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O segredo para uma boa eficiência no manejo de pragas e doenças no trigo

O trigo tem sido apontado como uma das principais fontes de alimento da população humana e dos cereais cultivados, ocupa a terceira posição, atrás do milho e do arroz. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) a área nacional destinada ao cultivo de trigo no ano 2024 está estimada a 3,26 milhões de hectares, uma redução de 6% em relação ao ano anterior.

Mesmo assim, a perspectiva de produtividade é 9,587 milhões de toneladas, com um possível aumento de 26% em relação à safra anterior. Dentre os vários fatores para produção, atenção deve ser dada também ao manejo das principais pragas e doenças da cultura, dado que, uma boa produtividade depende do bom manejo fitossanitário.

Principais pragas na cultura do trigo

Pulgões

São insetos sugadores e causam grandes danos de formas diretas, sugando a seiva, reduzindo significativamente o número de grãos por espiga, o tamanho e o peso dos grãos. De forma indireta o dano mais comum e que pode ser causado pelos pulgões é a transmissão do BYDV causador do nanismo-amarelo em cereais de inverno.

As principais espécies danosas de pulgão são: Pulgão-verde-dos- cereais Schizaphis graminum, entre as espécies de afídeos de inverno é a de maior prolificidade. Pulgão-do-colmo-do-trigo Rhopalosiphum padi,é uma das espécies mais importantes como praga do trigo. Pulgão-da-espiga-do-trigo Sitobion avenae é a espécie mais abundante na fase de espigamento do trigo e pode causar danos diretos quantitativos e qualitativos quando em altas populações, durante o enchimento de grãos.

Para essa praga, a estratégia de controle baseia-se inicialmente no tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos. O monitoramento da lavoura é de grande importância durante o período de estabelecimento. O controle químico é recomendado com 10% de plantas infestadas a partir da emergência até o emborrachamento. Durante o período de espigamento o nível de controle é de 10 pulgões por espiga.

Percevejos

As principais espécies na cultura do trigo são: percevejos barriga-verde Diceraeus furcatus e Diceraeus melacanthus, percevejo-verde Nezara viridula, percevejo-do-trigo Thyanta perditor e o percevejo-raspador Collaria scenica.

Podem causar grandes problemas no período de emborrachamento do trigo como desenvolvimento atrofiado, redução da altura da planta e má formação das espigas, deixando-as sem grãos ou com formação parcial, comprometendo a produtividade e acarretando em impactos econômicos.

Para percevejos-barriga-verde, a aplicação de inseticidas em pulverização da parte aérea do trigo deve ser tomada quando encontrar quatro exemplares por m² na fase vegetativa e dois exemplares por m² na fase reprodutiva.

Para o percevejo-verde, em densidades populacionais superiores a quatro insetos por m², esta espécie é capaz de gerar quedas no rendimento e na germinação de sementes. Para o percevejo-do- trigo uma população acima de dois percevejos por espigas pode causar redução na produtividade, bem como na qualidade das sementes de trigo. O percevejo-raspador tem capacidade de reduzir a produtividade apenas quando ocorre em altas densidades populacionais.

Corós

Corós são larvas de solo tipicamente rizófagas, que atacam a cultura do trigo, são conhecidos pelo nome comum de bicho-bolo ou pão-de-galinha. Na região Sul do Brasil, as espécies coró-do-trigo (Phyllophaga triticophaga) e coró-das-pastagens (Diloboderus abderus) são as mais comuns. Segundo a EMBRAPA, as perdas ocasionadas por corós podem chegar a 100% em certos pontos da lavoura infestada.

As espécies de corós se alimentam de sementes e de raízes, As plantas atacadas apresentam-se murchas, em casos de destruição de todas as raízes morrem.O monitoramento e manejo dos corós necessita de cuidado por serem espécies de ciclo longo, polífagas, de difícil visualização e alcance devido aos hábitos subterrâneos, que ocorrem em reboleiras e possuem elevado potencial de dano.

As decisões sobre controle são adotadas já por ocasião do plantio através do tratamento de sementes, com produtos registrados para este fim.

Principais doenças que acometem a cultura do trigo

Giberela é uma doença de espiga causada pelo fungo Fusarium graminearum, manifesta-se em condições de intensa precipitação e causa prejuízos significativos para a cultura. As espigas infectadas pela doença apresentam coloração esbranquiçada e aristas arrepiadas, fatores que minimizam a produtividade e a qualidade dos grãos.

