24/02/2021 - Cascavel, colheita de Soja

Com 46,3 milhões de toneladas, safra 22/23 do Paraná alcançou volume recorde

A safra paranaense 22/23 deve alcançar volume recorde, chegando a pouco mais de 46,3 milhões de toneladas (a safra de 21/22 ficou com 34 milhões de toneladas). A estimativa (confira aqui) fo divulgada na última quinta-feira (28) pelo Departamento de Economia Rural (Deral).

Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a colheita do milho de segunda safra está encerrando no Paraná, faltando apenas 1% dos 2,3 milhões de hectares. A estimativa é que a produção somada da primeira e segunda safras 2022/23 supere os 17,9 milhões de toneladas, colocando-se entre as maiores do Estado.

“A segunda safra é excelente, apesar dos percalços climáticos”, afirma o analista do produto no Deral, Edmar Gervásio. “O mercado ficará bem abastecido”.

Segundo ele, é possível que o Paraná amplie um pouco o volume de exportação, que normalmente fica em torno de 2 milhões de toneladas, superando 3 milhões de toneladas.

Já os produtores de soja conseguiram avançar bastante o plantio em setembro, na próxima safra, alcançando 16% da área de 5,8 milhões de hectares. Até o final do mês deve ultrapassar 20%, volume bastante superior à média de 5% a 7% para setembro. A produção deve alcançar 21 milhões de toneladas. “A largada foi muito boa”, diz Gervásio.

Segundo ele, esse adiantamento no prazo pode ajudar também a antecipar o plantio do milho segunda safra, caso tenha o clima ideal. “É bom para o planejamento do produtor que teoricamente poderá se beneficiar de um clima mais propício para a semeadura do milho principalmente na região Oeste”, pondera.

Café e Feijão

A colheita de café da safra 22/23 chegou a 95% da área de cerca de 26 mil hectares, faltando basicamente as regiões de Apucarana, Maringá e Ivaiporã para o término. A nova estimativa apresentada pelo Deral aponta ligeiro aumento na produção dos grãos, passando de 41,2 mil toneladas para 42,4 mil toneladas, com melhoria da produtividade sobretudo nas regiões de Jacarezinho e Maringá.

“Foram floradas tardias do ano passado que acabaram vingando e culminaram nessa colheita mais atrasada”, salienta o economista Paulo Sérgio Franzini, analista da cultura.

Segundo ele, a próxima safra já teve uma florada boa em setembro. No entanto, a temperatura alta verificada no mês pode comprometer o desenvolvimento. “Há uma dúvida muito grande se pode ou não comprometer o pegamento dessas flores, mas é provável que sim porque a temperatura foi muito alta”, afirma.

O feijão de primeira safra está com 45% da área de 111,2 mil hectares já semeada. Aproximadamente 94% da lavoura desenvolve-se de forma boa, com o restante em situação mediana. A estimativa de produção está em torno de 215,2 mil toneladas, enquanto a safra 22/23 fechou em 199 mil toneladas.

Trigo

Comparativamente à previsão de agosto, o trigo perdeu cerca de 10% do potencial, baixando de 4,5 milhões de toneladas para 4,16 milhões, ainda assim recorde para a cultura no Estado. “Já pode ser caracterizado como perda, mas pode reduzir ainda mais”, afirma o agrônomo Carlos Hugo Godinho. Segundo ele, a principal razão é a brusone, uma doença da lavoura.

A colheita atinge cerca de 60% dos 1,4 milhão de hectares e as consequências da doença são observadas somente depois de retirada da terra. “Há má formação de grãos, o que reduz a produtividade em volume mais intenso do que o comum”, explica.

O brusone se beneficiou das altas temperaturas observadas no inverno. Ainda há preocupação com as lavouras a serem colhidas no Centro-Sul.

