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Line-up aponta importação de 5,164 mi de t de fertilizantes em janeiro

De acordo com levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil, foi agendada a importação de 5,164 milhões de toneladas de fertilizantes no período de 1º a 19 de janeiro.

Pelo porto de Santos (SP) deve ser desembarcada a maior parte (1,566 milhão de toneladas). Depois aparece o porto de Paranaguá (PR), com 1,283 milhão de toneladas.

O relatório da agência leva em conta as embarcações já ancoradas, as que estão em largo esperando atracação e ainda as com previsão de chegada até o dia 28 de fevereiro de 2026.

Fonte: Safras News Foto: Divulgação

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Portos do Paraná batem recorde com 73,5 milhões de toneladas e alcançam maior crescimento do País

Os portos paranaenses registraram o maior crescimento percentual em volume de cargas entre os portos brasileiros ao longo de 2025. Segundo dados atualizados do Comex Stat, divulgados neste mês de janeiro, o crescimento foi de 10,1% em relação ao ano anterior, reflexo da movimentação de cargas da Portos do Paraná, que passou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões considerando mercadorias exportadas e importadas. O Porto de Santos ficou em 2º, com crescimento de 4%.

O recorde histórico da Portos do Paraná já havia sido quebrado no começo do mês de dezembro, quando a movimentação atingiu 70 milhões de toneladas. No dia 31, chegou a 73.506.480 toneladas. Na média, foram mais de 6,1 milhões de toneladas por mês de produtos que entraram e saíram do Paraná. Em 2024, a média mensal era de 5,5 milhões de toneladas.

De acordo com estudos técnicos realizados em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos, a previsão era de que esse volume só fosse alcançado a partir de 2035. Investimentos e a aplicação de um planejamento de gestão estão entre os principais fatores que contribuíram para esse resultado. “O porto que foi premiado seis vezes seguidas como o melhor do Brasil prova, mais uma vez, que é referência para todo o País”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Nos últimos sete anos, o crescimento na movimentação da Portos do Paraná foi de 38,16%, índice muito acima do registrado no período entre 2011 e 2018, quando o aumento foi de 29,15%.

“Não é simplesmente um novo recorde. É uma conquista que reflete em toda a cadeia econômica do nosso Estado. Prova que estamos trabalhando para fazer deste porto um equipamento logístico melhor e mais adequado, atendendo às solicitações do mercado”, comemorou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Para o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, o marco atingido é motivo de comemoração. “Esse novo recorde vem coroar o trabalho altamente qualificado que coloca o Paraná, mais uma vez, em evidência com um dos portos mais eficientes do mundo”, afirmou.

Principais destaques de 2025

A commodity que apresentou o maior crescimento em 2025 foi o milho, que passou de 1.071.474 toneladas, em 2024, para 5.094.470 toneladas em 2025, representando um aumento de 375%. Outro crescimento expressivo foi o de óleos vegetais, com alta de 32% na movimentação, mantendo o Porto de Paranaguá como líder nacional na exportação do produto. Celulose e açúcar ensacado também se destacaram, com aumentos de 16% e 15%, respectivamente.

A soja seguiu em alta, com 14,6 milhões de toneladas enviadas para outros países, o que representa 11% a mais do que em 2024. Na safra 2024/2025, o Paraná colheu 21,4 milhões de toneladas de soja, ou seja, o volume movimentado pelo Porto de Paranaguá representa, de forma ilustrativa e não efetiva, 69% de toda a produção do Estado. Vale destacar que o porto também é responsável pelo envio ao Exterior da soja colhida em outros estados, como Mato Grosso do Sul e São Paulo, por exemplo.

O farelo de soja também se destacou ao longo do ano, com aumento de 5% em comparação ao período anterior, totalizando 6,5 milhões de toneladas exportadas.

A madeira ficou entre os três principais produtos exportados, totalizando 1,6 milhão de toneladas — 0,24% a mais do que em 2024. Um dos principais destinos da mercadoria são os Estados Unidos. Vale destacar que a movimentação se manteve em linha, apesar da instabilidade gerada no mercado até a confirmação de que o produto ficaria fora dos tarifaços aplicados aos produtos brasileiros anunciados pelo governo norte-americano nos meses de abril e agosto.

