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Comissões de Sementes e Mudas debatem implementação de normativas e ajustes legais no XXII CBSementes

As alterações e a implementação de instruções normativas, bem como ajustes legais e administrativos no setor de produção de sementes estão entre as principais demandas das Comissões de Sementes e Mudas (CSMs). Representantes das comissões de diversos estados realizaram a primeira reunião nacional durante o o terceiro dia do XXII Congresso Brasileiro de Sementes (CBSementes), que encerrou no último dia 13, em Foz do Iguaçu (PR).

O encontro foi organizado pela Comissão de Sementes e Mudas do Paraná (CSM-Paraná) em parceria com a Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES), promotora do CBSementes.

Para o presidente da ABRATES, Fernando Henning, a reunião nacional das CSMs é relevante para criar harmonia entre as diferentes comissões, uniformizar os regimentos internos e articular mudanças estratégicas junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária. “A uniformização é importante para garantir sinergia entre as estruturas burocráticas das CSMs, o que facilita a implementação de demandas. Outro ponto importante foi a possibilidade de cada CSM apresentar suas necessidades locais, permitindo trocas entre diferentes estados”, explica Henning.

Isabela Mendes Carvalho, Coordenadora Geral de Sementes e Mudas do MAPA, destacou que as comissões têm um papel fundamental no assessoramento ao MAPA. Ela ressaltou a necessidade de atualização de normas, uma demanda central das comissões, já que várias instruções normativas e portarias precisam ser revisadas para se adequarem às mudanças recentes no decreto regulador do setor.

“Foi um encontro com relatos importantes sobre as dificuldades e demandas do setor, além dos avanços junto ao Ministério da Agricultura”, afirmou Jhony Möller, diretor-executivo da CSM-Paraná. Participaram dos debates representantes das comissões do Paraná,  Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará e Tocantins.

O mix de sementes foi outro assunto discutido pelas CSMs. A palestrante Maria Selma Carvalho, da Associação dos Produtores de Sementes de Minas Gerais, falou sobre a importância das misturas de sementes (mix) para cobertura de solos, que oferecem vantagens em relação às espécies individuais, melhorando a retenção de água e a reciclagem de nutrientes. Ela destacou que o novo decreto 10.586 facilitou a comercialização de misturas de sementes, o que impulsionou o crescimento do setor, com empresas surgindo e expandindo significativamente.

Suemar Alexandre Gonçalves Avelar, da AgCroppers, apresentou um estudo de caso sobre o controle de qualidade na produção de mix de sementes. Ele detalhou as etapas do processo, desde a produção e beneficiamento até a análise e validação das amostras, garantindo que o produto final atenda às especificações antes de ser enviado ao cliente. Também participou das discussões sobre regulamentações a secretária Executiva da Associação Nacional dos Produtores de Sementes de Gramíneas e Leguminosas Forrageiras

No debate das CSMs, o pesquisador José de Barros França Neto e a consultora Maria de Fátima Zoratto discutiram a trajetória da Embrapa Soja e da Associação de Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT)e sua colaboração com a CSM. Eles relataram contribuições em diagnósticos e práticas de tratamento de sementes, além de mudanças importantes nas normas de embalagens e padrões de qualidade, sempre com base em estudos da Embrapa.

O presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Ronaldo Troncha, anunciou ontem durante a primeira reunião nacional das Comissões de Sementes e Mudas, a realização do Congresso de Sementes das Américas (SAA), que  está pré-agendado para acontecer em 2025, em Foz do Iguaçu (PR).

“Estou preparando um ‘save the date’ para o Congresso. Inicialmente estava previsto para o Rio de Janeiro, mas, devido a questões logísticas, foi transferido para o Paraná. O último congresso aconteceu em Montevidéu e, recentemente, houve um seminário no Peru, onde se decidiu que o próximo evento seria no Brasil”, explicou Troncha.

