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Renovação de benefícios fiscais amplia competitividade da indústria de trigo do Paraná

A prorrogação dos benefícios fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao setor produtivo paranaense contribui para ampliar a competitividade da indústria de trigo do Estado. Nesta quarta-feira (19), o governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu com o Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Paraná (Sinditrigo), que destacou que o incentivo vai permitir que o setor, que é responsável por 30% da moagem do grão no País, continue investindo em novas plantas e equipamentos.

A medida está prevista no decreto 8.401/2024, assinado pelo governador no final do ano passado, e é válida até 31 de dezembro de 2028, quando passa então a valer a nova Reforma Tributária. Ela beneficia setores como a agropecuária e indústria e busca manter a competitividade de mercado de diversos produtos paranaenses, além de viabilizar a sustentabilidade das políticas públicas e a manutenção do equilíbrio fiscal do Estado.
Ratinho Junior destacou que a proposta do Governo do Estado é fazer com que o Paraná, que é uma das principais forças do agro nacional, industrialize cada vez mais a produção do campo. “Nossa vocação é produzir alimentos para o planeta, e a indústria de moagem de trigo é um setor muito importante para o Estado. Queremos continuar consolidando o Paraná, que já é responsável por 30% do mercado nacional, como esse grande industrializador do nosso trigo”, afirmou.

“E o nosso caminho é trazer ainda mais indústrias para transformação do trigo em farinha para abastecer o País. Estamos muito focados em ser o supermercado do mundo para deixar essa riqueza no Estado”, ressaltou o governador. “O Paraná está em um bom momento na economia, com uma grande expansão no PIB, e o nosso objetivo é continuar avançando”.

A prorrogação dos benefícios foi pleiteada pela Secretaria de Estado da Fazenda junto ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que valida os tratamentos tributários diferenciados concedidos pelos estados. A medida atende pedidos do G7, grupo formado pelas instituições que representam setor produtivo paranaense.

O secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, explicou que o benefício de redução da tributação da indústria moageira é concedido há anos para garantir a capacidade competitiva do setor. “Temos uma indústria forte e moderna. O Estado renovou esse benefício até o final de 2028, que além de fazer com que o setor se mantenha competitivo, também dá previsibilidade ao empresariado, para que possa planejar seu investimento com segurança técnica e jurídica”, destacou.

Dentre os benefícios prorrogados estão créditos presumidos autorizados aos estabelecimentos paranaenses; prorrogação da concessão de redução de base de cálculo e de crédito presumido calculado a outros segmentos; concessão de isenção e redução de base de cálculo. As alterações propostas não implicam renúncia de receita.

“O incentivo ao setor vem de muitos anos e garantiu o crescimento indústria moageira do Paraná, que é bastante tradicional e existe há mais de 50 anos. A identificação do governo desse grande potencial e o incentivo dado fizeram com que tivéssemos um crescimento muito importante”, explicou o presidente do Sinditrigo, Daniel Kümell. “O governo incentiva o nosso trabalho. Temos muitos investimentos chegando ao Paraná, grandes moinhos com plantas muito tecnológicas, e que acontecem graças a esse incentivo”.

Segundo o Sinditrigo, o Estado conta atualmente com 67 moinhos industriais, que são responsáveis pela moagem de cerca de 3,8 milhões toneladas de trigo por ano, 30% da manufatura nacional. “Esse entendimento do governo, a parceria do poder público com o privado, fez com que os moinhos investissem no Paraná. O Estado tem esse grande volume de produção, e 50% da farinha produzida aqui vai para outros estados”, disse.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Vasconcelos, também acompanhou a agenda.

Fonte: AEN Foto: Gabriel Rosa/AEN

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Paraná lidera exportações da região Sul no 1º bimestre de 2025

As exportações do Paraná somaram US$ 3,25 bilhões nos dois primeiros meses de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). É o maior valor entre os estados da região Sul, superando os resultados do Rio Grande do Sul (US$ 3,19 bilhões) e Santa Catarina (US$ 1,77 bilhão).

A pauta das exportações do Paraná é encabeçada pela carne de frango in natura, com vendas da ordem de US$ 663,46 milhões no primeiro bimestre, seguida da soja em grão (US$ 467,92 milhões), cereais (US$ 221,47 milhões) e farelo de soja (US$ 165,03 milhões).

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, com o avanço da comercialização dos principais produtos da safra agrícola, a tendência é de que as exportações paranaenses acelerem ao longo do ano. “O Paraná registrará, neste ano, um volume de produção primária próxima do nível recorde, o que terá efeitos positivos sobre as exportações do Estado e também sobre o nosso PIB”, ressalta.

O principal destino das exportações paranaenses foi a China, que adquiriu US$ 598,66 milhões em mercadorias produzidas no Estado. Na sequência estão a Argentina (US$ 234,78 milhões), Estados Unidos (US$ 214,05 milhões), Irã (US$ 127,13 milhões) e Bangladesh (US$ 111,05 milhões).
Bangladesh, inclusive, vem elevando substancialmente as compras de produtos paranaenses, com um incremento de 195,4% em relação ao primeiro bimestre de 2024, quando os embarques para o país resultaram em receitas de US$ 37,6 milhões.