Importação

Os fertilizantes lideraram o volume na importação, alcançando a marca de 11.609.133 toneladas, crescimento de 4%, batendo, mais uma vez, o recorde histórico. Os portos paranaenses seguem como a principal porta de entrada do produto no País. Mais de 25% do consumo nacional chega por Paranaguá e Antonina. O grupo dos cereais, como trigo, malte e cevada, também registrou recorde, com o desembarque de 1.104.808 toneladas em 2025, frente a 1.078.673 toneladas em 2024.

Fonte e Foto: Agência Estadual de Notícias

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Produção de grãos e área plantada da safra 2025/26 mantém perspectiva de novos recordes

Nesta quinta-feira (15), a Companhia Nacional de Abastecimento divulgou o Quarto Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, que apresenta o aumento de 0,3% na produção brasileira de grãos e crescimento de 2,6% na área cultivada em relação ao ciclo agrícola anterior. Neste novo cenário publicado, a produção estimada das 16 principais culturas do país chegaria a 353,1 milhões de toneladas, em uma área prevista de 83,9 milhões de hectares, o que representa 987,5 mil toneladas a mais e 2,1 milhões de hectares superior à safra 2024/25.

A Região Norte/Nordeste, com a produção estimada em 55,8 milhões de toneladas, equivale a 15,8% do total, e a produção da Região Centro-Sul, projetada em 297,3 milhões de toneladas, corresponde a 84,2% da produção nacional. Destaque para a Região Centro-Oeste, principal produtora, com 174,5 milhões de toneladas, o que representa 49,4% do total nacional.

A soja, principal cultura do país, alcançou 176,1 milhões de toneladas, quantidade 2,7% maior que a da safra passada, o que significa dizer um aumento de 4,6 milhões de toneladas da oleaginosa. O plantio também teve um acréscimo de área de 1,3 milhão de hectares (+2,8%), saindo de cerca de 47,4 milhões de hectares para 48,7 milhões de hectares. Apesar do aumento de produção e de área, a produtividade do grão se manteve em um cenário de estabilidade, com leve oscilação negativa de 0,1%, queda explicada por chuvas irregulares em volumes aquém do esperado em regiões do Mato Grosso do Sul e limitações físicas em solos arenosos em algumas localidades de Goiás, apesar da estimativa de aumento da produtividade do Rio Grande do Sul nessa safra.

Outra importante cultura, o milho, também apresentou acréscimo na área plantada total estimada, somando as três safras, em 22,7 milhões de hectares: a expectativa é de elevação de 4%, um salto de 21,7 milhões de hectares em 2024/25 para 22,8 mil hectares na safra atual, o que corresponde a 871,8 mil hectares a mais. Entretanto, devido a eventos climáticos como tempestades, granizo, baixas e altas temperaturas e veranicos na Região Sul do país e falta de chuvas no estágio inicial de desenvolvimento em Minas Gerais, influenciando na primeira safra, a projeção é que o cereal tenha queda de 1,5% na produção e 5,3% na produtividade, computadas as três safras. Em relação à produção, ela sai de 141 milhões de toneladas na safra 2024/25 para em torno de 138,9 milhões nesta safra, uma redução de 2,23 milhões de toneladas. Já no que se refere a produtividade, a estimativa é que ela caia 343 kg/ha, sendo de 6.457 kg/ha no ciclo agrícola passado e agora de 6.114 kg/ha.

Já o sorgo, uma cultura em forte expansão no Brasil, é mais um grão que tem expectativa de ampliação em área e em produção – ganhando 11,3% mais de espaço plantado nas lavouras e 9,2% na quantidade disponível do cereal. Na safra 2024/25, a produção foi de 6,1 milhões de toneladas, já no ciclo agrícola vigente, essa quantidade chega a aproximadamente 6,7 milhões de toneladas, uma diferença de 563,5 mil toneladas. Da mesma forma, a área também deve ter uma adição de 184,3 hectares, partindo de 1,6 milhão de hectares na safra passada e chegando a 1,8 milhões de hectares na safra 2025/26. Ainda assim, a produtividade do grão tende a diminuir em 1,9%, deixando os 3.739 kg/ha do ciclo passado e chegando a 3.670 kg/ha na safra corrente. Destaca-se que o maior cultivo do sorgo acontecerá na segunda safra, após a colheita da soja.

