1cocamar_24_02_2025

Irrigação viabiliza a soja no extremo noroeste do Paraná

Com 2.600 alqueires, a Fazenda Estrela e Monte Azul é a soma de seis propriedades localizadas no município de Icaraíma, a 60 quilômetros de Umuarama, na região noroeste do Paraná.

Do total da área, há 100 alqueires mantidos com soja sob sistema de irrigação que utiliza três pivôs, 500 alqueires com lavouras de mandioca e os restantes 2 mil alqueires destinados a pastagens, ocupados por um rebanho de 10 mil cabeças em programas de cria, recria e engorda, das quais 5 mil em confinamento.

No último dia 18, o Rally Cocamar de Produtividade passou por lá em companhia do gerente das unidades da Cocamar em Umuarama e Icaraíma, Alisson Rodrigues Nunes, e da engenheira agrônoma Mariane Carvalho.

Garantia de produtividade

A soja é irrigada desde 2020, utilizando estruturas fabricadas pela Lindsay e segundo o administrador Alexandre Rios, a média de produtividade tem ficado ao redor de 160 a 180 sacas por alqueire.

Para se ter uma ideia da importância da irrigação, nas poucas áreas não servidas pelos pivôs, a média despenca para 50 sacas por alqueire. Em relação ao milho, cultivado no inverno na sucessão da soja, a média não fica abaixo de 250 sacas por alqueire, tendo já chegado a 280.

“Sem irrigação não tem viabilidade”, observa Alexandre, ao comentar que há planos de se ampliar o investimento em lavouras irrigadas e alcançar também pastagens e até mesmo a área de confinamento, com aspersores, para refrescar o local.

A carne

Os animais nelore e de rebanho misto são confinados com peso de entrada entre 400 a 450 quilos e após 80 ou 90 dias, saem com 550 quilos de média. O ganho, na engorda, é de 1,6 quilo por dia em média, por animal, mas não é incomum chegar a 1,8 quilo/dia. A carne é destinada ao mercado externo.

Tranquilidade

Com 21% de média de teor de argila e a uma altitude de 350 metros, os solos dessas fazendas não são muito diferentes dos da região, onde geralmente chove pouco. “Temos a tranquilidade de poder contar com a irrigação e, todas as noites, pelo menos 10 milímetros de água são despejados nas lavouras”, comenta Alexandre.

Ainda assim, devido às altas temperaturas registradas na fase de enchimento de grãos da soja, a irrigação foi agilizada mesmo durante o dia, embora a um custo bem mais alto que a operação noturna. Para se ter uma ideia, se das 21h às 6h o custo da energia para o produtor rural é de 12 centavos o quilowatt/hora (kW/h), durante o dia esse valor salta para 48 centavos o kW/h.

Investimento se pagou rápido

O administrador citou ainda que o investimento nos três pivôs, realizado em 2020, foi quitado ainda no período da pandemia, com a elevação dos preços da soja. “Valeu a pena e planejamos agora ampliar”. A irrigação, que deve incluir pastagens, visa a assegurar a produção de comida para o gado no inverno.

Alexandre observa que as propriedades servidas por irrigação são mais valorizadas. “Trata-se de uma tecnologia que está disponível e, como qualquer outra, o produtor precisa preparar-se para explorar todo o seu potencial”, completa.

Sobre o Rall

Em seu 10º ano de realização, o Rally Cocamar de Produtividade segue em busca de experiências incentivadas pela Cocamar que ajudem a promover o desenvolvimento da atividade agropecuária paranaense. A iniciativa conta com o patrocínio da Ourofino Agrociência, Sicredi Dexis, Seguradora Sombrero, Fertilizantes Viridian, Nissan Bonsai Motors e Texaco.

Fonte: Assessoria de Imprensa Cocamar

Frutas,verduras,peixe e  grãos no mercado municipal. Fotos:Ari Dias/AEN

Paraná lidera produção e importação de feijão, e começa a expandir exportação do produto

O Paraná é o maior produtor e o maior importador de feijão, portanto, o principal responsável por colocar essa leguminosa nas mesas dos brasileiros, atendendo diversos paladares. Recentemente, tem se caracterizado também como um exportador importante. Esse é um dos assuntos do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 14 a 20 de fevereiro.