Para um manejo de alta eficiência é necessário escolher cultivares moderadamente resistentes, escalonar a época de semeadura para que os cereais não coincidam com as condições ambientais favoráveis ao patógeno e realizar controle químico preventivo, o recomendado é ser realizado pelo menos duas aplicações, uma no florescimento e a outra 15 dias após a primeira aplicação.

Brusone é uma doença de difícil controle causada pelo fungo Pyricularia grisea, em condições de clima frio. Seu maior dano ocorre principalmente na base da espiga, o indício mais comum é o branqueamento parcial da espiga, chegando a reduzir completamente a produção de grãos, no mais, o fungo pode infectar todos os órgãos aéreos.

É uma doença de difícil controle visto que permanece em restos culturais e em sementes de trigo. O manejo eficaz acontece com uso de cultivares moderadamente resistentes, rotação de culturas, escalonamento de época de semeadura e aplicação de fungicidas.

Mancha amarela, causada pelo fungo Drechslera tritici-repentis, é a principal doença foliar que ataca a cultura do trigo na região sul do Brasil, perdura nos restos vegetais, podendo se intensificar em lavouras com monocultura de trigo e em cultivares suscetíveis quando encontra dias consecutivos de chuva e temperatura adequada.

O fungo acomete as folhas, causando lesões que virão a restringir a área fotossintética e, por consequência, a presença dessa doença na lavoura pode reduzir em mais de 50% a produtividade de grãos. O manejo eficiente compreende rotação de culturas em conjunto com sementes sadias e/ou tratamento de sementes com fungicidas específicos. Para potencializar o manejo é recomendado o uso de cultivares moderadamente resistentes e aplicação de fungicida nos órgãos aéreos por meio do monitoramento.

Por: Eduarda Gheller e Omega Saul acadêmicos do curso de Agronomia da UFSM, campus Frederico Westphalen, membros do Programa de Educação Tutorial – PET Ciências Agrárias, sob acompanhamento do tutor, professor Dr. Claudir José Basso.

Fonte: Mais Soja Foto: Flávio Martins/Embrapa Soja

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Show Rural de Inverno terá sua quinta edição de 27 a 29 de agosto

A quinta edição do Show Rural Coopavel de Inverno já tem data para acontecer: 27 a 29 de agosto, no parque tecnológico da cooperativa, localizado na BR-277, km-577, na saída para Curitiba, em Cascavel, no Oeste do Paraná. A definição da data acaba de ser feita pelos diretores da mostra de tecnologia, Dilvo Grolli e Rogério Rizzardi.

“A partir de agora, começamos a pensar em novidades que serão agregadas ao maior palco para as culturas de inverno do Brasil”, afirma Dilvo. O evento busca apresentar a triticultores, produtores rurais, técnicos, mulheres e filhos de agricultores, as mais recentes novidades em culturas desenvolvidas para performar nos meses frios do ano.

As empresas expositoras apresentarão o melhor em cultivares, entre outras, de trigo, triticale, aveia e plantas de cobertura. Técnicos especializados falarão das características das novas tecnologias empregadas e dos resultados previstos. Os visitantes também terão a chance de aprender mais sobre manejo e mercado. “Com o avanço das tecnologias, a produtividade do trigo consolida a importância dessa commodity no portfólio da produção brasileira”, destaca Dilvo Grolli.

Gratuita

A exemplo do que ocorre no Show Rural de Verão, o de Inverno não cobrará pelo acesso ao parque nem pelo uso das vagas de estacionamento. “Estamos otimistas com essa quinta edição, que tem tudo para ser a melhor já realizada. Nesses anos todos, pudemos aprimorar pontos importantes dessa mostra de tecnologia, tudo com a finalidade de oferecer aos produtores rurais a melhor experiência durante a visita ao evento”, destaca o coordenador geral, o engenheiro agrônomo Rogério Rizzardi.

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Portaria que alinha datas de plantio da soja é publicada

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta sexta-feira (19.07) a publicação da Portaria nº 303, que define as datas de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da soja na safra 2024/2025. A medida abrange os estados do Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Distrito Federal.

De acordo com informações do Mapa, a portaria visa alinhar os períodos indicados no Zarc com os períodos de vazio sanitário e o calendário de semeadura da soja em âmbito nacional, conforme estabelecido pela Portaria SDA/Mapa nº 1.111, de 13 de maio de 2024.