Impulsionado pela demanda por óleo vegetal e biodiesel, a perspectiva de produção do girassol é de 101,9 mil toneladas, ou seja, 1,5 mil toneladas a mais que na safra passada, que era de 100,4 mil toneladas – um aumento de 1,5%. A área para o plantio da oleaginosa também deve ter expansão de 3,1%, aumentando em 1,9 mil hectares – de 61,9 mil hectares em 2024/25 para 63,8 em 2025/26. Contudo, a expectativa é que a produtividade do grão apresente decréscimo de 1,5%, em razão da regularidade das chuvas, com intervalos de boa insolação e temperaturas amenas no Rio Grande do Sul. Por esses motivos, projeta-se um recuo da produtividade do grão de 24 kg/ha, o qual atingiu a marca de 1.622 kg/ha na safra anterior e deve recuar para 1.598 kg/ha na safra presente.

Por fim, a mamona, a qual também vem ampliando o cultivo no Brasil, recentemente, por causa do fornecimento do óleo de rícino para biocombustíveis, cosméticos e farmacêuticos, demonstra aumento em área, produção e produtividade. Em consequência do aumento do cultivo e de boas condições climáticas na Bahia, a estimativa é que o grão supere a produção na safra 2024/25 de 100 mil toneladas, alcançando 147,4 mil toneladas na safra atual. Da mesma forma, a área cultivada será 9,3% maior – no ciclo passado foi de 69,6 mil hectares -, atingindo a marca de 76,1 mil hectares, o que quer dizer 6,5 mil hectares a mais. Como resultado, a produtividade também se encaminha para ter um significativo avanço de 34,8%, saindo de 1.437 kg/ha na safra anterior para 1.938 kg/ha para o ciclo 2025/26. Assim como o sorgo, a maior parte da semeadura do girassol acontecerá após a colheita da primeira safra, sobretudo no Centro-Oeste.

Demais culturas de verão

A semeadura das culturas de primeira safra está em fase final e já foram iniciadas as primeiras colheitas, ainda a depender de condições climáticas, com a área cultivada em consolidação. Além disso, o calendário de plantio das culturas de segunda e terceira safras segue até junho deste ano.

Algodão: previsão de redução de 2,8% na área cultivada em relação à safra 2024/25, totalizando 2 milhões de hectares. A produção de pluma está estimada em 3,8 milhões de toneladas. O plantio segue em andamento, com 25,1% concluído na primeira semana de janeiro, e 64,8% da área semeada já em fase de desenvolvimento vegetativo.

Amendoim: expectativa de queda na produção em 1,9% em comparação com o ciclo agrícola anterior, totalizando 1,1 milhão de toneladas; e de variação positiva na área semeada em 0,5% em relação a safra 2024/25, projetada para 281,8 mil hectares.

Arroz: estimativa de redução de 9,9% na área semeada, totalizando 1,6 milhão de hectares, e queda de 13,3% na produção, projetada em 11,1 milhões de toneladas. A área irrigada apresenta redução de 6,6%, estimada em 1,3 milhão de hectares e produção de 10,2 milhões de toneladas, e a área de sequeiro reduz 21,4%, estimada em 310,1 mil hectares, com produção de 857 mil toneladas, 26% abaixo da safra anterior.

Feijão: a produção total de feijão, somando as três safras, está estimada em 3 milhões de toneladas, 0,5% abaixo da safra anterior. A primeira safra apresenta redução de 11,1% na área plantada, totalizando 807,6 mil hectares, com expectativa de produção de 983,6 mil toneladas, 7,4% inferior à safra passada. A colheita iniciou no Paraná, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, e foi finalizada em São Paulo. A segunda e terceira safras serão semeadas entre janeiro e julho.

Gergelim: perspectiva de estabilidade em produção e área cultivada estimadas em 399,4 mil toneladas e 608 mil hectares plantados, respectivamente.

Culturas de inverno

Este levantamento, realizado em dezembro, segue alinhado com os dados apresentados nas Perspectivas Agropecuárias, divulgadas em setembro de 2025. A colheita das culturas de inverno da temporada 2024/25 foi encerrada. As primeiras estimativas para a nova safra dos grãos dessa temporada serão divulgadas em fevereiro e, por enquanto, adota-se a safra 2025 como base para a previsão de 2026. A colheita da safra 2025 da principal cultura de inverno plantada e última a terminar de ser colhida, o trigo, foi finalizada, com a produção somando 7,9 milhões de toneladas, semelhante à de 2024. A despeito da redução de 20% na área cultivada em relação à safra anterior, o resultado foi positivo, visto que o clima contribuiu para a obtenção de boas produtividades.

