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Novembro terá temperaturas elevadas em quase todo o país

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para novembro de 2025 indica contrastes nos padrões de chuva e temperatura em todas as regiões do Brasil. Enquanto parte do país deve enfrentar precipitações abaixo da média, outras áreas terão volumes acima do esperado. O calor, por sua vez, será predominante, com temperaturas superiores à média histórica em grande parte do território nacional.

Chuvas abaixo da média predominam no Centro-Sul

Segundo o Inmet, áreas do Sul, Nordeste e partes do Centro-Oeste e Sudeste devem registrar chuvas próximas ou abaixo da média histórica para o mês. Estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Bahia estão entre os que podem sofrer com a menor reposição hídrica do solo, dificultando a germinação das lavouras de verão, especialmente nas áreas de sequeiro.

Por outro lado, volumes acima da média estão previstos para o norte da Região Norte e parte do Centro-Oeste, especialmente em Goiás, Distrito Federal e oeste do Mato Grosso, favorecendo a semeadura da soja e do milho primeira safra nessas áreas.

Temperaturas acima da média

O prognóstico indica que as temperaturas devem ficar acima da média em praticamente todas as regiões. Na Região Norte, por exemplo, os termômetros podem marcar até 1,5 °C acima do normal, com médias superiores a 28 °C. Situação semelhante é esperada no Nordeste, com destaque para o sul do Piauí e leste do Maranhão.

No Centro-Oeste, as temperaturas também devem superar os 26 °C, impactando o ciclo das culturas e a disponibilidade de água no solo. No Sudeste, embora algumas áreas de Minas Gerais e Espírito Santo apresentem temperaturas próximas da média, o oeste de São Paulo terá desvios positivos de até 0,8 °C. Já na Região Sul, o aumento térmico pode chegar a 1,0 °C em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Impactos no campo: plantio, colheita e produtividade

O cenário de chuvas escassas e temperaturas elevadas exige atenção redobrada dos produtores. No MATOPIBA (região que compreende Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a baixa umidade do solo pode dificultar o avanço do plantio das culturas de sequeiro. Em contrapartida, no SEALBA (Sergipe, Alagoas e Bahia), a previsão de chuvas próximas à média favorece a colheita do milho da terceira safra.

No Centro-Oeste, o tempo mais seco beneficia a colheita do milho segunda safra e do algodão, enquanto a maior oferta hídrica no norte da região contribui para o desenvolvimento inicial das lavouras de verão. Já no Sudeste, o contraste entre regiões úmidas e secas influencia diretamente a viabilidade do plantio da soja e do milho, principalmente em São Paulo.

Região Sul: trigo em final de ciclo e plantio de verão em curso

Com a colheita do trigo avançando e previsão de chuvas próximas da média, os produtores da Região Sul devem se beneficiar para iniciar o cultivo da soja e do milho primeira safra. No entanto, áreas com déficit hídrico podem enfrentar dificuldades no estabelecimento das lavouras, exigindo planejamento estratégico no uso da água e no manejo das culturas.

Fonte: Agrolink Foto: Freepik

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Leilão de concessão de rodovias acontece nesta quinta-feira, na B3

O leilão do Lote 5 do novo programa de concessão de rodovias, que abrange as regiões Centro-Oeste e Oeste do estado, acontece nesta quinta-feira (30), na B3, em São Paulo. O evento conta com a participação do governador do Paraná, Ratinho Júnior.

O último leilão desse programa vai conceder 432,7 quilômetros de rodovias, sendo R$ 5,1 bilhões em conservação e serviços e R$ 6,6 bilhões em obras. Estão previstas a duplicação de 238,57 quilômetros, além da construção de viadutos, passarelas para pedestres, ciclovias e um contorno viário.

Entre os destaques do Lote 5 estão a construção do Contorno de Guaíra; a duplicação da BR 369 nos trechos entre Momborê e Cascavel e entre Campo Mourão e Mamborê; além da duplicação da BR-163 no trecho entre Marechal Cândido Rondon e Guaíra.

Fonte: Band News Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

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ABRASS apresenta estudo com dados inéditos e de grande relevância do setor de sementes de soja

A Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (ABRASS), trouxe nessa quinta-feira (23/10), durante reunião online, exclusiva aos associados, dados inéditos do estudo “Farmtrak Sementes de Soja”, realizado pela Kynetec.