O calendário de semeadura, que leva em conta parâmetros fitossanitários, faz parte da estratégia de manejo da Ferrugem Asiática da Soja. O Zarc, por sua vez, indica as melhores épocas de plantio, visando reduzir os riscos de perdas devido a adversidades climáticas.

Os produtores rurais que participam do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) devem seguir as datas de semeadura estabelecidas pela SDA, conforme o estado, e pelo Zarc, conforme o município, para garantir a inclusão nos programas de gestão de riscos.

Fonte: Agrolink/Seane Lennon Foto: Sheila Flores

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Ibrafe: Semana começa com queda de preços do feijão nas fontes

A semana começou com um cenário de incerteza para os produtores de Feijão, que se mostraram assustados com as ofertas dos compradores. A estratégia dos compradores é clara: oferecer o menor preço possível para evitar prejuízos ao pagar acima do valor de mercado, afinal a disputa na gôndola não perdoa erros de compra.

Nesta segunda-feira (22), em Minas Gerais e nas proximidades de Brasília, produtores receberam ofertas de até R$ 200 por saca de 60 quilos para Feijão nota 9 ou superior. No entanto, não houve negócios fechados nesse valor. Dependendo das condições locais e do número de compradores na região, os preços oscilaram entre R$ 210 e R$ 230 para o Feijão de escurecimento lento, especialmente nas regiões de Goiás, Minas Gerais e já começam a surgir relatos de colheita na Bahia.

Fonte e Foto: Ibrafe

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Bayer lança híbrido de milho para safra verão 24/25 visando produtor da região Sul em busca de segurança para colheita

Os desafios enfrentados na safra 2023/2024 de milho, especialmente na segunda safra, podem gerar uma redução superior a 10% na produção da região Sul do país, segundo dados preliminares da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Chuvas irregulares provocaram atrasos e replantios, diminuindo a produtividade e elevando os custos. Na região sul do Brasil, principalmente nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, tempestades intensas causaram desastres significativos.

Além disso, as podridões de colmo, doenças foliares e o complexo de enfezamento provocado pela cigarrinha do milho, agravaram a situação. Diante desse cenário, a Bayer lançou o híbrido AG8707PRO4, da marca Sementes Agroceres, com a biotecnologia VTPRO4®, para a safra verão subtropical 2024/2025 no Sul do país.

O híbrido chega para complementar o portfólio da companhia e trazer uma nova opção para o agricultor que está em busca de mais segurança no plantio, como destaca Marina Azevedo, gerente de portfólio de sementes de milho da Bayer

“Na safra atual, os produtores enfrentaram desafios devidos as intempéries climáticas que assolaram a região sul do país o que fez com que o cenário de doenças na cultura do milho se intensificasse. O híbrido AG8707PRO4, com ciclo precoce, chega para proporcionar maior segurança para enfrentar esses desafios, ademais, contamos com um amplo portfólio de híbridos e soluções para atender as necessidades dos agricultores da região Sul”.

Recomendado para o período de semeadura entre agosto e outubro, esse híbrido chega para aliar produtividade com excelente qualidade de colmo, sanidade foliar e proporciona uma melhor segurança para o produtor até o final do ciclo da cultura. Além disso, vem com a biotecnologia de milho VTPRO4, que protege a planta da raiz a espiga.

“Nos últimos 3 anos, mais de 6,5 bilhões de euros foram investidos globalmente em pesquisa e desenvolvimento, com um foco significativo na cultura do milho. Acompanhamos de perto as necessidades dos produtores e a demanda que precisamos atender, por isso nos empenhamos em atualizar nosso portfólio de forma contínua”, ressalta Marina Azevedo.

Além de selecionar o híbrido adequado, é crucial implementar práticas como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD) e doenças, ajustado ao estádio de desenvolvimento da planta, além de investir em ferramentas digitais como a plataforma Climate FieldView da Bayer.

Essas medidas de manejo e de gestão são essenciais para alcançar resultados satisfatórios e maximizar a rentabilidade da lavoura num conceito mais equilibrado e sustentável de agricultura regenerativa.

