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CropLife lança novo módulo do Aplicador Legal, voltado para pulverização tratorizada

A CropLife Brasil lança, nesta quarta-feira (10), o novo módulo do curso Aplicador Legal voltado para pulverização de agroquímicos:  Equipamento Tratorizado em Barras. A formação, online e gratuita, é novidade na trilha da formação  disponível no CropLife Conecta.  O material tem como objetivo promover o conhecimento técnico do veículo, suas aplicações e benefícios, e fortalecer o uso seguro e correto dos insumos agrícolas. A extensão formativa é uma parceria da CLB com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

“A aplicação tratorizada com barras é amplamente utilizada no manejo fitossanitário das principais culturas anuais mecanizadas do país, como soja, milho, algodão, trigo, feijão e arroz, estando especialmente presente no dia a dia das pequenas e médias propriedades agrícolas. A capacitação adequada dos operadores é fundamental para garantir o uso correto, seguro e eficiente desses equipamentos. Com este novo módulo, reforçamos a importância das técnicas de regulagem, calibração e operação, que contribuem para melhores resultados nas lavouras, redução de desperdícios e mais sustentabilidade na produção agrícola”, considerou o coordenador de Sustentabilidade da CropLife Brasil, Pedro Duarte.

Curso

O novo módulo possui 12 videoaulas técnicas e 1 ebook complementar, que totalizam 1 hora e 8 minutos de treinamento, e um questionário de avaliação ao final. O conteúdo abrange visão geral dos equipamentos de aplicação, além do detalhamento de sua operação e particularidades. Entre os assuntos explorados estão os componentes básicos do veículo, suas funções e usos, com foco nos procedimentos de regulagem e calibração essenciais para a otimização e economia. Abordam também cuidados básicos, limpeza e Inspeção Periódica (IPP), e os métodos de verificação da qualidade da aplicação. 

Para desbloquear e acessar este lançamento, o aluno participante deverá primeiro completar os 12 módulos básicos anteriores. Como os outros cursos, o módulo de equipamento tratorizado oferece certificação, o que garante reconhecimento profissional e agrega valor ao currículo dos participantes. O curso é mais uma das possibilidades de conhecimento destinadas ao agricultor, em conformidade às exigências e normas das regulamentações vigentes.

CropLife Conecta

Os materiais do Conecta estão disponíveis em diferentes formatos, como apostilas e videoaulas, e permitem que os profissionais escolham a melhor forma de aprendizado. Um dos diferenciais é a possibilidade de acesso aos treinamentos a qualquer hora, sem a necessidade de conexão à internet, por meio do aplicativo disponível nas lojas Google Play e Apple.

A proposta da plataforma é acompanhar as transformações nas lavouras e oferecer conteúdos atualizados sobre novas tecnologias, uso eficiente de insumos, técnicas de Manejo Integrado de Pragas (MIP), destinação correta de embalagens e outras práticas que minimizam impactos ambientais e garantem maior eficiência produtiva. Além de capacitar, a plataforma busca conectar todos os agentes da cadeia produtiva, promovendo uma verdadeira transformação no setor por meio da educação.

A CropLife Brasil, como entidade representativa do setor de insumos agrícola, possui parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Já Entendi Agro para ampliar a qualificação de agricultores e aplicadores de defensivos agrícolas.

Fonte: CropLife Foto: Divulgação

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Mercados iniciam dia com volatilidade moderada

Os mercados agrícolas iniciam o dia com movimentos moderados, influenciados por fatores geopolíticos, macroeconômicos e ajustes técnicos após as últimas sessões. Segundo a TF Agroeconômica, o comportamento das commodities reflete tanto dados fundamentais quanto o impacto de informações externas que renovaram a volatilidade.

No trigo, a leve recuperação em Chicago ocorre após perdas recentes e é sustentada pelas tensões no Mar Negro, depois de ataques de drones da Ucrânia contra embarcações ligadas à Rússia e da possibilidade de retaliações. A consultoria destaca que o relatório WASDE ampliou a pressão baixista ao elevar a oferta global, levando o cereal a liderar as quedas na véspera. No Brasil, o físico segue misto, com retração no Paraná e avanço no Rio Grande do Sul, enquanto Argentina e Paraguai mantêm suas indicações FOB e fronteira.

