, André Luiz Pioli, explica como a expansão pode melhorar o transporte de cargas.

O novo moegão terá capacidade para descarregar simultaneamente 180 vagões em até quatro horas, dobrando a capacidade atual. Os granéis sólidos serão enviados aos 11 terminais interligados do Corredor Leste.

Segundo o Governo do Estado, o moegão pode reduzir mais de 70% da emissão de CO2 e gerar economia de 30% nos custos de transporte. O projeto vai ser executado pelo Consórcio Tucumã. A expectativa é que as obras sejam iniciadas nos próximos meses, depois de análise e ajustes, com cronograma de entrega de 20 meses.

Fonte: BandNews Foto: Divulgação

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Preocupação com atual modelo de seguro rural

Em coletiva de imprensa no 22o Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo (SP), o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, destacou que há uma preocupação com o atual modelo de seguro rural adotado pelo Brasil, por conta do elevado endividamento das empresas seguradoras.

Segundo Fávaro, a imensa maioria dos produtores está sendo atendida pelo seguro rural, com exceção dos casos recorrentes que estão acontecendo, como o terceiro problema climático em quatro anos no Rio Grande do Sul, o que faz com que a apólice encareça e haja uma queda no valor da cobertura. “É um processo legítimo de mercado que precisa ser corrigido com recursos públicos para fazer a subvenção deste seguro”, avalia.

Fávaro afirma que não é possível assumir o compromisso público de que o seguro rural chegará a R$ 2 bilhões neste ano, como também não era possível dizer que o Brasil lançaria o seu maior Plano Safra de sua história, chegando a R$ 500 bilhões para a safra 2023/24, somando recursos do BNDES.

No entendimento de Fávaro, o atual modelo de seguro rural adotado pelo Brasil gera um grande déficit para as seguradoras, que está em R$ 3 bilhões ao longo de 16 anos. “Ou se busca junto ao Tesouro maiores volumes de recursos públicos, ou essa forma de seguro vai deixar de operar, pois não há um equilíbrio”, sinaliza.

Fávaro entende que é preciso buscar o máximo para equacionar o seguro para a safra 2023/24, mas que é preciso pensar à frente. “Existe um novo modelo no México, que vai ser aprofundado e adaptado ao Brasil, para quem sabe já termos ter um novo seguro mais eficiente e para o produtor rural na safra 2024/25, que seja sustentável economicamente”, conclui.

Fonte: Arno Baasch/Agência SAFRAS

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Portaria federal reforça alerta da Adapar sobre importância do vazio sanitário da soja

Uma portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária, publicada na última quinta-feira (3), reforça a orientação da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) sobre a importância de os produtores respeitarem o vazio sanitário da soja. A portaria atualiza o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, com o objetivo de congregar ações estratégicas de defesa sanitária vegetal. O período em que é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja no campo continua sendo uma das principais armas para o controle da praga Phakopsora pachyrhizi.

A Adapar é responsável pela fiscalização da adoção dessa medida fitossanitária no Paraná. Além da fiscalização, cabe à agência normatizar complementarmente e estabelecer procedimentos operacionais para a execução do programa. O vazio sanitário paranaense começou em 10 de junho e se estende até 10 de setembro.

“O principal objetivo da Adapar é orientar os produtores para que obedeçam às leis que visam garantir a sanidade vegetal e animal no Estado, e o vazio sanitário é importante nesse sentido”, disse o coordenador do programa de Vigilância e Prevenção de Pragas em Cultivos Agrícolas e Florestais da Adapar, Marcílio Martins Araújo.

Segundo ele, a conscientização por parte dos produtores de que é preciso erradicar toda planta de soja nesse período de 90 dias evita surtos precoces da doença, o que acarretaria em maiores custos e mais trabalhos para o controle. “É uma ação totalmente a favor do próprio produtor”, acentuou Araújo. “Além de evitar notificações e autuações por parte dos fiscais da Adapar”.

Cabe à Adapar o cadastro de produtores, monitoramento da ocorrência da praga durante a safra e fiscalização quanto ao vazio sanitário e ao calendário de semeadura.

Ajustes

A nova regulamentação emitida pelo governo federal promove ajustes no modelo de governança do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, conferindo à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária maior autonomia no estabelecimento das medidas de prevenção e controle da doença, na condição de Instância Central e Superior do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa).

