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Soja vem garantindo bons resultados da balança comercial do Paraná em 2023

A cadeia de produção da soja foi a responsável pela maioria das exportações do Paraná no último mês de agosto, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Comex Stat/Ministério da Fazenda). De cada US$ 100 negociados pelo estado com outros países, US$ 37 vieram da exportação do grão ou derivados. O bom resultado ajudou a alavancar a balança comercial do Paraná, que nos oito primeiros meses de 2023 acumulou US$ 4,5 bilhões em superávit.

Os números do Ministério da Fazenda mostram que as exportações paranaenses registraram, em agosto de 2023, um saldo positivo duas vezes maior do que aquele atingido no mesmo mês do ano passado – US$ 488 milhões contra US$ 244 milhões. O maior comprador dentre os 179 mercados atendidos pelas mercadorias e serviços made in Paraná é a China, responsável por 27% de todos os valores negociados. Na sequência vêm Argentina, Estados Unidos, México e Coreia do Sul.

Outro fator que colaborou para o crescimento do saldo da balança comercial foi a queda nas importações. Em agosto deste ano, o Paraná comprou 14% menos de outros países em relação ao mesmo mês em 2022, em um total de US$ 1,8 bilhão em importações. “No acumulado do ano se observa a mesma tendência de queda. Desde janeiro, as compras realizadas pelo Paraná no exterior retraíram 18%, somando US$ 12,2 bilhões”, aponta o consultor econômico da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Evânio Felippe.

Importações caíram no decorrer do ano

O mercado chinês também lidera as negociações de compras feitas pelo Paraná no exterior, com 23% do total das vendas feitas ao estado. Na lista dos cinco maiores mercados dos quais os paranaenses importam estão Alemanha, Argentina, Estados Unidos e Rússia – este último com um aumento significativo de 68% nas negociações em 2023.

Além da soja, em 2023 o Paraná exportou grandes quantidades de carnes (15% do total), material de transporte (8%), madeira (5%), produtos mecânicos (4%) e cereais (4%). Já nas importações, de janeiro a agosto deste ano, o destaque fica por conta dos produtos químicos (31% do total). “São essencialmente mercadorias do setor químico (45%) e máquinas e equipamentos (14%). Mesmo com China e Estados Unidos sendo os principais fornecedores paranaenses, de janeiro a agosto, ambos registram queda nas vendas para o estado, em 33% e 40%, respectivamente”, reforçou Felippe.

Fonte: Gazeta do Povo Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Brasil deve embarcar 87% mais soja do que em igual período de 2022

As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 6,714 milhões de toneladas em outubro, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

No mesmo mês do ano passado, as exportações ficaram em 3,59 milhões de toneladas, ou seja, o aumento entre um ano e outro deve ser de 87%. Em setembro, o país embarcou 5,547 milhões de toneladas.

Na semana entre 24 e 30 de setembro, o Brasil embarcou 1,109 milhão de toneladas. Para o período entre 1º e 7 de outubro, a Anec indica a exportação de 1,781 milhão de toneladas.

Já no acumulado do ano, considerando de 1 janeiro ao final de setembro, as exportações da soja em grão chegam a 84,8 milhões de toneladas, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Assim, nos primeiros nove meses de 2023, o número já é próximo do recorde de todo o ano de 2021, quando 86,1 milhões toneladas da oleaginosa foram enviadas ao exterior.

Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 2,13 milhões de toneladas em outubro. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 1,784 milhão de toneladas. Assim, o aumento previsto entre os períodos é de 19,6%.

Em setembro, volume ficou em 1,965 milhão de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 323,930 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 487,256 mil toneladas.

Fonte: Canal Rural Foto: Rumo Divulgação

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Vantagens da conoinoculação da soja

A coinoculação em soja é uma prática que combina o uso de  bactérias fixadoras de nitrogênio (N), os rizóbios, com o uso do Azospirillum, uma bactéria conhecida por sua ação promotora de crescimento em gramíneas. O Prosa Rural desta semana aborda o processo de Fixação Biológica do Nitrogênio na Soja, tecnologia que permite uma economiza de aproximadamente 38 bilhões de reais, por safra, ao dispensar o uso dos adubos químicos. Os pesquisadores Mariângela Hungria e Marco Antônio Nogueira, da Embrapa Soja, abordam as vantagens dessa tecnologia.

