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Instituto Pensar Agronegócio apoia e fortalece o setor em diferentes frentes

O agronegócio brasileiro alcançou os resultados globais que possui por meio de forte mobilização e cooperação técnica. Um exemplo disso é a atuação do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), uma organização sem fins lucrativos criada por uma série de entidades da agricultura e pecuária, de toda cadeia produtiva nacional, para auxiliar na articulação e na proteção dos interesses desses segmentos, incluindo a assessoria direta, com informações, embasamento técnico e estudos, para a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), no Congresso Nacional. Assim, agendas, debates e questões que afetam o setor e as pautas que são levantadas pelo próprio agronegócio possuem um respaldo mais robusto.


Trata-se de estratégia e, desta forma, fortalecer a participação do agronegócio nas decisões públicas. O IPA se consolidou como um importante polo de produção de conhecimento técnico e de articulação política em defesa do setor agropecuário brasileiro.

“O Instituto Pensar Agro tem sido essencial para que a Frente Parlamentar da Agropecuária atue com base em dados confiáveis e análises técnicas qualificadas. Hoje, o IPA nos apoia em temas como o aprimoramento das políticas de crédito e seguro rural, o acompanhamento de pautas ambientais e climáticas, além da avaliação de impactos de propostas tributárias e regulatórias. Esse suporte técnico garante que nossas pautas no Congresso e junto ao governo estejam sempre embasadas em informações atualizadas e bem fundamentadas”, comenta o deputado federal Pedro Lupion (PP), da bancada paranaense e presidente da FPA.

Já são 14 anos de atuação, com uma série de conquistas neste período. Desafios importantes já foram superados com estudos técnicos e atuação conjunta das associações e federações ligadas ao agronegócio, mas as demandas se renovam e, por isso, a mobilização em torno e por meio do IPA segue como uma das iniciativas de sucesso que englobam o papel de facilitador entre produtores, governos e instituições, sendo um espaço para diálogo com consistência,  além de embasamento técnico para decisões e negociações.

A missão de garantir a fluidez neste trabalho está, desde fevereiro deste ano, com a superintendente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), Tania Zanella. Ela é a presidente do IPA até 2027 e, com isso, tem o papel de trabalhar por uma eficiente articulação entre as 59 associações e entidades ligadas ao agronegócio brasileiro que compõem o instituto. Entre elas estão a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) e a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP).

“O IPA evoluiu significativamente na sua capacidade de reunir especialistas, entidades representativas e formuladores de políticas públicas em torno de pautas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do agro. Entre os principais avanços, destacam-se a elaboração de estudos que subsidiaram importantes marcos legais, como o Código Florestal, a Nova Lei dos Agrotóxicos, o Licenciamento Ambiental e a Reforma Tributária com olhar para o setor”, afirma Tania Zanella, em entrevista para a Revista da Apasem.

O dinamismo nos desafios e demandas também é destacado pela presidente do Instituto. De acordo com ela, a agenda regulatória ambiental, os entraves logísticos, a insegurança jurídica e a crescente necessidade de fortalecer a imagem do agro perante a sociedade são temas constantes para o IPA. “Ainda assim, o instituto tem respondido com responsabilidade técnica e diálogo permanente com o Congresso Nacional, sempre em parceria com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O grande mérito do IPA tem sido justamente sua capacidade de reunir múltiplos atores em torno de soluções viáveis e tecnicamente fundamentadas para o setor”, salienta.

Pedro Lupion, em entrevista à Revista da Apasem, também reforçou a evolução do IPA, de forma constante e estratégica, tornando-se um pilar técnico da atuação parlamentar em defesa do agronegócio. Para o deputado federal, isso permitiu avanços em áreas como legislação ambiental, política agrícola e comércio internacional. “Hoje, a FPA conta com um braço técnico sólido que nos permite atuar com ainda mais eficiência, assertividade e visão de futuro na defesa do produtor rural e do desenvolvimento do setor”, opina.

Imagem do agronegócio

Se os desafios são constantes, como, então, direcionar os esforços para melhores resultados? Para Tania Zanella, isso passa pelo fortalecimento da imagem do agronegócio como um todo e a necessidade de mostrar que o segmento vai além da sua relevância econômica. Os papéis social, ambiental e estratégico para o país devem ser trabalhados cada vez mais pelo IPA, com esforços para que o agro seja cada vez mais compreendido e valorizado pela sociedade e pelas novas gerações.

