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Mercado da soja tem movimentos com colheita

No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, os preços giram no Porto a R$ 137,00. “Indicações no porto, para entrega em março, pagamento abril na casa de R$ 138,00. No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 133,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 133,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 133,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 133,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril) Já os preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 125,00 por saca para o produtor”, comenta.

Santa Catarina registra crescimento na produção de soja, mas chuvas irregulares preocupam. “A soja de segunda safra, cultivada principalmente em regiões específicas do estado, também pode ser impactada pelo déficit hídrico nos primeiros meses do ano, afetando o desenvolvimento das plantações. No porto de São Francisco, os preços da soja apresentaram variações, com cotação de R$134,19 por saca em junho. Esse cenário reflete as incertezas climáticas e os impactos na produção”, completa.

No Paraná, o ritmo da colheita e as condições das lavouras indicam um bom desenvolvimento da safra no estado. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 135,77. Em Ponta Grossa foi de R$ 127,11 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 122,08. Em Maringá, o preço foi de R$ 123,50 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 127,11 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 125,00”, indica.

Campo Grande lidera a produção agrícola no Brasil e projeta crescimento com mudanças tributárias. A colheita da soja 2024/2025 em Mato Grosso do Sul atingiu 50,5%, mas 47% da área enfrenta estresse hídrico, afetando lavouras no sudeste, centro e sul. A colheita segue acima da média, com pico entre 14 de fevereiro e 14 de março. O plantio do milho segunda safra avançou para 936 mil hectares, liderado pela região Sul (48,2%). Nos preços do dia, a soja spot foi negociada a 120,33 reais em várias cidades, exceto Chapadão do Sul, com 110,90 reais. O estado se mantém forte no agronegócio, apesar dos desafios climáticos.

A anomalia das vagens ameaça a safra de soja em Mato Grosso. “O preço da soja no estado recuou 1,13% em fevereiro, fechando o mês com uma média de R$ 107,99 por saca. Campo Verde: R$ 113,37, Lucas do Rio Verde: R$ 109,13. Nova Mutum: R$ 109,13. Primavera do Leste: R$ 113,59. Rondonópolis: R$ 113,37. Sorriso: R$ 109,13”, conclui.

Fonte: Agrolink/ Leonardo Gottems Foto: Nadia Borges

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Outono de 2025 terá clima seco e risco de geadas, alerta meteorologista

O Outono de 2025 se aproxima, tendo início no dia 20 de março. A estação deve trazer um cenário climático favorável para a colheita de grãos no Brasil, mas com desafios para o desenvolvimento das lavouras de inverno. Segundo o meteorologista Gabriel Luan Rodrigues, do Portal Agrolink, a redução das chuvas facilitará a entrada de máquinas nas lavouras, beneficiando as colheitas de soja e milho no Centro-Oeste, Sudeste e Sul. No entanto, a mesma condição pode impactar negativamente a implantação de culturas como trigo, aveia e cevada.

A menor umidade no Sul preocupa os produtores de grãos de inverno. “Na região Sul, onde se concentra grande parte da produção nacional de trigo, cevada e aveia, as chuvas abaixo da média são um ponto crítico, especialmente após um verão mais seco, que resultou em baixos estoques de água no solo”, explica Rodrigues.

Além disso, há risco de geadas precoces entre o fim de abril e meados de maio, o que pode comprometer as lavouras recém-implantadas.
O Sudeste enfrentará um outono com chuvas dentro da média, mas a pouca umidade acumulada no verão pode dificultar o crescimento das culturas de inverno. “O verão relativamente seco já deixou solos com menor disponibilidade hídrica, e com chuvas previstas dentro da média histórica no outono, pode faltar umidade suficiente para garantir um bom desenvolvimento inicial das culturas de inverno, como milho, feijão e hortaliças”, alerta Rodrigues.

Na região Centro-Oeste, o tempo seco favorecerá a colheita de soja e milho verão, proporcionando maior agilidade nas operações agrícolas. No entanto, Rodrigues destaca que “temperaturas acima da média histórica combinadas com chuvas dentro da média podem trazer um quadro de restrição para as culturas implantadas durante a safrinha, especialmente o milho e a safra de algodão”.