Mercado – A nova expectativa é que as exportações atinjam 41,5 milhões de toneladas – superando projeção de 40 milhões de toneladas -, impulsionada pela ampla oferta interna e pela maior demanda internacional pelo grão. Além disso, no mercado interno, o consumo previsto para 2025 é de 90,56 milhões de toneladas, um acréscimo de 7,8% em relação à safra anterior. Esse crescimento é atribuído principalmente ao aumento da utilização do milho na produção de etanol, que vem ganhando cada vez mais relevância no setor energético.

As informações completas sobre o 4° Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 e as condições de mercado destes produtos podem ser conferidos no Portal da Conab.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Produção de biodiesel no Brasil bate recorde em 2025 e setor deve crescer em 2026

A equipe de Inteligência de Mercado da StoneX apresenta o balanço dos principais acontecimentos de 2025 no mercado de biodiesel brasileiro, evidenciando conquistas e desafios do último ano, além de destacar as expectativas para o setor em 2026. Informações adicionais sobre o setor, bem como sobre outras commodities do segmento agrícola, energético, metálico e moedas de mercados emergentes, serão publicadas no dia 27 de janeiro por meio do Relatório de Perspectivas para Commodities da StoneX. Este documento apresenta, de forma gratuita, as principais análises e projeções sobre o comportamento dos mercados nos próximos meses.

O ano de 2025 foi marcado pela consolidação dos mandatos obrigatórios de mistura de biodiesel, com o Brasil operando sob o regime B15 a partir de agosto, conforme as diretrizes do Ministério de Minas e Energia. Esse avanço veio após uma série de oscilações nos anos anteriores, provocadas pelo contexto econômico adverso e pelo impacto da pandemia, que haviam limitado o crescimento das misturas obrigatórias.

Com a retomada do cronograma, o setor voltou a apresentar crescimento consistente, impulsionado também pela sanção da Lei do Combustível do Futuro, que estabelece metas de incrementos anuais até 2030 e reforça o compromisso do país com fontes de energia mais sustentáveis.

Os dados mais recentes da ANP apontam que, em 2025, a produção nacional de biodiesel atingiu níveis recordes, resultado direto do aumento do teor de mistura. O consumo de óleo de soja, principal insumo do setor, acompanhou essa evolução, somando 7,9 milhões de toneladas no ano. O esmagamento de soja e o uso de matérias-primas alternativas, como sebo bovino, gordura de porco e óleos residuais, também registraram avanços importantes, demonstrando a diversificação da matriz produtiva nacional.

No âmbito industrial, a capacidade produtiva instalada saltou para 42,6 mil m³/dia em 2025, com destaque para as regiões Centro-Oeste e Sul, que concentram mais de 70% da produção. O setor também observou movimentos de consolidação, como a aquisição de usinas por grandes grupos, e a entrada de novos players, intensificando a competitividade e a pulverização do mercado.

Maior demanda para 2026

Para 2026, as perspectivas permanecem otimistas. A StoneX projeta que a demanda por biodiesel pode alcançar a marca de 10,5 milhões de toneladas, cenário baseando-se na manutenção do B15 durante todo o ano. Em uma hipótese de avanço para o B16 a partir de março, a demanda pode superar 11 milhões de m³, exigindo cerca de 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja. A capacidade industrial utilizada deve variar entre 57% e 64,5%, dependendo do ritmo das expansões setoriais e das decisões governamentais quanto ao mandato obrigatório.

O setor segue atento ao cronograma de incrementos previstos na Lei do Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual do teor de biodiesel no diesel comercializado até o B20 em 2030. Produtores e investidores já se preparam para atender à crescente demanda, com ampliação de usinas e investimentos em novas unidades, principalmente nas regiões de maior oferta de soja.

