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Cultivares desenvolvidas no Paraná são quase 40% das sementes de feijão do País

O feijão é uma cultura de extrema importância para o Brasil, sendo um dos alimentos básicos no cardápio da população. O Paraná possui condições climáticas favoráveis e uma estrutura agrícola bem desenvolvida, o que permite uma produção significativa de feijão com alta qualidade e com maior produtividade, ou seja, mais quilos por hectare. Em 2025 o Paraná confirmou a condição de maior produtor de feijão do País, com cerca de 25% do total nacional. E estabeleceu um novo recorde, com quase 865 toneladas colhidas nas duas safras: Foram 338 mil na primeira e 526,6 mil toneladas na segunda.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, os números refletem um modelo de produção consolidado no Paraná. “Somos o estado mais sustentável do Brasil e o que mais produz por metro quadrado no mundo, resultado de investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e gestão eficiente, e isso também se confirma de forma clara na cadeia do feijão. Quando somamos todos esses fatores o resultado é o aumento da renda para o produtor rural”, afirma.

O Paraná também se destaca quando o assunto é o desenvolvimento de cultivares de feijão. Segundo indicadores do Controle de Produção de Sementes e Mudas, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Sigef/Mapa), na safra de 2024/25 e de 2025/25 foram implantados no Brasil 17.822 hectares de campos de produção de sementes de cultivares de feijão do grupo comercial carioca, e 14.337 hectares de campos de sementes de feijão do grupo comercial preto. As cultivares desenvolvidas no Estado representam 38,8% desse total.

Programa de hortas urbanas da Copel ganhou 32 novas unidades em 2025

Para o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, com essa participação, o Estado reafirma sua posição como a principal instituição de melhoramento genético de feijão do Brasil. “O IDR-Paraná tem essa expertise de desenvolver cultivares que se ajustem às condições da nossa gente, dos nossos agricultores, e hoje não é só uma referência estadual, é uma referência nacional. Por isso que o IDR, através da sua pesquisa, é reconhecido no Brasil inteiro. Na cultura do feijão isso ocorre também dessa forma”, comenta.

Segundo o engenheiro agrônomo José dos Santos Neto, coordenador estadual do programa Grãos-Feijão e Cereais de Inverno do IDR-Paraná, o programa de melhoramento genético de feijão do Instituto consolida-se, mais uma vez, como protagonista nacional na oferta de cultivares de alto desempenho para o setor produtivo.

Atualmente o IDR-Paraná tem nove cultivares de feijão sendo multiplicadas por parceiros produtores de sementes. Os dados do Sigef/Mapa mostram que o Instituto lidera a produção de sementes do grupo comercial preto, respondendo por 71,2% de toda a área multiplicada no Brasil.

Esse destaque é impulsionado, sobretudo, pela cultivar IPR Urutau, que alcançou 9.844 hectares de produção de sementes em todo o país. Considerando-se todos os grupos comerciais, a cultivar de feijão IPR Urutau foi a mais multiplicada do Brasil na última safra, correspondendo 68,7% de todas as multiplicações de feijão preto.

“O desempenho excepcional da IPR Urutau confirma a eficiência do trabalho desenvolvido pelo programa de melhoramento de feijão do IDR-Paraná, que há décadas investe em genética, produtividade, sanidade e adaptação às diferentes regiões produtoras”, afirma Santos Neto.

Variabilidade genética

O programa de melhoramento genético de feijão do IDR-Paraná já desenvolveu 42 cultivares, muitas delas utilizadas por agricultores de todas as regiões produtoras do Brasil. A diretora de Pesquisa do IDR-Paraná e melhorista em feijão, Vania Moda Cirino, salienta que o desenvolvimento de novas cultivares amplia as alternativas de escolha de produtores e consumidores, bem como aumenta a variabilidade genética, diminuindo a vulnerabilidade da cultura.

“A utilização de variedades melhoradas constitui uma das principais tecnologias para redução do custo de produção, agregação de valor ao produto, proporcionando a elevação da renda do agricultor, estimulando a sucessão familiar e a fixação do pequeno produtor no campo. Essas tecnologias trazem vantagens econômicas, sociais e ambientais, garantindo a sustentabilidade do negócio agrícola no Paraná e no Brasil”, explica Vania.

