images (1)

VPB de 2023 é atualizado em R$ 1,135 trilhão

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) deste ano, com base nas informações de julho, é de R$ 1,135 trilhão, alta de 1,9% em relação ao ano de 2022. As lavouras cresceram 4% e a pecuária reduziu seu crescimento em 2,9%. O faturamento das lavouras é de R$ 801,9 bilhões e o da pecuária foi de R$ 333,6 bilhões.

Os produtos que apresentam melhor desempenho neste ano são mandioca (42,9%), laranja (27,2%), banana (16,8%), tomate (15,9%), cacau (13,8%), cana-de-açúcar (11,6%), amendoim (10,6%), feijão (10,4%), arroz (9,3%), uva (7,5%), soja (2,5%) e milho (1,4%).

Esse grupo de produtos beneficia-se de preços favoráveis e, em vários casos, quantidades produzidas mais elevadas.

No levantamento da Conab, a projeção é de safra recorde de 320 milhões de toneladas previstas para a temporada 2022/2023 que sustenta essa posição. O resultado se deve ao aumento da produtividade de 11,8% e à expansão de área da ordem de 5% em relação ao ano passado. Esse crescimento de área de grãos passou de 74,6 milhões de hectares de área plantada, em 2022, para 78,2 milhões de hectares, em 2023.

Na pecuária, os aumentos do VBP ocorrem na carne suína, leite e ovos.

O efeito de preços mais baixos tem repercutido no decréscimo do VBP de alguns produtos, como algodão, café, mamona e trigo.

Os cinco produtos classificados com o maior VBP são soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão, que respondem por 81,6% do VBP das lavouras.

Ao longo destes últimos 18 meses, observou-se que o VBP tem crescido a taxas relativamente menores. Pode-se atribuir esse decréscimo do crescimento real do VBP aos preços de milho e soja que têm apresentado tendência de redução.

Fonte: Mapa Foto: Divulgação

5c88911a-3b77-447b-bc23-2bf28de609cd

Brasil deve ter produção recorde de milho

O avanço da colheita da segunda safra brasileira de milho, novas estimativas oficiais indicando produção recorde no País e a melhora do clima nos Estados Unidos mantiveram compradores afastados do mercado spot nacional ao longo da semana passada.

Segundo informações divulgadas pelo Cepea, nesse cenário, os negócios estiveram em ritmo lento, e os preços, em queda. Vale lembrar que o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) opera nos menores patamares nominais desde agosto de 2020. No campo, em relatório divulgado nesta semana, a Conab reajustou positivamente a estimativa de produção para o milho segunda safra para 100,18 milhões de toneladas – um novo recorde. Com isso, a produção nacional de milho da safra 2022/23 é estimada em 129,96 milhões de toneladas, também recorde.

Fonte: Agrolink/Seane Lennon Foto: Luciano Ribeiro

download

Trator acessível para pessoas com deficiência será produzido no Paraná

O primeiro trator agrícola acessível para pessoas com deficiência deve ser produzido por montadora no Paraná. O objetivo é que pessoas com mobilidade reduzida nos membros inferiores e cadeirantes consigam utilizar os tratores sem o uso das pernas. O Estado tem 8,9% da população com algum tipo de deficiência, índice similar à média nacional.

O lançamento da nova tecnologia aconteceu nesta segunda-feira (14), em Curitiba.

O diretor de Marketing de Produto da New Holland Agriculture para a América Latina, Flavio Mazetto, explica o funcionamento do trator desenvolvimento pela empresa. A ideia é que, por meio de uma plataforma integrada, a pessoa consiga subir até a cabine e operar o trator sem a ajuda externa.

Ele ainda disse que a tecnologia surgiu com a demanda de parte do público.

Além disso, os comandos da máquina foram transferidos para um joystick, que substitui as funções dos pedais do trator. A venda será sob demanda. Os pedidos serão recebidos a partir de outubro.

O agronegócio é um dos principais setores que movimentam a economia do estado. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná somou R$ 191,2 bilhões em 2022, segundo a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Fonte e Foto: CBN/Vinicius Bonato

images

Nutrição da soja movimentou US$ 16,2 bilhões na safra 2022-23

A consultoria Kynetec apurou que o mercado de produtos para nutrição da soja cresceu da ordem de US$ 7,8 bilhões, na safra 2019-20, para perto de US$ 16,2 bilhões no ciclo 2022-23 (+110%). O levantamento faz parte do estudo FarmTrak, exclusivo da empresa e analisou os segmentos de corretivos e condicionadores de solo, adubação de base, adubação de cobertura, inoculantes, bioestimulantes e fertilizantes via semente e foliares.