Se você preferir ouvir a versão estendida deste programa, confira o Podcast Prosa Rural – no Spotify e Google Podcasts!

Fonte: Embrapa Soja Foto: Divulgação

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As impressionantes exportações do agro brasileiro

Impressiona a qualquer pessoa acompanhar a performance das exportações do agro brasileiro nos últimos anos. Quando me formei engenheiro agrônomo (na Esalq/USP em 1991), o Brasil tinha uma produção crescente para atender, principalmente, ao mercado interno e ainda importava muitos dos alimentos aqui consumidos. Uma revolução estava pela frente porque este setor foi exposto à competição internacional e teve que lutar contra proteções e subsídios em diversos mercados compradores, gerando grande pressão competitiva, de gestão, inovação, pesquisa e desenvolvimento.

Os últimos anos foram incríveis. Em 2020, o Brasil vendia ao mundo cerca de US$ 100 bilhões e, em 2022, vendeu praticamente US$ 160 bilhões (dados do Ministério da Economia), número que tem tudo para ser ultrapassado neste ano, mesmo com preços dos produtos menores. O planeta precisa dos itens aqui fabricados e os volumes seguem crescendo, bem como o número de mercados que se abrem.

De 2002 a 2022, com valores trazidos a presente, o agro exportou US$ 2,1 trilhões, crescendo ao redor de 20% ao ano. São praticamente R$ 10,5 trilhões. Como 20 anos é muito tempo para entendermos, e para quem gosta de dados mais chamativos, os valores de 2022 mostram que o Brasil exportou (em produtos do agro) R$ 1,6 milhão por minuto. Se você levar 3 minutos para ler este texto, o agro terá vendido ao exterior quase R$ 5 milhões. Na soja, o Brasil vende R$ 500 mil por minuto, nas carnes R$ 260 mil, de café quase R$ 100 mil e de fumo, pasmem, R$ 25 mil reais por minuto.

Nestas décadas, o Brasil foi colecionando lideranças em mercados internacionais e já são nove, a caminho da décima. Cada cadeia que chega ao posto de número 1 é motivo de celebração. A cadeia onde o Brasil tem uma posição mais consolidada de liderança é a da laranja, pois nosso suco ocupa quase 80% das importações feitas pelo planeta. Quem mais cresceu neste período foi a soja, onde o Brasil ocupa 40% da produção mundial e já está beirando os 60% do que o planeta importa. Isto mesmo: um país fornece quase 60% de um produto vital para a fabricação de ração para alimentação animal e de óleos usados na alimentação humana.

O Brasil também adoça o planeta e, também na liderança, neste ano deve chegar perto de metade do açúcar comprado pelo mundo. A carne de frango há muito tempo assumiu a ponta, com praticamente um terço do frango importado no planeta. Quem neste ano deve chegar à liderança, deixando os Estados Unidos para trás, é o milho, onde o Brasil entregará 30% das importações globais. No café, a liderança já é antiga e está próxima também de 30%.

Da carne bovina, cerca de 23%, ou seja, um em cada quatro bifes importados vem do Brasil. Na celulose, principal matéria-prima para fabricação de papel, embalagens e tecidos, quase 25% do mercado comprador é nosso. E para completar o time dos nove, no fumo, o Brasil também é líder com pouco mais de 11% do mercado global.

E quem seria o próximo? As minhas apostas caem para o algodão, que está em segundo, atrás dos EUA, mas tirando diferença com um belo trabalho de competitividade       e sustentabilidade.

Nos biocombustíveis, somos segundo colocados também no etanol, com 20% do mercado global, atrás apenas dos americanos. Há, ainda, esperanças de crescimento na suinocultura, em diversas frutas e sucos, produtos hortícolas, castanhas, no trigo, onde o Brasil está prestes a inverter o quadro, entre outros.

Lembram-se do nosso último texto, sobre o uso dos muitos produtos do agro em nossas rotinas? Pois bem, o Brasil contribui para que estes mesmos produtos também estejam na vida das pessoas em muitos outros países. Esta geração de caixa permite controlar a taxa de câmbio, acumular reservas, gerar empregos e oportunidades para as pessoas, orçamentos para os Governos e, principalmente, fazer crescer o respeito das nações pelo Brasil, afinal não vale a pena brigar com quem entrega o produto mais sensível para todas as pessoas: a comida na mesa.