Além desses países, os bens produzidos no Paraná chegaram a 177 mercados diferentes nos dois primeiros meses de 2025, o que inclui não somente conhecidos compradores, como os Estados Unidos e os vizinhos sul-americanos, mas também economias menores, como as de Botsuana (África) e do Laos (Ásia).

O estado também fechou com superávit na balança comercial nos dois primeiros meses do ano, com saldo comercial de US$ 106,03 milhões. O resultado é a diferença entre os US$ 3,25 bilhões das exportações e US$ 3,14 bilhões de importações.

As principais mercadorias adquiridas no mercado internacional que entraram pelo Paraná foram os adubos e fertilizantes, que somaram US$ 331,86 milhões em movimentação, seguidos dos produtos químicos orgânicos (US$ 245,22 milhões) e autopeças (US$ 204,32 milhões).

Fonte: Gazeta do Povo Foto: Divulgação

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Outono será de temperaturas ligeiramente acima da média e diminuição das chuvas no Paraná, segundo Simepar

O outono, que começa nesta quinta (20), deve ser marcado por temperaturas dentro ou ligeiramente acima da média no Paraná, segundo o Simepar.
Ao contrário do ano passado, em que houve calor fora do padrão, a expectativa é de uma transição gradual para os dias mais frescos, com as primeiras geadas nas cidades mais frias do estado previstas para o final do mês de abril. O meteorologista do Simepar, Leonardo Furlan, destacou a mudança no padrão do tempo.

Com relação as chuvas, os meses de abril, maio e junho no Paraná, historicamente, apresentam redução no volume de chuva em relação ao verão. Sistemas de alta pressão atmosférica, que tem como característica o ar frio e seco, fazem com que o intervalo entre as chuvas também seja maior.
A previsão é de que a chuva siga o padrão histórico na região Leste. A precipitação acumulada ficará próxima ou abaixo do normal nas demais regiões do Estado, como já ocorreu em 2024. As regiões Oeste, Sudoeste, Centro Sul e Leste permanecerão com clima mais seco neste outono em comparação ao ano passado, pois nestas áreas choveu acima da média em 2024, segundo o Simepar.

Um dos fatores que costuma modificar o regime de chuvas são os fenômenos La Niña e El Niño. Segundo o meteorologista, os modelos numéricos projetam condição de neutralidade, sem a presença desses fenômenos.

As regiões Norte e Noroeste do Paraná merecem maior atenção com relação as chuvas. Segundo o meteorologista, Fernando Mendes, essas regiões se encontram em situação de seca leve, condição que pode se agravar com a diminuição das chuvas na nova estação.

O acumulado médio de chuvas no Litoral durante o mês de abril, por exemplo, varia de 111 mm a 211 mm; na Região Metropolitana de Curitiba varia de 39 mm a 96 mm; na região Central de 61 mm a 129 mm; na região Sul de 59 mm a 150 mm; no Sudoeste de 73 mm a 155 mm; no Oeste de 73 mm a 174 mm; e no Norte varia de 56 mm a 122 mm, segundo o Simepar.

Além da previsão para o outono, o Simepar também divulgou um balanço do verão de 2025.

Em comparação a 2024, a estação de 2025 foi mais chuvosa em quase todas as regiões, com exceção do Litoral e do Centro Sul – na região de Palmas choveu mais em 2023 e 2024 do que neste ano. Já em termos de temperatura média do ar, este ano foi mais ameno do que ano passado.

Mesmo assim, em 23 cidades do estado, o mês de fevereiro foi o mais quente da série histórica: Antonina, Ponta Grossa, Capanema, Cândido de Abreu, Cornélio Procópio, Fernandes Pinheiro, Cruzeiro do Iguaçu, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Palmas, Palmital, Paranaguá, Pato Branco, Pinhão, Ponta Grossa, Santa Helena, Santo Antônio da Platina, Telêmaco Borba, Ubiratã, União da Vitória.

Para os primeiros dias de outono, de quinta a domingo (23), o tempo fica estável no Paraná, com predomínio de sol. Serão dias de bastante amplitude térmica, com manhãs de temperaturas amenas e nevoeiros, e tardes mais quentes.

Na quinta e na sexta pode ocorrer chuva fraca no Litoral. Até domingo, no Oeste, Norte e Noroeste, a umidade estará baixa, segundo o Simepar.

Fonte: CBN

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Seguro rural defasado: Fávaro propõe novo modelo para modernizar proteção ao agro

O seguro rural brasileiro está defasado e precisa de uma reformulação urgente. Essa foi a avaliação do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante audiência na Comissão de Agricultura do Senado, nesta terça-feira (19). Questionado pelos parlamentares sobre o tema, o ministro destacou a necessidade de modernizar o modelo atual e sugeriu a criação de uma nova proposta para tornar o seguro mais acessível aos produtores rurais.

Fávaro citou o projeto de lei que está em discussão e tem como objetivo ampliar a cobertura do seguro rural, garantindo mais segurança financeira ao setor agropecuário. Segundo ele, a agropecuária brasileira evoluiu significativamente em tecnologia, inovação e produtividade, mas a proteção contra riscos climáticos e perdas não acompanhou esse crescimento.

“O seguro rural ficou para trás. Precisamos encontrar uma saída para essa que é uma das maiores carências do arranjo produtivo brasileiro”, afirmou o ministro.

