Mapa

SOJA: Mapa publica calendário de semeadura para a safra 2023/2024

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nessa terça-feira (11/07), a Portaria nº 840 que estabelece os calendários de semeadura de soja referente à safra 2023/2024 para 21 unidades da Federação.

Medida fitossanitária complementar – O calendário de semeadura é adotado como medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário, com objetivo de reduzir ao máximo possível o inóculo da ferrugem asiática da soja, considerada uma das mais severas doenças que incidem na cultura. A medida implementada no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) visa à racionalização do número de aplicações de fungicidas e a redução dos riscos de desenvolvimento de resistência do fungo Phakopsora pachyrhizi às moléculas químicas utilizadas no seu controle.

Alterações – Em relação aos períodos dos calendários estabelecidos na safra anterior, as alterações para essa nova safra levaram em consideração a análise dos dados relativos ao levantamento do Consórcio Antiferrugem, que detectou expressivo aumento nos relatos da ferrugem asiática da soja na safra 2022/23, em função do regime de chuvas ocorrido à época, conforme dados divulgados pela Embrapa Soja.

Período limitado – Como parte das estratégias de manejo da ferrugem asiática da soja, visando minimizar eventuais prejuízos aos sojicultores e aos demais atores envolvidos na cadeia produtiva da soja, a Secretaria de Defesa Agropecuária adotou um período limitado de 100 dias corridos para os calendários de semeadura em todos os estados produtores de soja, conforme recomendação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com o propósito de se evitar epidemias severas da doença durante a safra.

Alerta – O Mapa reforça o alerta emitido em abril sobre a necessidade de um esforço conjunto por parte tanto dos produtores, quanto dos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal de cada unidade da Federação quanto à revisão das finalidades e da quantidade de autorizações relativas aos cultivos em caráter excepcional.

Doença severa – A Ferrugem Asiática é considerada uma das doenças mais severas que incidem na cultura da soja, podendo ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a praga foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção.

Confira os períodos de semeadura para a cultura da soja:

Fonte – MAPA

Ocepar

Secretário do Mapa detalha diretrizes e esclarece dúvidas de cooperativas sobre Plano Safra

As altas taxas de juros para investimentos e a limitação de recursos para financiar a armazenagem foram alguns dos principais pontos debatidos nessa terça-feira (11/10) entre as cooperativas dos ramos agropecuário e crédito do Paraná e o Ministério da Agricultura (Mapa), no Fórum do Plano Safra 2023/2024. Promovido pelo Sistema Ocepar de forma virtual, o evento reuniu cerca de 120 participantes que puderam esclarecer dúvidas e expor as demandas do setor cooperativista ainda não atendidas pelo governo. A abertura foi feita pelo diretor da Ocepar e coordenador do ramo Agropecuário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Luiz Roberto Baggio. 

Juros – O interlocutor do Ministério da Agricultura no evento foi o secretário adjunto de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo. Sobre alguns pontos, como taxa de juros, Araújo esclareceu que são decisões que cabem ao Banco Central, mas sinalizou com um cenário mais otimista: “agora há sinais de queda nos juros”, observou. O secretário destacou ainda que esse ano o volume de recursos a taxas controladas é de 51% do total e a taxas livres, 49%. “Invertemos esses percentuais. No ano passado, foi o contrário”, disse.

Sustentabilidade – Araújo fez referência às práticas sustentáveis como uma característica importante da agricultura paranaense. “O Paraná faz isso muito bem”, pontuou, afirmando que o estado poderá se beneficiar da redução nas taxas de juros dentro do Programa RenovAgro (novo nome do Programa ABC, que incentiva a adoção de práticas sustentáveis). Geração de energia limpa, tratamento de dejetos são algumas das práticas comuns no estado do Paraná e que poderão se beneficiar dessa redução”, informou.

Convergência – O representante do Mapa destacou também a quantidade de investimentos pelo setor no Paraná e a convergência no estado entre os órgãos governamentais e instituições representativas do setor agrícola, citando a Ocepar, a Federação da Agricultura (Faep) e a Secretaria da Agricultura (Seab).

