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Paraná inicia colheita da segunda safra com perspectiva de recorde na produção de feijão

Com 9% da área da segunda safra de feijão colhida e 35% das lavouras a campo já em maturação, o Departamento de Economia Rural (Deral) estima uma produção recorde dessa cultura no Paraná. As informações estão na Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada nesta quinta-feira (25).

Apesar dos temores dos produtores de feijão pelas lavouras mais tardias, especialmente em função da qualidade, o volume esperado é de 774 mil toneladas em uma área recorde de 402 mil hectares, 36% superior à da segunda safra 2022/2023. De acordo com os técnicos, a colheita está ocorrendo bem e as últimas chuvas melhoraram o aspecto das lavouras.

“É uma produção recorde para a segunda safra e, que se confirmada, deve ser uma das maiores produções de feijão do Estado”, explica Marcelo Garrido, chefe do Deral.

O relatório deste mês também mostra a redução na expectativa de produção do milho na segunda safra 23/24. A expectativa atual é que sejam produzidas 13,5 milhões de toneladas nesta safra em uma área de 2,4 milhões de hectares, uma perda de 8% no volume comparativamente à expectativa inicial de produção, de 14,7 milhões de toneladas. De acordo com o Deral, o cenário ainda é desafiador para a safra. No campo, 10% das lavouras estão em condições ruins, 21% em condição mediana e 69% em condição boa.

“A colheita ainda não iniciou e mais perdas podem ser registradas, a depender das condições climáticas”, diz o analista do Deral Edmar Gervásio. Segundo ele, os preços estão estáveis com relação ao mês anterior, em parte reflexo de uma produção menor não somente no Paraná, mas no País como um todo.

A colheita dos 5,76 milhões de hectares de soja está praticamente encerrada e a expectativa é de que sejam produzidas 18,3 milhões de toneladas, 3,5 milhões de toneladas a menos do que o previsto nas estimativas iniciais.

Trigo

Estima-se uma retração de 19% na área de trigo colhida em relação a 2023, passando de 1,41 milhão de hectares para 1,14 milhão de hectares. A revisão com números similares, mas ainda menores, acontece em um momento de preços em torno de R$ 65,00 na cotação do dia 24 de abril, uma pequena valorização em relação ao último dia útil de março, quando a saca era cotada em torno de R$ 64,00.

“Os preços internos tiveram pouca influência da valorização das cotações internacionais observada na última semana e do dólar mais valorizado no último mês e, consequentemente, não atingiram um patamar suficiente para reanimar e mudar o posicionamento dos produtores de trigo”, diz o engenheiro agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho.

Da área projetada, 5% já está semeada e os trabalhos ocorreram em boas condições. A semeadura continuará a ocorrer na neutralidade do Oceano Pacífico, mas durante o desenvolvimento da cultura é provável a volta do La Niña. Nesse caso aumenta o risco de seca e geada e diminui o risco de chuvas na colheita. Se o Estado sair ileso da transição entre os fenômenos, a produção de trigo pode superar a do ano anterior, com as produtividades compensando a redução de área.

Atualmente, projeta-se uma safra de 3,8 milhões de toneladas para 2024, 4% superior às 3,6 milhões de toneladas obtidas em 2023.

Com as novas revisões, a expectativa é de que o Paraná produza, no total, aproximadamente 40,38 milhões de toneladas de grãos na safra 23/24.

Olericultura

De acordo com o Deral, 93% da área de 10,7 mil hectares da segunda safra de batata está plantada, e a colheita chegou a 26% nesta semana. A produção estimada é de 334,5 mil toneladas, 1,2% menor que a média prevista no início do ciclo, segundo o engenheiro agrônomo Paulo Andrade. No atacado, a saca de 25kg da batata comum especial lavada foi cotada a R$ 100,00, uma queda de 16,7% em uma quinzena.

 tomate da primeira safra teve a área total reavaliada para 2,5 mil hectares, principalmente por conta da revisão de 75 hectares na região de Londrina. Estima-se que sejam produzidas 145,6 mil toneladas. Na segunda safra, no último mês, houve uma evolução de 8% na área plantada e de 22% na área colhida. Devem ser produzidas 106,2 mil toneladas em 1,6 mil hectares. Quanto aos preços no atacado, a caixa de 20kg do tomate longa vida teve preço arrefecido em 18,8% no mesmo período.