O consultor, Pedro Tomazelli, responsável pela apresentação, parabenizou a associação pela iniciativa de levar aos produtores os cenários atuais sobre as principais cultivares, marcas, biotecnologias e tendências, oferecendo uma visão mais detalhada do setor de multiplicação de sementes de soja.

“É a primeira vez que vejo uma associação tão engajada na busca de obter dados relevantes para trabalharmos e discutirmos sobre os cenários e previsões do mercado”, ressaltou Pedro.

A pesquisa considerou a metodologia de entrevistas, realizadas por agricultores e técnicos especializados, durante os períodos de 2022/2023 – 2023/2024 – 2024/2025, diretamente com produtores e profissionais da área, de várias regiões do país, sendo 975 cidades, totalizando a participação de 3.728 entrevistados.

Entre os principais dados, Pedro destacou o aumento na área cultivada de soja no Brasil que cresceu 5%, passando de 44,05 para 46,34 milhões de hectares, entre as safras 2023/24 e 2024/25. Esse aumento de área contribuiu para uma elevação de 3% no volume total de sementes utilizadas, que subiu de 56,67 para 58,38 milhões de sacas de 40 kg. Em termos de valor de mercado, Pedro salientou que houve uma leve retração de 3%, de R$ 27,38 bilhões para R$ 26,45 bilhões, após um expressivo crescimento de 12% no ciclo anterior. O consumo médio de sementes por hectare apresenta ajuste de -2%, passando de 51,46 kg/ha para 50,39 kg/ha.

Ao final da reunião Pedro Tomazelli e o diretor executivo, Osli Barreto, reforçaram aos multiplicadores que a associação tem sempre como objetivo ampliar o conhecimento e desenvolvimento do setor e se colocaram à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais sobre a apresentação.

Fonte: Assessoria de Comunicação ABRASS Foto: Divulgação

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CropLife lança portal de dados do setor de tecnologias agrícolas

A CropLife Brasil lançou, no último dia 22, o novo portal de dados do setor de insumos agrícolas, o CropData. A plataforma reúne, em um só lugar e de forma inédita, informações referenciadas e estruturadas de sementes, bioinsumos e defensivos químicos, além de um consolidado setorial, com o objetivo de ampliar o acesso a indicadores estratégicos e confiáveis que servirão de base para decisões e análises baseadas em evidências sobre o agronegócio brasileiro.

A ferramenta utiliza tecnologia de Power Business Intelligence (Power BI) e permite que usuários consultem, visualizem e cruzem dados de forma dinâmica. A interface é intuitiva e possibilita recortes personalizados por modalidade de uso, tipo de produto e série histórica. O portal conta ainda com glossário consolidado para facilitar o entendimento dos termos mais técnicos.

Atualmente, estão contemplados no portal dados de faturamento, crédito, impostos, pesquisa & desenvolvimento, relações comerciais, empregos e salários, registros de produtos, ESG e uso/hectare, para o caso dos agroquímicos.

“O lançamento do CropData representa um marco para o setor de tecnologias agrícolas. A plataforma reúne informações estruturadas, permitindo que a academia, a imprensa e os formuladores de políticas públicas tenham acesso a dados de fontes públicas, tratados e organizados de forma a apoiar estudos, análises e decisões baseadas em evidências”, reforçou o presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão durante apresentação do portal para a imprensa na sede da associação em São Paulo. 

Como parte das ações que integram o esforço da CLB em se tornar referência na divulgação de dados do setor, estão a disponibilização de boletins trimestrais com análise consistentes de mercado e notas mensais, com informações atualizadas de registro de produtos agrícolas, aplicação e comércio exterior, entre outros.

A CropLife Brasil detalhou ainda a previsão de novos indicadores no hub de informações do CropData, previsto para o próximo ano, como: mercado de bioinsumos, ilegalidade no campo, capacitação de profissionais do campo, logística reversa e novas pesquisas técnicas com consultorias.

Estudo de mercado

A visão setorial e todo o arcabouço de informações cruzadas apresentados são resultados de novo estudo da CropLife Brasil, em parceria com a consultoria Markestrat Agrobusiness, que apresenta um balanço do ano de 2024, com base comparativa a 2022. O estudo aponta que o faturamento das indústrias do setor de insumos agrícolas (defensivos químicos, bioinsumos e sementes) atingiu R$ 114 bilhões no ano passado.

