fb13b752-63b8-4751-97f1-facbd949c136

Dezembro: Como será o clima no Brasil?

previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica variabilidade em relação à chuva no Brasil durante o mês de dezembro de 2025. Em grande parte da Região Sul, as estimativas indicam chuva abaixo da média (tom em amarelo na Figura 1a). De outro modo, em diferentes áreas das regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste, são previstos volumes acima da média (tom em azul no mapa da Figura 1a).

Em relação à Região Norte, são previstos volumes de chuva até 50 mm acima da média histórica em grande parte do centro-sul e centro-norte do Amazonas, centro-sul de Tocantins, maior parte do Pará e praticamente todo o Amapá. Nas áreas mencionadas do Tocantins e Amapá, são previstos volumes até 150 mm acima da média do período. Por outro lado, são previstos volumes abaixo da média climatológica em quase todo o Acre, oeste do Amazonas e centro-sul do Pará. Nas demais áreas da região, o prognóstico indica valores próximos à média climatológica de dezembro.

Para a Região Nordeste, prevê-se chuva acima da média histórica de dezembro em praticamente todos os estados da Bahia e Piauí, enquanto o restante da região deve apresentar volumes de chuva próximos à média climatológica do período. De outro modo, chuva abaixo da média histórica é prevista apenas para áreas isoladas do norte do Maranhão.

Em relação à Região Centro-Oeste, são previstos volumes de chuva acima da média em praticamente todo o estado de Goiás, bem como no oeste do Mato Grosso e leste do Mato Grosso do Sul. Por outro lado, prevê-se chuva abaixo da média na porção central do Mato Grosso e no noroeste do Mato Grosso do Sul.

Para a Região Sudeste são previstos volumes acima da média em praticamente todos os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, bem como grande parte de São Paulo. De outra maneira, prevê-se chuva próxima à média em praticamente todo o estado do Espírito Santo.

Para a Região Sul, são previstos acumulados abaixo da média histórica em praticamente toda a região. Prevê-se chuva abaixo da média para todo o estado do Rio Grande do Sul (com volumes até 75 mm abaixo da média no oeste do estado), bem como na maior parte de Santa Catarina e oeste do Paraná.

Temperatura

A previsão indica que as temperaturas devem ficar acima da média em quase todo o país (tons em laranja e vermelho no mapa da Figura 1b). Para a Região Norte, são previstas temperaturas até 1,5 °C acima da média, especialmente no sudeste do Pará, na divisa com o Tocantins, onde as temperaturas podem variar entre 25 °C e 32,5 °C. Algumas partes da Região Norte, como o Amapá, o oeste do Amazonas e o noroeste do Pará, indicam desvios dentro da média ou negativos, de até -0,4 °C.

Na Região Nordeste, a previsão é de temperaturas acima da média em todos os estados, principalmente no sul do Piauí, onde os desvios podem chegar a 1 °C acima da média e os valores podem ultrapassar 27 °C. Mesmo em áreas próximas ao litoral, as temperaturas devem ser elevadas, oscilando entre 25,0 °C e 27,0 °C. Em grande parte do Rio Grande do Norte, norte da Paraíba e norte do Piauí, a previsão indica temperaturas dentro da média.

Na Região Centro-Oeste, devem prevalecer temperaturas médias acima da climatologia do mês, com maiores elevações no norte e leste de Mato Grosso, assim como na porção central de Mato Grosso do Sul, onde os desvios podem chegar a 1,5 °C.

Para a Região Sudeste, as temperaturas médias podem ficar acima de 20 °C, com menores valores ocorrendo principalmente em áreas do leste de Minas Gerais e temperaturas mais elevadas previstas para a parte oeste de São Paulo, norte de Minas Gerais e todo o estado do Espírito Santo, com desvios de até 1 °C nessas regiões.

Na Região Sul, podem ocorrer temperaturas dentro da média na região centro-oeste do Paraná, na divisa com Santa Catarina, na faixa litorânea de Santa Catarina e no sul do Rio Grande do Sul. Já na região central de Santa Catarina e em grande parte do Paraná, os desvios de temperatura podem ficar até 1 °C acima da média, com valores superiores a 18 °C.

Possíveis impactos nas culturas agrícolas

Na Região Norte, o prognóstico climático do INMET para dezembro de 2025 indica elevação das temperaturas do ar em grande parte do território, acompanhada de precipitações abaixo da normalidade no sudoeste e nordeste do Pará, no oeste e centro do Amazonas e no oeste do Acre. Essas condições podem aumentar o risco de déficit hídrico, afetando principalmente as culturas permanentes, como o cacau, açaí e a fruticultura tropical. A limitação de umidade no solo pode reduzir a taxa de frutificação, o tamanho e o peso dos frutos, além de comprometer a qualidade das amêndoas de cacau, especialmente em áreas já suscetíveis ao estresse térmico. Por outro lado, no centro-norte do Amapá, no extremo norte e sul do Amazonas, no Baixo Amazonas e no sudeste do Pará, a previsão de chuvas acima da média tende a favorecer o desenvolvimento vegetativo e a reposição hídrica, criando condições propícias ao crescimento das culturas e a recuperação das pastagens.

