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Paraná deve produzir 21,12 milhões de toneladas de grãos na safra de verão 2023/2024

Com o avanço da colheita, o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), atualizou os dados sobre as perdas na safra paranaense de verão 2023/2024 em decorrência do clima. Segundo a Previsão Subjetiva de Safra (PSS) divulgada nesta quinta-feira (29), o Estado deve colher 21,12 milhões de toneladas de grãos em uma área de 6,2 milhões de hectares. No relatório de janeiro, estimava-se um volume de 22,1 milhões de toneladas.

A expectativa divulgada pelos técnicos corresponde a uma redução de 17% com relação às 25,5 milhões de toneladas esperadas no começo do ciclo e, se confirmada, representa um volume 21% menor comparativamente ao colhido na safra de verão 2022/2023, de 26,67 milhões de toneladas.

Segundo o chefe do Deral, Marcelo Garrido, a quebra se deve principalmente às condições climáticas enfrentadas pelos agricultores. “Tivemos calor intenso, poucas chuvas e mal distribuídas no Paraná, em especial a partir da segunda quinzena de dezembro. É um ano bastante desafiador”, diz. No fim de março, uma nova estimativa deve trazer dados mais refinados sobre as perdas.

Para a soja, estima-se uma produção de 18,23 milhões de toneladas, 16,4% menor do que a estimativa inicial, de 21,8 milhões. A primeira safra de milho deve gerar 2,59 milhões de toneladas, 12,6% abaixo do esperado no começo do ciclo (2,9 milhões); e 167,2 mil toneladas de feijão devem ser colhidas na primeira safra, quebra de 23% sobre a estimativa inicial, de 216 mil toneladas. Segundo os técnicos do Deral, os preços também estão em queda nas três principais culturas neste período.

Soja

Foram colhidos 52% dos 5,8 milhões de hectares de soja plantados. O relatório do Deral estima a produção em 18,2 milhões de toneladas, uma redução em torno de um milhão de toneladas em relação aos dados de janeiro. A perda no campo, até este momento, é estimada em 3,6 milhões de toneladas ou 16,4% para esta safra.

“Inicialmente, em condições normais, era esperada uma produção de 21,8 milhões de toneladas. Contudo, o clima adverso, especialmente o calor intenso e a estiagem, reduziram a produção no campo”, explica o analista do Deral Edmar Gervásio. Nesta semana, 61% das lavouras estão em boas condições, 32% em condições medianas e 7% em condições ruins.

Milho

O plantio do milho segunda safra avançou pelo Estado. Até esta semana, já foram plantados 66% dos 2,4 milhões de hectares previstos para esta safra. Essa área teve um leve aumento desde janeiro e, com isso, a produção pode ser 3% maior do que no ciclo 22/23, somando aproximadamente 14,6 milhões de toneladas. As lavouras já plantadas têm condição boa para 94% da área e apenas 6% têm condição mediana.

Já a colheita da primeira safra de milho chegou a 65% dos 296 mil hectares plantados. “A produção atualizada é de 2,59 milhões de toneladas, 373 mil toneladas a menos do que a expectativa inicial, resultando numa perda no campo de 12,6%”, explica Edmar Gervásio.

Feijão

Segundo os técnicos do Deral, muitos produtores que tiveram problemas com a soja nesta safra optaram pelo plantio de feijão na segunda safra, também devido aos bons preços. Com isso, houve um aumento de área de 18% em relação à safra 2022/2023. Estima-se a produção de 691 mil toneladas em 347,7 mil hectares. Se o clima colaborar, esse volume pode ser 44% superior ao da safra anterior, quando foram colhidas 480,5 mil toneladas. Cerca de 97% das lavouras estão em boas condições, e 3% em condições médias.