Na comparação à safra 2021-22, quando as transações envolvendo esses produtos passaram de US$ 12 bilhões, a alta foi de 30%. “Aumentaram os investimentos e também as áreas-alvo de tratamentos”, resume Giovanni Coser, especialista em nutrição de plantas da Kynetec.

“Atento às novas tecnologias, sempre em busca de produtividade, o sojicultor adere a novos produtos e a outras ferramentas nutricionais inovadoras”, continua ele. De acordo com Coser, na safra 2019-20, a primeira da série histórica do FarmTrak Nutrição, o agricultor realizava em média 6,7 tratamentos, número que subiu para 7,6 tratamentos no estudo recém-divulgado.

Conforme o especialista da Kynetec, os fertilizantes de solo, empregados no plantio ou em cobertura, mantêm histórica dianteira no mercado de nutrição da soja: mais de 80% de participação ou aproximadamente US$ 12,9 bilhões. O desempenho da categoria de produtos, frisa ele, avançou mais de 100% ante a safra 2019-20 (US$ 6,392 bilhões).

Giovanni Coser esclarece ainda que, somados, os corretivos e condicionadores de solo, e a adubação via semente e foliar, inclusive bioestimulantes, além de inoculantes, responderam por 19% do resultado do mercado de insumos para nutrição da oleaginosa no ciclo 2022-23, em torno de US$ 3 bilhões.

Por categoria de produtos, o segmento formado pelos fertilizantes foliares e via tratamento de sementes atingiu US$ 1,07 bilhão, uma elevação de 35% sobre 2021-22 (US$ 695 milhões). As vendas para nutrição foliar foram de US$ 730 milhões (+34%); para tratamento de sementes, de US$ 115 milhões (+27%). Os bioestimulantes, por sua vez, movimentaram US$ 222 milhões (+43%).

Recortes de dados em solo, bioestimulantes e inoculantes

Desdobramentos do FarmTrak Nutrição 2022-23 trouxeram à luz uma elevação representativa, especificamente, no desempenho dos fertilizantes de solo MAP (fosfato monoamônico) e superfosfato simples, empregados na fase de plantio. Somados, ressalta a Kynetec, tais produtos giraram cerca de R$ 3,1 bilhões, um acréscimo de 12% ante a pesquisa anterior, e totalizaram 30% do volume de insumos para nutrição da soja aplicados no plantio.

“Com adoção média de 24%, a fórmula MAP apresentou avanços em adoção principalmente nas regiões Centro, de 31% e Centro-Norte, de 41%. Nestas, houve ao menos uma aplicação de MAP”, salienta Coser.

No tocante aos bioestimulantes, outro recorte importante da Kynetec apontou crescimento de 38% frente a safra 2019/20 (28%). “Constatamos que hoje em dia 39% da área total de soja utilizaram alguma tecnologia voltada à bioestimulação da cultura”, resume Coser.

O estudo da Kynetec revelou ainda cenário evolutivo relevante para os inoculantes na série histórica. Estes produtos têm como principal organismo ativo o Bradyrhizobium, um gênero de bactérias do solo, e obtiveram 83% de adoção em área, conforme observa Coser. “Cresceu também a inoculação associada à bactéria Azospirillum, com 40% de adoção em área e salto de 70%, na comparação aos 23% registrados na safra 2019-20”, conclui.

De acordo com o diretor executivo da Kynetec para a América Latina, André Dias, a elaboração do FarmTrak Nutrição Soja 2022-23 está ancorada em 2,4 mil entrevistas pessoais com sojicultores, captadas em quase 670 cidades da fronteira agrícola da oleaginosa. Conforme Dias, a empresa já deu a partida no desenvolvimento do mesmo estudo ao longo da safra 2023-24.

Fonte: Assessoria de Imprensa Kynetec Foto: Divulgação

download (1)

SISV/PR realiza jornada estadual de treinamentos sobre atualização da legislação para agentes do setor produtivo de sementes do Paraná

No período entre 10 de julho e 2 de agosto de 2023, o Serviço de Fiscalização de Insumos e Sanidade Vegetal do Paraná (SISV/PR), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), promoveu uma jornada de treinamentos sobre atualização da legislação nacional de sementes e mudas.