O evento terá a promoção da Associação de Sementes da América (SAA), que reúne representantes de vários países da América, incluindo a Abrasem. Segundo ele, o evento em Foz do Iguaçu contará com uma ampla representatividade. Antes disso, haverá outro congresso da SAA em Buenos Aires, começando em 30 de outubro deste ano.

Fonte: Agrolink & Assessoria Foto: Divulgação

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Operação contra o desmatamento da Mata Atlântica começou nesta segunda (16)

Uma ação de combate ao desmatamento na Mata Atlântica do Paraná teve início nesta segunda-feira (16) e deve se estender até o dia 27 de setembro. A iniciativa acontece todos os anos e engloba 17 estados do Brasil, com coordenação do Ministério Público de Minas Gerais e da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa).

O objetivo é identificar pontos de desmate e também responsabilizar os possíveis envolvidos no corte da mata. No ano passado, foram 633 hectares desmatados no Paraná, segundo relatório técnico produzido pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

A ação acontece em diferentes fases. Na primeira, são levantadas as áreas desmatadas. Em seguida, proprietários são identificados pelos ministérios públicos, e as áreas são fiscalizadas pelos órgãos públicos e pelas polícias ambientais. Se for detectado o desmatamento, os responsáveis são autuados e podem responder judicialmente nas esferas cível e criminal.

Para entender as ações no Paraná, é preciso conhecer a cobertura de vegetação do estado. O diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental, Clóvis Borges, explica que grande parte da Mata Atlântica preservada está na Serra do Mar e também no Parque Nacional do Iguaçu.

O especialista apontou dois pontos principais indispensáveis no papel da preservação. Segundo ele, o primeiro seria infraestrutura e gestão qualificada nas unidades de conservação.

Já outro ponto seria a preservação dos “fragmentos” restantes da Mata Atlântica que estão espalhados em diferentes regiões do Paraná. Ele explica que não se pode depender apenas do trabalho de recuperação de áreas já desmatadas, porque é um processo muito lento.

Em 2023, segundo o Instituto Água e Terra, o Paraná conseguiu reduzir em 71,5% a supressão ilegal da Mata Atlântica. O levantamento do IAT mostrou que houve pelo menos 1.400 autuações no estado no ano passado, sendo 245 na Região Metropolitana de Curitiba.

Já segundo um relatório da Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o desmatamento diminuiu 78% entre 2022 e 2023, de 2.883 hectares para 633 hectares no Paraná.

Com relação as ações de combate realizada neste mês, um o balanço da operação será divulgado pelo Ministério Público do Paraná no dia 3 de outubro.

Fonte: CBN Foto: Ilustrativa

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Último levantamento da safra 2023/2024 estima produção de grãos em 298,41 milhões de toneladas

A produção de grãos na safra 2023/2024 se encerra estimada em 298,41 milhões de toneladas, uma redução de 21,4 milhões de toneladas em relação ao volume obtido no ciclo anterior. A diminuição observada se deve, principalmente, à demora na regularização de chuvas no início da janela de plantio, aliada às baixas precipitações durante parte do ciclo das lavouras nos estados da região Centro-Oeste, do Matopiba, em São Paulo e no Paraná e pelo excesso de precipitação registrado no Rio Grande do Sul, sobretudo nas lavouras de primeira safra. Os estados paulista e paranaense, além de Mato Grosso do Sul, também apresentaram condições adversas durante o desenvolvimento das culturas de 2ª safra. Ainda assim, esta é a segunda maior safra a ser colhida na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com os dados do 12º e último Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024, divulgado nesta quinta-feira (12) pela Companhia, a área semeada está estimada em 79,82 milhões de hectares, acréscimo de 1,6% ou 1,27 milhão de hectares sobre 2022/2023. Já a produtividade média das lavouras apresenta redução de 8,2%, saindo de 4.072 quilos por hectare na temporada passada para 3.739 quilos por hectare no atual ciclo.