Boletim

Além de mais informações sobre a safra de grãos, o Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 23 a 29 de fevereiro elaborado pelo Deral, apresenta dados sobre o preço de pescados, um prato cujo consumo cresce no período da quaresma. A pesquisa de preços no varejo realizada pelo Deral apontou que o quilo do filé de tilápia estava sendo comercializado em fev/24 por R$ 52,16, alta de 3% quando comparado ao mesmo período de 2023. Entretanto, quando comparado aos preços de jan/24, há uma queda de 4,5% no preço.

Também há análises a respeito do preço da carne bovina e do custo médio de produção de suínos no Paraná, e ponderações sobre a exportação de mel em 2023. De acordo com dados fornecidos pelo Agrostat Brasil, durante o período de janeiro a dezembro de 2023, as exportações nacionais de mel “in natura” alcançaram 28.555 toneladas. Embora esse volume represente uma redução de 22,7% em comparação com o mesmo período de 2022, no qual foram exportadas 36.886 toneladas, o setor manteve sua presença marcante no cenário global.

No cenário estadual, o Paraná encerrou o ano de 2023 como o quarto maior exportador de mel natural, registrando uma receita cambial de US$ 7,284 milhões, um volume de 2.626 toneladas e um preço médio de US$ 2,77 por quilo. Em comparação com o ano anterior, houve uma diminuição no volume exportado (4.466 toneladas) e na receita (US$ 16,799 milhões), com um preço médio anterior de US$ 3,76 por quilo.

Fonte: AEN Foto: Gilson Abreu

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Momento Apasem #47: “A semente é verdadeira”

Para a Doutora em Ciência e Tecnologia de Sementes, Fátima Zorato, a semente é verdadeira. Não desvia nem para a direita nem para a esquerda. Mostra a sua realidade. Se você fizer qualquer coisa errada, ela vai mostrar que alguma coisa está errada. Eu sempre pergunto nos meus treinamentos: onde começa a qualidade? Geralmente respondem: começa no campo. Mas na sequência questiono: por acaso a qualidade não começa em você?

Ouça

A Edição 07 da “Revista Apasem” traz uma entrevista com a especialista.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Apasem

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XXII CBSementes vai sediar reunião nacional das comissões de sementes e mudas

Um dos principais eventos do setor de sementes no Brasil, o XII Congresso Brasileiro de Sementes (CBSementes), que acontecerá entre os dias 10 e 13 de setembro de 2024, em Foz do Iguaçu, vai sediar pela primeira vez uma reunião nacional com representantes das Comissões de Sementes e Mudas (CSMs) para discutir os avanços e os desafios da produção e da qualidade de sementes no país.

O encontro está sendo articulado pela Comissão de Sementes e Mudas do Paraná, em conjunto com a Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES), promotora do CBSementes. Além do Paraná, devem participar da reunião representantes das Comissões de Sementes e Mudas do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Tocantins Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O objetivo central da reunião é promover um debate abrangente sobre diversos temas de interesse mútuo. “Queremos promover uma integração entre as CSMs de diferentes estados e debater as demandas e os desafios do setor”, explica Jhony Möller, presidente do CMS-Paraná e diretor-executivo da Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (Apasem).

Jhony Möller ressalta a relevância de unificar as discussões e opiniões dos diferentes CSMs estaduais, destacando o papel consultivo dessas comissões junto ao Ministério da Agricultura. “A expectativa é que, por meio desses debates, os CSMs possam influenciar as políticas e ações do Ministério, contribuindo para o aprimoramento das práticas relacionadas às sementes e mudas no Brasil”, enfatiza.

Entre os temas recorrentes nas pautas dos CSMs, destacam-se questões como a avaliação exata de determinadas culturas, como as aveias, em diferentes regiões do país, e a melhoria dos procedimentos laboratoriais para análise de sementes. “Temos feito alguns trabalhos relacionados à aptidão de aveias dentro das espécies forrageiras, principalmente com as comissões de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul”, afirma Möller

No entanto, o tema mais premente, segundo ele, é a revisão da legislação, especialmente no que diz respeito à lei de autocontrole, aprovada no final de 2022. “Embora a lei já tenha sido promulgada, ainda são necessários decretos regulamentadores e ajustes nos procedimentos relacionados à produção de sementes. O foco principal dessa legislação é promover o autocontrole por parte dos produtores, definindo e delimitando todas as etapas do processo produtivo, em conformidade com as normas”, explica Möller.