A realização desse treinamento, para orientação e educação sanitária dos participantes, ocorreu em razão da publicação de novos dispositivos legais nos anos de 2020 e 2022, que trouxeram significativas alterações na regulamentação da produção de sementes, conforme explicou o chefe do SISV/PR, Marcelo Bressan.

“Com as novas regras para produção de sementes no país, que entraram em vigor em março deste ano, tornou-se imprescindível que os agentes desta cadeia produtiva de insumos regulados tomem pleno conhecimento dos novos dispositivos legais e adequem suas empresas, seus registros, controles, documentação e procedimentos às novas normas, cujo cumprimento é obrigatório”, afirmou.

Nos treinamentos foram abordados os seguintes assuntos: Decreto nº 10.586/2020 – Novo regulamento da Lei nº 10.711/2003; Portaria Mapa nº 501/2022 – RENASEM; Portaria Mapa nº 538/2022 – Normas Gerais de Sementes SIGEF; Inscrição de campos de sementes no Mapa; Lei nº 14.515/2022 – Lei do Autocontrole e da Harmonização dos Procedimentos da Legislação Agropecuária – Interface com a Legislação de Sementes; Peticionamento eletrônico intercorrente no sistema SEI – Envio de Relatórios ao Mapa; e a Lei nº 14.515 /2022, que trata das cadeias produtivas do agronegócio reguladas pelo Mapa , com ênfase na produção de sementes e mudas.

Com o apoio da Associação Paranaense de Produtores de Sementes (Apasem), foram realizados cinco eventos macrorregionais estrategicamente distribuídos no estado do Paraná, nos municípios de Ponta Grossa, Londrina, Campo Mourão, Cascavel e Pato Branco.

Os treinamentos, com carga horária de 12 horas, foram ministrados pelos auditores fiscais federais agropecuários Camila Vieira e Ildomar Fischer, e pela engenheira agrônoma Daniela Peles.

No total, 420 profissionais participaram da jornada, sendo a maioria os responsáveis técnicos (RT’s) pela produção de sementes e de laboratórios de análise, proprietários de empresas, gerentes de Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS´s), auxiliares dos RTs que operam o Sistema Nacional de Sementes e Mudas (SNSM) e os sistemas operacionais do Mapa.

Além da Apasem, o evento teve o apoio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA/PR), da Embrapa Soja, da Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel (AREAC), da Cooperativa Agropecuária Mourãoense Ltda (Coamo) e da Cooperativa Agropecuária Tradição (Coopertradição).

Fonte e Foto: Ministério da Agricultura

download

Explosão de silo no Paraná acende alerta para prevenção de acidentes em armazéns de grãos

A explosão do silo que matou nove pessoas no Paraná, na semana passada, acendeu o alerta para a prevenção de acidentes na armazenagem de grãos. Em Mato Grosso, o Globo Rural mostra como isso pode ser feito.

O acidente mais comum nesses locais é quando o trabalhador cai e é soterrado pelos grãos.

Confira a reportagem completa.

Fonte: Globo Rural Foto: G1

soja-descarga-21-8

Agricultores do Paraná apostam no preparo do solo com sulfato de cálcio granulado

Fase crucial no ciclo de produção agrícola, o período da entressafra é a época ideal para a preparação do solo. É o momento em que os agricultores buscam os recursos necessários para a próxima safra, visando alcançar melhores resultados e maximizar a produtividade das culturas. Nesse cenário, a preparação do solo entra como uma etapa fundamental para garantir boas condições para a implantação da próxima lavoura e a obtenção de rendimentos satisfatórios ao final do ciclo.

A prática, ao longo do tempo, vem comprovando que o uso de fertilizantes minerais, em lavouras de inverno, por exemplo, garante solos com melhor desempenho ao longo dos próximos ciclos. “O segredo da alta produtividade é fazer o básico bem feito, no inverno para alcançar máxima eficiência no verão, conforme o conceito de Adubação de Sistema”, afirma Caio Kolling, supervisor técnico da MaxiSolo – empresa catarinense referência em fertilizantes sólidos especiais.

Na propriedade do agricultor Miguel Abrão, em Rolândia/PR, foi utilizado o fertilizante mineral SulfaCal nas culturas da soja, no trigo, milho e na cana. Os resultados foram muito satisfatórios, segundo o agricultor. “Somente na soja, o aumento foi de 10% na produtividade. Na cana de sexto corte, o resultado foi de 190 toneladas por alqueire. Isso traz resultado importante no custo da lavoura”, destaca Abrão.

