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Conab realiza quarta rodada de leilões de apoio à comercialização de trigo

Nesta quinta-feira (23), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará nova rodada de leilão para apoio à comercialização e ao escoamento de trigo. Na oportunidade serão ofertadas 175,55 mil toneladas para o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e outras 154,3 mil toneladas para o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP). A operação será realizada por meio do Sistema de Comercialização Eletrônica da própria Companhia (Siscoe).

Poderão participar do Pepro produtores rurais e suas cooperativas da Bahia, de Goiás, do Distrito Federal, de Mato Grosso do Sul, de Minas Gerais, do Paraná, do Rio Grande do Sul, de São Paulo e de Santa Catarina. Já o PEP é destinado às indústrias moageiras de trigo e aos comerciantes de cereais dos mesmos estados.

Os participantes deverão estar inscritos na Bolsa de Mercadorias pela qual pretendem atuar e em situação regular perante o Sistema de Registro e Controle de Inadimplentes da Conab e o Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican) da Conab, além de possuir cadastro em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), como também perante ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), entre outras exigências previstas nos editais.

A ação foi autorizada pela Portaria Interministerial dos ministérios da Agricultura e Pecuária, da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar n.º 12/2023, de 5 de outubro de 2023, que definiu um volume de recursos de até R$ 400 milhões para escoamento do produto em grão da safra 2023/2024 para fora dos estados de origem da produção.

No caso do PEP, as indústrias moageiras e comerciantes de cereais recebem o prêmio após comprovar a compra do produto pelo preço mínimo, constante da tabela anexa à Portaria nº 6, de 28 de abril de 2023, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e o escoamento para os destinos permitidos. Já no Pepro, o prêmio é ofertado ao produtor ou cooperativa que efetue a venda do produto pela diferença entre o preço mínimo e o valor do Prêmio Equalizador arrematado, e comprove o escoamento nas condições previstas no Aviso.

Serviço:

Leilões de Pepro e PEP de trigo

Data: quinta-feira, 20 de novembro

Aviso Pepro nº 115/2023

Aviso PEP nº 116/2023

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Soja: Brasil deve embarcar até 4,996 mi de t em novembro, aponta Anec

As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 4,996 milhões de toneladas em novembro, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Em novembro do ano passado, as exportações ficaram em 1,918 milhão de toneladas. Em outubro, o país embarcou 5,957 milhões de toneladas.

Na semana encerrada dia 18 de novembro, o Brasil embarcou 1,528 milhão de toneladas. Para o período entre 19 e 25 de novembro, a Anec indica a exportação de 1,085 milhão de toneladas.

No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 1,349 milhões de toneladas. Em outubro, ficou em 1,648 milhão de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 483,116 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 483,334 mil toneladas.

Fonte: Canal Rural Foto: Divulgação

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Impacto das altas temperaturas na soja – safra 23/24

O pesquisador da Embrapa Soja José Renato Bouças Farias afirma que as altas temperaturas podem provocar problemas de germinação, ocasionar perdas na população de plantas, além de provocar danos nas sementes e plantas. Farias indica quais as boas práticas agrícolas que colaboram para minimizar o problema, ao longo prazo.

Confira

Fonte: Embrapa Soja Foto: Divulgação

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Preços da soja alcançam patamares elevados

No Brasil, apesar de uma taxa de câmbio em torno de R$ 4,85 na maior parte da semana, os aumentos nos valores em Chicago e uma melhoria parcial nos prêmios no mercado nacional resultaram em um aumento específico nos preços da soja. Segundo a Central Internacional de Analise Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), no entanto, a razão por trás desse movimento, como mencionado, é preocupante: a possibilidade iminente de uma quebra na safra. Como resultado, a média de preço no Rio Grande do Sul encerrou a semana em R$ 139,96 por saco, com as principais praças negociando a oleaginosa entre R$ 138,00 e R$ 140,00. Nas demais regiões do país, os preços variaram entre R$ 117,00 e R$ 128,00 por saco.

