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Vazio sanitário da soja passa a valer em todo o Paraná desde o último dia 21

Neste sábado (21), a região 1, que é composta pelo Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral do Paraná, completa o escalonamento estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de vazio sanitário da soja no Estado. As demais regiões do Paraná já entraram no período no início do mês.

A medida, que vai até 19 de setembro na região, é uma forma de diminuir a proliferação do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, doença mais severa da cultura da soja, que pode causar perdas de até 90% de produtividade se não controlada. 

Durante o vazio sanitário não é permitido cultivar ou manter plantas vivas de soja no campo, com o objetivo de que não se tornem hospedeiras do fungo e fonte de multiplicação da doença no ciclo do grão.

No Paraná, os períodos do vazio sanitário foram escalonados em três etapas, conforme os diversos microclimas do Estado. A definição foi feita pelo Mapa, com o objetivo de estabelecer os períodos mais adequados para o plantio e reduzir a propagação do fungo.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), vinculada à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, é responsável pela fiscalização em todo o território paranaense, devendo aplicar as penalidades previstas em legislação aos produtores que não fizerem a erradicação das plantas vivas de soja durante o período do vazio sanitário. Também cabe à autarquia o controle e cumprimento das datas para a janela de plantio da cultura no Estado.

O Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar (DESV) reforça que é importante que todos os agricultores adotem esse cuidado em suas propriedades. A agência destaca que a medida sanitária somente será efetiva com o monitoramento de todos os locais que possam conter plantas vivas de soja e a eliminação imediata caso alguma seja detectada.

REGIÕES E DATAS – A Portaria n.º 1.271, de 30 de abril de 2025, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, estabelece as normas para o vazio sanitário da soja.

Confira:

Na Região 1, que abrange os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral do Paraná, o vazio sanitário inicia em 21 de junho e segue até 19 de setembro. O plantio poderá ser realizado de 20 de setembro de 2025 até 20 de janeiro de 2026.

Região 2, que abrange Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste do Paraná, começou em 02 de junho e segue até 31 de agosto, com semeadura a partir de 1º de setembro e se encerrando em 31 de dezembro.

Na Região 3, que compreende os municípios do Sudoeste do Estado, o vazio sanitário começou em 12 de junho e termina em 10 de setembro. A semeadura está autorizada entre 11 de setembro e 10 de janeiro de 2026.

Fonte: AEN Foto: Divulgação

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Frio extremo e risco de ‘geada negra’ podem causar prejuízos na agricultura do Paraná

Desde esta segunda-feira (23), a meteorologia alertava que esta terça-feira (24) pode ser o dia mais frio do ano no Paraná, com previsão de geadas em várias partes do Estado. Poderia haver até mesmo a ocorrência da “geada negra”, um dos grandes medos para a agricultura.

A expectativa de formação de geada nesta terça é mais intensa no Sudoeste e Oeste paranaenses. Lá, os ventos terão intensidade fraca, o que favorece a formação do fenômeno. No Centro-Sul há a possibilidade de formação de geada negra localizada.

“Este fenômeno é conhecido pelo congelamento da seiva das plantas, ou seja, o congelamento interno, somado ao frio intenso e aos ventos que sopram de moderada a forte intensidade, e também à baixa umidade relativa do ar. Ele provoca um aspecto escuro, de necrose das plantas, levando à morte das culturas”, detalha Furlan.

No Sudoeste, Oeste, faixa Norte e Noroeste, há possibilidade para a formação de geada branca (geada característica), de fraca a moderada intensidade.

Grande Curitiba

Na Região Metropolitana de Curitiba também há possibilidade de gerada, principalmente em região de baixadas. Mas, como os ventos serão moderados, o risco é um pouco menor em comparação à quarta-feira, onde a possibilidade para a geada de moderada a forte intensidade é muito mais abrangente.

Para amanhã há previsão de geada forte no Centro-Sul e Sudoeste (regiões de São Mateus do Sul e União da Vitória).

As temperaturas ainda seguem baixas, com 0°C na maioria dos municípios, mas com registros negativos mais de forma pontual, especialmente nas regiões de Pato Branco, Palmas, General Carneiro, Guarapuava, Palotina, Assis Chateaubriand e Cascavel.