No Nordeste, onde muitas lavouras dependem de irrigação, o impacto climático será menor. “Áreas agrícolas não irrigadas ou com baixa capacidade de armazenamento de água, a redução da precipitação pode prejudicar o desenvolvimento das culturas anuais como milho, feijão e algodão, afetando negativamente os rendimentos finais”, pontua o meteorologista.

No Norte, a redução das chuvas pode impactar os níveis dos rios, prejudicando o transporte de produtos agrícolas. “Embora as temperaturas estejam previstas dentro da média histórica, a redução hídrica poderá exigir maior cautela dos agricultores, especialmente na escolha das culturas e no manejo do solo e dos recursos hídricos disponíveis durante a estação”, ressalta Rodrigues.

Fonte: Agrolink/Seane Lennon Foto: Pixabay

Colheita de trigo. Pitanga,11/10/2019 Foto:Jaelson Lucas / AEN

Paraná propõe ao governo federal Plano Safra 2025/2026 de R$ 597 bilhões

O Paraná enviou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) a Proposta para o Plano Safra 2025/2026 , com sugestão para serem liberados R$ 597,1 bilhões para cobrir as necessidades de crédito, investimentos e garantia aos produtores. Para a safra que se encerra em junho deste ano, o volume liberado pelo governo federal foi de R$ 475,5 bilhões.

A proposta paranaense, que já se tornou tradicional em todos os anos, é de que R$ 417 bilhões sejam destinados para créditos de custeio e comercialização e R$ 180,1 bilhões para investimentos.

Os agricultores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) teriam acesso a R$ 90 bilhões, os do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) poderiam dispor de R$ 86 bilhões, e os restantes R$ 421 bilhões iriam para os demais agricultores.

O documento foi enviado na última sexta-feira (28) com a assinatura dos titulares dos órgãos representativos dos agropecuaristas estaduais que ajudaram na elaboração: Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná), Federação da Agricultura (Faep), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) e Sistema Ocepar.

Preços estão mais animadores e produtores paranaenses podem ter bons ganhos nesta safra

“A proposta leva em conta os desafios que muitos produtores têm enfrentado especialmente diante de variações climáticas e volatilidade de preços observadas nas safras recentes”, afirmou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza. “Os valores apresentados e as sugestões de como aplicá-los visam dar mais tranquilidade para o produtor fazer o que sabe, que é produzir alimento. As sugestões estão dentro da realidade vivida no campo”.

O ofício caminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, com cópia para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar junto com as propostas, enfatizam os principais pontos a serem analisados no documento: “Destacam-se a necessidade de elevação do montante de recursos para custeio, comercialização e investimento, a necessidade de recomposição do orçamento para subvenção ao prêmio de seguro rural, promover o reequilíbrio do teto de renda bruta da agricultura familiar e um olhar especial sobre as taxas de juros, considerando o cenário econômico nacional”.

O documento ainda ressalta a importância desses pontos. “As medidas apresentadas pelas entidades paranaenses são de caráter estratégico e contributivas à economia nacional. Buscam, efetivamente, colaborar para manutenção do crescimento da produção brasileira de alimentos de origem vegetal e animal, fator determinante para composição da cesta de índices que compõe o cálculo da inflação e a manutenção da segurança alimentar do país”, destaca o texto do ofício.

Custeio e comercialização

O documento salienta que o financiamento de custeio possibilita a aquisição de insumos, como sementes, fertilizantes, defensivos e ração, garantindo que os produtores tenham os recursos necessários para cada safra. Já o crédito para comercialização viabiliza a estocagem e a venda da produção em momentos mais favoráveis do mercado, evitando a necessidade de negociações em períodos de preços baixos.

A proposta é de que sejam disponibilizados R$ 417 bilhões para essas duas atividades, sendo R$ 45 bilhões para Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 72 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e R$ 300 bilhões para os demais produtores.

Os limites de contratação sugeridos são de R$ 400 mil para Pronaf, com taxa de 0,5% a 5,5% de juros ao ano. Para o Pronamp o limite seria de R$ 2 milhões, com juros de 7%, enquanto os demais produtores poderiam contratar até R$ 4 milhões, com 11% ao ano.

Também é proposta uma linha especial para os produtores de leite, com o objetivo de que eles possam reter as matrizes e adquirir alimentos para o plantel, “possibilitando que mantenham a capacidade produtiva mesmo em períodos de adversidade econômica”.