O agricultor também se surpreendeu com a facilidade de manejo do produto. “Outra coisa que gostei foi a facilidade de aplicação, por ser um produto granulado e mais concentrado, consegue trabalhar mais facilmente com aplicação a lanço, inclusive no trigo aplicamos na fase inicial. É fácil de regular, fácil de aplicar e o resultado é fantástico”, complementa o produtor.

Desenvolvido com tecnologia inovadora e 100% nacional, o fertilizante mineral SulfaCal possui alta concentração de cálcio e enxofre solúveis, sendo indicado para todas as culturas. “É um produto com granulometria entre 2 e 4 mm, que permite uma excelente uniformidade na aplicação (a lanço ou na linha), apresenta baixa umidade e aumento significativo nas concentrações de cálcio e enxofre, sendo capaz de explorar um volume maior de solo em busca de água e nutrientes, melhorando a produtividade e a resistência das plantas”, explica Caio Kolling.

Também no Paraná, no município de Guaíra, o produtor Otávio Bertoletti Neto, utilizou o SulfaCal nas safras 22/23 e agora planeja adubação de boro com SulfaBor para safra 23/24 nas lavouras de soja e milho, em Eldorado e Itaquirai (MS). O SulfaBor é um fertilizante mineral misto, composto por uma fonte de liberação rápida de boro e outra de liberação gradual.

“O grande diferencial da tecnologia é um mecanismo composto por duas dinâmicas de liberação – uma mais rápida e outra gradual -, fornecendo o boro no início, no meio e no fim da cultura, podendo até mesmo deixar um efeito residual para o próximo ciclo”, explica Kolling. O especialista em solo completa: “Além disso, SulfaBor promove um condicionamento do solo e, consequentemente, a planta exerce um melhor enraizamento permitindo que sua raiz atinja camadas mais profundas no solo”.

Além de ser essencial ao desenvolvimento das plantas, o boro é demandado ao longo de todo o desenvolvimento das culturas. No entanto, esse nutriente se perde muito facilmente no solo e, sabendo disso, os pesquisadores desenvolveram uma combinação de aditivos que faz com que esses boros de SulfaBor sejam protegidos, oferecendo maior eficiência e menores perdas para o produtor.

Fonte: Mais Soja via Assessoria de Imprensa MaxiSolo / SulGesso Foto: Divulgação

Soja - colheita. Fotos:Jaelson Lucas / Arquivo AEN

Exportações do Paraná alcançam US$ 14,4 bilhões entre janeiro e julho, alta de 13,3%

Com crescimentos sucessivos nas exportações, o comércio exterior do Paraná movimentou US$ 14,4 bilhões (R$ 70,8 bilhões na cotação atual) entre janeiro e julho deste ano, um avanço de 13,3% na comparação com os primeiros sete meses de 2022, quando fechou em US$ 12,7 bilhões. Com o recorde da safra deste ano, o agronegócio lidera a lista de produtos exportados pelo Estado, com destaque para a soja em grão, carne de frango in natura, farelo de soja e cereais.

A soja responde por 22,9% das exportações paranaenses e movimentou US$ 3,3 bilhões entre janeiro e julho, um crescimento de 52,3% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 2,1 bilhões). Maior produtor avícola do País, o Paraná também comercializou para outros países US$ 2,2 bilhões em carne de frango in natura, alta de 5,5% em relação ao período anterior (US$ 2,1 bilhões). Na sequência está o farelo de soja, com US$ 1,1 bilhão movimentados, aumento de 12,7%.

O levantamento foi feito pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social do Paraná (Ipardes), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O maior crescimento foi observado na exportação de torneiras e válvulas, que avançou 187,1%, passando de US$ 35,5 milhões nos primeiros sete meses de 2022 para US$ 101,9 milhões para o mesmo período de 2023. Máquinas e aparelhos de terraplanagem e perfuração também se destacaram, com crescimento de 95,1%, de US$ 116,7 milhões para US$ 227,7 milhões de um ano para outro.

No agronegócio, o produto que mais aumentou a movimentação foi os cereais, com aumento de 71,3%. É o quarto mais exportado pelo Estado, passando de US$ 338 milhões nos primeiros sete meses do ano passado para US$ 579 milhões no mesmo período deste ano. A lista completa das exportações paranaenses pode ser conferida neste link .

