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Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu vai dobrar movimentação de cargas na tríplice fronteira

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou no último dia 2 do lançamento do projeto do novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, que deve dobrar e modernizar a movimentação de cargas na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. A estrutura será construída pela empresa Multilog, que venceu a licitação promovida pela Receita Federal e já é responsável pela operação do atual porto seco do município.

Com investimento previsto de R$ 500 milhões, a nova unidade alfandegada será instalada em uma área de 550 mil metros quadrados, às margens da rodovia BR-277, fora da área urbana da cidade, e de fácil acesso à Perimetral Leste e à Ponte de Integração Brasil-Paraguai, obras do Governo do Estado, governo federal e Itaipu Binacional. O terminal terá uma infraestrutura mais ampla e robusta que a atual, facilitando o comércio entre os três países, além da previsão de gerar 3 mil empregos diretos e indiretos.

“Paraguai e Argentina são parceiros estratégicos do Paraná que, por sua localização na região, têm a vocação de ser a central logística da América do Sul, ajudando no desenvolvimento da região”, afirmou Ratinho Junior. “Foz do Iguaçu é a porta de entrada no Brasil dos produtos que vêm do Paraguai e Argentina, e tem que estar preparada para isso”.

Para consolidar esse projeto de hub logístico, Ratinho Junior destacou os grandes investimentos que têm sido feitos desde o início de sua gestão para fortalecer os diferentes modais logísticos. Por estar localizada em uma área de fronteira, com grande potencial turístico e logístico, Foz do Iguaçu recebe obras importantes, como a Ponte de Integração, a Perimetral Leste, a duplicação da Rodovia das Cataratas e a modernização do Aeroporto Internacional das Cataratas, inclusive com concessão à iniciativa privada.

“E este projeto do porto seco se une aos demais, dando mais agilidade aos processos logísticos, no desembaraço alfandegário, facilitando o transporte de produtos. Tudo isso potencializa a atração de investimentos ao município”, ressaltou o governador.

“Temos um projeto multimodal para a região. O modal aéreo recebeu investimentos para ampliação da pista e já está com a concessão, para ter um aeroporto com voos internacionais maiores”, explicou o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. “Também estamos trabalhando com o modal ferroviário, com o projeto da Nova Ferroeste, para avançar com os trilhos no Oeste e resolver os gargalos até chegar ao Porto de Paranaguá. E em rodovias estamos trabalhando praticamente em toda a região, com investimentos bilionários”.

Maior da América Latina

Um dos principais operadores logísticos do Brasil, a Multilog administra desde 2016 o atual Porto Seco de Foz do Iguaçu, que foi construído nos anos 1980 e já está com sua capacidade de operação saturada. Porém, mesmo instalado no perímetro urbano do município, o terminal é o maior da América Latina em termos de movimentações de cargas terrestres. Somente em 2022, foram US$ 6,5 bilhões em cargas transportadas por 201,2 mil caminhões.

“Foz do Iguaçu é muito estratégica para o comércio internacional da tríplice fronteira. A nova área será três vezes maior que a atual, já prevendo o crescimento da movimentação na região”, destacou o presidente da Multilog, Djalma Vilela. “Trabalhamos incluindo o cenário da nova ponte e da perimetral, que também são importantes para o fortalecimento do comércio internacional. Tanto que a obra deve ser finalizada de forma sincronizada com esses projetos, com a previsão de ser entregue no final de 2025”.

Nova estrutura

O projeto foi dividido em duas etapas – a primeira começa a ser executada ainda neste semestre, com investimento inicial de R$ 240 milhões. Esta fase inclui a área de pátio, de 197 mil metros quadrados, destinada aos caminhões.

A parte de armazenagem e vistoria terá 7,2 mil metros quadrados de área coberta fechada, incluindo mais de 600 metros quadrados de câmara fria, com três docas exclusivas para o armazenamento de produtos que necessitam de temperaturas controladas.

A estrutura também contará com equipamentos modernos, como balanças de elevada precisão e scanner de cargas. Em termos de segurança, serão instaladas câmeras avançadas para vigilância interna e externa. Haverá quatro portões de entrada de veículos e dois de saída, com uma entrada e saída para cargas especiais com altura e largura excedentes. Os acessos terão sistemas de pesagem e identificação de veículos totalmente automatizados.

