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Pesquisa aponta soluções na tecnologia de aplicação para o milho

Diversas pesquisas têm sido desenvolvidas no Núcleo de Investigação em Tecnologia de Aplicação e Máquinas Agrícolas (Nitec) da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) para definir as melhores tecnologias de aplicação de inseticidas e fungicidas na cultura do milho. Experimentos com pulverizadores de barras e drones de pulverização, a campo e laboratório, têm trazido resultados eficientes na qualidade de aplicação para o controle da cigarrinha-do-milho.

Pesquisa evidencia que 55% das gotas de pulverização atingem as folhas superiores do milho, 31% as folhas medianas e apenas 14% as folhas inferiores das plantas.

Diferente da soja, a escolha da técnica de aplicação para o milho deve considerar critérios como: a altura máxima da barra do pulverizador, o efeito “guarda-chuva” das folhas superiores (que cobrem as partes inferiores da planta e as entrelinhas, reduzindo a deposição das gotas nessas áreas), estágio de desenvolvimento e os locais que as gotas de pulverização devem atingir nas plantas para o controle fitossanitário. Por isso, ocorre a avaliação da deposição e da cobertura dos principais modelos de pontas de pulverização por jatos: plano simples, plano com pré-orifício, plano com indução de ar, plano com defletor, plano inclinado, plano com duplo leque, plano com duplo leque inclinado e cônico cheio e vazio.

Os resultados de pesquisa indicam que pontas de pulverização com jato plano simples não proporcionam deposição e cobertura adequada nas plantas de milho, enquanto pontas com configurações de jato plano inclinado e jato cônico vazio permitem maior deposição das gotas no alvo.

Nos experimentos, as plantas de milho foram seccionadas para identificar onde as gotas de pulverização atingiram, como na região do cartucho, inserção da bainha, meio, ponteiro, região abaxial (parte de baixo) e adaxial (parte de cima) das folhas. Os resultados revelam que a aplicação é adequada na região do cartucho, mas ainda desafiadora na inserção da bainha e baixeiro das plantas, considerando os tipos de pontas testados. Esses resultados podem ser relacionados com o comportamento de insetos e as regiões de infecção das doenças nas plantas de milho para aprimorar as técnicas de aplicação.

A pesquisa também evidencia que 55% das gotas de pulverização atingem as folhas superiores do milho, 31% as folhas medianas e apenas 14% as folhas inferiores das plantas, sendo que destas, menos de 2% na região da inserção da bainha, independentemente da posição da folha na planta. Isso evidencia a desigualdade da distribuição das gotas.

Esse estudo faz parte da Rede Complexo de Enfezamento do Milho (Rede CEM), formada por universidades estaduais, cooperativas, centros de pesquisa e instituições de governo, que está fomentando iniciativas de manejo e controle da praga. Sua coordenação cabe à Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com apoio do Sistema FAEP e Fundação Araucária.

Fonte: Faep Foto: Divulgação

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Brasil rumo ao recorde na safra de soja

A safra de soja 2024/25 apresenta expectativas otimistas para o agronegócio brasileiro, com previsões de crescimento tanto na produtividade quanto na área plantada. Segundo Leandro Viegas, CEO da Sell Agro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a colheita nacional cresça 8,3%, atingindo 322,47 milhões de toneladas. Este avanço solidifica o Brasil como o maior produtor mundial de soja, com destaque para o estado de Mato Grosso, que desempenha papel crucial no aumento da produção.

A demanda internacional, especialmente da China e da União Europeia, continua forte, o que beneficia o Brasil, responsável por cerca de 25% do PIB agropecuário. A produção de biocombustíveis, como o biodiesel, também influencia positivamente o mercado, já que o óleo de soja é essencial nesse processo. Porém, o cenário econômico traz desafios. A valorização do real frente ao dólar pode afetar a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, comprimindo as margens de lucro dos exportadores. Além disso, os custos de produção, como fertilizantes e defensivos agrícolas, seguem elevados, o que preocupa os produtores.