Fonte: StoneX Fonte: Divulgação

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Cultivares desenvolvidas no Paraná são quase 40% das sementes de feijão do País

O feijão é uma cultura de extrema importância para o Brasil, sendo um dos alimentos básicos no cardápio da população. O Paraná possui condições climáticas favoráveis e uma estrutura agrícola bem desenvolvida, o que permite uma produção significativa de feijão com alta qualidade e com maior produtividade, ou seja, mais quilos por hectare. Em 2025 o Paraná confirmou a condição de maior produtor de feijão do País, com cerca de 25% do total nacional. E estabeleceu um novo recorde, com quase 865 toneladas colhidas nas duas safras: Foram 338 mil na primeira e 526,6 mil toneladas na segunda.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, os números refletem um modelo de produção consolidado no Paraná. “Somos o estado mais sustentável do Brasil e o que mais produz por metro quadrado no mundo, resultado de investimento contínuo em tecnologia, pesquisa e gestão eficiente, e isso também se confirma de forma clara na cadeia do feijão. Quando somamos todos esses fatores o resultado é o aumento da renda para o produtor rural”, afirma.

O Paraná também se destaca quando o assunto é o desenvolvimento de cultivares de feijão. Segundo indicadores do Controle de Produção de Sementes e Mudas, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Sigef/Mapa), na safra de 2024/25 e de 2025/25 foram implantados no Brasil 17.822 hectares de campos de produção de sementes de cultivares de feijão do grupo comercial carioca, e 14.337 hectares de campos de sementes de feijão do grupo comercial preto. As cultivares desenvolvidas no Estado representam 38,8% desse total.

Programa de hortas urbanas da Copel ganhou 32 novas unidades em 2025

Para o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, com essa participação, o Estado reafirma sua posição como a principal instituição de melhoramento genético de feijão do Brasil. “O IDR-Paraná tem essa expertise de desenvolver cultivares que se ajustem às condições da nossa gente, dos nossos agricultores, e hoje não é só uma referência estadual, é uma referência nacional. Por isso que o IDR, através da sua pesquisa, é reconhecido no Brasil inteiro. Na cultura do feijão isso ocorre também dessa forma”, comenta.

Segundo o engenheiro agrônomo José dos Santos Neto, coordenador estadual do programa Grãos-Feijão e Cereais de Inverno do IDR-Paraná, o programa de melhoramento genético de feijão do Instituto consolida-se, mais uma vez, como protagonista nacional na oferta de cultivares de alto desempenho para o setor produtivo.

Atualmente o IDR-Paraná tem nove cultivares de feijão sendo multiplicadas por parceiros produtores de sementes. Os dados do Sigef/Mapa mostram que o Instituto lidera a produção de sementes do grupo comercial preto, respondendo por 71,2% de toda a área multiplicada no Brasil.

Esse destaque é impulsionado, sobretudo, pela cultivar IPR Urutau, que alcançou 9.844 hectares de produção de sementes em todo o país. Considerando-se todos os grupos comerciais, a cultivar de feijão IPR Urutau foi a mais multiplicada do Brasil na última safra, correspondendo 68,7% de todas as multiplicações de feijão preto.

“O desempenho excepcional da IPR Urutau confirma a eficiência do trabalho desenvolvido pelo programa de melhoramento de feijão do IDR-Paraná, que há décadas investe em genética, produtividade, sanidade e adaptação às diferentes regiões produtoras”, afirma Santos Neto.

Variabilidade genética

O programa de melhoramento genético de feijão do IDR-Paraná já desenvolveu 42 cultivares, muitas delas utilizadas por agricultores de todas as regiões produtoras do Brasil. A diretora de Pesquisa do IDR-Paraná e melhorista em feijão, Vania Moda Cirino, salienta que o desenvolvimento de novas cultivares amplia as alternativas de escolha de produtores e consumidores, bem como aumenta a variabilidade genética, diminuindo a vulnerabilidade da cultura.

“A utilização de variedades melhoradas constitui uma das principais tecnologias para redução do custo de produção, agregação de valor ao produto, proporcionando a elevação da renda do agricultor, estimulando a sucessão familiar e a fixação do pequeno produtor no campo. Essas tecnologias trazem vantagens econômicas, sociais e ambientais, garantindo a sustentabilidade do negócio agrícola no Paraná e no Brasil”, explica Vania.

Em março de 2026 o IDR-Paraná vai lançar a sua 43ª cultivar de feijão, a IPR Quiriquiri, que pertence ao grupo comercial carioca e tem escurecimento lento do tegumento (casca) dos grãos, o que significa que a parte externa do feijão demora mais tempo para escurecer após a colheita e durante o armazenamento, característica muito demandada pela indústria e pelos agricultores.