Desde meados dos anos 90 o Paraná se constituiu o maior produtor de feijão do Brasil. Apesar disso, a exportação era limitada e as empresas estaduais mais importaram do que venderam o produto para o Exterior. Em 1997, por exemplo, as importações superaram 20 mil toneladas, vindas da Argentina. São Paulo e Rio de Janeiro importaram volume semelhante. No mesmo ano a exportação paranaense somou apenas 277 toneladas.
Dez anos depois o Estado já era responsável por volumes superiores a 80% de todo o feijão seco vindo do Exterior. Nesse período, além da Argentina, a China apareceu como importante fornecedor. Em 2013 o Paraná trouxe 200 mil das 300 mil toneladas de feijão importadas pelo Brasil. No ano passado as importações paranaenses recuaram bastante em comparação a 2023, caindo de 65 mil para 19 mil toneladas, mesmo assim representaram 86% das 22 mil toneladas trazidas por empresas brasileiras.

“Recentemente, porém, outra frente está tomando corpo: a das exportações, que somaram 71 mil toneladas em 2024, superando em mais de cinco vezes o número registrado em 2023, que foi de 10 mil toneladas”, afirmou o agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Deral.

O que impactou o aumento foram as vendas para a Venezuela, que adquiriu 25 mil toneladas, e para o México, com 21 mil toneladas. Em exportações, o Mato Grosso é líder, com 128 mil toneladas em 2024. Mais da metade atendeu o mercado da Índia. Os indianos também compraram feijão do Paraná, em menor escala, com cerca de 4 mil toneladas.

Soja e maça

O documento preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostra ainda o panorama da produção de soja e aborda o cultivo de maçã e pepino no Paraná. No setor de pecuária, há análise sobre produção de carne suína, mercado exportador de ovos e uma visão sobre custos na criação de frangos e evolução de preços.

O documento cita que as estimativas de produção de soja no Paraná são de 21,3 milhões de toneladas para a atual safra, inferior às 22,3 milhões de toneladas projetadas inicialmente. No entanto, os impactos do clima podem ser piores à medida que a colheita avança.

O trabalho de colheita já alcança 40% dos 5,77 milhões de hectares plantados. A estimativa é que essa cultura movimente cerca de R$ 40 bilhões no Estado em comercialização. A produção brasileira da oleaginosa deve superar 160 milhões de toneladas.

A maçã foi cultivada em 33,3 mil hectares no Brasil em 2023, com 1,2 milhão de toneladas colhidas e VBP medido pelo IBGE de R$ 2,9 bilhões. O Paraná produziu naquele mesmo ano 27,5 mil toneladas em 979 hectares, com VBP de R$ 91,5 milhões.

A produção paranaense está concentrada na Região Metropolitana de Curitiba, com 45,7% do total. Seguem-se o Sudoeste (29%) e os Campos Gerais (19%). A fruta está presente em 25 municípios, sendo Palmas o principal produtor. É seguido por Campo do Tenente, Porto Amazonas e Lapa.

Pepino

O pepino é cultura comercial em 356 municípios paranaenses. O último levantamento, de 2023, apontou produção de 71,8 mil toneladas em 2,6 mil hectares, o que rendeu R$ 149,1 milhões de VBP.

O Núcleo Regional de Curitiba concentra a maior parte da produção, com destaque para Cerro Azul, principal produtor do Estado, que tem 225 hectares com a cultura e produziu 5,1 mil toneladas. O núcleo de Jacarezinho também é um importante polo produtivo, aparecendo Ibaiti como segundo produtor estadual, com 70 hectares e 3,5 mil toneladas.

Suínos

Os primeiros dados da Pesquisa Trimestral de Abate, divulgada pelo IBGE, mostram pouco mais de 5,3 milhões de toneladas de carne suína produzidas no Brasil em 2024, o que corresponde ao abate de 57,6 milhões de animais. Mesmo sendo recorde, é o menor crescimento percentual dos últimos dez anos, apenas 0,6% em relação a 2023, ou 29,9 mil toneladas a mais.

