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PIB da agropecuária cresce 12,2% no primeiro trimestre de 2025

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou a análise do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do País no primeiro trimestre de 2025, divulgado pelo IBGE, por meio de Comunicado Técnico.

A agropecuária foi o destaque no período, com crescimento de 12,2% nos três primeiros meses deste ano, na comparação com o 4º trimestre de 2024. “A alta influenciou fortemente o crescimento do PIB brasileiro, de 1,4% no primeiro trimestre de 2025”, diz a CNA.

Com o resultado, a participação da agropecuária subiu de 6,7% para 7,4% do PIB total. A entidade explica que o bom resultado ocorreu em razão da colheita de culturas de verão, com especial destaque para a soja (1ª safra) e o milho (1ª e 2ª safra).

“Os bons resultados se devem ao clima favorável e ao investimento realizado pelos produtores rurais”, explica a CNA no Comunicado.

No entanto, a entidade faz um alerta para a próxima safra. “Esse mesmo nível de investimento pode não se repetir na próxima safra, diante do elevado custo do financiamento produtivo, atrelado a instabilidade econômica e política, dado as incertezas globais”.

A CNA ressalta a importância de políticas estruturantes, como o acesso a crédito com juros compatíveis e instrumentos de gestão de risco, essenciais para a continuidade da atividade produtiva.

“Essas medidas asseguram a permanência do produtor no campo, promovem a segurança alimentar da população e fortalecem a balança comercial por meio das exportações”.

Acesse aqui o Comunicado Técnico

Fonte: CNA Brasil Foto: Divulgação

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Trigo: Preços médios caem em maio

Em maio, os preços médios do trigo caíram, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, a pressão veio do avanço da semeadura no Brasil, da expectativa de safra recorde mundial e da projeção de produção argentina crescente. De modo geral, o Cepea observou maior disparidade entre os valores ofertados por agentes ativos no spot. Ao longo do mês, as negociações envolvendo trigo estiveram lentas. Compradores buscaram adquirir apenas lotes pontuais e, com isso, mantiveram suas ofertas de preços abaixo do esperado por vendedores. Já triticultores estiveram focados nos trabalhos de campo e cautelosos na disponibilização de novos lotes, conforme explicam pesquisadores do Cepea.

Fonte: Cepea Foto: Divulgação

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Chapecó sedia evento com 600 especialistas no 4º Congresso de Sementes

A APASEM, nesta semana, nos dias 27 e 28, esteve em Chapecó (SC), participando do 4º Congresso de Sementes, evento técnico que se consolida como o principal encontro voltado à produção de sementes de soja e milho em Santa Catarina. Com foco em tecnologia, inovação e sustentabilidade, o congresso reuniu cerca de 600 participantes.

Realizado no Parque Dr. Valmor Ernesto Lunardi (Efapi), o congresso propôs uma agenda estratégica: discutiu o papel das sementes na construção de uma agricultura mais eficiente, tecnológica e sustentável.

Foram dois dias de palestras, debates, networking e conexões de alto nível, com a participação de mais de 50 marcas expositoras e um showroom tecnológico com o que há de mais moderno em produção, tratamento, armazenamento e comercialização de sementes.

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Onda de frio no campo: IDR-Paraná reforça cuidados em culturas mais sensíveis

O IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater) e o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) informam que uma intensa massa de ar polar deve atingir o Estado a partir dos próximos dias, provocando queda acentuada nas temperaturas em todas as regiões. O frio intenso poderá causar prejuízos em diversas explorações agrícolas, como hortaliças, tomate, milho, café, pastagens e frutíferas tropicais. Para minimizar os danos, produtores podem adotar algumas medidas preventivas, conforme a orientação das equipes técnicas do IDR-Paraná.

Criado originalmente para proteger cafezais recém-plantados, o Alerta Geada também é uma ferramenta que auxilia os produtores e hoje atende diversas atividades agropecuárias – avicultura, suinocultura, horticultura e silvicultura, por exemplo. Ele ainda beneficia outros setores da economia, como turismo, comércio, mercado financeiro e construção civil.