Frutas e hortaliças

A produção de laranja também sente as altas temperaturas, particularmente na região Noroeste. “Certamente a próxima safra pode ser comprometida devido a esse excesso de calor da semana passada”, diz o engenheiro agrônomo Paulo Andrade, analista do setor no Deral. Outra preocupação para os citricultores é o greening, uma das principais doenças da cultura, que acomete muitos pomares paranaenses. “É um problema sério e a erradicação é necessária”, complementa. O Estado tem 21 mil hectares plantados com laranja.

O tomate de segunda safra (22/23) está com 96% da área de 1,6 mil hectares colhida, com previsão de render 93,9 mil toneladas. A batata tem 94% dos 11,1 mil hectares colhidos, com estimativa de 329,2 mil toneladas. A cebola está com a área de 2,7 mil hectares totalmente plantada, com rendimento estimado em 94,4 mil toneladas.

Da nova safra (23/24), o tomate tem 53% dos 2,4 mil hectares plantados, com projeção de 148,7 mil toneladas, enquanto a batata foi semeada em 81% dos 14,5 mil hectares, podendo render 454,5 mil toneladas. “Com expectativa de altas temperaturas e excesso de chuva no Sul, o melhor seria que ela não fosse contínua, mas bem distribuída”, destaca Andrade.

Boletim

Nesta quinta-feira foi divulgado também o Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 22 a 28 de setembro. Além de detalhar as informações sobre a estimativa de safra, o documento traz dados sobre mandioca, flores, bovino de corte, frango e mel.

A colheita de mandioca da safra de 22/23 vem se desenvolvendo normalmente e estima-se que já atingiu cerca de 70% dos 136 mil hectares cultivados. O encerramento da colheita se estende até meados da segunda quinzena do mês de dezembro, período em que se inicia a entressafra. Neste período, a maioria dos empresários realiza a manutenção das indústrias de fécula e das farinheiras.

Em relação ao mel, o boletim reforça que o Paraná é o segundo maior produtor do Brasil, contribuindo com 14,2% da produção total do País, de acordo com os dados do IBGE. A produção nacional de mel atingiu 60.966 toneladas em 2022, representando um aumento de 9,5% em relação a 2021, quando totalizou 55.679 toneladas. O Valor Bruto da Produção nacional alcançou R$ 957,8 milhões, sendo que o Paraná contribuiu com R$ 138,8 milhões. Dois municípios paranaenses se destacam: Arapoti, no Norte Pioneiro, e Ortigueira, nos Campos Gerais.

Sobre a bovinocultura, o boletim aponta que em setembro o preço da arroba do boi gordo subiu, acumulando 13,6% de alta desde o início do mês. A expectativa para o curto prazo é de que as cotações continuem subindo, com os preços futuros (outubro/23) em R$ 237,55. No atacado paranaense, traseiro e o dianteiro também seguem subindo, atualmente comercializados a R$ 18,18 e R$ 12,24, respectivamente. A queda no número de animais terminados e o melhor escoamento da produção dos frigoríficos são apontados como os principais motivos.

Fonte: AEN Foto: Gilson Abreu

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Primeira etapa da fiscalização do seguro rural segue até outubro

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) dá continuidade, esta semana, às operações de fiscalização do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Estas operações fazem parte da primeira fase, que teve início em agosto e segue até o mês que vem. Entre outubro e dezembro ocorrerá a segunda fase das fiscalizações. A meta prevista é realizar 1.828 fiscalizações entre os meses de agosto e dezembro de 2023.

Com os dados das apólices fornecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e as instruções em mãos, o fiscal verifica se de fato o produtor contratou a apólice de seguro; se cultivou a cultura especificada na área indicada na apólice, observando a existência ou os vestígios da mesma; e se confirma o recebimento da subvenção federal por meio do desconto financeiro para a aquisição da apólice de seguro.

O PSR é um programa de subvenção do governo federal, administrado pelo Mapa, que tem como objetivo tornar o seguro rural mais acessível para os produtores rurais.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Brasil exportou 8,7 milhões de toneladas de milho em setembro/23, 36% a mais do que em setembro/22

O mês de setembro chegou ao final com o Brasil tendo embarcado 8.756.939,2 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) para exportação, de acordo com o mais recente reporte da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Isso representou 36,36% a mais do que o total exportado em setembro de 2022 (6.421.876 toneladas).     

