br-277-epr-960x540

BNDES libera R$ 6,4 bilhões para a EPR avançar com obras nas rodovias do Paraná

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) confirmou nesta quarta-feira (29) a liberação de R$ 6,4 bilhões para a EPR Litoral Pioneiro, concessionária que controla o lote 2 das rodovias do Paraná. Os recursos serão usados para viabilizar as obras que constam no contrato assinado em janeiro de 2024.

São R$ 829 milhões em financiamento direto e R$ 5,55 bilhões em emissão de debêntures. Os debêntures foram divididos em seis séries com vencimentos para 25 anos, sendo que a primeira terá taxa de IPCA + 8,81% ano ano e as demais com IPCA + 7,62% ao ano.
A empresa é responsável por 604 quilômetros de estradas no estado e tem a obrigação contratual de entregar a duplicação de 350 quilômetros e terceiras faixas na BR-277 entre Curitiba e Paranaguá, no litoral do estado. As obras estão concentradas em trechos federais (BR-153/277/369) e estaduais (PR-092, PR-151, PR-239, PR-407, PR-408, PR-411, PR-508, PR-804 e PR-855).

“Com essa ação, o governo federal, por meio do BNDES, está viabilizando um projeto que contribui para superar gargalos em infraestrutura e mobilidade, promove a conectividade inclusiva, reduz a geração de efluentes e evita emissões de gases de efeito estufa, além de garantir uma das principais vias de escoamento da safra do Paraná”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participou do evento do anúncio do BNDES.

Investimentos totais superam R$ 16 bilhões

A estimativa que consta no contrato assinado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é de que sejam investidos R$ 10,8 bilhões em obras, além de R$ 5,5 bilhões para conservação e serviços, até 2054.

“A concessão da EPR Litoral Pioneiro é estratégica para o Paraná, modernizando o corredor logístico do Porto de Paranaguá e promovendo o desenvolvimento do Litoral e das regiões de Campos Gerais e Norte Pioneiro. Essa operação é um marco que reforça nosso compromisso em entregar resultados com eficiência, segurança e responsabilidade”, acrescentou o diretor-presidente da EPR, José Carlos Cassaniga.

A EPR arrematou o lote 2 das rodovias paranaenses em setembro de 2023 ao oferecer um desconto de 0,08% sobre a tarifa do pedágio — não houve concorrência no leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) — o que frustrou o setor produtivo e o governo do Paraná. Esse lote, de um total de seis, é considerado o mais estratégico por fazer a ligação do Norte do Paraná com o Porto de Paranaguá, sendo fundamental para o escoamento da produção do estado.

A concessionária também arrematou o lote 6 das rodovias do Paraná em dezembro de 2024 em um cenário idêntico, sem concorrência e com desconto de 0,08%. O contrato deve ser assinado em abril deste ano e dará à EPR o controle de mais 662 quilômetros de estradas, que incluem BR-163, BR-277, PR-158, PR-180, PR-182, PR-280 e PR-483, no oeste e sudoeste do estado. O contrato prevê investimento total de R$ 20 bilhões, contando obras e manutenção.

Fonte e Foto: Gazeta do Povo

Cascavel - 28-10-2020 - Produtor rural -Foto : Jonathan Campos / AEN

Adesão obrigatória da nota fiscal eletrônica do produtor rural é prorrogada para julho

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e a Receita Estadual prorrogaram o prazo para que agricultores e pequenos pecuaristas adotem a versão eletrônica da Nota Fiscal do Produtor Rural (NFP-e). Com o novo adiamento, os produtores terão até o dia 1º de julho de 2025 para se adequar às novas regras.

Dessa forma, a partir do segundo semestre, a NFP-e será exigida nas operações internas de produtores rurais que tiveram receita bruta acima de R$ 360 mil em 2023 ou 2024 e também nas operações interestaduais, independentemente do valor. Para as demais operações praticadas por produtores rurais, o uso da nota eletrônica será obrigatório somente a partir de 5 de janeiro de 2026.

A NFP-e é um documento exclusivamente digital, emitido e armazenado eletronicamente, destinado a registrar transações que envolvam a circulação de mercadorias para fins fiscais. Ao substituir o documento em papel, a NFP-e (modelo 55) possui as mesmas atribuições e validade jurídica que a Nota Fiscal de Produtor (modelo 4), que será gradualmente substituída pelo ambiente eletrônico.