Além das lavouras, a produção de hortifrutis também se preocupa com o frio extremo nos próximos dias, sobretudo as culturas de folhas.

O frio intenso pode causar prejuízos em diversas explorações agrícolas, como hortaliças, tomate, milho, café, pastagens e frutíferas tropicais.

Alerta

Para ajudar os produtores paranaenses, o IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater) e o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) desenvolvem o Alerta Geada, que avisa sobre os eventos climáticos mais severos no inverno.

O Alerta Geada também é uma ferramenta que auxilia os produtores e hoje atende diversas atividades agropecuárias – avicultura, suinocultura, horticultura e silvicultura, por exemplo. Ele ainda beneficia outros setores da economia, como turismo, comércio, mercado financeiro e construção civil.

Geada negra dizimou cafezais do Paraná

Há 50 anos, a geada negra dizimou os cafezais do Paraná. Foi em 1975, causando a maior crise da história da agropecuária do Paraná. No dia 18 de julho de 1975, o solo de boa parte do território paranaense amanheceu coberto por uma espessa camada de gelo provocada pela geada negra.

A produção do Norte, Norte Pioneiro e Noroeste do Estado praticamente acabou com o fenômeno. Isso provocou um impacto econômico sem precedentes no Paraná, além de ter iniciado um grande êxodo do campo para as cidades.

Cidades como Londrina, então conhecida como Capital Mundial do Café, viram a economia definhar, marcando o fim da monocultura na região, embora ao longo dos anos a cultura tenha voltado a ser importante para a região.

As condições para a formação deste fenómeno ocorrem quando o ar é extremamente frio e também extremamente seco e o vento tem uma intensidade de moderada a forte.

O fenômeno meteorológico da baixa temperatura cobriu quase todo o território paranaense naquele ano, inclusive em Curitiba, que registrou a última grande nevasca na cidade.

Na Capital, desde aquele ano não voltou a nevar com tanta intensidade. Em julho e em agosto de 2013 até houve registro de neve e chuva congelada, mas sem criar um cenário nevado. Em agosto de 2020 também foi confirmada neve na Capital, mas de forma quase imperceptível.

Para a ocorrência de neve é necessário que as nuvens se encontrem em temperatura inferior a 0ºC. Isso faz com o vapor de água se condense na forma de cristais de gelo.

Fonte e Foto: Bem Paraná

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Tributação do IOF vai impactar o Plano Safra 2025/26?

A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 314/25, do líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), que suspende o decreto do governo que amenizou o aumento de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O requerimento foi aprovado. Agora, a proposta poderá ser votada nas próximas sessões do Plenário sem precisar passar antes pelas comissões da Casa.

Para Marcelo Winter, especialista em direito do agronegócio no escritório VBSO Advogados e professor do Insper, a medida é urgente diante da desorganização que a nova tributação pode causar ao setor produtivo. “Falta diálogo entre o governo e o agronegócio. Quem planta e comercializa precisa se planejar com muita atenção. Os custos de produção, os custos financeiros, o volume de investimentos. Tudo isso exige previsibilidade. Mudanças repentinas como essa impactam o risco e desorganizam todo o planejamento do setor”, afirmou.

Winter explica que o aumento do IOF sobre instrumentos financeiros eleva o custo do capital e pode restringir o acesso ao crédito, especialmente para pequenos e médios produtores. “O custo financeiro mais alto leva os produtores a reduzirem ou abandonarem suas captações. Isso significa menos recursos disponíveis para compra de insumos, o que pode comprometer a produtividade e até provocar queda de safra”, avaliou. Segundo ele, o impacto atinge diretamente a margem de lucro, que já é apertada, e pode afetar a adoção de tecnologia e investimentos em infraestrutura.

Embora a proposta do governo vise recompor o caixa por meio do aumento de tributos, Winter avalia que a estratégia é equivocada. “Essa nova tributação não é para aumentar os investimentos públicos, mas sim para cobrir despesas e cumprir metas fiscais. Isso penaliza o setor produtivo e ameaça a competitividade global do agronegócio brasileiro”, disse.