Países

Os produtos paranaenses chegam a mais de 200 destinos ao redor do globo, mas o principal comprador é a China, com US$ 3,7 bilhões movimentados no período, um quarto de tudo que é exportado pelo Paraná. O valor representa uma diferença de US$ 1,2 bilhão em relação ao período anterior, ou uma alta de 48,9%.

A Argentina ultrapassou os Estados Unidos como o segundo principal parceiro comercial do Estado e adquiriu US$ 1 bilhão em produtos paranaenses nos primeiros sete meses deste ano, 46,3% a mais que no mesmo período de 2022 (US$ 685,2 milhões). Já o comércio para os Estados Unidos chegou a US$ 810 milhões, uma redução de 22,5% em relação ao US$ 1 bilhão movimentado no ano passado.

Também são importantes parceiros comerciais o México (US$ 598,2 milhões), Coreia do Sul (US$ 441,6 milhões), Índia (US$ 410,7 milhões), Japão (US$ 415,1 milhões), Países Baixos (US$ 398,5 milhões), Paraguai (US$ 326 milhões)e Peru (US$ 307,2 milhões).

Balança comercial

O Paraná fechou os primeiros sete meses do ano com superávit de US$ 4 bilhões na balança comercial, mostra o levantamento do Ipardes. As importações do Estado no período somaram US$ 10,3 bilhões (R$ 51 bilhões), uma redução de 18,7% na comparação com janeiro a julho de 2022, quando chegou a US$ 12,7 bilhões.

Os produtos mais importados foram os adubos e fertilizantes, com movimento de US$ 1,2 bilhão neste ano. Os itens, porém, foram os que apresentaram a maior redução nas compras internacionais do Estado no período, com queda 52,9%. Nos primeiros sete meses de 2022, chegaram a movimentar US$ 2,6 bilhões, respondendo a 20,8% das importações paranaenses, sendo que agora esse número equivale a 12,1%.

Na sequência estão os óleos e combustíveis, com movimento de US$ 979,8 milhões, 18,6% a menos que janeiro a julho do ano passado (US$ 1,2 bilhão). As autopeças também têm uma importante participação nas importações, com movimento de US$ 729 milhões, alta de 6,6% (US$ 684 milhões).

Fonte: AEN Foto: Jaelson Lucas

1204c_20100205_00528

Brasil lidera e é referência no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis para produção de soja

O Brasil produziu mais de 150 milhões de toneladas de soja, na safra 2022/23, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), número que mantém o País na liderança mundial da produção desse grão, seguida dos Estados Unidos e da Argentina. O sucesso da sojicultura brasileira é resultado de amplos investimentos em pesquisa, a partir da década de 1970, associado ao empreendedorismo dos  agricultores.

Como integrante de uma cadeia produtiva bastante robusta e organizada, a Embrapa Soja vem liderando redes de pesquisa para geração de soluções sustentáveis para incrementar a produção da soja, reduzir os custos de produção, aumentar a renda dos produtores e colaborar com práticas que favoreçam a agricultura de baixo carbono. “Entendemos que nossa contribuição ao agronegócio da soja coloca a Embrapa como referência mundial no desenvolvimento de tecnologias para a cultura em regiões tropicais”, avalia o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno. “Todo o esforço em tropicalizar esta cultura permitiu ao Brasil deixar de ser importador do grão, na década de 1970, para se tornar o maior produtor e exportador de soja no mundo. Isso tudo respaldado em ciência e inovação”, comemora Nepomuceno.

Levantamento da Embrapa Soja indica que a cultura da soja foi a que mais cresceu no Brasil nas últimas cinco décadas, tanto que de 1973 até 2023, a produção aumentou mais de 1000% sendo que a área em pouco mais de 400%, demonstrando o aumento de produtividade. “Podemos afirmar que o incremento contínuo da produtividade da soja por hectare é baseado em ciência e tecnologia, permitindo que os produtores adotem as melhores tecnologias na produção agrícola brasileira. O Brasil consegue, assim, produzir mais em menos espaço e com bastante eficiência”, destaca Nepomuceno. Atualmente a soja é cultivada em 20 estados e no Distrito Federal e os principais estados produtores são: Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás. Grande parte da produção brasileira é exportada para a Ásia (com destaque para a China) e Europa, entre outras regiões do planeta.  