Marcos Fava Neves é engenheiro agrônomo e professor das Faculdades de Administração da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, e da FGV, em São Paulo. Artigo publicado originalmente na edição do dia 7 de setembroda revista Veja e reproduzido com autorização do autor

Fonte: Portal Paraná Cooperativo Foto: Divulgação

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Confira como a soja se comportou em setembro e o que está por vir

Os preços da soja recuaram no mercado brasileiro em setembro, mês marcado por lentidão na comercialização.

O principal determinante para o comportamento lento do mercado foi o fraco desempenho dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os produtores voltam suas atenções para o plantio da nova safra, em fase inicial.

Veja como os preços da soja se comportaram em setembro

Passo Fundo (RS): caiu de R$ 153 para R$ 145 no período

Cascavel (PR): baixou de R$ 143 para R$ 135

Rondonópolis (MT): decresceu de R$ 130 para R$ 125

Porto de Paranaguá (PR): passou de R$ 153 para R$ 145

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro acumularam desvalorização de 5% desde o início do mês.

A posição novembro era cotada a US$ 13,00 por bushel na manhã da sexta (29). O início da colheita nos Estados Unidos, as perspectivas favoráveis em relação à produção sul-americana e a aversão ao risco no mercado financeiro foram os fatores que pesaram sobre Chicago.

Em contrapartida, o dólar comercial subiu 0,4% no mês, a R$ 4,994 na manhã da seta, 29. Em boa parte do mês, a moeda americana superou a barreira de R$ 5,00. O câmbio limitou parcialmente as perdas no mercado brasileiro.

As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 99 milhões de toneladas em 2024, acima dos 98 milhões indicados para 2023. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por Safras & Mercado, e indica um aumento de 1% entre uma temporada e outra.

Esmagamento e estoques finais

A consultoria indica esmagamento de 55 milhões de toneladas em 2024 e de 53 milhões de toneladas em 2023, com uma elevação de 4% entre uma temporada e outra. Safras indica importação de 110 mil toneladas em 2024, contra 130 mil toneladas em 2023.

Em relação à temporada 2024, a oferta total de soja deverá aumentar 6%, passando para 168,871 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por Safras em 157,7 milhões de toneladas, crescendo 2% sobre o ano anterior.

Desta forma, os estoques finais deverão subir 103%, passando de 5,507 milhões para 11,171 milhões de toneladas.

Safras trabalha com uma produção de farelo de soja de 42,3 milhões de toneladas em 2024, subindo 4%. As exportações deverão cair 2% para 21,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 20 milhões, aumentando 8%. Os estoques deverão subir 36% para 3,03 milhões de toneladas.

A produção de óleo de soja deverá aumentar 3% para 11,1 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 2,05 milhões de toneladas, com queda de 9%.

O consumo interno deve subir 5% para 9 milhões de toneladas. O uso para biodiesel deve aumentar 13% para 4,5 milhões de toneladas. A previsão é de estoques subindo 13% para 615 mil toneladas.

Fonte: Canal Rural/Victor Faverin Foto: Envato

24/02/2021 - Cascavel, colheita de Soja

Com 46,3 milhões de toneladas, safra 22/23 do Paraná alcançou volume recorde

A safra paranaense 22/23 deve alcançar volume recorde, chegando a pouco mais de 46,3 milhões de toneladas (a safra de 21/22 ficou com 34 milhões de toneladas). A estimativa (confira aqui) fo divulgada na última quinta-feira (28) pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a colheita do milho de segunda safra está encerrando no Paraná, faltando apenas 1% dos 2,3 milhões de hectares. A estimativa é que a produção somada da primeira e segunda safras 2022/23 supere os 17,9 milhões de toneladas, colocando-se entre as maiores do Estado.

“A segunda safra é excelente, apesar dos percalços climáticos”, afirma o analista do produto no Deral, Edmar Gervásio. “O mercado ficará bem abastecido”.

Segundo ele, é possível que o Paraná amplie um pouco o volume de exportação, que normalmente fica em torno de 2 milhões de toneladas, superando 3 milhões de toneladas.

Já os produtores de soja conseguiram avançar bastante o plantio em setembro, na próxima safra, alcançando 16% da área de 5,8 milhões de hectares. Até o final do mês deve ultrapassar 20%, volume bastante superior à média de 5% a 7% para setembro. A produção deve alcançar 21 milhões de toneladas. “A largada foi muito boa”, diz Gervásio.