A ideia por trás do autocontrole é que os produtores mapeiem seus processos de produção e estejam em conformidade com as regulamentações, o que resultaria em uma redução na intensidade de fiscalização por parte do Ministério da Agricultura. Esse modelo busca promover a autorregulação no setor, garantindo que os produtores que seguem corretamente as diretrizes tenham uma fiscalização menos intensiva, enquanto aqueles que não se adequam às normas são mais rigorosamente fiscalizados.

“As CSMs desempenham um papel crucial nesse contexto, atuando como órgãos consultivos e propondo melhorias e soluções para os desafios enfrentados no setor de sementes e mudanças”, explica Möller. Suas recomendações podem ser consideradas ou não pelo Ministério da Agricultura, contribuindo para a formulação de políticas mais eficientes e adequadas à realidade do país. “Desta forma, podemos levar as contribuições deste fórum para o Ministério da Agricultura e, com base nelas, o Ministério pode definir ações mais efetivas”, reafirma.

O XXII Congresso Brasileiro de Sementes vai reunir representantes do setor produtivo, da pesquisa, da extensão e do governo. O objetivo é discutir os desafios e as oportunidades para o desenvolvimento da cadeia de sementes e mudas no Brasil, que é um dos maiores mercados mundiais do segmento.

O evento vai contar com palestras, mesas-redondas, debates e exposições sobre temas como qualidade, sanidade, inovação, legislação e políticas públicas para o setor, além, além de espaço para expositores, showroom e submissão de trabalhos. “A expectativa é que o evento contribua para o fortalecimento da produção nacional de sementes e mudas, que é essencial para a segurança alimentar e o crescimento econômico do país”, afirma o presidente da ABRATES, pesquisador Fernando Henning.

De acordo com Henning, o congresso é uma oportunidade única para que as Comissões de Sementes e Mudas possam se reunir e debater temas relevantes para o setor de sementes. “Nesse espaço, podemos trocar experiências, conhecimentos e propostas que visam o desenvolvimento e a qualidade das sementes produzidas no país”, afirma o presidente da ABRATES.

Fonte e Foto: Abrates

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Laboratórios de Análises de Sementes não podem cair em descrédito

Os produtores rurais já conheciam os laboratórios de análises de sementes, mas não tinham de fato, esse conjunto de resultados que auxiliam nas tomadas de decisões. E hoje estão confiando mais. Mas a Doutora em Ciência e Tecnologia de Sementes, Fátima Zorato, tem uma preocupação: a partir do momento em que se conquista o produtor, se for aplicada a metodologia errada ou se não se souber interpretar e passar a informação correta, os laboratórios podem cair em descrédito, o que já está acontecendo em alguns casos.

A Edição 07 da “Revista Apasem” traz uma entrevista com a especialista.

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Dia de Campo de Soja em Londrina

Na próxima sexta-feira (23), a partir das 8h, acontecerá o Dia de Campo da Embrapa em Londrina, de forma presencial. Abaixo seguem os temas técnicos que serão apresentados. Participe você também.

Estações técnicas:

1. Cultivares de soja

2. Cultivares de feijão

3. Manejo de novas plataformas transgênicas em soja

4. Quebramento da haste da soja e podridão de grãos

5. Soja Baixo Carbono: valorização da produção sustentável; sistema de plantio direto; inoculação e coinoculação

Total workload | 4h

Fonte: Embrapa Soja Foto: Divulgação

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Brasil colheu 29,4% da área de soja

A colheita da safra de soja 2023/24 do Brasil está em 29,4% da área total esperada. A estimativa parte de levantamento da consultoria Safras & Mercado feita até a última sexta-feira (16).