Embora alguns analistas ainda prevejam uma safra nacional de soja superior a 163 milhões de toneladas, muitos outros já reduziram suas projeções para um volume final abaixo de 160 milhões.

Até o dia 11/09, o planejamento da soja no país havia alcançado 61% da área esperada, em comparação com 69% no mesmo período do ano anterior, marcando o ritmo mais lento desde 2020/21. Já foram relatados cortes de 1,1 milhão de toneladas na projeção de produção em Mato Grosso, devido ao atraso no plantio e à escassez de chuvas nas áreas cultivadas. Novos ajustes para baixo são esperados nas próximas semanas caso as condições climáticas não sejam melhores. Este é um cenário que se repete na maioria dos estados produtores, sendo que no sul do país a preocupação está relacionada ao excesso de chuvas.

Fonte: Agrolink/Seane Lennon Foto: Divulgação

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Trigo: Preços seguem em alta, com destaque para PR

Os preços do trigo registram novas altas no mercado brasileiro, com destaque para o Paraná. Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas frequentes e intensas no Sul do País seguem prejudicando a qualidade e o volume de cereal previsto para ser colhido na atual safra. Na Argentina, estimativas foram, mais uma vez, reajustadas negativamente, o que reforça o cenário altista no mercado brasileiro.

Fonte: Cepea

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Avançam obras em rodovias afetadas pelas chuvas no PR

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) atualiza as condições de bloqueio de rodovias estaduais, onde trechos estão com sinalização de emergência. A orientação aos motoristas é que redobrem o cuidado. A PR-170, uma das mais atingidas, tem obras em andamento em Guarapuava e Pinhão, além estudos e análises em elaboração em Bituruna.

Novas liberações

PR-459 em Clevelândia – Rio Chopim baixou e a rodovia está novamente liberada, após o DER/PR ter analisado os dois pontos de alagamento da semana passada. Trecho não é pavimentado.

PR-433 na Lapa – Trecho foi liberado após o DER/PR recuperar danos em cabeceira de ponte, causados por alagamento, na altura do km 26. Trecho não é pavimentado.

Bloqueios totais

PR-836 e PRC-280 em União da Vitória – As duas rodovias estão com pistas alagadas devido à cheia do Rio Iguaçu, na altura do km 0.

PR-239 em Pitanga – Bloqueio total do km 349+650 ao km 351 em função do risco de queda do talude sobre a pista. Devido à gravidade do dano, com surgimento de várias rachaduras de grande porte que inclusive prejudicaram o sistema de drenagem no local, será necessário manter a interdição enquanto é recuperado o maciço.

PR-170 em Pinhão – Rachaduras no pavimento no km 468, entre Faxinal do Céu e a Usina Hidrelétrica Governador Bento Munhoz da Rocha Netto. Bloqueio total entre Faxinal e a usina, e entre Bituruna e a usina. O trecho recebe serviços de retaludamento e já são realizadas sondagens do solo nos pontos danificados para orientar os serviços de recuperação.

PR-170 em Bituruna – Tráfego com bloqueio total por causa dos danos em múltiplos pontos, próximo à Usina Hidrelétrica Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, e também devido à interdição do trecho seguinte, em Pinhão. Estão em análise as condições do trecho e em estudo as obras de recuperação necessária.

PR-578, em Santa Cruz de Monte Castelo – Trecho bloqueado devido a alagamento e pontos de erosão causados pela cheia do Rio Ivaí. Segmento não pavimentado, com os danos concentrados a cerca de 8 quilômetros do distrito de Santa Esmeralda, e antes de chegar na balsa que faz a travessia para Herculândia, distrito de Ivaté.

PR-281 em Realeza – Trecho bloqueado no km 595, após queda de barreira de grande volume que atingiu ambas as pistas da rodovia. O DER/PR executa os serviços de remoção do material, devendo liberar a rodovia nos próximos dias.