Investimentos – O gerente de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Flávio Turra, falou sobre a preocupação do setor cooperativista em relação às altas de taxas de juros para investimentos. “O volume de recursos anunciado é muito bom, é um recorde e superou em 10% o nosso pedido, as taxas de juro para o custeio estão adequadas, mas para investimentos são muito altas”, pontuou o gerente.

Armazenagem – “Temos uma escassez de armazéns no Paraná e o limite de crédito por beneficiário dentro do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) não foi ampliado”, observou Turra. O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, também reforçou a necessidade de juros menores e mais recursos para financiar a armazenagem, não apenas para os produtores, mas também para as cooperativas, que são as principais responsáveis pela estocagem da produção dos agricultores. “Se tiverem acesso aos recursos, as cooperativas investirão bastante em armazéns”, disse.

Reduções – Para a Ocepar, outros pontos de atenção do atual Plano Safra estão relacionados à redução do volume de recursos para algumas linhas específicas em comparação com o plano anterior. O Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) teve redução de 14,41% no montante disponível esse ano em relação ao ano anterior.  No Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuária (Procap-Agro/giro) a redução foi bem maior: 53,20%. Além disso, o volume com juros controlados não equalizados ficou 13,20% menor.

Proagro – Uma grande preocupação dos agricultores e das cooperativas apresentada no Fórum ao secretário de Política Agrícola, está relacionada à dificuldade de acesso ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). A partir dessa safra, para acessar o programa e garantir a cobertura de prejuízos causados por eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle, serão considerados todos os CPFs do grupo familiar responsável pela atividade (antes era considerado apenas um CPF).

Limite – Além disso, o agricultor que tiver acionado o Proagro mais de sete vezes nos últimos cinco anos (desde 2018) não terá acesso ao Programa. Esse limite vai reduzir mais nos próximos anos: serão consideradas seis comunicações para a próxima safra e cinco a partir de 1º de julho de 2025. “Como o Paraná foi bastante atingido por adversidades climáticas nos últimos anos, muitos agricultores já chegaram no limite destas comunicações e não terão acesso ao Proagro, tendo que recorrer à contratação de seguro particular, que é mais caro”, alerta Salatiel Turra, analista do Departamento Técnico da Ocepar.

Participações – Também participaram do Fórum do Plano Safra 2023/2024 João Pietro Flávio, coordenador técnico do ramo Agro da OCB; além de representantes de cooperativas agropecuárias e de crédito de todo o Paraná, da Fecoago/RS e do Departamento de Economia Rural da Seab.

Fonte – texto e foto – Sistema Ocepar

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MAPA inicia em Ponta Grossa a jornada de treinamentos na Legislação de Sementes

Começou nesta segunda-feira (10) em Ponta Grossa, uma série de encontros denominada ‘Jornada Estadual de Treinamentos de Responsáveis Técnicos’ que vai percorrer diferentes regiões do Paraná. A iniciativa é do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, com o apoio da Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas – Apasem. O  objetivo é levar informações sobre a atualização da Legislação Nacional de Sementes e Mudas.

Neste primeiro encontro, que acontece nas instalações Auditório do CREA-PR, mais de 80 pessoas se cadastraram para ouvir os especialistas discorrerem sobre o tema.

Os eventos são gratuitos e  têm como público alvo profissionais que atuam como Responsáveis Técnicos – RTs pela produção de sementes, titulares e suplentes, gestores de Unidade de Beneficiamento de Sementes – UBS e auxiliares dos RTs que operam os sistemas SIGEF e RENASEM.

Entre os palestrantes da jornada estão os  auditores fiscais federais agropecuários Camila Vieira e  Ildomar Fischer (SISV/DDA/PR/MAPA) e a engenheira agrônoma Daniela Peles – SISV/DDA/PR/MAPA.

Sem custos

Os treinamentos não terão custos para os participantes. Também não será necessário fazer inscrições prévias. Basta o interessado comparecer nos dias e horários marcados. A organização ressalta que o conteúdo ministrado será igual para todos os locais de realização do evento. A recomendação é levar um pendrive ou qualquer outro tipo de mídia em que o participante possa copiar os arquivos disponibilizados. A duração de cada um dos eventos será de 12 horas divididos em dois dias.

Confira a programação dos próximos eventos:

Evento 02

12 de julho das 14h  às 18h.

13 de julho das  08h às 17h. 

Local – Londrina.

Embrapa Soja –  Auditório localizado na Estrada Carlos João Strass , zona rural Distrito da Warta.

Evento 03

18 de julho das 14h  às 18h.

19 de julho das  08h às 17h. 

Local – Cascavel.

Auditório da AREAC – Sede Recreativa –  Rua Paranavaí , 1370 Bairro Pacaembu.

Evento 04

20 de julho das 8h30 às 17h30.
21 de julho das 08h às 12h.
Local – Pato Branco.
Auditório da Cooperativa Coopertradição – 1º edifício Via do Conhecimento , 1911 ( Rodovia PR-493) Bairro Fraton.

Evento 05

01 de agosto das 14h  às 18h.

02 de agosto das  08h às 17h. 

Local – Campo Mourão.

Anfiteatro da Cooperativa COAMO –  Anexo ao Entreposto novo de Campo Mourão.

Programação

Decreto nº 10.586/2020 – Novo regulamento da Lei nº 10.711/2003 – 2,0 horas

Portaria MAPA nº 501/2022 – RENASEM – 1,5 horas

Portaria MAPA nº 538/2022 – Normas Gerais de sementes – 6,0 horas

SIGEF – Inscrição de campos de sementes no MAPA- 1,5 horas

Lei nº 14.515/2022 – Lei do Autocontrole e da Harmonização dos Procedimentos da Legislação Agropecuária – Interface com a Legislação de Sementes e Mudas – 0,5 horas

Peticionamento eletrônico intercorrente no sistema SEI – Envio de Relatórios ao MAPA- 0,5 horas

Informações pelo telefone 41 – 3019-2084.

Meio-Ambiente-AEN

Governo do Paraná estabelece regulamentação inédita para reuso de água

A resolução desenvolvida pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH/PR), órgão vinculado ao Instituto Água e Terra (IAT), entrou em vigor em junho e regulamenta o reuso da água para proveito urbano, agrícola, florestal, ambiental e industrial.

O Paraná tem uma legislação com foco na economia dos recursos hídricos por meio da reutilização da água em áreas urbanas, rurais, nas indústrias e em processos produtivos. A Resolução nº 122  desenvolvida pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH/PR), órgão vinculado ao Instituto Água e Terra (IAT), começou a valer em junho e regulamenta o reuso da água para proveito urbano, agrícola, florestal, ambiental e industrial.

As atividades beneficiadas vão desde a irrigação de áreas verdes, lavagem de veículos e de superfícies, até a construção civil, uso predial, combate a incêndios, produção agrícola e regularização da vazão de corpos hídricos, entre outras.

A partir da normativa, o Paraná passa a ser um dos seis estados do País a construir uma legislação própria sobre o tema, estabelecendo critérios e ditando parâmetros de qualidade para a reutilização da água para mais de uma modalidade.

A legislação prevê ainda o registro de volume gerado, regras para licenciamento e a exigência da instalação de redes específicas e sinalizadas em paralelo à rede de água potável, de forma a evitar a contaminação e garantir a rastreabilidade.

“O reuso é uma metodologia moderna para ser utilizada na gestão de recursos hídricos, o que antes não existia no Paraná. Essa resolução é, entre tantas ações que nós temos desenvolvido para gerir melhor a água do Paraná, resultado do empenho e do trabalho que a equipe do IAT, com o apoio de instituições parceiras. A intenção é promover a conexão entre a gestão ambiental e a gestão de recursos hídricos”, afirmou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

A nova legislação ajuda o Paraná a cumprir o objetivo central da Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), que é de suprir a demanda de água, em quantidade e qualidade, atendendo a múltiplos usos, para as presentes e futuras gerações, principalmente em regiões com disponibilidade hídrica comprometida.

“Nós consolidamos um documento de reuso que atende os usuários e que colabora com a economia de água potável destinada aos usos múltiplos. Se torna uma ferramenta essencial para a gestão eficiente, sobretudo em momentos de crise hídrica”, destacou o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, José Luiz Scroccaro.

O QUE É – Água de reuso é todo aquele material descartado, seja de processos industriais, da agropecuária (efluentes) e de esgoto doméstico. Mas para que essa água de descarte possa ser reutilizada, ela deve se enquadrar em critérios de qualidade estabelecidos agora pelo IAT.

Por isso, quem deseja ser um produtor de água de reuso precisar necessariamente se cadastrar no órgão ambiental para obter o licenciamento, devendo seguir as diretrizes estabelecidas na resolução quanto aos atos administrativos necessários (outorga e licença), além de manter monitoramento periódico da qualidade hídrica.

Para Scroccaro, a partir desta legislação específica, a tendência é que as bacias e mananciais que abastecem o Paraná tenham uma menor demanda de vazão de corpo hídrico, o que significa retirar menos água dos rios. “É um método eficaz, seguro e que contribui para uma excelente gestão de recursos hídricos”, disse.

IMPORTÂNCIA DO REUSO – Gerente de Outorga do IAT, Tiago Martins Bacovis, explicou que o Paraná ainda não tem um número definido de quanto a nova Resolução pode resultar de economia hídrica. Porém, de acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) o potencial de reuso no Brasil é de 175 metros cúbicos por segundo por ano (m³/s/ano).

Segundo ele, o reuso traz também outros benefícios, como a segurança hídrica, fortalecendo a adaptação às estiagens provocadas pelas mudanças climáticas, contribui nas metas do Novo Marco Legal do Saneamento e também no cumprimento de cinco dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Isso impulsiona a economia circular, preservando os recursos naturais. No desenvolvimento sustentável, a água é o fator crítico e primordial, ou seja, ela é o meio para que exista a sustentabilidade econômica, social e ambiental”, afirmou Bacovis.

ORIGEM – As primeiras tratativas do Governo do Paraná para construção da resolução aconteceram em 2020, com a criação por parte do IAT de um grupo de trabalho interinstitucional, instituído por meio da Portaria IAT nº 207/2020.

“Vivemos um momento em que a demanda de água cresce a cada dia e não podemos desperdiçá-la. O reuso é uma solução. Diversas atividades possibilitam o reuso da água e nós temos então de fazer sua regulamentação”, disse o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), Valdemar Bernardo Jorge. “Temos de ter a consciência de que precisamos atender a demanda de água para todos, neste momento, e também para as gerações futuras”.

Foram 60 reuniões técnicas, compostas pelos seguintes membros: Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Fórum Paranaense de Comitês de Bacias Hidrográficas, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES-PR) e Associação Paranaense dos Engenheiros Ambientais (APEAM).

Fonte: Agência Estadual de Notícias

Foto: Denis Ferreira Netto

Foto-Gazeta

Pequenos e médios produtores colocam Paraná como vice-líder na produção de leite nacional

Com foco em pequenos e médios produtores, a produção de leite paranaense tem destaque nacional. As condições climáticas e tecnificação diferenciada da atividade vêm contribuindo para que, além de relevância no café, na tilápia, no frango e nos grãos, o estado seja o segundo maior produtor de leite do país.

O primeiro trimestre deste ano registrou uma quantidade de 5.883.069 litros de leite adquiridos em todo o Brasil. Somente o Paraná registrou 833.177 litros de leite adquirido, sendo o segundo estado com maior produção. Em primeiro lugar, Minas Gerais, com 1.433.166 litros. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outros estados que têm uma relevância, com produções consideráveis, são Rio Grande do Sul e Goiás.

O coordenador estadual do Programa Leite do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Rafael Piovezan, reforça que praticamente em todos os 399 municípios paranaenses há produção leiteira. O estado produziu 4,3 bilhões de litros no ano passado, em torno de 12 milhões de litros por dia.

Piovezan revela que a produção, em geral, é de pequenos e médios produtores. “O leite é uma excelente alternativa para geração de renda. Produções extensivas vão se preocupar em produzir soja, por exemplo”. Ele relata que muitos os produtores têm uma atividade diversificada. “Quem produz leite, não produz só leite. Produz o milho e pasto. Tem que ser agricultor e pecuarista. Precisa criar as bezerras, armazenar e cuidar do leite, envolve uma estrutura complexa”, afirma o coordenador.

As características fundiárias do Paraná favorecem para que a produção de leite se mantenha e tenha crescimento. O estado tem condições adequadas de solo, alimentação, genética e clima para a produção. A região de Campos Gerais é uma área com grandes produtores e cooperativas, mas nas regiões sudoeste e oeste paranaenses também há famílias produtoras de leite.

“Em geral, na região de Campos Gerais tem produtores com 1 mil ou 2 mil vacas. No sudoeste e oeste, famílias com 30 ou 50 vacas”, explica Piovezan. Ele ressalta que somente os municípios de Castro, Carambeí e Arapoti concentram a mesma quantidade que a produção de leite de todo o sudoeste e oeste do Paraná. “Modelos diferentes no mesmo estado, com condições climáticas e de tecnificação da atividade divergentes”.

Diagnóstico da cadeia produtiva de leite será feito no Paraná

Para entender melhor a cadeia produtiva do leite no estado e, com isso, promover políticas públicas para o produtor, o IDR-Paraná está realizando um levantamento com os produtores que gerará um diagnóstico da cadeia produtiva do leite. Esse levantamento começou a ser realizado em junho, com a aplicação de questionários e capacitação dos profissionais, e seguirá com análise em campo.

O objetivo é que os dados sejam processados em agosto. Até setembro, deve ser divulgado o material. “Quando conhecemos melhor a cadeia produtiva, podemos ter políticas públicas que alavanquem a produção e deem suporte para o produtor. Esperamos que o produtor possa receber bem, é um trabalho confidencial e toda a informação coletada é de responsabilidade do IDR”, diz o coordenador estadual do Programa Leite do IDR-Paraná.

Segundo Piovezan, alguns dos principais desafios do estado é a viabilização e a logística da produção. Outro fator é a sucessão familiar. Em muitos casos, é uma tradição familiar atuar com leite. Contudo, Piovezan relata que os jovens, filhos dos fazendeiros, em maioria, não se interessam pela área.

“O produtor está pela tradição da família, mas os jovens não se interessam por isso e têm uma visão pragmática. É preciso construir a cadeia de uma forma que os jovens possam se interessar mais. Naturalmente, tem uma concentração de produção de grandes indústrias e as pequenas famílias vão perdendo espaço”, afirma.

Paraná é berço do cooperativismo e auxilia no crescimento leiteiro

O coordenador estadual do Programa Leite do IDR-Paraná destaca que as cooperativas têm um papel fundamental na produção de leite. “O Paraná é um berço das cooperativas e exemplo para todos os outros estados de cooperativismo”.

“Hoje, as cooperativas juntas detêm grande parte da produção. Existem grandes centrais de leite. A Unium é uma grande central de cooperativa, a segunda maior indústria de leite no Paraná. A cooperativa tem um papel fundamental na cadeia do leite. O produtor pode comprar os insumos e está inserido na cadeia produtiva”, acrescenta.

O Grupo Unium atua com três cooperativas: Castrolanda, Frísia e Capal, na região de Campos Gerais. Além das três que atuam com produção de leite, a indústria tem mais duas cooperativas parceiras – Cooperativa Witmarsum e Cooperativa Coamig. A empresa tem 730 produtores, que fornecem 2,7 milhões de litros de leite por dia. Para coletar e transportar essa quantidade, há mais de 150 pessoas envolvidas no processo logístico.

Visando melhorar a capacidade de processamento de leite nas indústrias, o grupo está construindo uma queijaria que terá capacidade de processar 800 mil litros por dia. O investimento será de R$ 460 milhões.

Em 2022, a intercooperação produziu 910 milhões de litros de leite. A expectativa é de crescimento entre 8% a 10% em 2023. Apesar disso, Rogério Marcus Wolf, coordenador comercial do leite do Grupo Unium, explica que os desafios da cadeia leiteira são diversos. “O desafio maior é viabilizar o negócio como um todo. Desde a capacidade industrial para o recebimento de toda a produção, alocando a matéria-prima leite, dentro de um contexto comercial que seja sustentável para que haja retorno financeiro para os associados produtores de leite, justificando assim todos os investimentos por eles realizados em termos de produção de leite em suas propriedades”.

Outra indústria com alta produção no Estado é a Frimesa, formada por cinco cooperativas filiadas – Copagril, Lar, C. Vale, Copacol e Primato – que envolvem 2.190 produtores. A Frimesa recebe o leite nas plataformas das suas indústrias para processar e comercializar toda a produção. Os produtores produzem através das suas cooperativas e entregam o leite para a indústria.

Com atuação no Oeste e Sudoeste do Estado, em 2022, a indústria processou 249,4 milhões de litros de leite, ou seja, 683 mil litros por dia. A expectativa é que para este ano tenha uma alta de 14,5% na produção.

O diretor presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek, afirma que a indústria tem investido em tecnologia nos processos, pesquisa, desenvolvimento e inovação dos produtos. “Os investimentos estruturais já foram realizados, e em 2023 deverá investir R$50 milhões em melhorias contínuas de seus processos”.

Segundo Zydek, as cooperativas têm um papel essencial em garantir a estabilidade nos preços com a valor agregado da industrialização, além de prestarem assistência técnica e insumos necessários.

“Os maiores desafios estão no mercado onde a diferença de preços entre o produtor e o consumidor é grande. As margens do varejo precisam ser ajustadas para que as proporções sejam mais justas”, diz o diretor presidente executivo da Frimesa.

Por – Gabriele Bonat- Gazeta do Povo

Foto: Foto: Ari Dias/Agência de Notícias do Paraná via Gazeta do Povo

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Estado libera tráfego nas pistas principais da obra de duplicação da BR-277 em Guarapuava

As obras seguem em andamento com as melhorias nas vias marginais dos dois lados e acessos das novas trincheiras, totalizando mais de 86% de execução. Pistas principais foram liberadas com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O Governo do Estado finalizou os serviços nas novas pistas centrais da duplicação da BR-277 em Guarapuava, na região Centro-Sul, e liberou o fluxo de veículos nesta sexta-feira (07). As obras seguem em andamento com as melhorias nas vias marginais dos dois lados e acessos das novas trincheiras, totalizando mais de 86% de execução.

A obra contempla duas novas pistas na BR-277 em cada sentido, entre os km 345 e km 349, com faixas de segurança, barreiras de concreto New Jersey e acostamentos externos. Essas pistas foram liberadas com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

No mesmo contrato foram executadas ainda uma nova trincheira na Avenida Professor Pedro Carli, uma trincheira entre a Rua João Fortkamp e a Rua Campo Grande; uma trincheira para acesso ao Aeroporto Municipal; a duplicação do viaduto no entroncamento com a PRC-466; adequação das alças de acesso; três pontes no km 345,5; duas passarelas; e a implantação de iluminação pública em uma extensão de 12,2 quilômetros.

A duplicação integra o Avança Paraná, programa do Governo do Estado que utiliza recursos financiados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal, cabendo ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) a administração. O investimento alcançou R$ 77,6 milhões.

“Para nós é uma honra, em nome do governador Ratinho Junior, poder acompanhar esse momento. Tínhamos em Guarapuava uma rodovia simples e agora temos essa duplicação quase concluída”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

“A finalização desta obra é muito importante para a população de Guarapuava e para quem precisa passar por este trecho. Além disso, irá colaborar e muito com o fluxo e mobilidade urbana de nosso município”, complementou o prefeito Celso Góes. 

Texto e Foto – Agência Estadual de Notícias do Paraná

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Setor produtivo do Paraná reforça medidas de controle a Influenza Aviária

Adapar monitora evolução dos casos por meio de protocolos rígidos de vigilância sanitária. Sistema FAEP/SENAR-PR trabalha em parceria para tranquilizar produtores rurais

Até o momento, o Paraná tem cinco casos confirmados de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), além de dois focos em investigação, conforme atualização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Os casos atingem apenas aves silvestres migratórias, o que não afeta o status sanitário do Paraná e do Brasil. O setor produtivo e a defesa agropecuária estadual, com suporte do governo federal, estão reforçando medidas e ações para conter a disseminação da doença no Estado. A apresentação deste cenário ocorreu durante reunião do Núcleo de Cadecs, promovida pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, na última segunda-feira (3), com a participação de membros das Comissões Técnicas (CTs) de Avicultura e Suinocultura da entidade.

Os cinco casos positivos foram confirmados em aves silvestres no Litoral. Três focos foram identificados em Pontal do Paraná: uma ave da espécie Trinta-Réis-Real (Thalesseus maximus), uma da espécie Trinta-réis-de-bando (Thalesseus maximus) e uma Gaivota-maria-velha (Chroicocephalus maculipennis). Os outros dois casos estão localizados em Antonina e Paranaguá, também em aves da espécie Trinta-Réis-Real.

“As investigações estão acontecendo desde os primeiros alertas na América do Sul e, por conta disso, a vigilância ativa foi intensificada. Os focos positivos em aves silvestres não interferem em nenhuma etapa da cadeia, seja produção, abates, exportações e comercialização. Tudo segue normalmente. Além disso, esses casos estão no Litoral, que estão em um raio seguro de distância das regiões produtoras, e temos condições geográficas que restringem a migração dessas aves para essas localidades”, destaca Nicolle Wilsek, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE).

Vigilância reforçada

Quando ocorre a confirmação de um caso positivo, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) segue um protocolo de investigação em um raio de dez quilômetros do local onde a ave foi encontrada. Como o Litoral do Paraná não possui produção avícola comercial expressiva, não há propriedades de produção comercial próximas aos casos identificados.

“Estamos fazendo tudo para a contenção da Influenza Aviária no Paraná. Temos uma equipe diariamente percorrendo o Litoral e atendendo 100% das notificações de suspeita, com outros órgãos trabalhando conosco, para identificação dos focos. Até o momento, está tudo sob controle”, resume Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar.

Segundo Dias, o prazo entre a coleta de amostras de animais suspeitos e o resultado do diagnóstico laboratorial é de dois dias. No caso das propriedades dedicadas à produção de subsistência, já está sendo realizado o mapeamento das aves e condições clínicas.

Além do trabalho conduzido pela Adapar e outras entidades do setor produtivo, como o Sistema FAEP/SENAR-PR, os produtores rurais precisam adotar medidas de precaução, como intensificar a higiene das mãos e definir roupas e calçados para uso exclusivo dentro das granjas; reforçar os cuidados com o fechamento das frestas para evitar que qualquer outro animal, incluindo aves silvestres, possa ter contato com as aves comerciais; restringir o acesso de pessoas não autorizadas às instalações dos aviários; e não manipular aves silvestres mortas ou com sinais clínicos da doença.

Todas as suspeitas de gripe aviária, incluindo sinais respiratórios, neurológicos ou alta mortalidade súbita em aves, devem ser notificadas à Adapar pessoalmente nas unidades locais, pelo telefone (41) 3313-4013 ou por meio da plataforma e-Sisbravet.

Atualização de protocolos

O Mapa já atualizou os protocolos sobre como serão conduzidos os procedimentos em caso de confirmação de foco positivo em granjas de produção comercial. As atualizações e informações sobre a situação da doença no Brasil podem ser acessados no site do órgão. O painel para consulta de casos confirmados é atualizado em tempo real.

Em caso de disseminação para aves comerciais, a técnica do Sistema FAEP/SENAR-PR garante que o controle da doença também segue a mesma agilidade. “Neste caso, a granja vai ser isolada e tudo que estiver dentro de um raio de dez quilômetros vai ser considerado foco e entrar em vigilância. Depois de realizar o abate sanitário, lavagem e desinfecção do barracão, o local vai entrar em um período de vazio sanitário por 28 dias. Depois, a produção é liberada normalmente”, explica Nicolle.

As possíveis indenizações, se forem necessárias, no momento possuem previsão para receberem recursos do governo federal, após passarem por uma comissão avaliadora. “Estamos otimistas que não vamos ter problemas nos nossos rebanhos comerciais, visto que temos protocolos de biosseguradade bem trabalhados e estruturados, e temos confiança no setor”, avalia a técnica do Sistema FAEP/SENAR-PR.

A suinocultura e qualquer outra atividade da cadeira de pecuária também não sofrerão qualquer tipo de embargo em caso de confirmação de foco positivo em produção avícola comercial.

Fonte – Bruna Fioroni – Sistema Faep

Foto – Divulgação Faep

1º Webinar Técnico “Trigo: cultive a rentabilidade” já tem data marcada

O 1º Webinar Técnico da campanha “Trigo: cultive a rentabilidade” já tem data marcada.

O evento contará com a participação dos principais especialistas da área, abordando temas como cuidados na semeadura, melhoramento genético, manejo do solo, controle de doenças e plantas daninhas, oportunidades de mercado e muito mais. Participe e entenda como o uso de sementes certificadas, aliado ao manejo eficiente, tem tornado a cultura do trigo altamente rentável.

31 de julho, 7 e 14 de agosto de 2023

Evento gratuito e completamente online

Inscrições em breve

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Soja mantém preços no Sul

O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul não mexeu nos preços, enquanto os negócios seguem seguindo em ritmo mais lento, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Mercado de soja praticamente repetiu a segunda-feira, ou seja, novamente, com muita volatilidade em preços e prêmios. Comprador está olhando da metade de julho em diante, com foco maior já no agosto, e começa a mirar também o setembro”, comenta.

“No porto melhor preço do dia foi de R$ 151,00 para 05/08, marcando a manutenção. No interior, em Cruz Alta o preço passou por manutenção, ficando a R$ 145,00. Em Ijuí o valor foi a R$ 144,00, também sem movimentos. Em Santa Rosa, assim como em São Luiz o preço ficou a R$ 144,00. Em Passo Fundo, por fim, o preço foi de R$ 144,00, marcando a manutenção”, completa.

Preços sem movimentos também em Santa Catarina, que segue com negócios lentos. “Preços marcam a manutenção em Santa Catarina e os negócios seguem expressivamente mais lentos do que permaneceram na semana passada. O produtor agora bem vendido não vê necessidade de negociar negócios a preços mais baixos e o comprador olha apenas para lotes mais distantes. No porto de São Francisco do Sul, o preço ficou a R$ 145,50 para 16/10 com entrega imediata, marcando manutenção”, indica.

Enquanto isso os altos de até R$ 2,00/saca foram vistas no interior do Paraná, com alguns negócios saindo. “Mercado marca dia levemente melhor em termos de movimentação de negócios, com o foco sendo mais o interior do que o porto, apesar disso, não houve nenhuma mudança robusta na dinâmica de mercado que segue consideravelmente lenta No porto, cif Paranaguá marcou alta de R R$ 1,00/saca, indo a R$ 141,00 com pagamento em 31/08 e entrega em julho”, conclui.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Soybean

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AMIS estima safra mundial de arroz de 523,7 milhões de toneladas em 2023/24

A produção mundial de arroz em 2023/24 deverá totalizar 523,7 milhões de toneladas, contra 517,6 milhões do ano anterior.

A estimativa faz parte do relatório de julho do Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS), órgão do G-20 para divulgar dados de oferta e demanda das principais commodities globais. A previsão anterior era de 523,5 milhões de toneladas de arroz.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica produção global de arroz de 520,5 milhões de toneladas. O Conselho Internacional de Grãos indica safra de 524,5 milhões de toneladas.

Fonte e Foto: Agência Safras