Segundo ele, esse adiantamento no prazo pode ajudar também a antecipar o plantio do milho segunda safra, caso tenha o clima ideal. “É bom para o planejamento do produtor que teoricamente poderá se beneficiar de um clima mais propício para a semeadura do milho principalmente na região Oeste”, pondera.

Café e Feijão

A colheita de café da safra 22/23 chegou a 95% da área de cerca de 26 mil hectares, faltando basicamente as regiões de Apucarana, Maringá e Ivaiporã para o término. A nova estimativa apresentada pelo Deral aponta ligeiro aumento na produção dos grãos, passando de 41,2 mil toneladas para 42,4 mil toneladas, com melhoria da produtividade sobretudo nas regiões de Jacarezinho e Maringá.

“Foram floradas tardias do ano passado que acabaram vingando e culminaram nessa colheita mais atrasada”, salienta o economista Paulo Sérgio Franzini, analista da cultura.

Segundo ele, a próxima safra já teve uma florada boa em setembro. No entanto, a temperatura alta verificada no mês pode comprometer o desenvolvimento. “Há uma dúvida muito grande se pode ou não comprometer o pegamento dessas flores, mas é provável que sim porque a temperatura foi muito alta”, afirma.

O feijão de primeira safra está com 45% da área de 111,2 mil hectares já semeada. Aproximadamente 94% da lavoura desenvolve-se de forma boa, com o restante em situação mediana. A estimativa de produção está em torno de 215,2 mil toneladas, enquanto a safra 22/23 fechou em 199 mil toneladas.

Trigo

Comparativamente à previsão de agosto, o trigo perdeu cerca de 10% do potencial, baixando de 4,5 milhões de toneladas para 4,16 milhões, ainda assim recorde para a cultura no Estado. “Já pode ser caracterizado como perda, mas pode reduzir ainda mais”, afirma o agrônomo Carlos Hugo Godinho. Segundo ele, a principal razão é a brusone, uma doença da lavoura.

A colheita atinge cerca de 60% dos 1,4 milhão de hectares e as consequências da doença são observadas somente depois de retirada da terra. “Há má formação de grãos, o que reduz a produtividade em volume mais intenso do que o comum”, explica.

O brusone se beneficiou das altas temperaturas observadas no inverno. Ainda há preocupação com as lavouras a serem colhidas no Centro-Sul.

Frutas e hortaliças

A produção de laranja também sente as altas temperaturas, particularmente na região Noroeste. “Certamente a próxima safra pode ser comprometida devido a esse excesso de calor da semana passada”, diz o engenheiro agrônomo Paulo Andrade, analista do setor no Deral. Outra preocupação para os citricultores é o greening, uma das principais doenças da cultura, que acomete muitos pomares paranaenses. “É um problema sério e a erradicação é necessária”, complementa. O Estado tem 21 mil hectares plantados com laranja.

O tomate de segunda safra (22/23) está com 96% da área de 1,6 mil hectares colhida, com previsão de render 93,9 mil toneladas. A batata tem 94% dos 11,1 mil hectares colhidos, com estimativa de 329,2 mil toneladas. A cebola está com a área de 2,7 mil hectares totalmente plantada, com rendimento estimado em 94,4 mil toneladas.

Da nova safra (23/24), o tomate tem 53% dos 2,4 mil hectares plantados, com projeção de 148,7 mil toneladas, enquanto a batata foi semeada em 81% dos 14,5 mil hectares, podendo render 454,5 mil toneladas. “Com expectativa de altas temperaturas e excesso de chuva no Sul, o melhor seria que ela não fosse contínua, mas bem distribuída”, destaca Andrade.

Boletim

Nesta quinta-feira foi divulgado também o Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 22 a 28 de setembro. Além de detalhar as informações sobre a estimativa de safra, o documento traz dados sobre mandioca, flores, bovino de corte, frango e mel.

A colheita de mandioca da safra de 22/23 vem se desenvolvendo normalmente e estima-se que já atingiu cerca de 70% dos 136 mil hectares cultivados. O encerramento da colheita se estende até meados da segunda quinzena do mês de dezembro, período em que se inicia a entressafra. Neste período, a maioria dos empresários realiza a manutenção das indústrias de fécula e das farinheiras.