Durante a vigência do serviço, pesquisadores do IDR-Paraná e do Simepar divulgam diariamente boletins com informações sobre as condições do tempo e a evolução de massas de ar polar no Estado. Quando há previsão de massas de ar frio com potencial de causar danos, um alerta é emitido e amplamente divulgado com antecedência.

Confira as dicas:

Café – Em relação ao café, nos plantios novos, com até seis meses de campo, recomenda-se o enterrio das mudas para proteção contra o frio. Viveiros devem ser protegidos com várias camadas de cobertura plástica ou com aquecimento, sendo possível adotar as duas medidas simultaneamente. A proteção deve ser retirada assim que a massa de ar frio se afastar e o risco de geada cessar.

Para lavouras com idade entre seis meses e dois anos, a orientação é amontoar terra no tronco das plantas, até o primeiro par de folhas. Esta proteção deve permanecer até meados de setembro, sendo posteriormente retirada manualmente.

Pecuária de corte – A pecuária de corte também enfrenta desafios em função da falta de pastagem, agravada por estiagens e geadas. Nessas situações, é recomendado o uso de suplementação alimentar, com volumosos conservados (como silagem e feno) e concentrados (milho, farelo de soja, entre outros).

É importante que o pecuarista planeje essas ações com antecedência, considerando a viabilidade econômica, já que o custo da suplementação é maior do que o do pasto. Em regiões mais frias, o cultivo de gramíneas de inverno, mais tolerantes ao frio, pode ser uma alternativa viável.

Fruticultura – Evitar a aplicação de produtos reguladores de crescimento para quebra de dormência; adotar técnicas de aquecimento com fumaça; manter a irrigação; e manter as áreas limpas são as principais recomendações para reduzir o risco de danos por baixas temperaturas.

Hortaliças – Entre as medidas recomendadas estão o cultivo protegido, com fechamento adequado do entorno das estufas; a suspensão da irrigação alguns dias antes do frio mais intenso, para evitar formação de gelo sobre as folhas; e o aquecimento controlado das estufas, utilizando carvão, com monitoramento constante durante a noite e a madrugada.

Em áreas de cultivo a céu aberto, a proteção é mais complexa, mas ainda assim são possíveis algumas ações: cobrir os canteiros com manta de TNT, utilizar aquecimento com fumaça e realizar pulverizações foliares com soluções salinas, que, quando aplicadas com antecedência, podem ajudar a reduzir o ponto de congelamento das folhas.

Milho – As possibilidades de proteção das lavouras de milho são limitadas. Assim, a recomendação é manter as lavouras devidamente seguradas e atentem ao zoneamento de risco climático, realizando o plantio na época recomendada, de modo a garantir a cobertura do seguro rural e reduzir os riscos de perdas.

As informações podem ser obtidas nos seguintes canais:

Canal “Alerta Geada Paraná” no WhatsApp e Telegram

Aplicativo IDR Clima, disponível no Google Play e na App Store

Disque Geada: (43) 3391-4500

Página do IDR-Paraná

Redes sociais do IDR-Paraná (Instagram, Facebook e LinkedIn)

Fonte: AEN Foto: Ana Tigrinho/Arquivo AEN

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Com crescimento de 77% em 2024, Paraná ocupa segundo lugar nas exportações de milho

As exportações de milho no Paraná alcançaram 1,18 milhão de toneladas nos primeiros quatro meses do ano, um aumento de 77% em relação ao mesmo período do ano passado, em que o Estado registrou 668,4 mil toneladas segundo dados do Agrostat/Mapa.

Esse é um dos assuntos detalhados no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 8 a 14 de maio preparado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Em relação à receita, foram gerados US$ 267,1 milhões, ou R$ 1,5 bilhão. O aumento foi de 81% em comparação com o primeiro quadrimestre de 2024, de US$ 147,9 milhões. Isso por conta do aumento no volume embarcado e pelos preços melhores.

Por outro lado, a exportação nacional registrou 6,07 milhões de toneladas no mesmo período, uma queda de 14% em relação aos primeiros quatro meses do ano passado, que foi de 7,07 milhões.