Boletim

O Deral também divulgou o Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 19 a 25 de abril. Além de ampliar as informações sobre os produtos da safra de grãos, o documento traz informações sobre a produção mundial, nacional e estadual de tangerina. A FAO, o Organismo das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, aponta a produção mundial de tangerinas de 44,2 milhões de toneladas do cítrico em 2022, ocupando uma área de 3,3 milhões de hectares distribuída em 68 países.

A China é a líder nesta atividade, contribuindo com 61,5% das colheitas mundiais e cultiva 73,1% da área da espécie. O Brasil é o 5º maior produtor mundial, respondendo por 2,5% das quantidades obtidas. O Paraná figura no quarto lugar num ranqueamento da produção de tangerinas do Brasil, e Cerro Azul, no Vale do Ribeira, é o principal ofertante nacional, respondendo por 9,2% da produção e 8,4% do VBP nacional da fruta. O cítrico é explorado em outros 1.357 municípios do País.

Também há dados referentes à exportação de cortes congelados de carne suína, mercado que o Brasil lidera. O País detém aproximadamente 32% do mercado global desses produtos, totalizando aproximadamente 1,08 bilhão de toneladas e uma receita de US$ 2,6 bilhões. Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com uma participação de 29%, seguidos pela União Europeia (23%) e pelo Canadá (15%).

Santa Catarina liderou a exportação de cortes cárneos congelados de suínos (56%) em 2023, seguido por Rio Grande do Sul (23%) e Paraná (14%).

Fonte: AEN

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Preço do hectare de terra para agricultura cai no Paraná; confira

O preço das terras agricultáveis no Paraná, classificadas no grupo A, teve uma redução média de 5% no último ano, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) divulgado nesta segunda-feira (29).

A principal causa para a queda dos preços foi a menor rentabilidade da soja, principal referência para a comercialização de terras no estado.

Em março de 2023, o preço da saca de soja era de R$ 149,15, enquanto em março deste ano caiu para R$ 105,72, uma baixa de 29%.

Já o custo de produção da mesma saca diminuiu de R$ 122 para R$ 107,22 no mesmo período, representando uma redução de 12%.

De acordo com o coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral, Carlos Hugo Godinho, o que realmente importa para o produtor é o lucro que ele obtém da propriedade, não apenas o preço final do produto.

“A terra é um ativo muito importante e o que vale é a capacidade de retorno financeiro ao produtor”, diz.

Godinho ainda ressalta que, mesmo em um ano ruim como 2023, os produtores que conseguiram manter a produção dentro da normalidade tiveram lucratividade e a garantia de um bom preço para suas terras.

O levantamento do Deral mostra que o preço das terras varia bastante de acordo com a região e a qualidade do solo.

O maior preço de terra da classe A-I, considerada a melhor por ser plana, fértil, bem drenada e profunda, foi verificado em Maringá, no Norte do Estado, com R$ 175 mil o hectare.

Já o menor valor nesse mesmo grupo, na classe IV, que é de menor aptidão agrícola, mas ainda mecanizado, está em Adrianópolis, município do Vale do Ribeira, na Região Metropolitana de Curitiba, cujo hectare vale 20,5 mil.

A média dos preços das terras de soja varia entre R$ 41 mil e R$ 96 mil por hectare, dependendo das características específicas de cada região do estado.

Além das terras agricultáveis, o levantamento também incluiu o grupo B, destinado a pastagens ou reflorestamento, e o grupo C, com terras impróprias para agricultura.

Confira os preços médios da terra no Paraná  AQUI.