“Esse direcionamento tem permeado todas as frentes do IPA: desde os estudos técnicos voltados à sustentabilidade e à inovação no campo, até o fortalecimento da atuação institucional junto ao Congresso Nacional e à imprensa. Estamos empenhados em promover uma agenda propositiva, baseada em evidências e aberta ao diálogo com diferentes segmentos da sociedade”, afirma.

O IPA tem focado em uma agenda que alia competitividade, sustentabilidade e inovação. De acordo com a presidente do instituto, os estudos atuais tratam de temas como transição energética no campo, pagamento por serviços ambientais, mercado de carbono, segurança jurídica para a produção agropecuária, modernização do licenciamento ambiental e governança fundiária. Isso acontece paralelamente aos acompanhamentos de novidades e debates colocados por governos, além da tramitação de projetos e discussões nas diferentes esferas do poder público. Estão sendo acompanhadas de perto, por exemplo, as discussões sobre políticas públicas de crédito rural, seguro agrícola e conectividade no campo.

Participação ativa faz diferença

A atuação do Instituto Pensar Agronegócio (IPA) pode ser acompanhada por toda a cadeia por meio dos canais oficiais da própria entidade e da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), onde as pautas são divulgadas para a sociedade como um todo. “O IPA representa a força da união do setor produtivo em torno de objetivos comuns. A participação ativa de diversas entidades traz uma riqueza de informações, experiências e propostas que fortalece a nossa atuação política. Essa construção coletiva garante uma visão ampla e plural do agronegócio, permitindo que nossas pautas avancem de forma mais sólida, estratégica e representativa diante dos desafios nacionais e internacionais”, enfatiza o deputado Pedro Lupion.

A Abrasem é uma das 59 entidades do agronegócio que fazem parte do IPA. “O instituto é fundamental na organização do agronegócio nacional”, classifica o presidente executivo da Associação Brasileira de Sementes e Mudas, Ronaldo Troncha. Ele relembra que a criação da Frente Parlamentar da Agropecuária partiu da antiga bancada ruralista no Congresso Nacional e a movimentação por uma articulação e representação política organizada motivou o surgimento do IPA. “As instituições ligadas ao agronegócio começaram a entender a necessidade de fornecer o apoio técnico aos parlamentares, fazendo com que matérias relevantes sobre legislação, questões jurídicas e discussões junto ao Executivo tivessem o apoio do conhecimento técnico dessas associações”.

Desta forma, o IPA auxilia na preparação e apoio para projetos de leis e debates mais ligados aos temas específicos de cada associação que integra seu quadro, além de assuntos nacionais que impactam o agronegócio como um todo, incluindo Reforma Tributária, licenciamento ambiental e Código Florestal Brasileiro. “Aliás, esse foi um dos grandes temas discutidos e uma das grandes conquistas do IPA”, indica.

De acordo com Troncha, leis como a de proteção de cultivares e de patentes também tiveram o auxílio, em suas articulações e resultados, de representantes ligados ao agronegócio como um todo. “Um dos temas para o setor de sementes que está sendo relevante e estamos discutindo exatamente nesse momento em uma das comissões do IPA é justamente a questão da alteração, ou seja, da modernização da lei de proteção de cultivares. Estamos fazendo várias reuniões com vários setores do agronegócio, que estão ali representados dentro do IPA. Todos os tipos de sementes e mudas estão envolvidos nesta legislação, e isso inclui o trabalho conjunto com outras associações, além da Abrasem”, revela.

A comissão de Defesa Agropecuária do IPA vem concentrando esses debates neste ano e os integrantes debatem a possibilidade de melhoria da legislação como um todo, inclusive visando aumentar o fomento e investimentos em pesquisas e melhoramento genético como um todo.

O Sistema FAEP – Federação da Agricultura do Estado do Paraná – participa ativamente do IPA desde a criação da entidade, em 2011, por meio da elaboração de estudos técnicos e da atuação nos grupos de trabalho, o que inclui temas como relações fundiárias, relações trabalhistas e relações institucionais e governamentais.

Exemplos paranaenses e pautas capitaneadas por aqui também são levados para o IPA, segundo o presidente interino no Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. A visão sobre o Código Florestal Brasileiro e mudanças em legislações referentes a licenciamento ambiental foram temas de mobilizações no Paraná que repercutiram nacionalmente, por meio, inclusive, da participação da FAEP nas articulações e atividades do Instituto Pensar Agronegócio.