O analista do Deral, Edmar Gervásio, destaca o crescimento do Estado no âmbito nacional de exportações da cultura. “De janeiro a abril de 2024 o Paraná encontrava-se em terceiro lugar do ranking nacional em exportação de milho. No mesmo período deste ano o Estado se consolidou como segundo lugar, ficando atrás apenas do Mato Grosso” disse.

O Irã foi o principal destino do milho paranaense durante o período, que importou 52% do volume total exportado pelo Paraná, seguido do Egito com 12,8% e Turquia com 11,3%.

Frango – O abate de frangos no Brasil somou 1,63 bilhão de cabeças no primeiro trimestre de 2025, segundo dados do IBGE, um crescimento de 2,3% em relação ao mesmo período de 2024. Também houve alta de 0,9% na comparação com o último trimestre do ano passado. A produção de carne acompanhou esse movimento, alcançando 3,45 milhões de toneladas no período. Neste cenário, o Paraná manteve a liderança nacional. No acumulado do ano de 2024 o Paraná respondeu por 34,2% do abate e 34,9% da carne de frango produzida. O Estado teve crescimento de 2,5% no número de abates e de 3,1% no volume produzido em relação a 2023.

Suínos – Com dados do Agrostat/Mapa o documento mostra que o Paraná estabeleceu um novo recorde mensal de exportação de carne suína, em que foram exportadas 21,2 mil toneladas, ou 25,5% a mais que abril de 2024, que foram registradas 4,3 mil toneladas, e 9,3% a mais que o mês de março deste ano, onde foram exportadas 1,8 mil toneladas.

Além disso, as perspectivas são positivas para os próximos meses, já que o segundo semestre é caracterizado historicamente pelo aumento de volume exportado, reforçando as chances de novos recordes ainda em 2025.

Ovos – No primeiro trimestre do ano o Paraná ficou em segundo lugar no ranking nacional de produção de ovos, segundo dados das Pesquisas Trimestrais da Pecuária, do IBGE. A produção do Estado no período foi de 459,1 milhões de dúzias produzidas (9,8% do total nacional), volume 5,5% maior que os três primeiros meses de 2024.

No âmbito de exportação, o Paraná foi o 4º no ranking nacional do primeiro quadrimestre do ano, onde exportou 2.454 toneladas que gerou uma receita de US$ 11,7 milhões, números menores em volume (-32,5%) e receita (-20,4%) em relação ao mesmo período de 2024.

Cana-de-açucar – Em 2025 a área destinada da cana-de-açúcar é projetada em 507 mil hectares, 1% superior à de 2024 (501 mil hectares) e, como consequência, o Estado deve colher uma safra maior da cultura neste ano, uma expectativa de 36,7 milhões de toneladas. As colheitas iniciaram em março e cerca de 8% já foram colhidos.

Pitaia – Pelo terceiro ano acompanhando a produção de pitaia, que está presente em 126 municípios do Estado, em 2023 o Deral registrou que o Paraná produziu 3,2 mil toneladas em uma área de 273 hectares, resultando em um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 27,5 milhões.

Tangerina – O Paraná é o 4º no ranking brasileiro de produção de tangerina, tendo produzido, em 2023, 94,5 mil toneladas da fruta em uma área de 7,1 mil hectares. Isso representa uma queda de 11,3% da área e 22% de volume entre 2014 e 2023.

A safra atual encontra-se no início da colheita e tem expectativas superiores à safra passada. As boas condições climáticas contribuíram para a antecipação da maturação e a inversão de ácidos em açúcares das frutas. Os produtores também podem se animar com a aproximação da 57ª Festa Nacional da Ponkan, entre 06 a 08 de junho, em Cerro Azul (RMC), a Capital Nacional do Cítrico.