Em março de 2026 o IDR-Paraná vai lançar a sua 43ª cultivar de feijão, a IPR Quiriquiri, que pertence ao grupo comercial carioca e tem escurecimento lento do tegumento (casca) dos grãos, o que significa que a parte externa do feijão demora mais tempo para escurecer após a colheita e durante o armazenamento, característica muito demandada pela indústria e pelos agricultores.

Fonte: AEN Foto: SEAB

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Área de milho pode superar projeções no Paraná

O plantio da segunda safra de milho no Paraná começou de forma pontual, com cerca de 7 mil hectares já semeados, segundo o Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (8) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). As atividades estão concentradas na região Sudoeste do Estado, ocorrendo principalmente em áreas que sucedem a colheita do feijão.

De acordo com o Deral, o volume plantado até o momento ainda é considerado inicial diante dos 2,84 milhões de hectares previstos para a segunda safra, que representa a principal produção de milho no Paraná. O boletim informa que “a estimativa de área para este ciclo é 1% superior à da temporada passada”, podendo passar por revisões conforme o avanço dos trabalhos no campo.

O ritmo do plantio está diretamente ligado ao andamento da colheita da soja, que deve ganhar intensidade nos próximos dias. Segundo o Deral, “caso o cronograma siga o padrão do ano anterior, a área de milho poderá superar as projeções atuais”. O órgão ressalta, no entanto, que esse cenário dependerá de as recentes ondas de calor terem compensado o desenvolvimento inicial mais lento da soja, provocado pelas temperaturas mais amenas.

Em relação à primeira safra de milho, que ocupa 339 mil hectares no Estado, as perspectivas seguem positivas. O boletim aponta que 93% das lavouras apresentam boas condições, índice semelhante ao registrado em 2025, ano em que o Paraná alcançou seu último recorde de produtividade para o período.

Na safra de verão 2024/2025, a produção foi de 3,1 milhões de toneladas. Para o ciclo atual, com aumento da área cultivada, a expectativa do Deral é de uma colheita de 3,47 milhões de toneladas.

Fonte e Foto: Agrolink

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Primeiro boletim da safra de 2026 aponta bom ritmo nos plantios de soja, milho e feijão

Os trabalhos de campo nas principais culturas agrícolas do Paraná seguem em ritmo acelerado na safra 2025/2026, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgados nesta quarta-feira (7). O levantamento mais recente do Sistema de Acompanhamento de Safra Subjetiva (PSS), referente à segunda semana de janeiro, mostra bom desenvolvimento das lavouras em praticamente todas as regiões do Estado.

A soja, principal cultura agrícola paranaense, já ocupa uma área de 4,8 milhões de hectares plantados. A maior parte das lavouras encontra-se em condições consideradas boas, com predominância das fases de desenvolvimento vegetativo e floração. A produção estimada é praticamente de 22 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de mais uma grande safra para o Estado.

Os núcleos regionais com mais áreas plantadas são Campo Mourão (704 mil hectares), Ponta Grossa (547 mil hectares), Cascavel (544 mil hectares) e Toledo (493 mil hectares).

No caso do milho, a primeira safra soma cerca de 339 mil hectares plantados, com lavouras bem distribuídas em todas as regiões produtoras. As condições das lavouras também são majoritariamente positivas, com mais de 90% das áreas classificadas entre médias e boas. Já a segunda safra de milho, principal responsável pelo volume total produzido no Paraná, já tem mais de 2,8 milhões de hectares projetados, embora o plantio ainda esteja em fase inicial.

O feijão, cultura essencial para o abastecimento interno, apresenta dois cenários distintos. Na primeira safra, o Estado contabiliza aproximadamente 103,6 mil hectares plantados, com avanço da colheita em algumas regiões e produção estimada em cerca de 184 mil toneladas. Já o feijão da segunda safra ainda está em início de plantio, com grande parte das áreas previstas.