Fonte: AEN Foto: SEAB

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Área de milho pode superar projeções no Paraná

O plantio da segunda safra de milho no Paraná começou de forma pontual, com cerca de 7 mil hectares já semeados, segundo o Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (8) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). As atividades estão concentradas na região Sudoeste do Estado, ocorrendo principalmente em áreas que sucedem a colheita do feijão.

De acordo com o Deral, o volume plantado até o momento ainda é considerado inicial diante dos 2,84 milhões de hectares previstos para a segunda safra, que representa a principal produção de milho no Paraná. O boletim informa que “a estimativa de área para este ciclo é 1% superior à da temporada passada”, podendo passar por revisões conforme o avanço dos trabalhos no campo.

O ritmo do plantio está diretamente ligado ao andamento da colheita da soja, que deve ganhar intensidade nos próximos dias. Segundo o Deral, “caso o cronograma siga o padrão do ano anterior, a área de milho poderá superar as projeções atuais”. O órgão ressalta, no entanto, que esse cenário dependerá de as recentes ondas de calor terem compensado o desenvolvimento inicial mais lento da soja, provocado pelas temperaturas mais amenas.

Em relação à primeira safra de milho, que ocupa 339 mil hectares no Estado, as perspectivas seguem positivas. O boletim aponta que 93% das lavouras apresentam boas condições, índice semelhante ao registrado em 2025, ano em que o Paraná alcançou seu último recorde de produtividade para o período.

Na safra de verão 2024/2025, a produção foi de 3,1 milhões de toneladas. Para o ciclo atual, com aumento da área cultivada, a expectativa do Deral é de uma colheita de 3,47 milhões de toneladas.

Fonte e Foto: Agrolink

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Primeiro boletim da safra de 2026 aponta bom ritmo nos plantios de soja, milho e feijão

Os trabalhos de campo nas principais culturas agrícolas do Paraná seguem em ritmo acelerado na safra 2025/2026, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgados nesta quarta-feira (7). O levantamento mais recente do Sistema de Acompanhamento de Safra Subjetiva (PSS), referente à segunda semana de janeiro, mostra bom desenvolvimento das lavouras em praticamente todas as regiões do Estado.

A soja, principal cultura agrícola paranaense, já ocupa uma área de 4,8 milhões de hectares plantados. A maior parte das lavouras encontra-se em condições consideradas boas, com predominância das fases de desenvolvimento vegetativo e floração. A produção estimada é praticamente de 22 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de mais uma grande safra para o Estado.

Os núcleos regionais com mais áreas plantadas são Campo Mourão (704 mil hectares), Ponta Grossa (547 mil hectares), Cascavel (544 mil hectares) e Toledo (493 mil hectares).

No caso do milho, a primeira safra soma cerca de 339 mil hectares plantados, com lavouras bem distribuídas em todas as regiões produtoras. As condições das lavouras também são majoritariamente positivas, com mais de 90% das áreas classificadas entre médias e boas. Já a segunda safra de milho, principal responsável pelo volume total produzido no Paraná, já tem mais de 2,8 milhões de hectares projetados, embora o plantio ainda esteja em fase inicial.

O feijão, cultura essencial para o abastecimento interno, apresenta dois cenários distintos. Na primeira safra, o Estado contabiliza aproximadamente 103,6 mil hectares plantados, com avanço da colheita em algumas regiões e produção estimada em cerca de 184 mil toneladas. Já o feijão da segunda safra ainda está em início de plantio, com grande parte das áreas previstas.

A cultura da batata também se destaca na safra atual. A primeira safra já contabiliza mais de 16,6 mil hectares plantados, com colheita em andamento e produção estimada superior a 530 mil toneladas. A segunda safra da batata, por sua vez, encontra-se majoritariamente em fase de plantio, com previsão de pouco mais de 10 mil hectares.

De acordo com o Deral, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras até o momento, mas o acompanhamento segue atento, especialmente em relação à regularidade das chuvas nos próximos meses, fator decisivo para a consolidação das produtividades esperadas.