Fonte: AEN Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN

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Venda da soja ocorre lentamente

A comercialização da soja do Rio Grande do Sul avança lentamente em meio à expectativa por solução das dívidas, segundo informações da TF Agroeconômica. “Indicações no porto, para entrega maio e pagamento 17/06 na casa de R$ 136,00(+0,15%). No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 131,00(-0,76%) Cruz Alta – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00(-0,76%) Passo Fundo – pgto. começo de julho R$ 131,00(-0,76%) Ijuí – Pgto. 04/07 – para fábrica R$ 131,00 Santa Rosa / São Luiz – pgto. começo de julho. Preços de pedra, em Panambi, subiram para R$ 119,00”, comenta.

O mercado segue travado em Santa Catarina. “A ausência de dados atualizados sobre os fretes limita a avaliação precisa dos custos logísticos, mas os valores registrados no porto indicam pressão sobre as margens. A proximidade do vazio sanitário impõe um prazo para a movimentação dos estoques, o que pode influenciar as decisões comerciais nas próximas semanas. A falta de informações sobre a capacidade de armazenagem exige atenção à gestão pós-colheita, especialmente diante da possibilidade de acúmulo de grãos. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 133,66(+0,20%)”, completa.

Paraná conclui colheita, mas enfrenta ritmo moderado de vendas e queda nas exportações. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 132,66, marcando alta de 0,15%. Em Cascavel, o preço foi 119,51(+1,10%). Em Maringá, o preço foi de R$ 120,86(+0,20%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 118,93(+0,43%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$133,72(+0,20%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, indica.

Produção em alta, lucro em queda e busca por alternativas no Mato Grosso do Sul. “O atraso na colheita e os preços desfavoráveis podem ter gerado acúmulo de estoques, destacando a importância de uma estrutura de armazenamento eficiente para garantir maior flexibilidade na venda e evitar perdas. Em Dourados, o spot da soja ficou em 118,15(-0,36%), Campo Grande a 118,15(-0,36%), Maracaju a 118,88(+0,25%), Chapadão do Sul a 112,25(-0,29%), Sidrolândia a 118,88(+0,25%)”, informa.

No Mato Grosso a comercialização está travada. “O déficit de capacidade de armazenagem em Mato Grosso agrava o cenário, forçando a antecipação de vendas mesmo em condições desfavoráveis. Campo Verde: R$ 112,99(+0,70%). Lucas do Rio Verde: R$ 109,12(-0,05%), Nova Mutum: R$ 109,12(-0,05%). Primavera do Leste: R$ 113,24(0,93%). Rondonópolis: R$ 113,24(+1,42%). Sorriso: R$ 108,71(-0,17%)”, conclui.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: USDA

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Colheita da safra de verão 2024/25 do milho no Brasil atinge 96,7%, aponta Safras & Mercado

A colheita da safra de verão 2024/25 do milho no Brasil alcançou 96,7% da área estimada de 3,512 milhões de hectares até sexta-feira (23), conforme dados divulgados pelo levantamento da Safras & Mercado.

Situação por estados

O avanço dos trabalhos de colheita apresenta números expressivos em diversos estados:

Rio Grande do Sul: 100% dos 886 mil hectares colhidos

Santa Catarina: 100% dos 583 mil hectares colhidos

Paraná: 100% dos 532 mil hectares colhidos

São Paulo: 99,1% dos 294 mil hectares colhidos

Mato Grosso do Sul: 100% dos 28 mil hectares colhidos

Goiás/Distrito Federal: 99,8% dos 290 mil hectares colhidos

Minas Gerais: 90,5% dos 858 mil hectares colhidos

Mato Grosso: 100% dos 10 mil hectares colhidos

Comparação com safras anteriores

No mesmo período da safra de verão 2023/24, a colheita atingia 92,4% da área estimada, que foi maior, com 3,972 milhões de hectares. A média histórica dos últimos cinco anos para esse período é de 94,2%, indicando que a atual safra está com uma colheita adiantada em relação à média recente.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Divulgação

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4º Congresso Catarinense de Sementes tem início hoje

A Apasem nesta terça (27) e quarta-feira (28) está presente em um dos eventos regionais mais prestigiados do setor de sementeiro, o 4º Congresso Catarinense de Sementes, que está sendo realizado em Chapecó (SC). O encontro deve reunir especialistas, produtores, pesquisadores, técnicos e empresários do setor agrícola. O estande da Apasem pode ser visitado rua 03, número 32, onde os visitantes poderão conferir as novidades disponíveis na análise de sementes, além de interatividades e distribuição de brindes aos visitantes.