A cultura da batata também se destaca na safra atual. A primeira safra já contabiliza mais de 16,6 mil hectares plantados, com colheita em andamento e produção estimada superior a 530 mil toneladas. A segunda safra da batata, por sua vez, encontra-se majoritariamente em fase de plantio, com previsão de pouco mais de 10 mil hectares.

De acordo com o Deral, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras até o momento, mas o acompanhamento segue atento, especialmente em relação à regularidade das chuvas nos próximos meses, fator decisivo para a consolidação das produtividades esperadas.

Fonte e Foto: AEN

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Reforma tributária pode aumentar o imposto do produtor rural para até 11,4%, segundo especialista

A reforma tributária afetará significativamente o produtor rural. Segundo o tributarista e advogado Dr. Eduardo Berbigier, o setor pode sair de uma carga praticamente inexistente para até 11,4%. Para ele, o produtor rural está entre os mais afetados pela mudança, já que deixará de conviver com cinco tributos que hoje não paga para passar a recolher dois novos impostos. A desinformação ainda é grande e o tempo para se preparar está cada vez mais curto.

“Atualmente, a carga tributária média do agronegócio gira em torno de 3,5% a 3,8%, sendo que produtores de grãos praticamente não pagam impostos, em razão das isenções federais de PIS e COFINS e do diferimento do ICMS adotado pela maioria dos estados”, explica Berbigier.

Além do aumento da carga tributária, o especialista alerta que o agro também será penalizado pelo crescimento da complexidade do sistema e da burocracia fiscal. Um dos pontos mais críticos, segundo ele, será o estrangulamento do fluxo de caixa, provocado pela adoção do sistema split payment.

Com o novo modelo, o imposto será descontado automaticamente no momento da emissão da nota fiscal, eliminando o prazo que hoje as empresas possuem para organizar o pagamento dos tributos.

“Hoje, quem paga imposto tem cerca de 25 dias para que o fluxo de caixa gere recursos antes do vencimento. Com a reforma, o imposto já será retido na fonte, fazendo com que a empresa perca aproximadamente um mês de capital de giro”, reforça o tributarista.

Na prática, o que antes ajudava a formar fluxo de caixa passará a ficar sob controle direto do governo. Para Berbigier, o produtor enfrentará uma combinação perigosa, que é o aumento da carga tributária, mais complexidade operacional, maior custo com contabilidade e sistemas, além da perda de liquidez financeira.

Mudanças com a chegada do Split Payment

O sistema de split payment representa uma mudança estrutural no modelo de arrecadação. Se antes o produtor recebia o valor integral da venda e depois recolhia os tributos, agora o imposto será separado automaticamente no momento da operação.

Isso exige controles financeiros muito mais rigorosos e aumenta o risco de prejuízos, especialmente em casos de erros na apuração ou atrasos em ressarcimentos.

A implementação da reforma está prevista para iniciar em 2026, de forma experimental, com alíquotas reduzidas de IBS e CBS, que poderão ser compensadas. A entrada em vigor plena está prevista para 2027.

Mesmo assim, Berbigier avalia que a reforma foi conduzida de forma apressada e sem a devida discussão sobre seus impactos reais, especialmente no agronegócio.

“O que tenho dito sobre a reforma é que ela foi feita muito rapidamente e sem a discussão necessária. A reforma começa a vigorar e ainda não se sabe exatamente quem será demandado, qual será a carga efetiva do imposto e como vários pontos operacionais vão funcionar. São questões essenciais que o governo deixou em aberto”, analisa o Dr. Eduardo.

O produtor rural precisa estar preparado

O tributarista faz um alerta direto aos produtores rurais: é urgente buscar orientação contábil especializada. Segundo ele, muitos escritórios ainda não estão preparados para a nova forma de apuração dos tributos.

“Existem regiões do Brasil em que as contabilidades ainda não dominam esse novo modelo. Estamos falando de aumento de imposto, mas também de aumento de custo com contabilidade, qualificação profissional e sistemas para conseguir fechar essa conta”, afirma.