A soja opera em alta moderada apoiada por novas vendas de exportação dos EUA e pelos dados do relatório de óleos e gorduras, que apontaram esmagamento recorde em outubro e forte demanda interna por farelo e óleo. O mercado acompanha os números semanais de exportação ainda atrasados e observa o avanço do plantio no Brasil, que chegou a 90%. A demanda chinesa continua ativa e o USDA registrou novas vendas para diversos destinos. Já o segmento de óleos sente o impacto dos elevados estoques de palma na Malásia.

O milho também sobe em Chicago após a correção da véspera, influenciado pela revisão do USDA, que elevou a projeção de exportações dos EUA para um recorde. Apesar disso, o mercado demonstra cautela à espera de novos sinais ligados ao clima sul-americano e ao ritmo da demanda externa. No Brasil, os preços futuros mostram leve alta em janeiro e recuo em julho, enquanto o físico recua no dia.

Fonte: Agrolink Foto: Abiove

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Exportações brasileiras de algodão devem crescer 10% na safra 2025/26, impulsionadas por alta demanda internacional

As exportações brasileiras de algodão devem registrar crescimento de cerca de 10% na safra 2025/26, segundo projeção divulgada pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e repassada pela Abrapa. O avanço é atribuído à competitividade do algodão nacional, à diversificação dos mercados compradores e ao aumento das importações pela Índia.

De acordo com o presidente da Anea, Dawid Wajs, os embarques brasileiros devem alcançar 3,2 milhões de toneladas entre julho de 2025 e agosto de 2026, mantendo o país como o maior exportador mundial da fibra. Mesmo com a ampla oferta global e a redução nas compras da China, o algodão brasileiro segue competitivo no mercado internacional.

“Temos estoques importantes que precisarão ser exportados. O mercado está se ajustando e deve manter um ritmo de embarques crescente nos próximos meses”, destacou Wajs.

Desempenho recente mostra retomada nas exportações

As exportações começaram de forma mais lenta nesta temporada devido ao atraso na colheita, mas já apresentam sinais de recuperação. Entre julho e outubro, o Brasil embarcou 677 mil toneladas, volume 7% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

No entanto, dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam retomada no mês de novembro, quando os embarques somaram 402 mil toneladas, representando alta de 34,4% na comparação anual.

Índia amplia participação, mas China segue como principal destino

O mercado indiano tem ganhado destaque nas compras de algodão brasileiro, impulsionado por isenção temporária de impostos de importação válida até 31 de dezembro deste ano. Até outubro, a China liderou as aquisições com 122 mil toneladas, seguida pela Índia, com 106,3 mil toneladas.

Atualmente, o Brasil responde por cerca de um terço do comércio mundial de algodão, superando os Estados Unidos, segundo maior exportador global. Os principais destinos da pluma brasileira incluem China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão.

Produção elevada e qualidade fortalecem competitividade

Na safra 2024/25, o Brasil produziu mais de 4 milhões de toneladas de algodão em pluma, das quais cerca de 760 mil toneladas foram destinadas ao mercado interno, segundo a Anea.

Com estoques elevados, qualidade reconhecida e mercados diversificados, a associação projeta que o país continuará ampliando sua presença no comércio internacional, consolidando sua posição como referência global na exportação de algodão.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Divulgação

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No acumulado até o terceiro trimestre, agro puxa crescimento da economia com alta de 11,6%

A agropecuária brasileira segue se destacando na economia nacional. No acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,4% em relação ao mesmo período de 2024. Nesse resultado, o maior destaque foi o desempenho da agropecuária, com crescimento expressivo de 11,6%. A Indústria avançou 1,7% e o setor de Serviços registrou alta de 1,8%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (4).

No terceiro trimestre de 2025, o PIB variou 0,1% frente ao trimestre anterior, considerando a série com ajuste sazonal. A agropecuária apresentou crescimento de 0,4%, a Indústria avançou 0,8% e os Serviços tiveram leve variação positiva de 0,1%, mantendo estabilidade no período.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2024, o PIB cresceu 1,8% no terceiro trimestre de 2025. O aumento do Valor Adicionado a preços básicos foi de 1,9%, enquanto os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios tiveram alta de 1,4%.