O complexo terá ainda com uma área de 1,9 mil metros quadrados destinada aos motoristas, dividida em oito espaços distintos, sendo sete deles internos ao porto seco, e um externo, localizado no bolsão de acesso. Os espaços vão contar com sanitários e áreas para descanso e permanência.

Comércio Exterior

Paraguai e Argentina estão entre os principais parceiros comerciais do Paraná. Em 2023, o comércio de produtos paranaenses para a Argentina atingiu uma receita de aproximadamente US$ 1,6 bilhão, montante que perde apenas para as exportações para a China no período. Já o Paraguai foi o oitavo destino no mercado internacional do Paraná, com US$ 619,6 milhões movimentados no ano passado.

A parceria com os dois países contribuiu para manter a balança comercial paranaense em alta no ano passado. As exportações do Estado cresceram 13,7% em 2023, chegando a um montante de US$ 25,2 bilhões. Foi o maior na região Sul, segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

“Temos um trabalho importante de abertura de portas no mercado internacional, mas não podemos esquecer das nossas fronteiras mais próximas. É importante aprimorar esse comércio e, junto com a iniciativa privada, para destravar essa pauta de importação, principalmente de grãos, para atender a demanda própria, mas também para exportar pelo Porto de Paranaguá”, destacou o diretor-presidente, Eduardo Bekin.

Fonte e Foto: AEN

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Cenário volta a congelar preços do milho

No mercado de milho do estado do milho do Rio Grande do Sul, o cenário de caos volta a congelar os preços e a negociação segue em tons mornos, de acordo com a TF Agroeconômica. O mercado de milho gaúcho está lateralizado, com indústrias cobertas todo maio, e buscando ofertas já para safrinha. Nas indicações de fábricas hoje nada mudou: Santa Rosa a R$ 58,00; Não-Me-Toque a R$ 59,00; Marau, Gaurama e Frederico a R$ 60,00; Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro a R$ 61,00. Preços de pedra a R$ 52,00 a saca. Não ouvimos reportes de negócios”, comenta.

Santa Catarina iniciou a semana em ritmo lento. “Produtores com pedidas ao menos R$ 3,00 acima, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 62,00 no interior e R$ 64,00 CIF fábricas. Indicações de R$ 62,00 em Concórdia e Campos Novos; R$ 61,50 em Chapecó, R$ 65,00 em Rio do Sul. Ofertas se iniciam a R$ 65 no oeste e R$ 64,00 no extremo oeste. Não se ouviram reportes de negócios”, completa.

Apesar dos desafios iniciais, compradores apostam em volumes bons na safrinha do Paraná. “Indicações andando de lado, e caindo um pouco no centro-sul, o que reflete o desinteresse do porto em tomar lotes. No norte, indicações entre R$ 55,00 a R$ 56,00; Cascavel a R$ 51,00; Campos Gerais R$ 56,50 (-R$ 0,50) e Guarapuava a R$ 57,00. Pedidas a partir de R$ 58,00 em todo o estado, com lotes mais concentrados em R$ 60,00 FOB interior”, indica.

No Mato Grosso do Sul as ofertas distanciam até R$ 4,00 com indicações cerca de R$ 1,00 abaixo. “Em Maracaju, indicações de R$ 46,00 (-R$ 1,00); Dourados a R$ 45,00 (-R$ 1,00); Naviraí R$ 45,00, e São Gabriel a R$ 46,00 (-R$ 2,00). Mercado apresentou ritmo bastante lento, onde produtores iniciam pedidas a R$ 48,00. Em negócios pontuais, 700 toneladas foram negociadas com entrega maio em Itumbiara, a R$ 46,00 posto na fábrica. Ademais, ritmo bastante lento”, conclui.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Divulgação

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Inscrições abertas para curso de capacitação em Legislação de Semente

A Fundação Pró-Sementes no próximo dia 28 de maio irá promover o curso de capacitação em Legislação de Semente, em Londrina, com duração de 8 horas, sendo ministrado pelo instrutor Eng. Agr. Dr. Jonas F. Pinto. O curso conta com apoio Apasem e Abrasem e tem vagas limitadas.

Mais informações e inscrições é só acessar www.capacitacaofps.com.br

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Programa de drones na agricultura será lançado hoje

O Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), conhecido por sua expertise em tecnologia de aplicação e segurança com agroquímicos na América Latina, estabeleceu uma nova parceria com a Coopercitrus. Juntos, eles têm como objetivo disponibilizar tecnologia de Aplicação de defensivos agrícolas por meio de Drones para pequenas e médias propriedades.