Foram exportados 1,3 milhão de toneladas – 106,7 mil toneladas a mais que em 2023. Estima-se, portanto, que 75,5% da carne suína produzida foi destinada ao mercado interno. O volume de exportação é um dos fatores que contribuíram para a elevação do preço da carne suína em 2024.

Ovos

O boletim registra que mais de 99,5% da produção de ovos no Brasil é destinada ao mercado interno (ovos férteis para reprodução, consumo in natura, indústria alimentícia, merenda escolar e estabelecimentos que oferecem alimentação). Em 2024 foram exportadas 44,2 mil toneladas, 11,4% a menos que as 49,9 mil toneladas do ano anterior.

O Paraná ficou na segunda posição, com 9,9 mil toneladas exportadas e receita de US$ 44,3 milhões. Representou crescimento de 12,3% em relação às 8,8 mil toneladas de 2023 e aumento de 9,8% sobre os US$ 40,3 milhões em receitas cambiais. O México é o principal comprador dos ovos produtos brasileiros.

Frangos

O custo de produção do frango vivo no Paraná, criado em aviários tipo climatizado em pressão positiva, foi de R$ 4,81 por quilo em janeiro de 2025, segundo a Central de Inteligência de Aves e Suínos, da Embrapa Suínos. Representa elevação de 0,4% em relação ao custo de R$ 4,79 por quilo em dezembro.

Comparado com o mês anterior, a maior alta no Paraná foi com gastos em calefação e cama, que teve aumento de 5,53%, e em ração, que cresceu 1,43%. Em compensação houve redução em genética (-3,48%) e em mão de obra (-0,99%).

Fonte: AEN Foto: Divulgação

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CNA discute panorama da safra de grãos e previsões climática

O panorama da safra brasileira de grãos e as previsões climáticas para os próximos meses foram discutidos, na segunda (24), durante reunião da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA.

Os representantes das federações de agricultura e pecuária dos estados falaram sobre as estimativas dos dados de produção, área plantada e produtividade de soja e milho e o andamento da colheita na safra 2024/2025.

O presidente da comissão, André Dobashi, destacou a diversidade de fontes estatísticas utilizadas nos estados e a necessidade de uma ferramenta única para avaliação das culturas agrícolas.

Na reunião, o sócio-diretor da Agroconsult, André Debastiani, apresentou a evolução da colheita de soja e milho na safra atual e a situação nas principais regiões produtoras. Segundo a consultoria, a produção de soja está estimada em 171,3 milhões de toneladas, aumento de 10,2% em relação à safra 2023/2024.

A produtividade média de soja no país será de 60 sacas de soja por hectare e a área plantada ficará em 47,6 milhões de hectares, alta de 1,7%.
“Não faltou chuva durante o desenvolvimento vegetativo e o enchimento de grãos em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Tocantins. Houve bom controle de pragas e doenças e recorde de grãos por hectare”, disse.

Já em Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, as chuvas começaram a falhar após a segunda quinzena de dezembro de 2024. “A estiagem afetou os estados em intensidades distintas”, informou Debastiani.

Outro tema debatido na reunião foi o prognóstico climático para os próximos meses e o impacto na produção de grãos. De acordo com o meteorologista da Safra Energia, Celso Oliveira, o fenômeno La Niña padrão Modoki será uma ameaça para o país. “O resultado é um padrão mais seco e quente em fevereiro e março no Centro e Sul do Brasil, situação que diminui cada vez mais a umidade do solo”.

Celso esclareceu que no fim do verão, dificilmente haverá energia suficiente para que o outono seja chuvoso. “Normalmente, o início de outono é uma continuidade do fim do verão. Com isso, os 65% de milho restantes para o plantio correm mais risco com um cenário mais seco”.

O especialista explicou que até meados do outono, o La Niña termina, retornando a uma neutralidade, situação que pode trazer ondas de frio mais intensas a partir da segunda quinzena de maio ao Paraná e sul de Mato Grosso do Sul.