Fonte: Canal Rural Foto: Divulgação

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Monitoramento agrícola aponta que condições climáticas favorecem o desenvolvimento do milho 2ª safra

Dados do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na quinta-feira (25), apontam que as chuvas que ocorreram nas primeiras semanas de abril foram suficientes para o desenvolvimento do milho segunda safra na maioria das regiões produtoras. O estudo apresenta a análise das condições agroclimáticas e de imagens de satélite dos cultivos de verão da safra 2023/2024 e, nesta edição, mostra que os maiores volumes de precipitações deram-se em áreas dos estados do Pará e do Maranhão, com prejuízos nas operações de colheita e de logística da soja. No Rio Grande do Sul, o excedente hídrico causou danos pontuais às lavouras, mas, no geral, favoreceu a manutenção do armazenamento hídrico no solo.

O Boletim revela ainda que os menores volumes de chuva foram registrados em áreas do Centro-Sul e Centro-Norte da Bahia, do norte de Minas Gerais e do centro de São Paulo, causando restrição hídrica às lavouras, principalmente, devido às chuvas irregulares e às temperaturas elevadas. No sudoeste de Mato Grosso do Sul, a umidade no solo restringiu parcialmente o desenvolvimento do milho segunda safra.

Os gráficos de evolução do índice de vegetação (IV) das principais regiões produtoras de milho segunda safra apresentam a emergência avançada na atual safra, devido à antecipação na semeadura. Esse adiantamento, associado às condições climáticas favoráveis, na maioria das regiões, têm resultado na evolução do IV acima da safra anterior e da média histórica. No Matopiba (que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o IV da safra atual está evoluindo próximo da média. Contudo, no oeste paranaense, houve uma redução do IV, devido às condições climáticas adversas em período anteriores ao monitoramento.

O BMA é um estudo publicado mensalmente, resultado da colaboração entre Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), além de agentes colaboradores que contribuem com dados pesquisados em campo. O Boletim de Monitoramento Agrícola está disponível na íntegra no site da Conab.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Consumo global de café deve alcançar 177 milhões de sacas na safra 2023-24

A demanda global por café para o ano-cafeeiro 2023-24 está projetada para atingir 177 milhões de sacas de 60kg, segundo estimativas preliminares. Os dados, referentes ao período de outubro de 2023 a setembro de 2024, indicam que países importadores consumirão cerca de 120,5 milhões de sacas (68%), enquanto países exportadores devem responder por 56,5 milhões de sacas (32%).

A produção global de café para o mesmo período é estimada em 178 milhões de sacas, com 102,2 milhões de sacas da espécie Coffea arabica (café arábica), representando 57,5% do total, e 75,8 milhões de sacas da espécie Coffea canephora (café robusta/conilon), correspondendo a 42,5%.

Essas estimativas se baseiam na produção total das quatro regiões produtoras do planeta, com a América do Sul liderando com 89,3 milhões de sacas (50% da produção global). Em seguida, vem a Ásia & Oceania, com 49,9 milhões de sacas (28%), depois a África, com 20,1 milhões (11,3%), e, finalmente, o Caribe, América Central & México, com 18,7 milhões de sacas (10,7%).

O consumo global de café para este período é apenas ligeiramente menor do que a produção estimada, com uma diferença de apenas 1 milhão de sacas. A Europa lidera o consumo global, com uma estimativa de 53,7 milhões de sacas (30,3%), seguida por Ásia & Oceania, com 45,7 milhões (25,8%), e América do Norte, com 30,9 milhões (17,5%). A América do Sul ocupa o quarto lugar com 28 milhões de sacas (16%), seguida pela África, com 12,5 milhões (7%), e o Caribe, América Central & México, com 6,1 milhões de sacas (3,4%).

Esses números vêm do Relatório sobre o Mercado de Café de março de 2024, da Organização Internacional do Café (OIC), disponível no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. A OIC agrupa quatro grandes regiões produtoras: Ásia & Oceania, América Central & México, África e América do Sul, usando um calendário de outubro a setembro para seu ano-cafeeiro. Esse período difere do ano-cafeeiro em vários países produtores, incluindo o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Apasem é patrocinadora de congresso internacional da PUC-PR

O VII Congresso Internacional de Ciências de Agrárias (CICA) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) foi aberto na noite desta quarta-feira (24) e segue com programação e apresentação de trabalhos científicos até amanhã (26).

