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Milho: Semeadura alcança 65,9% das áreas projetadas para a safra

Em MG, o clima mais quente tem aumentado a pressão da cigarrinha nas lavouras. No RS, a falta de precipitações significativas, em quase todo o estado, e a ocorrências de ventos constantes e altas temperatura, provoca sintomas de deficit hídrico em algumas regiões. Na BA, o plantio avança rapidamente.

No PR, o tempo mais seco no estado permitiu a realização dos tratos culturais. Em SC, o plantio se aproxima da finalização e a redução das chuvas favoreceu o desenvolvimento da cultura. No MA e PI, o plantio foi iniciado. Em GO, a semeadura está na reta final nas regiões Leste e Norte.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Trigo/Cepea: Agentes brasileiros estão de olho na safra argentina

Agentes colaboradores do Cepea estão atentos ao andamento da colheita de trigo na Argentina – vale lembrar que o país vizinho é o maior fornecedor do cereal ao Brasil. Dados divulgados em 27 de novembro pela Bolsa de Cereales indicam que, com 33,9% da área colhida, a produção argentina foi revisada para cima, para 25,5 milhões de toneladas. Esse volume supera em 1,5 milhão a estimativa anterior, além de ser um novo recorde, ultrapassando o até então maior volume, de 22,4 milhões de toneladas, registrado na temporada 2021/22.

Quanto aos preços no Brasil, caíram em novembro. De acordo com pesquisadores do Cepea, além do cenário de safra volumosa na Argentina, a desvalorização do dólar frente ao Real reforçou o movimento de queda nos preços do trigo no mercado brasileiro. Em novembro, a média mensal no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.044,82/t, recuo de 8,2% frente a outubro/25, de 17,1% em relação a novembro/24 e a menor desde fevereiro/18 – todas as comparações são em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI). No Paraná, a média foi de R$ 1.196,69/t em novembro, com baixa mensal de 1,6% e anual de 15,9% e a menor desde outubro/23.

Fonte: Cepea Foto: Divulgação

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Deputados aprovam em primeiro turno mudança de custas judiciais no Paraná

Os deputados estaduais aprovaram em primeiro turno a proposta de mudança de custas judiciais no Paraná. A votação foi realizada em sessão ordinária nesta segunda-feira (1).

Foram 28 votos favoráveis e nove contrários ao projeto, de autoria do Tribunal de Justiça do Paraná.

Segundo o TJ-PR, a legislação encontra-se defasada neste aspecto. Ainda na justificativa, o projeto consolida a cobrança das taxas no ajuizamento da ação, antes de uma sentença judicial.

As custas judiciais são as chamadas taxas de pagamento durante processos para cobrir os valores dos serviços prestados pelo Poder Judiciário, que devem sofrer reajustes. Elas se diferenciam das custas extrajudiciais, que são taxas cobradas pelos cartórios para a prestação de outros serviços, como reconhecimento de firma e emissão de certidões.

A proposta altera a Lei 6.149, de 1970, com a criação de critérios para cobranças ao Tribunal de Justiça, às unidades judiciárias e os oficiais de Justiça, por exemplo.

Apesar do encaminhamento em primeiro turno, emendas devem ser apresentadas em segundo turno para posterior análise na Comissão de Constituição e Justiça.

Antes da sessão ordinária na Assembleia Legislativa do Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) havia falado sobre o assunto. Na visão de Ratinho, é necessária a modernização da lei neste sentido, apesar de a proposta não ser de autoria do Executivo estadual.

Antes da votação, as bancadas de oposição, do MDB e do PDT encaminharam aos demais parlamentares o voto contrário. Durante o anúncio, o deputado estadual Requião Filho (PDT) teve uma breve discussão com o presidente da Alep, deputado Alexandre Curi (PSD), sob a alegação de que a proposta pode enfraquecer o Legislativo.

Proposta vai para votação em segundo turno

Com a aprovação em primeiro turno, a proposta vai para uma votação em segundo turno, que confirma o estabelecimento de novos critérios de valores de custas judiciais. No segundo turno, emendas devem ser apresentadas para uma nova apreciação da Comissão de Constituição e Justiça e retorno ao plenário.