Comparação com os EUA e mudanças propostas

Fávaro mencionou o modelo norte-americano de seguro rural, onde o governo subsidiaria diretamente o seguro, em vez de focar no crédito agrícola, como ocorre no Brasil. Atualmente, o governo brasileiro destina cerca de R$ 16,3 bilhões para a subvenção ao crédito rural, enquanto apenas R$ 1 bilhão é destinado ao seguro rural.

A proposta do ministro é encontrar um equilíbrio, tornando o seguro obrigatório para aqueles que acessam crédito rural. “Nos Estados Unidos, não há crédito rural como no Brasil, mas há um seguro bem estruturado. Aqui, podemos manter o crédito, mas com a exigência do seguro, garantindo maior proteção ao produtor”, disse.

Além disso, Fávaro destacou que uma reformulação do seguro poderia reduzir o custo das apólices para os produtores, tornando a adesão mais atrativa. Segundo estudos preliminares apresentados na audiência, os valores das apólices poderiam cair entre 0,9% e 1,3%, tornando o seguro mais barato e acessível.

Avanço das negociações com o setor privado

A reformulação do seguro rural está sendo debatida com diversos setores, incluindo seguradoras, resseguradoras, parlamentares e representantes do agronegócio. O objetivo é construir um modelo que amplie a cobertura e traga mais previsibilidade financeira para os produtores, especialmente diante das oscilações climáticas e dos desafios enfrentados pelo setor.

Caso a proposta avance no Congresso, o novo modelo poderá garantir maior estabilidade ao agro brasileiro, reduzindo impactos econômicos causados por perdas na produção e tornando o setor ainda mais competitivo no cenário internacional.

Fonte: Canal Rural Foto: Divulgação

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Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia

A XLIV Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia está chegando e as inscrições já estão abertas.

Acesse aqui e faça seu credenciamento. Assim como nas edições anteriores, os participantes poderão enviar resumos de trabalhos inéditos para serem apresentados na forma oral ou pôster.

O evento, organizado pela SL Alimentos, contará com palestras de especialistas renomados do Brasil e do exterior e reunirá pesquisadores, profissionais, acadêmicos, empresas, além de produtores rurais para discutir as últimas inovações e tendências sobre o cultivo da aveia.

Aproveite o primeiro lote! As vagas são limitadas.

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Colheita da safra de milho verão 2024/25 avança para 48,7% no Brasil

A colheita da safra de milho verão 2024/25 no Brasil alcançou 48,7% da área estimada de 3,512 milhões de hectares até a última sexta-feira (14), conforme levantamento da consultoria Safras & Mercado.

O Rio Grande do Sul lidera os trabalhos, com 78,8% da área de 886 mil hectares já colhida. Em Santa Catarina, o índice chega a 68,4% dos 583 mil hectares cultivados, enquanto no Paraná a colheita abrange 59,4% dos 532 mil hectares plantados. Em São Paulo, 46,8% dos 294 mil hectares foram colhidos, e em Minas Gerais, 18,4% dos 858 mil hectares já foram retirados do campo. Em Goiás e no Distrito Federal, o avanço é de apenas 7,8% sobre uma área de 290 mil hectares, enquanto no Mato Grosso o percentual chega a 50,4% dos 10 mil hectares cultivados. Já no Mato Grosso do Sul, onde foram plantados 28 mil hectares, os trabalhos ainda não tiveram início.

No mesmo período do ano passado, a colheita da safra de verão 2023/24 estava mais adiantada, atingindo 54,3% da área estimada de 3,972 milhões de hectares. A média dos últimos cinco anos para essa época do ciclo é de 49,3%.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: AEN

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Mais de R$ 249 bilhões do Plano Safra 2024/25 foram repassados até fevereiro

A evolução do crédito rural aponta um crescimento expressivo ao longo dos anos, segundo levantamento feito pela Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec), em parceria com a empresa de consultoria Fator Agro, com base em informações do Banco Central.

Na safra 2023/2024, o volume total aplicado foi de R$ 415,46 bilhões, com um valor acumulado de R$ 301,80 bilhões até este período. Para a safra 2024/2025, até fevereiro de 2025, o valor acumulado é de R$ 249,02 bilhões, de um total de R$ 476,6 bilhões disponibilizados para o atual ciclo agropecuário. “No entanto, ao compararmos o montante captado até o momento com o mesmo período da safra passada, observa-se uma redução de 17%”, observa o analista da área de mercado da Getec, Salatiel Turra.

Fontes

Na safra 2024/25, os recursos aplicados no crédito rural são provenientes de diversas fontes, sendo a principal os Recursos Livres, que representam 52% do total. Outras fontes incluem Recursos Obrigatórios (18%), Poupança Rural (11%), Fundos Constitucionais (7%), BNDES (8%) e outras fontes (4%). Esses dados, fornecidos pelo Banco Central do Brasil, demonstram a diversificação das origens de financiamento disponíveis para o setor rural.

As cooperativas brasileiras captaram R$ 45,07 bilhões na safra 2023/2024. No Paraná, o montante captado foi de R$ 15,50 bilhões, representando 34% da participação nacional, o que evidencia a relevância das cooperativas no financiamento rural. Para a safra 2024/2025, até o momento, as cooperativas brasileiras captaram R$ 23,73 bilhões, sendo R$ 6,46 bilhões referentes às cooperativas paranaenses, o que corresponde a aproximadamente 27% do total captado no país.

