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Área plantada com trigo pode cair 20% no Paraná

O plantio de trigo foi oficialmente liberado no Paraná a partir de 1º de abril, conforme as indicações do Zoneamento Agrícola. No entanto, a expectativa para a safra de 2025 aponta uma retração significativa na área destinada à cultura. A estimativa inicial prevê redução de 20% na área plantada, caindo de 1,14 milhão para 910 mil hectares.

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária produzido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a diminuição está associada, entre outros fatores, ao crescimento da área ocupada pelo milho na segunda safra, que é frequentemente semeado após a colheita da soja. “A expansão do milho e da soja reduziu o espaço para o trigo”, afirmaram os técnicos do Deral no relatório.

Apesar de o plantio seguir permitido até junho, o cenário atual não favorece um aumento significativo na área de cultivo. Os analistas apontam como entraves a recorrência de frustrações nas últimas safras e mudanças nas regras de seguro agrícola, que visam restringir o uso recorrente do benefício.

Mesmo com os preços do trigo em alta — a média de março subiu 5% em relação a fevereiro e 24% na comparação com março de 2024 —, o interesse pelo cultivo permanece limitado. “Os preços atuais indicam rentabilidade positiva sobre os custos variáveis, o que não ocorria no mesmo período do ano passado”, aponta o boletim. Ainda assim, os números não têm sido suficientes para reverter a tendência de queda.

Caso a estimativa de plantio se confirme, esta será a menor área de trigo no Paraná desde 2012. Com condições climáticas favoráveis, a produção pode alcançar 2,93 milhões de toneladas, volume inferior à capacidade de moagem das indústrias do estado, que deverão recorrer a fornecedores da Argentina, do Paraguai e do Rio Grande do Sul, como tem ocorrido em anos de safras comprometidas.

Fonte: Agrolink/Seane Lennon Foto: Pixabay

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Colheitas de soja e milho ultrapassam 95% das áreas plantadas no Paraná

A colheita da soja avançou cinco pontos percentuais em uma semana no Paraná e agora está com 95% dos 5,7 milhões de hectares retirados dos campos. O dado faz parte do relatório Condições de Tempo e Cultivo divulgado nesta terça-feira (01) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

A expectativa de produção para a soja está mantida em pouco mais de 21 milhões de toneladas, com 91% do que resta a campo desenvolvendo-se de forma boa e o restante em condição média. Os produtores aguardam apenas as condições ideais de clima para terminar a colheita, enquanto isso os técnicos realizam reuniões para divulgar os números finais da safra.

O documento do Deral se refere ainda à colheita do milho de 1ª safra, que teve avanço de três pontos percentuais no prazo de uma semana, figurando agora também em 95% dos 268 mil hectares. O plantio do cereal de 2ª safra subiu os mesmos três pontos porcentuais e hoje está com 99% dos 2,6 milhões de hectares semeados.

As condições do milho a ser colhido estão boas para 96% do que resta, prometendo-se a finalização em poucos dias. A 2ª safra teve piora de condições na última semana, caindo de 70% para 66% a área em que é considerada em situação boa. As lavouras ruins foram de 9% para 12%.

Os técnicos e os produtores devem fazer um acompanhamento mais minucioso nos próximos dias para ver se as últimas chuvas foram suficientes para melhorar a germinação das sementes. Independentemente disso, observa-se alta infestação de pulgões e cigarrinhas. Aguardam-se as chuvas previstas para a próxima semana para fazer a pulverização.

O boletim do Deral informa ainda que a colheita do feijão de 2ª safra iniciou de forma tímida. Apenas 1% dos 332 mil hectares foram colhidos. A maioria das lavouras está formando as primeiras vagens. As chuvas registradas nos últimos dias beneficiaram a cultura, mas não corrigiram os problemas anteriores que prejudicaram o desenvolvimento ideal, com as plantas apresentando porte abaixo do esperado.

A colheita da batata de 2ª safra também avança, com 20% da área de 10,7 mil hectares já limpas. No entanto, os valores recebidos pelos produtores para a saca de 25 quilos não são positivos. O levantamento do Deral aponta que em março os produtores receberam em média R$ 30,22 pela saca. Em fevereiro o valor estava em R$ 31,66, e em março do ano passado foram pagos R$ 79,85.

Os dados sobre as condições das culturas a campo no Paraná mostram que várias frutas estão em fase de colheitas. São os casos de abacate, banana, goiaba e maracujá na região de Cianorte. A cana-de-açúcar está sendo beneficiada pelo clima e as perspectivas são boas para a colheita que começa em poucos dias.