Tropicalização da soja

Fundada em 16 de abril de 1975, em Londrina (PR), a Embrapa Soja tem por missão desenvolver tecnologias sustentáveis para a produção de soja no Brasil. Até a década de 1980, os plantios comerciais de soja no mundo restringiam-se a regiões de climas temperados e subtropicais, cujas latitudes estavam próximas ou superiores aos 30º. “O produtor brasileiro tinha que usar as cultivares importadas dos Estados Unidos que eram adaptadas apenas para a região Sul do Brasil”, explica o pesquisador Carlos Arrabal Arias. “Com as pesquisas da Embrapa Soja, conseguimos romper essa barreira, desenvolvendo variedades adaptadas às condições tropicais com baixas latitudes, permitindo o cultivo da oleaginosa em todo o território brasileiro”, conta Arias.

Segundo o pesquisador, a primeira cultivar genuinamente brasileira foi a Doko, lançada em 1980, para o Brasil Central. “Depois desse lançamento, o programa de melhoramento genético de soja continuou gerando novas cultivares com alto rendimento, com sanidade elevada e adaptadas às regiões do Brasil”, explica Arias. A Embrapa é uma das únicas instituições que desenvolve diferentes plataformas tecnológicas em paralelo: tanto soja convencional com resistência a várias pragas e doenças, quanto soja geneticamente modificada resistente a insetos e herbicidas. Desde 1976, a Embrapa Soja colocou no mercado aproximadamente 440 cultivares de soja. As cultivares da Embrapa Soja disponiveis no mercado podem ser acessadas aqui. Atualmente, a Embrapa Soja faz a curadoria de um dos maiores Bancos Ativos de Germoplasma (BAG) de soja do mundo. O BAG brasileiro tem mais de 65 mil acessos (tipos) de soja que guardam a variabilidade genética do grão, garantindo assim uma fonte para a busca de soluções para problemas que afetam a cultura.

Sustentabilidade do cultivo

Além do desenvolvimento de novas cultivares, a Embrapa Soja tem preconizado práticas de manejo responsável que vão desde a semeadura até a pós-colheita da soja. “As tecnologias são colocadas a serviço da sustentabilidade dos sistemas de produção, atendem diversos perfis e tamanhos de propriedades agrícolas, contribuem para a rentabilidade do produtor, para a preservação do meio ambiente e para a geração de benefícios para toda a sociedade”, explica, Adeney de Freitas Bueno, chefe de Pesquisa & Desenvolvimento da Unidade.

A expansão da cultura da soja está associada diretamente à adoção do Sistema Plantio Direto (SPD), que é embasado na redução do revolvimento do solo com a preservação de sua cobertura por plantas cultivadas ou seus resíduos vegetais e na rotação de culturas. “O SPD reduz a erosão e gera economia de corretivos, fertilizantes e operações de preparo de solo, além de permitir maior armazenamento de água no solo beneficiando a cultura em momentos de seca”, explica o pesquisador Alvadi Antonio Balbinot, da Embrapa Soja.

A pesquisa colaborou ainda nas últimas cinco décadas com um conjunto de recomendações para equalizar o uso dos solos brasileiros, especialmente os que têm elevada acidez e baixa fertilidade natural, a partir da aplicação de calcário e fertilizantes com base em critérios técnicos. “Essas recomendações colaboraram com as ações que permitiram o cultivo da soja no Cerrado brasileiro”, diz o pesquisador Adilson de Oliveira Jr.

Outra contribuição ao sistema produtivo da soja foi a inoculação com bactérias fixadoras de N (rizóbios). Essa solução propicia uma economia anual estimada em R$ 72,7 bilhões por safra, ao dispensar o uso de adubos nitrogenados. Em 2014, a Embrapa Soja identificou outra bactéria benéfica que estimula o crescimento da soja (Azospirillum). A associação dessas bactérias resulta em ganhos de produtividade da ordem de 16%, por ano. A fixação biológica de nitrogênio utilizada na cultura da soja também permite redução de emissão de gases de efeito estufa.

Os pesquisadores da Embrapa Soja geraram, ainda, tecnologias que propiciam os manejos integrados de insetos-praga, doenças e plantas daninhas, por meio de diferentes métodos – químicos, mecânicos, biológicos e culturais – para prevenir e controlar esses problemas, viabilizando a produção de soja nas diferentes condições de solo e de clima do Brasil. A adoção do Manejo Integrado de Insetos (MIP-Soja) permite reduzir o uso de inseticidas na lavoura em 50%, garantindo maior lucratividade ao sojicultor, além de maior preservação ambiental.