“As entidades que fazem parte do IPA colocam seus papéis e as importâncias que têm relacionadas aos temas dentro da Associação. Por isso, existe esse papel de protagonismo, com atuação dentro dessa importante entidade que representa toda a agropecuária e que exerce esse ponto importante para a bancada no Congresso Nacional”, avalia.

A própria federação paranaense contribui com muitos estudos técnicos, que são usados para basear negociações e articulações, com impacto direto na defesa ativa dos interesses da agropecuária estadual e nacional. A expertise do departamento técnico da FAEP também é ressaltada por Ágide Eduardo Meneguette. “Na IPA, trabalhamos em conjunto para achar as melhores soluções, juntamente com os corpos técnicos das entidades, subsidiando os parlamentares da melhor forma e, assim, atendendo os anseios do setor”, disse.

GREENING 04 - Foto Roberto Dziura Jr - AEN

Paraná tem papel crucial no combate ao greening em todo o país

Iniciativas adotadas no Estado transformam-se em exemplos para outras regiões. Operação Big Citros faz parte das medidas tomadas frente à situação de emergência fitossanitária para combate ao greening

Operação Big Citros. Pode parecer até nome de filme. Mas, na vida real, representa um esforço conjunto que se tornou exemplo do Paraná para o país. Trata-se de uma força-tarefa, capitaneada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), para combate ao avanço do greening, doença que tem a capacidade de inviabilizar a citricultura. A estratégia visa dar mais capilaridade, chegando até os produtores de diferentes regiões, e assim analisar o estágio do avanço nos pomares comerciais e em propriedades rurais e urbanas com frutas para consumo familiar. Isso permite a adoção de medidas de prevenção e manejo de maneira mais rápida e efetiva.

A operação segue as legislações federal e estadual vigentes na área. O Paraná tem um decreto, com validade até o final do ano, que determina a situação de emergência fitossanitária para combate ao greening. Em julho de 2025, o Ministério da Agricultura atualizou o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao Greening, que é a principal doença que afeta a citricultura. Foram alterados critérios e procedimentos para a manutenção ou instituição de status fitossanitários, assim como medidas de prevenção e controle.

“A Operação Big Citros consiste na concentração de servidores da Adapar em uma determinada região, por um determinado período, para fiscalizar as propriedades comerciais. A ideia é fazer uma verdadeira varredura para, assim, adotar as medidas necessárias para o controle, o que inclui a erradicação de plantas hospedeiras”, explica Caroline Garbuio, chefe da divisão de sanidade da citricultura da Adapar.

O greening apareceu no Paraná em 2022, primeiramente na região noroeste. Em 2025, a doença chegou à citricultura do Vale do Ribeira. Nas cidades de Cerro Azul e Doutor Ulysses, há uma forte dependência econômica na produção das poncãs, cujo cultivo acontece essencialmente em propriedades familiares. Técnicos da Adapar e das secretarias municipais de Agricultura e Abastecimento já estão engajados para orientar e tomar as medidas preventivas necessárias.

Segundo Caroline, um grande case dentro da Operação Big Citros aconteceu em Paranavaí, onde a prefeitura municipal se engajou, juntamente com equipes técnicas de diferentes órgãos, para fazer com que esse trabalho de prevenção seja permanente. Paranavaí é o principal polo da citricultura paranaense.

“É necessário muito apoio, inclusive da iniciativa privada, e junção de esforços para que os pomares se mantenham saudáveis. A partir do trabalho da Adapar e da força-tarefa, a prefeitura também tem condição de caminhar sozinha nessa mesma direção, ainda mais naqueles pomares para consumo próprio. Quando se faz poda de árvores nas ruas, por exemplo, já se verifica a situação dentro nas residências, para conter o avanço do greening também dessa forma”, comenta.

A própria demanda e preocupação do setor vinham impulsionando ações isoladas, que passaram a ser coordenadas dentro da Operação Big Citros. Rafael Warmling, presidente da Associação dos Citricultores do Paraná (Acipar), salienta que os produtores estão contratando equipes próprias para fazer a erradicação de pés onde a doença está instalada. E reforça a preocupação com as plantas fora dos pomares comerciais. “Dentro dos pomares comerciais, os produtores vêm, conforme vão aparecendo os sintomas do greening, erradicando essas plantas e as substituindo por mudas sadias e certificadas”, conta.