A Apasem está com um estande no evento onde os visitantes podem ter ideia de como funciona os Laboratório Apasem Toledo e Ponta Grossa, tendo acesso a teste de germinação de sementes, orientados pela responsável técnica da Apasem Saionara Maria Tesser.

Congresso

O congresso internacional é um espaço para a divulgação, acompanhamento e incentivo às pesquisas realizadas por estudantes de graduação e pós-graduação da PUC-PR e demais IES do Paraná, do Brasil e países vizinhos. Além disso, o evento tem como objetivo fomentar o intercâmbio de informações entre indivíduos com diferentes formações profissionais e oferecer, aos participantes, contato com o que há de mais recente na área de ciências agrárias.

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Sistema Ocepar sedia 1º Fórum do Feijão, nesta quinta-feira, em Curitiba

O Sistema Ocepar e o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe) promovem, nesta quinta-feira (25/04), o 1º Fórum do Feijão. Será no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba, das 10h às 12h30. O evento será aberto pelo presidente da organização, José Roberto Ricken, juntamente com o secretário de Estado da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara. O Paraná é o maior produtor nacional de feijão, são 945 mil toneladas de produção estimada, somando a primeira (168,7 mil toneladas) e segunda safras (777,2 mil toneladas) do ciclo 2023/24, de acordo com o Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Deral/Seab). O grão é o 14º item no ranking estadual do Valor Bruto da Produção Agropecuária e o Centro-Sul concentra 90% da produção paranaense, com grande participação das cooperativas da região.

Programação

No Fórum, o chefe do Deral, Marcelo Garrido, apresentará a situação da safra de feijão no Paraná. Na sequência, o presidente do Ibrafe, Marcelo Lüders, vai falar sobre as oportunidades nacionais e internacionais para a cultura. Depois, haverá um debate entre as cooperativas produtoras de feijão, coordenado pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, com o gerente de Desenvolvimento Técnico, Flávio Turra.

Fonte: Sistema Ocepar

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Agrishow espera movimentar mais de R$ 15 bilhões de reais em 2024

A maior feira agrícola do Brasil, a Agrishow, deverá movimentar R$ 621 milhões somente em atividades ligadas ao turismo entre o final de abril e início de maio na região de Ribeirão Preto. A estimativa é do Centro de Inteligência da Economia do Turismo, vinculado ao governo de São Paulo. A 29ª edição do evento deverá atrair 200 mil visitantes entre os dias 29 de abril e 3 de maio, 50 mil a mais que no ano passado.

Guilherme Piai, Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, ressaltou o significativo impacto econômico que a Agrishow, maior feira agrícola do Brasil, trará para a região de Ribeirão Preto. Com previsão de movimentar R$ 621 milhões em atividades turísticas, o evento, que ocorrerá entre os dias 29 de abril e 3 de maio, promete impulsionar não apenas o setor agrícola, mas também a economia local.

O secretário, enfatiza que, além do turismo, toda a cadeia agrícola se beneficia com a feira, que pode gerar cerca de R$ 15 bilhões. A Agrishow, que é a maior feira de agronegócio do mundo, além de movimentar muito para o próprio setor, também agrega em outros setores da economia, como o turismo, gera renda, prosperidade e empregos para toda a região administrativa de Ribeirão Preto. Só no caso do turismo são 621 milhões de visitantes. Reais e o faturamento para o setor do agronegócio em vendas durante a feira. A expectativa é que ultrapasse os 15 bilhões de reais. A Agrishow reunirá mais de 800 marcas, expositoras, nacionais e internacionais durante os cinco dias de eventoAlém de oferecer aos visitantes o que há de mais moderno em tecnologia agrícola, como robôs e máquinas de última geração, a Agrishow também servirá como palco para a apresentação de estratégias voltadas para a ampliação da eficiência das propriedades rurais.