Segundo o especialista, as recomendações para o produtor são:

– Confirme se sua contabilidade já está estudando profundamente a reforma;

– Invista em sistemas de apuração tributária;

– Estruture um financeiro mais rígido e profissional, principalmente por causa do split payment;

– Evite falhas que possam atrasar ressarcimentos ou gerar multas.

Outro ponto de atenção são as penalidades. De acordo com o especialista, as multas previstas na reforma são pesadas, podendo chegar a 60% do valor devido na operação.

“O produtor rural precisa ter contabilidade em dia, entregar todas as declarações corretamente e manter um bom controle financeiro. Qualquer erro pode gerar multas elevadas e ainda travar o ressarcimento no split payment. Tudo isso pode custar muito caro”, conclui.

O impacto tende a ser ainda maior quando se observa o perfil do setor. Hoje, 91% dos produtores rurais no Brasil são pessoas físicas, enquanto apenas 9% operam como empresas. Esse cenário aumenta o desafio de adaptação, já que muitos produtores não possuem estrutura administrativa e financeira compatível com o novo modelo tributário.

Fonte: Notícias Agrícolas/ Patricia Domingos Foto: Divulgação

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Primeiro boletim da safra de 2026 aponta bom ritmo nos plantios de soja, milho e feijão

Os trabalhos de campo nas principais culturas agrícolas do Paraná seguem em ritmo acelerado na safra 2025/2026, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgados nesta quarta-feira (7). O levantamento mais recente do Sistema de Acompanhamento de Safra Subjetiva (PSS), referente à segunda semana de janeiro, mostra bom desenvolvimento das lavouras em praticamente todas as regiões do Estado.

A soja, principal cultura agrícola paranaense, já ocupa uma área de 4,8 milhões de hectares plantados. A maior parte das lavouras encontra-se em condições consideradas boas, com predominância das fases de desenvolvimento vegetativo e floração. A produção estimada é praticamente de 22 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de mais uma grande safra para o Estado.

Os núcleos regionais com mais áreas plantadas são Campo Mourão (704 mil hectares), Ponta Grossa (547 mil hectares), Cascavel (544 mil hectares) e Toledo (493 mil hectares).

No caso do milho, a primeira safra soma cerca de 339 mil hectares plantados, com lavouras bem distribuídas em todas as regiões produtoras. As condições das lavouras também são majoritariamente positivas, com mais de 90% das áreas classificadas entre médias e boas. Já a segunda safra de milho, principal responsável pelo volume total produzido no Paraná, já tem mais de 2,8 milhões de hectares projetados, embora o plantio ainda esteja em fase inicial.

O feijão, cultura essencial para o abastecimento interno, apresenta dois cenários distintos. Na primeira safra, o Estado contabiliza aproximadamente 103,6 mil hectares plantados, com avanço da colheita em algumas regiões e produção estimada em cerca de 184 mil toneladas. Já o feijão da segunda safra ainda está em início de plantio, com grande parte das áreas previstas.

A cultura da batata também se destaca na safra atual. A primeira safra já contabiliza mais de 16,6 mil hectares plantados, com colheita em andamento e produção estimada superior a 530 mil toneladas. A segunda safra da batata, por sua vez, encontra-se majoritariamente em fase de plantio, com previsão de pouco mais de 10 mil hectares.

De acordo com o Deral, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras até o momento, mas o acompanhamento segue atento, especialmente em relação à regularidade das chuvas nos próximos meses, fator decisivo para a consolidação das produtividades esperadas.

Fonte e Foto: AEN

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Safra paranaense tem bom início nas principais culturas

Os trabalhos de campo das principais culturas agrícolas do Paraná avançam em ritmo acelerado na safra 2025/2026. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, indicam bom desenvolvimento das lavouras em praticamente todas as regiões, conforme o levantamento mais recente do Sistema de Acompanhamento de Safra Subjetiva, referente à segunda semana de janeiro.

A soja, principal cultura do Estado, já ocupa cerca de 4,8 milhões de hectares. A maior parte das áreas apresenta condições consideradas boas, com predominância das fases de desenvolvimento vegetativo e floração. A produção está estimada em aproximadamente 22 milhões de toneladas, mantendo a expectativa de elevado volume colhido. Segundo o Deral, “as lavouras de soja seguem com bom desenvolvimento na maior parte do território paranaense”.