Para Elisangeles Souza, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP, a responsabilidade do combate ao greening também é da população em geral, que precisa estar sensibilizada, principalmente quanto à erradicação de plantas que estejam infectadas pela bactéria causadora da doença. “Isso também está relacionado à compra de mudas saudáveis, de produtores certificados e que garantam a procedência. Esse cuidado vale tanto para produtores comerciais quanto para pequenas propriedades, ou onde há cultivo nas próprias residências. As mudas nunca devem ser compradas de vendedores ambulantes, pois não há segurança de que elas sejam saudáveis. Existe todo um procedimento para produzir mudas de cítricos e toda a atenção deve ser redobrada”, esclarece.

A Operação Big Citros e demais iniciativas no Paraná estão sendo reconhecidas nacionalmente. Em 2025, técnicos, fiscais e agrônomos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul acompanharam os trabalhos feitos pelo Adapar e pelo IDR-Paraná. O objetivo foi obter conhecimento para auxiliar no combate ao greening nos outros Estados da Região Sul. E, desssa maneira, aumentar a rede de apoio e de vigilância.

O que é o greening?

O greening ou HLB (Huanglongbing) é uma doença que afeta a citricultura, causando a redução na produção e até mesmo queda prematura dos frutos e a morte precoce das plantas. Os frutos ficam com formato de pêra, tamanho reduzido, acidez elevada e menor teor de açúcares. Isso diminui o valor de venda do produto, impactando o consumo in natura ou para o uso industrial.

Como a doença é transmitida?

O greening é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter, que chega até os pomares por meio do psilídeo Diaphorina citri. Entre as medidas preventivas estão a aplicação de inseticidas e a adoção de um sistema biológico de manejo, que consiste em soltar Tamarixia radiata. Trata-se de uma vespa inimiga natural do psilídeo. A ação pode ser feita em pomares e também em áreas onde há plantas de murta, espécie ornamental que é uma das principais hospedeiras do psilídeo. O combate ainda inclui a erradicação de plantas doentes. A medida pode abranger ainda as plantas doentes que estejam em um raio de quatro quilômetros de propriedades comerciais.

Importância da citricultura no Paraná

Segundo dados do Valor Bruto da Produção (VBP), do Departamento de Economia Rural (Deral), referentes ao ano de 2023, os principais citros produzidos no Paraná são laranja, tangerina e limão, cultivados em cerca de 29,3 mil hectares. O Estado é o terceiro maior produtor de citros, sendo a mais representativa dentro de toda a fruticultura paranaense. A produção de citros chegou a quase 861 mil toneladas naquele ano, gerando um rendimento de quase R$ 1 bilhão.

Revista APASEM por Joyce Carvalho Foto: Roberto Dziura Jr./AEN

Imagem Cocari

Cocari recebe troféu Top 10 Planti Center e reafirma excelência em Máquinas e Implementos Agrícolas

A Cooperativa Cocari recebeu, mais uma vez, o troféu Top 10 Planti Center, reconhecimento concedido às revendas que se destacam pelo desempenho, credibilidade e consistência na comercialização de máquinas e implementos agrícolas. A premiação da Planti Center reconhece, anualmente, as principais parceiras da marca em toda a América Latina e consolida a trajetória da Cocari, marcada por resultados sustentáveis e atuação sólida no campo.

Esta conquista representa o quinto ano consecutivo em que a Cocari figura entre as dez melhores revendas, um resultado que reflete o trabalho integrado do setor de Máquinas e Implementos Agrícolas (MIA), envolvendo consultores de vendas, gestores, áreas de apoio, time comercial e departamento técnico. Cada atendimento ao cooperado, cada solução apresentada e cada negociação construída com confiança contribuíram diretamente para mais este reconhecimento.

O Top 10 Planti Center é um evento anual que reúne cerca de 250 revendas da marca, premiando aquelas que demonstram alto desempenho em vendas, parceria de longo prazo e compromisso com o desenvolvimento do setor agrícola. Estar, novamente, entre as empresas reconhecidas evidencia a força da atuação da Cocari, baseada em relacionamento próximo com o produtor, conhecimento técnico e entrega de tecnologias que impulsionam a produtividade no campo.