Em relação ao mel, o boletim reforça que o Paraná é o segundo maior produtor do Brasil, contribuindo com 14,2% da produção total do País, de acordo com os dados do IBGE. A produção nacional de mel atingiu 60.966 toneladas em 2022, representando um aumento de 9,5% em relação a 2021, quando totalizou 55.679 toneladas. O Valor Bruto da Produção nacional alcançou R$ 957,8 milhões, sendo que o Paraná contribuiu com R$ 138,8 milhões. Dois municípios paranaenses se destacam: Arapoti, no Norte Pioneiro, e Ortigueira, nos Campos Gerais.

Sobre a bovinocultura, o boletim aponta que em setembro o preço da arroba do boi gordo subiu, acumulando 13,6% de alta desde o início do mês. A expectativa para o curto prazo é de que as cotações continuem subindo, com os preços futuros (outubro/23) em R$ 237,55. No atacado paranaense, traseiro e o dianteiro também seguem subindo, atualmente comercializados a R$ 18,18 e R$ 12,24, respectivamente. A queda no número de animais terminados e o melhor escoamento da produção dos frigoríficos são apontados como os principais motivos.

Fonte: AEN Foto: Gilson Abreu

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Primeira etapa da fiscalização do seguro rural segue até outubro

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) dá continuidade, esta semana, às operações de fiscalização do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Estas operações fazem parte da primeira fase, que teve início em agosto e segue até o mês que vem. Entre outubro e dezembro ocorrerá a segunda fase das fiscalizações. A meta prevista é realizar 1.828 fiscalizações entre os meses de agosto e dezembro de 2023.

Com os dados das apólices fornecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e as instruções em mãos, o fiscal verifica se de fato o produtor contratou a apólice de seguro; se cultivou a cultura especificada na área indicada na apólice, observando a existência ou os vestígios da mesma; e se confirma o recebimento da subvenção federal por meio do desconto financeiro para a aquisição da apólice de seguro.

O PSR é um programa de subvenção do governo federal, administrado pelo Mapa, que tem como objetivo tornar o seguro rural mais acessível para os produtores rurais.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Brasil exportou 8,7 milhões de toneladas de milho em setembro/23, 36% a mais do que em setembro/22

O mês de setembro chegou ao final com o Brasil tendo embarcado 8.756.939,2 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) para exportação, de acordo com o mais recente reporte da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Isso representou 36,36% a mais do que o total exportado em setembro de 2022 (6.421.876 toneladas).     

Os números vieram abaixo do esperado pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) que esperava exportação de 9,59 milhões de toneladas de milho no mês, patamar que já havia sido recuado das originais 10 milhões de toneladas esperadas. 

Com isso, a média diária de embarques nestes 20 dias úteis ficou em 437.847 toneladas, o que na comparação ao mesmo período do ano passado, representa elevação de 43,2% com relação as 305.803,6 do nono mês de 2022.         

O Analista da Céleres Consultoria, Enílson Nogueira, destaca que o Brasil teve um agosto de destaque nas exportações e setembro também mostrou um bom desempenho nas vendas de milho para o exterior. 

Na visão de Nogueira, as perspectivas positivas se estendem até o início de 2024 e esse cenário deve ajudar a reduzir a oferta interna e a manter os preços estáveis.

Em termos financeiros, o Brasil arrecadou um total de US$ 2,001 bilhões no período, contra US$ 1,809 bilhão de todo setembro do ano passado. O que na média diária, deixa o atual mês com elevação de 16,1% ficando com US$ 100,065 milhões por dia útil contra US$ 86,153 milhões no último mês de setembro.                   

Já o preço por tonelada obtido caiu 18,9% no período, saindo dos US$ 281,70 no ano passado para US$ 228,50 no mês.

Fonte: Notícias Agrícolas/Guilherme Dorigatti

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Mercado de milho retoma movimento de alta em setembro, com boa demanda externa

Segundo a SAFRAS Consultoria, a boa demanda voltada ao cenário externo, combinada da desvalorização do real frente ao dólar, contribuíram para sustentar as cotações ao longo do mês e fizeram com que os produtores voltassem a retrair as fixações de venda do cereal.

No lado da ponta compradora, os últimos dias foram marcados por maiores consultas quanto a preços, muito embora as negociações tenham se mantido bastante travadas, uma vez que os consumidores alegaram estar bem supridos de ofertas.

