download

Safra 23/24: Brasil deve ter colheita histórica na soja

A projeção indica que o país irá cultivar 45,30 milhões de hectares, registrando um aumento de 2,77% em comparação com a safra 22/23. No que diz respeito aos estados, merecem destaque Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Paraná, que ampliaram suas áreas em 2,70%, 1,80%, 1,00% e 0,80%, respectivamente, em relação à safra anterior. Esse aumento é motivado pela abertura de novas áreas e pela expectativa de uma “safra cheia” nos estados do sul do país, devido à melhoria das condições climáticas em comparação com o ano de 2022.

Segundo informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea),  em relação à produtividade, a Companhia projeta um aumento inicial de 22,22% em relação à safra 22/23, estimando-a em 59,77 sacas por hectare. Com isso, a produção brasileira está prevista para atingir um recorde de 162,43 milhões de toneladas. Por fim, é importante ressaltar que a safra ainda está no início e as condições climáticas estão sujeitas a variações, especialmente no Centro-Oeste, onde são esperados volumes de chuva abaixo da média histórica, de acordo com o NOAA.

Fonte: Agrolink/Seane Lennon Foto: Divulgação

images

BR-277 terá áreas de escape a partir da nova concessão, ressalta secretária de rodovias do Ministério dos Transportes

Em entrevista à CBN nesta quarta-feira (27), a secretária nacional de Transporte Rodoviário do Ministério dos Transportes, Viviane Esse, destacou o leilão do lote 2 do novo projeto de concessão de rodovias do Paraná. A disputa acontece nesta sexta-feira (29), na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Ainda não há confirmação de quantas empresas devem participar do leilão.

O lote 2 tem 604,16 km de extensão, incluindo rodovias no Litoral e também as ligações entre Ponta Grossa e Sengés, Jaguariaíva e Jacarezinho, e Cornélio Procópio e Jacarezinho. Está previsto um investimento de R$ 10,8 bilhões em obras e R$ 6,5 bilhões em conservação e serviço ao usuário durante os trinta anos de vigência da concessão. Entre os destaques das obras está a implantação de áreas de escape na BR-277, que tem tráfego intenso de caminhões.

De acordo com ela, a empresa vencedora vai fazer obras assim que assumir o lote, mesmo antes da cobrança de pedágio. O mesmo será aplicado nos demais lotes a serem leiloados em 2024 e 2025.

Confira a entrevista na íntegra

Fonte: CBN Foto: Divulgação

Jacarezinho, 01 de setembro de 2023 - Cruzamento entre a BRs 153 e 369, em Jacarezinho.

Com desconto para usuários frequentes, tarifas podem chegar a R$ 0,15 na nova concessão

Os motoristas que utilizam frequentemente as estradas do Paraná terão descontos progressivos nas tarifas de pedágio das novas concessões rodoviárias. Isso quer dizer que todas as vezes que passarem em uma mesma praça em um mesmo mês pagarão tarifas mais baratas. A ideia é beneficiar moradores de cidades próximas a praças ou que utilizam muito um mesmo trecho. De acordo com os contratos de concessão, os descontos serão aplicados aos veículos leves que utilizarem tags eletrônicas para o pagamento automático das tarifas.

O benefício vale para todas as praças de pedágio previstas nos seis lotes do programa de concessões rodoviárias do Paraná, inclusive para o Lote 1 (Curitiba e RMC, Campos Gerais e Centro-Sul), que foi arrematado em agosto, e para o Lote 2 (Curitiba, Litoral, Campos Gerais, Norte e Norte Pioneiro), que vai a leilão nesta sexta-feira (29).

De acordo com o edital, todos os usuários que escolherem pagar as tarifas de maneira automática terão um desconto inicial de 5% em qualquer praça de pedágio do Paraná. Para isso, os veículos devem ter uma tag eletrônica instalada no parabrisa, que permite a cobrança automática dos valores. Esta tag, que é a mesma que motoristas usam para cobrança automática em shoppings e estacionamentos, por exemplo, também permite que o veículo passe pela praça sem que precise parar em uma cabine. Elas são instaladas por empresas privadas.

Os contratos preveem redução progressiva nas tarifas de acordo com o número de vezes que o usuário trafegar em um mesmo trecho com pedágio. O desconto será aplicado progressivamente da 1ª até a 30ª passagem do veículo pela praça dentro de um mesmo mês, e após isso a menor tarifa possível se repetirá até o fim do mês, dependendo do fluxo do motorista.