Com projeções de faturamento que ultrapassam os R$ 15 bilhões, a feira promete não apenas impulsionar o mercado agrícola, mas também fortalecer a economia regional e estabelecer São Paulo como um importante polo para o agronegócio no Brasil e no mundo.

Fonte: Agrolink/Aline Merladete Foto: Divulgação

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CNA sugere alta de 30% de novo Plano Safra e suplementação de R$2,1 bi para seguro

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reivindicou nesta quarta-feira ao governo um aumento de mais de 30% nos recursos para financiamentos do Plano Safra 2024/25 em relação ao ciclo passado, para 570 bilhões de reais.

Em documento entregue ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a principal entidade do setor agropecuário do Brasil justifica o aumento da necessidade de recursos citando as perdas na última safra como consequência do fenômeno El Niño, enquanto os preços das commodities se mantiveram pressionados pelo cenário da oferta global.

“Associados aos desafios climáticos, às projeções de redução nos preços dos produtos agropecuários e à manutenção dos custos de produção ainda em patamares elevados, os obstáculos enfrentados pelos produtores rurais ampliam-se, comprometendo as margens brutas do setor”, afirmou diz a CNA no documento.

Isso “coloca em xeque a viabilidade econômica de muitas atividades agropecuárias”, ressaltou.

Do total para financiamentos à agricultura empresarial, 359 bilhões de reais seriam destinados ao custeio e comercialização, enquanto 111 bilhões seriam para investimentos.

A confederação ainda pediu 100 bilhões de reais para financiar a agricultura familiar, que no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ter um orçamento separado.

Na temporada passada, entre a agricultura empresarial e familiar, o governo destinou ao todo cerca de 435,8 bilhões de reais em financiamentos.

Em um contexto de margens apertadas e queda de produção, a entidade quer garantir uma suplementação de 2,1 bilhões de reais em recursos para a subvenção do prêmio do seguro rural em 2024. Esse montante se somaria ao orçamento de pouco mais de 900 milhões de reais para o programa, totalizando cerca de 3 bilhões de reais neste ano.

Para 2025, a CNA propõe 4 bilhões de reais em subvenções para o seguro, afirmando ser este um instrumento fundamental para mitigar os riscos inerentes à atividade agropecuária.

Segundo a entidade, os recursos à disposição atualmente são insuficientes para a subvenção do prêmio.

Com relação aos juros, a entidade propõe redução de 0,5 ponto percentual nas taxas de financiamento para agricultores que adotam práticas agrícolas mais sustentáveis. Outra opção seria dar limite extra financiável de 20% nos custeios desses produtores.

A CNA pediu também que o governo priorize recursos para as finalidades de investimento, principalmente aos pequenos e médios produtores (Pronaf e Pronamp) e aos programas para construção de armazéns (PCA), irrigação (Proirriga), inovações tecnológicas (Inovagro) e para Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (Renovagro).

A entidade também quer medidas que ampliem as fontes de recursos do crédito rural, flexibilizando a aplicação das exigibilidades. Defendeu ainda o avanço do mercado de capitais e títulos privados do agronegócio, possibilitando aumentar o funding do setor.

Fonte: Reuters/Roberto Samora Foto: Divulgação

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Brasil importará quase 5 milhões de toneladas de fertilizantes em abril, aponta relatório

Segundo dados da agência marítima Williams Brasil, a importação de fertilizantes no país durante abril deve chegar a 4,958 milhões de toneladas, entre os dias 1º e 22. O levantamento inclui as embarcações já ancoradas, aquelas aguardando atracação no mar e as que têm previsão de chegada até 15 de maio.

O porto de Santos, em São Paulo, deverá receber a maior parte das importações, totalizando 1,394 milhão de toneladas. Em seguida, o porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, é esperado para desembarcar 931,545 mil toneladas.

A importação de fertilizantes é um fator crucial para o agronegócio brasileiro, uma vez que o setor depende significativamente de insumos vindos do exterior para manter a produtividade nas lavouras. Com o aumento da demanda global por produtos agrícolas, manter uma cadeia de suprimentos eficaz é essencial para a continuidade do crescimento do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Divulgação

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Produção amendoim no Brasil dispara com sementes certificadas

Há menos de dez anos, a cultura do amendoim no Brasil era considerada rústica e mantinha uma cadeia produtiva informal.