No cenário internacional, o destaque ficou com o início ainda lento da colheita de milho nos Estados Unidos, por conta das chuvas em boa parte do cinturão produtor. Para a SAFRAS Consultoria, agora é preciso aguardar se haverá um movimento natural de pressão nas cotações do cereal na Bolsa de Mercadorias de Chicago, com a ampliação da oferta global, uma vez que a China também inicia o período de colheita de sua safra.

Preços internos

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 55,61 na quinta-feira (28), alta de 4,81% frente aos R$ 53,06 registrados no fechamento de agosto. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 54,00, avanço de 5,88% frente aos R$ 51,00 praticados no final do mês passado. Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 62,00, aumento de 10,71% frente aos R$ 56,00 praticados no final de agosto. Na região da Mogiana paulista, o cereal foi cotado a R$ 57,00, ganho de 16,33% frente aos R$ 49,00 praticados no fechamento do mês passado.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação da saca ficou em R$ 45,00, avanço de 4,65% frente aos R$ 43,00 praticados no final de agosto. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço avançou 1,61% ao longo do mês, passando de R$ 62,00 para R$ 63,00 na venda.

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda subiu 3,92%, de R$ 51,00 para R$ 53,00 a saca. E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda permaneceu subiu 11,11% ao longo de setembro, passando de R$ 45,00 para R$ 50,00.

Exportações

O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indicou que poderão ser exportadas 9,706 milhões de toneladas de milho em setembro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Desse total, 6,531 milhões de toneladas de milho já foram embarcadas.

Para outubro estão programados embarques de 7,413 milhões toneladas de milho. Entre fevereiro/23 e janeiro/24, o line-up sinaliza embarques acumulados de 36,884 milhões de toneladas do cereal.

Fonte: Agência Safras Foto: Divulgação

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CMA adia votações do mercado de carbono e de novas regras para defensivos agrícolas

Por solicitação de alguns senadores, a relatora do PL 412/2022 e presidente da Comissão de Meio Ambiente, senadora Leila Barros (PDT-DF), acolheu nesta quarta-feira (27) a demanda por mais uma semana para análise e discussão do projeto que regulamenta o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), chamado mercado de carbono.

A parlamentar elaborou um substitutivo ao texto original, do ex-senador Chiquinho Feitosa (CE), com base no parecer da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) a projetos que tramitavam em conjunto e nas diversas emendas apresentadas e sugestões de entidades ouvidas em audiências promovidas pela CMA.

“Resolvemos adiar a discussão e votação do PL 412/2022 devido à demanda de mais emendas”, afirmou a presidente da CMA.

Defensivos agrícolas

Também foi concedida vista coletiva ao projeto que modifica as regras de aprovação e comercialização de defensivos agrícolas.

O PL 1.459/2022 é o substitutivo da Câmara dos Deputados ao PLS 526/1999, apresentado pelo ex-senador Blairo Maggi. O texto recebeu parecer favorável do senador Fabiano Contarato (PT-ES).

A senadora Tereza Cristina (PL-MS) disse que, pela “relevância do assunto”, precisa fazer uma análise mais aprofundada do relatório do tema “que há muitos anos é esperado pelo setor agro brasileiro”.

Obstrução

Depois de obstruir votação em Plenário nesta terça-feira (26), a Oposição adotou a mesma estratégia na análise do requerimento para a realização de audiência pública destinada a debater o PL 3.649/2023, que dispõe sobre a estadualização do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.

A audiência pública havia sido solicitada pelos senadores Teresa Leitão (PT-PE), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Alessandro Vieira (MDB-SE) e Fabiano Contarato.

Líder da Oposição no Senado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) disse ser “salutar” o acordo informal para que haja a audiência pública, mas pediu que não fosse promovida a votação do requerimento na reunião desta quarta-feira, caso contrário solicitaria que fosse feita de maneira nominal.

O senador justificou dizendo que o pedido é “político” e é feito pelo “processo que está ocorrendo de invasão institucional de competências por parte do Judiciário em função das prerrogativas do Parlamento brasileiro”.

“O nosso posicionamento é institucional, não tem nada de pessoal. (…) Não temos nada contra o mérito da relação entre as partes, que conclui, inclusive por orientação de Vossa Excelência [senadora Leila Barros], da necessidade de ampliar essa conversação e esse diálogo”.

A presidente da CMA terminou por marcar sessão extraordinária na próxima terça-feira (3) para votação do requerimento e à realização da audiência pública.

Fonte: Canal Rural