Os números vieram abaixo do esperado pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) que esperava exportação de 9,59 milhões de toneladas de milho no mês, patamar que já havia sido recuado das originais 10 milhões de toneladas esperadas. 

Com isso, a média diária de embarques nestes 20 dias úteis ficou em 437.847 toneladas, o que na comparação ao mesmo período do ano passado, representa elevação de 43,2% com relação as 305.803,6 do nono mês de 2022.         

O Analista da Céleres Consultoria, Enílson Nogueira, destaca que o Brasil teve um agosto de destaque nas exportações e setembro também mostrou um bom desempenho nas vendas de milho para o exterior. 

Na visão de Nogueira, as perspectivas positivas se estendem até o início de 2024 e esse cenário deve ajudar a reduzir a oferta interna e a manter os preços estáveis.

Em termos financeiros, o Brasil arrecadou um total de US$ 2,001 bilhões no período, contra US$ 1,809 bilhão de todo setembro do ano passado. O que na média diária, deixa o atual mês com elevação de 16,1% ficando com US$ 100,065 milhões por dia útil contra US$ 86,153 milhões no último mês de setembro.                   

Já o preço por tonelada obtido caiu 18,9% no período, saindo dos US$ 281,70 no ano passado para US$ 228,50 no mês.

Fonte: Notícias Agrícolas/Guilherme Dorigatti

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Mercado de milho retoma movimento de alta em setembro, com boa demanda externa

Segundo a SAFRAS Consultoria, a boa demanda voltada ao cenário externo, combinada da desvalorização do real frente ao dólar, contribuíram para sustentar as cotações ao longo do mês e fizeram com que os produtores voltassem a retrair as fixações de venda do cereal.

No lado da ponta compradora, os últimos dias foram marcados por maiores consultas quanto a preços, muito embora as negociações tenham se mantido bastante travadas, uma vez que os consumidores alegaram estar bem supridos de ofertas.

No cenário internacional, o destaque ficou com o início ainda lento da colheita de milho nos Estados Unidos, por conta das chuvas em boa parte do cinturão produtor. Para a SAFRAS Consultoria, agora é preciso aguardar se haverá um movimento natural de pressão nas cotações do cereal na Bolsa de Mercadorias de Chicago, com a ampliação da oferta global, uma vez que a China também inicia o período de colheita de sua safra.

Preços internos

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 55,61 na quinta-feira (28), alta de 4,81% frente aos R$ 53,06 registrados no fechamento de agosto. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 54,00, avanço de 5,88% frente aos R$ 51,00 praticados no final do mês passado. Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 62,00, aumento de 10,71% frente aos R$ 56,00 praticados no final de agosto. Na região da Mogiana paulista, o cereal foi cotado a R$ 57,00, ganho de 16,33% frente aos R$ 49,00 praticados no fechamento do mês passado.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação da saca ficou em R$ 45,00, avanço de 4,65% frente aos R$ 43,00 praticados no final de agosto. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço avançou 1,61% ao longo do mês, passando de R$ 62,00 para R$ 63,00 na venda.

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda subiu 3,92%, de R$ 51,00 para R$ 53,00 a saca. E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda permaneceu subiu 11,11% ao longo de setembro, passando de R$ 45,00 para R$ 50,00.

Exportações

O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indicou que poderão ser exportadas 9,706 milhões de toneladas de milho em setembro, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado. Desse total, 6,531 milhões de toneladas de milho já foram embarcadas.

Para outubro estão programados embarques de 7,413 milhões toneladas de milho. Entre fevereiro/23 e janeiro/24, o line-up sinaliza embarques acumulados de 36,884 milhões de toneladas do cereal.