A parceria entre a Cocari e a Planti Center, construída ao longo de mais de duas décadas, tem sido fundamental para ampliar o acesso dos cooperados a soluções como plantadeiras, semeadeiras, plataformas de milho e outros equipamentos estratégicos para a agricultura moderna. Essa relação de confiança e cooperação tem permitido à cooperativa expandir sua presença e fortalecer o setor de máquinas nas regiões onde atua.

Mais do que um troféu, a premiação simboliza o esforço coletivo e o alinhamento entre pessoas, processos e propósito. É a confirmação de que o trabalho em equipe, aliado a parcerias sólidas e foco no cooperado, gera resultados consistentes e duradouros.

A Cocari agradece à Planti Center pela parceria e reconhecimento e parabeniza todos os colaboradores envolvidos por mais essa conquista, que fortalece a história da cooperativa e inspira novos desafios e avanços no setor de Máquinas e Implementos Agrícolas.

Texto e foto – Sistema Ocepar

SHOW-RURAL

38º Show Rural Coopavel terá os maiores estandes de sua história

O 38º Show Rural Coopavel entra para a história não apenas pela relevância técnica e pela força do conteúdo apresentado, mas também pela grandiosidade de sua estrutura. Nesta edição, de 9 a 13 de fevereiro, o evento registra os maiores estandes já montados no parque, reflexo direto da confiança dos expositores e da consolidação do Show Rural como um dos três maiores eventos técnicos do agronegócio mundial.

Entre os estandes com maior área construída, a Jacto lidera com 3,6 mil metros quadrados, seguida pela John Deere, que ocupa 2.850 metros quadrados. A Stara marca presença com um estande de 2.250 metros quadrados, enquanto a Kuhn investiu em uma estrutura de 2,1 mil metros quadrados. A Jan aparece com 1,3 metros quadrados e a Baldan completa a lista com um estande de 1,2 metros quadrados, compondo um cenário de grande impacto visual e funcional para receber produtores, técnicos e visitantes.

Quando o destaque é a metragem total de lote, os números também impressionam. A Jacto ocupa uma área de 4.026 metros quadrados no parque. Na sequência vêm a John Deere, com 3,5 mil, a Kuhn, com 3,4 mil, e a Stara, com 2.575 metros quadrados. A Jan figura entre as maiores, com lote de 1.452 metros quadrados. Esses espaços ampliados permitem não apenas estandes robustos, mas também áreas para demonstrações, exposição de máquinas e melhor circulação do público.

As áreas técnicas, fundamentais para a transferência de tecnologia e apresentação de resultados de pesquisa no campo, reforçam ainda mais a dimensão do evento, oficialmente criado em 1989, e que virou modelo para o Brasil e exterior. A Bayer lidera com uma área técnica de 6 mil metros quadrados, seguida pela Corteva, com 4,9 mil metros quadrados. A Syngenta ocupa 3 mil metros quadrados, enquanto Ihara e FMC contam, cada uma, com áreas técnicas de 1,5 mil metros quadrados.

Confiança

Para o presidente da Coopavel e do Show Rural, Dilvo Grolli, os números traduzem muito mais do que metragem. “Essas grandes áreas representam a confiança dos expositores no Show Rural. Somos muito gratos a todos por essa parceria construída ao longo de muitos anos. Esse resultado é fruto de um trabalho planejado, feito de forma unida e sempre com foco na inovação e na superação contínuas”, destaca Dilvo.

A dimensão dos estandes, lotes e áreas técnicas reforça o papel estratégico do Show Rural Coopavel como vitrine de tecnologias, espaço de negócios e ambiente de troca de conhecimento. A cada edição, o evento amplia sua estrutura e confirma sua posição de referência no agronegócio brasileiro e internacional.

Fonte: Show Rural Foto: Divulgação

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Safratec 2026 acontece de 5 a 7 de fevereiro

Entre as principais vitrines do Paraná voltadas a inovações, tecnologias e oportunidades de negócios para os produtores rurais, o Safratec – Encontro de Soluções em Agronegócios, promovido pela Cocamar, está programado para os dias 5, 6 e 7 de fevereiro – uma quinta, sexta e sábado – na Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) da cooperativa em Floresta, município da região de Maringá, ao lado da PR-317 (sentido Campo Mourão).
A 36ª edição do evento que acontece todo início de ano, promete muitas novidades e atrações.