Clique aqui e confira o Informe de Crédito Rural em arquivo PDF

Fonte: Sistema Ocepar Foto: Arquivo AEN

Governador Carlos Massa Ratinho Junior participa das comemorações de Aniversário de 90 anos do Porto de Paranaguá - 17/03/2025

Porto do Paraná terá dois novos berços para navios; investimento do governo será de R$ 1 bilhão

Um investimento de R$ 1 bilhão será usado para a construção do Píer em “T” no Porto de Paranaguá, no Paraná. O anúncio foi feito nesta manhã de segunda, 17, durante cerimônia de 90 anos do Porto, pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. Com a obra, a capacidade de movimentação de cargas no terminal será ampliada.

“Estamos comemorando os 90 anos do Porto de Paranaguá, que foi concebido ainda por Dom Pedro II e hoje continua sendo um grande orgulho do Paraná e do Brasil, graças ao trabalho de todos os seus colaboradores”, afirmou o governador. “É um porto que bate recordes constantemente, que foi eleito por cinco vezes consecutivas com a melhor gestão portuária do Brasil e que foi o único porto do mundo convidado por seis vezes consecutivas pela ONU para falar sobre sustentabilidade, sendo referência nesta área”.

Esta é a primeira vez que o Estado injeta recursos do Tesouro no Porto de Paranaguá. O valor se soma a mais R$ 1,2 bilhão que deve ser aportados pela iniciativa privada na obra, a partir dos valores arrecadados nos arrendamentos dos PARs 14, 15 e 25, que irão a leilão neste ano.

“É o maior investimento dos últimos 50 anos no porto, com dinheiro da Secretaria de Infraestrutura e Logística, para a construção de dois berços, além de mais dois pela iniciativa privada”, explicou o governador. “Isso vai aumentar muito a capacidade do Porto de Paranaguá, além do projeto do Moegão, que vamos inaugurar em dezembro. A produção do Paraná, tanto no agro quanto na indústria, cresce cada vez mais e precisamos ter capacidade logística para acompanhar essa expansão”.

A primeira fase do projeto contempla a construção da ponte entre o cais e os dois novos berços de atracação (sentido oeste). Na segunda fase, está prevista a construção do segundo pier, completando o “T” com mais dois berços (sentido leste).

Cada um dos berços terá capacidade para movimentar até 8 mil toneladas/hora. Hoje, a média é de 3 mil toneladas/hora. Com a capacidade de receber navios maiores, a nova estrutura do Corredor de Exportação Leste (Corex) irá movimentar 32 mil toneladas/hora.

Os projetos básicos estão prontos e, assim que finalizados os processos de arrendamentos dos PARs, seguindo os critérios contratuais, os projetos executivos serão concluídos e as obras iniciadas.

“Nosso corredor de exportação é um dos corações, implantado na década de 1970 e com algum volume de investimento no final da década de 1990. E, desde então, carecia de novos investimentos”, ressaltou o presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. “É um projeto inovador, um píer offshore, ou seja, que sai daqui do nosso costado e vai um pouco pra frente da baía, dando mais dinamismo e capacidade de movimentação”.

Mais investimentos

Além do novo píer, o governador também anunciou o investimento de R$ 35,7 milhões da Portos do Paraná na revitalização de diversas ruas de Paranaguá. As empresas Rocha e Fertipar estão doando o projeto para a troca de revestimento em 15 ruas de Paranaguá por pavimento em concreto armado. São seis quilômetros de extensão, que totalizam 71,6 mil metros quadrados de área.

A Portos do Paraná e o Governo do Estado já estão aplicando R$ 28,4 milhões na revitalização e troca de pavimentos de diversas ruas de Paranaguá e de Antonina. “Temos uma parceria fantástica com o porto, como essas obras nas vias da cidade, em concreto, para conseguir suportar a movimentação de caminhões”, ressaltou o prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos.

Serviço de sinalização náutica

Em parceria com a Portos do Paraná, a Marinha do Brasil também anunciou a construção, em Paranaguá, da sede do Serviço de Sinalização Náutica do Sul-Sudeste (SSN-8), Organização Militar (OM) subordinada ao Comando do 8° Distrito Naval (Com8°DN).

O órgão é responsável pela manutenção e fiscalização dos Auxílios à Navegação nos Estados do Paraná e São Paulo, notadamente com foco nos portos do Paraná, Santos e São Sebastião, assegurando a segurança, organização e eficácia do tráfego aquaviário.

A construção da sede permitirá o cumprimento de sua missão de forma mais efetiva, a manutenção de índice de eficácia elevado e o fomento a modernização dos auxílios à navegação, em especial na Baía de Paranaguá, aumentando a precisão e a disponibilidade da Barra e dos Portos do Paraná.

A estrutura será construída em um terreno estratégico em Paranaguá, cedido à Marinha do Brasil por meio de Termo de Entrega firmado pela Superintendência do Patrimônio da União no Paraná (SPU-PR) em junho de 2024. O local, situado de frente para o Rio Itiberê, no acesso para a Baía de Paranaguá, estava subutilizado e agora será aproveitado para fortalecer a segurança do tráfego aquaviário em toda a área de jurisdição do SSN-8.

Com recursos já direcionados pela Autoridade Portuária, a nova sede do SSN-8 viabiliza o aumento de sua tripulação e futura transformação para Centro de Hidrografia, propiciando o aprimoramento dos serviços oferecidos pelo Porto de Paranaguá, balizando o caminho para a ampliação segura do tráfego aquaviário e oferta de novos serviços à comunidade marítima.