De acordo com o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, o novo prazo atende pedido do próprio setor agropecuário. “A medida acolhe sugestões dos produtores, especialmente das cooperativas, que enfrentam dificuldades de conectividade e de adaptação dos sistemas. Enquanto isso, continua obrigatória a emissão da nota fiscal em papel”.

Mais eficiência

Desde 1º de janeiro de 2021, os produtores rurais com faturamento anual superior a R$ 200 mil já estavam obrigados a utilizar a NFP-e em operações interestaduais. A partir de 2025, porém, essa obrigatoriedade se estenderá para todas as operações, tanto internas quanto interestaduais, independentemente do valor em questão.

A exigência já passou por alguns adiamentos. Originalmente, a previsão era que o documento se tornasse obrigatório ainda em maio de 2024, mas o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) postergou a data para janeiro de 2025 por causa das chuvas que assolaram o Rio Grande do Sul no ano passado. Depois, o prazo foi adiado para 03 de fevereiro e, agora, para 1º de julho.

A principal vantagem da NFP-e é a praticidade. Além de reduzir os erros de escrituração, a nota eletrônica também representa um significativo ganho de tempo para o produtor. Com ela, o documento fiscal pode ser emitido de qualquer lugar pela internet, evitando a necessidade de ir às prefeituras para buscar ou entregar as notas fiscais.

Ela também garante mais agilidade e eficiência por parte da Receita Estadual, já que a nota eletrônica é gerada e autorizada imediatamente. A medida também reduz o consumo de papel e diminui os gastos públicos.

Como emitir

A NFP-e pode ser emitida de três formas: pelo Portal Receita PR, pelo Nota Fiscal Fácil (NFF) ou mesmo por um software adquirido de terceiros que seja cadastrado para este fim.

Fonte: AEN Foto: Jonathan Campos

images

Safra 2025: Primeira estimativa para a produção brasileira de café é de 51,8 milhões de sacas

A primeira estimativa da safra brasileira de café para 2025 aponta para uma produção total de 51,8 milhões de sacas de café beneficiado, representando uma redução de 4,4% em relação à safra anterior, conforme divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta terça-feira (28). Em um ano marcado pelo ciclo de baixa bienalidade, os efeitos da restrição hídrica e altas temperaturas nas fases de floração impactaram a produtividade, que deverá atingir uma média nacional de 28 sacas por hectare, 3% abaixo do rendimento de 2024. Já a área total destinada ao cultivo do café no Brasil apresentou crescimento de 0,5%, alcançando 2,25 milhões de hectares, sendo 1,85 milhão de hectares em produção e 391,46 mil hectares em formação.

Para o café arábica, a estimativa aponta uma produção de 34,7 milhões de sacas, uma queda de 12,4% em relação ao ano anterior. Esse desempenho reflete o ciclo de baixa bienalidade e as adversidades climáticas, especialmente em Minas Gerais, maior produtor do país, onde a redução foi de 12,1%. Já para o café conilon, a produção deverá alcançar 17,1 milhões de sacas, um crescimento expressivo de 17,2%, impulsionado principalmente pelos bons resultados no Espírito Santo, que responde por 69% da produção nacional dessa espécie.

Os estados produtores apresentam realidades diversas: Minas Gerais, maior produtor nacional, deve alcançar 24,8 milhões de sacas, uma redução de 11,6% em relação ao ano anterior, devido ao ciclo de baixa bienalidade e à seca prolongada que antecedeu a floração. O Espírito Santo, segundo maior produtor, prevê um crescimento de 9%, com 15,1 milhões de sacas, impulsionado pela produção de conilon, estimada em 11,8 milhões de sacas (+20,1%), devido aos bons volumes de chuvas registrados entre julho e agosto, viabilizando a emissão das primeiras floradas e pegamento, resultando em bom potencial produtivo, enquanto o arábica deve recuar 18,1%. São Paulo, exclusivamente produtor de arábica, projeta 4,6 milhões de sacas, uma redução de 15,3% causada pela baixa bienalidade e condições climáticas adversas. Na Bahia, a produção total deve crescer 11,3%, com 3,4 milhões de sacas, sendo 2,2 milhões de conilon e 1,2 milhão de arábica. Rondônia, exclusivamente produtor de conilon, deve alcançar 2,2 milhões de sacas (+6,5%), enquanto Paraná e Rio de Janeiro, predominantemente de arábica, estimam produções de 675,3 mil e 373,7 mil sacas, respectivamente. Goiás e Mato Grosso projetam reduções devido à bienalidade negativa e condições climáticas, com produções de 195,5 mil e 267,6 mil sacas, respectivamente.