Fonte e Foto: AEN

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Reforma tributária pode aumentar o imposto do produtor rural para até 11,4%, segundo especialista

A reforma tributária afetará significativamente o produtor rural. Segundo o tributarista e advogado Dr. Eduardo Berbigier, o setor pode sair de uma carga praticamente inexistente para até 11,4%. Para ele, o produtor rural está entre os mais afetados pela mudança, já que deixará de conviver com cinco tributos que hoje não paga para passar a recolher dois novos impostos. A desinformação ainda é grande e o tempo para se preparar está cada vez mais curto.

“Atualmente, a carga tributária média do agronegócio gira em torno de 3,5% a 3,8%, sendo que produtores de grãos praticamente não pagam impostos, em razão das isenções federais de PIS e COFINS e do diferimento do ICMS adotado pela maioria dos estados”, explica Berbigier.

Além do aumento da carga tributária, o especialista alerta que o agro também será penalizado pelo crescimento da complexidade do sistema e da burocracia fiscal. Um dos pontos mais críticos, segundo ele, será o estrangulamento do fluxo de caixa, provocado pela adoção do sistema split payment.

Com o novo modelo, o imposto será descontado automaticamente no momento da emissão da nota fiscal, eliminando o prazo que hoje as empresas possuem para organizar o pagamento dos tributos.

“Hoje, quem paga imposto tem cerca de 25 dias para que o fluxo de caixa gere recursos antes do vencimento. Com a reforma, o imposto já será retido na fonte, fazendo com que a empresa perca aproximadamente um mês de capital de giro”, reforça o tributarista.

Na prática, o que antes ajudava a formar fluxo de caixa passará a ficar sob controle direto do governo. Para Berbigier, o produtor enfrentará uma combinação perigosa, que é o aumento da carga tributária, mais complexidade operacional, maior custo com contabilidade e sistemas, além da perda de liquidez financeira.

Mudanças com a chegada do Split Payment

O sistema de split payment representa uma mudança estrutural no modelo de arrecadação. Se antes o produtor recebia o valor integral da venda e depois recolhia os tributos, agora o imposto será separado automaticamente no momento da operação.

Isso exige controles financeiros muito mais rigorosos e aumenta o risco de prejuízos, especialmente em casos de erros na apuração ou atrasos em ressarcimentos.

A implementação da reforma está prevista para iniciar em 2026, de forma experimental, com alíquotas reduzidas de IBS e CBS, que poderão ser compensadas. A entrada em vigor plena está prevista para 2027.

Mesmo assim, Berbigier avalia que a reforma foi conduzida de forma apressada e sem a devida discussão sobre seus impactos reais, especialmente no agronegócio.

“O que tenho dito sobre a reforma é que ela foi feita muito rapidamente e sem a discussão necessária. A reforma começa a vigorar e ainda não se sabe exatamente quem será demandado, qual será a carga efetiva do imposto e como vários pontos operacionais vão funcionar. São questões essenciais que o governo deixou em aberto”, analisa o Dr. Eduardo.

O produtor rural precisa estar preparado

O tributarista faz um alerta direto aos produtores rurais: é urgente buscar orientação contábil especializada. Segundo ele, muitos escritórios ainda não estão preparados para a nova forma de apuração dos tributos.

“Existem regiões do Brasil em que as contabilidades ainda não dominam esse novo modelo. Estamos falando de aumento de imposto, mas também de aumento de custo com contabilidade, qualificação profissional e sistemas para conseguir fechar essa conta”, afirma.

Segundo o especialista, as recomendações para o produtor são:

– Confirme se sua contabilidade já está estudando profundamente a reforma;

– Invista em sistemas de apuração tributária;

– Estruture um financeiro mais rígido e profissional, principalmente por causa do split payment;

– Evite falhas que possam atrasar ressarcimentos ou gerar multas.

Outro ponto de atenção são as penalidades. De acordo com o especialista, as multas previstas na reforma são pesadas, podendo chegar a 60% do valor devido na operação.

“O produtor rural precisa ter contabilidade em dia, entregar todas as declarações corretamente e manter um bom controle financeiro. Qualquer erro pode gerar multas elevadas e ainda travar o ressarcimento no split payment. Tudo isso pode custar muito caro”, conclui.

O impacto tende a ser ainda maior quando se observa o perfil do setor. Hoje, 91% dos produtores rurais no Brasil são pessoas físicas, enquanto apenas 9% operam como empresas. Esse cenário aumenta o desafio de adaptação, já que muitos produtores não possuem estrutura administrativa e financeira compatível com o novo modelo tributário.