A agropecuária registrou crescimento de 10,1% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Além da contribuição positiva da pecuária, dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado em novembro pelo IBGE, indicam aumento na produção e produtividade de culturas com forte peso na safra do período, como milho (23,5%), laranja (13,5%), algodão (10,6%) e trigo (4,5%). Em contrapartida, a cana-de-açúcar apresentou leve retração de 1,0%.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, os resultados refletem o fortalecimento da política agrícola e a ampliação das oportunidades para o setor. “O desempenho do agro mostra a força do produtor brasileiro, que segue inovando e ampliando a produção com sustentabilidade. Esse crescimento é resultado direto do acesso ao crédito e da abertura de mercados, que garantem mais competitividade ao nosso país”, destacou.

O PIB acumulado nos quatro trimestres encerrados em setembro de 2025 cresceu 2,7% frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. O resultado foi impulsionado pelo avanço do Valor Adicionado a preços básicos, também de 2,7%, e pelos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios, que cresceram 2,9%. Nesse período, a agropecuária teve crescimento de 9,6%, a Indústria avançou 1,8% e os Serviços registraram alta de 2,2%.

De acordo com a analista das Contas Trimestrais do IBGE, Claudia Dionísio, o bom desempenho do setor produtivo também impactou positivamente outras atividades da economia. Segundo ela, “o grande escoamento de produção de commodities, decorrente do bom desempenho da Extrativa Mineral e da Agropecuária, contribuiu positivamente para a atividade de Transporte, armazenagem e correio”.

Fonte e Foto: MAPA

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Produção de grãos é estimada pela Conab em 354,8 milhões de toneladas na safra 2025/26

A segunda estimativa para a safra de grãos em 2025/26 indica um volume de produção de 354,8 milhões de toneladas. Com o avanço da semeadura das culturas de primeira safra, a Companhia Nacional Abastecimento (Conab) prevê uma área total de 84,4 milhões de hectares no atual ciclo, crescimento de 3,3% na área cultivada em relação à safra 2024/25, como mostra o 2º Levantamento de Grãos da Safra na atual temporada, divulgado nesta quinta-feira (13) pela Companhia. Já a produtividade média nacional, ainda resultante de análises de modelos estatísticos e previsões climáticas, está projetada em 4.203 quilos por hectare. Contudo, a Companhia segue atenta às condições de clima das regiões produtoras, acompanhando os eventos climáticos adversos como o ocorrido no Paraná, a irregularidade das chuvas em Mato Grosso e o atraso das precipitações em Goiás, a fim de qualificar as informações de desempenho das lavouras conforme o desenvolvimento das culturas.

Para a soja, o levantamento da Conab indica incremento de 3,6% na área a ser semeada em 2025/26, totalizando 49,1 milhões de hectares, com produção estimada em 177,6 milhões de toneladas. De acordo com o Progresso de Safra da estatal, publicado nesta semana, o plantio da oleaginosa no atual ciclo segue dentro da média dos últimos 5 anos, porém atrasado quando se compara com o percentual registrado em período semelhante da temporada anterior, com destaque para Goiás e Minas Gerais. Nestes dois estados, não foram registrados índices de chuvas satisfatórios para o avanço da semeadura. Em Mato Grosso, o plantio segue em ritmo semelhante ao registrado na última safra. Porém, com a instabilidade climática registrada em outubro, a implantação da cultura não foi feita nas condições consideradas ideais, onde algumas áreas semeadas no início de outubro sentiram os efeitos de déficit hídrico, comprometendo a população de plantas por hectare e o estabelecimento inicial da oleaginosa.