O arroz irrigado na região Noroeste do Estado continua a ser colhido com boas perspectivas de produção. A frutificação do café está avançando, mas em algumas áreas já começa o período de maturação. As altas temperaturas dos últimos meses podem provocar o adiantamento do ciclo.

Fonte: AEN Foto: Gilson Abreu/AEN

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ExpoLondrina 2025

Uma das principais feiras agropecuárias do País começa nesta semana no Paraná. A Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina) chega à 63ª edição a partir desta sexta-feira (4) e movimenta a cidade do Norte do Estado até o dia 13 de abril. O Governo do Paraná estará presente apresentando soluções inovadoras e tecnologias para o campo em diversos pavilhões do evento.

Além da participação do governador Carlos Massa Ratinho Junior na abertura do evento, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) estará presente em três espaços: Via Rural Smart Farm, Via Rural Eventos e Estande Smart.

A Via Rural Smart Farm contará com unidades didáticas do IDR-PR voltadas à sustentabilidade e inovação no campo. Entre os destaques estão o manejo de solo e água para baixa emissão de carbono, bioinsumos na horticultura, criação de abelhas sem ferrão e cultivo de frutas como pitaya, maracujá e morango suspenso.

Os visitantes poderão conhecer técnicas de produção de café, desde a poda do cafeeiro até a identificação da qualidade da bebida, além de inovações no setor pecuário, como manejo e conservação de forrageiras para bovinocultura de corte e leite.

Quem tiver interesse em piscicultura, desde a produção comercial de peixes até a criação de espécimes ornamentais, poderá visitar a unidade de aquicultura. Ali poderá saber como é construído um viveiro escavado ou elevado, bem como as espécies mais adequadas para a criação em aquário ou em um tanque. A criação de abelhas, com ou sem ferrão, também é destaque na Smart Farm. Serão apresentadas as diferentes espécies de abelha que podem ser criadas na propriedade rural.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) abordará temas essenciais para a sanidade agropecuária. No dia 4 de abril, no Pavilhão Smart Agro, a fiscalização sanitária na avicultura será discutida no seminário sobre o Campo de Atuação e Perspectivas do Profissional da Avicultura.

A certificação de propriedades livres de tuberculose será tema de dois seminários técnicos, reforçando a segurança na produção leiteira do estado. Já no dia 8 de abril, o combate ao greening, doença que afeta os citros, será abordado no Seminário de Citricultura.

Além disso, a Adapar marcará presença nos estandes de Manejo e Conservação de Solos e Fruticultura, em parceria com o IDR-Paraná, a Embrapa e a Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Turismo

A Secretaria do Turismo (SETU) terá dois espaços no evento. O primeiro vai reunir 17 expositores de artesanato e gastronomia de onze municípios paranaenses, dentro do espaço Expo Sabores. Já no pavilhão Expo Negócios e Varejo, a SETU vai estar com dez expositores de hoteis, resorts e estâncias, além de agências de turismo.

Pesquisa e Inovação

A UEL levará diversas ações de ensino, pesquisa e inovação para a Expolondrina. No espaço Smart Farm, em parceria com o IDR-Paraná, a instituição apresentará projetos voltados ao desenvolvimento sustentável e à aplicação de novas tecnologias no campo.

O Hospital Universitário da UEL estará nos dias da ExpoLondrina, entre as 10h e às 22h, no Espaço Cuidar, com serviços, orientações e apresentações de novidades na área da saúde.

No dia 11 de abril, a partir das 14h no pavilhão Smart Agro, a Fundação Araucária lança o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Space, que vai estimular projetos de pesquisa e inovação voltados para o uso de dados de satélite no Paraná. A iniciativa busca desenvolver serviços e novas oportunidades de negócios com tecnologias avançadas, como Inteligência Artificial e Internet das Coisas (IoT). Além disso, pretende fortalecer o Estado como referência no setor aeroespacial, incentivando a formação de profissionais e apoiando empresas e startups da área.

O projeto conta com um investimento de R$ 5,2 milhões, somando recursos do Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária (R$ 3,95 milhões), da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (R$ 250 mil) e da Coamo (R$ 1 milhão).
Já o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) deve assinar R$ 77,5 milhões em contratos de crédito para unidades de armazenamento de grãos, fábricas de produção de alimentos e ração de animais.