“Para o controle adequado da doença e a mitigação dos potenciais prejuízos que ela pode causar à cadeia produtiva da soja, devem ser considerados diversos aspectos, entre eles medidas de redução do inóculo do fungo e o manejo da resistência de fungicidas. Considerando que a soja é cultivada na maioria dos estados brasileiros, as medidas oficiais estabelecidas devem abranger os resultados que se pretende alcançar em nível nacional”, explica a coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane Castro.

Fonte e Foto: AEN

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Soja em queda no Brasil

Os valores do complexo soja estão em queda no Brasil e nos Estados Unidos neste começo de agosto. O movimento de baixa nas cotações se deve aos estoques elevados no Brasil – mesmo que as vendas sejam recordes nesta temporada, a oferta está se sobressaindo à demanda, devido à safra 2022/23 volumosa no País.

Conforme informações do boletim informativo do Cepea, nos Estados Unidos, as recentes chuvas em áreas de cultivo de soja trouxeram alívio aos agentes da cadeia. Além disso, a valorização do dólar reforçou a queda nos Estados Unidos, já que esse cenário eleva a atratividade do produto brasileiro em detrimento do norte-americano.

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação

No Fórum Nacional de Trigo, governo estadual defende ciência e inovação para avanço do agro

No Fórum Nacional de Trigo, Paraná defende uso da ciência e inovação no agronegócio

A ciência e a inovação podem elevar a presença do agro brasileiro no mercado mundial. A afirmação foi feita pelo secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, na abertura do Fórum Nacional de Trigo e 16ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (16ª RCBPTT), na noite do último dia 25, no distrito de Entre Rios, em Guarapuava.

O encontro no Centro de Eventos da Cooperativa Agrária debateu temas como a qualidade do trigo brasileiro comparada à de países vizinhos e a contribuição da triticultura no cenário da agropecuária brasileira.

Ortigara defendeu que o Brasil evoluiu significativamente na capacidade de produzir alimentos e fibras, e que grande parte desse resultado se explica pelo conhecimento aplicado. “Somos um país com presença forte em cerca de 40 cadeias no mundo. Temos a possibilidade concreta de continuar nos desenvolvendo, de tornar o principal negócio do Brasil gigante no comércio mundial, com políticas agrícolas e pegada firme na ciência e na inovação”, disse.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o ciclo 2022/2023 deve somar 317,6 milhões de toneladas de grãos no Brasil, maior volume já produzido. Ortigara destacou que, daqui a 10 safras, a produção pode atingir 390 milhões de toneladas. “Estamos ganhando em produtividade e existe espaço para o crescimento do trigo”, afirmou.

A produção recorde de trigo no País, de 10,6 milhões de toneladas, colaborou para a redução das importações do cereal. No primeiro semestre de 2023, o Brasil importou 2,1 milhões de toneladas, 35% menos do que as 3,2 milhões de toneladas importadas no primeiro semestre de 2022, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária analisados no Boletim Agropecuário do Departamento de Economia Rural (Deral).

O Brasil exportou 2,1 milhões de toneladas de trigo no primeiro semestre, terceiro maior volume já comercializado nesse período. “O que foi feito nos últimos anos sinaliza que nós, além de conquistarmos a tão sonhada autossuficiência, também podemos ser jogadores no mercado mundial”, completou o secretário.

Juntos, o Paraná e o Rio Grande do Sul produzem 90% do trigo brasileiro. No ciclo 2022/2023, o Paraná pode ter produção recorde. Segundo o Deral, a safra de trigo no Estado está estimada em 4,6 milhões de toneladas, 30% mais que na safra passada.

Lançamento

 No mesmo evento, foi lançada a Biotrigo Weiss, primeira variedade de trigo desenvolvida no Brasil para fabricação de malte, parceria entre a Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária e a Biotrigo Genética. A cultivar atende requisitos da indústria cervejeira, como alta produtividade, baixa suscetibilidade a acamamento e doenças, baixa proteína e bom potencial germinativo.

A produção do cereal em escala suficiente para atender à demanda da indústria deve se concretizar em 2025. Atualmente, para produzir malte de trigo no Brasil é preciso importar matéria-prima, especialmente da Argentina.

Evento

A programação da 16ª RCBPTT apresenta trabalhos recentes de pesquisa desenvolvidos por instituições públicas e privadas para aprimoramento dos sistemas de produção de trigo e triticale no País. “Louvamos o esforço da pesquisa, da Embrapa, do IDR-Paraná, e também a ciência feita pelas empresas privadas no desenvolvimento de produtos e condições de todo tipo para o principal negócio do Brasil”, disse Ortigara.

Fonte: AEN Foto: SEAB-PR