Moegão

O Porto de Paranaguá já conta com a maior obra portuária em execução no País, o novo Moegão, que deve está com cerca de 30% de execução e deve ser finalizada no final deste ano.

A obra recebe investimento de mais de R$ 600 milhões e trará um aumento significativo da produtividade portuária, além da redução do número de cruzamentos ferroviários na cidade – de 16 para cinco – e de uma maior integração entre os operadores portuários e o cais.

Com a nova estrutura, a capacidade de movimentação ferroviária será ampliada em 60%, passando dos atuais 550 para 900 vagões por dia. Os grãos serão direcionados pelos transportadores até os terminais e, posteriormente, embarcados nos navios pelo Corredor de Exportação, permitindo sua entrega a diversos destinos ao redor do mundo.

História

O Porto de Paranaguá é administrado pela Portos do Paraná, uma empresa pública que, em 2024, movimentou mais de 66 milhões de toneladas de cargas. É um dos mais importantes hubs logísticos da América Latina e referência em gestão portuária, sendo reconhecido por cinco vezes consecutivas como a melhor administração portuária do Brasil.

O Porto de Paranaguá foi inaugurado oficialmente em 17 de março de 1935 e recebeu o nome de Dom Pedro II, em homenagem ao Imperador do Brasil, que visitou a região em 1880 e incentivou investimentos em infraestrutura, incluindo a construção da linha férrea que atravessa a Serra do Mar até Curitiba.

A partir dos anos 1970, destacou-se como um grande corredor de exportação de grãos e, mais recentemente, consolidou-se como um porto multipropósito. O Porto de Paranaguá está preparado para a recepção e o envio de líquidos, veículos, contêineres, fertilizantes, celulose e demais cargas demandadas pelo mercado. Seu trabalho é marcado pela eficiência e pela inteligência logística.

Ainda na década de 1970, o Porto Barão de Teffé, em Antonina, foi incorporado ao complexo de Paranaguá, e a autarquia passou a se chamar Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA). Em 2014, a APPA foi transformada em empresa pública e, em 2019, passou a ser denominada Portos do Paraná.

A mudança também impactou na visão administrativa, agora focada na busca constante por eficiência e na otimização máxima dos 5.300 metros de cais e das áreas públicas utilizadas pelos operadores portuários por meio de arrendamentos de longo prazo. Ao finalizar os leilões de arrendamento, previstos para serem realizados ainda neste ano, o Porto de Paranaguá será a primeira autoridade portuária no Brasil a ter 100% das áreas públicas totalmente regularizadas.

Selo comemorativo

Para celebrar a data, a Portos Paraná lançou um selo comemorativo dos 90 anos, que traz a imagem do pôr do sol, capturada pela lente do fotógrafo da Gerência de Comunicação e Marketing da empresa, Cláudio Neves. A fotografia agora estará presente nas correspondências enviadas para todos os cantos do país e do mundo.

Presenças

Participaram da solenidade o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega; os secretários estaduais do Planejamento, Guto Silva; do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza; do Turismo, Marcio Nunes; e da Justiça e Cidadania, Santin Roveda; o secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, Alex Ávilla; o comandante do 8 Distrito Naval, vice-almirante Marco Antonio Ismael Trovão de Oliveira; os presidentes da Ferroeste, André Gonçalves; da Fetranspar, Sérgio Malucelli; da Faep, Ágide Eduardo Meneguetti; o deputado federal Tião Medeiros; e os deputados estaduais Hussein Bakri e Roberto Justus.

Fonte: AEN Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Em fevereiro, IBGE prevê safra de 323,8 milhões de toneladas para 2025

Em fevereiro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve totalizar 323,8 milhões de toneladas, 10,6% maior que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas) com aumento de 31,1 milhões de toneladas; e 0,5% abaixo da informada em janeiro, com queda de 1,6 milhão de toneladas.

A área a ser colhida foi de 81,0 milhões de hectares, acréscimo de 2,4% frente à área colhida em 2024, com aumento de 1,9 milhão de hectares, e acréscimo de 28.921 hectares (0,0%) em relação a janeiro.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 3,2% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 7,1% na do arroz em casca; de 0,3% na do feijão; de 2,8% na da soja; de 2,2% na do milho (declínio de 1,4% no milho 1ª safra e crescimento de 3,2% no milho 2ª safra); e de 1,3% na do sorgo, ocorrendo declínio de 2,5% na do trigo.

Em relação à produção, houve acréscimos de 1,8% para o algodão herbáceo (em caroço); de 9,0% para o arroz; de 9,6% para o feijão; de 13,4% para a soja; de 8,8% para o milho (crescimento de 10,3% para o milho 1ª safra e de 8,4% para o milho 2ª safra); de 3,7% para o sorgo, bem como decréscimo de 3,8% para o trigo.

A estimativa de fevereiro para a soja foi de 164,4 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 124,8 milhões de toneladas (25,3 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 99,5 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz foi estimada em 11,5 milhões de toneladas; a do trigo em 7,2 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 9,0 milhões de toneladas; e a do sorgo em 4,1 milhões de toneladas.