Energia

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) apresenta aos visitantes informações sobre o investimento recorde que a Companhia fará no sistema de distribuição de energia do Estado em 2025, com a previsão de injetar R$ 2,5 bilhões na área. Além disso, quem visitar o estande da Copel, vai poder conhecer soluções inovadoras em energia renovável, além de projetos de geração distribuída e tecnologias que ajudam os produtores a reduzir custos e aumentar a sustentabilidade de suas propriedades.

Segurança

Além de reforçar a segurança do evento, a Polícia Militar terá uma exposição de viaturas do Museu da PMPR, um estande apresentando o trabalho da Polícia Rural e apresentação da Banda da PM, que foi sucesso na temporada do Verão Maior Paraná.

Expolondrina

A ExpoLondrina traz como tema para 2025 “VOCÊ VIVE O AGRO DO INÍCIO AO FIM DO DIA”, que ajuda a reforçar a missão de informar e conscientizar sobre a presença essencial do agronegócio no cotidiano das pessoas. Em sua última edição, a feira recebeu mais de 470 mil visitantes, movimentando cerca de R$ 1,26 bilhão em negócios. Aproximadamente 9 mil empregos diretos e indiretos foram gerados durante o evento.

Algumas das atrações deste ano são shows nacionais de Luan Santana, Daniel, Simone Mendes, Luana Prado, Ana Castela, Matheus & Kauan, entre outros; o Vitinho Park, que trará mais de 35 brinquedos para todas as idades; um novo aquário; a Expo Sabores, um espaço que reflete o compromisso da Sociedade Rural do Paraná em dar visibilidade e viabilizar a produção das pequenas propriedades rurais; a Biblioteca Móvel Ambiental.

Fonte: AEN Foto: Gilson Abreu/AEN

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Safra de soja deve crescer 14% no Paraná, segundo Governo do Estado

A safra de soja 2024/2025 deve ter um aumento de 14%, chegando a 21,189 milhões de toneladas. As informações fazem parte de boletim do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Segundo o boletim, os produtores paranaenses de soja já colheram mais de 90% da área de cultivo do grão no Estado até 24 de março. Para a safra atual, o Deral avalia que a produtividade será de 3.673 quilos por hectare plantado, bem acima da média da safra 2023/2024, que foi de 3.200 quilos por hectare.

A melhora no desempenho, segundo a Seab, está ligada às boas condições climáticas durante o desenvolvimento da lavoura, mas também ao uso de técnicas de manejo aprimoradas pelos agricultores paranaenses. Nesta safra, o plantio da soja permaneceu praticamente estável em relação à passada, ocupando 5,786 milhões de hectares.

Além disso, a qualidade apresentou melhora significativa. Até a semana passada, 87% das lavouras estavam em boas condições, 12% em situação mediana e 1% com avaliação ruim, segundo o boletim. No levantamento mais recente, a proporção de lavouras bem avaliadas subiu para 90%, enquanto as de condição mediana reduziram para 10%, sem registros de lavouras classificadas como ruins.

Além da soja, o Departamento de Economia Rural também apresentou outras novidades sobre o agronegócio paranaense em seu boletim.
A 1ª safra de milho está praticamente finalizada, com 92% da área plantada já colhida, com grande variação de produtividade devido às condições climáticas. Na 2ª safra de milho, restam apenas áreas isoladas que sofreram com escassez de chuvas, que representam os 10% remanescentes a serem colhidos.

Os produtores de batata-doce e mandioquinha-salsa estão colhendo boas safras, com bons ganhos financeiros. A colheita da mandioca de dois ciclos segue dentro do esperado, enquanto as lavouras de um ciclo estão se desenvolvendo bem, favorecidas pelo clima adequado e pelos cuidados dos agricultores.

A colheita de arroz irrigado também ocorre conforme o previsto e deve se prolongar nos próximos meses, considerando as áreas replantadas nas regiões afetadas pela enchente ocorrida no Vale do Rio Ivaí. Essas áreas estão em boas condições vegetativas.

O amendoim, que sofreu com a seca em áreas onde foi plantado mais cedo, registrou uma produtividade abaixo do esperado devido às altas temperaturas. Nas plantações feitas um pouco mais tarde, porém, a produtividade está ótima, o que aumenta poder equilibrar as perdas do plantio antecipado.

Fonte: CBN Foto: Divulgação

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Produtividade da safra de soja 2024/2025 do Paraná é revista para cima

Os produtores de soja do Paraná já colheram mais de 90% da área de cultivo no Estado até o dia 24 de março. Os dados fazem parte do boletim mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que também indica um aumento na produtividade na safra 2024/2025 em relação à anterior.