Na semana passada, o índice de avanço das colheitadeiras era de 21,6%. Os trabalhos estão mais adiantados se comparados com o mesmo período do ano passado, de 20,9%. Além disso, também superam a média dos últimos cinco anos, de 24,4%.

Evolução dos estados (em % de área plantada):

Rio Grande do Sul: 0

Paraná: 35

Santa Catarina: 0

Mato Grosso do Sul: 22

Mato Grosso: 64

Goiás: 30

São Paulo: 22

Minas Gerais: 16

Bahia: 7

Maranhão: 4

Piauí: 0

Tocantins: 2

Outros: 19

Em comparação à média das últimas cinco safras, cinco estados estão atrasados nos trabalhos de colheita da soja:

Rio Grande do Sul (0,2%)

Santa Catarina (1,2%)

Maranhão (10%)

Piauí (4%)

Tocantins (14,3%)

Fonte e Foto: Canal Rural

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Análise de sementes tem valor muito forte na tomada de decisão

O aumento nas demandas e no número de laboratórios de análise de sementes significa que essa atividade tem valor muito forte na tomada de decisão dentro da propriedade. Até o ano passado eram quase 200. Muitas empresas que não tinham laboratórios estão investindo em estruturas e pessoas, embora não estejam credenciados. Fazem apenas a verificação interna da qualidade da semente para atender de maneira mais rápida os produtores.

Este é um pequeno trecho da entrevista de Fátima Zorato, Doutora em Ciência e Tecnologia de Sementes, à Edição 07 da “Revista Apasem”, que você confere, na íntegra, no site www.apasem.com.br. Siga também nas redes sociais.

Imagem: Apasem

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Legislação de Sementes é tema de encontro no Show Rural

Nesta semana acontece mais uma edição do Show Rural Coopavel. E a Apasem, mais uma vez está presente neste importante evento do Agronegócio Brasileiro. Na tarde de terça-feira (06), o diretor institucional da Associação, Jonas Farias Pinto, ministrou palestra no espaço da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Cascavel, em parceria com o CREA-PR e Mutua, onde foi discorrido sobre o tema ‘Legislação de Sementes’ e  ‘Divulgação da Campanha Contra Pirataria de Sementes’

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Um paranaense em defesa do agronegócio brasileiro

Por Everson Mizga

No começo de 2023, o deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), assumiu a presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária (bancada ruralista), posto o qual deve permanecer até 2025. Filho e neto de família com tradição na política Estadual e Federal, o parlamentar tem a missão de defender as necessidades do segmento agropecuário de todo o pais. “Presidir essa frente, a bancada ruralista, é uma honra e uma responsabilidade muito grande, por causa dos parlamentares de valor que o fizeram esse trabalho antes de mim”, declarou Lupion nesta entrevista exclusiva concedida a Revista Apasem, frisando ainda que a condução nestes primeiros meses tem sido a de resolver os problemas dos produtores rurais de maneira técnica, com dados, sem deixar a ideologia influenciar. “Isso é difícil, já que a imensa maioria da frente é de oposição ao atual governo, assim como eu. Mas na hora de tratarmos dos problemas do agro,  nossa atuação é pautada pela técnica, sempre de olho no que pode melhorar a vida de quem vive e trabalha no campo”.

Porém o parlamentar, que somente neste ano já apresentou 147 propostas legislativas de sua autoria e 113 votações nominais em plenário, tem jogo de cintura e é conhecido por ter pulso firme nas decisões que afetam o setor. A experiência na vida política e seu trabalho em defesa do agro o credenciaram como o nome mais preparado para tal função. Em sua trajetória  política, foi eleito deputado estadual pelo Paraná em 2010 e 2104. Em 2018 a população o escolheu como representante Federal. Ainda na  Assembleia Legislativa do Paraná atuou como  presidente da Comissão da Agricultura e  vice-presidente das Comissões de Segurança Pública e Meio Ambiente, além de ter sido membro da Comissão de Constituição e Justiça.