Mercado

As projeções para a safra atual apontam um cenário de maior restrição na oferta global de café, com estoques em patamares historicamente baixos e uma demanda crescente no mercado internacional. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção mundial para 2024/25 está estimada em 174,9 milhões de sacas, um avanço de 4,1% em relação à safra anterior, enquanto o consumo global deve alcançar 168,1 milhões de sacas, gerando um estoque final de 20,9 milhões de sacas, o menor das últimas 25 temporadas. Esse quadro tem sustentado a alta nos preços internacionais, com o café arábica e o robusta registrando elevações significativas nas bolsas de Nova Iorque e Londres, respectivamente.

Em 2024, o Brasil alcançou um recorde histórico na exportação de café, com o envio de 50,5 milhões de sacas de 60 quilos ao mercado internacional, um crescimento de 28,8% em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho gerou uma receita de US$ 12,3 bilhões, marcando um aumento de 52,6% na comparação com 2023. Esse crescimento expressivo foi impulsionado por dois fatores principais: a valorização do café no mercado externo, em um contexto global de oferta restrita, e a alta do dólar frente ao real, cuja cotação média subiu de R$ 4,91/US$ em janeiro para R$ 6,10/US$ em dezembro de 2024, uma variação de 24,1% no período.

Os estoques nacionais de café registraram queda significativa, sendo um dos fatores o aumento expressivo das exportações. Ao final do primeiro semestre de 2024, o volume armazenado era de 13,7 milhões de sacas, 24% abaixo do registrado em 2023. A tendência é de novos recuos nos estoques devido à forte demanda externa, o que deve ser observado também em escala global.

Os números detalhados da produção brasileira de café e as análises de mercado do grão podem ser conferidos no Boletim completo do 1º Levantamento de Café – Safra 2025, publicado no site da Companhia.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

img_1531

Vitrine Tecnológica do IDR-PR vai mostrar as novidades da agroecologia no Show Rural

O público que visitar o espaço do IDR-Paraná durante o Show Rural Coopavel, de 10 a 14 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste, terá a oportunidade de conhecer a Vitrine Tecnológica de Agroecologia Vilson Nilson Redel (Vital). Trata-se de uma unidade demonstrativa onde os extensionistas e pesquisadores mostram tecnologias voltadas à agricultura orgânica e agroecologia.

São aproximadamente 4.400 metros quadrados dedicados exclusivamente ao tema, reproduzindo uma propriedade agroecológica sustentável, com foco em atividades de transição agroecológica. Neste ano todas as atividades da Vital giram em torno do tema: “Construindo conhecimento agroecológico”.

No espaço da Vitrine foi construído um canteiro em forma de mandala. São plantas nativas, condimentares, aromáticas, medicinais e Pancs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) dispostas de maneira a facilitar a irrigação, permitindo que o sistema trabalhe de forma integrada. No centro da mandala há um pequeno lago onde são criados peixes que se alimentam dos resíduos das plantas e que podem se transformar em fonte de renda para o produtor.

Serão apresentadas várias alternativas de diversificação da produção na propriedade como o cultivo de grãos (soja, feijão, milho), girassol, grão de bico gergelim, mandioca e batata-doce. Um assunto que deve chamar a atenção do público são os SAFS (Sistemas Agroflorestais) que combinam a criação de meliponídeos (abelhas sem ferrão), plantas apícolas, espécies para a produção de madeira e frutíferas regionais. Na pecuária, o forte é a apresentação de novas plantas forrageiras e o uso de mandioca como alimento alternativo e de baixo custo.

O cultivo de hortaliças também ganha destaque na Vital. Foram plantados em sistema de cultivo protegido (estufas) algumas hortaliças, entre as quais o tomate.