Fonte: Agência Safras Foto: Divulgação

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CMA adia votações do mercado de carbono e de novas regras para defensivos agrícolas

Por solicitação de alguns senadores, a relatora do PL 412/2022 e presidente da Comissão de Meio Ambiente, senadora Leila Barros (PDT-DF), acolheu nesta quarta-feira (27) a demanda por mais uma semana para análise e discussão do projeto que regulamenta o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), chamado mercado de carbono.

A parlamentar elaborou um substitutivo ao texto original, do ex-senador Chiquinho Feitosa (CE), com base no parecer da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) a projetos que tramitavam em conjunto e nas diversas emendas apresentadas e sugestões de entidades ouvidas em audiências promovidas pela CMA.

“Resolvemos adiar a discussão e votação do PL 412/2022 devido à demanda de mais emendas”, afirmou a presidente da CMA.

Defensivos agrícolas

Também foi concedida vista coletiva ao projeto que modifica as regras de aprovação e comercialização de defensivos agrícolas.

O PL 1.459/2022 é o substitutivo da Câmara dos Deputados ao PLS 526/1999, apresentado pelo ex-senador Blairo Maggi. O texto recebeu parecer favorável do senador Fabiano Contarato (PT-ES).

A senadora Tereza Cristina (PL-MS) disse que, pela “relevância do assunto”, precisa fazer uma análise mais aprofundada do relatório do tema “que há muitos anos é esperado pelo setor agro brasileiro”.

Obstrução

Depois de obstruir votação em Plenário nesta terça-feira (26), a Oposição adotou a mesma estratégia na análise do requerimento para a realização de audiência pública destinada a debater o PL 3.649/2023, que dispõe sobre a estadualização do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.

A audiência pública havia sido solicitada pelos senadores Teresa Leitão (PT-PE), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Alessandro Vieira (MDB-SE) e Fabiano Contarato.

Líder da Oposição no Senado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) disse ser “salutar” o acordo informal para que haja a audiência pública, mas pediu que não fosse promovida a votação do requerimento na reunião desta quarta-feira, caso contrário solicitaria que fosse feita de maneira nominal.

O senador justificou dizendo que o pedido é “político” e é feito pelo “processo que está ocorrendo de invasão institucional de competências por parte do Judiciário em função das prerrogativas do Parlamento brasileiro”.

“O nosso posicionamento é institucional, não tem nada de pessoal. (…) Não temos nada contra o mérito da relação entre as partes, que conclui, inclusive por orientação de Vossa Excelência [senadora Leila Barros], da necessidade de ampliar essa conversação e esse diálogo”.

A presidente da CMA terminou por marcar sessão extraordinária na próxima terça-feira (3) para votação do requerimento e à realização da audiência pública.

Fonte: Canal Rural

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Safra 23/24: Brasil deve ter colheita histórica na soja

A projeção indica que o país irá cultivar 45,30 milhões de hectares, registrando um aumento de 2,77% em comparação com a safra 22/23. No que diz respeito aos estados, merecem destaque Goiás, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Paraná, que ampliaram suas áreas em 2,70%, 1,80%, 1,00% e 0,80%, respectivamente, em relação à safra anterior. Esse aumento é motivado pela abertura de novas áreas e pela expectativa de uma “safra cheia” nos estados do sul do país, devido à melhoria das condições climáticas em comparação com o ano de 2022.

Segundo informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea),  em relação à produtividade, a Companhia projeta um aumento inicial de 22,22% em relação à safra 22/23, estimando-a em 59,77 sacas por hectare. Com isso, a produção brasileira está prevista para atingir um recorde de 162,43 milhões de toneladas. Por fim, é importante ressaltar que a safra ainda está no início e as condições climáticas estão sujeitas a variações, especialmente no Centro-Oeste, onde são esperados volumes de chuva abaixo da média histórica, de acordo com o NOAA.