Os descontos progridem conforme o motorista trafegue pelo mesmo trecho em um mesmo sentido da rodovia. Então, por exemplo, quem passa pela BR-277 no Litoral diariamente tem uma contagem de progressão de desconto na descida e outra contagem para a subida da Serra do Mar.

Desconto

Outra novidade é que há um percentual de desconto progressivo diferente em cada praça, calculado a partir de critérios técnicos. Dentro dos dois primeiros lotes, nos pedágios de São Luiz do Purunã, Jacarezinho e Quatiguá, por exemplo, a redução do valor será de 12,4% a cada passagem do motorista pela praça, numa escadinha de descontos.

Na BR-277 em Irati, a redução será de 8% a cada passagem pela praça. Em Porto Amazonas, o desconto será de 7,85%, e em Imbituva, de 7,20%. Em São José dos Pinhais, no trecho de acesso ao Litoral do Estado, a redução a cada nova passagem pela praça usando a tag será de 6,05%. Em Sengés, Jaguariaíva, Lapa e Carambeí, o desconto progressivo vai variar de 1,7% a 4,8%, dependendo da praça.

Lote 1

O Lote 1 foi arrematado com um desconto de 18,25% na tarifa básica por quilômetro rodado de pedágio. Com isso, a projeção é que a tarifa unitária na praça de São Luiz do Purunã, por exemplo, seja de R$ 7,51, levando em conta o resultado do leilão. Neste caso, os motoristas que escolherem pagar a tarifa com a tag eletrônica já terão, de início, um desconto de 5% no valor, o que já reduz a tarifa para R$ 7,13.

Soma-se a isso o Desconto de Usuário Frequente (DUF), que da praça é de 12,4% por passagem, e os motoristas que passarem pelo pedágio diariamente ao longo de um mês chegarão ao 10º dia pagando R$ 2,17, ao 20º dia pagando R$ 0,58 e ao 30º dia pagando uma tarifa de R$ 0,15.

Com a progressão do desconto, um motorista que passar, em um mesmo sentido, 30 vezes pela praça de pedágio de São Luiz do Purunã em um mesmo mês usando a tag eletrônica vai pagar, ao todo, R$ 56,45, um valor 75% menor do que os R$ 225,30 que um motorista gastaria passando todos os dias na mesma praça e pagando o valor unitário da tarifa na cabine de cobrança.

Lote 2

Os valores finais das tarifas do Lote 2 serão definidos no leilão de sexta-feira (29). Mas, levando em conta a tarifa básica que vai ao certame, os descontos nas praças de pedágio de Jacarezinho podem fazer com que o preço pago pelo motorista que usar a rodovia com frequência saia de R$ 10,39 no início do mês e chegue a R$ 0,21 ao final do mês, após a 30ª passagem.

Uma pessoa que use a tag eletrônica e precise passar por uma das praças de Jacarezinho todos os dias, ida e volta, vai gastar R$ 156,28 pagando as tarifas nos dois sentidos. Se ela pagasse a tarifa básica cobrada na cabine, sem a tag e sem o Desconto de Usuário Frequente, ela gastaria R$ 623,56. Neste caso, o usuário frequente economizaria 75% do valor.

Na praça de pedágio de São José dos Pinhais, no trecho da BR-277 que liga Curitiba ao Litoral, a tarifa básica começa em R$ 19,55 e é reduzida progressivamente até R$ 3,04. Em Quatiguá, a redução vai de R$ 11,23 a R$ 0,23; em Sengés, de R$ 6,30 a R$ 3,64; em Carambeí, de R$ 9,83 a R$ 2,24; e em Jaguariaíva, de R$ 6,55 a R$ 3,79.

Nova concessão

A nova concessão rodoviária do Paraná une rodovias federais e estaduais em um modelo inédito no País. São 3,3 mil quilômetros de rodovias, divididos em seis lotes, com previsão de receber mais de R$ 50 bilhões apenas em investimentos (duplicações, viadutos, ciclovias). O edital também conta com as novidades mais modernas do mercado, como a DUF, câmeras com tecnologia OCR, que permitem reconhecimento de placas de veículos, em pontos estratégicos; iluminação em LED em trechos urbanos, viadutos e entroncamentos; sistema de pesagem automático em movimento (WIM) de caminhões; e sistema de monitoramento meteorológico próprio.