Dentre os destaques, os visitantes vão ter uma ampla programação com áreas de negócios da cooperativa, como os Fertilizantes Viridian, Sementes Cocamar, irrigação, energia solar, balcão de negócios, drones e exposição de maquinários John Deere, incluindo avançadas demonstrações tecnológicas.

Com a participação de dezenas de empresas parceiras, apresentando tecnologias, produtos e serviços em seus estandes, a expectativa é que o Safratec 2026 receba ao menos 7 mil visitantes.

Fonte: Assessoria de Imprensa Cocamar

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Embrapa leva soluções inovadoras ao Show Rural Coopavel 2026

A Embrapa Agrobiologia estará novamente neste ano no Show Rural Coopavel, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, em Cascavel, no Paraná, na 38ª edição da feira. Entre os destaques da Embrapa, os visitantes poderão conhecer as seguintes tecnologias do centro de pesquisa:

Aplicativo Guia InNat: Aplicativo móvel gratuito que auxilia o produtor rural a identificar inimigos naturais de pragas das lavouras. Com um smartphone em mãos, mesmo que off-line, o agricultor pode comparar um inseto encontrado em campo com a galeria de imagens disponível, o que facilita sua identificação como praga ou inimigo natural de pragas, auxiliando, assim, na prática do controle biológico conservativo.

App Restaura Mata Atlântica: Aplicativo móvel gratuito que fornece informações rápidas e dinâmicas sobre as características ecológicas, fisiológicas, fitotécnicas e econômicas de espécies florestais nativas da Mata Atlântica. O objetivo é estimular a restauração de áreas de preservação permanente e reserva legal, com foco no retorno econômico ou produtivo para o produtor rural (como extração de frutas, madeira ou pagamento por serviços ambientais).

Centro de Recursos Biológicos Johanna Döbereiner (CRB-JD) – Estrutura de referência na conservação, caracterização e disponibilização de microrganismos de interesse agrícola, apoiando pesquisas e o desenvolvimento de bioinsumos, especialmente para fixação biológica de nitrogênio e manejo sustentável da fertilidade do solo.

Combio: Produto biológico que combina três estirpes bacterianas, atuando na fixação biológica de nitrogênio, na promoção de crescimento e na prevenção de fungos em sementes de soja. O Combio oferece uma alternativa biológica ao produtor, substituindo o tratamento químico de sementes, que geralmente é incompatível com a inoculação de rizóbios.

Composto fermentado do tipo bokashi: Adubo orgânico, de origem japonesa, que atua tanto no fornecimento de nutrientes para as plantas quanto como condicionador biológico. Os compostos orgânicos fermentados do tipo bokashi são obtidos com base em ingredientes que não contêm resíduos tóxicos, misturando-se materiais com elevado teor de nitrogênio a outros com elevado teor de carboidratos, podendo ser preparados na própria propriedade, em associações ou cooperativas.

Dispositivo para propagação do morangueiro EcoVolver: Dispositivo utilizado para a propagação de plantas de morango a partir de um processo desenvolvido e patenteado pela HortiCulive, com a utilização da tecnologia de suporte agroecológico para plantas desenvolvida pela Embrapa e conhecida como xaxim agroecológico. A tecnologia possibilita alta taxa de enraizamento e sobrevivência de propágulos, é totalmente biodegradável, reduz o período de produção da muda, já vem com nutrientes necessários e ainda permite a adição de insumos biológicos. É adaptável a todas as cultivares.

Mecanização para corte e colheita da gliricídia: O sistema mecanizado para corte e colheita da gliricídia foi desenvolvido pela Embrapa para facilitar o processo de produção de biomassa da planta. A gliricídia é uma leguminosa que possui múltiplos usos na agricultura: além de fixar nitrogênio no solo, ela possui alto teor de proteína e é resistente à seca, podendo ser usada na alimentação animal e também como adubo verde. O sistema desenvolvido pela Embrapa é inovador, pois permite incluir a mecanização na produção de biomassa de gliricídia, facilitando todo o processo.

Quintais produtivos multifuncionais: O aproveitamento de espaços no entorno das residências urbanas ou rurais é uma prática que contribui para a geração de alimentos, renda e sustentabilidade socioambiental. A proposta é transformar esses locais em verdadeiros quintais produtivos, a partir da adaptação de diversas tecnologias, onde possam ser cultivadas hortaliças convencionais, plantas alimentícias não convencionais, frutíferas e também plantas aromáticas, condimentares e medicinais, aliadas ou não à criação de pequenos animais. Os benefícios são notáveis: combate à insegurança alimentar e consumo de alimentos saudáveis, geração de trabalho e renda, resgate de hábitos alimentares e maior integração social.