Ouça

Fonte: CBN/Johan Gaissler

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Dezembro: quais impactos do clima no campo?

A previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta variação nos volumes de chuva no Brasil em dezembro de 2025. Para grande parte da Região Sul, o órgão indica chuva abaixo da média, enquanto diferentes áreas das regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste devem registrar volumes acima do padrão histórico.

Na Região Norte, o Inmet prevê volumes de até 50 mm acima da média histórica no centro-sul e centro-norte do Amazonas, no centro-sul de Tocantins, na maior parte do Pará e em praticamente todo o Amapá. O instituto destaca que, no Tocantins e no Amapá, “são previstos volumes até 150 mm acima da média do período”. Em áreas do Acre, oeste do Amazonas e centro-sul do Pará, as chuvas devem ficar abaixo do esperado. Para as demais localidades, o prognóstico aponta volumes próximos da média de dezembro.

Na Região Nordeste, o instituto prevê chuva acima da média na Bahia e no Piauí. Para o restante da região, a projeção é de precipitação dentro da média histórica do mês. Segundo o Inmet, “chuva abaixo da média histórica é prevista apenas para áreas isoladas do norte do Maranhão”.

Na Região Centro-Oeste, o Inmet indica precipitação acima da média em quase todo o estado de Goiás, no oeste do Mato Grosso e no leste do Mato Grosso do Sul. A projeção aponta chuva abaixo da média no centro do Mato Grosso e no noroeste do Mato Grosso do Sul.

Para a Região Sudeste, a previsão aponta volumes acima da média em Minas Gerais, Rio de Janeiro e grande parte de São Paulo. O Inmet afirma ainda que, no Espírito Santo, a tendência é de chuvas próximas da média histórica do período.

Na Região Sul, a projeção indica acumulados abaixo da média histórica em praticamente todo o território. O Inmet prevê déficit de até 75 mm no oeste do Rio Grande do Sul e redução das chuvas na maior parte de Santa Catarina e no oeste do Paraná.

O instituto também projeta temperaturas acima da média em quase todo o país. Na Região Norte, o Inmet estima desvios positivos de até 1,5 °C, especialmente no sudeste do Pará, onde as temperaturas podem variar entre 25 °C e 32,5 °C. Em áreas como o Amapá, o oeste do Amazonas e o noroeste do Pará, os valores devem permanecer dentro da média ou ligeiramente abaixo.

Na Região Nordeste, as temperaturas devem ficar acima da média, com destaque para o sul do Piauí, onde o desvio pode alcançar 1 °C. Em áreas próximas ao litoral, os valores devem variar entre 25,0 °C e 27,0 °C. Em parte do Rio Grande do Norte, norte da Paraíba e norte do Piauí, o Inmet prevê temperaturas dentro da climatologia do mês.

Na Região Centro-Oeste, devem prevalecer temperaturas médias acima da climatologia, com maiores elevações no norte e leste do Mato Grosso, e no centro do Mato Grosso do Sul. Os desvios podem chegar a 1,5 °C nessas áreas.

Na Região Sudeste, as temperaturas médias podem superar 20 °C, com menores valores no leste de Minas Gerais e maiores elevações no oeste de São Paulo, norte de Minas e Espírito Santo, com desvios de até 1 °C.

Na Região Sul, o Inmet projeta temperaturas dentro da média no centro-oeste do Paraná, na faixa litorânea de Santa Catarina e no sul do Rio Grande do Sul. Nesse período, valores até 1 °C acima da média podem ocorrer no centro de Santa Catarina e em grande parte do Paraná.

Na Região Norte, o Inmet afirma que as temperaturas elevadas, combinadas com precipitações abaixo da média no sudoeste e nordeste do Pará, oeste e centro do Amazonas e oeste do Acre, podem aumentar o risco de déficit hídrico. Segundo o órgão, “a limitação de umidade no solo pode reduzir a taxa de frutificação, o tamanho e o peso dos frutos, além de comprometer a qualidade das amêndoas de cacau”. Já no centro-norte do Amapá, no extremo norte e sul do Amazonas, no Baixo Amazonas e no sudeste do Pará, o excedente de chuva tende a favorecer o desenvolvimento vegetativo e a reposição hídrica.