Na Região Nordeste, a previsão de chuvas acima da média, associada a temperaturas mais elevadas em grande parte da região, tende a favorecer os cultivos em desenvolvimento no mês de dezembro, especialmente feijão, milho e a fruticultura irrigada. Para as lavouras de feijão e milho em fase de enchimento de grãos, o aumento das chuvas deve assegurar adequado suprimento hídrico, contribuindo para maior uniformidade dos grãos e redução de perdas por estresse térmico.

Na Região Centro-Oeste, a previsão de chuvas e temperaturas acima da média na maior parte da região tende a favorecer o avanço do desenvolvimento das culturas de soja e milho da primeira safra que se encontram em fase vegetativa, avançando para florescimento nas áreas semeadas mais cedo. Entretanto, em áreas com volume de chuvas abaixo da média, sobretudo no norte de Mato Grosso e oeste de Mato Grosso do Sul, pode haver períodos curtos de restrição hídrica, aumentando o risco de estresse hídrico nas fases iniciais do ciclo, especialmente para lavouras implantadas tardiamente. Além disso, a combinação de temperaturas elevadas e alta umidade, típica do período, pode intensificar a pressão de pragas e doenças foliares.

Na Região Sudeste, a previsão indica chuvas acima da média, associadas a temperaturas superiores à média, o que tende a favorecer a semeadura e o estabelecimento inicial dos cultivos de verão, como soja, milho e feijão, sobretudo nas áreas com maior disponibilidade hídrica. Esse cenário contribui para a adequada reposição da umidade do solo, condição essencial para culturas perenes como café e cana-de-açúcar.

Na Região Sul, a previsão de chuvas abaixo da média em grande parte do território, associada ao aumento das temperaturas, especialmente no centro-norte do Paraná, tende a favorecer o estágio final de desenvolvimento das culturas de inverno, bem como operações de colheita. A menor umidade reduz a incidência de doenças fúngicas, enquanto as temperaturas mais elevadas aceleram a maturação dos cultivos de verão.

O INMET é um órgão do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e representa o Brasil junto à Organização Meteorológica Mundial (OMM) desde 1950.

Fonte: MAPA

De 280 dias do ano até agora, Curitiba registrou chuva em 114. Foto: José Fernando Ogura/SECOM

Novembro é marcado por três tornados e chuva acima da média no Paraná

O balanço dos dados consolidados das estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) em novembro de 2025 aponta que, na maior parte do Estado, as temperaturas ficaram dentro ou abaixo da média histórica para o período. Já o volume acumulado de chuvas ficou dentro ou acima da média para o mês em quase todo o Paraná. O mês foi marcado pela passagem de três tornados e por tempestades típicas de primavera, com muita ocorrência de granizo.

A temperatura média no mês passado ficou dentro a ligeiramente abaixo da média, com destaque para arredores de Antonina, Foz do Iguaçu, Cascavel e Toledo, que tiveram a temperatura média em novembro entre 1,1°C e 1,2°C abaixo da média. Em Joaquim Távora, Ibaiti e Telêmaco Borba, e também na região ao redor de Guaíra, Assis Chateaubriand, Cascavel e Foz do Iguaçu, as mínimas ficaram entre 1°C e 1,5°C abaixo da média histórica para o mês. No resto do Estado, ficaram dentro da média.

Já as temperaturas máximas ficaram abaixo da média em 1°C a 2°C no Litoral e em praticamente todo o Oeste e Noroeste, com exceção de Guaíra, Altônia e Foz do Iguaçu, que tiveram as máximas dentro da média histórica para o mês de novembro. Cândido de Abreu teve a média das temperaturas máximas de 30,8°C em novembro, acima da média histórica para o mês, que é de 29,5°C. No restante do Estado, as máximas se mantiveram dentro da média.

A última semana do mês teve temperaturas acima dos 35°C em várias cidades por, pelo menos, quatro dias seguidos, o que elevou o resultado final da média de temperaturas máximas em novembro de 2025.

Chuva

Apenas nove das 41 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação tiveram volume de chuvas abaixo da média histórica para novembro: são as duas estações de Antonina, a de Fazenda Rio Grande, de Francisco Beltrão, Palmas, Paranaguá, Guaraqueçaba e União da Vitória.

O volume de chuvas em novembro de 2025 foi acima da média histórica para o mês no restante do Estado, com destaque para Apucarana, Campo Mourão, Cândido de Abreu, Cianorte, Cornélio Procópio, Guaratuba, Londrina, Santa Helena e Ubiratã, onde o volume ultrapassou a média em mais de 100 mm. Em Cianorte, Santa Helena e Campo Mourão, a média de chuvas de todo o mês já foi superada nos dois primeiros dias.