Fonte: Agrolink/Seane Lennon Foto: Divulgação

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BR-277 terá áreas de escape a partir da nova concessão, ressalta secretária de rodovias do Ministério dos Transportes

Em entrevista à CBN nesta quarta-feira (27), a secretária nacional de Transporte Rodoviário do Ministério dos Transportes, Viviane Esse, destacou o leilão do lote 2 do novo projeto de concessão de rodovias do Paraná. A disputa acontece nesta sexta-feira (29), na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Ainda não há confirmação de quantas empresas devem participar do leilão.

O lote 2 tem 604,16 km de extensão, incluindo rodovias no Litoral e também as ligações entre Ponta Grossa e Sengés, Jaguariaíva e Jacarezinho, e Cornélio Procópio e Jacarezinho. Está previsto um investimento de R$ 10,8 bilhões em obras e R$ 6,5 bilhões em conservação e serviço ao usuário durante os trinta anos de vigência da concessão. Entre os destaques das obras está a implantação de áreas de escape na BR-277, que tem tráfego intenso de caminhões.

De acordo com ela, a empresa vencedora vai fazer obras assim que assumir o lote, mesmo antes da cobrança de pedágio. O mesmo será aplicado nos demais lotes a serem leiloados em 2024 e 2025.

Confira a entrevista na íntegra

Fonte: CBN Foto: Divulgação

Jacarezinho, 01 de setembro de 2023 - Cruzamento entre a BRs 153 e 369, em Jacarezinho.

Com desconto para usuários frequentes, tarifas podem chegar a R$ 0,15 na nova concessão

Os motoristas que utilizam frequentemente as estradas do Paraná terão descontos progressivos nas tarifas de pedágio das novas concessões rodoviárias. Isso quer dizer que todas as vezes que passarem em uma mesma praça em um mesmo mês pagarão tarifas mais baratas. A ideia é beneficiar moradores de cidades próximas a praças ou que utilizam muito um mesmo trecho. De acordo com os contratos de concessão, os descontos serão aplicados aos veículos leves que utilizarem tags eletrônicas para o pagamento automático das tarifas.

O benefício vale para todas as praças de pedágio previstas nos seis lotes do programa de concessões rodoviárias do Paraná, inclusive para o Lote 1 (Curitiba e RMC, Campos Gerais e Centro-Sul), que foi arrematado em agosto, e para o Lote 2 (Curitiba, Litoral, Campos Gerais, Norte e Norte Pioneiro), que vai a leilão nesta sexta-feira (29).

De acordo com o edital, todos os usuários que escolherem pagar as tarifas de maneira automática terão um desconto inicial de 5% em qualquer praça de pedágio do Paraná. Para isso, os veículos devem ter uma tag eletrônica instalada no parabrisa, que permite a cobrança automática dos valores. Esta tag, que é a mesma que motoristas usam para cobrança automática em shoppings e estacionamentos, por exemplo, também permite que o veículo passe pela praça sem que precise parar em uma cabine. Elas são instaladas por empresas privadas.

Os contratos preveem redução progressiva nas tarifas de acordo com o número de vezes que o usuário trafegar em um mesmo trecho com pedágio. O desconto será aplicado progressivamente da 1ª até a 30ª passagem do veículo pela praça dentro de um mesmo mês, e após isso a menor tarifa possível se repetirá até o fim do mês, dependendo do fluxo do motorista.

Os descontos progridem conforme o motorista trafegue pelo mesmo trecho em um mesmo sentido da rodovia. Então, por exemplo, quem passa pela BR-277 no Litoral diariamente tem uma contagem de progressão de desconto na descida e outra contagem para a subida da Serra do Mar.

Desconto

Outra novidade é que há um percentual de desconto progressivo diferente em cada praça, calculado a partir de critérios técnicos. Dentro dos dois primeiros lotes, nos pedágios de São Luiz do Purunã, Jacarezinho e Quatiguá, por exemplo, a redução do valor será de 12,4% a cada passagem do motorista pela praça, numa escadinha de descontos.