Na Região Nordeste, a previsão de chuva acima da média associada a temperaturas elevadas tende a favorecer cultivos em desenvolvimento no mês de dezembro, como feijão, milho e fruticultura irrigada. De acordo com o Inmet, “o aumento das chuvas deve assegurar adequado suprimento hídrico”, contribuindo para uniformidade dos grãos e redução de perdas por estresse térmico.

Na Região Centro-Oeste, a combinação de chuvas e temperaturas acima da média tende a favorecer o desenvolvimento de soja e milho da primeira safra, que avançam do estágio vegetativo para o florescimento nas áreas semeadas mais cedo. Porém, o instituto alerta que “em áreas com volume de chuvas abaixo da média, pode haver períodos curtos de restrição hídrica”, especialmente no norte de Mato Grosso e oeste do Mato Grosso do Sul. O Inmet acrescenta que o cenário pode intensificar a pressão de pragas e doenças foliares.

Na Região Sudeste, o instituto indica que a previsão de chuvas acima da média e temperaturas mais altas tende a favorecer a semeadura e o desenvolvimento inicial de cultivos de verão, como soja, milho e feijão, além de beneficiar culturas perenes como café e cana-de-açúcar devido à reposição de umidade no solo.

Na Região Sul, a previsão de chuvas abaixo da média, associada à elevação das temperaturas, favorece a fase final de desenvolvimento das culturas de inverno e as operações de colheita. O Inmet destaca que a menor umidade reduz a incidência de doenças fúngicas, enquanto as temperaturas mais altas aceleram a maturação dos cultivos de verão.

Fonte e Foto: Agrolink

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Embrapa e IDR-Paraná percorrem Paraná para difundir boas práticas na safra 2025/2026

O Giro Técnico da Soja no Paraná – Safra 2025/2026, iniciativa para promover as boas práticas de produção de soja, irá percorrer 14 municípios de diferentes regiões do Paraná, entre novembro e fevereiro. A ação, que teve início neste dia 27 de novembro, em Chopinzinho (PR), é promovida pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e pela Embrapa Soja, com o apoio do Sistema Faep/Senar-PR, UTFPR e outras instituições parceiras conforme a organização regional.

Os interessados podem procurar o escritório local ou regional do IDR-Paraná para saber detalhes da programação em: Chopinzinho, Nova Prata do Iguaçu, Palotina, Francisco Beltrão, Cascavel Bandeirantes, Bela Vista do Paraíso, Floraí, Itambé, Peabiru, Rio Bom, Guarapuava, União da Vitória e Rio Azul.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja André Prando, o objetivo do Giro Técnico é divulgar técnicas de manejo que aumentem a eficiência produtiva e fortaleçam a sustentabilidade da cultura da soja. “O esforço da Embrapa e do IDR-Paraná é para disseminar os resultados obtidos com a adoção de boas práticas relativas ao manejo integrado de pragas e doenças, inoculação e coinoculação em soja, entre outras temáticas. Também pretendemos aproximar pesquisadores, extensionistas, técnicos e produtores, fortalecendo assim o diálogo entre os resultados ciência e o campo”, explica Prando.

A expectativa é reunir de 60 a 80 participantes por local, o que pode ultrapassar 1000 participantes. O público previsto inclui produtores, lideranças regionais ligadas ao setor agropecuário, cooperativas, instituições públicas, além de extensionistas e técnicos.  A programação será conduzida de forma prática e objetiva, com duração aproximada de duas horas. As atividades poderão ocorrer diretamente em lavouras, no formato de estações temáticas, ou em ambientes cobertos, com palestras sequenciais.