O milho da primeira safra soma cerca de 339 mil hectares plantados, com áreas distribuídas em todas as regiões produtoras. Mais de 90% das lavouras estão classificadas entre médias e boas. Já a segunda safra, responsável pela maior parte da produção estadual, tem projeção de mais de 2,8 milhões de hectares, embora o plantio ainda esteja em fase inicial.

No caso do feijão, a primeira safra contabiliza aproximadamente 103,6 mil hectares, com colheita em andamento em algumas regiões e produção estimada em torno de 184 mil toneladas. A segunda safra da leguminosa ainda está no início do plantio, com grande parte das áreas previstas para implantação nas próximas semanas.

A batata também apresenta avanço na safra atual. A primeira safra já ultrapassa 16,6 mil hectares plantados, com colheita em curso e produção estimada acima de 530 mil toneladas. A segunda safra encontra-se majoritariamente em fase de plantio, com previsão de pouco mais de 10 mil hectares.

De acordo com o Deral, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras até o momento. O órgão ressalta, porém, que o monitoramento segue atento à regularidade das chuvas nos próximos meses, considerada decisiva para a consolidação das produtividades esperadas. “O comportamento do clima será determinante para confirmar as projeções da safra”, aponta o departamento.

Fonte: Deral Foto: Divulgação

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Negócios de milho seguem pontuais

No Rio Grande do Sul, as negociações de milho seguem pontuais, concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias, mantendo a liquidez limitada no mercado spot, segundo informações da TF Agroeconômica. “As referências continuam bastante amplas, variando entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, enquanto o preço médio estadual recuou 1,52%, para R$ 62,18/saca, refletindo ajustes localizados e a baixa participação dos compradores”, comenta.

O mercado catarinense de milho começou 2026 sem sinais de reação, refletindo a ampla distância entre pedidas e ofertas e o ritmo mais lento típico deste período do ano. “Produtores seguem indicando valores próximos de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias permanecem ao redor de R$ 70,00/saca, cenário que continua impedindo avanços nas negociações”, completa.

O mercado paranaense de milho iniciou o ano em ritmo lento. “Produtores seguem indicando valores próximos de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias trabalham ao redor de R$ 70,00/saca CIF, cenário que preserva o impasse e limita a liquidez no mercado spot, com negócios pontuais e sem força para alterar o quadro geral”, indica.

O mercado de milho em Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com negociações limitadas. “As referências seguem concentradas entre R$ 53,00 e R$ 58,00/saca, com Campo Grande e Sidrolândia nos níveis mais baixos, enquanto Maracaju e Chapadão do Sul registraram leves avanços, sem alterar de forma significativa o cenário geral”, informa.

O mercado goiano de milho segue operando com baixa fluidez, mesmo após os ajustes observados nas últimas semanas. “As referências permanecem concentradas entre R$ 57,00 e R$ 59,00/saca, porém, após atingir o topo estadual, Anápolis passou por ajuste negativo”, conclui.

Fonte: Agrolink Foto: Pixabay

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Análise mensal do mercado do algodão

O ano de 2025 foi desafiador para o setor brasileiro de algodão. A combinação entre produção histórica, consumo ainda enfraquecido e pressão externa sobre as cotações levou a um ciclo prolongado de queda dos preços domésticos. Em contrapartida, o avanço das exportações foi decisivo para o escoamento do excedente e para a manutenção do protagonismo do Brasil no cenário internacional.

Depois de operar em um intervalo relativamente estreito no ano anterior, em 2025, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ (pagamento em 8 dias) acumulou baixa de 16,89%, encerrando a R$ 3,4862/libra-peso no dia 30 de dezembro. A paridade de exportação recuou em magnitude semelhante no comparativo entre 30 de dezembro de 2024 e 30 de dezembro de 2025 (-16,9%). Esse movimento refletiu a desvalorização de 11,2% do dólar frente ao Real, cotado a R$ 5,488 no dia 30, além da baixa de 6,05% do Índice Cotlook A, para US$ 0,7450/lp no mesmo período. No mercado futuro, o primeiro vencimento da Bolsa de Nova York (ICE Futures) caiu 6% em 2025.