No caso do milho, a produção total em 2025/26, somando as três safras, está estimada em 138,8 milhões de toneladas, representando redução de 1,6% em relação ao ciclo anterior. Na primeira safra, a área cultivada deve crescer 7,1%, com produção prevista em 25,9 milhões de toneladas. O plantio do primeiro ciclo do cereal já atinge 47,7% da área, índice levemente superior à média dos últimos 5 anos. As baixas temperaturas ocorridas durante certos períodos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, retardaram a emergência e o desenvolvimento inicial da cultura, mas ainda sem interferir no potencial produtivo. Além disso, algumas lavouras tiveram impactos negativos em decorrência das intensas precipitações, fortes ventos e granizos ocorridos no início de novembro no Paraná, posteriores aos levantamentos realizados em campo. Os possíveis impactos decorrentes desses eventos meteorológicos ainda estão sendo avaliados pela Conab.

No caso do arroz, a estimativa da Conab é de uma produção de 11,3 milhões de toneladas na atual temporada, redução de 11,5% em relação à safra anterior influenciada pela menor área cultivada. No Rio Grande do Sul, principal estado produtor do grão, a semeadura alcança mais de 78% do previsto, apesar de em algumas áreas ter ocorrido atraso na operação, devido aos volumes de chuva que impediam a entrada de maquinário no campo. Contudo, de uma forma geral, as lavouras têm se desenvolvido de forma satisfatória, ainda que, em algumas áreas, haja irregularidade das chuvas em volume e intensidade.

Para o feijão, é esperada uma colheita total, somadas as três safras, de 3,1 milhões de toneladas, volume semelhante ao obtido no ciclo passado. A primeira safra da leguminosa deve apresentar redução de 7,3% na área plantada, totalizando 841,9 mil hectares, com expectativa de produção de 977,9 mil toneladas, 8% inferior à safra passada. O plantio segue em andamento nos principais estados produtores, já concluído em São Paulo, Paraná com 91% e Minas Gerais com 44%.

Dentre as culturas de inverno, a safra 2025 ainda está em fase de colheita. A produção de trigo, principal produto semeado entre as culturas de inverno, está estimada em 7,7 milhões de toneladas. De modo geral, observa-se que, nas principais regiões produtoras, as condições climáticas foram favoráveis ao desenvolvimento da cultura. Entretanto, a redução dos investimentos em insumos, especialmente fertilizantes e defensivos, tornou as lavouras mais suscetíveis a doenças e limitou o pleno aproveitamento do potencial produtivo, resultando em espigas menores e com menor número de grãos. Vale destacar que no Paraná, as chuvas intensas, registradas no início de novembro, podem influenciar as lavouras que ainda permanecem em campo.

Mercado

Neste levantamento, a Conab prevê que cerca de 94,6 milhões de toneladas de milho deverão ser consumidos internamente na safra 2025/26, ou seja, um aumento de 4,5% comparativamente ao ciclo anterior, impulsionado principalmente pela maior demanda do cereal para produção de etanol. As exportações também devem avançar e podem chegar a 46,5 milhões de toneladas, apoiadas na manutenção do bom excedente produtivo. Mesmo com estes incrementos, a perspectiva é de que os estoques de passagem ao final da safra 2025/26 permaneçam próximos da estabilidade.

Quanto à soja em grãos, com a previsão de redução nas exportações dos Estados Unidos, o aumento da demanda global e a expectativa de uma maior produção brasileira, estima-se um crescimento expressivo nas exportações do país, que podem atingir 112,1 milhões de toneladas na temporada 2025/26, um aumento de 5,11% em relação à safra anterior. Além disso, a expectativa de elevação na mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, adicionalmente com a crescente demanda por proteína vegetal, sugere que o volume de soja destinado ao esmagamento poderá atingir 59,37 milhões de toneladas em 2026. Esse volume representa um aumento de 1,37% em comparação ao ano anterior.

Clique aqui e acesse os arquivos com informações do 2º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, incluindo o panorama dos principais grãos semeados no país.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

Colheita de soja. Fotos:Jaelson Lucas / Arquivo AEN

Café e soja garantem as maiores margens do ano para produtores paranaenses, aponta Deral

Os custos de produção permanecem como a variável determinante para o desempenho das cadeias agropecuárias paranaenses, segundo aponta o Boletim Conjuntural elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (04). Embora cada setor apresente dinâmicas próprias, o documento mostra que tanto grãos quanto proteínas animais vivem um período em que rentabilidade, preços e desafios logísticos dialogam com o comportamento dos custos.