Investimento

A proposta contempla a aplicação de R$ 180,1 bilhões para essa finalidade. As prioridades apresentadas pelas entidades do agronegócio paranaense são o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), que teria R$ 11,5 bilhões; o Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido (Proirriga), com R$ 3 bilhões; o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), com previsão de R$ 4,5 bilhões, e o Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com proposta de R$ 10 bilhões.

A sugestão é que esses programas listados como prioritários tenham taxas de juros pré-fixadas e juros menores, além de prazos para reembolso superiores aos demais programas de investimentos.

Gestão de risco rural

Com objetivo de ter uma válvula para mitigar os impactos de condições climáticas adversas, pragas recorrentes e oscilações frequentes do mercado, a proposta é que seja prevista a liberação de R$ 4 bilhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), criado para reduzir o custo da contratação do seguro rural, a partir do subsídio, dado pelo Estado, de parte do valor.

As entidades propõem, entre outras ações, alterações no Programa de Seguro Rural com vistas à inclusão de produtos, ampliação do tempo de cobertura, implementação de subvenção diferenciada para culturas predominantes em cada região, além de incluir condições de seguro de qualidade para cultura de inverno.

A proposta também inclui o fortalecimento do Monitor do Seguro Rural, com capacitação de técnicos, corretores e peritos, além de pedir recursos para que a Embrapa realize levantamentos e estudos técnicos para aprimorar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

Ainda em relação às consequências climáticas, o Estado sugere que os produtores rurais atingidos por adversidades sejam amparados com medidas emergenciais, como prorrogação de financiamentos de custeio por 12 meses, mantendo-se todas as condições acordadas, renegociação das operações de investimento que não puderem ser liquidadas, e acesso a novos créditos.

Agricultura familiar

Para os agricultores familiares enquadrados no Pronaf, o documento propõe aumento no volume de recursos destinados ao custeio e comercialização de R$ 41 bilhões para R$ 45 bilhões e para investimento de R$ 35 bilhões para R$ 45 bilhões.

A sugestão é de que eles possam financiar até R$ 400 mil, tendo prazo de dez anos para reembolso, com dois anos de carência. Também há proposta de aumento de R$ 500 mil para R$ 750 mil na renda bruta de enquadramento do agricultor familiar (portador do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar – CAF).

Para os pequenos produtores é sugerido também a simplificação nos procedimentos para acesso ao Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF), assegurando a compensação financeira quando os preços de mercado dos produtos agrícolas ficam abaixo dos valores de referência estabelecidos pelo governo. “O programa funciona como um mecanismo de proteção da renda dos agricultores familiares, reduzindo os riscos da atividade e incentivando a permanência no campo”, diz o documento.

Fonte: AEN Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

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Expodireto Cotrijal 2025 debate impactos da estiagem

A abertura da Expodireto Cotrijal 2025, realizada nesta segunda-feira (10), foi marcada por discursos ressaltando a necessidade de soluções para os prejuízos causados pela estiagem no Rio Grande do Sul. O evento reuniu autoridades regionais, estaduais e federais, além de lideranças do agronegócio.

O presidente da Cotrijal, Nei César Manica, destacou o papel da feira ao longo de suas 25 edições como um espaço de inovação e defesa dos interesses do setor. “Foram vários anos consecutivos de frustração devido à falta de chuvas e em 2024 também por inundação. Precisamos de um novo projeto de securitização para dar condições aos produtores rurais de se manterem na atividade. Se o agro vai mal, há um efeito dominó negativo sobre toda a economia”, afirmou.

Manica também incentivou os agricultores a aproveitarem as oportunidades da Expodireto. “A Expodireto é o mundo do agronegócio, gera oportunidades de informação, negócios e conhecimento que vão auxiliar no trabalho das propriedades”, ressaltou.

A securitização das operações de crédito rural para produtores afetados por eventos climáticos extremos será debatida na Audiência Pública do Senado Federal na sexta-feira (14), no auditório central da feira.

O governador Eduardo Leite anunciou a liberação de R$ 46,7 milhões para municípios atingidos pela estiagem, além de novas ações dentro do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável do Estado para minimizar os impactos climáticos.

Leite também ressaltou a importância da Expodireto Cotrijal como impulsionadora do agronegócio e confirmou a municipalização do trecho da rodovia que permitirá a expansão do parque da feira. “A municipalização do trecho da rodovia que vai possibilitar a ampliação do parque da Expodireto já está aprovada”, anunciou o governador.