Na BR-277 em Irati, a redução será de 8% a cada passagem pela praça. Em Porto Amazonas, o desconto será de 7,85%, e em Imbituva, de 7,20%. Em São José dos Pinhais, no trecho de acesso ao Litoral do Estado, a redução a cada nova passagem pela praça usando a tag será de 6,05%. Em Sengés, Jaguariaíva, Lapa e Carambeí, o desconto progressivo vai variar de 1,7% a 4,8%, dependendo da praça.

Lote 1

O Lote 1 foi arrematado com um desconto de 18,25% na tarifa básica por quilômetro rodado de pedágio. Com isso, a projeção é que a tarifa unitária na praça de São Luiz do Purunã, por exemplo, seja de R$ 7,51, levando em conta o resultado do leilão. Neste caso, os motoristas que escolherem pagar a tarifa com a tag eletrônica já terão, de início, um desconto de 5% no valor, o que já reduz a tarifa para R$ 7,13.

Soma-se a isso o Desconto de Usuário Frequente (DUF), que da praça é de 12,4% por passagem, e os motoristas que passarem pelo pedágio diariamente ao longo de um mês chegarão ao 10º dia pagando R$ 2,17, ao 20º dia pagando R$ 0,58 e ao 30º dia pagando uma tarifa de R$ 0,15.

Com a progressão do desconto, um motorista que passar, em um mesmo sentido, 30 vezes pela praça de pedágio de São Luiz do Purunã em um mesmo mês usando a tag eletrônica vai pagar, ao todo, R$ 56,45, um valor 75% menor do que os R$ 225,30 que um motorista gastaria passando todos os dias na mesma praça e pagando o valor unitário da tarifa na cabine de cobrança.

Lote 2

Os valores finais das tarifas do Lote 2 serão definidos no leilão de sexta-feira (29). Mas, levando em conta a tarifa básica que vai ao certame, os descontos nas praças de pedágio de Jacarezinho podem fazer com que o preço pago pelo motorista que usar a rodovia com frequência saia de R$ 10,39 no início do mês e chegue a R$ 0,21 ao final do mês, após a 30ª passagem.

Uma pessoa que use a tag eletrônica e precise passar por uma das praças de Jacarezinho todos os dias, ida e volta, vai gastar R$ 156,28 pagando as tarifas nos dois sentidos. Se ela pagasse a tarifa básica cobrada na cabine, sem a tag e sem o Desconto de Usuário Frequente, ela gastaria R$ 623,56. Neste caso, o usuário frequente economizaria 75% do valor.

Na praça de pedágio de São José dos Pinhais, no trecho da BR-277 que liga Curitiba ao Litoral, a tarifa básica começa em R$ 19,55 e é reduzida progressivamente até R$ 3,04. Em Quatiguá, a redução vai de R$ 11,23 a R$ 0,23; em Sengés, de R$ 6,30 a R$ 3,64; em Carambeí, de R$ 9,83 a R$ 2,24; e em Jaguariaíva, de R$ 6,55 a R$ 3,79.

Nova concessão

A nova concessão rodoviária do Paraná une rodovias federais e estaduais em um modelo inédito no País. São 3,3 mil quilômetros de rodovias, divididos em seis lotes, com previsão de receber mais de R$ 50 bilhões apenas em investimentos (duplicações, viadutos, ciclovias). O edital também conta com as novidades mais modernas do mercado, como a DUF, câmeras com tecnologia OCR, que permitem reconhecimento de placas de veículos, em pontos estratégicos; iluminação em LED em trechos urbanos, viadutos e entroncamentos; sistema de pesagem automático em movimento (WIM) de caminhões; e sistema de monitoramento meteorológico próprio.

Outras novidades são a disponibilização de internet nos pontos de atendimento ao usuário e áreas de descanso para caminhoneiros; sistema de comunicação WiFi em 100% da rodovia, para acesso ao canal de atendimento ao usuário; e previsão para implantação gradativa do sistema free flow, o que permitirá que em alguns anos o valor a ser pago por quem trafega pelas rodovias seja proporcional ao trecho percorrido.