Foram muitas as tempestades ao longo do mês acompanhadas de raios, rajadas de vento acima de 50 km/h e precipitação de granizo em várias cidades. “A primavera é uma estação característica de tempestades, mas a Oscilação Antártica na sua fase negativa também favoreceu para que os sistemas frontais fossem mais frequentes sobre o Sul do país em novembro”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

Em Guaratuba, 108,8 mm de chuva foram registrados em apenas um dia, no domingo, 21 de novembro. Cornélio Procópio contabilizou o volume de chuvas mais alto da série histórica, ou seja, desde a instalação da estação meteorológica no município, em 2018. Em Apucarana, Cândido de Abreu, Campo Mourão, Cianorte, Guaratuba, Lapa, Londrina e Santa Helena, foi o novembro com maior acumulado de chuva desde 2015. No caso de Campo Mourão e Cianorte, que tiveram novas estações meteorológicas instaladas em 2017 e 2016, respectivamente, é o volume mais alto da série histórica.

Em Cerro Azul, foi o novembro com maior acumulado de chuva desde 2020 e em Palotina, o maior acumulado desde 2017. Em Pinhão e em Telêmaco Borba foi o maior acumulado desde 2019.

Tornados

A ocorrência mais grave do mês foi no dia 7. O ramo frio de um ciclone extratropical formado sobre o Sul do Brasil favoreceu o desenvolvimento de nuvens de tempestade de forte intensidade sobre o Paraná. Algumas dessas nuvens, imersas em um ambiente de elevada instabilidade termodinâmica, intensificaram-se ainda mais, evoluindo para a categoria de supercélulas, com características de rotação em torno de seu eixo vertical. O cisalhamento vertical intenso do vento e o transporte de ar quente e úmido foram cruciais para a evolução das tempestades.

Duas dessas supercélulas foram responsáveis pela ocorrência de três tornados em municípios das regiões Sudoeste e Centro-Sul do Paraná. A primeira supercélula gerou o Tornado 1, que passou por Quedas do Iguaçu em categoria F1, por Espigão Alto do Iguaçu (F1), Nova Laranjeiras (F1), Rio Bonito do Iguaçu em categoria F4, Porto Barreiro (F3), Laranjeiras do Sul (F3), por Virmond (F2), e por Cantagalo em categoria F1.

O Tornado 1 percorreu aproximadamente 75 km, com uma área de impacto estimada em 12.426 hectares. Sua largura variou de 750 metros em Quedas do Iguaçu para 3.250 metros na região de maior intensidade, em Rio Bonito do Iguaçu, que foi arrasada pelo fenômeno, com 90% das edificações afetadas, muitas completamente destruídas.

Esta mesma supercélula também gerou o Tornado 2, que passou por Candói em categoria F2 e pelo Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, em categoria F4. A supercélula percorreu aproximadamente 270 km de distância, com velocidade média de deslocamento de cerca de 80 km/h. O Tornado 2 percorreu cerca de 44 km, com uma área de impacto estimada em 2.301 hectares. Apresentou larguras mais homogêneas, variando entre 500 metros e 1.160 metros.

Paraná registra menor emissão de gases de efeito estufa em 15 anos

Uma segunda supercélula percorreu aproximadamente 230 km de distância, com velocidade média de deslocamento de cerca de 85 km/h, e gerou o Tornado 3, que passou sobre Turvo em categoria F2. Ele teve o percurso mais curto, com 12 km de extensão e uma área de impacto de 570 hectares. Sua largura variou entre 400 metros e 675 metros, com uma média estimada de 525 metros.

O laudo técnico emitido pela equipe de meteorologia e de geointeligência do Simepar, após duas semanas de trabalho ininterrupto, incluindo entrevistas nos municípios, sobrevoos nas áreas atingidas e análise de imagens e dados de satélite e radares, traz a conclusão que este evento pode ser considerado um dos maiores desta categoria no Paraná nos últimos 30 anos, levando em conta os aspectos relacionados à quantidade de tornados no mesmo evento, pessoas atingidas e destruição em diversos níveis observada nas suas trajetórias.

Confira estações meteorológicas com mais de seis anos de operação que ultrapassaram a média de chuvas para novembro:

Estação / média histórica para novembro / quanto choveu em novembro de 2025

Altônia: 139,6 mm / 209,6 mm

Apucarana: 161,2 mm / 275,8 mm

Capanema: 150,1 mm / 212,4 mm

Campo Mourão: 146 mm / 302 mm

Cândido de Abreu: 130,1 mm / 303,8 mm

Cascavel: 176,6 mm / 184,2 mm

Cerro Azul: 106,8 mm / 154,2 mm

Cianorte: 114,9 mm / 275,8 mm

Cornélio Procópio: 139,3 mm / 282,8 mm

Curitiba: 122,4 mm / 164,2 mm

Distrito de Entre Rios, em Guarapuava: 142,6 mm / 142,4 mm (considerado dentro da média)