A realocação da RS-142, que atualmente passa em frente ao parque, permitirá a ampliação da feira, abrindo espaço para mais expositores e novas oportunidades de negócios.

A Expodireto Cotrijal 2025 segue até sexta-feira (14), com programação completa e destaques disponíveis nas redes sociais do evento. O Portal Agrolink está presente para a cobertura completa do evento.

Educação

Cerca de 540 alunos e professores de cinco cidades do Rio Grande do Sul terão a oportunidade de conhecer de perto as modernas práticas do agronegócio gaúcho durante a Expodireto Cotrijal 2025, feira de destaque internacional, que acontece entre 10 e 14 de março, em Não-Me-Toque. Será mais uma edição do programa Vivenciando a Prática, da associação De Olho no Material Escolar.

As visitas das turmas aos estandes, com acompanhamento de monitores e técnicos, terão escolas das redes pública e privada de Não-Me-Toque, Victor Graeff, Passo Fundo, Sananduva e Ibiaçá, com turmas do fundamental II e Ensino Médio.

Além do Vivenciando a Prática, programa que já sensibilizou mais de 40 mil integrantes da comunidade escolar sobre o moderno agronegócio, desde 2021, em propriedades rurais, agroindústrias e eventos setoriais em todo o país, a programação também incluirá duas apresentações da peça teatral “Se Liga no Campo”.

Expodireto

Focada em tecnologia e negócios, a Expodireto Cotrijal tem como principal objetivo aproximar o produtor do conhecimento, das informações, da tecnologia consagrada e sacramentada nos órgãos de pesquisa ou nas empresas privadas e também de importantes debates ligados ao meio rural.

Para a De Olho no Material Escolar, é mais uma oportunidade para fazer a imersão dos estudantes na realidade do setor, aproximar teoria e prática, reconectar cidade e campo e mostrar as oportunidades pessoais e profissionais que o campo proporciona às novas gerações, com muita tecnologia e inovação.

Fonte e Foto: Agrolink – Seane Lennon/Expodireto Cotrijal

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Isenção do imposto de importação é ineficaz para reduzir preços dos alimentos

A isenção do imposto de importação sobre alimentos não deve reduzir o preço dos produtos para o consumidor final como espera o governo, avaliam analistas do mercado e representantes do setor produtivo. A medida foi anunciada na quinta-feira (6) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) juntamente com outras ações, como um estímulo à produção de itens da cesta básica no Plano Safra e o fortalecimento de estoques reguladores.

Ao todo, nove produtos terão zerada a alíquota de importação: carne, café, milho, açúcar, massas, biscoitos, sardinha, óleo de girassol e azeite de oliva. Já a cota de importação isenta de óleo de palma, atualmente em 65 mil toneladas, subirá para 150 mil toneladas.
As mudanças entram em vigor nos próximos dias, após aprovação pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No Congresso Nacional, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) classificou as medidas apresentadas pelo governo federal como “ineficazes para efeito imediato”, em especial a isenção de impostos para produtos importados, que reduziriam a arrecadação “sem garantir o reforço ao apoio da produção brasileira”.

“O principal entrave para a redução dos preços dos alimentos não está na tarifa de importação, mas na própria cadeia produtiva nacional”, diz o líder da oposição na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS).

Para ele, a iniciativa do governo deve beneficiar grandes importadores e distribuidores, mas não necessariamente o consumidor final. “A redução da tarifa não garante que os preços nas prateleiras dos supermercados cairão na mesma proporção, já que outros custos, como transporte, armazenagem e margem de lucro dos intermediários, continuarão pressionando os valores.”

O próprio governo não tem uma estimativa de impacto da medida nos preços. “É difícil você, matematicamente para cada item, explicitar”, disse Alckmin no anúncio da iniciativa.

Produtos que terão isenção têm excedente de produção no Brasil

Contraditoriamente, foram selecionados para o estímulo à importação alguns dos principais produtos da pauta de exportações brasileira.
O Brasil é o maior fornecedor global de carne bovina, por exemplo. Em 2024, vendeu para outros países cerca de 2,5 milhões de toneladas do produto fresco ou congelado, enquanto comprou apenas 40,6 mil toneladas.

Além disso, 95,1% do valor total importado de proteína bovina veio do Paraguai, Uruguai e Argentina, países que já não pagam imposto de importação, por pertencerem ao Mercosul.