Medida preventiva

O especialista destaca ainda que a medida não afeta o Plano Safra, cujos recursos são originados de fontes constitucionais próprias. “A não aprovação da nova tributação pode representar um desafio fiscal para o governo, mas não compromete a execução do Plano Safra. O IOF não financia diretamente a agricultura e o país sempre operou sem esse imposto. É fundamental que ele seja revogado.”

A crítica ao imposto também é compartilhada pelo presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, que considera a aprovação da urgência um avanço importante para o setor. Segundo ele, os CRAs são uma das principais fontes de financiamento do Plano Safra e a tentativa de tributar essa captação em 5% teria impacto direto sobre os juros pagos pelos produtores.

“Estamos lutando para que os juros do Plano Safra não aumentem nem 1% ou 2%, e agora o governo quer tributar em 5% os recursos que sustentam o financiamento da atividade agrícola. Já estamos operando com taxas livres entre 15% e 20% ao ano. Isso é insustentável”, declarou Buffon.

Fonte e Foto: Canal Rural/Gabriel Almeida

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Baixas temperaturas impactam no andamento da colheita do milho 2ª safra em alguns estados, aponta Conab

As baixas temperaturas registradas nos últimos dias têm retardado a perda natural de umidade de grão em alguns estados. Esse cenário tem influenciado nos trabalhos de colheita, uma vez que o tempo necessário para que o cereal atinja o teor de umidade ideal para ser colhido aumenta. De acordo com o Progresso de Safra, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita atinge 3,9% da área semeada do milho 2ª, índice inferior ao registrado na média dos últimos 5 anos.

Em Mato Grosso, os trabalhos já chegam a 5,6% da área cultivada pelo cereal. O índice é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Entretanto, vale salientar que no ciclo 2023/24 o plantio do cereal no segundo ciclo teve início antecipado diante dos problemas climáticos registrados no cultivo da soja, influenciado pelo El Niño. No entanto, as boas condições das lavouras na atual safra podem contribuir para que a produtividade supere a obtida na última temporada.

No Paraná, o tempo mais seco ao longo da semana passada permitiu um avanço da colheita. Porém, as temperaturas mais baixas e as precipitações registradas no fim de semana impõem um ritmo mais lento nos trabalhos. De acordo com o Progresso, cerca de 4% da área paranaense já foram colhidas.

Em Mato Grosso do Sul, a passagem de uma frente fria não causou danos às lavouras, mas reduziu a velocidade da colheita. Os agricultores do estado já colheram 2% da área, enquanto que a média dos últimos 5 anos é de um percentual em torno de 2,7%. Por outro lado, o clima mais frio nas áreas produtoras sul-mato-grossense contribuiu para reduzir a população de insetos que poderiam prejudicar a cultura.

Em Goiás, a colheita foi iniciada no Sul do estado, mas paralisada devido à alta umidade dos grãos. Em Minas Gerais, os produtores também aguardam uma maior redução da umidade dos grãos para acelerarem os trabalhos. Já em São Paulo, as chuvas registradas são mais um fator para o atraso do início da colheita.

Outros produtos – Se o clima mais frio influencia no atraso da colheita do milho, as baixas temperaturas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras de trigo. No Paraná, a semeadura do cereal avança e as áreas implantadas apresentaram bom desenvolvimento, beneficiadas pelas temperaturas mais baixas e pelos níveis adequados de umidade no solo. Já no Rio Grande do Sul, após as chuvas das semanas anteriores, os produtores aproveitaram o tempo seco para realizar a semeadura da cultura. As lavouras implantadas anteriormente apresentaram boas condições de emergência e estabelecimento inicial.

Outras informações sobre estágios de crescimento e desenvolvimento das lavouras das principais culturas do país, bem como as condições meteorológicas, estão disponíveis no site da Companhia.

Fonte: Conab Fonte: Divulgação

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Safra 25/26: o que deve influenciar o mercado da soja e milho?

Com o fim da colheita da soja e o início da colheita do milho safrinha, grande parte das estruturas de armazenamento e logísticas ainda estão ocupada pelos estoques da supersafra de soja, o que dificulta o recebimento do milho recém-colhido. O cenário pressiona a cadeia produtiva e pode gerar efeitos sobre o próximo ciclo.