Fonte e Foto: Assessoria de imprensa Bayer

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Exportações de Milho do Brasil caem 47% em relação a 2023

Nesta segunda-feira (22), a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou que o volume de milho não moído (exceto milho doce) exportado alcançou 1.582.486,9 toneladas. Esse total representa apenas 37,4% do volume exportado em julho do ano passado, que foi de 4.230.622,7 toneladas.

Nos primeiros 15 dias de julho de 2024, a média diária de embarques foi de 105.499,1 toneladas, uma queda de 47,6% em comparação à média diária de julho de 2023, que foi de 201.458,2 toneladas.

Enilson Nogueira, analista da Céleres Consultoria, prevê que o programa de exportação brasileiro de milho em 2024 será menor que o de 2023. “A oferta é menor, os Estados Unidos estão com boa produção e podem atrair parte da demanda no final do semestre, e a Argentina também teve uma boa produção este ano. Estamos em um cenário muito competitivo, com preços menores e mais facilidade para os compradores encontrarem fornecedores”, explica.

Apesar dessa queda, Nogueira espera um aumento nos embarques de milho brasileiro nos próximos meses. “Nas últimas semanas, o programa de exportação mostrou algum progresso. As nomeações de navios para agosto, setembro e outubro aumentaram, indicando uma demanda menor do que no ano passado, mas ainda firme para as exportações brasileiras”, observa o analista.

Em termos de receita, o Brasil arrecadou até agora um total de US$ 313,855 milhões, comparado a US$ 1,035 bilhão em todo o mês de julho de 2023. Isso representa uma queda de 57,6% na média diária, com US$ 20,923 milhões por dia útil em julho deste ano contra US$ 49,319 milhões no mesmo período do ano passado.

O preço médio da tonelada de milho brasileiro também recuou 19%, de US$ 244,80 em julho de 2023 para US$ 198,30 na segunda semana de julho de 2024.

Fonte e Foto: Portal do Agronegócio

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Congresso Brasileiro de Sementes

A Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES) promove de 10 a 13 de setembro de 2024, no Rafain Palace Hotel & Convention em Foz do Iguaçu PR, o XXII Congresso Brasileiro de Sementes (XXII CBSementes).

Você sabia que associados ABRATES têm desconto na inscrição?

Seja associado acesse o site www.abrates.org.br

Vantagens:

– Desconto para publicar no Journal of Seed Science

– Desconto na inscrição de cursos e eventos

– Desconto especial de 30% na compra de publicações

Fonte: Abrates

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Manejo do milho tiguera para reduzir danos da cigarrinha-do-milho

A sobrevivência de insetos pode ser comprometida na ausência de suas plantas hospedeiras preferenciais, levando-os a utilizar outras para obter água e abrigo. Essa população remanescente permite infestar novos cultivos com maior ou menor intensidade, dependendo de múltiplos fatores. O problema se agrava quando o inseto é uma praga severa, capaz de causar danos mesmo em baixa densidade populacional, como ocorre com vetores de doenças, caso da cigarrinha-do-milho. Mas como o manejo de plantas voluntárias de milho pode ser um aliado do agricultor?

A dessecação da área com glifosato, antes do plantio da próxima cultura, era suficiente para controlar plantas daninhas. Contudo, com o maior uso de híbridos resistentes ao herbicida e com as perdas que ocorrem na colheita mecanizada, muitas plantas de milho guaxo ou tiguera têm emergido nas culturas sucessoras, assumindo o papel de daninhas e dificultando o manejo de pragas. Esse milho voluntário permite a sobrevivência e reprodução da Dalbulus maidis, além de ser reservatório de molicutes e do vírus da risca para a próxima safra, causadores de doenças do complexo de enfezamento.

A perda tolerável na colheita mecanizada de milho é de 1,5 saca por hectare, mas mesmo que originem poucas plantas voluntárias, elas germinam várias vezes ao longo do ano. Isso gera aumento da população de cigarrinha no início da safra e da safrinha de milho, com alta probabilidade de este grupo já estar infectivo, ou seja, capaz de transmitir doenças para as plantas novas, ocasionando perdas de produção.

A presença de milho voluntário no campo aumenta a sobrevivência, reprodução e transmissão de doenças pela cigarrinha. Uma das formas de manejo é eliminar essas plantas utilizando métodos químicos, mecânicos, físicos e biológicos, e realizar o monitoramento regular para detectar novos fluxos de emergência. Como o manejo após a planta estar presente na área é mais difícil, é preciso atuar de forma preventiva. Além de observar condição ideal de clima e de ponto de colheita, outros fatores são fundamentais, como o ajuste das colhedoras para minimizar a quebra de grãos e espigas; manutenção regular das máquinas para evitar falhas mecânicas durante a colheita; treinamento adequado dos operadores de colhedoras e demais trabalhadores envolvidos na colheita e; verificar se a faixa de velocidade de trabalho está de acordo com a recomendação técnica.