Em Mato Grosso, a área plantada deve crescer 1,47%, alcançando 12,66 milhões de hectares, impulsionada pela conversão de pastagens em áreas de cultivo. A produtividade também tem projeções otimistas, com uma média de 57,97 sacas por hectare, o que resultaria em 44,04 milhões de toneladas, representando um aumento de 12,78% em relação à safra anterior. A expectativa de normalização das chuvas é um fator positivo que pode sustentar esses números.

No entanto, os gargalos logísticos permanecem como um obstáculo significativo. O transporte rodoviário, responsável por mais de 60% do escoamento da produção, enfrenta desafios com estradas em más condições, elevando os custos de frete e causando atrasos. Embora projetos como a Ferrovia Norte-Sul e o Arco Norte estejam em desenvolvimento, a infraestrutura ainda é insuficiente para atender à crescente demanda.

Fonte: e Foto Agrolink

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Soja: oferta global recorde pressiona cotações

A oferta global recorde e os estoques elevados pressionaram as cotações da soja no spot brasileiro na última semana, segundo levantamentos do Cepea. Por outro lado, a valorização do dólar frente ao real limitou o movimento de baixa.

Além disso, conforme colaboradores do Cepea, chuvas irregulares seguem deixando sojicultores nacionais em alerta e recuados nas comercializações.

Dados divulgados pelo USDA apontam produção mundial da oleaginosa na temporada 2024/25 em 428,9 milhões de toneladas, 8,6% superior às 394,7 milhões de toneladas colhidas na safra 2023/24.

O esmagamento global é projetado em 346,3 milhões de toneladas e as transações globais, em 181,5 milhões de toneladas, respectivos aumentos de 4,8% e de 2,6% frente à temporada anterior; o estoque mundial também pode ser recorde, previsto em 134,6 milhões de toneladas.

Fonte e Foto: Canal Rural

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Soja sobe nos principais estados

Os preços da soja estão em alta no Rio Grande do Sul, mas os negócios quase não acontecem, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “R$ 141,50 para entrega em outubro, e pagamento 30/10, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pagamento em 30/10. R$ 134,00 Passo Fundo – Pagamento em 30/10. R$ 133,00 Ijuí – Pagamento em 30/10. R$ 132,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento em 30/10. Preços de pedra, em Panambi, caíram para R$ 121,00 a saca, para o produtor”, comenta.

Em Santa Catarina os preços subiram. “A menor oferta interna do produto e clima/estiagem no início da safra 2024/25 no Centro oeste influem nas cotações no período. Preços de ontem: O preço no porto foi de R$ 141,00, Chapecó a R$ 120,00”, completa.

No Paraná o plantio da soja está em 41%. “No porto, em Paranaguá, comprador oferecia R$ 140/saca CIF, e o vendedor pedia R$ 146. No interior, o mercado de soja permaneceu estável, com pouca liquidez. No spot, propostas de compra variavam entre R$ 135 e R$ 137/ saca FOB, com embarque em outubro e pagamento em novembro, e vendedor pedia acima de R$ 140. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 132,50”, indica.

No Mato Grosso os preços subiram. “O preço da soja no spot subiu nesta quarta-feira, para R$ 141 por saca FOB em Dourados, com embarque e pagamento em novembro, representando um aumento de R$ 2 em relação ao início da semana, com poucos volumes negociados. Preços do dia: Dourados R$ 135,50. Campo Grande: R$ 135,00. Maracaju: R$ 135,50. Chapadão do Sul: R$ 132,00. Sidrolândia: R$ 133,50”, informa.

Em Sinop, no Mato Grosso, não houve negociações nesta quarta-feira. “Compradores indicaram R$ 131 por saca FOB, com embarque em outubro e pagamento em novembro, enquanto os vendedores se mantiveram ausentes. Campo Verde: R$ 134,00, Lucas do Rio Verde: R$ 131,00. Nova Mutum: R$ 131,50. Primavera do Leste: R$ 134,50. Rondonópolis: R$ 137,00. Sorriso: R$ 130,50”, conclui.

