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Soja mantém preços no Sul

O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul não mexeu nos preços, enquanto os negócios seguem seguindo em ritmo mais lento, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Mercado de soja praticamente repetiu a segunda-feira, ou seja, novamente, com muita volatilidade em preços e prêmios. Comprador está olhando da metade de julho em diante, com foco maior já no agosto, e começa a mirar também o setembro”, comenta.

“No porto melhor preço do dia foi de R$ 151,00 para 05/08, marcando a manutenção. No interior, em Cruz Alta o preço passou por manutenção, ficando a R$ 145,00. Em Ijuí o valor foi a R$ 144,00, também sem movimentos. Em Santa Rosa, assim como em São Luiz o preço ficou a R$ 144,00. Em Passo Fundo, por fim, o preço foi de R$ 144,00, marcando a manutenção”, completa.

Preços sem movimentos também em Santa Catarina, que segue com negócios lentos. “Preços marcam a manutenção em Santa Catarina e os negócios seguem expressivamente mais lentos do que permaneceram na semana passada. O produtor agora bem vendido não vê necessidade de negociar negócios a preços mais baixos e o comprador olha apenas para lotes mais distantes. No porto de São Francisco do Sul, o preço ficou a R$ 145,50 para 16/10 com entrega imediata, marcando manutenção”, indica.

Enquanto isso os altos de até R$ 2,00/saca foram vistas no interior do Paraná, com alguns negócios saindo. “Mercado marca dia levemente melhor em termos de movimentação de negócios, com o foco sendo mais o interior do que o porto, apesar disso, não houve nenhuma mudança robusta na dinâmica de mercado que segue consideravelmente lenta No porto, cif Paranaguá marcou alta de R R$ 1,00/saca, indo a R$ 141,00 com pagamento em 31/08 e entrega em julho”, conclui.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Soybean

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AMIS estima safra mundial de arroz de 523,7 milhões de toneladas em 2023/24

A produção mundial de arroz em 2023/24 deverá totalizar 523,7 milhões de toneladas, contra 517,6 milhões do ano anterior.

A estimativa faz parte do relatório de julho do Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS), órgão do G-20 para divulgar dados de oferta e demanda das principais commodities globais. A previsão anterior era de 523,5 milhões de toneladas de arroz.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica produção global de arroz de 520,5 milhões de toneladas. O Conselho Internacional de Grãos indica safra de 524,5 milhões de toneladas.

Fonte e Foto: Agência Safras

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Paranaguá lidera roubo de cargas no estado com mais de 200 ocorrências

Paranaguá registrou 208 furtos de cargas em 2022 e é a cidade que lidera nesse tipo de roubo no Paraná. No mesmo período foram 77 em Curitiba e 21 em São José dos Pinhais. Os dados são de um estudo do Sistema Fetranspar.

Os dados representam uma queda de 17% nos roubos. Mas as ocorrências ainda são frequentes.

A Polícia Civil cumpri desde esta quarta (5) 12 mandados de busca e apreensão, sendo que 8 já foram cumpridos contra uma organização criminosa ligada a pelo menos dez furtos de cargas no Paraná e em Santa Catarina. O líder foi preso em Santa Catarina, segundo a Polícia.

Além disso a organização cumpre 12 bloqueios de contas, 14 mandados de busca e apreensão e um sequestro de veículos.

O presidente da Fetranspar, Sérgio Malucelli destaca que esse é justamente o que vem acontecendo: um nos casos aumento de furtos especificamente.

Nesse caso mais recente, a Polícia Civil apurou que a organização criminosa aliciava motoristas para que simulassem roubo de cargas e, posteriormente, furtavam o conteúdo de os veículos que transportavam os itens, como explica o delegado da Polícia Civil, André Feltes.

Ele explica que os boletins de ocorrencias eram registrados em outros estados para dificultar as investigações.

Os suspeitos são investigados por organização criminosa, falsa comunicação de crime, adulteração de sinal de identificador de veículo e furto qualificado. Os números da operação consolidados deverão ser divulgados ao longo do dia pela equipe.

De 2017 a 2022 o número de furtos e roubos de cargas no Paraná oscilou entre 691 a 761 ocorrências, o que equivale a 9% de variação neste período.

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Fonte: CBN Foto: Divulgação CBN

Índice do Ipardes registra desaceleração de 1,45% da inflação no Paraná em junho

Com queda de -1,45% em junho, após desaceleração observada em maio, o Índice de Preços Regional do Paraná – Alimentos e Bebidas, calculado todo mês pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), confirma desinflação significativa.

Contrastando com a taxa positiva média de 0,16% no período anterior, a redução foi vista em todos os seis municípios que compõem o índice: Londrina (-1,71%), Ponta Grossa (-1,55%), Foz do Iguaçu (-1,50%), Curitiba (-1,46%), Maringá (-1,30%) e Cascavel (-1,16%).

Em junho, entre os 35 produtos da cesta básica avaliada pelo IPR, as principais influências na queda foram do tomate, óleo de soja, leite integral, banana-caturra e pão francês. Os maiores decréscimos foram observados nos preços da banana-caturra (-10,58%), feijão carioca (-9,69%) e tomate (-8,98%).