As importações de café em 2024, por sua vez, somaram US$ 83,4 milhões, enquanto o país exportou o equivalente a US$ 11,4 bilhões do grão.
No caso do milho, foram US$ 8,2 bilhões em exportações no ano passado, e US$ 292,5 milhões em importações, das quais US$ 270,4 milhões vieram do Paraguai (92,4%) e US$ 10,3 milhões da Argentina (3,5%), que já são isentos da tarifa de importação.

Para Paulo Bortolini, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), a zeragem do imposto de importação sobre o cereal é “inócua”. “Não tem efeito prático algum no sentido de aumentar a oferta”, diz.

“O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho e o segundo maior exportador. Nós temos preços baixos, senão mais de 100 países ao redor do mundo não comprariam nosso milho”, afirma.

“Quando se fala em zerar impostos, a primeira pergunta é: vamos importar de onde?”, questiona. Ele ressalta que o Brasil tem excedente de produção da commodity. Ainda que fosse possível trazer mais milho do exterior, os custos envolvendo operações portuárias e a logística interna para levar o produto para consumo e industrialização no interior do país impediriam a queda nos preços.

“O governo parece estar perdido, atribuindo a causa dos preços dos alimentos aos produtores, quando na verdade a causa da inflação é a expansão monetária em função de gastos públicos exorbitantes”, diz.

Procuradas pela reportagem, entidades representativas de outros setores impactados diretamente, como as associações brasileiras de Proteína Animal (ABPA) e da Indústria de Café (Abic), preferiram não se manifestar sobre o assunto por enquanto.

Economistas veem impacto insignificante da isenção do imposto de importação na inflação

“Os produtos que o Brasil exporta majoritariamente, como é o caso de café e carnes, os impactos tendem a ser muito reduzidos na inflação”, diz Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital.

“Primeiro porque os produtos importados compõem uma fração muito pequena do que é disponibilizado internamente, e, segundo, porque são produtos que são consumidos e adquiridos pelo topo da pirâmide social, e não pela base, em que a inflação de alimentos de fato corrói muito.”

Já os produtos que o Brasil mais importa, como é o caso da sardinha, do azeite de oliva e do óleo de girassol, têm pouco peso nos indicadores de variação de preços, como o IPCA.

Ela destaca ainda que historicamente, a partir de abril, os preços dos alimentos têm uma tendência sazonal de queda. “Esses efeitos se sobressaem à redução das alíquotas [do imposto de importação] e não podem ser confundidos ou atribuídos à redução do imposto desses alimentos”, afirma.

A economista Andréa Angelo, estrategista de inflação da Warren Investimentos, lembra que itens como carne e azeite, que mais poderiam impactar na inflação, têm problemas de oferta em escala global.

“Supondo que importássemos muito desses produtos, o câmbio depreciaria e comeria parte do ganho”, diz. “Além disso, há um impulso à demanda – num ambiente de demanda já forte, provavelmente parte do ganho fica com o dono do mercado.”

Para a economista, no entanto, pode haver um efeito positivo no longo prazo, com o aumento da competição no mercado brasileiro. Uma medida mais efetiva para ela seria a isenção do ICMS sobre a cesta básica por parte dos estados, conforme proposto pelo governo federal.

Fonte e Foto: Gazeta do Povo

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Brasil supera exportação de milho de março de 2024 em apenas três dias úteis

De acordo com dados divulgados na segunda-feira (10) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil já exportou 446.940,9 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) até o momento, superando o total embarcado no mês de março de 2024, que foi de 427.307,9 toneladas. Esse volume representa um aumento de 4,5% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Nos três primeiros dias úteis do mês, a média diária de embarques foi de 148.980,3 toneladas, o que representa um crescimento impressionante de 597,3% em relação à média diária de março de 2024, que havia sido de apenas 21.365,4 toneladas.

No que se refere ao faturamento, o Brasil arrecadou US$ 105,730 milhões até agora em março, superando os US$ 100,879 milhões registrados ao longo de todo o mês de março de 2024. Isso reflete um aumento de 598,7% na receita diária, com a média diária atual de US$ 35,243 milhões, contra US$ 5,044 milhões no ano anterior.