Nos últimos 50 anos, a pesquisa brasileira também gerou tecnologias para melhoria da qualidade das sementes de soja. “O uso de sementes com alto vigor promove ganhos de produtividade superiores a 9%, comparativamente ao uso de sementes com baixa qualidade”, destaca o pesquisador José de Barros França Neto.

Novos desafios, novas soluções

Para colaborar com sustentabilidade produtiva da soja, atualmente, a  Embrapa vem direcionando suas ações em quatro eixos de pesquisa: Genética Avançada, Bioinsumos, Soja Baixo Carbono e Agricultura Digital. Pesquisas vêm sendo direcionadas para aumentar a participação de insumos biológicos no controle de insetos-praga e doenças e na promoção do crescimento de plantas, bem como a substituição de fertilizantes de origem não renovável por insumos de base biológica.

O programa Soja Baixo Carbono (SBC), lançado pela Embrapa Soja, objetiva atestar a sustentabilidade da produção de soja brasileira, sendo pautado na mensuração dos benefícios e na certificação das práticas de produção que reduzam a emissão de gases de efeito estufa.

Além disso, existe a revolução nos laboratórios, capitaneada pela edição de genomas. “Essa técnica vem permitindo a edição do genoma da soja, possibilitado deletar ou alterar pequenas partes do DNA da própria planta para alcançar características desejáveis. No Brasil, e em muitos países, a soja geneticamente editada pela tecnologia CRISPR/Cas, por exemplo, vem sendo considerada convencional, não transgênica, o que agiliza a sua inserção no mercado”, explica Nepomuceno.

A transformação digital vem trazendo mudanças no campo, por meio de soluções de conectividade, sensoriamento remoto, sensores, drones, entre outras. “A agricultura digital potencializa o monitoramento das lavouras, a racionalização no uso de insumos facilitando e aumentando a eficiência do produtor em suas decisões, permitindo o incremento da produtividade e da rentabilidade”, defende Nepomuceno. “Com a condução integrada desses quatro eixos de pesquisa, estamos colocando a Embrapa Soja no enfrentamento de grandes desafios da contemporaneidade e na busca de soluções sustentáveis para o agronegócio da soja”, conclui o chefe-geral da Unidade.

Grão que alimenta

A soja é um alimento calórico-proteico, que apresenta entre 36% e 40% de proteína nos grãos, sendo a principal fonte de proteína de qualidade no mundo e disponível em grandes volumes. A leguminosa é a base das rações de animais, garantindo melhorias na qualidade da carne suína, bovina e de aves, assim como no leite, ovos e outros produtos de origem animal. Na alimentação humana, a soja é usada diretamente na culinária (grão, óleo, farinha, farelo, proteína isolada e lecitina) ou ainda como matéria-prima pela indústria alimentícia. A partir do desenvolvimento tecnológico, o grão passou a desempenhar múltiplas funções e usos, podendo ser utilizado também para produção de biocombustível, indústria cosmética, produtos terapêuticos, pneus, além de outros usos não convencionais.

Fonte: Embrapa Soja Foto: Divulgação

WhatsApp Image 2023-08-07 at 16.12.56

Fórum Técnico CSM 2023 será em Foz do Iguaçu

Programe-se. Vem aí de 12 a 14 de setembro o Fórum Técnico CSM 2023, em Foz do Iguaçu. O evento será realizado no Hotel Grand Carimã Resort & Convention Center.

Saiba mais:

Investimento: R$ 200,00

Incluindo: Programação de palestras, sacola, almoço e coffee break, coquetel e certificado de participação.

Para os participantes do Evento, as taxas de hospedagem no Grand Carimã serão diferenciadas:

Single Luxo R$ 370,00 + 5% ISS – com café da manhã

Duplo Luxo R$ 370,00 + 5% ISS – com café da manhã

Triplo Luxo R$ 481,00  + 5% ISS – com café da manhã

Para consultar disponibilidade e reservas, entre em contato com o Hotel: reservas@grandcarima.com.br/ (45) 3521-3060

Inscrições de fiscais agropecuários federais e estaduais, palestrantes e patrocinadores (de acordo com a cota), será feito por cupom específico.

Inscreva-se!