Do montante, é possível observar aumento de aproximadamente 30% no biênio (2022 x 2024) em bioinsumos (R$ 4,5 milhões). Apesar de mais de 2/3 do faturamento total ser respectivo a agroquímicos, a tecnologia apresentou retração de 20% (2022 x 2024).

“Do ponto de vista econômico, o estudo mostra que, embora tenha havido retração no faturamento geral do setor em comparação a 2022, reflexo da normalização dos preços internacionais após o pico observado no pós-pandemia, observamos uma expansão importante na área tratada com bioinsumos, que cresceu cerca de 25% entre 2022 e 2024. Esse dado reforça o dinamismo e o potencial de crescimento da agricultura brasileira”, completou Maria Xavier

A inovação na agricultura é uma das funcionalistas que o portal também traz. O estudo apresenta que indústria investiu R$ 3,5 bilhões em 2024 em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de produtos, sendo 85% no segmento de sementes. Para os registros de novos produtos, a indústria investiu R$ 205 milhões sendo a maior parcela do dispêndio, 63%, direcionada ao custeio de processos de novos registros. Ao todo, foram 541 novos registros de químicos, 107 registros de bioinsumos e 2,5 mil novas cultivares. Os filtros no CropData permitem classificar por tipo.

Crédito

Em 2024, o crédito da indústria do setor totalizou R$ 81 bilhões e a modalidade Barter (R$ 12,6 bilhões) – operação de troca de produção agrícola por insumos ou serviços – cresceu 72% em comparação a 2022, em um cenário de instabilidade financeira. A adoção da modalidade alternativa de crédito se aplica em um momento em que o produtor rural viu aumento significativo dos seus custos de produção somado a preços de commodities mais baixos resultando em menor rentabilidade.

“O crescimento da modalidade Barter é reflexo de um cenário de crédito mais restrito. Nesse tipo de operação, o agricultor trava antecipadamente parte da sua produção para quitar os insumos adquiridos, o que reduz os riscos tanto para ele quanto para a indústria. É um modelo de crédito que oferece segurança e previsibilidade: o produtor sabe quanto vai receber e a indústria tem garantia de pagamento. Trata-se de uma ferramenta típica do agronegócio brasileiro, que permite acesso a crédito com menor custo e menor exposição a riscos — algo pouco comum em outros países”, trouxe Renato Gomides, gerente-executivo CropLife Brasil.

Fonte: CropLife

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Preços de frete de grãos seguem em queda em importantes rotas após pico de escoamento de safras

Após o pico de escoamento das safras, os preços para o serviço de frete de grãos seguem em queda em importantes rotas no país em setembro em comparação com os valores praticados em agosto. O cenário foi verificado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em Goiás e Mato Grosso do Sul. Além destes dois estados, as cotações também caíram no Distrito Federal e em Minas Gerais. As análises e informações do panorama da logística do setor no último mês estão na edição de outubro do Boletim Logístico, divulgado pela estatal nesta sexta-feira (24).

Em Goiás, essa tendência de baixa acompanha o comportamento sazonal histórico do estado, uma vez que este período é marcado por uma desaceleração na demanda pelo transporte de grãos. No Distrito Federal, além da menor movimentação de grãos em função do término da colheita e do escoamento da segunda safra de milho, outros fatores influenciaram a queda, como custos operacionais e preços dos combustíveis. No estado sul-mato-grossense houve o gradativo arrefecimento da demanda por caminhões para o transporte de curta distância, mesmo com o transporte de cargas no mercado interno manteve-se bem ativo que absorveu parte da oferta de veículos, porém não sendo suficiente para evitar o recuo dos preços dos fretes com o encerramento da colheita do milho segunda safra, a partir da segunda quinzena do mês.

Já as rotas de escoamento na Bahia e em Mato Grosso apresentaram movimentos variáveis, conforme a região produtora de grãos. Na praça de Luís Eduardo Magalhães (BA) foi registrado estabilidade na cotação do frete devido ao equilíbrio entre a oferta de prestadores de serviço e a demanda de transporte de grãos e fibra, com sentido aos portos, indústrias, setor granjeiro e setor atacadista. Já em Na praça de Paripiranga foi registrado alta na cotação dos fretes devido a alta na demanda de milho para os destinos de Vitória (ES), Recife (PE) e Feira de Santana (BA), enquanto que Na praça de Irecê foi observado queda na cotação do frete, com o fim da safra e a redução da demanda pelo serviço.