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Centro-Oeste (10,7%), Sul (11,7%), Sudeste (12,1%), Nordeste (10,2%) e Norte (3,5%). Quanto à variação mensal, apresentaram aumentos na produção a Nordeste (0,3%), a Sudeste (1,2%) e a Centro-Oeste (0,6%), enquanto a Região Norte (-0,1%) e a Sul (-3,2%) apresentaram declínios.

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 29,8%, seguido pelo Paraná (13,6%), Goiás (11,5%), Rio Grande do Sul (11,4%), Mato Grosso do Sul (7,9%) e Minas Gerais (5,6%), que, somados, representaram 79,8% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (49,4%), Sul (27,0%), Sudeste (9,0%), Nordeste (8,8%) e Norte (5,8%).

Em relação a janeiro, houve aumentos nas estimativas da produção do café canephora (1,5% ou 15 482 t), da aveia (1,2% ou 12 300 t), do arroz (0,7% ou 81 765 t), do milho 2ª safra (0,6% ou 579 011 t), da batata 2ª safra (0,3% ou 4 069 t) e do milho 1ª safra (0,2% ou 60 279 t), porém, declínios nas estimativas da produção da batata 1ª safra (-4,8% ou -100 154 t), do feijão 1ª safra (-1,9% ou 23 577 t), da uva (-1,7% ou -34 385 t), do sorgo (-1,6% ou -67 695 t), da soja (-1,3% ou -2 174 276 t), do feijão 2ª safra (-1,1% ou -15 292 t), do trigo (-0,6% ou -40 255 t), do feijão 3ª safra (-0,3% ou -2 090 t), da batata 3ª safra (-0,1% ou -735 t), do café arábica (-0,1% ou -1 426 t) e da cevada (-0,0% ou -100 t).

As principais variações absolutas positivas nas estimativas da produção, em relação ao mês anterior, ocorreram em Goiás (940 856 t), em Minas Gerais (341 149 t), no Paraná (284 300 t), na Bahia (76 400 t), no Maranhão (15 655 t), no Tocantins (4 521 t), em Pernambuco (4 018 t), no Amapá (835 t) e no Piauí (253 t), enquanto as variações negativas ocorreram no Rio Grande do Sul (-3 214 922 t), em Rondônia (-26 497 t), em Alagoas (-771 t) e no Rio de Janeiro (-265 t).

Arroz (em casca) – A estimativa para a produção de arroz foi de 11,5 milhões de toneladas, crescimento de 0,7% em relação à estimativa do mês anterior e de 9,0% em relação à safra 2024, com aumento de 7,1% na área a ser colhida e de 1,8% na produtividade. Os preços e a rentabilidade da cultura encontravam-se atrativos para o produtor, incentivando o aumento da área na época do plantio. O aumento das áreas de arroz, é um fator importante para o País, pois há alguns anos, a cultura vem perdendo espaço para lavouras mais rentáveis como a soja e o milho.

Batata-Inglesa – A produção, considerando-se as três safras do produto, deve alcançar 4,3 milhões de toneladas, redução de 2,2% em relação ao mês de janeiro. Destaque negativo para São Paulo, que teve sua estimativa de produção reduzida em 16,8%, frente à estimativa de janeiro, devendo alcançar uma produção de 704,8 mil toneladas. A 1ª safra deve contribuir com 46,3% do total de batata a ser produzido no ano. A produção foi estimada em 2,0 milhões de toneladas, redução de 4,8% em relação ao levantamento de janeiro, resultado influenciado, principalmente, pelos números de São Paulo (-33,2%). O Paraná e o Rio Grande do Sul aumentaram a estimativa de produção em 6,2% e 1,7%, respectivamente.

A 2ª safra, que representa 33,4% da produção total, foi estimada em 1,4 milhão de toneladas, crescimento de 0,3% em relação a janeiro, com a estimativa do rendimento médio aumentando em 0,5% e a área a ser colhida sendo reduzida em 0,2%. O Rio Grande do Sul com aumento de 11,0% e Goiás com 157,1% foram os destaques positivos no aumento da estimativa de produção em relação ao mês anterior.

Para a 3ª safra, a estimativa de produção foi 0,1% menor que a de janeiro, atingindo 883,5 mil toneladas. Apenas Goiás atualizou os números desse segundo levantamento, com sua estimativa de produção sendo reduzida em 0,3% em relação ao mês anterior.

Café (em grão) – A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 3,2 milhões de toneladas, ou 52,8

milhões de sacas de 60 kg, acréscimo de 0,4% em relação ao mês anterior, tendo o rendimento médio aumentado nesse mesmo valor.
Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,1 milhões de toneladas ou 34,9 milhões de sacas de 60 kg, declínios de 0,1% em relação ao mês anterior e de 12,8% em relação ao volume produzido em 2024. Para a safra de 2025, aguarda-se uma bienalidade negativa, ou seja, um declínio natural da produção em função das características fisiológicas da espécie, em que nos anos pares tende-se a produzir mais, sacrificando a produção do ano seguinte, em decorrência de um maior exaurimento das plantas.

Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,1 milhão de toneladas ou 17,9 milhões de sacas de 60 kg, acréscimo de 1,5% em relação ao mês anterior e de 4,9% em relação ao volume produzido em 2024, com aumentos de 1,0% na área a ser colhida e de 3,9% no rendimento médio.
Cereais de inverno (em grão) – Os principais cereais de inverno produzidos no Brasil são o trigo, a aveia branca e a cevada. Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,2 milhões de toneladas, declínios de 0,6% em relação ao mês anterior e de 3,8% em relação a 2024. Nos últimos anos, o clima na Região Sul não vem beneficiando as lavouras de inverno. A Região Sul deve responder por 84,0% da produção tritícola nacional em 2025.