Nos primeiros cinco meses do ano, os preços domésticos do algodão estiveram predominantemente em alta. Em maio, a cotação atingiu o pico anual e a maior média mensal real desde março de 2024 (IGP-DI de nov/25). A sustentação veio da postura firme dos vendedores durante a entressafra, da valorização dos contratos na Bolsa de Nova York e do avanço do Índice Cotlook A. Produtores capitalizados, amparados por receitas de outras commodities ou focados no cumprimento de contratos a termo, limitaram a oferta no mercado spot.

A partir de junho, contudo, os valores da pluma passaram a recuar com maior intensidade, pressionados pelas quedas externas e do dólar, além da intensificação das vendas de estoques remanescentes da safra 2023/24 e da aproximação do volume recorde de 2024/25. A necessidade de “fazer caixa”, aliada ao elevado nível de estoques, reforçou o viés baixista ao longo do segundo semestre.

Diante desse cenário, compradores passaram a atuar de forma mais cautelosa, priorizando aquisições pontuais, em um contexto de consumo contido de manufaturados e de bom nível de abastecimento industrial por meio de contratos a termo. Os atrasos na colheita e no beneficiamento da nova safra levaram muitos agentes a priorizarem o cumprimento desses contratos, firmados a preços mais atrativos do que os vigentes no spot.

O excesso de oferta, a demanda doméstica e internacional moderada, a instabilidade geopolítica e um câmbio menos favorável limitaram a recuperação dos preços no Brasil. A partir de outubro, o mercado interno passou a operar abaixo da paridade de exportação, situação que não se observava desde o final de 2024. A liquidez permaneceu reduzida no spot, com negociações concentradas quase exclusivamente nos contratos a termo. Em novembro, mesmo com a aproximação do recesso de fim de ano e a demanda restrita por manufaturados, em um ambiente de consumo têxtil global ainda enfraquecido, os embarques permaneceram intensos. Os preços médios, porém, acumularam quedas mensais consecutivas desde o pico de maio, caindo para o menor patamar real desde setembro de 2009. Nesse contexto, agentes intensificaram novas programações tanto para o início de 2026 quanto para os lotes da próxima temporada, reforçando a relevância do mercado a termo como principal estratégia de gestão comercial do setor.

Exportação

As exportações brasileiras de algodão em pluma atingiram volume recorde na temporada 2024/25. Entre agosto/24 e julho/25, o Brasil embarcou 2,835 milhões de toneladas, 6% a mais que na safra anterior (2,68 milhões de toneladas), segundo dados da Secex. No ano civil, de janeiro a dezembro, foram 3,026 milhões de toneladas, 9,1% acima ao total de 2024 (2,774 milhões) e um recorde. Os principais destinos foram China (17%), Bangladesh (16%), Paquistão (16%), Turquia (14%), Vietnã (14%), Índia (8%) e Indonésia (6%). Em dólar, o preço médio de exportação em 2025 foi de US$ 0,7379/lp, 12,5% menor que o de 2024. Entre setembro/23 e março/25, as cotações externas superaram continuamente os valores do spot nacional; em abril/25, houve inversão, com o mercado interno voltando a operar em desvantagem frente à exportação a partir de setembro/25.

Safra Brasileira 2024/25

A área semeada na safra 2024/25 avançou 7,27% em relação à temporada anterior, totalizando 2,09 milhões de hectares, segundo a Conab. A produtividade média foi estimada em 1.954 kg/ha, 3,46% acima do recorde anterior. Assim, a produção atingiu 4,076 milhões de toneladas de pluma, alta de 10,13% frente à safra 2023/24. A disponibilidade interna (estoque inicial, produção e importações) cresceu 10,36%, totalizando 6,47 milhões de toneladas em 2024/25. O consumo doméstico foi estimado em 725 mil toneladas (+4,32%), gerando um excedente interno de 5,75 milhões de toneladas. As exportações foram projetadas em 2,94 milhões de toneladas (+6,08%) e os estoques de passagem, em 2,81 milhões de toneladas em dezembro/25, 17,05% superiores aos de dezembro/24.