Outras novidades são a disponibilização de internet nos pontos de atendimento ao usuário e áreas de descanso para caminhoneiros; sistema de comunicação WiFi em 100% da rodovia, para acesso ao canal de atendimento ao usuário; e previsão para implantação gradativa do sistema free flow, o que permitirá que em alguns anos o valor a ser pago por quem trafega pelas rodovias seja proporcional ao trecho percorrido.

O Lote 2 das novas concessões rodoviárias tem 604,16 km de extensão. Estão previstas obras de duplicação de 350 quilômetros de estradas, 138 quilômetros de faixas adicionais, 73 quilômetros de vias marginais e 72 quilômetros de ciclovias. Serão ainda 107 novos viadutos, 52 passarelas, 35 pontos de correção de traçado e oito passa-faunas. Serão investidos R$ 10,8 bilhões em obras e R$ 6,5 bilhões em conservação e serviço ao usuário durante os trinta anos de vigência da concessão, gerando cerca de 110 mil empregos.

O Lote 1, arrematado em agosto, contém 473 quilômetros de rodovias federais e estaduais entre Curitiba, Região Metropolitana, Centro-Sul e Campos Gerais do Paraná. O investimento em obras nos trechos é de R$ 7,9 bilhões.

Fonte e Foto: AEN

2537

Fórum reúne maiores representantes brasileiros da produção de sementes em Foz do Iguaçu

Com recorde de 257 participantes, desde a pandemia da Covid-19, o Fórum Técnico da Comissão de Sementes e Mudas do Paraná (CSM) 2023 reuniu de 12 a 14 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR), os maiores representantes brasileiros da produção de sementes.

Além de uma programação intensa de palestras, painéis e workshops, o evento contou com um showroom tecnológico com a apresentação de produtos e soluções para o mercado de sementes.

Para o presidente da CSM, Jhony Möller, o evento superou as expectativas.

“O Nosso balanço é muito positivo. O CSM foi muito elogiado pelos temas apresentados. Buscamos formatar uma programação com atualidades, oferecer palestras técnicas com profissionais renomados no setor sementeiro, atendendo às expectativas do público. Colegiado mais longevo do Ministério da Agricultura, há 52 anos, sempre proporcionou este fórum de debate, novas ideias e tecnologias que agregam muito ao produtor”, ressalta Möller.

O presidente destaca a participação do Ministério da Agricultura, sanando dúvidas dos envolvidos direta e indiretamente com a produção de sementes.

“O fórum proporciona um ambiente muito bom e valioso de networking. Contamos ainda com mais de 20 patrocinadores, que permitiram que o evento pudesse ser realizado”, avalia Möller.

O vice-presidente da CSM, o pesquisador da Embrapa Soja e presidente da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES), Fernando Henning, considera que, o CSM, mesmo tendo ocorrido dentro de um calendário superconcorrido de eventos do agronegócio, novamente a comissão cumpriu a sua missão, que é levar informação técnica e de qualidade para o público relacionado à produção de sementes, desde os responsáveis técnicos de campo aos que trabalham nos laboratórios.

“Em relação à programação técnica foi possível ver que foi bem ampla e começou construindo um raciocínio de aprendizado e, principalmente, de troca de ideias, com interação do público. O evento abordou, desde a fase do campo, passando pela inspeção de campo, colheita, secagem, beneficiamento de sementes, chegando até o laboratório. Discutimos amplamente questões relacionadas às metodologias de análises e alguns desafios que nós temos ao longo de todas essas etapas”, conclui Henning.

A próxima edição do CSM deve acontecer em 2025.Em 2024, não haverá uma programação exclusiva da comissão, mas uma participação no Congresso Brasileiro de Sementes, da ABRATES, com a realização de uma reunião de todas as CSMs de todos os estados para troca de experiências e alinhamentos.

Fonte e Foto: Abrates

soja-agro

Ipea revisa de 13,2% para 15,5% o crescimento do PIB agro em 2023

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta segunda-feira (25), uma nova projeção do valor adicionado (VA) do setor agropecuário para 2023 e a primeira para 2024.