Para a safra atual, o Deral avalia que a produtividade será de 3.673 quilos por hectare plantado, bem acima da média da safra 2023/2024, que foi de 3.200 quilos por hectare, com isso a safra pode passar de 21 milhões de toneladas.

A melhora no desempenho, segundo os técnicos da Seab, está ligada às boas condições climáticas durante o desenvolvimento da lavoura, mas também ao uso de técnicas de manejo aprimoradas pelos agricultores paranaenses.

Nesta safra, o plantio da soja permaneceu praticamente estável em relação à passada, ocupando 5,786 milhões de hectares. Essa manutenção, somada ao aumento da produtividade média, deve fazer com que o volume total da soja no Estado aumente em 14%, chegando a 21,189 milhões de toneladas.

Em uma semana, a colheita do grão no Paraná avançou nove pontos percentuais, partindo de 81% da área colhida no boletim anterior. Além disso, a qualidade apresentou melhora significativa. Até a semana passada, 87% das lavouras estavam em boas condições, 12% em situação mediana e 1% com avaliação ruim.

No levantamento mais recente, a proporção de lavouras bem avaliadas subiu para 90%, enquanto as de condição mediana reduziram para 10%, sem registros de lavouras classificadas como ruins.

Fonte: Bem Paraná Foto: Divulgação

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FPA solicita R$ 1 bilhão para reforço na subvenção ao Seguro Rural

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) encaminhou ao Governo Federal um pedido de urgência para a inclusão de R$ 1,05 bilhão no orçamento destinado ao Seguro Rural. O ofício, assinado pelo presidente da bancada, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), foi enviado aos ministérios da Casa Civil, Fazenda e Planejamento. Segundo a FPA, o acréscimo desses recursos é essencial para fortalecer a política de segurança da produção nacional, beneficiando produtores de todo o país.

Lupion destaca que a ampliação dos recursos é fundamental para a manutenção e evolução das políticas públicas voltadas ao setor, garantindo a sustentabilidade dos programas e linhas de financiamento do crédito rural.

“A segurança do produtor é essencial para que ele possa assumir riscos em sua atividade, garantindo produção, abastecimento e contribuindo para a manutenção de preços justos dos alimentos, assegurando o acesso à comida para a população de baixa renda”, afirmou o deputado.

Seguro Rural: desafios e necessidade de ampliação

Mesmo diante do aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como El Niño e La Niña, a cobertura do Seguro Rural tem diminuído. A ausência de uma política sólida de mitigação de riscos tem agravado a inadimplência no crédito rural, que triplicou nas operações de mercado no último ano, tornando o acesso ao financiamento ainda mais difícil para os produtores.

Além disso, programas como o Proagro, que deveriam atuar como rede de proteção, apresentam ineficiência e altos custos. Em 2023, por exemplo, o Proagro registrou uma sinistralidade de 428%, tornando-se dez vezes mais oneroso para o governo em comparação ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), mas cobrindo uma área menor.

Para 2024, o setor agropecuário solicitou R$ 2,1 bilhões, porém, a Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovou apenas R$ 964,5 milhões. Com os cortes orçamentários, esse valor foi reduzido para R$ 820,2 milhões – menos de 60% do montante originalmente pleiteado.

Lupion ressalta a urgência em fortalecer o Seguro Rural para impulsionar a competitividade do setor agropecuário brasileiro. “Se compararmos o modelo de seguro dos Estados Unidos com o nosso, há uma disparidade enorme em relação à cobertura, obrigatoriedade, tipo de seguro e subsídios. Estamos muito atrás e não podemos tratar como secundário algo fundamental para o desenvolvimento do agro e do Brasil”, concluiu o parlamentar.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Divulgação

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Brasil lidera exportação de algodão, mas setor enfrenta desafios climáticos

O Brasil alcançou um marco histórico ao se tornar o maior exportador global de algodão na safra 2023/2024, conforme dados da Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa). No entanto, o setor enfrenta desafios crescentes devido às mudanças climáticas, que impactam diretamente a produtividade e a qualidade da fibra brasileira.

A produção de algodão no Cerrado, que responde por 70% do volume nacional, sofre com temperaturas elevadas, baixa umidade e períodos prolongados de seca. Segundo o pesquisador Cornélio Alberto Zolin, da Embrapa Agrossilvipastoril, a adaptação do setor depende de três fatores essenciais: melhoramento genético, manejo do solo e análise de risco climático.