Os protocolos de exportação de sorgo e gergelim para a China também foram discutidos no encontro. O coordenador geral de Fiscalização e Certificação Fitossanitária Internacional do Ministério da Agricultura, Eduardo Porto Magalhães, afirmou que os protocolos foram assinados em novembro do ano passado, mas estão em situações de operacionalização distintas.

“No caso do gergelim, já fizemos o cadastro de produtores, beneficiadores e traders e enviamos a lista de exportadores autorizados. No momento aguardamos o feedback da China e a expectativa é que em março já esteja tudo pronto para o Brasil começar a exportar. Em relação ao sorgo, a pedido das autoridades chinesas, iremos organizar uma visita ao país para que possam verificar o crescimento ativo das folhas antes de dar o próximo passo”, explicou.

Para o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, a China é um mercado estratégico para o sorgo brasileiro. “Com a efetiva operacionalização desse acordo, os produtores terão mais uma alternativa de comercialização, o que pode impulsionar o cultivo e agregar valor à produção nacional”, afirmou André Dobashi.

Fonte: CNA Foto: Divulgação

Sementes - Imagem Ilustrativa - Crédito Apasem

APASEM oferece três novos treinamentos neste primeiro semestre de 2025

A Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (APASEM) está com três novos treinamentos voltados para profissionais das áreas de laboratórios e sementes, neste primeiro semestre de 2025. Entre eles: “Interpretação da Norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017”, “Amostrador de Sementes” e “Treinamento de Atualização para Responsável Técnico de Laboratório”.

Os cursos foram desenvolvidos para atender às demandas de um mercado que busca cada vez mais qualidade, segurança e eficiência nos processos laboratoriais e na cadeia de sementes. As inscrições já estão abertas e as aulas serão ministradas por profissionais com ampla experiência na área.

Conheça os cursos:

Interpretação da Norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017

Focado na compreensão e aplicação da norma internacional que estabelece requisitos gerais para competência de laboratórios de ensaio e calibração.

Requisitos gerais para competência de ensaio e calibração.

30 Vagas

Dias 20 e 21 de março, em Ponta Grossa/PR

Instrutora: Marli Jabuonski

Valor: R$ 1.500,00

Parceria: Qualynter/APASEM

✓ Introdução
✓ Escopo
✓ Referências normativas
✓ Termos e definições
✓ Requisitos gerais (imparcialidade e confidencialidade)
✓ Requisitos de estrutura
✓ Requisitos de recursos
✓ Requisitos de processos
✓ Requisitos de gestão
✓ Exercícios finais
✓ Encerramento do curso

Amostrador de sementes

Curso essencial para profissionais que desejam atuar na coleta de amostras de sementes com qualidade e segurança, atendendo às exigências regulatórias e técnicas.

30 Vagas

Dias 5 e 6 de maio, em Ponta Grossa/PR

Instrutor: Dr. Jonas Farias Pinto

Valor: R$ 1.500,00

Parceria: Academia da Semente/APASEM

1) Atributos da Qualidade das Sementes sobre qualidade de sementes
✓ Noções básicas
2) Noções de Beneficiamento e Armazenamento
✓ Visão geral das etapas do beneficiamento
3) Programa Nacional de Sementes
✓ Principais aspectos legais que regem a produção, comercialização e uso de sementes no Brasil
✓ Os procedimentos legais que regem a amostragem
4) Amostragem de Sementes
✓ Objetivo e finalidade da amostragem
✓ Tipos de amostras
✓ Intensidade de amostragem
✓ Condições para amostragem
✓ Equipamentos de amostragem
✓ Procedimentos de homogeneização da amostra
✓ Documentos para a remessa da amostra
5) Prática de amostragem de sementes
✓ Amostragem em sacarias
✓ Amostragem em big-bags
6) Prática de Homogeneização e redução da amostra
Treinamento para RT de laboratório
Voltado para Responsáveis Técnicos, com conteúdo atualizado sobre gestão de laboratórios, boas práticas e legislação vigente.