Entre os temas abordados estão Manejo Integrado de Pragas (MIP-Soja), Manejo Integrado de Doenças (MID-Soja), manejo de solos com foco no Sistema Plantio Direto, e fixação biológica de nitrogênio e coinoculação. Os conteúdos poderão variar conforme as demandas e características de cada região. Com foco no avanço tecnológico e na produtividade responsável, o Giro Técnico da Soja reforça a importância da orientação técnica e do compartilhamento de conhecimento para o desenvolvimento do setor agrícola no Paraná.

Fonte: Assessoria de Imprensa Embrapa Soja Foto: Claudine Seixas

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Nova geração de soja traz biotecnologia com controle ampliado de lagartas

O avanço da biotecnologia na agricultura brasileira acaba de ganhar um novo capítulo com o lançamento da Intacta 5+, tecnologia que oferece uma abordagem inédita para o manejo integrado de pragas e plantas daninhas na cultura da soja. Mais do que uma ferramenta de proteção, a nova solução se destaca por permitir estratégias customizadas de aplicação, baseadas na realidade de cada região e tipo de infestação.

Desenvolvida pela Bayer, a Intacta 5+ foi apresentada em evento técnico realizado no Centro de Inovação da empresa, em Paulínia (SP), e deve chegar aos campos comerciais a partir da safra 2027/28, condicionada à liberação regulatória dos principais países importadores. A proposta da biotecnologia é ampliar o controle, preservar a sustentabilidade dos sistemas produtivos e garantir maior longevidade ao uso dos ativos.

Em entrevista ao Agrolink, Gilmar Picoli, gerente de regulamentação e especialista em herbicidas, explica que a principal inovação da Intacta 5+ está na combinação de cinco tolerâncias a herbicidas: glifosato, glufosinato, dicamba, 2,4-D e mesotriona. “Com essa combinação, oferecemos ao agricultor muito mais flexibilidade, permitindo um manejo customizado, sob medida, racional e sustentável, aplicando cada produto de acordo com a necessidade específica da lavoura”, afirma.

Segundo Picoli, o diferencial não está apenas no número de moléculas, mas na possibilidade de associar diferentes mecanismos de ação, o que potencializa o controle e reduz o risco de resistência. Um exemplo claro é o capim-pé-de-galinha, uma das plantas daninhas mais resistentes e difíceis de manejar no país. “Hoje encontramos populações com resistência simples, cruzada e múltipla, incluindo glifosato. A Intacta 5+ permite montar um plano de controle mais robusto para essas situações”, detalha.

Além do avanço no controle de daninhas, a nova tecnologia entrega uma terceira geração de proteção contra insetos, com foco especial nas lagartas. A novidade inclui a incorporação de proteínas inéditas no mercado, como Cry1B.2 e Cry1A.2, desenvolvidas para ampliar o espectro de atuação e aumentar a durabilidade da biotecnologia.

“Essas proteínas atuam de forma precisa no sistema digestivo das lagartas, protegendo a planta desde os estágios iniciais. Elas foram desenhadas justamente para lidar com a crescente pressão de pragas e com a evolução da resistência”, explica Picoli. A tecnologia oferece proteção contra as principais lagartas da cultura da soja, incluindo três novas pragas emergentes: Spodoptera eridanea, Elasmopalpus lignosellus (conhecida como Elasmo) e Rachiplusia nu.

Essa proteção ampliada ganha ainda mais importância quando se observa a regionalização dos desafios. Espécies como a capa-urana, predominante no Sul, e a vassourinha-de-botão, recorrente no Cerrado, demandam estratégias distintas de manejo. “Com a Intacta 5+, o agricultor pode direcionar o controle de forma precisa, ajustando as aplicações conforme a pressão de cada espécie na sua área”, destaca o especialista.

Picoli também ressalta que a tecnologia foi pensada para acompanhar o ritmo acelerado de evolução dos desafios no campo. “Estamos lidando com uma agricultura cada vez mais complexa, que exige soluções que combinem eficiência, sustentabilidade e regionalização. A Intacta 5+ responde a essa necessidade ao permitir uma gestão integrada tanto de plantas daninhas quanto de lagartas, com alto nível de precisão”, reforça.