Dentre as culturas afetadas pelo clima adverso, destaque para a soja, cujo volume total colhido na safra 2023/2024 é estimado em 147,38 milhões de toneladas, redução de 7,23 milhões de toneladas em relação ao período 2022/2023. A queda observada se deve, principalmente, ao atraso do início das chuvas, às baixas precipitações e às altas temperaturas nas áreas semeadas entre setembro e novembro, nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e na região do Matopiba, situações que causaram replantios e perdas de produtividade. Só em Mato Grosso, principal estado produtor da oleaginosa, a produção ficou em 39,34 milhões de toneladas, quebra de 11,9% ao se comparar ao primeiro levantamento ou 15,7% ao se comparar com a safra passada. No Rio Grande do Sul, o excesso de chuva também prejudicou a produção da oleaginosa.

Outro importante produto que também teve consequências do clima registrado ao longo do desenvolvimento do cultivo foi o milho. Na primeira safra, as altas temperaturas e chuvas irregulares impactaram importantes regiões produtoras, como Minas Gerais. No segundo ciclo do cereal, o clima foi mais favorável em Mato Grosso e Goiás, por exemplo. Mas em Mato Grosso do Sul, em São Paulo e no Paraná veranicos ocorridos em março e abril, aliados a altas temperaturas e ataques de pragas, comprometeram o potencial produtivo do cereal. Além do menor desempenho, a Conab verificou uma redução na área destinada ao cultivo do grão. Nesse cenário de menor área e produtividade, a colheita total de milho está estimada em 115,72 milhões de toneladas nesta safra, queda de 12,3% do produzido em 2022/2023.

A Conab também verifica ligeira queda de 1,5% na produtividade do algodão, estimada em 4.561 quilos por hectare de algodão em caroço. Porém, a área destinada para a cultura teve aumento expressivo de 16,9% o que reflete em uma elevação na produção de 15,1%. Só para a pluma, a Companhia estima uma colheita de 3,65 milhões de toneladas, um novo recorde para a série histórica da cultura.

Seguindo o cenário de alta na produção, o volume colhido para arroz e feijão também é maior nesta safra quando comparado com a temporada passada. No ciclo 2023/2024, a produção estimada em 10,59 milhões de toneladas de arroz representa um crescimento de 5,5%. Assim como no caso da fibra, essa elevação é influenciada principalmente pela maior área cultivada no país, uma vez que a produtividade média das lavouras foi prejudicada, reflexo das adversidades climáticas, com instabilidade durante o ciclo produtivo da cultura, em especial no Rio Grande do Sul, maior estado produtor do grão.

Para o feijão, a safra total estimada é de 3,25 milhões de toneladas, 7% superior à produção de 2022/23. O bom resultado é influenciado, principalmente, pelo desempenho registrado na 2ª safra da leguminosa, onde foi registrado um acréscimo de 18,5% na produção, chegando a 1,5 milhão de toneladas.

Dentre as culturas de inverno, o plantio já foi concluído e estima-se uma redução de 9,8% na área plantada quando comparada com a safra passada. Destaque para o trigo. Para a principal cultura cultivada entre os cereais de inverno, a queda na área chega a 11,6%, estimada em aproximadamente 3,1 milhões de hectares.

Apesar de finalizar a temporada 2023/2024 e, a partir de outubro, reiniciar o ciclo e contabilizar os números da próxima safra, a Conab continua acompanhando o desenvolvimento das lavouras que se encontram em campo, como as de inverno e de 3ª safra.