Para a safra 2025/26, o cenário vai além das condições climáticas e da produtividade no campo. Fatores geopolíticos, econômicos e institucionais devem influenciar as decisões estratégicas do setor. A escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, o comportamento da inflação global, a guerra entre Irã e Israel, a transição energética e a corrida eleitoral no Brasil surgem como pontos centrais para a formação de preços, o fluxo de exportações e a competitividade do agro nacional.

Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro, destaca que “essa análise oferece uma leitura estratégica que vai além do curto prazo. Entender os vetores de transformação ajuda o produtor rural a se antecipar e se posicionar melhor frente a um mercado cada vez mais volátil e interligado globalmente”.

A relação entre Estados Unidos e China continua como um fator relevante para o agronegócio brasileiro. O cenário permanece incerto. A manutenção das tarifas contra produtos chineses pode favorecer as exportações do Brasil. Por outro lado, um acordo entre os dois países pode redirecionar a demanda para os norte-americanos. O conflito entre Irã e Israel também preocupa. A instabilidade no Oriente Médio impacta a volatilidade dos preços internacionais do petróleo e a oferta global de fertilizantes. O Irã é um dos principais fornecedores de ureia, insumo essencial para culturas brasileiras. Qualquer interrupção nas exportações iranianas pode gerar escassez e elevar os custos de produção no Brasil, além de pressionar o câmbio e aumentar os custos logísticos com a alta do petróleo. Jordy avalia que “é importante lembrar que o Brasil colheu uma safra recorde de soja em 2024/25, o que pode ampliar sua competitividade dos preços no mercado internacional. A disputa entre EUA e China, ao mesmo tempo que abre oportunidades para o agro brasileiro, também impõe riscos que não podem ser ignorados. Da mesma forma, a instabilidade no Oriente Médio, especialmente em países-chave para o fornecimento de insumos, pode comprometer o equilíbrio de custos e impactar a rentabilidade do setor”.

No campo econômico, o ambiente macro começa a apresentar sinais de melhora. Apesar da pressão sobre o crédito agrícola, o cenário atual já não é tão negativo quanto nos meses anteriores. A expectativa é de queda dos juros ainda neste ano, influenciada por um câmbio mais baixo, com reflexos da desvalorização do dólar em meio às incertezas políticas nos Estados Unidos. O risco fiscal brasileiro, no entanto, segue como ponto de atenção e pode impactar o Real. Jordy avalia que “apesar das incertezas, caso a inflação global desacelere nos próximos trimestres, há espaço para redução nos custos de insumos, o que tende a estimular a demanda e sustentar os preços agrícolas no médio prazo”.

A previsão de um cenário climático neutro para o próximo ciclo reduz o risco de eventos extremos, como secas prolongadas ou chuvas excessivas. A estabilidade climática pode beneficiar a produtividade e a logística das lavouras. Especialistas, contudo, alertam para a possibilidade de eventos localizados que afetem algumas regiões, mesmo em um contexto global favorável.

No mercado internacional, o equilíbrio entre oferta e demanda global de grãos passa por uma nova configuração. Os estoques de soja seguem elevados após sucessivas supersafras, enquanto a demanda da China apresenta sinais de estabilização. No milho, a ampliação da área plantada nos Estados Unidos deve contribuir para a recomposição dos estoques e aumentar a oferta global. O consumo interno brasileiro, impulsionado pela produção de etanol e pelo setor de nutrição animal, tem sustentado os preços regionais. No entanto, a expectativa de estoques mais robustos, especialmente na Bolsa de Chicago, pode gerar pressão de baixa sobre as cotações nos próximos ciclos.

A transição energética também começa a redesenhar o mercado de milho no Brasil. O avanço de usinas de etanol de milho reposiciona o cereal como insumo estratégico na matriz energética nacional. Novos projetos estão em implantação e o país pode se tornar o segundo maior produtor mundial de etanol de milho. Jordy destaca que “estamos diante de uma mudança de paradigma na destinação do milho no Brasil, com reflexos diretos sobre oferta, preço e fluxo logístico”.