Em Mato Grosso, o mercado de fretes rodoviários tem apresentado uma certa lateralidade, sem tendência clara de alta ou de queda, com algumas rotas apresentando aumento moderado, ao passo que outras, demonstraram um declínio de preços. A Conab verificou cotações próximas à estabilidade também no Piauí, onde as movimentações de grãos se mantiveram regular, registrando demanda ainda em níveis satisfatórios, mas com menor aquecimento em relação aos meses anteriores, reflexo da redução no escoamento do milho.

Já nos estados do Maranhão, do Paraná e de São Paulo os preços para os fretes agrícolas ficaram mais caros. No Maranhão foi registrado um aumento médio nas cotações em torno de 5%. O milho foi o principal produto transportado durante o mês, gerando maior demanda por transportes dos municípios do sul do estado para uma biorrefinaria de etanol de grãos, localizada em Balsas, bem como, para granjas e indústrias dos Estados da Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.

Já no Paraná, a demanda por fretes foi maior em relação a de agosto, aumentando os preços, com exceção da praça de Ponta Grossa. Em São Paulo, a alta nas cotações em setembro quando comparada com agosto pode ser explicada pela maior demanda pelo produto brasileiro, gerada pelos problemas comerciais entre Estados Unidos e China, que provocaram grandes mudanças nos fluxos do transporte internacional.

Exportações de milho e soja – Os embarques de milho em setembro deste ano atingiram 23,3 milhões de toneladas, contra 24,3 milhões em igual período de 2024. Os portos do Arco Norte seguem como o principal eixo de escoamento do cereal, representando 42,5% da movimentação. Na sequência, o porto de Santos escoou 30,7% do grão embarcado, o porto de Paranaguá 11,7%, enquanto que pelo porto de São Francisco do Sul foram registrados 9,5% dos volumes embarcados.

Já as exportações de soja em grãos atingiram no período de janeiro a setembro de 2025 chegaram a 89,5 milhões de toneladas, contra 93,8 milhões de toneladas em igual período do ano passado. Pelos portos do Arco Norte foram expedidos 37,5% das exportações nacionais, enquanto que por Santos foram escoadas 34,2%. Os embarques da oleaginosa pelo porto de Paranaguá totalizaram 12,9% do montante nacional e pelo porto de São Francisco do Sul foram escoadas 5,2%.

O Boletim Logístico da Conab é uma publicação mensal que reúne informações de dez estados produtores, apresentando análises sobre logística do setor agropecuário, desempenho das exportações brasileiras, movimentação de cargas e principais rotas de escoamento da safra, além de informações sobre o volume exportado de soja, milho e farelo de soja bem como dados de importação de adubos e fertilizantes. A edição completa do Boletim Logístico – Outubro/2025 já está disponível no site da Companhia.

Fonte: Conab

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Bactérias do solo promovem crescimento de forrageiras

A Estação Experimental da Epagri em Lages, na Serra Catarinense, desenvolve uma pesquisa que traz à tona aquilo que a terra esconde, mas que tem apresentado resultados promissores quando o assunto é produzir com qualidade.

O projeto é conduzido pelo engenheiro-agrônomo e pesquisador João Frederico Mangrich dos Passos e acompanhado por Albiery Rafaeli de Abreu, tecnólogo em Gestão do Agronegócio pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e mestrando em Produção Vegetal no Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV Udesc).

A bioprospecção é a procura, no solo, por bactérias que promovem o crescimento natural de plantas por meio do fornecimento de nutrientes, como fósforo e nitrogênio. Um exemplo clássico é o rizóbio, microorganismo que oferece estes benefícios à soja que, por sua vez, consegue crescer sem ureia.

O trabalho é realizado nos laboratórios de Biotecnologia e de Homeopatia da Estação Experimental de Lages, onde as chamadas “bactérias do bem”, nativas do solo da região, são potencializadas para promover o crescimento das plantas. O objetivo é causar em forrageiras usadas na pecuária, como aveia e azevém, o mesmo efeito positivo do rizóbio na soja.

“Além dos nutrientes, as bactérias ajudam no metabolismo de defesa das plantas e as deixam mais resistentes a doenças, como a ferrugem da folha, que acontece nas forrageiras. Assim, quando se alimenta, o gado consegue aproveitar todo o potencial da planta”, diz João Frederico.