Irati: 102,4 mm / 113,2 mm

Foz do Iguaçu: 150,2 mm / 172,4 mm

Guaíra: 153,1 mm / 229,8 mm

Guarapuava: 134,1 mm / 179,4 mm

Guaratuba: 218,8 mm / 334,4 mm

Jaguariaiva: 157,7 mm / 212,2 mm

Lapa: 110,1 mm / 177,8 mm

Laranjeiras do Sul: 140,3 mm / 145,6 mm

Loanda: 77,5 mm / 92,2 mm

Londrina: 154,6 mm / 271,22 mm

Maringá: 126 mm / 181,6 mm

Distrito de Horizonte, em Palmas: 103,7 mm / 123,2 mm

Palotina: 142,2 mm / 187,6 mm

Paranavaí: 136,2 mm / 145,2 mm

Pinhão: 149,7 mm / 180,4 mm

Santa Helena: 156 mm / 311,8 mm

Santo Antônio da Platina: 132,8 mm / 203 mm

São Miguel do Iguaçu: 170,4 mm / 204,4 mm

Telêmaco Borba: 136,2 mm / 149 mm

Toledo: 168,4 mm / 194 mm

Ubiratã: 115,4 mm / 204,4 mm

Mais de seis anos de operação que tiveram volume de chuvas abaixo da média para novembro:

Antonina: 224,8 mm / 120 mm

APPA Antonina: 165,2 mm / 110 mm

Fazenda Rio Grande: 151,3 mm / 144,2 mm

Francisco Beltrão: 166,9 mm / 158,6 mm

Palmas: 156,7 mm / 102,4 mm

Paranaguá: 124,1 mm / 116 mm

Ponta Grossa: 117,3 mm / 103,6 mm

Guaraqueçaba: 215,9 mm / 157,6 mm

União da Vitória: 140,1 mm / 82,6 mm.

Fonte e Foto: AEN

a12d9134-7261-4f2c-af9e-bddbd0b0c820

Milho: Semeadura alcança 65,9% das áreas projetadas para a safra

Em MG, o clima mais quente tem aumentado a pressão da cigarrinha nas lavouras. No RS, a falta de precipitações significativas, em quase todo o estado, e a ocorrências de ventos constantes e altas temperatura, provoca sintomas de deficit hídrico em algumas regiões. Na BA, o plantio avança rapidamente.

No PR, o tempo mais seco no estado permitiu a realização dos tratos culturais. Em SC, o plantio se aproxima da finalização e a redução das chuvas favoreceu o desenvolvimento da cultura. No MA e PI, o plantio foi iniciado. Em GO, a semeadura está na reta final nas regiões Leste e Norte.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

0314056feba849868856b87211cd10e1_858x483

Trigo/Cepea: Agentes brasileiros estão de olho na safra argentina

Agentes colaboradores do Cepea estão atentos ao andamento da colheita de trigo na Argentina – vale lembrar que o país vizinho é o maior fornecedor do cereal ao Brasil. Dados divulgados em 27 de novembro pela Bolsa de Cereales indicam que, com 33,9% da área colhida, a produção argentina foi revisada para cima, para 25,5 milhões de toneladas. Esse volume supera em 1,5 milhão a estimativa anterior, além de ser um novo recorde, ultrapassando o até então maior volume, de 22,4 milhões de toneladas, registrado na temporada 2021/22.

Quanto aos preços no Brasil, caíram em novembro. De acordo com pesquisadores do Cepea, além do cenário de safra volumosa na Argentina, a desvalorização do dólar frente ao Real reforçou o movimento de queda nos preços do trigo no mercado brasileiro. Em novembro, a média mensal no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.044,82/t, recuo de 8,2% frente a outubro/25, de 17,1% em relação a novembro/24 e a menor desde fevereiro/18 – todas as comparações são em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI). No Paraná, a média foi de R$ 1.196,69/t em novembro, com baixa mensal de 1,6% e anual de 15,9% e a menor desde outubro/23.

Fonte: Cepea Foto: Divulgação

ACeZMyQZXGzaAkaTT2TC4gv9dyr15gqoUSL4KrwO

Deputados aprovam em primeiro turno mudança de custas judiciais no Paraná

Os deputados estaduais aprovaram em primeiro turno a proposta de mudança de custas judiciais no Paraná. A votação foi realizada em sessão ordinária nesta segunda-feira (1).

Foram 28 votos favoráveis e nove contrários ao projeto, de autoria do Tribunal de Justiça do Paraná.

Segundo o TJ-PR, a legislação encontra-se defasada neste aspecto. Ainda na justificativa, o projeto consolida a cobrança das taxas no ajuizamento da ação, antes de uma sentença judicial.

As custas judiciais são as chamadas taxas de pagamento durante processos para cobrir os valores dos serviços prestados pelo Poder Judiciário, que devem sofrer reajustes. Elas se diferenciam das custas extrajudiciais, que são taxas cobradas pelos cartórios para a prestação de outros serviços, como reconhecimento de firma e emissão de certidões.

A proposta altera a Lei 6.149, de 1970, com a criação de critérios para cobranças ao Tribunal de Justiça, às unidades judiciárias e os oficiais de Justiça, por exemplo.

Apesar do encaminhamento em primeiro turno, emendas devem ser apresentadas em segundo turno para posterior análise na Comissão de Constituição e Justiça.

Antes da sessão ordinária na Assembleia Legislativa do Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) havia falado sobre o assunto. Na visão de Ratinho, é necessária a modernização da lei neste sentido, apesar de a proposta não ser de autoria do Executivo estadual.