Os pesquisadores revisaram de 13,2% para 15,5% a estimativa de crescimento para o setor, justificada pela alta acima do esperado no segundo trimestre, por revisões positivas das previsões do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para as principais culturas da lavoura e pelo bom desempenho das produções de bovinos e aves.

Valor adicionado da agropecuária é o total produzido no setor (o valor bruto da produção) descontado o seu consumo intermediário, isto é, o quanto utiliza de bens e serviços de outros setores durante o processo produtivo, como por exemplo, insumos, máquinas e equipamentos.

Soja e milho

O setor agropecuário, que já havia registrado uma alta interanual de 18,8% no primeiro trimestre, apresentou novamente uma expansão significativa para o segundo trimestre – 17% em relação ao mesmo período de 2022.

O crescimento estimado em 61,4% da produção de soja na região Sul foi uma das maiores contribuições para o resultado positivo no segundo trimestre.

Outra colaboração veio do milho, que teve sua estimativa de crescimento atualizada de 11,5% para 16%, impulsionada, em especial, pelo avanço previsto de 17,5% na segunda safra.

O Ipea estimou que quatro das cinco culturas mais importantes da lavoura apresentaram revisão significativa em suas estimativas de crescimento da produção.

Além das já mencionadas soja e milho, as revisões positivas para as produções de cana-de-açúcar e algodão também foram destaque e devem impactar o resultado do terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior.

A cana-de-açúcar, terceiro produto mais relevante na lavoura, teve previsão de alta revista de 6,6% para 8,6%. Por sua vez, o algodão apresentou a maior revisão em pontos percentuais: um avanço de 2,9% para 10,0%.

Já em relação aos produtos pecuários, as produções de bovinos e frangos também tiveram crescimento acima do esperado no segundo trimestre – na comparação com o mesmo período de 2022, avançaram 10,8% e 7,2%, respectivamente. Com esse bom resultado, o Ipea revisou a projeção das duas culturas de altas de 3,3% e 2,7% para 7,0% e 6,3%, nesta ordem.

Ipea prevê estabilidade para o agro em 2024

O Ipea vê um cenário próximo da estabilidade em 2024, com uma leve expansão de 0,4% do valor adicionado do setor agropecuário.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que a produção de soja cresça 5,1%, mas as demais culturas importantes não devem contribuir positivamente.

A previsão é de que milho e algodão apresentem quedas de 9,1% e 5,5% em suas produções, respectivamente.

A pecuária deve ter um bom ano, principalmente por conta dos segmentos de frangos e suínos, enquanto a perspectiva para o de bovinos – que representa a maior contribuição ao valor adicionado de todo o setor agropecuário – é um avanço de apenas 0,1%.

Fonte: Canal Rural Foto: Divulgação

default

Paraná tem nove cidades líderes da produção agropecuária no Brasil

Nove cidades do Paraná ficaram na liderança da produção nacional de pelo menos 12 produtos da agropecuária em 2022. Nessa lista estão Toledo, Castro, Cascavel, Arapoti, Nova Aurora, Guarapuava, Tibagi, São Mateus do Sul e Cerro Azul.

O levantamento foi feito pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com base na Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) e na Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As pesquisas reúnem todas as informações nacionais sobre o tema.

Com um rebanho de 909,8 mil porcos, Toledo, na região Oeste, liderou a produção suína brasileira no ano passado. Também na região Oeste, Cascavel ficou em primeiro lugar na criação de galináceos (aves), somando mais de 21 milhões de animais.

Nova Aurora produziu 24,4 mil toneladas de peixe no ano passado. Castro, por sua vez, produziu 426,6 milhões de litros de leite em 2022. Arapoti, no Norte Pioneiro, está em primeiro lugar na produção de mel de abelha, com 991,7 toneladas produzidas no ano passado.

Guarapuava, na região Central, liderou o cultivo de três culturas no país: cevada, centeio e triticale, os chamados cereais de inverno. Foram 204,8 mil toneladas de cevada colhidas na cidade em 2022.

Já o cultivo de trigo no país é liderado por Tibagi, nos Campos Gerais, que colheu 138,4 mil toneladas do grão em 2022, atingindo um VBP de R$ 216,4 milhões. São Mateus do Sul, no Centro-Sul do estado, se destaca na produção de erva-mate, produto em que o Paraná também mantém a dianteira nacional.