Além disso, o preço médio da tonelada do milho brasileiro também apresentou um pequeno aumento de 0,2%, passando de US$ 236,10 em março de 2024 para US$ 236,60 em março de 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Divulgação

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Sistema Ocepar e entidades encaminham propostas para o Plano Safra 2025/26 ao governo federal

O Sistema Ocepar e outras entidades representativas encaminharam aos Ministérios da Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, no dia 28 de fevereiro, um documento com propostas para contribuir na construção do Plano Safra 2025/2026. O objetivo é apresentar as principais demandas do setor agropecuário para as linhas de custeio, investimento, comercialização e industrialização do Crédito Rural.

A proposta das entidades é que o governo federal disponibilize o total de R$ 597,1 bilhões para a safra 2025/2026, sendo R$ 417 bilhões para créditos de custeio e comercialização (desse total, R$ 45 bilhões para Pronaf, R$ 72 bilhões para Pronamp e R$ 300 bilhões para os demais produtores); e R$ 180,1 bilhões para investimentos.

O documento também apresenta sugestões para aprimorar as políticas de Gestão de Riscos, incluindo propostas voltadas ao Seguro Rural e ao Proagro, e sugestões para as taxas de juros. Além disso, foram compilados pontos específicos para fortalecer a Agricultura Familiar, reconhecendo sua relevância para a economia e para a segurança alimentar do país.

Além do Sistema Ocepar, assinam o documento a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná).

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, explica que, nos últimos anos, tem havido um aumento significativo nas demandas de investimento por parte das cooperativas agropecuárias. Este cenário destaca a importância de investimentos contínuos e substanciais. “As cooperativas precisam de recursos para enfrentar os desafios impostos pela concorrência no mercado global, além de se adaptarem às mudanças climáticas e às novas exigências do consumidor”, completa.

Fonte: Ocepar Foto: Divulgação

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Monitoramento dos cultivos de verão analisa o impacto do clima registrado em fevereiro na safra 2024/25

No mês de fevereiro, os maiores volumes de chuva ocorreram no Centro-Norte do país, contribuindo para a manutenção da umidade no solo e, de forma geral, para o desenvolvimento dos cultivos. Apesar do excesso de precipitações interferirem na semeadura dos cultivos e na evolução da colheita, as chuvas beneficiaram o enchimento de grãos dos cultivos de primeira safra, além do início do desenvolvimento do milho segunda safra. É o que revela o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O Boletim ainda mostra que em parte do Semiárido do Nordeste persistiu o deficit hídrico afetando as lavouras de feijão e milho. Já no Rio Grande do Sul as chuvas amenizaram a condição de restrição hídrica de parte das lavouras, mas as altas temperaturas intensificaram a perda de umidade do solo.
Os dados espectrais analisados pela Companhia indicam condições favoráveis de desenvolvimento das lavouras. No caso da soja, apesar do atraso na semeadura, o índice vegetativo da atual safra evoluiu acima da média e do ciclo passado durante a maior parte do período reprodutivo, devido às condições climáticas favoráveis e ao menor escalonamento do plantio. Contudo, no sudoeste de Mato Grosso do Sul e no noroeste do Rio Grande do Sul, houve uma desaceleração no crescimento do índice da safra atual em dezembro e janeiro, em razão da falta de chuvas e das altas temperaturas que afetaram parte das lavouras.

Já as lavouras de arroz estão, de maneira geral, em boas condições, devido à incidência solar e à disponibilidade hídrica para irrigação. Muitas áreas no estado gaúcho, principal produtor no país, estão em fase final de maturação, tendo sido iniciada a colheita. As últimas precipitações foram importantes no aporte hídrico dos mananciais. Em Santa Catarina, as áreas colhidas têm apresentado boa produtividade e qualidade do grão em função do clima favorável durante o ciclo da cultura.

O BMA é uma publicação mensal, resultado da colaboração entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam). O trabalho conta, ainda, com a colaboração de agentes que contribuem com dados pesquisados em campo.

Clique aqui e acesse a íntegra do Boletim.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Chuvas diminuem e calor segue em março no Paraná, aponta Simepar

Março chega ao Paraná com temperaturas máximas previstas de até 37°C, seguindo o ritmo do mês anterior. No último dia de fevereiro, nove cidades registraram temperaturas acima de 35°C antes mesmo das 15h: Altônia, Capanema, Cambará, Cândido de Abreu, Cerro Azul, Loanda, Palotina, Santa Helena e Umuarama.