Outro ponto levantado por ele é a importância da racionalidade no uso dos herbicidas. “A ideia não é aplicar mais, e sim aplicar melhor. Com a possibilidade de usar cinco mecanismos de ação, o produtor pode rotacionar e associar moléculas conforme a pressão biológica de sua lavoura, evitando desperdícios e aumentando a efetividade de cada aplicação. Isso representa uma mudança de patamar no manejo sustentável”, afirma Picoli.

A inovação também está no processo de desenvolvimento. A Bayer aplicou a metodologia YieldBoost™, criada no Brasil, que acelera a integração entre biotecnologia e genética. Isso permitiu antecipar o lançamento da tecnologia e ampliar a base de testes em campo. Com ela, mais de 200 variedades adaptadas a diferentes regiões poderão estar disponíveis já nos primeiros anos de adoção.

Além do desenvolvimento técnico, a empresa reforça que o processo de adoção será feito com responsabilidade e diálogo com os produtores. Campos de teste seguem rigorosos protocolos de segurança ambiental e o treinamento de aplicadores será expandido. Desde a introdução da geração anterior (Intacta2 Xtend), mais de 240 mil profissionais já foram capacitados.

Para Picoli, a chegada da nova biotecnologia representa uma resposta concreta aos desafios enfrentados pelos produtores brasileiros no manejo integrado. “Estamos vivendo um cenário de resistência crescente, tanto de lagartas quanto de daninhas. A Intacta 5+ oferece ao produtor um conjunto de soluções que o ajuda a manter a eficiência do sistema, com mais segurança e sustentabilidade”, conclui.

Fonte: Agrolink Foto: Marcelo Ribeiro/Divulgação Bayer

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Show Rural 2026 terá 11 km de ruas cobertas

A área que desde 1989 recebe o Show Rural Coopavel é uma espécie de canteiro de obras permanente. O evento que é sinônimo de inovação e superação, é também um ambiente marcado por constantes melhorias estruturais, tudo para receber bem e com o máximo conforto as centenas de milhares de pessoas que todos os anos se deslocam a Cascavel para conhecer tendências, novidades e lançamentos de empresas brasileiras e mundiais do agro.

Essa linha de atuação da direção do evento garante que o parque do Show Rural, uma área de 72 hectares a dez quilômetros do centro de Cascavel, esteja preparado para proporcionar a melhor experiência possível a quem busca, em um único lugar, o melhor em tecnologias para o campo. Além da ampliação das estruturas do Espaço Impulso, do pavilhão da agricultura familiar e da sede administrativa, outra obra garantida para a edição de 2026 é a ampliação de ruas cobertas.

Com os novos trechos em preparação, comenta o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, serão 11 quilômetros de cobertura em ruas pavimentadas pelo parque – são 15 quilômetros de vias no total. “O Show Rural foi o primeiro grande evento do agro brasileiro a despertar atenção para essa comodidade ao público visitante. A rua coberta protege do sol forte e também da chuva, permitindo que as pessoas visitem a mostra de tecnologia com qualquer condição climática. Desde o início, há 38 anos, jamais deixamos de investir em obras que possam garantir conforto e melhorar o resultado à visita de produtores rurais, técnicos, filhos e mulheres de agricultores ao evento”, comenta Dilvo.

Trechos e patrocinadores

Os novos trechos cobertos, para 2026, e seus respectivos patrocinadores são os seguintes: Extensão da avenida Show Rural, com o patrocinador Baldan; cobertura da rua E, com o patrocinador Corteva; cobertura da rua L, com o patrocinador Cresol; cobertura da rua P, patrocinador John Deere. E também há um novo patrocinador para as ruas C e D, já cobertas anteriormente, que é a Tecnomil.

O coordenador geral do Show Rural, Rogério Rizzardi, informa que com essa melhoria grande parte das ruas que ligam todo o interior da área estarão pavimentadas e cobertas. “Faltarão pouco mais de quatro mil metros lineares para concluirmos essa tarefa”, de acordo com ele. Com o tema A força que vem de dentro, o 38º Show Rural Coopavel vai ser realizado de 9 a 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel, no Oeste do Paraná. O acesso ao parque e a utilização do estacionamento são gratuitos.