BioAS (Bioanálise do Solo): Tecnologia pioneira que insere o componente biológico nas análises de rotina de solos. Baseada na atividade de enzimas associadas aos ciclos do enxofre e do carbono, a BioAS funciona como um bioindicador de saúde do solo, permitindo antecipar alterações e auxiliar na tomada de decisões de manejo. Desenvolvida em parceria entre a Embrapa Agrobiologia e a Embrapa Cerrados.

Plataforma Saúde do Solo BR – Big data para solos resilientes e sistemas alimentares: Plataforma desenvolvida pela Embrapa Cerrados e Embrapa Agrobiologia a partir dos dados obtidos com a utilização da BioAS e a compilação dos resultados de 52 mil amostras de solo. O sistema de classificação considera os resultados das análises químicas e biológicas e organiza os solos em cinco padrões: saudável, em processo de degradação (adoecendo), degradado (doente), em recuperação e intermediário. A plataforma também apresenta um mapa de tendência do carbono do solo, e disponibiliza índices de ciclagem, armazenamento e suprimento de nutrientes. Os usuários podem explorar os dados por meio de filtros que permitem consultas em diferentes escalas espaciais e temporais, seleção por culturas agrícolas e classes texturais de solo.

Fonte: Agrolink Foto: Aline Merladete

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Boas práticas fortalecem a base da produção agrícola

A adoção de boas práticas agrícolas voltadas ao manejo do solo tem ganhado espaço como base para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis. De acordo com Josivaldo Da Felicidade, engenheiro agrônomo, a qualidade do solo é resultado de decisões técnicas aplicadas de forma contínua ao longo do tempo, e não de fatores aleatórios.

O solo saudável é apontado como elemento central para garantir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade na agricultura. Estratégias consideradas simples, quando bem executadas, contribuem para melhorar a estrutura física, o equilíbrio de nutrientes e a vida biológica do solo, criando condições mais favoráveis ao desenvolvimento das culturas. Entre essas estratégias, a rotação de culturas aparece como uma ferramenta importante para reduzir a incidência de pragas e doenças, além de favorecer o equilíbrio nutricional e estrutural do solo.

Outra prática destacada é a adubação verde, que utiliza plantas específicas para aumentar a matéria orgânica e a fertilidade, promovendo ganhos naturais ao sistema produtivo. Associada a ela, a cobertura morta protege o solo contra a erosão, ajuda a conservar a umidade e dificulta o avanço de plantas invasoras, contribuindo para a estabilidade do ambiente agrícola. O consórcio de culturas também é apresentado como alternativa para melhor aproveitamento do espaço, melhoria do microclima e aumento da resiliência das lavouras.

O plantio direto surge como técnica que preserva a estrutura do solo, reduz perdas por erosão e estimula a atividade microbiana, enquanto o uso racional de fertilizantes evita desperdícios, reduz custos de produção e diminui impactos ambientais. Em conjunto, essas práticas reforçam a ideia de que o cuidado com o solo é determinante para uma produção agrícola sustentável, produtiva e duradoura.

Fonte: Agrolink Foto: Pixabay

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Safra de Soja do Paraná se aproxima do recorde e novo boletim reforça otimismo

A soja é outra vez destaque no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, e ao que tudo indica caminha para um desempenho próximo ao recorde histórico. O cenário aparenta ser positivo para o agronegócio paranaense – e o Boletim desta quinta-feira (15) também traz uma análise sobre o desempenho da fruticultura, e ainda um retrato do mercado de trabalho atual, evidenciando a absorção de mão de obra estrangeira pelo setor de suinocultura.

No caso da soja, as condições de campo reforçam o otimismo quanto à safra 2025/2026. A reavaliação das lavouras indica que 90% das áreas estão em boas condições, índice superior ao registrado na semana anterior e melhor do que o observado nas últimas oito safras. Com isso, a produção paranaense poderá alcançar cerca de 22 milhões de toneladas, volume muito próximo ao recorde estadual de 22,3 milhões de toneladas obtido no ciclo 2022/2023.