Antes da votação, as bancadas de oposição, do MDB e do PDT encaminharam aos demais parlamentares o voto contrário. Durante o anúncio, o deputado estadual Requião Filho (PDT) teve uma breve discussão com o presidente da Alep, deputado Alexandre Curi (PSD), sob a alegação de que a proposta pode enfraquecer o Legislativo.

Proposta vai para votação em segundo turno

Com a aprovação em primeiro turno, a proposta vai para uma votação em segundo turno, que confirma o estabelecimento de novos critérios de valores de custas judiciais. No segundo turno, emendas devem ser apresentadas para uma nova apreciação da Comissão de Constituição e Justiça e retorno ao plenário.

Ouça

Fonte: CBN/Johan Gaissler

0e7d2b1d9873484f99969745380e2d80_858x483

Dezembro: quais impactos do clima no campo?

A previsão climática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta variação nos volumes de chuva no Brasil em dezembro de 2025. Para grande parte da Região Sul, o órgão indica chuva abaixo da média, enquanto diferentes áreas das regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste devem registrar volumes acima do padrão histórico.

Na Região Norte, o Inmet prevê volumes de até 50 mm acima da média histórica no centro-sul e centro-norte do Amazonas, no centro-sul de Tocantins, na maior parte do Pará e em praticamente todo o Amapá. O instituto destaca que, no Tocantins e no Amapá, “são previstos volumes até 150 mm acima da média do período”. Em áreas do Acre, oeste do Amazonas e centro-sul do Pará, as chuvas devem ficar abaixo do esperado. Para as demais localidades, o prognóstico aponta volumes próximos da média de dezembro.

Na Região Nordeste, o instituto prevê chuva acima da média na Bahia e no Piauí. Para o restante da região, a projeção é de precipitação dentro da média histórica do mês. Segundo o Inmet, “chuva abaixo da média histórica é prevista apenas para áreas isoladas do norte do Maranhão”.

Na Região Centro-Oeste, o Inmet indica precipitação acima da média em quase todo o estado de Goiás, no oeste do Mato Grosso e no leste do Mato Grosso do Sul. A projeção aponta chuva abaixo da média no centro do Mato Grosso e no noroeste do Mato Grosso do Sul.

Para a Região Sudeste, a previsão aponta volumes acima da média em Minas Gerais, Rio de Janeiro e grande parte de São Paulo. O Inmet afirma ainda que, no Espírito Santo, a tendência é de chuvas próximas da média histórica do período.

Na Região Sul, a projeção indica acumulados abaixo da média histórica em praticamente todo o território. O Inmet prevê déficit de até 75 mm no oeste do Rio Grande do Sul e redução das chuvas na maior parte de Santa Catarina e no oeste do Paraná.

O instituto também projeta temperaturas acima da média em quase todo o país. Na Região Norte, o Inmet estima desvios positivos de até 1,5 °C, especialmente no sudeste do Pará, onde as temperaturas podem variar entre 25 °C e 32,5 °C. Em áreas como o Amapá, o oeste do Amazonas e o noroeste do Pará, os valores devem permanecer dentro da média ou ligeiramente abaixo.

Na Região Nordeste, as temperaturas devem ficar acima da média, com destaque para o sul do Piauí, onde o desvio pode alcançar 1 °C. Em áreas próximas ao litoral, os valores devem variar entre 25,0 °C e 27,0 °C. Em parte do Rio Grande do Norte, norte da Paraíba e norte do Piauí, o Inmet prevê temperaturas dentro da climatologia do mês.

Na Região Centro-Oeste, devem prevalecer temperaturas médias acima da climatologia, com maiores elevações no norte e leste do Mato Grosso, e no centro do Mato Grosso do Sul. Os desvios podem chegar a 1,5 °C nessas áreas.

Na Região Sudeste, as temperaturas médias podem superar 20 °C, com menores valores no leste de Minas Gerais e maiores elevações no oeste de São Paulo, norte de Minas e Espírito Santo, com desvios de até 1 °C.

Na Região Sul, o Inmet projeta temperaturas dentro da média no centro-oeste do Paraná, na faixa litorânea de Santa Catarina e no sul do Rio Grande do Sul. Nesse período, valores até 1 °C acima da média podem ocorrer no centro de Santa Catarina e em grande parte do Paraná.

Na Região Norte, o Inmet afirma que as temperaturas elevadas, combinadas com precipitações abaixo da média no sudoeste e nordeste do Pará, oeste e centro do Amazonas e oeste do Acre, podem aumentar o risco de déficit hídrico. Segundo o órgão, “a limitação de umidade no solo pode reduzir a taxa de frutificação, o tamanho e o peso dos frutos, além de comprometer a qualidade das amêndoas de cacau”. Já no centro-norte do Amapá, no extremo norte e sul do Amazonas, no Baixo Amazonas e no sudeste do Pará, o excedente de chuva tende a favorecer o desenvolvimento vegetativo e a reposição hídrica.

Na Região Nordeste, a previsão de chuva acima da média associada a temperaturas elevadas tende a favorecer cultivos em desenvolvimento no mês de dezembro, como feijão, milho e fruticultura irrigada. De acordo com o Inmet, “o aumento das chuvas deve assegurar adequado suprimento hídrico”, contribuindo para uniformidade dos grãos e redução de perdas por estresse térmico.