Mercado – Neste ano safra, a Conab verifica recuperação na produção de arroz, influenciado principalmente pelo aumento na área plantada. Importante produto para o mercado interno, a estimativa de consumo para o produto foi elevada em 6,5% chegando a cerca de 11 milhões de toneladas. Essa alta tem como base o aumento na safra do grão aliada a um cenário de adoção de políticas públicas que incentivem o consumo de arroz ao longo de 2024, além da expansão significativa do auxílio médio e do número de beneficiários do Programa Bolsa Família. Já as exportações estão estimadas em 1,3 milhão de toneladas, redução de 25,9% em relação à safra anterior. Isso deve-se ao fato de os preços internos estarem acima das paridades de exportação, além da recuperação do potencial produtivo dos Estados Unidos, afetado na safra anterior.

Dupla do arroz no prato dos brasileiros, o feijão também registrou maior produção na atual safra. Para a leguminosa, além da alta no consumo interno, saindo de 2,85 milhões de toneladas para 3 milhões de toneladas, as vendas ao mercado internacional também tendem a crescer sendo estimadas em 227,4 mil toneladas.

No caso do milho, a menor safra colhida impacta na oferta do cereal brasileiro no mercado externo. Diante desse cenário, o Brasil deverá reduzir o volume de exportações do grão. A Conab estima que 36 milhões de toneladas sairão do país via portos, entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025, volume 34,1% inferior ao estimado na safra 2022/23.

Os dados completos sobre o 12° Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024 e as condições de mercado destes produtos podem ser conferidos no Portal da Conab.

Fonte: Conab Foto: Rufino/Embrapa Soja

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Começa nesta terça-feira (10) em Foz do Iguaçu o XXII BSementes

Principal encontro do setor sementeiro no Brasil vai discutir temas em alta neste importante segmento do agronegócio

O Paraná recebe nesta semana um dos principais encontros do setor de sementes brasileiro. De 10 a 13 de setembro acontece em Foz do Iguaçu o XXII Congresso Brasileiro de Sementes (XXII CBSementes), que discute as principais pautas que hoje estão em alta neste importante segmento do agronegócio.

Promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES), o CBS é considerado o maior evento da área, reconhecido dentro e fora do país e que reúne técnicos, produtores, empresários, pesquisadores, docentes e estudantes de graduação e pós-graduação vinculados ao setor sementeiro.

A Apasem que é parceira deste evento estará com estande localizado nos espaços 30 e 36 em frente ao auditório, onde os visitantes irão receber em primeira mão a 8ª edição da Revista Apasem, que traz como matéria de capa justamente o atual cenário da Análise de Sementes no Brasil com a participação da visão de muitos especialistas no assunto.

Serviço:

Congresso Brasileiro de Sementes 2024 – Foz do Iguaçu

De 10 a 13 de setembro no Hotel Rafain

Visite o Estande da Apasem que está localizado nos espaços 30 e 36 em frente ao auditório principal

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Com atraso no plantio, preços da soja disparam no Brasil seca prolongada está deixando produtores cautelosos

A escassez de chuvas nas principais regiões produtoras de soja do Brasil tem gerado preocupação entre os agentes do setor. O atraso no início da semeadura da safra 2024/25 pode afetar diretamente o cronograma de produção e abastecimento. A seca prolongada está deixando produtores cautelosos, influenciando a oferta e a comercialização da oleaginosa.

Segundo dados informados pelo Cepea, esse cenário tem levado vendedores a restringir a quantidade ofertada no mercado spot nacional, enquanto compradores domésticos e internacionais competem pela aquisição de novos lotes. Com a demanda superior à oferta, tanto os prêmios de exportação quanto os preços no mercado interno continuam a subir.

As expectativas de exportação também indicam preços ainda mais altos no próximo mês, o que intensifica a resistência dos sojicultores em liberar grandes volumes no curto prazo.

Fonte: Agrolink/Aline Merladete Foto: Pixabay

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Compradores retornam ao mercado de feijão

De acordo com o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (IBRAFE), os compradores voltaram a movimentar o mercado de feijão no Brasil, após um período de menor atividade. Ontem, foi registrada uma grande procura em várias regiões produtoras, como Mato Grosso e Minas Gerais, com corretores e compradores buscando fechar negócios. No entanto, apesar do aumento nas consultas e negociações, o número de negócios efetivados foi relativamente baixo, uma vez que muitos produtores optaram por esperar ofertas mais atrativas, especialmente nos lotes de maior qualidade.