A eleição presidencial de 2026 adiciona mais um elemento de incerteza. As definições sobre política fiscal, crédito rural, tributos e relações comerciais podem afetar o setor. Medidas populistas podem alterar o ambiente de negócios, enquanto a possibilidade de novos acordos internacionais pode abrir mercados para o agro brasileiro. A volatilidade cambial, comum em anos eleitorais, já preocupa o setor. Jordy afirma que “as eleições de 2026 terão papel central na definição do ambiente regulatório e fiscal do agronegócio. É importante que o produtor esteja atento ao comportamento dos mercados e às propostas em debate”.

Fonte: Agrolink/ Seane Lennon Foto: Canva

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Paraná tem operação contra adulteração em cargas de grãos

Uma pessoa foi presa e 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos durante uma operação para combater a adulteração em cargas de grãos. A ação, da Polícia Federal, foi realizada nesta terça-feira (17) em São José dos Pinhais, Paranaguá, Pontal do Paraná e Morretes, além de Cuiabá, no Mato Grosso.

As operações Grãos Limpos e Grãos Puros têm o objetivo de apurar e reprimir fraudes na adulteração de cargas de grãos. As ações contam com o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária.

As investigações prosseguem com a análise do material apreendido. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de falsificação, fraude no comércio, associação criminosa, entre outros.

Fonte e Foto: Band News

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PIB do Paraná cresce o dobro da média nacional e supera os de potências globais

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 5% no 1º trimestre de 2025 na comparação com o mesmo período do ano passado. O índice, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com base nos dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é quase o dobro da média nacional (2,8%) e posiciona o Estado acima de potências globais, como Estados Unidos (2,1%) e os principais países europeus.

De acordo com o levantamento, o valor total do PIB do Paraná de janeiro a março foi de R$ 210,9 bilhões. Deste montante, R$ 37,9 bilhões são oriundos da atividade agropecuária, o que equivale a 18%. Outros R$ 41,4 bilhões foram produzidos pela indústria (19,6%) e R$ 108,1 bilhões pelo setor de serviços (51,3%), sendo os R$ 23,5 bilhões restantes de impostos (11,1%).

Segundo o Ipardes, o bom desempenho do 1º trimestre está ligado, sobretudo, às atividades de refino de petróleo, produção de veículos automotores, máquinas e equipamentos e geração de energia elétrica, que apresentaram fortes acréscimos de produção no 1º trimestre de 2025, no confronto com os três primeiros meses do ano passado.

Setores com maior crescimento

O maior crescimento estadual aconteceu no setor agropecuário, que registrou alta de 13,08% no 1º trimestre, acima da média nacional de 10,17%. O resultado foi impulsionado, principalmente, pelo desempenho das cooperativas paranaenses, que lideram a produção recorde de carne de frango, suína e bovina nos três primeiros meses de 2025. Outro indicador é o milho, que mesmo com perdas climáticas deverá ter a maior safra da história neste ano.

A indústria também apresentou desempenho expressivo, com crescimento de 5,92%, superior ao índice nacional de 2,4%. O avanço tem sido impulsionado pela instalação de novas fábricas em diversas regiões do Estado, atraídas por um ambiente favorável aos negócios, que combina infraestrutura moderna, segurança jurídica e incentivos fiscais. Entre os setores de destaque estão o automotivo, farmacêutico, alimentício, madeireiro, eletrônico e a agroindústria de alta tecnologia.

O setor de serviços do Paraná cresceu 3,44%, frente aos 2,09% registrados no Brasil, puxado pelos serviços prestados às famílias do Estado, como as atividades de alojamento e alimentação. A performance destes segmentos pode ser explicada pelo aumento da renda média da população e pelo aquecimento do consumo das famílias. O Paraná encerrou o último trimestre de 2024 com a menor taxa de desemprego da sua história: 3,3%. No mesmo período, a renda média dos trabalhadores cresceu 19,2%, a maior entre os estados das regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste.