Uma das preocupações é o agricultor fazer o manejo e o seu vizinho, não. De fato, esse trabalho deve ser realizado por todos, como um compromisso em minimizar o problema. Para esse alinhamento, no Paraná, a Portaria 133/2023 da Adapar estabelece medidas para minimizar as perdas causadas pela cigarrinha, principalmente a eliminação obrigatória do milho voluntário, processo fiscalizado pelo órgão de defesa durante a entressafra.

A ação coordenada dos agricultores e outros profissionais em campo é fundamental para minimizar as perdas causadas pela cigarrinha-do-milho e doenças transmitidas por ela.

Fonte: FAEP/Antonio Senkovski Foto: Divulgação

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Anec revisa para cima estimativa de exportação de soja e milho em julho

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) ajustou para cima a previsão de exportação de soja e milho do Brasil em julho. São previstos embarques de 9,9 milhões de toneladas a 11,52 milhões de toneladas de soja em grão, ante 9,7 milhões a 10,89 milhões de toneladas esperados na semana passada.

Em farelo de soja, a expectativa é de exportação de 2,225 milhões de toneladas, em comparação com 1,869 milhão de toneladas na projeção anterior.

Três insumos reduzem custos de produção da soja em MT

Já os embarques de milho neste mês devem ser de 4,3 milhões de toneladas a 4,716 milhões de toneladas – na semana passada eram previstas 4,099 milhões de toneladas. Para o trigo, a projeção foi mantida em 5.088 toneladas.

Na semana de 7 a 13 de julho o Brasil embarcou 1,588 milhão de toneladas de soja em grão, 356,791 mil toneladas de farelo, 883,969 mil toneladas de milho e 5,088 mil toneladas de trigo. Para a semana de 14 a 20 de julho, a previsão é de exportação de 2,412 milhões de toneladas de soja em grão, 643,842 mil toneladas de farelo e 1,325 milhão de toneladas de milho.

Fonte: Canal Rural Foto: Reprodução/Olha Alerta

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Inscrições para a sexta edição do Avança Café estão abertas

Estudantes e profissionais de todo o país que queiram empreender na cadeia produtiva do Café podem apresentar propostas de projetos para o programa de pré-aceleração de startups Avança Café, que está em sua sexta edição e recebe inscrições até dia 5 de agosto. O objetivo do programa é incentivar o desenvolvimento de tecnologias, produtos e serviços inovadores que atendem desde o produtor até o consumidor. O edital e o formulário de inscrição podem ser consultados no endereço eletrônico www.embrapa.br/cafe/avanca-cafe ou clicando aqui.

Podem se inscrever, sem custos, equipes compostas por três a seis membros, podendo ser compostas por estudantes de ensino médio, graduação ou pós-graduação, por técnicos, professores, pesquisadores, setores, empresários ou independentes. Não é necessário ter uma empresa formalmente registrada e cada equipe pode se inscrever mais de um projeto, embora apenas um seja selecionado para esta edição, caso aprovado.

As equipes de apoio apoiam para transformar suas ideias em projetos de base tecnológica com alto valor agregado ao negócio, seja em produtos ou processos. Os participantes terão acesso a workshops, palestras, painéis e estudos de casos, abrangendo conteúdos teóricos, práticos e ferramentas úteis para o desenvolvimento dos negócios, durante as doze semanas de vigência do programa. Além disso, serão realizadas reuniões de mentoria conforme as necessidades das equipes, com profissionais especializados no assunto.

As equipes com o melhor desempenho receberão premiação, cujo valor bruto total alcança R$ 39.480,00, patrocinado pela Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), o valor servirá de incentivo para incluir os projetos no mercado.

O Avança Café é coordenado pela Embrapa Café, com recursos do Consórcio Pesquisa Café e executado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), por meio do Parque Tecnológico de Viçosa (tecnoPARQ) e pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), por meio do Parque Tecnológico e Científico da Universidade Federal de Lavras (LavrasTec).

Fonte: Embrapa Café