Outra alternativa é o cultivo, a campo, de melancia e flores em SPDH (Sistema de Plantio Direto de Hortaliças). Com essa prática o produtor faz o revolvimento do solo apenas nos sulcos de plantio, diversifica as espécies com a rotação de culturas e a inclui plantas de cobertura para a produção de palhada. Neste sistema o solo tem cobertura permanentemente. O visitante poderá conhecer as plantas indicadas para a produção de palhada no SPDH como o guandu, o milheto e o sorgo.

Parcerias

Estão previstas ainda a apresentação de outras inovações como a instalação de um protótipo de galinheiro móvel, feito com linha de algodão em artesanato, tipo crochê; a criação de uma maquete viva no cultivo suspenso; apresentação de espécies comerciais de flores a campo e em vaso; turismo sustentável e preservação da saúde.

Todas as práticas apresentadas na Vital resultam do esforço da pesquisa, extensão e fomento dos parceiros que integram o trabalho. O objetivo da Vitrine é promover o desenvolvimento da agroecologia, oferecendo alternativas de renda para os agricultores familiares. Todas as ações apresentadas na Vital têm como meta atender aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda 2030 – da ONU.

A organização do espaço conta com 16 parceiros envolvidos no planejamento e preparação, entre cooperativas, universidades, instituições públicas e privadas. As ações são coordenadas pelo convênio Vitorias (Vitrines Tecnológicas para Agroecologia e Sustentabilidade), instrumento tripartite que envolve a Fapeagro (Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio), Itaipu Binacional e o IDR-Paraná.

Fonte: AEN Foto: Divulgação

Foto artigo 02

Artigo – Invasões de terras por indígenas: solução é respeitar leis vigentes no país

A invasões de terras agrícolas na região Oeste do Paraná por indígenas se tornaram, infelizmente e ilegalmente, costumeiras ao longo de 2024. Isso porque não está se cumprindo o Marco Temporal, que ratifica que as demarcações de terras indígenas devem ser limitadas à data da promulgação da Constituição Federal (5 de outubro de 1988). Além disso, no final de 2023, foi publicada a Lei 14.701, que fortalece o Marco Temporal.

Mesmo assim, nada disso está se fazendo valer, o que gera insegurança jurídica para os nossos produtores rurais e prejuízos econômico, social e sanitário ao Paraná. Basta olhar para o recorte das áreas invadidas nos municípios de Terra Roxa, Guaíra e Altônia, na região Oeste, para verificar que, no mínimo, R$ 260 milhões (considerando o Valor Bruto de Produção Agropecuário de cada município) deixam de girar na economia estadual. Afinal, os agricultores estão sendo impedidos sumariamente de plantar.

Diante deste cenário, alguns pontos causam espanto. Primeiro, a inércia do governo federal, que não coíbe novas invasões e nem executa as ordens de reintegração de posse obtidas na Justiça. O segundo ponto envolve a Itaipu Binacional, uma empresa pública que propôs a compra de áreas para assentar os grupos indígenas Avá-guarani de Guaíra e Terra Roxa. A empresa sugere a compra de 1,5 a 3 mil hectares a serem destinados para as novas aldeias. A questão é: quem quer vender terra agrícola?

Essa pergunta faz total sentido, pois o mercado de terras tornou-se um investimento bastante rentável. Segundo estudo da Scot Consultoria, as áreas agrícolas nos 17 estados mais relevantes na produção de grãos tiveram grande valorização nos últimos cinco anos. O valor médio nacional do hectare voltado à agricultura subiu 113%, passando de R$ 14,8 mil em julho de 2019 para R$ 31,6 mil no mesmo mês do ano passado. Especialmente no Paraná, a média é de R$ 60 mil o hectare nas áreas para agricultura. E, segundo previsões, o preço das terras deve seguir em valorização.

Somado a isso existe o fato de que os produtores rurais querem apenas exercer o ofício de produzir alimentos para a sociedade. Não conheço quem queira se desfazer das suas terras. E, caso haja, não acredito que a Itaipu Binacional possa utilizar tanto dinheiro público (R$ 180 milhões para comprar 3 mil hectares) para a compra de áreas para assentamento de grupos indígenas.