A redução de preço da banana-caturra – 13,17% em Londrina, 13,10% em Foz do Iguaçu, 11,96% em Curitiba, 10,91% em Cascavel, 10,81% em Ponta Grossa e 5,98% em Maringá – foi influenciada pelo aumento da produção, que ampliou a oferta da fruta, assim como o ocorrido com o tomate, pela aceleração da safra de inverno, explica o coordenador de Pesquisas Periódicas e Editoração do Ipardes, Marcelo Antonio.

Em nível municipal, o tomate, o leite integral e o óleo de soja foram preponderantes entre as principais contribuições percentuais – cada item tem um peso diferente na composição do indicador, com queda em quase todas as cidades, à exceção de Foz do Iguaçu.

Antonio explicou que a redução no preço do leite teve destaque após movimentos atípicos observados em 2023, com altas no início do ano e quedas no fim do primeiro semestre. “Essa redução mensal foi impulsionada pelo aumento da importação de lactos, pela redução do consumo interno e pela queda nos custos da pecuária leiteira, especialmente o custo do milho, do farelo de soja, que são insumos essenciais para essa atividade”, explicou.

Preços mais altos

A batata-inglesa destacou-se como a maior alta mensal, de 18,19%, seguida do alho (3,40%) e do açúcar (2,75%). O maior aumento mensal da batata-inglesa foi registrado em Curitiba, 25,60%, seguido de Cascavel (24,83%). Em Ponta Grossa, Maringá, Londrina e Foz do Iguaçu os preços foram majorados em 17,34%, 17,01%, 14,22% e 10,85%, respectivamente.

Entre os motivos para a elevação desse alimento, diz Marcelo Antonio, é que o Estado entra na reta final da safra das águas – ou de verão –, o que gera restrição na oferta do tubérculo.

Acumulado

O principal impacto desses números que apontam desinflação pode ser visto no índice acumulado em 12 meses, que soma a sétima queda consecutiva, concluindo esse período com variação de 2,01%.

Nessa métrica, a maior variação regional entre julho de 2022 e junho de 2023 ocorreu em Maringá, com 3,17%, seguida por Londrina (2,40%), Cascavel (2,26%), Curitiba (2,18%), Foz do Iguaçu (1,52%) e Ponta Grossa (0,49%).

Em relação aos alimentos e bebidas mais impactados nos últimos 12 meses, verificou-se que os itens com maiores altas no Estado foram o biscoito (29,94%), ovo de galinha (26,02%) e tomate (24,26%). Em sentido oposto, foram apurados preços menores em óleo de soja (-40,47%), peito de frango (-19,92%) e cebola (-14,07%).

Ao assinalar que o índice relativo a todo o Paraná marcou, em julho de 2022, um número próximo a 22%, Marcelo Antonio explica que a desaceleração da alta dos preços acumulados em 12 meses ainda não resultou em mudança no quadro de preços relativos, ainda altos. “O decréscimo de alta não significa que os preços voltarão a patamares de 2019, mas que o aumento será menos intenso, podendo ter novos casos de quedas futuras no cenário de alimentos e bebidas”, explicou.

Segundo o coordenador do Ipardes, nos últimos anos vários fatores contribuíram para o aumento dos custos de produção dos alimentos e, assim, para a elevação dos preços ao consumidor. “Entre eles estão a pandemia de Covid-19 em 2020, que elevou a demanda por alimentos, a estiagem em 2021, que reduziu a oferta de produtos e, em 2022, o aumento do preço de fertilizantes, pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, que impactou custos e contribuiu para o reajuste dos alimentos”, completou.

No entanto, acrescenta ele, há indícios de que está ocorrendo uma possível queda nos custos e, consequentemente, nos preços dos alimentos. “Essa tendência pode ser atribuída ao retorno do comércio de fertilizantes entre os países em conflito, Rússia e Ucrânia, o que reflete na redução dos preços desses insumos agrícolas. Além disso, o sucesso da última safra de grãos no Brasil, especialmente no Paraná, tem ampliado a oferta e reduzido os preços das commodities agrícolas”, arrematou.

Essa possível tendência de queda foi observada no IPR de junho, que registrou o declínio nos preços de praticamente 28 produtos dos 35 pesquisados mensalmente.

Indicador

Lançado em dezembro de 2022, o IPR utiliza os registros fiscais da Receita Estadual do Paraná. O Ipardes faz uma média de 382 mil registros de notas fiscais eletrônicas ao mês, emitidas em 366 estabelecimentos comerciais de diferentes portes localizados em Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu.

Os 35 produtos avaliados foram definidos a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Paraná e representam cerca de 65% das compras de alimentos e bebidas dos paranaenses.

O instituto também trabalhou a série histórica de preços desde 2020, que permite analisar a flutuação no preço de alimentos e bebidas nos últimos dois anos no Estado.

Com a análise detalhada dos índices pelo Ipardes, as maiores cidades do Paraná têm condições de saber exatamente o comportamento dos preços dos alimentos, que possui um reflexo relevante na vida dos cidadãos. Os dados são importantes, por exemplo, para a elaboração de políticas públicas regionais e estaduais mais direcionadas em função da situação inflacionária de cada cidade.

Fonte: CBN