Antes de alçar voos na política, seguindo os passos de seu pai e avós, porém, Pedro Lupion buscou base na formação para poder contribuir com a sociedade por meio do legislativo. É graduado em Comunicação Social com ênfase em Publicidade, sendo mestre em Ciências Políticas nas universidades Francisco de Vittoria e Rey Juan Carlos, na Espanha.  É especialista em Comunicação Política e Campanhas Eleitorais, com pós-graduação pela Georgetown University, instituição católica do Distrito de Columbia, nos Estados Unidos. Também se especializou  em Administração Pública e Governança com pós-graduação pela George Washington University (EUA).  Abaixo, confira na integra a entrevista que o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion, Concedeu a Revista Apasem.

Revista Apasem –  Qual é  papel da Frente Parlamentar do Agronegócio no Congresso Nacional? Como o senhor vem conduzindo esse grupo e qual legado pretende deixar para o setor neste período em que representa um segmento essencial para a economia brasileira?

Deputa Federal – Pedro Lupion – A Frente Parlamentar da Agropecuária reúne cerca de 350 deputados e senadores unicamente para fazer a defesa dos produtores rurais brasileiros e de suas necessidades. Presidir essa frente, a bancada ruralista, é uma honra e uma responsabilidade muito grande, por causa dos parlamentares de valor que o fizeram antes de mim: Ronaldo Caiado, hoje governador de Goiás, a ex-ministra e hoje senadora Tereza Cristina, o meu pai Abelardo Lupion e tantos outros que estiveram nessa posição. Nossa condução tem sido a de resolver os problemas dos produtores rurais de maneira técnica, com dados, sem deixar a ideologia influenciar. Isso é difícil, já que a imensa maioria da frente é de oposição ao atual governo, assim como eu. Mas na hora de tratarmos dos problemas do agro,  nossa atuação é pautada pela técnica, sempre de olho no que pode melhorar a vida de quem vive e trabalha no campo.

R.A –  Antes do sr. Assumir o cargo de presidente, já tinha uma atuação muito forte junto a bancada do Agronegócio e da própria Frente. Quais as conquistas para o setor que a FPA pode comemorar? Quais os resultados colhidos hoje, por exemplo, com a aprovação do novo Marco Temporal, Regulação de uso de Defensivos e ou a modernização da lei de Biossegurança?

D.F.P.L – Todos esses projetos citados ainda estão em discussão ou tramitação no Congresso, principalmente no Senado, onde a atuação da ex-ministra Tereza Cristina e do nosso vice-presidente Zequinha Marinho, tem ajudado a melhorar o diálogo com os senadores. Essa melhor atuação no Senado ajudou a fazer o Marco Temporal já ser aprovado na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, e levaram o projeto dos defensivos agrícolas a começar a andar na Casa. Sobre as conquistas para o setor, eu citaria as duas Leis do Agro, textos de minha autoria, que aprovamos no governo Jair Bolsonaro, e que ajudaram a desburocratizar o acesso ao crédito rural pelos produtores. Também tivemos uma vitória importante na Reforma Tributária, onde conseguimos salvar o setor. Ao percebermos que o texto passaria de qualquer jeito, atuamos para evitar perdas. Conseguimos conquistas para o cooperativismo, ao colocarmos o ato cooperativo na Constituição, evitamos tributação de insumos para o agronegócio, como defensivos agrícolas, aviões e máquinas, entre outras vitórias.

R.A –  Na sua visão, quais as principais necessidades que o agronegócio possui hoje no Brasil?

D.F.P.L – Essa questão do Marco Temporal é, talvez, a mais grave que tivemos nos últimos anos. Veja, se o Marco não for reconhecido, cidadãos de cidades como Guaíra e Terra Rôxa, no Paraná, por exemplo,  podem ser desapropriados de suas casas por algum laudo que aponte que aquela área era área indígena. Isso causaria uma insegurança jurídica tremenda no país. É ferir de morte o direito de propriedade. Por isso, nosso objetivo é aprovar o projeto do Marco Temporal no Senado, enquanto ficamos de olho em como votarão os ministros do STF nesse julgamento.