Fonte: Agrolink – Leonardo Gottems Foto: Divulgação

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Primeira estimativa para safra de grãos 2024/25 indica produção de 322,47 milhões de toneladas

A primeira estimativa para a safra de grãos na temporada 2024/2025, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta para uma produção de 322,47 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 8,3% ao obtido em 2023/24, ou seja, 24,62 milhões de toneladas a serem colhidas a mais que no ciclo anterior, estabelecendo um novo recorde na série histórica caso o resultado se confirme ao final do ano agrícola. Para a área, estima-se crescimento de 1,9% sobre a safra anterior, passando para 81,34 milhões de hectares. Os dados foram divulgados pela Companhia, nesta terça-feira (15), durante o anúncio do 1º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25.

Neste ciclo, o arroz deverá apresentar novo crescimento de 9,9% na área semeada. A alta é verificada em todas as regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste e o Sudeste, onde o incremento chega a 33,5% e 16,9% respectivamente. Só em Mato Grosso, os produtores irão destinar mais de 133 mil hectares para o cultivo do grão, com uma elevação de 39,3% quando comparada com a área registrada na temporada de 2023/24. Em Goiás esse aumento chega a 24%, índice pouco menor que o registrado em Minas Gerais, onde se verifica uma alta de 25,1%. O Sul, principal região produtora de arroz no país, também tende a registrar uma maior área cultivada, chegando a cerca de 1,16 milhão de hectares. Esse cenário influencia na expectativa de maior produção, com a colheita sendo estimada em aproximadamente 12 milhões de toneladas, recuperando o volume obtido na safra 2017/2018.

“Com esses números, a previsão é de que o Brasil volte ao patamar das maiores safras de arroz da sua história. Isso é o resultado do trabalho dos nossos produtores, em parceria com o governo federal, que voltou a elaborar políticas públicas para todo o campo agrícola brasileiro, contemplando pequenos, médios e grandes produtores”, reforça o presidente da Conab, Edegar Pretto.

Para o feijão, a Conab também espera um ligeiro aumento na área semeada, saindo de 2,86 milhões de hectares em 2023/24 para 2,88 milhões de hectares no atual ciclo. Cultivado ao longo do ano, a maior elevação é esperada para a área semeada na primeira safra da leguminosa, com uma alta de 2,3%, sendo estimada em 881,3 mil hectares, resultando em uma produção de 947,3 mil toneladas. Já a expectativa de produção total do grão no país, somando-se os três ciclos cultivados, é de 3,26 milhões de toneladas, 0,5% acima da safra anterior.

No caso da soja, os produtores também devem destinar uma maior área para a cultura, com elevação de 2,8% quando comparada com a temporada passada. No entanto, o percentual de crescimento de área da oleaginosa está arrefecido nesta safra, sendo este o terceiro menor percentual de incremento registrado desde o ciclo 2009/2010. O atraso do início das chuvas, sobretudo nos estados da região Centro-Oeste, vem atrapalhando os trabalhos de preparo do solo e do plantio. Ainda assim, a produção está estimada em 166,05 milhões de toneladas.

Para o milho, a Conab projeta uma recuperação de 3,5% na safra, sendo estimada uma colheita total em torno de 119,74 milhões de toneladas, com uma área se mantendo em 21 milhões de hectares. Na primeira safra do cereal, tanto a produção como a área cultivada a expectativa é de redução de 1,1% e 5,4% respectivamente, passando para 3,76 milhões de hectares semeados, com a produção estimada em 22,72 milhões de toneladas. No caso do algodão, a primeira previsão indica crescimento de 2,9% na área a ser semeada, para um total de 2 milhões de hectares, e produção de pluma em 3,67 milhões de toneladas.

Culturas de inverno

A primeira expectativa de produção acima de 12 milhões de toneladas para as culturas de inverno não se confirmou, influenciada principalmente pelas condições climáticas registradas nas regiões produtoras. O trigo, principal cultura dentre os cultivos de inverno, teve a previsão de safra reduzida para 8,26 milhões de toneladas neste levantamento. Problemas no clima durante todo o ciclo, sobretudo no Paraná, como estiagem no início, a falta de clima frio predominante, ocorrência de dois períodos de geadas em agosto e de doenças justificam tal redução. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina o cenário é mais positivo.