Fonte: Notícias Agrícolas/ Patricia Domingos Foto: Divulgação

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Primeiro boletim da safra de 2026 aponta bom ritmo nos plantios de soja, milho e feijão

Os trabalhos de campo nas principais culturas agrícolas do Paraná seguem em ritmo acelerado na safra 2025/2026, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgados nesta quarta-feira (7). O levantamento mais recente do Sistema de Acompanhamento de Safra Subjetiva (PSS), referente à segunda semana de janeiro, mostra bom desenvolvimento das lavouras em praticamente todas as regiões do Estado.

A soja, principal cultura agrícola paranaense, já ocupa uma área de 4,8 milhões de hectares plantados. A maior parte das lavouras encontra-se em condições consideradas boas, com predominância das fases de desenvolvimento vegetativo e floração. A produção estimada é praticamente de 22 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de mais uma grande safra para o Estado.

Os núcleos regionais com mais áreas plantadas são Campo Mourão (704 mil hectares), Ponta Grossa (547 mil hectares), Cascavel (544 mil hectares) e Toledo (493 mil hectares).

No caso do milho, a primeira safra soma cerca de 339 mil hectares plantados, com lavouras bem distribuídas em todas as regiões produtoras. As condições das lavouras também são majoritariamente positivas, com mais de 90% das áreas classificadas entre médias e boas. Já a segunda safra de milho, principal responsável pelo volume total produzido no Paraná, já tem mais de 2,8 milhões de hectares projetados, embora o plantio ainda esteja em fase inicial.

O feijão, cultura essencial para o abastecimento interno, apresenta dois cenários distintos. Na primeira safra, o Estado contabiliza aproximadamente 103,6 mil hectares plantados, com avanço da colheita em algumas regiões e produção estimada em cerca de 184 mil toneladas. Já o feijão da segunda safra ainda está em início de plantio, com grande parte das áreas previstas.

A cultura da batata também se destaca na safra atual. A primeira safra já contabiliza mais de 16,6 mil hectares plantados, com colheita em andamento e produção estimada superior a 530 mil toneladas. A segunda safra da batata, por sua vez, encontra-se majoritariamente em fase de plantio, com previsão de pouco mais de 10 mil hectares.

De acordo com o Deral, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras até o momento, mas o acompanhamento segue atento, especialmente em relação à regularidade das chuvas nos próximos meses, fator decisivo para a consolidação das produtividades esperadas.

Fonte e Foto: AEN

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Negócios de milho seguem pontuais

No Rio Grande do Sul, as negociações de milho seguem pontuais, concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias, mantendo a liquidez limitada no mercado spot, segundo informações da TF Agroeconômica. “As referências continuam bastante amplas, variando entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, enquanto o preço médio estadual recuou 1,52%, para R$ 62,18/saca, refletindo ajustes localizados e a baixa participação dos compradores”, comenta.

O mercado catarinense de milho começou 2026 sem sinais de reação, refletindo a ampla distância entre pedidas e ofertas e o ritmo mais lento típico deste período do ano. “Produtores seguem indicando valores próximos de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias permanecem ao redor de R$ 70,00/saca, cenário que continua impedindo avanços nas negociações”, completa.

O mercado paranaense de milho iniciou o ano em ritmo lento. “Produtores seguem indicando valores próximos de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias trabalham ao redor de R$ 70,00/saca CIF, cenário que preserva o impasse e limita a liquidez no mercado spot, com negócios pontuais e sem força para alterar o quadro geral”, indica.

O mercado de milho em Mato Grosso do Sul iniciou 2026 com negociações limitadas. “As referências seguem concentradas entre R$ 53,00 e R$ 58,00/saca, com Campo Grande e Sidrolândia nos níveis mais baixos, enquanto Maracaju e Chapadão do Sul registraram leves avanços, sem alterar de forma significativa o cenário geral”, informa.

O mercado goiano de milho segue operando com baixa fluidez, mesmo após os ajustes observados nas últimas semanas. “As referências permanecem concentradas entre R$ 57,00 e R$ 59,00/saca, porém, após atingir o topo estadual, Anápolis passou por ajuste negativo”, conclui.

Fonte: Agrolink Foto: Pixabay