A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,1 milhão de toneladas, crescimentos de 1,2% em relação ao mês anterior e de 0,9% em relação ao volume colhido em 2024. O rendimento médio apresentou crescimento de 0,5%, enquanto a área plantada e a área a ser colhida aumentaram 0,7%. Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 852,6 mil toneladas, crescimento de 5,4% em relação ao volume colhido em 2024, com aumentos de 2,6% na área a ser colhida e de 2,7% no rendimento médio; e Paraná, com 179,3 mil toneladas, aumento de 7,4% em relação a janeiro e de 7,7% em relação a 2024.

Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 418,7 mil toneladas, aumento de 0,6% em relação ao volume produzido em 2024. A área plantada apresenta um aumento de 1.6%, enquanto o rendimento médio declinou 1,0% nesse último comparativo. Os maiores produtores da cevada são o Paraná, com 296,1 mil toneladas, crescimento de 3,1% em relação a 2024, devendo participar com 70,7% na safra brasileira de 2025, e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 102,9 mil toneladas, decréscimo de 5,7% em relação ao volume produzido em 2024. A produção gaúcha deve representar 24,6% do total da cevada produzida em 2025 pelo País.

Feijão (em grão) – A estimativa para a produção de feijão, considerando-se essas três safras, deve alcançar 3,4 milhões de toneladas, declínio de 1,2% em relação a janeiro e crescimento de 9,6% sobre a safra 2024. Essa produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2025, não havendo necessidade da importação do produto.

A estimativa da produção da 1ª safra de feijão foi de 1,2 milhão de toneladas, representando 35,4% de participação nacional dentre as três safras, sendo 1,9% menor frente ao levantamento de janeiro. Neste comparativo, foi verificado redução de 0,3% na área plantada e de 2,0% no rendimento médio. Em relação às Regiões Geográficas, houve queda no mês da produção de feijão no Nordeste (-2,0%), Sudeste (-1,3%), Sul (-1,6%) e Centro-Oeste (-3,7%). Na Região Norte foi estimado aumento de 0,2% em sua de produção. No Nordeste, no Sudeste e no Centro-Oeste houve redução no rendimento médio de 2,5%, 2,7% e 3,7%, respectivamente.

A 2ª safra de feijão foi estimada em 1,4 milhão de toneladas, correspondendo a 41,1% de participação entre as três safras. No comparativo com o mês de janeiro, houve redução de 1,1% na estimativa de produção, justificados pela diminuição da área a ser colhida (-0,7%) e da previsão para o rendimento médio (-0,4%). Houve manutenção da estimativa de produção nas Regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

Em relação à 3ª safra de feijão, a estimativa de produção de fevereiro foi de 799,6 mil toneladas, redução de 0,3% em relação ao mês anterior. Dos nove estados produtores dessa safra, sete mantiveram os números de janeiro. Houve reduções na estimativa de produção em Goiás (-0,8%) e Paraná (-22,2%). Salienta-se que Goiás e Minas Gerais são aqueles que mais contribuem com essa safra de feijão, correspondendo a 30,3% de participação (242,0 mil toneladas) e 25,5% (203,8 mil toneladas), respectivamente.

Milho (em grão) – A estimativa da produção do milho foi de 124,8 milhões de toneladas, crescimentos de 0,5% em relação ao mês anterior e de 8,8% em relação ao volume produzido em 2024. A área a ser colhida apresenta aumento de 2,2%, assim como o rendimento médio, com crescimento de 6,5% nesse comparativo, devendo alcançar 5 720 kg/ha. Em 2024, a produção do cereal foi afetada por problemas climáticos em diversas Unidades da Federação produtoras, devendo recuperar-se em 2025.

O milho 1ª safra apresentou uma estimativa de produção de 25,3 milhões de toneladas, aumentos de 0,2% em relação a janeiro e de 10,3% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024. A área plantada, na safra corrente, deve cair 2,6%, enquanto o rendimento deve crescer 11,9%, em decorrência do clima que tem beneficiado as lavouras na maioria das Unidades da Federação produtoras.

A produção do milho 2ª safra apresentou crescimentos de 0,6% em relação ao mês anterior e de 8,4% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024. O Mato Grosso, Unidade da Federação com maior participação nacional na produção do milho 2ª safra, com 46,0% do total, estimou uma produção de 45,8 milhões de toneladas, declínio de 3,7% em relação ao volume produzido em 2024. Nesse comparativo, a área plantada cresceu 2,8%, havendo declínio de 6,4% no rendimento médio. O Estado vem recebendo bons volumes de chuvas, o que tem possibilitado o aumento do potencial produtivo inicialmente estimado. Em Minas Gerais, a estimativa está crescendo 5,4% em relação ao mês anterior, em decorrência do rendimento médio que aumentou 5,8%.

Soja (em grão) – Mesmo com a revisão mensal de 2,2 milhões toneladas a menos, reflexo, principalmente, das perdas registradas no Rio Grande do Sul, a produção nacional da oleaginosa deve alcançar novo recorde na série histórica, com 164,4 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 13,4% em comparação à quantidade obtida no ano anterior.