Com os agroquímicos substituídos pelas bactérias, o produtor economiza e a natureza agradece, pois será preservada. Além disso, como tecnologia limpa, estas bactérias podem ter potencial de comercialização como bioinsumos.

“Assim, a Epagri promove o bem-estar da sociedade e entrega uma linha de pesquisa em que todos ganham, especialmente o consumidor final, que terá à disposição produtos saudáveis e de qualidade”, conclui o pesquisador da Epagri em Lages.

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação Epagri

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Vem aí a Expo Cocari 2026

A grande vitrine de tecnologias e grandes negócios da Cocari será nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro de 2026. A Expo Cocari 2026 promete ser um dos momentos mais marcantes do ano para os cooperados, produtores e parceiros. Serão três dias de muita tecnologia, conhecimentos e oportunidades, com o tema “Sou Mais Cocari – Gestão, inovação e boas práticas que geram rentabilidade sustentável”.

A cooperativa está em fase intensa de preparação. As lavouras demonstrativas estão semeadas e tudo está sendo organizado para oferecer uma experiência completa a quem faz parte dessa grande família Cocari.

Durante a feira, os visitantes vão encontrar novidades da agropecuária, palestras técnicas, demonstrações em campo, além de excelentes condições de negócios preparadas especialmente para a Expo Cocari.

Fonte: Assessoria de Imprensa Cocari

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IA revoluciona a indústria do trigo no Brasil

O uso de inteligência artificial (IA) e automação tem transformado a indústria do trigo no Brasil, destacou a TF Agroeconômica durante o 32º Congresso Internacional da Indústria do trigo, promovido pela Abitrigo no Rio de Janeiro. No painel “Do dado ao valor: IA e automação inovando a indústria do trigo”, especialistas discutiram como dados e tecnologia aumentam eficiência, reduzem perdas e permitem compreender melhor o comportamento do consumidor.

Edson Palorca mostrou aplicações práticas da IA na indústria 4.0, como sistemas automatizados de carregamento, ensacadeiras precisas e sensores de selagem, que trazem ganhos concretos para as plantas fabris. “Hoje já vemos sistemas de carregamento a granel automatizados, aplicação precisa de sacos em ensacadeiras e o uso de sensores para garantir a selagem correta das embalagens. Tudo isso representa ganhos concretos para a indústria”, destacou o gerente de vendas da Haver & Boecker Latinoamericana.

Érica Briones alertou que a tecnologia vai além do modismo, podendo otimizar vendas, logística e precificação, ampliando a competitividade do setor. “A inteligência artificial é hype, bolha e realidade ao mesmo tempo. Mas, acima de tudo, é uma ferramenta poderosa para ampliar a inteligência humana e criar diferenciais de mercado. A transformação começa nos dados que já temos e nos processos que já estão prontos para evoluir”, explicou a product and strategy advisor na Inovação Ninja.

O mercado de panificação no Brasil é o maior do mundo em número de padarias independentes, com mais de 70 mil estabelecimentos e faturamento anual de USD 5,12 bilhões. Preços de trigo acompanham cotações internacionais e o país reúne condições de autossuficiência, representando oportunidade estratégica para segurança alimentar e descarbonização.

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação

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Lei do frete mínimo eleva custos de transporte do setor de fertilizantes em mais de 35%

Prevista para iniciar na última segunda-feira (20), a intensificação da fiscalização eletrônica do Piso Mínimo de Frete, através do MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais) — implantado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) com base na Lei 13.703/2018 — desperta questionamentos por parte do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos). A entidade avalia que a medida elevará os custos de transporte do setor em mais de 35% e defende a revisão de critérios da tabela da ANTT e a suspensão da cobrança de multas eletrônicas. “A nova precificação dos fretes ocasionará distorções não apenas no preço do serviço, mas também no preço dos alimentos, principalmente aqueles que integram a cesta básica”, destaca o engenheiro agrônomo Veríssimo Cubas, gerente executivo do Sindiadubos.

Cubas destaca que o setor de fertilizantes está mobilizado na defesa pela postergação da cobrança de multas por descumprimento da tabela vigente, que entrou em vigor neste mês, e a revisão dos critérios da tabela de frete mínimo. O Sindiadubos também defende uma adaptação da Lei 13.708/2018 ao real cenário de mercado, de logística e infraestrutura. Pois o texto atual não considera vários temas de mercado, como o próprio frete de retorno, tempo de carga e descarga, tempo útil dos equipamentos de transportes, dentre outros.