O evento acontece no Parque Dr. Valmor Ernesto Lunardi, no Pavilhão Prefeito Altair Wagner, localizado na Rua Itaboraí, Bairro Efapi, em Chapecó. Com expectativa de público de cerca de 600 participantes, o congresso promete dois dias de intenso aprendizado, networking e atualização técnica sobre a produção de sementes no Brasil.

A programação do evento começou hoje (27), com recepção às 8h, credenciamento às 8h30 e cerimônia de abertura às 9h30. As atividades se estendem até as 18h. Já amanhã (28), os trabalhos começam às 8h30 e também encerram às 18h.

A agenda completa pode ser conferida no site oficial do evento: congressodesementes.com.br.

Fonte e Fotos: Assessoria Apasem

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Frente fria intensa pode causar neve no Sul

Segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os três estados da Região Sul estarão em estado de atenção até o fim desta semana devido ao avanço de uma frente fria acompanhada de uma intensa massa de ar polar. A mudança no tempo deve trazer chuvas volumosas, risco de granizo, queda acentuada de temperatura e até possibilidade de neve em áreas elevadas.

A instabilidade começa a se intensificar nesta segunda-feira (26) no Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões onde há previsão de chuvas fortes e granizo. Com a progressão da frente fria ao longo da terça-feira (27), a Campanha Gaúcha e o noroeste do estado devem registrar tempestades severas. O cenário segue instável até quinta-feira (29), com chuvas expressivas que atingem o centro-sul gaúcho e a Região Metropolitana de Porto Alegre.

A partir de quarta-feira (28), uma massa de ar frio avança pelos três estados do Sul, promovendo uma queda significativa nas temperaturas. O Inmet prevê geadas mais amplas e intensas para sexta-feira (30), principalmente nas serras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Paraná, onde os termômetros poderão marcar temperaturas próximas de 0°C.

Há, ainda, previsão de neve em pontos isolados. O fenômeno poderá ocorrer entre a noite de quarta-feira (28) e a madrugada de quinta-feira (29) nas serras gaúcha e catarinense, no Planalto Norte de Santa Catarina e no sul do Paraná — regiões onde o frio, aliado à umidade, favorece a formação de flocos.

O frio intenso também avança para outras regiões do país. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Acre e o sul do Amazonas devem registrar declínio acentuado de temperatura entre quarta (28) e sexta-feira (30).

Cuiabá (MT), por exemplo, deve experimentar um forte contraste térmico. A capital mato-grossense deve ver a temperatura máxima despencar de 34°C, na terça-feira (27), para 21°C até quinta-feira (29), marcando o primeiro episódio de friagem registrado em 2025 na Região Norte.

O Inmet reforça que a combinação de temperaturas negativas com umidade é o principal fator para a ocorrência de neve, o que mantém em alerta a população das áreas de maior altitude do Sul do país.

Fonte: Agrolink/Aline Merladete Foto: Canva

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Trigo/Cepea: Atenções se voltam ao cultivo da nova safra

As atenções estão voltadas ao cultivo da nova temporada de trigo, apontam levantamentos do Cepea. Com isso, segundo o Centro de Pesquisas, as negociações seguem ocorrendo de forma pontual e os preços, enfraquecidos. A recente reação nos valores externos do cereal, porém, pode voltar a dar suporte ao mercado interno, especialmente neste período de baixa oferta doméstica, ressaltam pesquisadores do Cepea.

Quanto às importações, até a terceira semana de maio (com 11 dias úteis), as compras de trigo no Brasil somavam 359,36 mil toneladas, volume 45% abaixo do de maio/24, conforme dados da Secex analisados pelo Cepea.

Fonte: Cepea Foto: Divulgação