Mercado

Com a perspectiva de maior disponibilidade interna de arroz, os preços do produto no mercado interno devem seguir um comportamento de arrefecimento, mas, mesmo com a possível queda, deve-se manter a rentabilidade ao produtor. A alta na produção também possibilita tanto uma elevação nas exportações do grão, que podem chegar a 2 milhões de toneladas, como um aumento nos estoques de passagem ao final da safra 2024/25, estimada em aproximadamente 840 mil toneladas.

Para o milho, as atenções se voltam para a safra de verão do cereal cultivado na América Latina. Brasil e Argentina, os principais produtores do grão na região, devem reduzir a área destinada para a cultura neste primeiro momento, e essa menor oferta sul-americana pode refletir em uma recuperação nos preços no mercado externo. Apesar da redução na primeira safra do cereal, a Conab prevê uma produção total de milho em 119,7 milhões de toneladas, um acréscimo esperado de 3,5%, comparada ao ciclo anterior. As exportações estão projetadas em 34 milhões de toneladas no ciclo 2024/2025 e a demanda no mercado interno pelo grão deverá se manter aquecida, devido ao bom desempenho do mercado exportador de proteína animal e pela produção de etanol.

Já para a soja, as exportações para 2025 estão projetadas em 105,54 milhões de toneladas do grão, com base no aumento da produção e da demanda mundial, especialmente da China. Os estoques finais estão estimados em 4,16 milhões de toneladas. No caso do trigo, os danos causados pelas adversidades climáticas no Paraná influenciam na valorização dos preços do cereal no mercado doméstico. O clima adverso em outras importantes regiões produtoras no mundo, bem como os conflitos geopolíticos enfrentados também foram fatores para a alta nas cotações verificada pela Companhia.

As informações completas sobre o 1° Levantamento da Safra de Grãos 2024/25 e as condições de mercado destes produtos podem ser conferidos no Portal da Conab.

Fonte: Conab Foto: AEN/Ari Dias

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PIB do Agronegócio acumula recuo de 3,5% em 2024; veja segmentos mais impactados

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro recuou 1,28% no segundo trimestre de 2024, acumulando queda de 3,5% no ano.

O cálculo foi feito pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Entre os segmentos do setor, quando se compara os dois primeiros trimestres de 2024, o PIB registrou queda nos seguintes fatores:

Insumos (-2,68%)

Segmento primário (-1,77%)

Agrosserviços (-1,15%)

Agroindústrias (-0,62%)

Impactos no PIB do agro

A análise do Cepea e da CNA mostrou que os desempenhos dos segmentos foram impactados pela redução do valor bruto da produção, pressionado, sobretudo, pelas quedas nos preços e, em alguns casos, pela menor produção esperada para o ano, como ocorreu com os insumos agrícolas e com o primário agrícola.

Por fim, os resultados negativos dos agrosserviços (-2,74%) no primeiro semestre de 2024 decorreu da redução para os agrosserviços de base agrícola (-5,39%), visto o crescimento para os de base pecuária (3,78%).

De acordo com a publicação, no ramo agrícola, a queda acumulada no semestre reflete os comportamentos dos demais segmentos, especialmente dos insumos e do primário. No ramo pecuário, o crescimento no acumulado no semestre (3,78%) decorreu da maior produção esperada para o ano dos segmentos a montante, dentro e fora da porteira.

Valores monetários anuais

Ao se considerar os desempenhos do agronegócio, seus ramos e seus segmentos nos dois primeiros trimestres, o PIB do agronegócio brasileiro pode alcançar R$ 2,50 trilhões em 2024, sendo 1,74 trilhão no ramo agrícola e 759,82 bilhões no ramo pecuário (a preços do segundo trimestre de 2024).

Fonte e Foto: Canal Rural

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Ibrafe: Produção de Feijão-carioca cairá no início de 2025

Sempre precisamos ler além das manchetes da imprensa sobre tudo quando se trata de estimativas de safra. Segundo a foi noticiado esta semana, vai ter mais Feijão no ano que vem:

“Para o Feijão, a Conab também espera um ligeiro aumento na área semeada (+0,8%), saindo de 2,86 milhões de hectares em 2023/24 para 2,88 milhões de hectares no atual ciclo. Já a expectativa de produção total do grão no país, somando-se os três ciclos cultivados, é de 3,26 milhões de toneladas, 0,5% acima da safra anterior.”