Na Região Centro-Oeste, a combinação de chuvas e temperaturas acima da média tende a favorecer o desenvolvimento de soja e milho da primeira safra, que avançam do estágio vegetativo para o florescimento nas áreas semeadas mais cedo. Porém, o instituto alerta que “em áreas com volume de chuvas abaixo da média, pode haver períodos curtos de restrição hídrica”, especialmente no norte de Mato Grosso e oeste do Mato Grosso do Sul. O Inmet acrescenta que o cenário pode intensificar a pressão de pragas e doenças foliares.

Na Região Sudeste, o instituto indica que a previsão de chuvas acima da média e temperaturas mais altas tende a favorecer a semeadura e o desenvolvimento inicial de cultivos de verão, como soja, milho e feijão, além de beneficiar culturas perenes como café e cana-de-açúcar devido à reposição de umidade no solo.

Na Região Sul, a previsão de chuvas abaixo da média, associada à elevação das temperaturas, favorece a fase final de desenvolvimento das culturas de inverno e as operações de colheita. O Inmet destaca que a menor umidade reduz a incidência de doenças fúngicas, enquanto as temperaturas mais altas aceleram a maturação dos cultivos de verão.

Fonte e Foto: Agrolink

embrapa_26_11_2025

Embrapa e IDR-Paraná percorrem Paraná para difundir boas práticas na safra 2025/2026

O Giro Técnico da Soja no Paraná – Safra 2025/2026, iniciativa para promover as boas práticas de produção de soja, irá percorrer 14 municípios de diferentes regiões do Paraná, entre novembro e fevereiro. A ação, que teve início neste dia 27 de novembro, em Chopinzinho (PR), é promovida pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e pela Embrapa Soja, com o apoio do Sistema Faep/Senar-PR, UTFPR e outras instituições parceiras conforme a organização regional.

Os interessados podem procurar o escritório local ou regional do IDR-Paraná para saber detalhes da programação em: Chopinzinho, Nova Prata do Iguaçu, Palotina, Francisco Beltrão, Cascavel Bandeirantes, Bela Vista do Paraíso, Floraí, Itambé, Peabiru, Rio Bom, Guarapuava, União da Vitória e Rio Azul.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja André Prando, o objetivo do Giro Técnico é divulgar técnicas de manejo que aumentem a eficiência produtiva e fortaleçam a sustentabilidade da cultura da soja. “O esforço da Embrapa e do IDR-Paraná é para disseminar os resultados obtidos com a adoção de boas práticas relativas ao manejo integrado de pragas e doenças, inoculação e coinoculação em soja, entre outras temáticas. Também pretendemos aproximar pesquisadores, extensionistas, técnicos e produtores, fortalecendo assim o diálogo entre os resultados ciência e o campo”, explica Prando.

A expectativa é reunir de 60 a 80 participantes por local, o que pode ultrapassar 1000 participantes. O público previsto inclui produtores, lideranças regionais ligadas ao setor agropecuário, cooperativas, instituições públicas, além de extensionistas e técnicos.  A programação será conduzida de forma prática e objetiva, com duração aproximada de duas horas. As atividades poderão ocorrer diretamente em lavouras, no formato de estações temáticas, ou em ambientes cobertos, com palestras sequenciais.

Entre os temas abordados estão Manejo Integrado de Pragas (MIP-Soja), Manejo Integrado de Doenças (MID-Soja), manejo de solos com foco no Sistema Plantio Direto, e fixação biológica de nitrogênio e coinoculação. Os conteúdos poderão variar conforme as demandas e características de cada região. Com foco no avanço tecnológico e na produtividade responsável, o Giro Técnico da Soja reforça a importância da orientação técnica e do compartilhamento de conhecimento para o desenvolvimento do setor agrícola no Paraná.

Fonte: Assessoria de Imprensa Embrapa Soja Foto: Claudine Seixas

94c1c232c62c4eba882718100ab4c016_858x483

Nova geração de soja traz biotecnologia com controle ampliado de lagartas

O avanço da biotecnologia na agricultura brasileira acaba de ganhar um novo capítulo com o lançamento da Intacta 5+, tecnologia que oferece uma abordagem inédita para o manejo integrado de pragas e plantas daninhas na cultura da soja. Mais do que uma ferramenta de proteção, a nova solução se destaca por permitir estratégias customizadas de aplicação, baseadas na realidade de cada região e tipo de infestação.

Desenvolvida pela Bayer, a Intacta 5+ foi apresentada em evento técnico realizado no Centro de Inovação da empresa, em Paulínia (SP), e deve chegar aos campos comerciais a partir da safra 2027/28, condicionada à liberação regulatória dos principais países importadores. A proposta da biotecnologia é ampliar o controle, preservar a sustentabilidade dos sistemas produtivos e garantir maior longevidade ao uso dos ativos.

Em entrevista ao Agrolink, Gilmar Picoli, gerente de regulamentação e especialista em herbicidas, explica que a principal inovação da Intacta 5+ está na combinação de cinco tolerâncias a herbicidas: glifosato, glufosinato, dicamba, 2,4-D e mesotriona. “Com essa combinação, oferecemos ao agricultor muito mais flexibilidade, permitindo um manejo customizado, sob medida, racional e sustentável, aplicando cada produto de acordo com a necessidade específica da lavoura”, afirma.