Fonte: Gazeta do Povo Foto: Gilson Abreu/AEN

pib-do-parana-cresce-86-no-primeiro-semestre-o-dobro-da-media-nacional-6510c8ac5fc04

PIB do Paraná cresce 8,6% no primeiro semestre, mais que o dobro da média nacional

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu, em termos reais, 8,66% no primeiro semestre de 2023, na comparação com os primeiros seis meses do ano passado, atingindo a cifra de R$ 372 bilhões. O resultado (AQUI) foi divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O PIB nacional cresceu 3,7% no mesmo período.

Com um avanço expressivo nos primeiros três meses do ano, o resultado também se repetiu no segundo trimestre (abril a junho), com aumento de 8,16% do PIB em comparação ao mesmo período do ano passado. Já no confronto com o trimestre imediatamente anterior, a expansão real atingiu 1,69%, considerando a inflação do período – no País, a variação foi de 0,9% no mesmo cenário.

“Estamos em um grande momento da economia paranaense, e o resultado do PIB do Estado no primeiro semestre deste ano consolida o avanço em diferentes áreas”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Temos um crescimento consolidado na agropecuária, que é a nossa principal vocação, e também nos setores industriais e de serviços. Estamos avançando na atração de investimentos, na geração de empregos e no aporte do setor público para infraestrutura. Isso fará com que o Paraná cresça cada vez mais”.

A taxa de crescimento do PIB estadual nos primeiros seis meses de 2023 refletiu principalmente a ampliação do setor primário (agricultura), impulsionado pela safra recorde de verão, em especial de soja. Segundo o Ipardes, a agropecuária registrou elevação real de 37,28% entre janeiro a junho deste ano, levando a um acumulado de 28,44% nos últimos 12 meses.

O Estado também tem batido recordes na produção de proteína animal, se consolidando como o maior produtor nacional de frango, peixe e mel, além de ocupar o segundo lugar na suinocultura e na cadeia leiteira. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram abatidas 1,07 bilhão de unidades de frango no primeiro semestre no Paraná, o maior registro da história em volume. O levantamento também apontou 5,9 milhões de unidades de suínos abatidas ao longo dos seis primeiros meses do ano, maior volume da série.

Os setores da indústria e de serviços também avançaram de forma expressiva, com variações de 4,82% e 5,65% na primeira metade de 2023, respectivamente. Os resultados observados em todas as grandes atividades econômicas indicam um movimento abrangente de crescimento da economia paranaense, que deve resultar em uma expansão relevante do PIB no ano. No acumulado de um ano a evolução da indústria chega a 3,37% e do setor de serviços, 3,90%.

“O notável desempenho da economia paranaense no primeiro semestre deste ano é reflexo da safra agrícola. Mas temos também importantes contribuições de outras áreas, como indústria e serviços, o que comprova que a performance econômica do Paraná é abrangente, contemplando todas as atividades produtivas”, destacou o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.

Valores

Em valores monetários, o PIB paranaense somou R$ 176,4 bilhões no segundo trimestre e R$ 372 bilhões no acumulado de seis meses. Este valor faz com que a participação do Paraná represente 6,65% do PIB nacional, que atingiu R$ 5,2 trilhões no período. No acumulado dos últimos quatro trimestres, a economia do Estado avançou 5,74% em relação aos quatro trimestres anteriores, somando R$ 680,6 bilhões no período.

Fonte e Foto: AEN

download

Zoneamento Agrícola de Risco Climático é tema de seminário na Embrapa Soja

A Embrapa Soja e o Sistema Ocepar, composto pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR) e Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar) promovem o seminário Desvendando o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), no dia 26 de setembro, das 8h30 às 16h, no auditório da Embrapa Soja, em Londrina (PR).

O objetivo do seminário é apresentar para técnicos e produtores as bases científicas que norteiam o ZARC, os aprimoramentos a serem implementados (níveis de manejo), sua inter-relação com os mecanismos de seguro agrícola e, se possível, elucidar alguns questionamentos comuns no meio agrícola.      

O ZARC Soja define as áreas com maior ou menor frequência de ocorrência de déficit hídrico durante a fase mais crítica da cultura da soja (floração e enchimento de grãos), em função das diferentes épocas de semeadura, da disponibilidade hídrica de cada região, do consumo de água nos diferentes estádios de desenvolvimento da cultura, da capacidade de água disponível no solo e do ciclo da cultivar utilizada, explica o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja.

A partir de 2023, o ZARC Soja passa a conta com uma metodologia que adota seis classes de água disponível (AD), definidas com base na composição textural dos solos (teores de silte, areia e argila).  “Essa mudança no ZARC amplia o escopo de avaliação da realidade dos sistemas produtivos brasileiros”, explica Farias. “Nosso objetivo é minimizar os riscos e possibilitar maior estabilidade da produção e de renda para o sojicultor, o que é estratégico para a manutenção da capacidade produtiva brasileira”, enfatiza o pesquisador.

Ainda será apresentada e discutida a proposta “piloto” do ZARC contemplando os riscos associados a diferentes níveis de manejo do solo (Zarc NM). Segundo Farias, o ZARC Soja – 06 ADs, que contempla seis as classes de água disponível (AD) no solo, foi estruturado também para incorporar – nas próximas atualizações – o efeito de diferentes níveis de manejo do solo. As duas estratégias vem sendo ajustada e mensurada pela Rede ZARC de Pesquisa da Embrapa.

Confira a programação aqui.

Serviço:

DESVENDANDO O ZONEAMENTO AGRÍCOLA DE RISCO CLIMÁTICO (ZARC)

Data: 26/09/2023 (terça-feira)

Horário: 8h30 às 16h

Local: Auditório da Embrapa Soja – rod Carlos João Strass, s/n Londrina (PR)

Fonte: Embrapa Soja Foto: Divulgação Governo Federal

WhatsApp Image 2023-09-21 at 09.12.45

Treinamento ‘Sementes em diferentes ângulos’ será realizado nos dias 26, 27 e 28 de setembro

O curso, ministrado pela doutora Maria de Fátima Zorato, em parceria com a Apasem, busca incentivar os profissionais a considerarem todo o contexto da análise de sementes

O treinamento “O vigor de sementes visto por outros ângulos”, ministrado pela doutora em Ciência e Tecnologia de Sementes, Fátima Zorato, trabalhará melhores práticas de análise e interpretação completa e correta de resultados. O curso, promovido pela Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (Apasem), acontece nos dias 26, 27 e 28 de setembro, na Associação Comercial de Ponta Grossa.

A análise de sementes é etapa crucial para o bom desenvolvimento da produção agrícola e, por isso, demanda atenção e conhecimento dos responsáveis técnicos. No entanto, a doutora Fátima Zorato afirma que o processo nem sempre tem seus resultados explorados da maneira correta.

“Fazemos nos laboratórios uma série de testes que trazem informações de números, mas atrás desses números estão ricas informações. E às vezes essas informações que são determinantes para a tomada de decisão não são colocadas. Vamos fazer o treinamento justamente para incentivar as pessoas que não fiquem somente fazendo os testes e gerando números, mas também tragam essas informações. Isso às vezes faz toda a diferença”, avalia a especialista, que é referência na área em todo o Brasil. “Erros crassos estão acontecendo”, alerta.

De acordo com Fátima, lotes inteiros de sementes são descartados indevidamente por conta da má interpretação dos dados coletados na análise de sementes. “São feitos vários outros testes que estão bem, mas a gente observa que um único teste que indica alguma coisa errada acaba sendo o único considerado. Será que não pode ser a própria metodologia? Não é o caso de repensar? Será que foi tudo correto? Essa é a resposta da semente? Quando isso acontece é preciso, no mínimo, questionar e não apenas concluir que o lote inteiro está ruim”, provoca a especialista.

O treinamento irá abordar principalmente os testes de Tetrazólio e Vigor, destinados à soja e ao trigo. O objetivo é mostrar na prática os resultados a serem considerados nas metodologias realizadas de maneira correta e as melhores análises. “Aplicando a metodologia correta, com uma amostragem correta a análise terá resultados muito satisfatórios, seja ele positivo ou negativo, mas precisos. Assim é possível enxergar a realidade e interpretar mais e melhor”.

Serviço:

Treinamento “O vigor de sementes visto por outros ângulos”

Data: dias 26, 27 e 28 de setembro

Local: Associação Comercial de Ponta Grossa

Valor: R$ 2.200, com desconto para associados Apasem

Informações: WhatsApp (41) 98808-0599 / (41) 98853-5073

Inscrições: https://apasem.com.br/treinamentos/tetrazolio-e-vigor-soja-e-trigo/