Fonte: CBN com informações da AEN/PR Foto: Divulgação

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BNDES aprova financiamento de R$ 133 milhões à Coopavel

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 133,2 milhões à Coopavel Cooperativa Agroindustrial. A operação foi estruturada no âmbito do Plano Safra, com recursos do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e do Prodecoop. O projeto, cujo investimento total é de R$ 144,3 milhões viabiliza o crescimento e a sustentabilidade das operações da cooperativa paranaense.

A operação prevê à ampliação e modernização das unidades de recebimento de grãos e comercialização de insumos agrícolas nos distritos de Santo Izidoro, em Três Barras, e Nova União, em Céu Azul, ambas no Paraná. Após a conclusão dos investimentos, a capacidade de armazenagem da unidade de Santo Izidoro será de cerca de 7,6 mil toneladas, com movimentação diária de 5 mil toneladas de grãos. A unidade de Nova União terá capacidade para 12 mil toneladas, também com movimentação diária de 5 mil toneladas.

O financiamento também permitirá a modernização dos frigoríficos de aves e suínos, a ampliação do sistema de captação e tratamento de água, a modernização das estações de separação e compostagem de resíduos sólidos e a construção de um novo centro de triagem de resíduos sólidos no Centro Tecnológico Coopavel.

Outro destaque do apoio é a construção de uma nova fábrica de embalagens em um terreno localizado no Bairro Universitário, em Cascavel, onde funcionava o primeiro frigorífico da cooperativa, hoje desativado. O empreendimento abrigará unidades para a fabricação de etiquetas e rótulos, cartonagem (caixas de papelão), sacarias e bags, frascos e galões, e peças plásticas flexíveis. A produção estimada da nova planta inclui 1,2 milhão de metros lineares de etiquetas e rótulos por mês, 5,3 milhões de caixas por mês (aproximadamente 1,3 mil toneladas), 1,3 milhão de sacos e 30,6 mil bags por mês, 1,45 milhão de frascos por mês e 5.215 toneladas mensais de peças plásticas flexíveis.

Além disso, uma nova linha de produção de ração para peixes será construída em galpão anexo às atuais fábricas de ração da Coopavel. A estimativa é que a capacidade de produção total de ração aumente de 630 mil para 690 mil toneladas/ano.

O sistema de captação e tratamento de água do Complexo Industrial da Coopavel também será ampliado, com a construção de uma barragem de captação, casa de bombas e uma adutora de 2.500 metros, para transportar a água bruta do Rio Barreiros até a lagoa de armazenamento e posterior tratamento na Estação de Tratamento de Água (ETA). Também será reformado um reservatório para água potável.

A ampliação da unidade de compostagem de resíduos orgânicos do Complexo Industrial aumentará a área disponível para compostagem em 1.200 m², viabilizando a produção de composto com potencial de uso agronômico. Já a nova Unidade de Triagem e Reciclagem de Resíduos Sólidos, no Centro Tecnológico Coopavel, será destinada à gestão dos resíduos gerados pelos eventos realizados no espaço do Show Rural Coopavel, que, somente em 2024, gerou mais de 240 toneladas de resíduos.

“O BNDES desempenha um papel importantíssimo para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Nesse projeto, serão beneficiados milhares de produtores rurais que dependem da criação de pequenos animais para o desenvolvimento das suas propriedades, melhorando a margem de lucro. Uma parte substancial dos recursos será destinada à ampliação de armazéns para recepção de grãos e à modernização de agroindústrias, melhorando nossa competitividade e levando, inclusive, ao lançamento de novos produtos para o mercado interno e externo, afirma o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.

“O financiamento de R$ 133 milhões do BNDES à Coopavel viabiliza uma importante ampliação da infraestrutura de armazenagem e de modernização do parque fabril com impactos positivos para o setor. Sob orientação do presidente Lula, o BNDES tem atuado fortemente para construir uma agroindústria cada vez mais produtiva, sustentável e inovadora”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Fonte e Foto: Gazeta do Povo

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Congresso Brasileiro de Soja debaterá 100 anos de soja no Brasil vislumbrando o amanhã

A 10ª edição do Congresso Brasileiro de Soja (CBSoja) e do Mercosoja 2025 será realizada de 21 a 24 de julho de 2025, em Campinas (SP), pela Embrapa Soja. Para esta edição comemorativa dos 50 anos da Embrapa Soja, o tema central dos eventos será os 100 anos de soja no Brasil: pilares para o amanhã. Considerado o maior fórum técnico-científico da cadeia produtiva da soja na América do Sul, a expectativa da comissão organizadora do CBSoja e do Mercosoja é reunir cerca de 2 mil participantes de diferentes segmentos.