Uma coisa é certa nesta situação alarmante em que vivem os produtores rurais da região Oeste do Paraná. A solução para as invasões não passa pela compra de terras por parte de entidades públicas, mas pela garantia da execução das leis vigentes no país. Afinal, essas estão aí para serem cumpridas e não discutidas.

Texto e foto – Gazeta do Povo – Por Ágide Eduardo Meneguette é presidente interino do Sistema FAEP

Integrada

Integrada realiza AgroTec 2025

O AgroTec 2025 vai acontecer na UDT (Unidade de Difusão Tecnológica) da Integrada, numa área de aproximadamente 10 hectares, localizada no distrito da Warta, em Londrina. Com o tema “Valor e Propósito: Safras Sustentáveis que Alimentam o Mundo”, o evento vai trazer o que há de mais moderno no mercado do agronegócio “este ano teremos mais de 50 expositores que irão apresentar produtos com tecnologias inovadoras que contribuem com a produtividade no campo”, afirma Wellington Furlaneti, gerente técnico da Integrada.

Na programação, palestras com profissionais de renome no mercado do agronegócio como Marcos Fava, conhecido como Dr agro, que fará palestra sobre mercado, também Fernando Adegas, pesquisador da Embrapa, que falará sobre herbicidas pré-emergentes, Marcelo Canteri, pesquisador da Universidade Estadual de Londrina, que falará sobre o manejo de fungicidas da soja, Gabriela Machineski, pesquisadora da UEL, fará palestra sobre fertilidade de solo e nutrição de plantas e Cézar Araújo Júnior, pesquisador do IDR (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná) que ministrará sobre compactação do solo.

As mulheres também terão um espaço diferenciado no evento. Serão realizadas as palestras os 5 passos para o sucesso com a empreendedora, Dani Amaral e empreendedorismo feminino com Tatiana Fiuza, CEO da Cocriagro.

Os participantes irão conhecer cultivares e haverá demonstração de máquinas durante o evento. Acontecerão ainda estações técnicas, onde estarão sendo apresentadas soluções inovadoras para o campo.

Serviço

AgroTec 2025

Dias 22 e 23 de janeiro

A partir das 8h, na UDT (Unidade de Difusão Tecnológica)

PR 323, KM 58- Distrito da Warta- Londrina

(Assessoria de Imprensa Integrada).

Foto Show Rural

Coopavel intensifica segurança nos preparativos do Show Rural

A organização do Show Rural Coopavel é aclamada e admirada por vários fatores, mas principalmente pelo nível de segurança implementado nas mais diferentes etapas de estruturação do evento, que neste ano será realizado em sua 37ª edição de 10 a 14 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Paraná.

Um dos trabalhos mais importantes é coordenado pela equipe de Segurança do Trabalho, sob a liderança do engenheiro Itamar Cassol. “Fazemos integração das empresas terceiras e acompanhamos atentamente a realização dos trabalhos para que sejam executados com o máximo de cuidado. Também estamos à disposição das equipes que trabalham no parque para esclarecer os mais diferentes questionamentos”, conforme Itamar.

O segmento também faz o acompanhamento das montagens e de outras atividades sempre com o envolvimento de pessoal do Bombeiro Civil e de técnico e segurança de trabalho, destaca Itamar. “Também damos suporte com à questão dos sistemas de prevenção em incêndio e outras tarefas que envolvem a segurança do trabalho em todas as etapas de preparação do Show Rural”.

Itamar informa que nesta 37ª edição a novidade é o Momento Segurança, com a elaboração e o envio de boletim semanal, digital, com inúmeras dicas de cuidados e prevenção. Esse método é desenvolvido internamente na Coopavel, mas agora, com o Show Rural, decidiu-se por ampliar a ação e alcançar também a todos que trabalham nas mais diferentes fases de preparação do evento. “Na verdade, customizamos um momento de segurança específico ao Show Rural. Temos lá um volume grande de pessoas e precisamos fortalecer continuamente a comunicação das informações de saúde, segurança e trabalho”, acentua o engenheiro responsável pelo setor de Segurança do Trabalho da Coopavel.