O lançamento oficial do programa ocorrerá no dia 2 de maio, às 15h, no estande do Programa Aplique Bem, na área temática do IAC – Instituto Agronômico, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, na Agrishow. Estarão presentes no evento o secretário de Agricultura de SP, Guilherme Piai Filizzola, o coordenador do Drones SP, pesquisador científico Hamilton Ramos, e representantes da Coopercitrus.

O Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC) desempenha um papel fundamental na modernização da agricultura brasileira. Localizado em uma área de 110 mil m² próxima à Serra do Japi, o CEA realiza pesquisas e fornece serviços em mecanização, agricultura regenerativa, meio ambiente e segurança no manuseio de agroquímicos. Atualmente, lidera mais de 30 projetos de ponta em diversas áreas, como uva, cana-de-açúcar, agricultura por imagem e tecnologia de aplicação de agroquímicos.

A Coopercitrus, sediada em Bebedouro, é a principal cooperativa do Estado de São Paulo na comercialização de insumos, máquinas e implementos agrícolas, e uma das maiores do Brasil. Com mais de 60 filiais e suporte técnico em diferentes culturas agrícolas nos estados de SP, MG e GO, conta com uma carteira de associados que ultrapassa os 35 mil agropecuaristas.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Divulgação

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CNA promove 3º Seminário Nacional de Tributação do Agronegócio

No próximo dia 22 de maio, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o portal de notícias Jota, vai promover o 3º Seminário Nacional de Tributação do Agronegócio, em Brasília.

O evento será presencial e aberto ao público, com três painéis e a presença de autoridades, mestres e doutores para ampliar o debate sobre as questões tributárias que afetam o agro e os produtores rurais.

O primeiro painel vai abordar a “Importância dos aspectos setoriais do agronegócio em assuntos tributários”, com a vice-presidente do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf), Semíramis de Oliveira Duro, o advogado e pesquisador, Pedro D’Araújo, e a assessora jurídica da CNA, Viviane Faulhaber.

No painel dois, o tema será “Aspectos setoriais que devem ser considerados na tributação do agronegócio” com a professora e advogada, Bruna Ferrari, o advogado Fábio Calcini e o professor da Universidade de São Paulo (USP), José Maria Arruda de Andrade.

O último painel traz os “Desafios dos Tribunais Superiores nas questões tributárias do agronegócio” com a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize de Almeida, o coordenador-geral de Mestrado e Doutorado em Direito da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Robson Maia Lins, e o diretor-geral da Câmara dos Deputados, Celso Corrêa.

Ao final, a CNA espera ter um diagnóstico dos problemas tributários do setor para construir soluções visando o desenvolvimento e melhoria do Sistema Tributário Nacional nos temas relacionados ao agro.

Para participar, é necessário fazer a inscrição no link: https://www.cnabrasil.org.br/eventos/iii-seminario-de-tributacao-do-agronegocio . As vagas são limitadas. Os participantes receberão certificado de horas complementares.

Serviço:

O que: 3º Seminário Nacional de Tributação do Agronegócio

Quando: 22 de maio, das 8h às 12h

Onde: Sede da CNA – SGAN 601, Módulo K, Brasília/DF

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Governo do Estado divulga pesquisa com preços das terras agricultáveis no Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento publicou nesta segunda-feira (29) um levantamento, feito em março/2024, com os preços médios das terras agrícolas. Ele pode ser usado por proprietários como parâmetro para negociações, além de ser balizador para outras entidades, como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O levantamento municipal de preço de terras no Estado é realizado pelo Deral desde 1998.

O maior preço de terra da classe A-I, considerada a melhor por ser plana, fértil, bem drenada e profunda, foi verificado em Maringá, no Norte do Estado, com R$ 175,7 mil o hectare. Outras cidades com a mesma classe e valores altos são Arapongas, Doutor Camargo, Foz do Iguaçu, Ivatuba, Paiçandu e Sarandi. Já o menor valor nesse mesmo grupo, na classe IV, que é de menor aptidão agrícola, mas ainda mecanizado, está em Adrianópolis, município do Vale do Ribeira, na Região Metropolitana de Curitiba, cujo hectare vale R$ 20,5 mil.

A média gira em torno de R$ 41 mil a R$ 96 mil para o hectare de soja, dependendo da estrutura que cada local apresente. Em 2023 a média tinha alternado entre R$ 60 mil a R$ 103 mil.

A atual classificação de terras no Estado é de 2017. O grupo A tem as classes que vão de I a IV, começando pelas áreas planas e férteis até mais declivosas ou rasas, restringindo o uso na agricultura.

Além das terras agricultáveis, há o grupo B com as classes VI e VII, para utilização em pastagens ou reflorestamento. Nesse caso, os valores levantados pelo Deral são em média de R$ 41 mil o hectare para a classe VI e de R$ 29 mil para a classe VII. Na VI vai de cerca de R$ 72,3 mil em Foz do Iguaçu a R$ 19,6 mil em São Mateus do Sul. Na VII, varia de em torno de R$ 53 mil em Rancho Alegre a R$ 13,4 mil em General Carneiro.

O grupo C classe VIII congrega as terras impróprias para agricultura, pastagem ou reflorestamento. Normalmente elas servem apenas para abrigo e proteção de fauna, flora silvestre, ou como ambiente de recreação e para fins de armazenamento de água. A média de preço está em R$ 12 mil (as máximas giram em torno de R$ 21,1 mil em Rolândia a R$ 5,5 mil em Rio Branco do Sul).

Segundo o coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral, Carlos Hugo Godinho, não é tanto o preço final conseguido pelo produtor em relação ao seu produto que pesa, mas o lucro que ele extraiu da propriedade. “A terra é um ativo muito importante e o que vale é a capacidade de retorno financeiro ao produtor”, disse. Assim, o valor de um produto precisa ser olhado levando em conta outras variáveis. Se o preço da soja cair em um determinado ano e o custo de produção também tiver redução, o produtor ainda poderá, em muitos casos, ter a mesma rentabilidade.

“Em um ano ruim como esse que passou, se o produtor conseguiu manter sua produção dentro da normalidade, teve lucratividade e a garantia de bom preço para suas terras”, salientou Godinho. Segundo ele, os preços das terras agricultáveis no Paraná, classificadas no grupo A, tiveram redução média de 5% no levantamento feito em março deste ano comparativamente a março de 2023. Esse percentual foi influenciado pela menor rentabilidade conseguida pela soja, que é o principal valor de referência na comercialização das terras no Estado.

Ele também acrescenta que uma mesma propriedade pode ter mais de uma classe. Além disso, na definição dos preços, o Deral leva em conta aspectos de infraestrutura disponível para o transporte, proximidade e acesso ao mercado consumidor, e eventuais restrições de plantio.

Outro aspecto levado em consideração na composição dos preços das terras é o potencial de cultivo. Nas áreas onde se faz a alternância do plantio de soja e trigo, as propriedades são menos valorizadas do que em regiões onde se consegue plantar até três safras de grãos consecutivas como a de verão, segunda safra e de inverno, cujo retorno econômico é possivelmente maior.

Fonte e Foto: AEN

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Soja: seguindo petróleo e cobrindo posições, Chicago estende ganhos

Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado estende os ganhos do pregão anterior, à medida que os investidores esboçam um movimento de cobertura de posições vendidas. O avanço do petróleo em Nova York e a queda do dólar frente a outras moedas correntes também dão suporte para as cotações. Além disso, os agentes aguardam o relatório de vendas semanais dos Estados Unidos, que será divulgado hoje, às 9h30, pelo Departamento de Agricultura do país. Analistas esperam vendas entre 100 mil e 800 mil toneladas.

Os contratos com entrega em julho de 2024 estão cotados a US$ 11,59 por bushel, alta de 12,00 centavos de dólar, ou 1,02%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (01), a soja fechou com preços mais altos. Os contratos do grão com entrega em julho fecharam com avanço de 7,25 centavos de dólar, ou 0,62%, a US$ 11,70 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,71 3/4 por bushel, com ganho de 6,25 centavos ou 0,54%.

Fonte: Canal Rural Foto: Divulgação

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Saiba como funciona o Projeto 30+ da Apasem

Visando ampliar a divulgação dos serviços dos Laboratórios, A Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas convida os associados a enviar amostras para suas estruturas

Recentemente a Apasem lançou o Projeto 30+ que que consiste em realçar a experiência dos associados que utilizam os serviços ofertados por seus tradicionais laboratórios de Análise de Sementes, que ficam estrategicamente situados nas cidades de Toledo (Oeste do Paraná) e Ponta Grossa (Campos Gerais).

A ação realizada neste começo de 2024 foi o envio de 30 caixas aos associados da Apasem, que poderão encaminhar suas amostras de sementes a um dos dois LAS ao longo do ano.

Os laboratórios da Apasem têm mais de 50 anos de experiência e realizam análise de milhares de amostras anualmente. O escopo é amplo e diversificado. No caso do LAS Ponta Grossa, existe mais um diferencial: a estrutura é credenciada para realizar ensaios de patologia.

“Confiabilidade, imparcialidade e transparência são valores de nossos Laboratórios. Aguardamos as suas amostras por meio dessas caixas. Vamos garantir qualidade e agilidade que são referências de nossas estruturas”, destaca Jhony Möller, Diretor Executivo da Apasem.

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Paraná inicia colheita da segunda safra com perspectiva de recorde na produção de feijão

Com 9% da área da segunda safra de feijão colhida e 35% das lavouras a campo já em maturação, o Departamento de Economia Rural (Deral) estima uma produção recorde dessa cultura no Paraná. As informações estão na Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada nesta quinta-feira (25).

Apesar dos temores dos produtores de feijão pelas lavouras mais tardias, especialmente em função da qualidade, o volume esperado é de 774 mil toneladas em uma área recorde de 402 mil hectares, 36% superior à da segunda safra 2022/2023. De acordo com os técnicos, a colheita está ocorrendo bem e as últimas chuvas melhoraram o aspecto das lavouras.

“É uma produção recorde para a segunda safra e, que se confirmada, deve ser uma das maiores produções de feijão do Estado”, explica Marcelo Garrido, chefe do Deral.

O relatório deste mês também mostra a redução na expectativa de produção do milho na segunda safra 23/24. A expectativa atual é que sejam produzidas 13,5 milhões de toneladas nesta safra em uma área de 2,4 milhões de hectares, uma perda de 8% no volume comparativamente à expectativa inicial de produção, de 14,7 milhões de toneladas. De acordo com o Deral, o cenário ainda é desafiador para a safra. No campo, 10% das lavouras estão em condições ruins, 21% em condição mediana e 69% em condição boa.

“A colheita ainda não iniciou e mais perdas podem ser registradas, a depender das condições climáticas”, diz o analista do Deral Edmar Gervásio. Segundo ele, os preços estão estáveis com relação ao mês anterior, em parte reflexo de uma produção menor não somente no Paraná, mas no País como um todo.

A colheita dos 5,76 milhões de hectares de soja está praticamente encerrada e a expectativa é de que sejam produzidas 18,3 milhões de toneladas, 3,5 milhões de toneladas a menos do que o previsto nas estimativas iniciais.

Trigo

Estima-se uma retração de 19% na área de trigo colhida em relação a 2023, passando de 1,41 milhão de hectares para 1,14 milhão de hectares. A revisão com números similares, mas ainda menores, acontece em um momento de preços em torno de R$ 65,00 na cotação do dia 24 de abril, uma pequena valorização em relação ao último dia útil de março, quando a saca era cotada em torno de R$ 64,00.

“Os preços internos tiveram pouca influência da valorização das cotações internacionais observada na última semana e do dólar mais valorizado no último mês e, consequentemente, não atingiram um patamar suficiente para reanimar e mudar o posicionamento dos produtores de trigo”, diz o engenheiro agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho.

Da área projetada, 5% já está semeada e os trabalhos ocorreram em boas condições. A semeadura continuará a ocorrer na neutralidade do Oceano Pacífico, mas durante o desenvolvimento da cultura é provável a volta do La Niña. Nesse caso aumenta o risco de seca e geada e diminui o risco de chuvas na colheita. Se o Estado sair ileso da transição entre os fenômenos, a produção de trigo pode superar a do ano anterior, com as produtividades compensando a redução de área.

Atualmente, projeta-se uma safra de 3,8 milhões de toneladas para 2024, 4% superior às 3,6 milhões de toneladas obtidas em 2023.

Com as novas revisões, a expectativa é de que o Paraná produza, no total, aproximadamente 40,38 milhões de toneladas de grãos na safra 23/24.

Olericultura

De acordo com o Deral, 93% da área de 10,7 mil hectares da segunda safra de batata está plantada, e a colheita chegou a 26% nesta semana. A produção estimada é de 334,5 mil toneladas, 1,2% menor que a média prevista no início do ciclo, segundo o engenheiro agrônomo Paulo Andrade. No atacado, a saca de 25kg da batata comum especial lavada foi cotada a R$ 100,00, uma queda de 16,7% em uma quinzena.

 tomate da primeira safra teve a área total reavaliada para 2,5 mil hectares, principalmente por conta da revisão de 75 hectares na região de Londrina. Estima-se que sejam produzidas 145,6 mil toneladas. Na segunda safra, no último mês, houve uma evolução de 8% na área plantada e de 22% na área colhida. Devem ser produzidas 106,2 mil toneladas em 1,6 mil hectares. Quanto aos preços no atacado, a caixa de 20kg do tomate longa vida teve preço arrefecido em 18,8% no mesmo período.

Boletim

O Deral também divulgou o Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 19 a 25 de abril. Além de ampliar as informações sobre os produtos da safra de grãos, o documento traz informações sobre a produção mundial, nacional e estadual de tangerina. A FAO, o Organismo das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, aponta a produção mundial de tangerinas de 44,2 milhões de toneladas do cítrico em 2022, ocupando uma área de 3,3 milhões de hectares distribuída em 68 países.

A China é a líder nesta atividade, contribuindo com 61,5% das colheitas mundiais e cultiva 73,1% da área da espécie. O Brasil é o 5º maior produtor mundial, respondendo por 2,5% das quantidades obtidas. O Paraná figura no quarto lugar num ranqueamento da produção de tangerinas do Brasil, e Cerro Azul, no Vale do Ribeira, é o principal ofertante nacional, respondendo por 9,2% da produção e 8,4% do VBP nacional da fruta. O cítrico é explorado em outros 1.357 municípios do País.

Também há dados referentes à exportação de cortes congelados de carne suína, mercado que o Brasil lidera. O País detém aproximadamente 32% do mercado global desses produtos, totalizando aproximadamente 1,08 bilhão de toneladas e uma receita de US$ 2,6 bilhões. Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com uma participação de 29%, seguidos pela União Europeia (23%) e pelo Canadá (15%).

Santa Catarina liderou a exportação de cortes cárneos congelados de suínos (56%) em 2023, seguido por Rio Grande do Sul (23%) e Paraná (14%).

Fonte: AEN

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Preço do hectare de terra para agricultura cai no Paraná; confira

O preço das terras agricultáveis no Paraná, classificadas no grupo A, teve uma redução média de 5% no último ano, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) divulgado nesta segunda-feira (29).

A principal causa para a queda dos preços foi a menor rentabilidade da soja, principal referência para a comercialização de terras no estado.

Em março de 2023, o preço da saca de soja era de R$ 149,15, enquanto em março deste ano caiu para R$ 105,72, uma baixa de 29%.

Já o custo de produção da mesma saca diminuiu de R$ 122 para R$ 107,22 no mesmo período, representando uma redução de 12%.

De acordo com o coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral, Carlos Hugo Godinho, o que realmente importa para o produtor é o lucro que ele obtém da propriedade, não apenas o preço final do produto.

“A terra é um ativo muito importante e o que vale é a capacidade de retorno financeiro ao produtor”, diz.

Godinho ainda ressalta que, mesmo em um ano ruim como 2023, os produtores que conseguiram manter a produção dentro da normalidade tiveram lucratividade e a garantia de um bom preço para suas terras.

O levantamento do Deral mostra que o preço das terras varia bastante de acordo com a região e a qualidade do solo.

O maior preço de terra da classe A-I, considerada a melhor por ser plana, fértil, bem drenada e profunda, foi verificado em Maringá, no Norte do Estado, com R$ 175 mil o hectare.

Já o menor valor nesse mesmo grupo, na classe IV, que é de menor aptidão agrícola, mas ainda mecanizado, está em Adrianópolis, município do Vale do Ribeira, na Região Metropolitana de Curitiba, cujo hectare vale 20,5 mil.

A média dos preços das terras de soja varia entre R$ 41 mil e R$ 96 mil por hectare, dependendo das características específicas de cada região do estado.

Além das terras agricultáveis, o levantamento também incluiu o grupo B, destinado a pastagens ou reflorestamento, e o grupo C, com terras impróprias para agricultura.

Confira os preços médios da terra no Paraná  AQUI.

Fonte: Canal Rural Foto: Divulgação