Atualização de análise de sementes de grandes culturas com ênfase na legislação vigente

30 Vagas

Dias 7, 8 e 9 de maio em Ponta Grossa/PR

Instrutores: Dr. Jonas Farias Pinto, Saionara Tesser e Juliana Bueno Veiga

Valor: R$ 2.000,00

Parceria: Academia da Semente/APASEM

✓ Pureza
✓ Determinação de outras sementes por número
✓ Germinação em diversos substratos
✓ Verificação de outras cultivares
✓Número de sementes infestadas ✓ Peso de mil sementes
✓ Utilização de tabela de tolerância
✓ Verificação de padrão de espécie de acordo com normativas vigentes
✓Emissão de laudos ✓Preenchimento de relatórios mensais a serem enviados ao MAPA

“Investir na qualificação dos profissionais é fundamental para manter a excelência e a segurança nos processos laboratoriais e na produção de sementes. Esses cursos foram planejados para atender às necessidades do setor e oferecer uma formação de qualidade”, destaca o Diretor Executivo da Apasem, Jhony Möller.

Serviço:

As vagas são limitadas. Os cursos serão realizados na Associação Comercial de Ponta Grossa nos meses de março e maio. Solicite seu formulário pelo e-mail comunicacao@apasem.com.br ou WhatsApp (41) 9 8774-7460. O combo para os três cursos fica no valor de R$ 4.500,00.

Fonte: Correio do Campos com Assessoria de Imprensa Foto: Arquivo APASEM

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Novas ferramentas de biotecnologia apoiam pesquisa para soja

O desafio da genética do século 21 passa pelo uso de edição gênica, fenotipagem de larga escala e marcadores moleculares, entre outras ferramentas da biotecnologia. O Soja Talks, programa da Embrapa Soja no Youtube e no Spotify, acaba de entrevistar Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, que aborda como essas novas ferramentas estão apoiando o desenvolvimento de inovações na cultura da soja.

Nepomuceno considera que esses avanços na ciência são fundamentais para o alcance de resultados mais promissores e reforça que as novas ferramentas de biotecnologia promovem maior agilidade e precisão na análise e na interpretação dos dados científicos trazendo para a pesquisa agrícola.

“Hoje vivemos uma revolução na genética e todo o ferramental disponível traz maior eficiência quando olhamos pontualmente os genes, por exemplo. Ao trazer essas novas metodologias para o laboratório, as ações da pesquisa ficam mais ágeis, baratas e eficientes”, explica Nepomuceno. “Aproveito para destacar o uso da técnica CRISPR que tem sido usada na agricultura, mas também na medicina, na indústria e para produção de bioinsumos. Essa técnica é muito mais eficiente, barata e rápida de se fazer pesquisa e obter resultados, é realmente uma revolução”, avalia.


Acesse a entrevista no YouTube aqui

Fonte: Assessoria de Imprensa Embrapa Soja Foto: Arquivo Embrapa

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Confira como está o mercado da soja no meio da semana

No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, a safra segue passando por dificuldades, enquanto os preços sobem um pouco, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “No momento, praticamente não há cotações para soja disponível nos portos, sendo as indicações restritas apenas às indústrias processadoras locais. No interior, os preços nas fábricas seguem os valores de cada praça: R$ 132,00 em Cruz Alta (pagamento em 31/03), R$ 132,00 em Passo Fundo (pagamento no final de março), R$ 132,00 em Ijuí (pagamento em 31/03), R$ 133,00 em Santa Rosa/São Luiz (pagamento em meados de abril)”, comenta.

Os preços da soja em Santa Catarina caíram 2,7% em janeiro, com queda de 9% no Oeste devido à colheita. A menor demanda da China e a boa safra no Brasil limitaram ganhos na Bolsa de Chicago. No porto de São Francisco, os preços variam de R$ 130,86/t a R$ 141,00/t. A safra 2024/2025 teve aumento de 2,6% na área plantada e produtividade 9,36% maior, mas chuvas irregulares ameaçam as lavouras. A segunda safra pode ser afetada pelo déficit hídrico, comprometendo a produção no Planalto Norte e Sul.

Colheita segue avançando, mas preços marcam retorno no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 132,25. Em Ponta Grossa foi de R$ 119,75 por saca CIF, Cascavel, o preço foi R$119,33, mas com baixa liquidez. Em Maringá, o preço foi de R$ 119,62 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 119,75 por saca FOB, sem negócios reportados. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 126,00”, completa.