Os destaques positivos vêm do café, com custos de produção cobertos com facilidade pelos preços registrados nas duas últimas safras, e da soja, cuja lucratividade segue elevada. Em contrapartida, o leite enfrenta retração nos preços pagos ao produtor, enquanto ovos e suínos passam por movimentos de ajuste diante do cenário internacional e das variações de mercado.

O setor do café tem um dos melhores desempenhos econômicos, impulsionado por uma safra 10% maior que a de 2024. A produção estimada é de 745 mil sacas beneficiadas, contra 679 mil sacas no ciclo anterior. O desempenho é atribuído a melhores condições climáticas, especialmente de disponibilidade hídrica.

Mais de 80% da safra já foi comercializada, com preços favoráveis. A maior parte das vendas registrou valores acima de R$ 2.000 por saca, com recuo apenas entre julho e agosto, auge da entrada da colheita. O Deral aponta que a média de preços deve se manter próxima desse patamar, que é cerca de 15% superior ao registrado em 2024, quando a saca beneficiada estava em R$ 1.668,60. O custo total de produção de uma saca beneficiada hoje é de R$ 1.137,00, garantindo ampla margem ao cafeicultor.

Soja

A soja mantém a estabilidade nos custos e forte potencial de lucratividade. O levantamento do Deral indica que o custo variável para produzir 55 sacas por hectare é de R$ 3.212,00 (equivalente a R$ 58,39 por saca). O valor representa alta de apenas 0,76% em relação ao mesmo período de 2024. Esse leve acréscimo veio pelo custo do transporte externo, sementes e fertilizantes – mas as despesas com agrotóxicos recuaram 7%, ajudando a conter a elevação geral. Com a saca negociada em torno de R$ 120,00, a lucratividade bruta estimada é de 106%.

O plantio da soja está praticamente concluído no Paraná, alcançando 99% dos 5,77 milhões de hectares previstos para a safra.

Fonte: AEN Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

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Ciclone extratropical: Paraná em alerta máximo para ventos de até 100 km/h e chuva intensa

A formação de um ciclone extratropical no oceano, na altura do Rio Grande do Sul, coloca toda a região Sul em rota dos efeitos deste fenômeno meteorológico. O Paraná tem cinco alertas vigentes até o final desta noite, emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O mais grave, o alerta vermelho atinge parte do Paraná e, embora já tenha provocado chuvas nesta segunda, 8, deve se intensificar nesta terça, 9, segundo as previsões.

Por conta do risco para todo do Paraná, a Defesa Civil Nacional e todos os institutos de meteorologia emitiram alertas que preveem chuva superior a 60 mm/h ou maior que 100 mm/dia, com ventos que podem passar dos 100 km/h, e queda de granizo. No Paraná, o alerta vermelho atinge o Centro-Sul e Oeste do Estado.

Alerta laranja prevê chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h). O alerta abrange a região dos Campos Gerais, Norte, Nordeste e Noroeste do Paraná.

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), que emitiu o alerta para todo do Paraná, afirma que a terça será com chuva em todas as regiões do Paraná, com tempestades fortes que se distribuirão de maneira irregular pelo estado, avançando de sudoeste para nordeste.

A baixa pressão evoluirá para um ciclone extratropical, que, apesar de afetar mais o Rio Grande do Sul, contribui para a formação de frente fria. É este sistema frontal que deixa o tempo muito instável ao longo do dia no Paraná.

Atenção para os acumulados de chuva e também para as rajadas de vento (em torno dos 70 km/h) que podem provocar alguns transtornos.

Fonte: Bem Paraná/Ana Ehlert Foto: Divulgação

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Recuperação moderada marca abertura dos grãos

Os mercados de grãos iniciam o dia com leves ajustes, refletindo o avanço das colheitas e a expectativa por novos dados internacionais. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo mostra recuperação moderada em Chicago após quedas recentes, sustentado pela possibilidade de redução dos estoques finais dos Estados Unidos pelo USDA. O movimento, porém, encontra limites diante da chance de aumento das projeções de exportação de grandes fornecedores, como Canadá e Argentina. No Brasil, a Conab informou que a colheita nacional alcançou 98% da área cultivada, ritmo semelhante ao observado nos últimos cinco anos.