Bloqueios parciais de rodovias

PR-170 em Guarapuava – Bloqueio parcial de uma pista no km 389, devido a escorregamento de terra em talude de aterro, com tráfego fluindo normalmente nas duas pistas restantes. Já foi realizada a recomposição do pavimento afetado e atualmente está em implantação um novo bueiro no local.

PR-090 em Campo Largo – A Estrada do Cerne está em meia pista após surgimento de uma trinca no leito da rodovia, na altura do km 48, a cerca de um quilômetro da ponte sobre o Rio Açungui.

PRC-466 em União da Vitória – Trecho com operação pare-e-siga das 7h às 20h, com bloqueio total somente à noite, devido ao risco de escorregamento de rochas sobre o pavimento.

PR-092 em Rio Branco do Sul – Liberado provisoriamente um desvio no km 48, local atingido por rachaduras no pavimento. Tráfego em pista única, enquanto é providenciada a obra de recuperação da rodovia.

Os trechos com bloqueios totais ou parciais contam com sinalização de emergência disponibilizada pelo DER/PR. É fundamental que os condutores obedeçam estas orientações, também seguindo com cautela redobrada nestes locais.

Fonte: Portal Sou Agro/Tatiane Bertolino com AEN Foto: Divulgação

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Assinatura de contrato de concessão do pedágio é adiada

A assinatura do contrato do lote 1 das novas concessões rodoviárias do Paraná foi adiada após um pedido da vencedora do leilão. O consórcio Infraestrutura Brasil Holding XXI S.A., do grupo Pátria Investimentos, solicitou a prorrogação para comprovação do atendimento das condições prévias à assinatura.

Com o pedido aceito pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, o prazo para entrega dos documentos foi estendido em 20 dias úteis, finalizando agora no dia 28 de dezembro deste ano. Já a nova data de assinatura está prevista para até 26 de janeiro de 2024.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, afirmou que a mudança nos prazos deve fazer com os lotes 1 e 2 passem a tramitar juntos.

Sandro Alex também explicou que, na avaliação do governo estadual, a nova data para assinatura não traz prejuízos.

O lote 1 foi leiloado na Bolsa de Valores de São Paulo em agosto deste ano, e vencido pelo consórcio após oferta de um desconto total de 18,25% à tarifa-base por quilômetro rodado de contrato. São 473 quilômetros de estradas estaduais e federais do Paraná que passam pelas regiões de Curitiba, Região Metropolitana, Centro-Sul e Campos Gerais do estado, como ligações entre a capital e Guarapuava e Guarapuava e Ponta Grossa. O investimento em obras estimado para os 30 anos de concessão é de R$ 7,9 bilhões.

Fonte: BandNews/Bárbara Hammes Foto: Divulgação

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Pirataria de Sementes vai muito além do prejuízo financeiro

Muita gente não sabe, mas além do prejuízo financeiro, o uso de sementes piratas também prejudica a produção paranaense, porque contribui para uma possível disseminação de doenças e ervas daninhas. Isso aumenta o custo de produção, pois exige que o produtor use mais defensivos na lavoura, mais manejo e mais mão de obra. Entre as culturas mais atingidas pela pirataria estão o feijão, a aveia, o trigo, a soja e o milho.

Ouça o PodCast ‘Momento Apasem’ da semana.

Fonte: Apasem

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Plantio da soja atinge 57% da área; veja estados mais avançados

A área de soja estimada em 45,2 milhões de hectares nesta safra 2023/24 está 57,1% semeada, de acordo com balanço divulgado nesta sexta-feira (10) por Safras & Mercado. Há uma semana, esse índice era de 47,4%.

Os trabalhos estão atrasados em relação ao mesmo período de 2022, quando 67,3% do território destinado à oleaginosa estava plantado. Há, também, menor ritmo se comparado à média dos últimos cinco anos, apontado em 69,4%.

Entre os principais estados produtores de soja, Mato Grosso segue à frente no avanço das plantadeiras no campo e o Rio Grande do Sul permanece com evolução mais lenta. Fatores climáticos e o calendário de semeadura explica a cadência de cada um.