Em ambas as regiões, corretores e compradores realizaram diversas consultas, sinalizando interesse, mas as ofertas feitas não foram suficientes para convencer os produtores mais bem informados, que recusaram propostas de R$ 240 pelos melhores lotes disponíveis. Em Minas Gerais, o mercado apresentou uma ligeira melhora, com compradores dispostos a pagar um valor mais alto, próximo de R$ 260 por saca, mas é necessário que mais transações sejam concretizadas nesse nível para confirmar se esse novo patamar de preço será estabelecido.

No Paraná, o mercado de feijão-preto segue com referências de preços variando entre R$ 350 e R$ 360, no entanto, esses valores se aplicam a lotes de qualidade inferior, classificados no máximo como T2, devido ao elevado percentual de defeitos nos grãos. Já os lotes de qualidade extra continuam com preços elevados, refletindo a escassez de mercadoria com esse padrão superior. Enquanto isso, o mercado de feijão rajado também registrou poucos negócios, com a maior parte do volume disponível sendo destinada ao cumprimento de contratos previamente firmados, limitando a oferta disponível para novos negócios.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Canva

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Previsão de setembro: Chuvas e calor impactam sementes

Antonio Prado G. B. Neto, consultor de estratégias e professor, compartilhou no LinkedIn as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para setembro. Segundo o Inmet, há previsão de chuvas acima da média na faixa norte da Região Norte, sul de Mato Grosso do Sul, São Paulo e grande parte da Região Sul (ver Figura 1a em azul). Por outro lado, as regiões Centro-Oeste, Sudeste, sul da Região Norte, interior da Região Nordeste e oeste do Paraná terão chuvas próximas ou abaixo da média climatológica (ver Figura 1a em cinza e amarelo).

A escassez de chuvas em várias partes do país é causada por massas de ar seco, que reduzem a umidade relativa e aumentam o risco de queimadas e doenças respiratórias. Além disso, o Inmet prevê temperaturas acima da média em grande parte do Brasil devido à redução das chuvas, com calor excessivo possível em estados como Pará, Amazonas, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão e Piauí. Em algumas dessas áreas, as temperaturas médias podem ultrapassar os 30 ºC (ver Figura 1b em laranja).

Neto também destaca a necessidade de cautela em relação à entrega de sementes de soja. Embora as entregas comecem em setembro, a previsão de chuvas foi adiada para a primeira semana de outubro. Produtores sem armazenamento refrigerado para as sementes devem avaliar com cuidado a situação. A falta de chuvas no início da temporada e o excesso de umidade durante a colheita podem comprometer a qualidade das sementes, e 30 dias em condições secas e quentes podem afetar a germinação e o vigor. É crucial acompanhar as previsões locais para garantir a melhor gestão das sementes.

Fonte e Foto: Agrolink/Leonardo Gottems

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Em Pato Branco trigo é impactado pela segunda vez no mês por geada

Além da diminuição da área plantada com trigo em Pato Branco, no Paraná, a ocorrência de duas geadas no mês de agosto em áreas de trigo deve reduzir a produção final do cereal. As informações são de Luiz Parsianello, trader na Cerealista R.N. Perusso.

Segundo Parsianello, a primeira geada, no dia 13 de agosto, ocorreu com temperaturas mais baixas, mas não foi tão intensa porque não havia tanta umidade no ar, e os impactos na cultura foram menores, já que também cerca de 30% do trigo estava suscetível a estragos. Já na segunda ocorrência, nesta segunda-feira (26), a umidade relativa do ar estava mais alta, e isso acabou favorecendo o fenômeno climático, que atingiu áreas baixas e de média altitude. O trader ainda pontua que, desta vez, em torno de 70% a 75% das áreas de trigo estavam suscetíveis aos impactos da geada.