Fonte e Foto: Coopavel

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Prévia da inflação de novembro fica em 0,20%, com alta em despesas pessoais

A prévia da inflação de novembro foi de 0,20%, 0,02 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em outubro (0,18%). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quarta-feira (26/11) pelo IBGE, aponta que a maior variação e o maior impacto positivo vieram do grupo Despesas pessoais (0,85% e 0,09 p.p.). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,15% e, nos últimos 12 meses, de 4,50%, abaixo dos 4,94% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2024, a taxa foi de 0,62%.

No grupo Despesas pessoais (0,85%), o resultado foi influenciado, principalmente, pelas altas na hospedagem (4,18%) e no pacote turístico (3,90%), com impactos de 0,03 p.p. e 0,02 p.p, respectivamente.

Saúde e cuidados pessoais (0,29%) e Transportes (0,22%) tiveram o segundo maior impacto no índice geral (0,04 p.p.). Em Saúde e cuidados pessoais (0,29%), o destaque foi o plano de saúde (0,50%), com impacto de 0,02 p.p.

Já no resultado do grupo dos Transportes (0,22%), o destaque foi para passagens aéreas, que subiram 11,87% e tiveram o maior impacto individual no índice do mês (0,08 p.p.). Por outro lado, os combustíveis tiveram queda (-0,46%). À exceção do gás veicular, que aumentou 0,20%, os demais apresentaram reduções nos preços: etanol (-0,54%), gasolina (-0,48%) e óleo diesel (-0,07%).

O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, voltou a crescer (0,09%), após cinco meses de queda, ocupando o terceiro lugar em termos de impacto (0,02 p.p.). A alimentação no domicílio permanece no campo negativo, com queda de 0,15%, após recuar 0,10% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado os recuos do leite longa vida (-3,29%), do arroz (-3,10%) e das frutas (-1,60%). No lado das altas, destacam-se a batata inglesa (11,47%), o óleo de soja (4,29%) e as carnes (0,68%).

A alimentação fora do domicílio (0,68%) acelerou em relação ao mês anterior (0,19%), em virtude das altas da refeição (de 0,06% em outubro para 0,56% em novembro) e do lanche (de 0,42% para 0,97%).

Já o grupo Habitação desacelerou de 0,16% para 0,09% na passagem de outubro para novembro. A principal contribuição negativa veio da energia elétrica residencial, que passou de -1,09% para -0,38%. Ressalta-se que, em novembro, está em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, adicionando R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Entre os subitens com aumentos, destacam-se o condomínio (0,38%) e o aluguel residencial (0,37%).

Os outros grupos em alta foram: Vestuário, com variação de 0,19% e impacto de 0,01 p.p. e Educação (0,05% e 0,00 p.p.). Em queda, vieram os grupos Comunicação (-0,19% e -0,01 p.p.) e Artigos de residência (-0,20% e 0,00 p.p.).

Belém registra aumento de 155,24% nas hospedagens em novembro

Quanto aos índices regionais, dez das 11 áreas de abrangência tiveram alta em novembro. A maior variação foi observada em Belém (0,67%), por conta das altas da hospedagem (155,24%) e das passagens aéreas (25,32%). Já o menor resultado ocorreu em Belo Horizonte (-0,05%), que registrou queda nos preços da gasolina (-3,13%) e das frutas (-5,39%).

Mais sobre a pesquisa

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de outubro a 13 de novembro de 2025 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de setembro a 13 de outubro de 2025 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. Veja os resultados completos no Sidra. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a dezembro, será no dia 23 do mesmo mês.