O melhoramento genético tem se mostrado fundamental para desenvolver variedades mais resistentes ao calor. “O algodão é sensível a altas temperaturas noturnas, o que compromete a formação da fibra”, explica Zolin. No manejo do solo, estratégias como plantio direto e cobertura vegetal auxiliam na conservação da umidade e reduzem os impactos do estresse hídrico. Além disso, o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos (ZARC) permite que produtores escolham o melhor período de plantio para minimizar perdas.

Estudos da Embrapa indicam que, desde 1961, a temperatura média no Cerrado aumentou entre 2°C e 4°C, enquanto a umidade relativa do ar caiu cerca de 15%. Com o calor excessivo, o ciclo de vida de pragas como o bicudo-do-algodoeiro e a mosca-branca acelera, exigindo monitoramento constante e o uso de tecnologias como drones e armadilhas inteligentes para minimizar perdas.

Para enfrentar os impactos climáticos, produtores estão investindo em práticas sustentáveis, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o controle biológico de pragas. “A diversificação das lavouras melhora a saúde do solo e torna o sistema produtivo mais resiliente”, afirma Odair Aparecido Fernandes, especialista em Manejo Integrado de Pragas da UNESP.

A certificação socioambiental também tem sido um diferencial competitivo para o algodão brasileiro no mercado internacional. Selos como o Better Cotton Initiative (BCI) garantem que a produção segue padrões sustentáveis, agregando valor ao produto.

Em Minas Gerais, a falta de chuvas entre fevereiro e março afetou lavouras de sequeiro, reduzindo o potencial produtivo. O diretor-executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), Lício Augusto Pena de Sairre, destaca que os agricultores enfrentaram ciclos mais curtos e perdas na formação de botões florais. “Estamos incentivando o uso de práticas como plantio direto e aumento da matéria orgânica no solo para minimizar os impactos”, afirma.

Com perspectivas de continuidade dos desafios climáticos, o setor algodoeiro aposta na inovação e na sustentabilidade para manter sua competitividade no mercado global.

Fonte: Agrolink/Aline Merladete Foto: Divulgação

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Exportações do Agronegócio Brasileiro Totalizam US$ 11,2 Bilhões em Fevereiro

Em fevereiro de 2025, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 11,2 bilhões, representando um aumento de 2,2% em relação a janeiro. Contudo, o volume exportado ficou 2,7% abaixo do registrado no mesmo mês de 2024, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A soja foi o principal destaque, com crescimento expressivo nas exportações, impulsionado pela colheita no Mato Grosso. O Brasil embarcou 6,4 milhões de toneladas de soja, o que representa um aumento de 501% em relação a janeiro, embora ainda 3% abaixo do volume do ano passado. No entanto, os preços da soja apresentaram uma redução de 10%, com a tonelada sendo negociada a US$ 398,2. Os derivados de soja também tiveram incremento, com o óleo de soja apresentando um crescimento de 252%, somando 112 mil toneladas, apesar da redução de 3% nos preços, que ficaram em US$ 1.008,8 por tonelada. O farelo de soja teve alta de 8,4%, com 1,7 milhão de toneladas exportadas, sendo negociado a US$ 356,2, com queda de 23% nos preços.

No segmento de carnes, as exportações de carne bovina in natura cresceram 6,7% em relação a fevereiro de 2024, totalizando 190 mil toneladas. O preço da carne bovina subiu 8,9% frente ao ano passado, atingindo US$ 4.927,4 por tonelada. Já as exportações de carne de frango in natura somaram 406 mil toneladas, um aumento de 8% na comparação anual, embora os preços tenham caído 1,5% em relação a janeiro, com a tonelada sendo negociada a US$ 1.837,7. O México se destacou como um importante mercado, com um crescimento de 273% nas compras de carne de frango brasileira, tornando-se o sexto maior importador do produto.

Outro segmento que obteve crescimento foi a carne suína in natura, que alcançou um recorde de 101 mil toneladas em fevereiro, um aumento de 20% em relação ao ano passado. O preço médio da carne suína subiu 2,2% frente a janeiro e 11% em relação ao mesmo mês de 2024, atingindo US$ 2.506,2 por tonelada, com destaque para a demanda das Filipinas, que dobrou suas compras e respondeu por 20% do volume exportado.
Em contraste, o mercado de grãos apresentou resultados mistos. As exportações de milho caíram 16% em relação ao ano passado, totalizando 1,4 milhão de toneladas. Entretanto, a demanda do Irã triplicou, representando 40% das exportações brasileiras. O preço do milho teve leve alta de 3,4%, sendo negociado a US$ 225 por tonelada.