A agenda técnica está composta de temáticas referentes aos últimos avanços da ciência para a cultura da soja, assim como contribuições relevantes sobre temas que vêm impactando o cotidiano da cadeia produtiva, sejam processos e práticas ou inovações. “Construímos uma programação com foco em temas que enfatizem a agregação de valor e o desenvolvimento de uma agricultura sustentável, pautada em tecnologia e inovação”, ressalta o presidente do CBSoja, Fernando Henning, pesquisador da Embrapa Soja.

A programação técnica contará com quatro conferências e nove painéis em que serão realizadas mais de 50 palestras com especialistas nacionais e internacionais de vários segmentos ligados ao complexo soja. “Priorizamos quatro palestras dedicadas aos desafios logísticos do Mercosul, assim como questões referentes à biotecnologia e à propriedade intelectual na região”, detalha Henning.

Outra inovação na programação do CBSoja será a realização do Mãos à Obra, um espaço dedicado ao debate de questões práticas em cinco grandes temas: Fertilidade do solo e adubação, Manejo de nematoides, Plantas daninhas, Bioinsumos e Impedimentos ao desenvolvimento radicular. Também haverá um workshop internacional Soybean2035: A decadal vision for soybean biotechnology, cujo objetivo é debater os próximos 10 anos das ferramentas biotecnológicas na soja, com palestrantes da China, Estados Unidos, Canadá e Brasil.

Sessão pôster

A comissão organizadora aprovou 328 trabalhos técnico-científicos que serão distribuídos em nove sessões temáticas: 1) Ecologia, Fisiologia e Práticas Culturais, 2) Entomologia, 3) Fitopatologia, 4) Genética, Melhoramento e Biotecnologia, 5) Nutrição Vegetal, Fertilidade e Biologia dos Solos, 6) Plantas Daninhas, 7) Pós-Colheita e Segurança Alimentar, 8) Tecnologia de Sementes e 9) Transferência de Tecnologia, Economia Rural e Socioeconomia. Os trabalhos serão apresentados em sessão pôster, cujos autores estarão presentes para esclarecimento de dúvidas, em horário definido na programação.

Histórico da soja e papel da Embrapa Soja

Há quatro mil anos, a soja era uma planta selvagem, que crescia na costa leste da Ásia. De acordo com a publicação “A saga da soja: de 1050 a.C. a 2050 d.C”, editada pela Embrapa Soja, a soja chegou ao Brasil pela Bahia, em 1882, quando foram realizados os primeiros testes com cultivares introduzidas dos Estados Unidos, mas não houve sucesso. Somente após ser introduzida no Rio Grande do Sul, em 1914, para testes, e a partir de 1924, em plantios comerciais, é que a soja apresentou adaptação. Porém, a soja obteve importância econômica somente na década de 1960.

Até o final da década de 1970, os plantios comerciais de soja no mundo restringiam-se a regiões de climas temperados e sub-tropicais, cujas latitudes estavam próximas ou superiores aos 30º. O produtor brasileiro tinha que usar as cultivares importadas dos Estados Unidos que eram adaptadas apenas para a região Sul do Brasil. Com as pesquisas da Embrapa, foi possível romper essa barreira, desenvolvendo variedades adaptadas às condições tropicais com baixas latitudes, permitindo o cultivo da oleaginosa em todo o território brasileiro.

Além do desenvolvimento de novas cultivares, a Embrapa e seus parceiros criaram um sistema de produção de soja tropical. Isso inclui recuperação/manutenção da fertilidade do solo, técnicas de manejo da cultura, controle de plantas daninhas e pragas e doenças, melhoria da qualidade das sementes, entre outras. Esse conjunto de tecnologias tem permitido a sustentabilidade agrícola da cultura da soja no Brasil. A Embrapa Soja foi criada em 16 de abril de 1975, com o propósito de desenvolver tecnologias que viabilizassem a produção de soja no Brasil. Foi além, tornou-se referência mundial em pesquisa dessa oleaginosa para regiões tropicais.