Os agricultores utilizavam parte dos grãos colhidos para plantio na próxima safra.

Mas essa realidade ficou para trás em função do aumento da demanda de exportação e da maior exigência do mercado consumidor por qualidade.

O produtor se viu obrigado a buscar novas tecnologias, entre elas o uso de sementes produzidas com controle de geração e sob as regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com informações da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo (SFA-SP), é crescente a utilização de sementes de categoria superior e produzidas sob as normas estabelecidas pelo Mapa.

Para se ter uma ideia, na safra 2015/16 estavam inscritos no Mapa sete produtores de sementes de amendoim e 7.926,87 hectares de campos de produção instalados.

Já na safra 23/24 se inscreveram 27 produtores de sementes com 32.321,29 hectares de campos. Ou seja, a área quadruplicou.

Os dados foram apresentados pelo auditor fiscal Eduardo Gusmão, que atua na unidade regional do ministério em Marília.

No final de março, ele esteve em Queiroz, região de Tupã, vistoriando um campo de produção de sementes genéticas de uma cultivar de amendoim desenvolvida pela Embrapa.

Nos últimos anos, a Embrapa Algodão (Campina Grande-PB) tem investido no melhoramento genético do amendoim, lançando no mercado quatro novos cultivares e ampliando o leque de opções para o produtor rural. Além da Embrapa, cultivares utilizados na cultura do amendoim brasileiro têm sido desenvolvidos pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e pela empresa argentina El Carmen.

O IAC, por sinal, é um grande melhorista na área de amendoim e a maior parte das sementes utilizadas hoje é proveniente do melhoramento do instituto. Em 2022, as cultivares IAC de amendoim ocupavam 80% das lavouras paulistas. Ao todo, o país utiliza entre 25 e 26 variedades.

Dos 27 produtores de sementes certificadas cadastrados no Mapa, 25 se localizam no estado de São Paulo, um em Mato Grosso e outro em Goiás, de acordo com o agrônomo Guilherme Uitdewilligen.

Ele atua como responsável técnico de uma empresa de Tupã e já trabalhou na Coplana, em Jaboticabal, uma das maiores produtoras de amendoim do país.

São Paulo concentra 90% das plantações de amendoim do Brasil.

As quatro principais regiões produtoras, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), são Tupã, Marília, Jaboticabal e Presidente Prudente, todas com mais de 3 milhões de sacas de 25 quilos por safra.

De acordo com Guilherme, o setor vem vivenciando uma “evolução gigantesca” nos últimos anos. A área plantada com a cultura passou de 160 a 180 mil hectares em 2015 para mais de 300 mil hectares neste ano. “E a tendência é de aumento, pois o amendoim não é uma commodity e o preço não vem caindo”, afirmou.

O agrônomo calcula que entre 65% e 70% da área cultivada no país utilizam sementes certificadas, uma matéria-prima de qualidade. “O produtor percebeu que usando uma semente melhor, a qualidade da safra é diferente”, afirmou. Outra vantagem é o respaldo técnico do fornecedor de uma semente certificada. “Se ele utilizar o grão salvo e tiver problema, não tem onde reclamar. A semente certificada é mais segura”, continuou Guilherme.

O amendoim é plantado uma vez por ano, geralmente no período de início das chuvas – setembro ou outubro, podendo se estender até novembro ou dezembro. Dependendo da variedade, a colheita é mais precoce, entre 120 e 125 dias, ou mais tardia, por volta de 150 dias.

Ainda de acordo com Guilherme, 70% do amendoim produzido no Brasil são exportados e 30% permanecem no mercado doméstico. O consumo per capita no país é de 1,1 quilo/ano, enquanto nos Estados Unidos chega a 6 quilos/ano e na China, 13 quilos/ano. “A ideia é estimular o consumo interno para que a produção não dependa muito das exportações”, disse ele.

Fonte e Foto: Canal Rural