Desta maneira, ele explica que, somando os impactos das geadas, além da redução de 15% a 20% das áreas plantadas, a produção final do trigo em Pato Branco deve ser 10% menor do que em 2023.

Fonte: Notícias Agrícolas/Letícia Guimarães Foto: Divulgação

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Mapa ultrapassa o próprio recorde e abre 100 novos mercados para o agro em 2024

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atingiu a marca de 100 novas aberturas de mercado em apenas 8 meses. Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, já foram abertos 178 novos mercados em 58 destinos, alcançando todos os continentes.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, o novo marco supera amplamente os números dos últimos cinco anos: em 2019, foram 35 novos mercados em 22 países; em 2020, foram 74 em 24 países; em 2021, foram 77 em 33 países; em 2022, foram 53 em 26 países; e em 2023, foram 78 em 39 países.

Já os números mensais de 2024 mostram 26 novos mercados em junho (13 países), 16 em julho (9 países), 15 em maio (10 países), 10 em março (7 países), 7 em fevereiro (6 países), 9 em janeiro (5 países) e 5 em abril (3 países).

Em agosto, até o momento, foram 11 aberturas: para Angola – ovinos e caprinos vivos para reprodução, além de embriões e sêmens desses animais; para a Costa Rica – abacates; para o Egito – carne com osso; para o Panamá – carnes e miúdos de aves e suínos; para a União Europeia – equinos vivos; e para Indonésia – erva-mate.

“O alcance de 100 novas aberturas de mercado em apenas oito meses, antes mesmo de encerrar o ano, é um feito histórico para o agro brasileiro. Um marco que reflete a determinação e o esforço contínuo do ministro Carlos Fávaro e de toda a equipe do Mapa em diversificar a pauta e expandir as oportunidades para os produtos agrícolas do Brasil no comércio mundial. Cada nova conquista reafirma nosso compromisso com o crescimento sustentável e a competitividade do setor, sempre buscando abrir portas para nossos produtores em todos os continentes”, destacou Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério.

Fonte e Foto: MAPA

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Cupping de Cafés Diferenciados é uma oportunidade para produtor fechar negócios

A 3ª edição do Cupping e Negócios de Cafés Diferenciados do Sistema CNA/Senar é uma oportunidade para os produtores rurais fecharem negócios e se conectarem diretamente com compradores nacionais e internacionais.

A iniciativa é promovida em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e será realizada durante a Semana Internacional do Café, de 20 a 22 de novembro, em Belo Horizonte.

Produtores interessados podem se inscrever até o dia 1º de outubro, por meio do link: cnabrasil.org.br/cuppingcafe24 . Já os compradores têm até o dia 15 de novembro para preencher a ficha de manifestação de interesse.

O principal objetivo do Cupping é dar visibilidade aos produtores de cafés que possuem atributos de agregação de valor, viabilizando o contato comercial, o encurtamento da cadeia produtiva e a diversificação dos canais de comercialização.

As inscrições podem ser feitas nas categorias produtor e comprador e toda as informações estão no regulamento.

Acesse o Regulamento no link cnabrasil.org.br/cuppingcafe24 e saiba como participar. A inscrição para o Cupping é gratuita.

Parceiros – O Cupping de Cafés Diferenciados tem como parceiros a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o Sebrae, por meio do ‘Juntos pelo Agro’, e a empresa da especialista em cafés especiais Helga Andrade.

SIC – A Semana Internacional do Café, onde ocorrerá o Cupping, é a maior feira do setor na América Latina e a quinta maior do mundo, com um espaço dedicado à inovação, tendências de mercado e, sobretudo, de conexões de histórias e negócios.

Esclarecimentos e informações a poderão ser obtidos pelo e-mail c.agricola@cna.org.br

Fonte: CNA