As duas primeiras semanas de março serão mais secas e as temperaturas seguem altas – dessa maneira, o desconforto térmico continua intenso. Ao longo do mês as temperaturas devem ficar levemente acima da média em todas as regiões do Paraná. Com a chegada do outono a temperatura vai diminuir gradualmente.

As águas de março fecharão o verão dentro da média histórica para o mês nas regiões Centro e Leste. Já no Norte e Oeste do Estado, o clima fica mais seco: a chuva deve ser abaixo da média. “As tempestades isoladas ficarão menos frequentes, e aumenta o intervalo entre os dias com chuva. Isso acontece porque vai diminuir a umidade da atmosfera. Teremos mais predomínio de massas de ar seco”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

Médias

Em março as médias de chuva são de 200 mm a 300 mm no Litoral. Na faixa de Curitiba até Telêmaco Borba a média de chuvas no mesmo período é de 100 mm a 125 mm apenas, com exceção da região de Castro, que registra médias de 75 mm a 100 mm. Nos arredores de Castro fica a área do Paraná onde menos chove, historicamente, em março. Nas regiões de Guaíra e Umuarama, e em uma pequena faixa próximo a Francisco Beltrão, o volume de chuvas no mês é similar ao da Capital.

No resto do Estado, a média de chuvas em março fica na faixa de 125 mm a 150 mm, com exceção da região de Cândido de Abreu e uma área próxima à Cascavel, que geralmente registram volumes de chuva entre 150 mm e 200 mm no mês.

Com relação às temperaturas, as médias em março costumam ser de 24°C a 26°C no Noroeste e no extremo Oeste; de 22°C a 24°C em uma grande faixa do Estado que começa no Litoral, sobe para a região de Maringá e Londrina e chega aos arredores de Cascavel; entre 20°C e 22°C na região Central e em uma faixa até Francisco Beltrão; e de 18°C a 20°C em uma faixa entre a Capital, Guarapuava e a região Sul do Estado.

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Com uma estrutura de 120 estações meteorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas meteorológicas, o Simepar é responsável por fornecer dados meteorológicos para órgãos como a Coordenadoria da Defesa Civil e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, de modo a facilitar ações de resposta a situações extremas.

A previsão do tempo para os 399 municípios paranaenses pode ser acessada no site www.simepar.br. As informações tem duas atualizações diárias. Para cada cidade é possível saber o quanto deve chover, temperaturas mínimas e máximas previstas, umidade relativa do ar e vento, com detalhamento por hora para a data e o dia seguinte.

Fonte: AEN Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

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Revista Paraná Cooperativo traz a cobertura dos Dias de Campo

A equipe de reportagem da revista Paraná Cooperativo acompanhou os Dias de Campo realizados pelas cooperativas paranaenses em janeiro e fevereiro e traz a cobertura completa com as principais novidades apresentadas. Nos eventos, os cooperados trocam experiência e conhecem o resultado de estudos, as tecnologias de ponta e as boas práticas que servem de inspiração para o novo ciclo. “É um momento fundamental para o compartilhamento de conhecimento e inovação na atividade”, destaca o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

Show Rural

Outro tema da revista é o Show Rural, que é um dos maiores eventos agropecuários da América Latina, realizado em Cascavel, em fevereiro, pela Coopavel. Além de apresentar inovações voltadas para o agronegócio, o Show Rural sediou eventos importantes voltados ao setor, como os fórum de meio ambiente e de tecnologia de informação e reuniões sobre sanidade animal. O local também recebeu a Assembleia Legislativa itinerante e a reunião de diretoria da Ocepar, quando foram anunciados investimentos das cooperativas para 2025.

Entrevista

A entrevistada da edição é a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá. Ela fala sobre o significado de uma mulher pela primeira vez estar à frente da principal instituição de pesquisa agronômica do país, destaca os esforços da Embrapa em estudos pautados no duplo desafio de produzir mais alimentos com menos impacto ambiental, os preparativos para a preparação na COP30 e destaca o papel do cooperativismo na busca de uma produção mais equilibrada e sustentável.

Outros temas

Os outros temas da edição são as Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs), realizadas pelas cooperativas, os desafios para a comercialização da safra 2024/2025, os cinco anos da Cooperativa de Trabalhadores de Enfermagem do Paraná (Cooenf) e o uso da revista Paraná Cooperativo como material de apoio em salas de aulas, prática que está sendo adotada por algumas escolas públicas do Paraná.

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Fonte: Sistema Ocepar