O evento

O 37º Show Rural Coopavel terá 600 expositores, empresas nacionais e estrangeiras que apresentarão o melhor em novidades para setores ligados à cadeia do agronegócio. No dia 9 de fevereiro, às 11h, será celebrada missa, uma das tradições do evento. A missa será presidida pelo arcebispo emérito de Cascavel, dom Adelar Baruffi.

A abertura dos portões, para visitação técnica, será na segunda-feira, 10. De segunda a sexta-feira, a visitação será das 8h às 18h. O acesso ao parque e o uso de vagas do estacionamento são gratuitos.

Faep

Após dois anos, governo federal revoga resolução que impedia financiamento em áreas embargadas

Desde o dia 19 de dezembro, os produtores rurais do Paraná e do Brasil com áreas embarcadas podem retomar a tomada de financiamentos para a produção agropecuária juntos as entidades financeiras. Isso somente é possível em razão da publicação da Resolução BCB 5.193/2024, revogando a Resolução BCB 5.081/2023, que restringia o crédito rural a projetos de financiamento envolvendo imóveis que têm áreas embargadas parcialmente. A medida também trata das condições em que será possível o financiamento em áreas com sobreposição com Unidades de Conservação.

Antes, o impedimento criava restrições independentemente do tamanho da área embargada, prejudicando o financiamento e o desenvolvimento da atividade rural em todo imóvel.

Agora, a restrição está limitada à área embargada, mas condicionada ao cumprimento de alguns requisitos por parte dos produtores, que podem realizado o financiamento, possibilitando o plantio.

 A entidade encaminhou ofícios ao Banco Central, Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Ministério da Fazenda, BNDES, Ministério do Planejamento e Orçamento e à Frente Parlamentar da Agricultura (FPA).

Além disso, técnicos do Sistema FAEP participaram de reuniões com a CNA, o IPA (Instituto Pensar Agro) e demais entidades do setor agropecuário nacional, e até mesmo uma visita ao Banco Central, destacando os impactos das restrições à produção nacional, em especial a produção do Paraná, segundo maior produtor de grãos do país.

Fonte: Texto e Foto Sistema Faep

dias_de_campo_tabela_08_01_2024

Cooperativas iniciam temporada de Dias de Campo e Shows Tecnológicos

A partir desta semana, dia 8/1, começa a temporada dos Dias de Campo e Shows Tecnológicos da safra de verão, promovidos pelas cooperativas paranaenses pelos próximos 60 dias. São mais de 20 eventos que trarão o que há de melhor nas tecnologias que os cooperados estão utilizando e no que está sendo pesquisado e testado para as próximas safras.

“Os dias de campo são realizados há diversas décadas e, a cada safra, vêm sendo aperfeiçoados com experimentações agrícolas e pecuárias que são desenvolvidas ao longo de todo o ano pelos pesquisadores e assistência técnica nas fazendas e estações experimentais das cooperativas”, destaca o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti.

Ele lembra ainda que são mais de 3.500 engenheiros agrônomos, florestais, agrícolas, de pesca, médicos veterinários, zootecnistas, entre outros profissionais das Ciências Agrárias que trabalham nas cooperativas agropecuárias, juntamente com as empresas de pesquisa, desenvolvimento e extensão, que levam as melhores soluções ao quadro social dos mais de 215 mil cooperados das 62 cooperativas desse ramo no Paraná.

“São experimentos com as novas cultivares, variedades com eventos de biotecnologia; utilização de novas moléculas, manejo de fertilizantes e dosagens de defensivos para controle de plantas daninhas, pragas e doenças. Há estações de pesquisa com rotação de culturas, técnicas para reduzir a compactação, melhora a conservação e a correção dos solos; aumentar a palhada no campo; plantio direto; integração lavoura x pecuária x floresta; recuperação de áreas com baixa fertilidade natural entre outras, tecnologias”, acrescenta.

Há ainda novidades em máquinas e implementos e na área de pecuária. “As cooperativas e a Ocepar acreditam muito na ciência e pesquisa, dado que praticamente todas têm campos de teste e experimentação das inovações para deixar seus cooperados sempre muito bem-informados e preparados para os desafios do setor mais relevante da economia brasileira, pela representação no PIB, geração de empregos e nas exportações”, finaliza o superintendente.

Fonte: Ocepar Foto: Assessoria Copacol