Oferta e demanda mundial

Com aumentos expressivos na produção da China, do Brasil e dos Estados Unidos, a oferta global foi estimada em 25,97 milhões de toneladas em 2024/25, a maior desde 2017/18 e 6% acima da temporada anterior, segundo o USDA. O consumo mundial cresceu em ritmo menor, 3%, para 25,9 milhões de toneladas, elevando a relação estoque/consumo para 62,7%. As importações globais foram estimadas em 9,37 milhões de toneladas (-2,3%) e as exportações, em 9,23 milhões (-4,4%). Em sentido oposto, os embarques brasileiros cresceram 5,8%, alcançando 2,835 milhões de toneladas, o equivalente a 31% do comércio mundial, superando em 9,4% os dos Estados Unidos.

Fonte: Cepea Foto: Divulgação

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Copagril intensifica preparativos para o Agroshow 2026

A Copagril realizou, no último dia 6, na Associação Atlética Cultural Copagril (AACC), em Marechal Cândido Rondon (PR), uma reunião para alinhar os últimos preparativos para o Agroshow Copagril, reunindo gerente, supervisores e colaboradores de diferentes setores que atuarão diretamente no evento.

O encontro marcou a apresentação das principais novidades da feira, que tradicionalmente abre o calendário de grandes eventos agrícolas no Paraná e que acontece na próxima semana, entre os dias 14, 15 e 16, na Estação Experimental da Cooperativa, localizada na cidade-sede.

Tema valoriza fundamentos e inovação

Com o tema “Raízes do Progresso”, o Agroshow Copagril 2026 destaca os fundamentos que sustentam a agricultura regional, aliando inovação, tecnologia e práticas voltadas ao futuro do agronegócio.

O evento interno teve como foco alinhar as equipes, fortalecer o engajamento institucional e preparar os colaboradores para atuarem como multiplicadores das informações que serão apresentadas ao público durante os três dias de feira.

Durante o encontro, o CEO da Copagril, Daniel Engels Rodrigues, ressaltou a importância estratégica do Agroshow para a cooperativa e para os produtores rurais da região.

“O Agroshow Copagril 2026 traz um conceito forte e uma programação com muitas novidades, pensadas para os produtores, que reafirmam nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a evolução contínua do agronegócio”, afirmou Engels.

Referência no agronegócio

Reconhecido como um dos principais eventos técnicos do setor, o Agroshow Copagril reúne anualmente produtores, especialistas, pesquisadores, empresas parceiras e lideranças para a troca de conhecimento e a apresentação das mais recentes soluções em sementes, fertilizantes, defensivos, máquinas e implementos agrícolas, além de manejo e tecnologia.

Para esse ano o evento também pretende ampliar as atrações voltadas para o setor pecuário, com palestras, campanhas e promoções exclusivas para os três dias de programação.

A edição de 2026 contará com mais de 200 expositores, além de experiências aprimoradas, oportunidades de negócios e inovações aplicadas ao campo.

Com a mobilização interna e os preparativos em fase final, a Copagril entra oficialmente na contagem regressiva para o Agroshow 2026, que será realizado entre os dias 14, 15 e 16 de janeiro, consolidando-se mais uma vez como um dos principais pontos de encontro do agronegócio regional.

Fonte e Foto: Assessoria de Imprensa Copagril

24/02/2021 - Cascavel, colheita de Soja

Palmas se consolida como principal produtor de sementes de soja e batata do Paraná

O município de Palmas, no Sudoeste do Paraná, é um importante centro de produção de sementes de soja e batata. As condições climáticas fazem da microrregião uma das preferidas para a instalação de cultivos pelas empresas sementeiras. 

De acordo com os últimos dados disponíveis, referentes à safra 23/24, Palmas foi responsável pela produção de 47,6 mil toneladas de semente de soja, 9,2% de toda a produção do Paraná de acordo com levantamento do Deral (Departamento de Economia Rural) da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O volume também representou 34,1% do total da microrregião, que é formada, ainda, por Clevelândia, Coronel Domingos Soares, Honório Serpa e Mangueirinha.