Na soja, os preços seguem estáveis em Chicago, influenciados pela espera pelo relatório WASDE e pela demanda chinesa enfraquecida. As incertezas políticas nos Estados Unidos continuam a pressionar o mercado, com possíveis tarifas sobre produtos agrícolas citadas pelo governo americano. A Casa Branca anunciou ainda a destinação de US$ 12 bilhões ao setor agrícola, enquanto a China planeja leiloar parte de suas reservas para equilibrar o consumo. Apesar do ambiente negativo, foram registradas novas vendas norte-americanas ao mercado chinês.

De acordo com a TF Agroeconômica, o milho também opera em alta, impulsionado pela expectativa de ajustes nos estoques finais dos EUA e pelo bom desempenho das exportações. A indústria de etanol pode contribuir para maior demanda. No Brasil, o plantio da primeira safra atingiu 71,3% da área prevista, avanço em relação à semana anterior e próximo da média histórica. As informações foram divulgadas nesta manhã de terça-feira.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: USDA

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Ciclone extratropical provoca estragos no Rio Grande do Sul e mantém alerta para o Sul e Sudeste

A formação de um novo ciclone extratropical nesta segunda-feira (8) causou estragos em diversas regiões do Rio Grande do Sul. O fenômeno, que já havia sido previsto e explicado pela meteorologista Desirée Brandt em entrevista ao Notícias Agrícolas, segue em deslocamento pelo Sul do país, e o alerta para novos prejuízos permanece válido tanto para os estados sulinos quanto para parte da região Sudeste.

Nas próximas 24 horas, os maiores volumes de chuva são esperados para a região central do Rio Grande do Sul, onde os acumulados podem chegar a 90 milímetros. A faixa de divisa entre Paraná e São Paulo também preocupa, com previsão de chuvas entre 60 mm e 90 mm. Além das precipitações intensas, há risco de ventos fortes, alagamentos pontuais e transtornos em áreas urbanas e rurais, exigindo atenção redobrada de produtores e moradores das regiões afetadas.

A Tempo OK divulgou mais detalhes sobre o fenômeno: As rajadas de vento podem ultrapassar 80 km/h em alguns locais, com risco de quedas de galhos, pequenos danos em estruturas mais frágeis e dificuldade no deslocamento, especialmente em áreas abertas. Também há possibilidade de trovoadas, o que pode tornar o tempo ainda mais instável.

Uma das cidades impactadas foi Flores da Cunha, localizada na Serra Gaúcha.

Devido às instabilidades previstas, o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), publicou alertas para as seguintes localidades:

Região Sudeste: São Paulo

Considera-se MODERADA a possibilidade de ocorrências de enxurradas urbanas e extravasamento de córregos, com drenagem deficiente, nas Regiões Geográficas Intermediárias de São Paulo, Sorocaba e Campinas (SP) (em amarelo, na Figura 1), devido à previsão de pancadas de chuva isoladas, que podem ocorrer com intensidade moderada a forte.

Região Sul: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná

Considera-se MODERADA a possibilidade de ocorrências de inundações pontuais, extravasamento de córregos, alagamentos urbanos em áreas rebaixadas com drenagem deficiente, nas Regiões Geográficas Intermediárias de Santa Maria, Passo Fundo e Caxias do Sul (RS); Florianópolis, Joinville e Blumenau (SC) (em amarelo, na Figura 1), devido à previsão de chuva ao longo do dia, que podem ocorrer na forma de pancadas com intensidade moderada a forte, podendo atingir altos acumulados de precipitação. Considera-se ALTA a possibilidade de ocorrências de enxurradas urbanas e extravasamento de córregos, com drenagem deficiente, nas Regiões Geográficas Intermediárias de Pelotas, Santa Cruz do Sul, Porto Alegre (RS), além de Curitiba (PR) (em laranja, na Figura 1), devido à previsão de chuva ao longo do dia, que podem ocorrer na forma de pancadas com intensidade moderada a forte, podendo atingir altos acumulados de precipitação.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Anvisa regulamenta avaliação de risco ocupacional e de exposição a agrotóxicos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentou no último dia 25 de novembro texto que versa sobre a avaliação de risco ocupacional e de exposição a defensivos químicos no Brasil. A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 998, de 21 de novembro de 2025, segue o que determina o Nova Lei dos Agrotóxicos (Lei nº 14.785/2023) e define, de forma inédita, regras para avaliar o risco dos agroquímicos aos envolvidos no uso de defensivos químicos, como trabalhadores, operadores, residentes e transeuntes (pessoas que circulam em regiões de produção agrícola). A CropLife Brasil, associação que representa a pesquisa e desenvolvimento (P&D) em insumos agrícolas, celebra o marco que traz parâmetros técnicos e científicos claros à indústria e olhar atento a segurança humana. 