Mas cuidado. Dependemos não do total da safra, mas sim da produção de cada variedade de Feijão ao logo do ano. Se houver uma boa terceira safra não mudará o preço que o consumidor pagará no inicio do ano. Principalmente porque teremos mais Feijão-preto e menos Feijão-carioca no primeiro trimestre do ano. Segundo os levantamentos da CONAB, teremos 555,5 mil toneladas este ano, quando tivemos no ano passado 571,4 mil toneladas. Isto é 20% menor, por exemplo, em 2014/15 quando foi colhido 703 mil toneladas. Todo ano a primeira safra de Feijão-carioca tem diminuído e este ano também diminuirá. Feijão-preto, se o preço baixar a R$ 200/210, vai ser exportado, mas o Feijão-carioca, no ano passado, quando tivemos mais Feijão do que se espera teremos no início de 2025, se manteve entre dezembro e março acima dos R$ 300. Portanto, o momento de mercado com pouca demanda em algum momento começará a refletir os fatos.

Fonte: Ibrafe Foto: Divulgação

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Exportações de café do Brasil batem recorde

De acordo com o Rabobank, setembro foi um mês histórico para o Brasil, que exportou 4,5 milhões de sacas de café de 60 quilos, marcando um volume recorde para o período. Esse excelente desempenho elevou o total de exportações brasileiras em 2024 para 36,4 milhões de sacas, resultando em um crescimento de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior. O aumento na demanda global pelo café brasileiro destaca a importância do país no mercado internacional.

Entretanto, o setor ainda enfrenta desafios logísticos significativos. A escassez de espaço nos portos brasileiros e a alta demanda por contêineres têm causado atrasos nas operações. Como resultado, estima-se que o Brasil deixou de exportar cerca de 2 milhões de sacas de café devido a essas dificuldades, impactando potencialmente os resultados do setor no final do ano.

No mercado interno, os preços do café continuam em alta. Em setembro, a média do café arábica foi de R$ 1.459 por saca, o que representa um aumento de 49% em relação ao mesmo mês do ano passado. O café conilon, por sua vez, teve uma média de R$ 1.497 por saca, refletindo uma valorização de 87% em comparação com 2023. Esses aumentos de preços indicam um fortalecimento da demanda no mercado interno.

O Rabobank prevê que essa tendência de valorização pode levar as torrefadoras locais a aumentar significativamente o uso de arábica em seus blends. Além disso, o banco enfatiza a importância de monitorar as condições climáticas, como chuvas e temperaturas elevadas, que podem impactar a safra brasileira de café para 2025/2026, exigindo atenção constante do setor.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Pixabay

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1º WORKLAS APASEM terá palestra com Débora Rocha

“Substratos para Análise de Sementes” é o tema da palestra da engenheira agrônoma Débora Rocha durante o 1º WORKLAS APASEM, que será realizado entre os dias 3 e 5 de dezembro, em Londrina.

Débora que também é Doutora em Produção e Tecnologia de Sementes (UFLA) é a atual coordenadora de Qualidade e Responsável Técnica pelo Laboratório da Agromen Sementes Agrícolas.

Inscreva-se e participe.

Associados têm valor diferenciado. Basta solicitar o ‘voucher de desconto’ por meio do e-mail comunicacao@apasem.com.br

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Mercado Livre passa de vilão a aliado do MP no combate à pirataria

O Mercado Livre já foi considerado um antagonista quando se falava de combate à pirataria. A empresa tem um programa de remoção de anúncios de produtos falsificados ou não autorizados há cerca de 24 anos.

Ainda assim, em 2019, quando a empresa decidiu intensificar seus esforços na área, o promotor do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, Richard Gantus Encinas, disse – em evento da companhia – que, na época, a empresa era considerada uma vilã.

Hoje essa visão mudou no MP. Em janeiro deste ano, por exemplo, o Mercado Livre participou de uma investigação que apreendeu 21 toneladas de bebidas adulteradas.