Segundo Picoli, o diferencial não está apenas no número de moléculas, mas na possibilidade de associar diferentes mecanismos de ação, o que potencializa o controle e reduz o risco de resistência. Um exemplo claro é o capim-pé-de-galinha, uma das plantas daninhas mais resistentes e difíceis de manejar no país. “Hoje encontramos populações com resistência simples, cruzada e múltipla, incluindo glifosato. A Intacta 5+ permite montar um plano de controle mais robusto para essas situações”, detalha.

Além do avanço no controle de daninhas, a nova tecnologia entrega uma terceira geração de proteção contra insetos, com foco especial nas lagartas. A novidade inclui a incorporação de proteínas inéditas no mercado, como Cry1B.2 e Cry1A.2, desenvolvidas para ampliar o espectro de atuação e aumentar a durabilidade da biotecnologia.

“Essas proteínas atuam de forma precisa no sistema digestivo das lagartas, protegendo a planta desde os estágios iniciais. Elas foram desenhadas justamente para lidar com a crescente pressão de pragas e com a evolução da resistência”, explica Picoli. A tecnologia oferece proteção contra as principais lagartas da cultura da soja, incluindo três novas pragas emergentes: Spodoptera eridanea, Elasmopalpus lignosellus (conhecida como Elasmo) e Rachiplusia nu.

Essa proteção ampliada ganha ainda mais importância quando se observa a regionalização dos desafios. Espécies como a capa-urana, predominante no Sul, e a vassourinha-de-botão, recorrente no Cerrado, demandam estratégias distintas de manejo. “Com a Intacta 5+, o agricultor pode direcionar o controle de forma precisa, ajustando as aplicações conforme a pressão de cada espécie na sua área”, destaca o especialista.

Picoli também ressalta que a tecnologia foi pensada para acompanhar o ritmo acelerado de evolução dos desafios no campo. “Estamos lidando com uma agricultura cada vez mais complexa, que exige soluções que combinem eficiência, sustentabilidade e regionalização. A Intacta 5+ responde a essa necessidade ao permitir uma gestão integrada tanto de plantas daninhas quanto de lagartas, com alto nível de precisão”, reforça.

Outro ponto levantado por ele é a importância da racionalidade no uso dos herbicidas. “A ideia não é aplicar mais, e sim aplicar melhor. Com a possibilidade de usar cinco mecanismos de ação, o produtor pode rotacionar e associar moléculas conforme a pressão biológica de sua lavoura, evitando desperdícios e aumentando a efetividade de cada aplicação. Isso representa uma mudança de patamar no manejo sustentável”, afirma Picoli.

A inovação também está no processo de desenvolvimento. A Bayer aplicou a metodologia YieldBoost™, criada no Brasil, que acelera a integração entre biotecnologia e genética. Isso permitiu antecipar o lançamento da tecnologia e ampliar a base de testes em campo. Com ela, mais de 200 variedades adaptadas a diferentes regiões poderão estar disponíveis já nos primeiros anos de adoção.

Além do desenvolvimento técnico, a empresa reforça que o processo de adoção será feito com responsabilidade e diálogo com os produtores. Campos de teste seguem rigorosos protocolos de segurança ambiental e o treinamento de aplicadores será expandido. Desde a introdução da geração anterior (Intacta2 Xtend), mais de 240 mil profissionais já foram capacitados.

Para Picoli, a chegada da nova biotecnologia representa uma resposta concreta aos desafios enfrentados pelos produtores brasileiros no manejo integrado. “Estamos vivendo um cenário de resistência crescente, tanto de lagartas quanto de daninhas. A Intacta 5+ oferece ao produtor um conjunto de soluções que o ajuda a manter a eficiência do sistema, com mais segurança e sustentabilidade”, conclui.

Fonte: Agrolink Foto: Marcelo Ribeiro/Divulgação Bayer

44f2788f7003b120a64d223d436c24f2

Show Rural 2026 terá 11 km de ruas cobertas

A área que desde 1989 recebe o Show Rural Coopavel é uma espécie de canteiro de obras permanente. O evento que é sinônimo de inovação e superação, é também um ambiente marcado por constantes melhorias estruturais, tudo para receber bem e com o máximo conforto as centenas de milhares de pessoas que todos os anos se deslocam a Cascavel para conhecer tendências, novidades e lançamentos de empresas brasileiras e mundiais do agro.

Essa linha de atuação da direção do evento garante que o parque do Show Rural, uma área de 72 hectares a dez quilômetros do centro de Cascavel, esteja preparado para proporcionar a melhor experiência possível a quem busca, em um único lugar, o melhor em tecnologias para o campo. Além da ampliação das estruturas do Espaço Impulso, do pavilhão da agricultura familiar e da sede administrativa, outra obra garantida para a edição de 2026 é a ampliação de ruas cobertas.