“É importante lembrar que esse tema sempre foi um pleito da indústria. Sempre reforçamos que fosse realizada avaliação de toda segurança, seja de perigo do produto, como também do perigo de exposição durante a utilização das tecnologias, pensando na segurança dos trabalhadores do campo. A nova lei veio para modernizar e obrigar a avaliação do sistema de segurança com um olhar mais amplo. Agora com essa publicação, a Anvisa traz maior transparência e previsibilidade para toda a sociedade, nos dizendo como serão avaliados cientificamente os cenários de uso, alinhados com as melhores práticas regulatórias e científicas internacionais. É um avanço inquestionável para a indústria e para a sociedade”, analisou o diretor de Defensivos Químicos da CropLife Brasil, Arthur Gomes.

“A Anvisa tem trabalhado o fortalecimento de seu papel como agência de saúde e reguladora do processo de rastreabilidade de agrotóxicos, sempre tendo como norte a missão institucional de proteção e de intervenção nos riscos. (…) A nova resolução estabelece critérios para avaliação do risco ocupacional. É uma norma que vem para revolucionar a segurança no campo”, declarou gerente de Monitoramento e Avaliação do Risco, Adriana Torres de Souza, sobre o tema.

A regulação brasileira tratava, até então – em maior detalhamento, do risco para consumidores, através da avaliação na dieta e a segurança dos alimentos. Com a nova resolução, os processos de segurança dos produtos químicos usados na lavoura são expandidos e passam a detalhar também a exposição a pessoas que atuam com as pulverizações ou estão em locais próximos do uso. “Importante reforçar que estes estudos e avaliações ocupacionais já eram realizados pelas empresas que pesquisam e desenvolvem estes produtos, só que agora há aprimoramento, maior clareza e profundidade técnica no processo de análise da exposição”, considerou o especialista em Assuntos Regulatórios de Defensivos Químicos da CLB, Rafael Cordioli.

A CropLife Brasil destaca ainda que, para além dos critérios à indústria e maior segurança aos trabalhadores rurais e comunidades, a nova resolução estimula o uso correto e seguro das tecnologias na lavoura e corrobora com as boas práticas agrícolas, tema de campanha permanente da CLB.

Mudanças previstas

Segundo a Anvisa, as novas diretrizes estabelecidas para que empresas e órgãos avaliem se o uso de agrotóxico é seguro, são:

Avaliação obrigatória do risco não-dietético, que considera trabalhadores, operadores, residentes e transeuntes, tanto para novos registros quanto para alterações em produtos já aprovados.

Definição de parâmetros técnicos unificados, como níveis aceitáveis de exposição e critérios para medir a absorção cutânea, o contato com folhas tratadas, a área aplicada e o tipo de aplicação.

Utilização do Daroc, um dossiê em que as empresas devem demonstrar, de forma transparente, que o uso proposto é seguro.

Uso obrigatório da calculadora nacional avaliAR, ferramenta que padroniza cálculos de exposição com base em dados brasileiros e internacionais.

Medidas de redução dos riscos mais realistas, como equipamentos de proteção individual (EPIs) e controles de segurança ajustados à necessidade real, evitando exigências excessivas ou insuficientes.

Transição escalonada garantindo adaptação gradual dos produtos registrados e para novos registros.

A RDC entrará em vigor 180 dias após sua publicação no Diário Oficial da União.

Fonte: CropLife