R.A –  A pirataria de sementes é uma das preocupações hoje no setor sementeiro. Muitas campanhas vêm sendo realizadas, na intenção de conscientizar o setor de que, uma boa lavoura começa com semente de qualidade. Como evitar que as sementes piratas ganhem espaço no agronegócio brasileiro?

D.F.P.L – É o barato que pode sair caro. Vai comprar a semente por um preço menor, mas pode sofrer um prejuízo enorme. A compra de uma semente pirata vai levar não só aquele produtor a perder qualidade, mas aumentar o gasto com pesticidas e até afetar a imagem de todos os produtores da região, se a informação circular. Além disso, elas são comercializadas de maneira informal, o que dificulta a fiscalização. Acredito que o caminho possa ser fortalecer os órgãos de controle, a defesa agropecuária principalmente, além de conscientizar os produtores rurais sobre os riscos de usar tais sementes. De como esse barato pode custar muito caro mais na frente.

Olho 01 – “Na hora de tratarmos dos problemas do agro,  nossa atuação é pautada pela técnica, sempre de olho no que pode melhorar a vida de quem vive e trabalha no campo”.

Olho 02 – “A compra de uma semente pirata vai levar não só aquele produtor a perder qualidade, mas aumentar o gasto com pesticidas e até afetar a imagem de todos os produtores da região, se a informação circular” Olho 03 – “Se o Marco não for reconhecido, cidadãos de cidades como Guaíra e Terra Rôxa, no Paraná, por exemplo,  podem ser desapropriados de suas casas por algum laudo que aponte que aquela área era área indígena”.

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Soluções inovadoras em sementes, biológicos e proteção de cultivos serão apresentadas pela Corteva Agriscience

A Corteva Agriscience marca presença na 36ª edição do Show Rural Coopavel, que acontece de 5 a 9 de fevereiro, em Cascavel (PR), para levar aos agricultores suas principais inovações em sementes, biológicos e proteção de cultivos – da semente até a colheita -, que vem os auxiliando nos desafios diários da lavoura e elevando a produtividade e rentabilidade. Na edição de 2024, a empresa segue levando as inovações pesquisadas e desenvolvidas nos últimos anos para ajudar a maximizar a produção e a proteção dos produtores do Oeste do Paraná.

Realidade virtual para as Boas Práticas Agrícolas

A área de Boas Práticas Agrícolas da Corteva também estará presente no evento com o compromisso de promover ainda mais conhecimento sobre uma agricultura mais segura, produtiva, responsável e sustentável. Para isso, vai proporcionar uma experiência de realidade virtual e imersiva com os agricultores por meio de óculos 3D, farão uma visita às lavouras para entender o Manejo Integrado de Doenças (MID) por meio a aplicação de fungicidas e funcionamento desses produtos nas plantas e o Manejo Integrado de Pragas (MIP), abordando o funcionamento das proteínas Bt nas pragas. Após a experiência, o visitante pode responder ao quiz “Como estão seus conhecimentos em boas práticas agrícolas”. No teste, questões de MID, MIP, tecnologia da aplicação e segurança do trabalhador estarão presentes.

Biotecnologia nas lavouras

Entre as principais inovações da Corteva está o Sistema Enlist®, que traz evolução e uma nova opção de escolha ao agricultor. Em sua terceira safra, o Sistema Enlist® promove uma experiência completa ao agricultor e possui como principais benefícios: diversidade de herbicidas para a pós emergência da soja Enlist®, conveniência na aplicação e flexibilidade de uso, além do maior controle na aplicação do Enlist® Colex-D® (novo 2,4-D sal colina). O Sistema Enlist® é formado pelos pilares de Sementes e Biotecnologia, Herbicidas e Genética de Alta Produtividade, aliado ao pilar de Boas Práticas Agrícolas.  As sementes Enlist E3® são tolerantes aos herbicidas Enlist® Colex-D®, glifosato e glufosinato de amônio. Já as sementes Conkesta E3®, além da tolerância aos três herbicidas, trazem também duas proteínas Bt (Cry1F e Cry1Ac) que auxiliam na proteção das principais lagartas na cultura da soja. Na área de campo da Corteva, os visitantes poderão ver os diferentes tipos de manejo do Sistema Enlist® para o controle das principais plantas daninhas que dificultam a vida do agricultor e causam grandes perdas na produtividade.