A Lei 13.703/2018 entrou em vigor após a greve dos caminhoneiros e a tabela de frete mínimo foi atualizada pela ANTT em junho de 2021. “A fiscalização eletrônica iniciada em outubro deste ano, está causando problemas à indústria de fertilizantes, especialmente em relação ao pagamento de 92% sobre o frete de retorno, o que é impossível para um setor que opera com margens de lucro de 3 a 4%”, aponta Cubas. Por isso, conforme o gerente do Sindiadubos, é necessário alertar a sociedade de que a medida causa um efeito cascata, já que não se trata apenas do preço mínimo de frete do transporte agrícola, mas de todas as atividades econômicas. “O setor de fertilizantes acaba por ser o mais afetado, devido ao nosso volume movimentado e envolve todo um planejamento logístico de levar os insumos do navio para a fábrica e da fábrica para a fazenda”, cita.

“A tabela do frete mínimo causa distorções, com fretes de curta e média distância, sendo a título de exemplo precificados a R$ 75/ton na tabela, mas custando R$ 180/ton no mercado, enquanto fretes de longa distância estão a R$ 380/ton na tabela e em torno de R$ 250/ton no mercado”, detalha o diretor executivo da Associação de Misturadores do Brasil (AMA Brasil), Antonino Gomes. De acordo com ele, essas discrepâncias, além da exigência do manifesto de frete eletrônico (MDF-e) e as multas aplicadas desde 1º de outubro, criam grande insegurança para as empresas de fertilizantes na contratação de fretes e impactam toda a cadeia produtiva. “A tabela de frete implementada causou desarmonia no livre comércio do setor de alimentos, resultando no encarecimento da produção agrícola e certamente na cesta básica”, pontua.

Segundo o gerente executivo do Sindiadubos, nesse momento é fundamental estabelecer uma discussão entre associações representativas, governo federal e empresas sobre a aplicação desses valores e qual a melhor saída para lidar com a implantação da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Para fomentar as discussões nas esferas dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, o Instituto Pensar Agropecuária (IPA), organização composta por 58 entidades representativas agropecuárias, está auxiliando os setores produtivos no contato com o Congresso Nacional. “O Ministério dos Transportes exigiu que fosse cumprida a Lei 13.703/2018 e, com isso, fosse aplicada a nova tabela de frete. Nosso setor apresentou para o IPA, que trabalha junta à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), um parecer destacando inconsistências sobre os valores e como isso irá inflacionar o mercado”, explica o diretor executivo da AMA.

“Ao levar a discussão para o Congresso, entendemos a importância de discutir medidas para aprimorar os requisitos e aplicabilidade da tabela de frete”, afirma Cubas. Também com esse objetivo, o Sindiadubos realizará uma mesa de discussão sobre o tema na abertura do Simpósio NPK 2025, no próximo dia 30 de outubro. O painel terá a participação do presidente da Fertipar, Alceu Feldman, e dos deputados federais Pedro Lupion e Tião Medeiros, da FPA, para debater os desafios diante dos valores cobrados do setor por conta da tabela de frete mínimo da ANTT.

Simpósio Sindiadubos NPK 2025

Com o objetivo de tratar das tendências no agronegócio e das mudanças ocorridas até o momento, tanto no âmbito nacional quanto internacional, o Sindiadubos realizará, no próximo dia 30 de outubro, em Curitiba (PR), a 19ª edição do Simpósio NPK 2025. O evento deve reunir aproximadamente 1.000 participantes e 300 empresas da cadeia do agronegócio, desde produtores de fertilizantes no Brasil e no exterior, operadores logísticos até consumidores finais.

O simpósio contará com a seguinte programação: Painel de Discussão do Setor; Performance e Perspectivas do Setor em 2025 e 2026; Cenário Nacional e Internacional do Agronegócio e Projeções de Custo e Rentabilidade da Safra 2025/2026. O evento terá a participação do diretor-presidente do Sindiadubos, Aluísio Schwartz Teixeira; do analista de fertilizantes da Agroinvest, Jeferson Souza; e da expert em agronegócio, jornalista e apresentadora Kellen Severo.

Fonte: Safra&Mercado Foto: Divulgação