Confira a evolução no plantio da soja

Rio Grande do Sul: 14%

Santa Catarina: 36%

Paraná: 76%

Mato Grosso do Sul: 75%

Mato Grosso: 92%

Goiás: 52%

São Paulo: 50%

Minas Gerais: 45%

Bahia: 22%

Maranhão: 22%

Piauí: 18%

Tocantins: 28%

Outros: 25%

De acordo com o 2º Levantamento da Safra 2023/24, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na última quinta-feira (9), a estimativa é que o Brasil produza 162,4 milhões de toneladas de soja.

Fonte e Foto: Canal Rural

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Produtores de soja economizam 50% na aplicação de inseticidas

Nos últimos 10 anos, os produtores do Paraná, que adotam o Manejo Integrado de Pragas (MIP) na cultura da soja, estão conseguindo reduzir, em média, 50% nas aplicações com inseticidas. Este é um dos resultados surpreendentes que a Embrapa Soja e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) observaram em lavouras comerciais de soja que adotam as boas práticas agrícolas. As informações estão apresentadas na recém-lançada publicação Resultados do manejo integrado de pragas da soja na safra 2022/2023 no Paraná (Documentos 455).

O MIP Soja é recomendado desde os anos 70, porém, nos últimos dez anos, foram sistematicamente acompanhadas 1.639 lavouras que adotaram as estratégias preconizadas pelo MIP. Essas lavouras conseguiram reduzir de 3,6 para 1,7 o número de aplicações de inseticidas. “O valor é equivalente a uma economia de 2 sacas de soja por hectare. Essa diminuição no uso de químicos reduz a exposição dos aplicadores e promove uma agricultura com menor custo e maior rendimento”, defende a pesquisadora Roberta Carnevalli, da Embrapa Soja.

Apenas na safra 2022/2023, foram acompanhadas 150 unidades de referência (URs) em MIP-Soja, instaladas em lavouras comerciais de 101 municípios. As URs foram conduzidas seguindo um protocolo técnico pré-estabelecido entre os pesquisadores e os técnicos de extensão rural do IDR-Paraná. “Além dos excelentes resultados que obtivemos com o MIP, outro diferencial é a compilação de dados e elaboração anual de publicação com a divulgação dos resultados”, ressalta o coordenador do projeto grãos do IDR-Paraná, Edivan Possamai.

Possamai explica que esse processo de adoção do MIP vem sendo realizado pelos produtores com o apoio de profissionais da assistência técnica, o que permite mensurar o impacto na adoção da tecnologia. “Os resultados mostram ser possível aliar redução de custos, devido à redução no número de aplicações, que se reverte ainda em maior rentabilidade e menor impacto ambiental”, ressalta.  “É relevante destacar que este trabalho é fruto de uma parceria entre a pesquisa (Embrapa) extensão rural (IDR-Paraná)  e o sistema FAEP Senar, o que fortalece muito as ações desenvolvidas”, diz.

Além do MIP, vêm sendo avaliadas outras práticas agrícolas: Manejo integrado de Doenças e Coinoculação.  A partir da safra 23/24, o programa se ampliará com a introdução de mais um protocolo para avaliar as boas práticas no manejo Integrado de plantas daninhas e manejo de solo. 

Fundamentos do MIP

Entre os princípios básicos do MIP está o monitoramento da lavoura, com o uso de um pano de batida que indica a quantidade de insetos presentes na lavoura. A tomada de decisão sobre a aplicação de inseticidas será feita apenas quando os níveis de ação preconizados pela pesquisa sejam atingidos (dois percevejos encontrados no pano de batida ou, em média, 20% de desfolha para o controle de lagartas). Havendo necessidade de pulverização, recomenda-se o uso de uso de produtos mais seletivos, ou seja, que têm eficácia pontual no problema.

Fonte:  Embrapa Soja Foto: Antonio Neto/Embrapa Soja