Na safra 2024/25, o Brasil produziu aproximadamente 167 milhões de toneladas de soja, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que mantém o País na liderança mundial da produção do grão, seguida dos Estados Unidos e da Argentina. Historicamente, a Embrapa Soja, vem liderando redes de pesquisa para geração de soluções sustentáveis para incrementar a produção da leguminosa, reduzir os custos de produção e as emissões de CO2 relacionadas a sua produção além de aumentar a renda dos produtores.

Mais informações na página do evento www.cbsoja.com.br.

Fonte: Assessoria de Imprensa Embrapa Soja Foto: Antonio Neto/RRRufino

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PR e SC crescem e deixam RS para trás no PIB

Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) da Região Sul cresceu acima da média nacional no primeiro trimestre de 2025, com destaque para aumentos expressivos de Paraná e Santa Catarina. Por outro lado, o Rio Grande do Sul se manteve estável e não acompanhou os vizinhos da região.

Segundo o FGV Ibre, o crescimento do PIB do Paraná foi de 5,9% e o de Santa Catarina foi de 5,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. No caso do estado gaúcho, não houve variação positiva nem negativa em relação aos três primeiros meses de 2024. A média nacional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 2,9%.

“Esse retrato bem discrepante não é de agora. Já estamos percebendo há algum tempo que o Rio Grande do Sul vem com esse perfil de uma magnitude de crescimento abaixo da dos vizinhos”, explica a pesquisadora do FGV Ibre e coordenadora do Monitor do PIB, Juliana Trece.

De acordo com ela, o que levou o Rio Grande do Sul mais para baixo foi o setor de serviços, que apresentou recuo de 1,1% no período. Dentro desse setor, o segmento de serviços prestados às empresas teve peso preponderante para o resultado — segundo o IBGE, a queda foi de 21,4%.

“Essa é uma parte bastante importante que pesa na economia, não só no PIB, mas também no emprego. E isso não está acontecendo nos outros estados do Sul”, complementa a pesquisadora.

A agropecuária foi o setor responsável pelo avanço do Paraná (17,6%) e de Santa Catarina (12,3%). O principal destaque paranaense foi a soja, que respondeu por cerca de 50%. Por sua vez, os catarinenses cresceram especialmente por causa da produção de fumo. No Rio Grande do Sul, a situação só não foi pior devido às contribuições da produção de arroz, fumo e uva, crescendo 2,7% no trimestre.

Apesar do destaque para a agropecuária, o PIB da indústria também avançou nos três estados do Sul, puxado principalmente pela indústria da transformação. O maior crescimento foi de Santa Catarina (7,6%), sendo que a indústria de transformação respondeu por 50% — a fabricação de máquinas e veículos automotores ficou em evidência.

Esse resultado é consequência de um crescimento que vem se intensificando desde 2017 e que é confirmado agora em 2025. “Quando olhamos o dado de um trimestre, poderia ter uma queda e mesmo assim não romperia um ciclo virtuoso de Santa Catarina. O trimestre acaba reforçando a narrativa de que Santa Catarina vem muito bem na indústria, com crescimento disseminado em vários segmentos industriais”, analisa Juliana Trece, do FGV IBre.

A indústria do Paraná, que cresceu 4,9%, encontrou mais tração na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, fabricação de produtos químicos e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias – estas respondem por 60% da produção industrial no estado. No Rio Grande do Sul, o principal destaque foi o segmento de fabricação de máquinas e equipamentos, mas o crescimento do setor industrial no estado gaúcho ficou em apenas 0,9%.

O desempenho da indústria no Paraná e no Rio Grande do Sul foi afetado pela baixa atividade da construção. Santa Catarina foi para o outro extremo nesse setor, com crescimento interanual de pessoal ocupado no setor da construção, diferentemente dos vizinhos que não registraram aumento no primeiro trimestre — esses dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE (PNAD Contínua).

Fonte e Foto: Gazeta do Povo