Fonte: Agência IBGE de Notícias Foto: Viagem Paraná

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Novas obras vão dar ainda mais dinâmica às visitas ao Show Rural

Poucas vezes em 38 anos de Show Rural, a Coopavel e parceiros investiram tanto em novas obras e em melhorias simultâneas no parque que abriga um dos três maiores eventos técnicos do agronegócio mundial. São inúmeros projetos em execução ao mesmo tempo, tudo para melhorar ainda mais a dinâmica e o aproveitamento das visitas de quem se desloca a Cascavel para ter acesso às inovações desenvolvidas pelas empresas do setor para que o agricultor produza mais, com menos custos e observando a lógica da sustentabilidade.

“O que estamos fazendo, mas em uma escala maior que em outros anos, busca atender às expectativas de um produtor rural cada vez mais exigente e conectado a mudanças que, ao longo dos anos, transformaram a realidade agropecuária brasileira e mundial. O Show Rural é um evento de vanguarda, focado na inovação e na superação e os resultados do que estamos fazendo poderão ser vistos de 9 a 13 de fevereiro de 2026, durante a 38ª edição do evento”, comenta o presidente da Coopavel, cooperativa que organiza a mostra de tecnologia, Dilvo Grolli.

Obras

Estão em ampliação os espaços físicos da administração do parque e do Espaço Impulso (parceria com o Itaipu Parquetec), hub do agro inaugurado há quase quatro anos e que se tornou um ambiente multiplicador de novos conhecimentos para as mais diferentes atividades rurais. Esses prédios terão as suas áreas dobradas, o mesmo acontecendo com o galpão destinado à agricultura familiar. A Itaipu investe cerca de R$ 1,7 milhão em uma nova estrutura, anexa à antiga, que vai permitir, a partir do ano que vem, mais que dobrar o número de agroindústrias familiares presentes no Show Rural. As duas primeiras estão com mais de 60% do cronograma de obras pronto, e o novo pavilhão está praticamente concluído.

A área pavimentada com asfalto foi ampliada em 2,5 quilômetros e, nesse trecho, a largura da via é de cinco metros. Em vias anteriormente pavimentadas, a largura está em ampliação de três para cinco metros. Novos trechos de ruas vão receber cobertura. Onze dos 15 quilômetros de vias que conectam todo o parque estarão protegidos da chuva e do sol na edição de fevereiro.

Os 28 conjuntos de banheiros, masculinos e femininos, foram todos reformados, trabalho que envolveu da troca de portas até do piso. A área do antigo estacionamento de expositores foi toda gramada e, considerando trechos próximos, permitirá aumentar em 15 mil metros quadrados o espaço destinado a expositores. “Teremos 600 empresas, como em edições anteriores, mas algumas que pediam agora terão espaços maiores para apresentar as suas novidades aos visitantes”, conforme o coordenador geral Rogério Rizzardi.

22 mil veículos

O empresário Assis Gurgacz cedeu uma área vizinha ao parque para a ampliação do novo estacionamento. Para a 38ª edição, a capacidade de recepção vai subir de 17 mil para 22 mil veículos. Em fevereiro passado, o estacionamento tinha capacidade para 400 ônibus, e em 2026 poderão ser recebidos e devidamente abrigados 700.

Uma nova passarela vai ligar o estacionamento ao novo portão principal do parque. A maior parte do trecho é elevada, passando sobre o antigo estacionamento. Além disso, outras duas lanchonetes serão implantadas no parque, bem como ampliado o número de estações no restaurante para que mais pessoas possam se servir simultaneamente. No Show Rural Coopavel, o acesso ao parque e o uso de vagas de estacionamento são gratuitos.

Fonte e Foto: Assessoria de Imprensa Coopavel

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Soja responde por 21% da movimentação e lidera exportações no Paraná

A soja em grão foi a commodity com maior volume movimentado nos portos paranaenses entre os meses de janeiro e outubro deste ano, de acordo com o relatório operacional da Portos do Paraná divulgado nesta segunda-feira (24). No acumulado, são 13.015.446 toneladas embarcadas, que representam, em valor FOB (valor do produto no ponto de embarque), US$ 5,2 bilhões. O volume corresponde a 21,2% de todas as cargas movimentadas em 2025 pelos portos paranaenses (61.213.363 toneladas).