O Lote 2 das novas concessões rodoviárias tem 604,16 km de extensão. Estão previstas obras de duplicação de 350 quilômetros de estradas, 138 quilômetros de faixas adicionais, 73 quilômetros de vias marginais e 72 quilômetros de ciclovias. Serão ainda 107 novos viadutos, 52 passarelas, 35 pontos de correção de traçado e oito passa-faunas. Serão investidos R$ 10,8 bilhões em obras e R$ 6,5 bilhões em conservação e serviço ao usuário durante os trinta anos de vigência da concessão, gerando cerca de 110 mil empregos.

O Lote 1, arrematado em agosto, contém 473 quilômetros de rodovias federais e estaduais entre Curitiba, Região Metropolitana, Centro-Sul e Campos Gerais do Paraná. O investimento em obras nos trechos é de R$ 7,9 bilhões.

Fonte e Foto: AEN

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Ipea revisa de 13,2% para 15,5% o crescimento do PIB agro em 2023

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta segunda-feira (25), uma nova projeção do valor adicionado (VA) do setor agropecuário para 2023 e a primeira para 2024.

Os pesquisadores revisaram de 13,2% para 15,5% a estimativa de crescimento para o setor, justificada pela alta acima do esperado no segundo trimestre, por revisões positivas das previsões do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para as principais culturas da lavoura e pelo bom desempenho das produções de bovinos e aves.

Valor adicionado da agropecuária é o total produzido no setor (o valor bruto da produção) descontado o seu consumo intermediário, isto é, o quanto utiliza de bens e serviços de outros setores durante o processo produtivo, como por exemplo, insumos, máquinas e equipamentos.

Soja e milho

O setor agropecuário, que já havia registrado uma alta interanual de 18,8% no primeiro trimestre, apresentou novamente uma expansão significativa para o segundo trimestre – 17% em relação ao mesmo período de 2022.

O crescimento estimado em 61,4% da produção de soja na região Sul foi uma das maiores contribuições para o resultado positivo no segundo trimestre.

Outra colaboração veio do milho, que teve sua estimativa de crescimento atualizada de 11,5% para 16%, impulsionada, em especial, pelo avanço previsto de 17,5% na segunda safra.

O Ipea estimou que quatro das cinco culturas mais importantes da lavoura apresentaram revisão significativa em suas estimativas de crescimento da produção.

Além das já mencionadas soja e milho, as revisões positivas para as produções de cana-de-açúcar e algodão também foram destaque e devem impactar o resultado do terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior.

A cana-de-açúcar, terceiro produto mais relevante na lavoura, teve previsão de alta revista de 6,6% para 8,6%. Por sua vez, o algodão apresentou a maior revisão em pontos percentuais: um avanço de 2,9% para 10,0%.

Já em relação aos produtos pecuários, as produções de bovinos e frangos também tiveram crescimento acima do esperado no segundo trimestre – na comparação com o mesmo período de 2022, avançaram 10,8% e 7,2%, respectivamente. Com esse bom resultado, o Ipea revisou a projeção das duas culturas de altas de 3,3% e 2,7% para 7,0% e 6,3%, nesta ordem.

Ipea prevê estabilidade para o agro em 2024

O Ipea vê um cenário próximo da estabilidade em 2024, com uma leve expansão de 0,4% do valor adicionado do setor agropecuário.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que a produção de soja cresça 5,1%, mas as demais culturas importantes não devem contribuir positivamente.

A previsão é de que milho e algodão apresentem quedas de 9,1% e 5,5% em suas produções, respectivamente.

A pecuária deve ter um bom ano, principalmente por conta dos segmentos de frangos e suínos, enquanto a perspectiva para o de bovinos – que representa a maior contribuição ao valor adicionado de todo o setor agropecuário – é um avanço de apenas 0,1%.

Fonte: Canal Rural Foto: Divulgação