A colheita da soja em Mato Grosso do Sul avançou para 28,7% da área, com variações regionais. No entanto, 45% das lavouras enfrentam estresse hídrico. No Norte, Nordeste e Oeste, até 90% das lavouras estão em boas condições, mas no Sul e Sudeste, até 46,9% estão ruins. Chuvas de 20 a 100 mm são esperadas até 25 de fevereiro, podendo chegar a 60 mm até 5 de março. Nos últimos sete dias, precipitações variaram de 0,2 a 74 mm, ajudando algumas lavouras a completar seu ciclo.

A colheita segue bastante atrasada e o clima gera problemas no Mato Grosso. “Por exemplo, no Rio Grande do Sul a colheita ainda nem começou, então pode-se dizer que o Estado anda relativamente bem. Campo Verde: R$ 114,71, Lucas do Rio Verde: R$ 106,82. Nova Mutum: R$ 107,42. Primavera do Leste: R$ 106,98. Rondonópolis: R$ 106,98. Sorriso: R$ 107,42”, conclui.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Divulgação

credito ministerio da agricultura

Revista Apasem | Amendoim: passado, presente e futuro no Brasil

O amendoim é uma leguminosa oriunda da América do Sul e que atualmente tem a sua maior produção e consumo na China. Pode ser consumido na forma de confeitos, óleo ou simplesmente torrado. O Brasil produziu grandes volumes na década de 1970, atingindo a marca de um milhão de toneladas por ano, sendo a maior utilização para óleo. Entretanto, com a introdução no país do cultivo intensivo de soja, o óleo de amendoim perdeu espaço e já na safra 2012/2013 o Brasil produziu em torno de 300 mil toneladas. Mas na última década este cenário vem mudando gradativamente.

O grande lema da cadeia de produção de amendoim era o crescimento sustentável em área e volume com ganhos de mercado, pois o campo responde muito mais rápido do que a parte de pós-colheita e adequação para acesso a outros mercados. Então, o setor se organizou, sobretudo com a Câmara Setorial do amendoim dividida em temas julgados importantes para o crescimento sustentável da cadeia como sementes, exportação etc.

Como resultado da organização do setor, o Brasil saiu da marca de 300 mil toneladas produzidas na safra 2012/2013 para em torno de 900 mil na safra 2022/2023 (um aumento de três vezes em 12 anos), o que representa quase 2% da produção mundial. Os maiores produtores do país atualmente são os Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. No Estado paulista, que detém 83% da área plantada, o destaque é a produção em áreas de renovação de canaviais, o que é muito benéfico para o solo, pois, além de ser uma rotação de cultura, o amendoim é um fixador de nitrogênio no solo. Outro benefício é a produção de alimentos em áreas de produção de energia, sem diminuição dos canaviais e a abertura de outras áreas. Em Minas Gerais e em Mato Grosso do Sul há um crescimento elevado nos últimos anos, devido à disponibilidade de terras, clima adequado e proximidade com a indústria paulista.

Este aumento significativo de produção foi possível pelo avanço em várias frentes: 1) O lançamento de novas variedades com maior produtividade e que atendem ao mercado atual. Como exemplo, as variedades auto-oleicas, que são variedades que podem ficar mais tempo na prateleira. Algumas delas são o IAC 503, IAC OL3 e BRS 423. Para título comparativo, a área plantada de produção de sementes quadruplicou entre as safras 2014/2015 e 2022/2023; 2) A conquista do protocolo de autocontrole de aflatoxina, o que mitigou risco de um dos principais problemas na qualidade do amendoim. Este protocolo ajudou a garantir melhor qualidade da cultura e hoje se juntou ao controle de pesticidas; 3) Outro exemplo de avanço foi Minor Crops, que possibilitou a disponibilidade de mais defensivos agrícolas para o controle de doenças e pragas de um modo mais seguro na cultura de amendoim. Isso possibilitou o uso de moléculas mais modernas e seguras e impactou significativamente no aumento da produtividade média da cultura, saindo de cerca de 3 mil quilos por hectare na safra 2014/2015 para algo em torno de 4 mil quilos (sem casca), safra 2021/2022.