A tecnologia Enlist® está disponível nas variedades de marcas licenciadas e próprias da Corteva: Cordius®, Pioneer® e Brevant® Sementes. O herbicida Enlist® Colex-D®, que integra o Sistema, oferece excelente eficácia no controle de plantas daninhas, além de redução de até 90% no potencial de deriva, ultrabaixa volatilidade e redução de odor. Ele traz muito mais flexibilidade e poder para o agricultor escolher como e quando aplicar, desde a dessecação até a pós-emergência da soja Enlist®, proporcionando um alto controle das invasoras e altas produtividades.

Para mostrar na prática os diferenciais do Sistema Enlist® no Show Rural, o time de especialistas estará no campo demonstrativo da Corteva mostrando os comparativos de manejos de plantas daninhas do sistema Soja Enlist versus sistema Soja não Enlist, tanto para áreas de pós milho safrinha quanto áreas de pós cereais de inverno, dois cenários muito típicos dos Produtores da região. Além disso, trará os resultados de produtividade das cultivares no Paraná e nas demais regiões do sul do país. 

Inovações em cultivares e híbridos

Para apoiar os agricultores, a Corteva conta com três marcas de sementes, em que cada uma oferece um diferencial para ajudar a maximizar a produção na região. A Brevant®️ Sementes traz seu robusto portfólio milho, soja e sorgo. A marca apresenta no evento suas cultivares de soja com a biotecnologia Conkesta E3®, que traz como benefícios o controle das principais lagartas que atacam o cultivo, e a flexibilidade do manejo de plantas daninhas com a tecnologia Enlist Colex D. Se tratando de milho, temos o lançamento do híbrido: B2741PWU, com ampla janela de plantio e alta sanidade foliar. Outros destaques dessa cultura são os híbridos B2702VYHR, com estabilidade produtiva e excelente qualidade e peso de grãos, além do B2782PWU, que apresenta estabilidade produtiva e bom desempenho em condições de estresse hídrico, e é versátil, sendo um boa opção para silagem na alimentação animal. Em silagem, os destaques também são o B2620PWU e o B2401PWU. Ambos fornecem uma silagem de alta qualidade. Os visitantes poderão fazer um tour pela área do estande da Brevant® Sementes para conhecer os diferenciais das cultivares e híbridos da marca.

A marca da Corteva, líder em sementes de milho e sorgo, a Pioneer®, com mais de 50 anos no mercado brasileiro, também estará no Show Rural apresentando seu robusto portfólio. Em destaque, a marca apresentará aos produtores suas cultivares com a biotecnologia Conkesta E3® para o sul do país, entre elas, a 95R70CE. Além disso, será apresentado o portfólio completo em híbridos de milho para a região, com destaque para o híbrido que vence o tempo – o hiperprecoce P1972VYHR, lançamento da safra verão, e o P3322PWU, lançado para a safrinha. A Pioneer®️ também apresentará o seu portfólio superior em sorgo com os híbridos 84G05 e 50A60. Além disso, os clientes da marca também poderão adquirir e levar para casa itens de vestuário e acessórios para o dia a dia na lavoura com a loja itinerante da Pioneer®️.

A Cordius®️, que desenvolve e disponibiliza genética de alta performance para quem produz, através dos multiplicadores licenciados, também estará presente no evento. A marca apresenta a variedade C2550E, com Enlist E3® de ciclo super precoce com alto potencial produtivo e flexibilidade no manejo de plantas daninhas, permitindo a aplicação dos herbicidas Enlist® Colex-D® (novo 2,4-D sal colina), glifosato e glufosinato de amônio em pré e pós-emergência. Além do lançamento, a marca conta com as cultivares C2534E e a C2531E, com ciclo super precoce e a biotecnologia Enlist E3®️, proporcionam aos sojicultores alto potencial produtivo na lavoura, boa uniformidade de plantas e estabilidade, ampla adaptabilidade e elevado peso de grãos, que resultam em maior rentabilidade.

A Cordius®️ foi a obtentora da biotecnologia Enlist® que mais avançou no desenvolvimento de cultivares em 2023, que serão produzidas nesta safra 2023/24 e estarão disponíveis para os agricultores plantarem para na safra 2024/25 da oleaginosa. Além disso, se mantém como a marca que possui o maior portfólio de cultivares com a tecnologia Enlist® para a região Sul, garantindo cultivares de alto teto produtivo também para as áreas de refúgio. Para conhecer o potencial produtivo das cultivares, a marca convida os visitantes para participarem do game “Desafio da Colheita”. Em um jogo que simula uma colheita, o agricultor vai ter a experiência de colher uma lavoura de soja. No desafio, precisa colher o máximo de sementes possíveis em menos tempo. Com isso, poderá conferir os diferenciais das sementes da Cordius®️.

Tratamento de Sementes

Sempre investindo em pesquisa e desenvolvimento e levando cada vez mais soluções completas aos agricultores, a Corteva segue investindo na área de Tratamento de Sementes e leva ao evento o nematicida biológico Lumialza™. A inovação para soja e milho contém a bactéria Bacillus amyloliquefaciens (cepa PTA-4838), organismo natural que coloniza a região da raiz para criar uma barreira biológica para controlar as principais raças de nematoides, como os nematoides-das-galhas (como o Meloidogyne incognita), os nematoides-de-cisto (Heterodera glycines) e nematoides-das-lesões-radiculares (Pratylenchus spp), em soja e milho, ativando a produção de hormônios na planta, proporcionando maior desenvolvimento radicular e da parte aérea. Recentemente, o produto recebeu registro para controlar o nematoide-das-galhas (Meloidogyne javanica) em soja, do nematoide-das-lesões (Pratylenchus zeae) em milho e do nematoide reniforme (Rotylenchulus reniformis) em algodão.

Outro destaque nesta área é o inseticida Dermacor®, que possui foco nas culturas de soja, milho, algodão, sorgo, arroz e feijão. Âncora do portfólio, Dermacor® oferece controle das principais pragas de solo e foliares iniciais, como Elasmo e Spodoptera frugiperda, trazendo ao produtor ótima manutenção do estande e rápido estabelecimento da cultura, maximizando o potencial produtivo da semente tratada.

Para as sementes da Pioneer® e da Brevant® Sementes, a Corteva conta com a marca LumiGENTM, que engloba produtos, tecnologias e serviços voltados ao tratamento de sementes industrial nas culturas de milho, soja e sorgo. São soluções que atendem às diversas necessidades dos produtores, como fungicidas, inseticidas, bionematicidas e bioestimulantes. Todos os processos de testagem das receitas são realizados dentro do CSAT (Centro de Tecnologia para Tratamento de Sementes) da Corteva.

Todo o portfólio de tratamento de sementes da Corteva está integrado ao Seed Apply Technologies (SAT), que engloba tecnologias aplicadas que ajudam a maximizar a produtividade e a lucratividade da lavoura, com soluções que proporcionam raízes fortes e saudáveis e melhor desenvolvimento da planta, e profissionais especializados em tratamento de sementes e produtos testados com foco em desempenho, qualidade e germinação, ajudando na obtenção do máximo potencial produtivo. Todos os diferenciais das soluções de TS da Corteva, serão demonstrados pelo Time de TS da Corteva que atua no CSAT.

Texto e Fotos – Portal Show Rural