Saíram do município, no mesmo período, 9,37 mil toneladas de batata semente, o que correspondeu a 26% do total produzido no Estado. No que se refere a volume total (consumo e semente) os municípios de Guarapuava e Pinhão são os dois maiores produtores, com 119,8 mil toneladas e 93,1 mil toneladas respectivamente. Palmas fica na terceira posição, de acordo com o Deral.

A produção de sementes é uma atividade que envolve cooperativas e sementeiras. Para atender a demanda, as empresas fazem contratos com pequenos, médios e grandes produtores. Assim, eles passam a contar com acompanhamento técnico necessário para que a produção de sementes atenda às exigências de qualidade e obtenham a certificação.

Lucas Fernando Oliveira dos Santos, extensionista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) de Palmas, vê com bons olhos esse crescimento na produção de semente de soja. “Isso mostra mais um potencial para a microrregião de Palmas, além da madeira”, afirma Santos, ressaltando o potencial para crescer ainda mais.

Soja

Na safra 23/24, conforme o levantamento do VBP (Valor Bruto de Produção), do Deral, o Paraná teve uma produção total de 18.778,5 milhões de toneladas de soja em uma área cultivada de 5.828,2 milhões/ha. Desse volume de produção, 2,75% (517,1 mil toneladas) correspondem à produção de sementes.

Considerando-se a produção dos cinco municípios que formam a microrregião de Palmas, a produção de semente de soja chegou a 122.267 mil toneladas, ou 23,6% do volume produzido no Estado. Se levado em conta que o volume médio de uso de sementes fica entre 55 e 60 kg/ha, a região produz sementes o suficiente para cobrir uma área entre 2,3 a 2,5 milhões de hectares.

O município de Tibagi ocupa a segunda posição na produção de sementes de soja, com 36 mil toneladas, na safra 23/24. Mangueirinha vem em seguida com 34,2 mil/ toneladas. Arapoti e Marilândia do Sul ficam em quarto lugar, com quase 24 mil toneladas. As sementes produzidas no Paraná também são comercializadas em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Microclima

O agrônomo Vilmar Grando, do IDR-Paraná de Pato Branco, explica que o clima de Palmas é muito favorável para a produção de sementes. Segundo ele, a altitude do município, cerca de 1000 metros acima do nível do mar, forma um microclima cuja temperatura média no verão é de 25ºC, enquanto em regiões a 500 metros do mar, chega facilmente a 30ºC.

 “A soja tem um bom desenvolvimento quando a temperatura fica entre 20º C e 30ºC. Acima dessa faixa a planta desestrutura algumas proteínas e perde a qualidade do grão”, disse Grando.

Durante a noite a temperatura média também ajuda as lavouras, ficando entre 15ºC e 18ºC. O agrônomo acrescentou que nessas condições a soja tem um menor gasto de energia, facilitando o ganho energético. “A planta respira menos e armazena mais energia que é dirigida à produção dos grãos, o que confere mais qualidade à semente. Nas regiões com altitude abaixo de 600 metros do nível do mar, os dias e as noites são mais quentes e não favorecem a planta”, ressaltou.

Outro fator importante para o sucesso da produção de sementes no entorno de Palmas é o regime de chuvas. Mesmo com os eventos extremos que vêm ocorrendo por causa das mudanças climáticas, Grando explica que o microclima da região tem se mantido estável, o que dá estabilidade à produção.

“Nos últimos anos não registramos grandes perdas causadas por estiagem na região”, afirmou. De acordo com o agrônomo, a ocorrência de temperaturas menores também aumenta o teor de matéria orgânica no solo, melhorando as condições nas áreas de cultivo.

Além das condições climáticas, os produtores ainda contam com outras facilidades. O IDR-Paraná mantém uma estrutura de câmara fria em Palmas, onde a batata semente produzida na região pode ficar armazenada até o plantio.

Fonte: AEN Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN