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424 mil toneladas de trigo já foram negociadas em leilões realizados pela Conab

Cerca de 424 mil toneladas de trigo já foram negociadas nos leilões de apoio à comercialização e ao escoamento de trigo, realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Nos leilões do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) realizados nesta terça-feira (14) foram negociadas 64.505 toneladas.

Estas ações são realizadas com recursos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O apoio à comercialização por meio desses instrumentos pretende estimular a cadeia produtiva nacional do trigo, estabilizando o mercado e garantindo renda ao produtor rural – um dos objetivos centrais da Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM).

Os leilões foram autorizados pela Portaria Interministerial dos ministérios da Agricultura e Pecuária, da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar n.º 12/2023, de 5 de outubro de 2023, que definiu um volume de recursos de até R$ 400 milhões para escoamento do produto em grão da safra 2023/2024 para fora dos estados de origem da produção.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Progresso da safra 2023/24: soja 57,6% semeado, milho 45,8% semeado

NE: São previstas pancadas de chuva com acumulados próximos de 50 mm no AC e no Oeste e Sul do AM. Menores acumulados são previstos em áreas pontuais de RO, PA e TO. Nas demais áreas da região Norte e Nordeste, a previsão é de tempo seco e sem chuva, além de baixos valores de umidade relativa do ar. Não se descartam pancadas de chuvas isoladas em áreas do Matopiba. No entanto, a umidade no solo será insuficiente para a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.

CO: Há previsão de dias quentes com chuvas passageiras. Uma onda de calor deverá prevalecer pelo menos até o dia 17, aumentando a evapotranspiração e reduzindo a umidade no solo. No geral, as condições serão desfavoráveis para a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.

SE: A partir de sexta-feira, há previsão de chuvas em áreas de SP, RJ e na região do Triângulo Mineiro, o que amenizará o calor e a restrição hídrica em parte das lavouras. Com exceção do Centro e Sul de MG e da maior parte de SP, a umidade no solo será inadequada para a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. No entanto, a maturação e colheita da cana-de-açúcar serão favorecidas.

S: Há previsão de chuvas expressivas acompanhadas de raios, rajadas de ventos e da ocorrência pontual de granizo, com acumulados que podem ultrapassar 150 mm, principalmente, no Centro-Norte do RS, SC e Sul do PR. Com exceção do arroz no RS e dos cultivos de primeira safra no PR, deverá haver restrição por excesso de chuvas às lavouras, com destaque para o trigo.

Progresso da Safra 2023/24

SOJA

57,6% semeado. Em MT, a irregularidade das chuvas reduziu o ritmo de plantio. Foram registrados replantios em diversas regiões. Mesmo com as baixas precipitações, a maioria das lavouras têm apresentado bom desenvolvimento. No RS, os dias com tempo estável permitiram o progresso significativo da semeadura. No PR, o tempo mais seco contribuiu para a evolução no plantio e na realização dos tratos culturais. Em GO, o plantio está sendo finalizado no Sudoeste. As chuvas favoreceram o desenvolvimento das lavouras nessas áreas. Nas demais regiões, o plantio continua atrasado devido à irregularidade das chuvas. Registra-se replantios. Em MS, a melhoria das condições de umidade do solo favoreceu a evolução da semeadura, principalmente no Norte. Todavia, em algumas regiões com déficit hídrico, tem sido verificado o replantio. Em MG, a semeadura está atrasada, em relação à safra passada, devido à ausência ou irregularidades das precipitações. Na BA, as chuvas permitiram o plantio de sequeiro em algumas regiões. Em SP, o tempo seco possibilitou a evolução do plantio. No TO, o plantio foi reiniciado com o retorno das chuvas. Observa-se replantio em diversas regiões devido ao estabelecimento inicial irregular. No MA, as precipitações mais regulares permitiram o avanço na área semeada. No PI, o plantio teve seu início, porém lentamente, devido aos baixos volumes de chuva. No PA, o retorno das precipitações no Sudeste e Sudoeste melhoraram as condições das lavouras.

MILHO 1° SAFRA

45,8% semeado. Em MG, o plantio evoluiu pouco devido às chuvas escassas e irregulares. Nas regiões do Triângulo Mineiro e Noroeste, algumas lavouras apresentam sintomas de restrição hídrica. No RS, o plantio está sendo finalizado. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, melhorando seu aspecto devido ao retorno de dias com incidência solar. Na BA, o plantio foi iniciado lentamente devido às baixas e irregulares precipitações . No PR, a maioria das lavouras está em desenvolvimento vegetativo e apresenta boas condições. O tempo seco permitiu a realização dos tratos culturais. Em SP, o clima estável favoreceu o avanço do plantio. Em SC, a semeadura progrediu devido à redução das precipitações e boa luminosidade. Registra-se a incidência de doenças foliares e atraso no desenvolvimento das lavouras, em virtude das instabilidades climáticas. Em GO, o plantio iniciou de forma lenta em razão da baixa umidade do solo e das chuvas irregulares.

Fonte: Conab

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Curso de análise de sementes forrageiras em Ponta Grossa

Colaboradoras do LAS Ponta Grossa participam nesta semana do ‘Curso de Análise de Sementes Forrageiras’, que está sendo ministrado pela instrutora Sandra Regina D. Ferreira. O objetivo da ação é analisar sementes nuas, revestidas e mistura de espécies, manuseio de equipamentos e regras de análises.

Para o público interno que participa deste treinamento é uma oportunidade de aperfeiçoar os conhecimentos técnicos por meio de atividades práticas vistas no encontro, que também conta com a participação de representantes do LAS Toledo.

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Agronegócio: conteúdos educacionais

A Associação De Olho No Material Escolar (DONME) segue monitorando em detalhe os conteúdos educacionais relativos ao agronegócio disponíveis no País, incluindo as questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, que o último domingo (12/11) teve provas de Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias.

Mais uma vez, ficou claro que existe uma grande oportunidade e urgência de se trazer informações científicas e atualizadas para essa prova, que ao mesmo tempo mostrem a evolução do setor e estimulem a capacidade de reflexão dos estudantes.

Uma questão que foi identificada trata da qualidade do solo da Amazônia para plantio. Com um olhar técnico e seguro, afirmamos que o tema foi exposto de forma equivocada.

Ao contrário do que foi mencionado, não é verdade que os solos amazônicos são inapropriados para cultivo por serem incapazes de reter nutrientes. Tanto é que existe agricultura nestes solos, seja com baixo ou alto uso de insumos agrícolas. Os solos brasileiros em sua grande maioria são de baixa fertilidade.  Com o desenvolvimento da ciência e o uso de novas tecnologias foi possível encontrar diversos modelos de produção agropecuária para serem empreendidos tanto no solo amazônico como nos demais biomas brasileiros.

A DONME trabalha para levar conteúdo atualizado sobre o agronegócio e garantir uma formação de mais qualidade para todos os estudantes do País.

Para mais informações, acesse:

-https://deolhonomaterialescolar.com.br/wp-content/uploads/2023/08/videoplayback-47.mp4

-https://agro.fgv.br/sites/default/files/2023-02/boletim_mapeamento_bioma_2022.02.01_v.2_168.pdf

21-10-2020 - Plantio de soja na região Oeste do Paraná - Foto : Jonathan Campos / AEN

Produtores retomam plantio de culturas de verão e avaliam impactos após as chuvas

A melhora no clima nos últimos dias, com as chuvas dando trégua em todo o Estado, possibilitou a retomada do plantio das culturas de verão, particularmente soja e milho. De outro lado, foi possível evidenciar problemas de produção em arroz, que estava em período de semeadura, e trigo e cevada, já em colheita. As análises constam no Boletim de Conjuntura Agropecuária relativo à semana de 3 a 9 de novembro, documento preparado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

O relatório divulgado registra que a soja está com 73% dos 5,8 milhões de hectares plantados, enquanto o milho atingiu 95% dos 314 mil hectares previstos para a safra. Com o tempo firme, projeta-se avanço consistente sobretudo da soja, que tem um pequeno atraso no Sul do Estado.

No entanto, as áreas que já estavam plantadas apresentaram piora nas condições. No caso da soja, 92% das lavouras estavam boas e baixou para 89%, enquanto as áreas em situação média subiram de 7% para 9%. No milho houve redução de 83% para 78% para as lavouras consideradas boas, e aumentou de 15% para 19% as medianas.

Arroz

O boletim do Deral aponta que o cereal também foi bastante prejudicado pelas chuvas. A estimativa de outubro para o arroz irrigado era de que 81% da área de 18 mil hectares estava plantada e as lavouras desenvolviam-se bem. No entanto, houve mudança significativa.

As chuvas atingiram as cabeceiras do Rio Ivaí e seus afluentes, causando inundações nas margens. Ali estão oito dos 10 municípios que mais produzem arroz, concentrando 80% da área destinada ao produto. Estima-se que mais de 10 mil hectares ficaram submersos ao menos um dia, o que pode acarretar perda significativa, ainda que haja possibilidade de replantio.

Trigo e Cevada

Para essas duas culturas de inverno, que estavam em colheita, o período pós-chuva permitiu confirmar os problemas já previstos. O trigo tem ainda 8% da área de 1,4 milhão de hectares a ser colhida. Nesta semana apenas 23% foram classificados como boas, ante 42% da semana anterior. Nas últimas áreas colhidas havia muitos grãos germinados na espiga.

No caso da cevada, a colheita avançou 16 pontos porcentuais e chegou a 70% da área de 87,3 mil hectares, com grande parte da produção desclassificada para uso na indústria cervejeira. Na fração de 30% a colher, apenas 28% estão em boas condições, ante 37% da semana anterior.

Feijão

O feijão também teve reflexos das últimas tempestades. A área plantada chegou a 86% dos 111,4 mil hectares previstos, avançando apenas 3 pontos percentuais desde a semana anterior. No campo, as áreas em condições boas diminuíram 11 pontos percentuais e estão em 62%, enquanto 34% estão medianas e 4%, ruins.

Fonte: AEN Foto: Jonathan Campos/

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FAEP defende manutenção de teor de umidade para classificação da soja

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) se manifestou contra a intenção do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de reduzir o percentual de umidade da soja no padrão oficial de classificação da oleaginosa. Para a entidade paranaense, o setor agropecuário precisa de metas factíveis e a redução do teor de umidade poderia reduzir a competitividade internacional dos produtores brasileiros. A argumentação da FAEP foi detalhada em ofício encaminhado à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em 25 de outubro. O documento (leia abaixo a versão na íntegra) também será enviado a todos os deputados federais e senadores do Paraná.

A intenção do Mapa é instituir um novo Regulamento Técnico da Soja, que define os critérios de classificação da oleaginosa, de acordo com parâmetros técnicos. Na nova versão, o Ministério defende que o teor de umidade do grão de soja seja reduzido dos atuais 14% para 13%. A FAEP, no entanto, manifestou preocupação com a proposta e pediu que a CNA se posicionasse defendendo a manutenção do atual percentual de umidade.

Precisamos de metas e padrões que sejam factíveis dentro de nossa realidade produtiva, e é esse ponto que acreditamos que precisa ser defendido. Trata-se de conciliar os pontos de interesse nacional, a fim de evitar a perda de competitividade de nossa produção, que já sofre com tantos outros gargalos relacionados ao Custo Brasil”, defende Ágide Meneguette, presidente da FAEP.

Em audiência pública realizada pelo Mapa em 30 de outubro, a CNA se manifestou contra e redução e, em seguida, se retirou da reunião, em forma de protesto. O presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli, apontou que o Brasil já adota o padrão de 14% de umidade do grão de soja desde o início do plantio e que a alteração do padrão impactaria o peso do produto, reduzindo a renda dos produtores. Além disso, a mudança exigiria adaptações para controle de umidade no processo de armazenamento, o que implicaria no aumento dos custos de produção.

“Não vamos aceitar essa alteração, pois o primeiro a ser descontado será o produtor e não podemos absorver esse prejuízo”, afirmou Arioli. “O produtor que tem armazém na propriedade terá um aumento no custo da secagem e diminuição no volume de soja para vender porque o grão estará mais seco. Já o agricultor que não tem estrutura, ele vai mandar sua carga para a indústria e o desconto será maior”, detalhou.

Impactos

Em seu ofício, a FAEP detalhou os impactos que a alteração do padrão de classificação da soja pode trazer aos produtores. Segundo o Mapa, a mudança da norma seria necessária para atender a um novo padrão exigido pela China. A Federação, no entanto, destacou que o Brasil tem domínio absoluto do mercado internacional de soja, respondendo por 41% da produção e 58% das exportações mundiais. “[Esse patamar] não foi alcançado somente com preço e capacidade de produção, mas também com qualidade. Analisando todos esses fatores, não há fornecedor comparável no mercado”, consta do ofício, assinado por Meneguette.

A FAEP também classificou o novo padrão exigido pela China como “inatingível”, mesmo para o Brasil, que detém os melhores índices médios, em comparação a outros exportadores. “A estratégia comercial da China fica clara, ao subirem a régua excessivamente em parâmetros que poderiam diferenciar economicamente nosso produto, como teor de óleo e proteína, e sugerir percentual menor de umidade. Fazem, obviamente, o que é melhor para a economia deles, como francos importadores. Deveríamos ter a mesma postura”, defende a Federação.

Do ponto de vista técnico, a FAEP menciona a recente publicação da Embrapa, que detalha as consequências em que o retardamento da colheita pode implicar. A Embrapa indica que a espera por menor umidade pode provocar a deterioração dos produtos e a elevação da incidência de patógenos. Quando mais seca estiver a lavoura no ato da colheita, a produção fica mais suscetível a redução de sua qualidade.

Fonte: FAEP Foto: Conab

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CNA acredita que Mapa respeitará prazo para discussões sobre padrão de umidade da soja

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) defende, em audiências que foram realizadas entre o final de outubro e começo de novembro, a revisão do Regulamento Técnico da Soja.

O documento, cuja readequação está em debate há cerca de dois anos, visa definir os critérios de classificação da soja nos requisitos de identidade e qualidade, amostragem, modo de apresentação e marcação ou rotulagem do grão.

A mudança proposta é a redução do teor de umidade da oleaginosa de 14% para 13%. A Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) se manifestou contrária à alteração caso não sejam considerados mecanismos de compensação financeira ao produtor.

Isso porque a diminuição de 1% na umidade deixa a massa de soja 1,15% mais leve. Com isso, o sojicultor teria prejuízos na comercialização.

“O produtor que colhe e entrega a produção diretamente a uma trading, que será a responsável pela secagem, já sofreria o desconto na entrada do grão. É isso o que estamos querendo discutir com todos os elos, porque se a indústria e os armazéns vão se beneficiar por ter uma qualidade melhor no final do armazenamento e o frete ficará mais barato, o produtor precisa ter uma garantia de que não terá prejuízo”, ressalta o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli.

Segundo ele, o setor precisa de um prazo de seis meses para discutir o tema com a cadeia antes da publicação do Regulamento Técnico da Soja. “Não acredito que o Mapa oficializará o texto antes de permitir as devidas discussões”.

Procurado pela reportagem, o Mapa não se manifestou a respeito da possibilidade ou não de prorrogação do prazo. O espaço segue aberto.

Fonte: Canal Rural Foto: Divulgação

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Em apenas 7 dias de novembro/23, Brasil já exportou 40% de todo o milho embarcado em novembro/22

O Brasil começou o mês de novembro embarcando 2.390.892 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) para exportação, de acordo com o mais recente reporte da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Isso já representou 40,5% do que o total exportado em novembro de 2022 (5.889.630,8 toneladas).          

Com isso, a média diária de embarques nestes 7 primeiros dias úteis ficou em 341.556 toneladas, o que na comparação ao mesmo período do ano passado, representou elevação de 16% com relação as 294.481,5 do décimo primeiro mês de 2022.       

Na visão da Analista de Grãos e Oleaginosas do Rabobank Brasil, Marcela Marini, o ritmo de embarques para exportação brasileira deve cair nesta reta final de 2023 refletindo as dificuldades logísticas enfrentadas pelo país.

Marini destaca a falta de chuvas que diminuiu o volume dos rios do Norte, o que obrigou a carga ser deslocada para os portos do Sul, aumentando ainda mais o fluxo destes terminais.  

Em termos financeiros, o Brasil já arrecadou um total de US$ 540,453 milhões no período, contra US$ 1,677 bilhão de todo novembro do ano passado. O que na média diária, deixa o atual mês com queda de 7,9% ficando com US$ 77,207 milhões por dia útil contra US$ 83,851 milhões no último mês de novembro.                        

Já o preço por tonelada obtido caiu 20,6% no período, saindo dos US$ 284,70 no ano passado para US$ 226,00 no mês.

Fonte: Notícias Agrícolas/Guilherme Dorigatti Foto: Divulgação

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Conab atualiza a estimativa da safra de grãos 2023/2024, que deve chegar a 316,7 milhões de toneladas

O volume da produção brasileira de grãos deverá atingir 316,7 milhões de toneladas na safra 2023/2024, 1,5% ou4,7 milhões de toneladas abaixo do obtido em 2022/23. De acordo com o 2º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com o avanço da semeadura no início de novembro, as atenções se voltam para a evolução das lavouras. O percentual de área semeada, atualmente, apresenta-se aquém do observado no mesmo período da safra anterior, devido, principalmente, ao excesso de chuvas na Região Sul e Sudeste e às baixas precipitações no Centro-Oeste.

A segunda estimativa aponta ainda o crescimento de 0,5% sobre a área cultivada, passando para 78,9 milhões de hectares. Além das culturas de primeira safra, cujo calendário de plantio se estende até o final de dezembro, a área prevista abrange também as culturas de segunda e terceira safras e as de inverno, com os plantios se encerrando em junho.

“A nossa expectativa é de novamente termos uma potente safra de grãos no país, apesar das questões climáticas provocadas pelo El Niño. As informações levantadas pela Conab indicam, neste momento, que possivelmente teremos a segunda maior produção de grãos da história brasileira, podendo ser a primeira, devido ao aumento da área plantada”, destaca o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Considerando que as culturas de primeira safra ainda estão em fase de plantio, e as demais culturas iniciam a semeadura a partir de janeiro, em relação à produtividade e área, a Conab utilizou modelos estatísticos e informações provenientes dos trabalhos realizados em campo.

De acordo com o boletim, a soja deverá atingir uma produção estimada em 162,4 milhões de toneladas, com um crescimento de 2,8% na área a ser semeada, o que ainda consolida o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. Quanto ao milho, houve redução de 5% na área total a ser cultivada, calculada em 21,1 milhões de hectares, com produção prevista de 119,1 milhões de toneladas. Já para o algodão, é esperado um crescimento de 4,2% na área a ser semeada, em um total de 1,73 milhão de hectares, e produção de pluma em 3,04 milhões de toneladas.

No caso do arroz, há expectativa de crescimento de 5,2% na área que está sendo semeada e produção de 10,8 milhões de toneladas. O mesmo vale para o feijão, com crescimento previsto de 3,3% na área total a ser semeada com as três safras, estimada em 2,8 milhões de hectares, e com a produção total no país de 3,1 milhões de toneladas.

Mercado

Os dados da demanda doméstica de milho apresentados no Boletim da Conab apontam que 84,5 milhões de toneladas do cereal deverão ser consumidos internamente ao longo de 2024, ou seja, um aumento de 6,1% comparativamente à safra anterior. Acredita-se ainda que a redução da produção brasileira do cereal, somada à maior oferta disponível no mercado externo, deverá reduzir o volume de exportações brasileiras do grão em 2024. Com isso, o estoque de milho em fevereiro de 2025, ou seja, ao fim do ano-safra 2023/24, deverá ser de 8,9 milhões de toneladas.

Quanto à soja em grãos, as exportações no período de janeiro a outubro de 2023 estão aproximadamente 25% superiores às do mesmo período em 2022. Por esse motivo, a Conab acompanha o percentual e eleva as exportações de soja em grãos, de 97,48 milhões de toneladas para 98,06 milhões de toneladas.

O algodão em pluma vem demonstrando um desempenho mais fraco desde outubro, mas com os sinais de melhoria na economia, o mercado espera que o consumo de algodão melhore na safra 2023/24, crescendo 7,35% e chegando a 730 mil toneladas. Os estoques finais devem cair 7,73% em comparação à safra 2022/23, atingindo o volume de 1,98 milhão de toneladas. Em relação à balança comercial do trigo, os dados preliminares apontam que foram importadas 229,8 mil toneladas em 15 dias. Ademais, com a redução da produção, foi revisado o quantitativo de importações, passando de 5 milhões de toneladas para 5,4 milhões de toneladas. Com essas alterações, estima-se encerrar a safra 2023 com estoque de passagem de 531,9 mil toneladas.

Clique aqui e acesse os arquivos com informações do 2º Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

Terminais do Porto de Paranaguá fazem projeção para as exportações de granéis sólidos para 1º tri - Paranaguá, 20/01/2022

Exportações do Paraná aumentam 11,3% nos dez primeiros meses de 2023

As exportações do Paraná aumentaram 11,3% nos dez primeiros meses de 2023 em comparação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a outubro desse ano, o Estado movimentou US$ 21 bilhões em vendas para outros países, enquanto que em 2022 o montante exportado foi de US$ 18,9 bilhões. Só no último mês de outubro, as vendas externas somaram US$ 1,91 bilhão. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A soja em grão segue como o principal produto exportado pelo Paraná e foi o que teve maior aumento nas vendas para fora. De janeiro a outubro, o produto alcançou a marca de US$ 4,9 bilhões exportados. Com esse resultado, a venda de soja em grão para o Exterior superou em 71,8% os US$ 2,9 bilhões do acumulado dos dez primeiros meses de 2022.

O segundo item cujas vendas mais cresceram nesse período foram os cereais, que abrange grãos em geral, mas preponderantemente milho. Houve variação positiva de 54,2%. A venda subiu de US$ 619,7 milhões para US$ 955,6 milhões entre os dez primeiros meses de 2022 e o mesmo período de 2023.

“O bom resultado das exportações de commodities agrícolas está diretamente relacionado à safra recorde de grãos colhida no Paraná na temporada de 2023”, destaca o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Jorge Callado.

Destinos

Dos destinos das exportações, quatro dos cinco maiores parceiros comerciais paranaenses tiveram aumento expressivo no volume de compras. A China continua o maior comprador do Paraná e também teve a maior variação. As exportações ao país asiático aumentaram 72,8% de janeiro a outubro, totalizando US$ 5,7 bilhões.

Outro gigante asiático cujas compras do Paraná aumentaram foi o Japão, com alta de 33,2%. As vendas para o país chegaram a US$ 595,3 milhões na variação dos dez primeiros meses de 2023. O Japão ocupa a quinta colocação nas exportações paranaenses.

Já as vendas para o México, quarto maior comprador do Paraná, subiram 28,3%, alcançando US$ 856 milhões nos dez primeiros meses deste ano. Para a Argentina, segundo maior comprador do Paraná, foram movimentados US$ 1,4 bilhão, representando aumento de 17% no período.

Importações

As importações paranaenses, por sua vez, caíram 21,2% nos dez primeiros meses de 2023, comparado ao mesmo período de 2022. Entre os produtos que mais pesaram nessa queda estão os adubos e fertilizantes (-46,3%), óleos e combustíveis (-36,5%) e produtos químicos (-40,3%).

Porém, a importação de veículos quase dobrou no comparativo com o ano passado. A compra de veículos de outros países teve aumento de 91,1%, movimentando US$ 568 milhões de compras.

Fonte: AEN Foto: Claúdio Neves/Portos do Paraná