Sorgo (em grão) – A estimativa de fevereiro para a produção do sorgo foi de 4,1 milhões de toneladas, representando queda de 1,6% em relação ao obtido em janeiro e aumento de 3,7% em relação à safra 2024. O rendimento médio nacional é estimado em 3 065 kg/ha, sendo menor 0,3% no comparativo mensal, embora seja 2,3% maior que o obtido em 2024. O sorgo deve ocupar 1,3 milhão de hectares, correspondendo a 1,7% das áreas destinadas a cereais, leguminosas e oleaginosas na safra 2025, participando com 1,3% nessa produção.

Fonte: Mais Soja/IBGE Foto: Jaelson Lucas/AEN

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Produção de grãos na safra 2024/25 é de 328,3 milhões de toneladas em nova estimativa da Conab

Com conclusão do plantio das culturas de 1ª safra e intensificação dos trabalhos de colheita destes produtos, a atual estimativa para a produção de grãos na safra 2024/25 foi atualizada e está em 328,3 milhões de toneladas, incremento de 10,3% se comparado com o volume obtido no ciclo anterior, o que representa um acréscimo de 30,6 milhões de toneladas a serem colhidas. O resultado reflete tanto um aumento na área plantada, estimada em 81,6 milhões de hectares, como em uma recuperação na produtividade média das lavouras, projetada em 4.023 quilos por hectare. Caso o panorama se confirme ao final do ciclo, este será um novo recorde para a produção na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As informações estão no 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela estatal nesta quinta-feira (13).

Principal produto cultivado na 1ª safra, a soja tem estimativa de produção de 167,4 milhões de toneladas, 13,3% superior à safra passada. Após o início de colheita mais lento, devido a atrasos no plantio e excesso de chuvas em janeiro, a redução das precipitações em fevereiro propiciou um grande avanço na área colhida. Nesta semana o índice de colheita se encontra em 60,9% da área, superior ao registrado no mesmo período na temporada anterior bem como na média dos últimos 5 anos, como indica o Progresso de Safra publicado pela Companhia. Os rendimentos obtidos até o momento têm superado positivamente as expectativas iniciais em importantes estados produtores, como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Por outro lado, no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso do Sul, a irregularidade e a ausência de precipitações já afetou o potencial produtivo da cultura em quase todo o estado.

A colheita da soja dita o ritmo de avanço do plantio do milho 2ª safra, que já atinge 83,1% da área prevista. O índice está abaixo do registrado no último ciclo em período semelhante, porém mais alto do que a média dos últimos 5 anos. A expectativa da Conab é que haja um crescimento da área da 2ª safra do cereal em 1,9%, chegando a aproximadamente 16,75 milhões de hectares. As condições climáticas até o momento são favoráveis e se estima uma recuperação na produtividade média nas lavouras, estimada em 5.703 quilos por hectares. Com isso, a produção apenas na 2ª safra do grão está projetada em 95,5 milhões de toneladas, variação positiva de 5,8% em relação à 2023/24. Este bom desempenho influencia na estimativa esperada para a produção total de milho de 122,8 milhões de toneladas, crescimento de 6,1%.

Para o arroz também se verifica aumento na área plantada em 6,5%, chegando a 1,7 milhão de hectares. As boas condições climáticas vêm favorecendo as lavouras, permitindo uma recuperação de 7,3% na produtividade média das lavouras, estimada em 7.063 quilos por hectare. Mantendo-se as condições atuais, a estimativa para a produção neste levantamento passa para 12,1 milhões de toneladas. Os índices de colheita se apresentam superiores ao mesmo período da safra passada em quase todos os principais estados produtores, apenas Tocantins o ritmo de colheita se encontra em percentual um pouco abaixo do ciclo passado.

Outro importante produto para os brasileiros, o feijão deverá registrar um ligeiro aumento na produção total de 1,5% na safra 2024/25, estimada em 3,29 milhões de toneladas. O resultado é influenciado principalmente pela expectativa de uma leve melhora na produtividade média das lavouras, uma vez que a área destinada para a leguminosa se mantém praticamente estável.

No caso do algodão, a expectativa é que o aumento na área semeada, estimada em cerca de 2 milhões de hectares, reflita em incremento na produção. A expectativa é de uma boa produtividade média nas lavouras, podendo ser a terceira maior já registrada na série histórica perdendo apenas para os últimos dois ciclos. Nesse cenário, a estimativa é que se colha 3,82 milhões de toneladas da pluma, estabelecendo um novo recorde para o país.

Mercado

A entrada da safra de arroz no mercado mantém a tendência de baixa nos preços pagos aos produtores. Além disso, o aumento de produção estimado pela Companhia garante o abastecimento interno e possibilita uma recuperação nos estoques de passagem do produto mesmo com a expectativa de aumento nas exportações do grão. Estima-se que as vendas de arroz brasileiro ao mercado externo cheguem a 2 milhões de toneladas, e que o estoque de passagem ao final da safra 2024/25 apresente recuperação, com um volume estimado de 1,4 milhão de toneladas ao final de fevereiro de 2026.

As informações completas sobre o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, com as condições de mercados dos produtos, podem ser conferidas no boletim publicado no Portal da Conab.

Fonte: Mais Soja/Conab Foto: Mapa