Junto com a maior produtividade e qualidade, com os avanços no processo de produção e de pós-colheita, o Brasil também aumentou significativamente suas exportações de amendoim nos últimos 10 anos. O que é um caminho natural, pois o mercado interno é insuficiente para absorver um aumento tão grande e tão rápido. O país saiu de um volume exportado de 64 mil toneladas de grãos, em 2014, para 300 mil em 2023, um aumento de 18,60% ao ano, se estabelecendo como o sexto maior exportador mundial. Os maiores compradores da produção brasileira são (por ordem): Argélia, Rússia, África do Sul e Países Baixos, sendo que apenas para a Argélia e para a Rússia foram destinadas 50% das vendas do Brasil.

Com este panorama, o desafio é o aumento de volume aos mercados compradores. Um evento factível de ocorrer, para o grão desta oleaginosa, é a conquista do mercado europeu, que, apesar de ser mais exigente, é o que melhor remunera. Atualmente, o Brasil exporta apenas 8% do volume importado pela União Europeia. A Argentina, por sua vez, possui 50% do volume importado daquele mercado.

O caminho que é claro para o Basil é que o país vai continuar crescendo em volume de produção de amendoim. A migração para Estados onde as terras são mais abundantes e baratas servirá para produção de um amendoim mais competitivo no cenário global, o que, aliado à permanência dos ganhos em qualidade dos últimos anos, abrirá muitas alternativas para o país. Sendo assim, apesar da complexidade, do contínuo aperfeiçoamento e dos desafios de modelo de produção e logístico, as perspectivas são otimistas e o Brasil será um player importante.

Fonte: Revista Apasem/Edição 2024 por Juliano Rodrigo Coró. Ele é engenheiro agrônomo e atua há 22 anos no setor. É dono da consultoria Plural Agro e sócio-diretor da JKM Agro Consult – ambas ligadas ao ramo de amendoim. Foto: Mapa

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Show Rural recebe mais de 407 mil visitantes

A maior edição da história dos 37 anos de Show Rural Coopavel alcançou números surpreendentes. O público dos cinco dias de evento, realizado de segunda a sexta-feira, 10 a 14 de fevereiro, foi de 407.094 visitantes e a movimentação financeira chegou a R$ 7,05 bilhões. Os números foram apresentados na tarde de sexta-feira (14/02) pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, que agradeceu a todos que estiveram em Cascavel (PR) e se dirigiram ao parque tecnológico da cooperativa para conhecer as inovações e tecnologias apresentadas por 600 expositores do Brasil e exterior.

“Estamos muito felizes com o resultado e só temos a agradecer a todos que, de uma forma ou outra, fazem este grande evento acontecer”, afirmou Dilvo, mencionando coordenadores, funcionários, colaboradores e parceiros do Show Rural. O presidente destacou também a presença de autoridades e líderes e reafirmou o compromisso de manter o Show Rural como uma referência em novidades que contribuem para transformar a realidade das propriedades rurais e das cidades.

O quinto dia de visitação, sexta-feira (14/05), recebeu 58.404 pessoas, superando a marca de 58.216 do ano passado. “Tivemos recorde nos cinco dias de visitação dessa edição de 2025 em comparação aos recordes obtidos em anos anteriores. Isso reflete a capacidade de superação de um evento que é admirado em todo o mundo”, conforme Dilvo. A soma deste ano, de 407.094 visitantes, foi superior em 15.778 pessoas na comparação à melhor marca anterior, registrada na 36ª edição, em 2024, quando 391.316 visitantes prestigiaram o Show Rural.

Comercialização

O valor obtido nesses cinco dias superou em quase R$ 1 bilhão a soma do ano passado. Foram R$ 7,05 bilhões contra R$ 6,1 bilhões de 2024. Dilvo anunciou também a data da 38ª edição, que será realizada de 9 a 13 de fevereiro de 2026.

Fonte e Foto: Assessoria de Imprensa Coopavel