As primeiras colheitas de soja, concentradas principalmente no Oeste do Estado, já demonstram bons indicativos de produtividade, embora ainda representem uma parcela reduzida da área total semeada. Apesar do cenário produtivo favorável, o Deral alerta para a necessidade de cautela, uma vez que a maior parte das lavouras ainda tem pela frente fases mais críticas de desenvolvimento. No entanto, para a comercialização os preços seguem pressionados pela estabilidade das cotações internacionais e pela valorização do real, mantendo a saca de soja – no que diz respeito a valores – em patamares semelhantes aos do início de 2025.

Mão de obra estrangeira

Em relação ao mercado de trabalho, o Boletim traz dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostrando que, ao final de 2024, trabalhadores imigrantes ocupavam 15,6% dos empregos formais em frigoríficos de abate de suínos no Brasil. No Paraná, essa participação chegou a 8,4%, com predominância de haitianos, venezuelanos e paraguaios.

Já no segmento de criação de suínos, a presença de estrangeiros é menor, mas o Estado lidera nacionalmente as contratações, sobretudo de trabalhadores paraguaios. O levantamento reforça a importância social e econômica da suinocultura, especialmente em um contexto de fluxos migratórios internacionais.

Fruticultura

A fruticultura brasileira também apresentou resultados expressivos em 2025. As exportações do setor superaram 1,3 milhão de toneladas, com crescimento de quase 20% no volume embarcado, em relação a 2024. A receita alcançou US$ 1,56 bilhão, o que significa um avanço de 12,8% na comparação anual. Mesmo com a redução de 5,7% no preço médio da tonelada, os números confirmam o fortalecimento das frutas brasileiras no mercado internacional, superando a marca de um bilhão de dólares em vendas e consolidando a presença do setor no comércio global.

Fonte: AEN Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

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Milho/BR: Colheita chega a 4,4% da área nacional semeada

Em MG, as lavouras continuam a ser beneficiadas pelas condições climáticas favoráveis. No RS, o avanço da colheita continua tímido devido às chuvas localizadas e ao atraso no ciclo da cultura. As produtividades iniciais têm superado as estimativas.

Na BA, as boas precipitações aliadas aos períodos de sol têm favorecido a cultura. No PI, o plantio foi finalizado no Sudoeste. Nas demais regiões, ele acompanha a ocorrência das chuvas, que continuam irregulares.

No PR, as boas precipitações ocorridas em janeiro ajudaram a consolidar o potencial produtivo das lavouras. Em SC, a colheita está no início e as produtividades têm refletido as boas condições climáticas. No MA, o plantio avança lentamente devido à irregularidade e falta de chuvas nas regiões produtoras.

Em GO e SP, as primeiras áreas semeadas já se aproximam da maturação. No PA, a regularização das precipitações ocorrida na última semana permitiu um grande avanço da área semeada, aproximandose da finalização. As primeiras áreas plantadas estão no estádio de enchimento de grãos.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Café inicia o ano em alta no Brasil

O mercado brasileiro de café voltou a apresentar maior dinamismo após a retomada das atividades no início do ano. Dados do Centro de Pesquisas Avançadas em Economia Aplicada (Cepea) indicam que o volume de negociações aumentou, impulsionado principalmente pela valorização dos preços no mercado internacional e por fatores climáticos que seguem no radar do setor.

A partir da primeira semana de janeiro, os preços internos passaram a registrar elevação mais consistente, acompanhando o desempenho dos contratos futuros de café negociados na Bolsa de Nova York. O avanço observado nos vencimentos de março de 2026 estimulou a comercialização no mercado doméstico, aproximando as cotações dos níveis considerados mais atrativos pelos produtores.

Entre os principais fatores de sustentação dos preços está o cenário climático adverso em importantes regiões produtoras do Brasil. A redução das chuvas tem gerado preocupação em relação ao desenvolvimento da safra 2026/27, que se encontra na fase de enchimento de grãos na maior parte das lavouras, especialmente nas áreas produtoras de café arábica.

Além disso, a valorização do real frente ao dólar contribuiu para o movimento de alta nos contratos futuros, influenciando o comportamento dos preços internos. No ambiente doméstico, agentes de mercado apontam que a necessidade de geração de caixa por parte de alguns agricultores no início do ano também favoreceu o aumento da liquidez e das negociações.

Fonte: Cepea Foto: Divulgação