Com os novos trechos em preparação, comenta o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, serão 11 quilômetros de cobertura em ruas pavimentadas pelo parque – são 15 quilômetros de vias no total. “O Show Rural foi o primeiro grande evento do agro brasileiro a despertar atenção para essa comodidade ao público visitante. A rua coberta protege do sol forte e também da chuva, permitindo que as pessoas visitem a mostra de tecnologia com qualquer condição climática. Desde o início, há 38 anos, jamais deixamos de investir em obras que possam garantir conforto e melhorar o resultado à visita de produtores rurais, técnicos, filhos e mulheres de agricultores ao evento”, comenta Dilvo.

Trechos e patrocinadores

Os novos trechos cobertos, para 2026, e seus respectivos patrocinadores são os seguintes: Extensão da avenida Show Rural, com o patrocinador Baldan; cobertura da rua E, com o patrocinador Corteva; cobertura da rua L, com o patrocinador Cresol; cobertura da rua P, patrocinador John Deere. E também há um novo patrocinador para as ruas C e D, já cobertas anteriormente, que é a Tecnomil.

O coordenador geral do Show Rural, Rogério Rizzardi, informa que com essa melhoria grande parte das ruas que ligam todo o interior da área estarão pavimentadas e cobertas. “Faltarão pouco mais de quatro mil metros lineares para concluirmos essa tarefa”, de acordo com ele. Com o tema A força que vem de dentro, o 38º Show Rural Coopavel vai ser realizado de 9 a 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel, no Oeste do Paraná. O acesso ao parque e a utilização do estacionamento são gratuitos.

Fonte e Foto: Coopavel

ibge_26_11_2025

Prévia da inflação de novembro fica em 0,20%, com alta em despesas pessoais

A prévia da inflação de novembro foi de 0,20%, 0,02 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada em outubro (0,18%). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quarta-feira (26/11) pelo IBGE, aponta que a maior variação e o maior impacto positivo vieram do grupo Despesas pessoais (0,85% e 0,09 p.p.). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,15% e, nos últimos 12 meses, de 4,50%, abaixo dos 4,94% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2024, a taxa foi de 0,62%.

No grupo Despesas pessoais (0,85%), o resultado foi influenciado, principalmente, pelas altas na hospedagem (4,18%) e no pacote turístico (3,90%), com impactos de 0,03 p.p. e 0,02 p.p, respectivamente.

Saúde e cuidados pessoais (0,29%) e Transportes (0,22%) tiveram o segundo maior impacto no índice geral (0,04 p.p.). Em Saúde e cuidados pessoais (0,29%), o destaque foi o plano de saúde (0,50%), com impacto de 0,02 p.p.

Já no resultado do grupo dos Transportes (0,22%), o destaque foi para passagens aéreas, que subiram 11,87% e tiveram o maior impacto individual no índice do mês (0,08 p.p.). Por outro lado, os combustíveis tiveram queda (-0,46%). À exceção do gás veicular, que aumentou 0,20%, os demais apresentaram reduções nos preços: etanol (-0,54%), gasolina (-0,48%) e óleo diesel (-0,07%).

O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, voltou a crescer (0,09%), após cinco meses de queda, ocupando o terceiro lugar em termos de impacto (0,02 p.p.). A alimentação no domicílio permanece no campo negativo, com queda de 0,15%, após recuar 0,10% no mês anterior. Contribuíram para esse resultado os recuos do leite longa vida (-3,29%), do arroz (-3,10%) e das frutas (-1,60%). No lado das altas, destacam-se a batata inglesa (11,47%), o óleo de soja (4,29%) e as carnes (0,68%).

A alimentação fora do domicílio (0,68%) acelerou em relação ao mês anterior (0,19%), em virtude das altas da refeição (de 0,06% em outubro para 0,56% em novembro) e do lanche (de 0,42% para 0,97%).

Já o grupo Habitação desacelerou de 0,16% para 0,09% na passagem de outubro para novembro. A principal contribuição negativa veio da energia elétrica residencial, que passou de -1,09% para -0,38%. Ressalta-se que, em novembro, está em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, adicionando R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Entre os subitens com aumentos, destacam-se o condomínio (0,38%) e o aluguel residencial (0,37%).

Os outros grupos em alta foram: Vestuário, com variação de 0,19% e impacto de 0,01 p.p. e Educação (0,05% e 0,00 p.p.). Em queda, vieram os grupos Comunicação (-0,19% e -0,01 p.p.) e Artigos de residência (-0,20% e 0,00 p.p.).

Belém registra aumento de 155,24% nas hospedagens em novembro

Quanto aos índices regionais, dez das 11 áreas de abrangência tiveram alta em novembro. A maior variação foi observada em Belém (0,67%), por conta das altas da hospedagem (155,24%) e das passagens aéreas (25,32%). Já o menor resultado ocorreu em Belo Horizonte (-0,05%), que registrou queda nos preços da gasolina (-3,13%) e das frutas (-5,39%).

Mais sobre a pesquisa

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de outubro a 13 de novembro de 2025 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de setembro a 13 de outubro de 2025 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. Veja os resultados completos no Sidra. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a dezembro, será no dia 23 do mesmo mês.

Fonte: Agência IBGE de Notícias Foto: Viagem Paraná