No setor sucroenergético, os embarques de etanol caíram 72% devido ao fim da safra, somando apenas 41 mil metros cúbicos, embora os preços tenham subido 19%, atingindo US$ 599,9 por metro cúbico. As exportações de açúcar VHP apresentaram queda de 41%, com 1,5 milhão de toneladas exportadas, e preço 12% inferior ao de fevereiro de 2024. O açúcar refinado também registrou redução de 27% nos embarques, totalizando 317 mil toneladas.

México se Consolida como Importante Destino das Exportações Brasileiras

Em 2024, as exportações brasileiras para o México alcançaram US$ 2,92 bilhões, representando 1,78% do total exportado pelo setor agropecuário. Este crescimento de 218% desde 2014 reflete a crescente relevância do México como destino comercial, com destaque para a carne bovina, que aumentou 803% em relação ao ano anterior, e a carne suína, que cresceu 51%. A carne de frango também teve um aumento significativo de 23,3%, totalizando 211 mil toneladas.

O café verde se destacou com aumento de 51% nas exportações, atingindo 76 mil toneladas. A diversificação das exportações para o México, somada à busca por alternativas às tarifas dos Estados Unidos, pode fortalecer ainda mais a posição do agronegócio brasileiro, ampliando as oportunidades comerciais no mercado mexicano.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Divulgação

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PIB do Paraná cresce 63% em seis anos

O PIB nominal do Paraná cresceu 63% em seis anos e saltou para R$ 718 bilhões em 2024. Em comparação com 2018, o valor era de R$ 440 bilhões, um salto de mais de R$ 270 bilhões no período.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Estado. O crescimento nominal leva em conta a inflação.

Representando a maior fatia do PIB paranaense em 2024, o setor de serviços alcançou R$ 394 bilhões, seguido pela indústria, com um valor de R$ 164 bilhões. O resultado desses setores, segundo o Ipardes, pode ser atribuído principalmente à queda do desemprego e aumento do salário, o que permitiu que as famílias consumissem mais.

Destacando o quarto trimestre de 2024, o valor acrescentado ao PIB do estado foi de R$ 176 bilhões. Desse total, R$ 100 bilhões vieram do setor de serviços, R$ 42 bilhões da atividade industrial e seis bilhões de reais da agropecuária.

Fonte: BandNews Fotos: Jaelson Lucas / Arquivo AEN

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Preços do trigo seguem em alta no Sul do Brasil

De acordo com a TF Agroeconômica, os preços do trigo continuam subindo nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. No Rio Grande do Sul, o menor preço CIF já chega a R$ 1.500/t, enquanto os importados ultrapassam os R$ 1.700/t. No mercado local, os moinhos estão avaliando ofertas para retirada entre março e abril, com preços de R$ 1.380 a R$ 1.400/t. Apesar disso, há muitas reclamações sobre a baixa moagem e margens apertadas, com vendedores pedindo de R$ 1.400 a R$ 1.500/t. O preço da pedra em Panambi subiu para R$ 71,00 a saca, um reflexo da pressão sobre os custos de produção.

Em Santa Catarina, os vendedores estão aumentando as pedidas para R$ 1.500/t, o que tem dificultado ainda mais as operações dos moinhos. Muitas unidades enfrentam grandes estoques de matéria-prima e farinha, o que impede ajustes mais favoráveis nos preços. Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 71,00 e R$ 80,00 a saca, com destaque para Joaçaba (R$ 79,00) e Rio do Sul (R$ 80,00). As ofertas do Rio Grande do Sul a R$ 1.450 FOB também limitam as margens de lucro dos moinhos catarinenses.

No Paraná, a chegada de dois navios com trigo argentino, totalizando 60 mil toneladas, está prevista para esta semana, com preços de US$ 290 a US$ 300/t. Embora o estado tenha vantagens devido à produção de farinhas tipo 0000, que competem com as argentinas, os preços do trigo no Paraná continuam subindo. As ofertas para o trigo FOB variam de R$ 1.550 a R$ 1.600/t, com poucas ofertas de trigo branqueador acima de R$ 1.700/t. O Deral destacou que, apesar de uma previsão de redução de área de 20 a 25%, a produtividade e a produção podem aumentar. A margem de lucro dos produtores paranaenses subiu para 11,94%, refletindo o aumento no preço médio da saca, que chegou a R$ 76,88.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Divulgação