O Brasil é o maior exportador do produto e o Paraná se destaca nessa movimentação. Ao todo, 91% da soja que sai de Paranaguá tem como destino o mercado chinês. “Estamos confiantes de que as movimentações de soja sigam em alta nos próximos meses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O mês de outubro apresentou um crescimento de 60% na movimentação da commodity em relação ao mesmo mês do ano anterior, passando de 508.876 toneladas em 2024 para 815.327 toneladas em 2025. Atualmente, 15 terminais podem movimentar soja em grão pelos portos paranaenses.

Entre os principais motivos do aumento da exportação de soja estão a produção recorde da safra brasileira e a alta demanda chinesa, que praticamente parou de importar o produto dos Estados Unidos após os embates tarifários.

Complexo soja

O Porto de Paranaguá tem a segunda maior movimentação de farelo de soja do Brasil, com 28% da exportação nacional. De janeiro a outubro deste ano, foram movimentadas 5.517.043 toneladas de farelo, que representam US$ 1,8 bilhão em valor FOB. O produto, utilizado na produção de ração animal, teve aumento de 3% em relação ao ano passado (5.333.259 toneladas). Países Baixos (Holanda), França, Espanha e Coreia do Sul foram os principais importadores.

Paranaguá segue como líder nacional na exportação de óleo de soja. Até o fim de outubro, o Porto foi responsável pelo envio de 63% de toda a produção nacional, destinada a países que totalizam mais de 860 mil toneladas. O óleo pode ser utilizado nas indústrias alimentícia, farmacêutica, química e têxtil, entre outras.

Mais carga menos tempo

O Porto de Paranaguá se prepara para aumentar ainda mais a capacidade de movimentação dentro do complexo soja. A construção do Moegão — a maior obra portuária pública do país em andamento — prevista para janeiro de 2026, vai possibilitar o aumento na recepção de grãos e farelos nos próximos anos.

O complexo vai centralizar o descarregamento ferroviário de granéis sólidos, conectando 11 terminais por um sistema de correias. A soja será uma das commodities mais beneficiadas com esse investimento.

Atualmente, cerca de 550 vagões podem ser descarregados diariamente nos terminais de exportação. Com o Moegão, esse processo será padronizado em um único ponto de descarga, aumentando para até 900 vagões por dia.

“Com a obra concluída, o Moegão poderá receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo aos terminais do Corredor de Exportação Leste e ampliando a produtividade, principalmente na exportação de soja”, afirmou o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira.

Outro projeto que começará a ser desenvolvido é a construção do Píer em ‘T’, que contará com quatro novos berços e um sistema de carregamento considerado o mais rápido do mundo. Os equipamentos atualmente em funcionamento conseguem levar três mil toneladas de grãos e farelos para os porões dos navios a cada hora. A nova estrutura terá condições de despejar até oito mil toneladas por hora dentro de uma embarcação.

O terceiro fator que vai ampliar ainda mais as exportações é o aprofundamento do canal de acesso, pois permitirá a atracação de navios maiores e com espaço para levar ainda mais produtos. Isso será possível com a concessão do Canal de Acesso ao Porto de Paranaguá, viabilizada por meio de leilão público na Bolsa de Valores do Brasil — B3.

O consórcio que venceu o certame terá que realizar todos os investimentos necessários em até cinco anos após assumir o contrato. Isso inclui o aumento do calado — que é o ponto mais profundo do navio até a superfície da água — passando dos atuais 13,3 metros para 15,5 metros em até cinco anos.

Os 2 metros e 20 centímetros de acréscimo no calado permitirão que um navio consiga carregar 14 mil toneladas de granéis vegetais sólidos a mais, sem custo adicional na operação.

Todas essas mudanças vão ampliar consideravelmente a competitividade do Porto de Paranaguá, que é um dos principais portos graneleiros do mundo. Outro acréscimo vantajoso será o aumento da segurança nas manobras dos navios e o tempo menor de operação, que reduz consideravelmente o custo do transporte das cargas que saem do Paraná.

Fonte e Foto: AEN