O Programa de Proteção a Marcas (BPP) da companhia parte da lógica da legislação norte-americana, na qual a empresa detentora das patentes deve indicar à plataforma de compras os anúncios que contém produtos irregulares.

Esse fluxo, porém, pode ser demorado e gerar transtornos para as marcas, que precisam buscar ativamente os anúncios suspeitos.

Para melhorar a relação com essas companhias, que, muitas vezes, também vendem seus produtos originais na plataforma, o Mercado Livre passou a buscar anúncios suspeitos antes das denúncias chegarem, por meio de aprendizado de máquina e inteligência artificial.

No primeiro semestre de 2024, a cada postagem removida devido a uma reclamação no BPP, a empresa retirou proativamente outras 9 publicações.

Além disso, desde 2021, a empresa passou a chamar marcas estratégicas para uma contribuição mais avançada, que envolve ceder dados como o desenho industrial de seus produtos para que, por meio de inteligência artificial, os algoritmos do Mercado Livre consigam identificar fotos e descrições das falsificações mais precisamente.

Por meio dessas parcerias, é possível enviar denúncias ao Ministério Público já com informações mais aprofundadas, o que agiliza a investigação, segundo Gantus Encinas, promotor do MP.

Esse mecanismo, denominado Mercado Libre Anti-Counterfeiting (MACA), consegue, a cada reclamação feita no programa tradicional de proteção de marcas, remover proativamente outras 25 publicações.

Foi nesse contexto que foi encaminhada uma denúncia ao MP que resultou na apreensão de 21 toneladas de bebidas adulteradas de patentes da Diageo, empresa de bebidas.

O responsável pela área Jurídica do Mercado Livre, Fede Deya, diz que esse processo envolveu um início de conversa difícil com a empresa, que sofria com o fato de produtos piratas de suas patentes serem comercializados na plataforma.

Ele conta que esse tipo de colaboração gera investigações internas de cerca de seis meses. Nesse processo, os próprios agentes do Mercado Livre podem comprar mercadorias suspeitas para avaliar o material entregue.

Para isso, Deya diz que a companhia investiu em profissionais qualificados e em tecnologia, com uma equipe composta por 8 áreas que trabalham juntas no tema. Os valores de investimento, porém, não foram divulgados para a reportagem

O programa começou em 2021, com 12 marcas, e, hoje, são 26 participantes. “Temos um plano [para] daqui a 3 ou 4 anos chegar a um número mais próximo a 100 membros”, diz o executivo.

Ele avalia, no entanto, que esse modelo não deve atingir todas as marcas que participam no BPP.

As marcas habilitadas a participarem dessa cooperação têm de atender critérios como o fato de ter abrangência internacional, comercialização via Mercado Livre nos principais países de atuação da varejista (Brasil, Argentina e México), atingir um volume de vendas mínimo não revelado, bem como ter encontrado uma porcentagem mínima de produtos falsificados na plataforma do Meli.

Fazem parte nomes como Adidas, Puma, Levi’s, Under Armour, Microsoft, Casio, Tommy Hilfiger, Victoria’s Secret, Crocs, Sony, Directv, Diageo, Apple, Tiffany & Co, Burberry, Lego, Syngenta, Canon y HP.

Questionado sobre as vantagens para o Mercado Livre em combater a pirataria, Deya diz que a maior intensidade com a qual a empresa se dedica ao tema hoje não diz respeito a processos sofridos ou pressões externas, mas, sim, ao fato de que a empresa deseja se tornar um ambiente mais confiável e seguro para o consumidor, mesmo que isso signifique perder usuários mais orientados por preço na hora da compra.

O Mercado Livre já foi citado em consulta pública da União Europeia que gerou uma lista de empresas que deveriam ser observadas devido aos relatos de práticas inadequadas em relação à pirataria, em dezembro de 2020.

À época, a companhia argentina respondeu dizendo ter compromisso de lutar contra produtos falsificados e pirateados e ter aprimorado o procedimento de notificação e remoção.

Fonte: CNN Brasil Foto: Divulgação