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Safra 2024/25: Milho cresce 5,5% e aposta em biotecnologia

A safra de grãos 2024/25 segue em ritmo acelerado no Brasil, com o milho se destacando entre os principais cultivos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deve atingir 122 milhões de toneladas, um crescimento de 5,5% em relação à temporada anterior. O milho safrinha continua sendo a principal parcela da colheita, representando mais de 78% do total. No Centro-Oeste, maior região produtora do país, agricultores apostam em híbridos de alta performance genética para maximizar produtividade e rentabilidade.

Entre as opções, o híbrido B2701PWU, da Brevant® Sementes, tem se destacado. O produtor Adriano Luiz Barchet, da Fazenda São Domingos (MT), utilizou a variedade em 3 mil hectares na safrinha 2023/24, alcançando 180 sacas por hectare. Segundo ele, o material foi decisivo no controle da cigarrinha e apresentou ótimo desempenho em áreas irrigadas. Com ciclo precoce e tolerância ao estresse hídrico, o B2701PWU se adapta bem às condições climáticas desafiadoras da região.

“Com isso, é importante o agricultor contar com um híbrido pesquisado e desenvolvido com características que atendam às necessidades da sua região. Avaliando desde o sistema de produção, clima, época do plantio e a tolerância às principais doenças do local. No Centro-Oeste, a melhor escolha é o B2701PWU. Ele é precoce e tem estabilidade de plantio, além de bom desempenho em condições de estresse hídrico. Por ter ciclo precoce, se desenvolve mais rápido e quando a região começa a sofrer com a seca, já está desempenhando seu potencial produtivo”, explica Eder Arakawa, Líder da Brevant® Sementes para Brasil e Paraguai.

Além da resistência ao clima, o híbrido conta com a tecnologia PowerCore® Ultra, que protege contra as principais lagartas da cultura, como lagarta-do-cartucho e broca-do-colmo. A tecnologia também oferece tolerância aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio, facilitando o manejo na lavoura. Outro diferencial é o tratamento de sementes LumiGEN™, que inclui fungicidas, inseticidas e bioestimulantes, garantindo melhor germinação e sanidade das plantas.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Divulgação

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Plano Safra prevê crédito extra de R$ 4,178 bi

O governo federal publicou na noite de segunda-feira (24), a Medida Provisória 1.289/2025, que abre crédito extraordinário de R$ 4,178 bilhões para as operações oficiais de crédito rural equalizadas pelo Tesouro Nacional no âmbito do Plano Safra.

A medida visa atender as linhas de crédito subsidiado do Plano Safra, com taxas de juros equalizadas pelo Tesouro, com contratações suspensas pelo Tesouro Nacional desde a última sexta-feira (21). A MP, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entra em vigor hoje e foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Do montante total, R$ 2,752 bilhões serão destinados à subvenção econômica de operações de investimento rural e agroindustrial, R$ 763,519 milhões vão para subvenção econômica de operações de custeio agropecuário e R$ 17,002 milhões para equalização de operações de comercialização nas linhas voltadas a médios e grandes produtores.

Outros R$ 645,782 milhões serão direcionados a equalização de linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Manobra para retomada do Plano Safra

A edição da MP foi anunciada na última sexta-feira (21) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como saída para a retomada das contratações do crédito subsidiado do Plano Safra 2024/25. Os recursos, segundo Haddad, serão acomodados dentro dos limites do arcabouço fiscal, embora venham formalmente de crédito extraordinário.

O que ocorreu com o Plano Safra?

O Tesouro suspendeu as contratações de financiamentos subsidiados pelas 25 instituições financeiras que operam o crédito rural desde a última sexta-feira, em virtude da falta de aprovação do Orçamento 2025 – que inclui recursos para subsídio para política oficial de crédito agropecuário.
Ainda na sexta-feira, o Tesouro informou os bancos que a retomada das contratações estava liberada quando a MP fosse publicada. Cerca de R$ 50 bilhões de recursos subsidiados do Plano Safra estavam bloqueados em virtude da suspensão das linhas.

Fonte: Estadão Conteúdo Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini

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Pesquisa de campo coleta dados para o 6º levantamento da safra de grãos 2024/2025

Na última semana, técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizam visitas técnicas nas lavouras do país para compor o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025. As atividades ocorrem presencialmente no Distrito Federal e nos estados de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. O objetivo é avaliar as condições das plantações e os efeitos das variações climáticas nas produções de grãos.

A coleta de informações é complementada com dados fornecidos por produtores, cooperativas e empresas agrícolas. A análise inclui o acompanhamento detalhado de diversas culturas, considerando os estágios fenológicos, que variam conforme a região e o tipo de produto. Para aprimorar as estimativas, são utilizados também dados de georreferenciamento e imagens de satélite, que possibilitam o mapeamento das áreas cultivadas e a estimativa da produtividade.

No caso da soja, os técnicos monitoram de perto a colheita nas áreas de maior produção. Para o algodão, o foco está na fase final de semeadura, especialmente nas regiões onde o plantio já foi concluído. No milho, as atenções se voltam para as áreas em maturação e colheita da 1ª safra, com especial atenção à qualidade do produto, além do monitoramento do desenvolvimento das lavouras de milho 2ª safra. O trabalho também contempla o plantio de arroz, que está em fase de conclusão, e o amendoim, com atenção às etapas de floração, formação das vagens e enchimento dos grãos em algumas localidades.

As informações obtidas são fundamentais para atualizar as projeções sobre a produção de grãos no Brasil. Os resultados do 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025 serão divulgados no dia 13 de março, oferecendo dados essenciais para o mercado agrícola, governos, produtores e demais atores da cadeia produtiva.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Irrigação viabiliza a soja no extremo noroeste do Paraná

Com 2.600 alqueires, a Fazenda Estrela e Monte Azul é a soma de seis propriedades localizadas no município de Icaraíma, a 60 quilômetros de Umuarama, na região noroeste do Paraná.

Do total da área, há 100 alqueires mantidos com soja sob sistema de irrigação que utiliza três pivôs, 500 alqueires com lavouras de mandioca e os restantes 2 mil alqueires destinados a pastagens, ocupados por um rebanho de 10 mil cabeças em programas de cria, recria e engorda, das quais 5 mil em confinamento.

No último dia 18, o Rally Cocamar de Produtividade passou por lá em companhia do gerente das unidades da Cocamar em Umuarama e Icaraíma, Alisson Rodrigues Nunes, e da engenheira agrônoma Mariane Carvalho.

Garantia de produtividade

A soja é irrigada desde 2020, utilizando estruturas fabricadas pela Lindsay e segundo o administrador Alexandre Rios, a média de produtividade tem ficado ao redor de 160 a 180 sacas por alqueire.

Para se ter uma ideia da importância da irrigação, nas poucas áreas não servidas pelos pivôs, a média despenca para 50 sacas por alqueire. Em relação ao milho, cultivado no inverno na sucessão da soja, a média não fica abaixo de 250 sacas por alqueire, tendo já chegado a 280.

“Sem irrigação não tem viabilidade”, observa Alexandre, ao comentar que há planos de se ampliar o investimento em lavouras irrigadas e alcançar também pastagens e até mesmo a área de confinamento, com aspersores, para refrescar o local.

A carne

Os animais nelore e de rebanho misto são confinados com peso de entrada entre 400 a 450 quilos e após 80 ou 90 dias, saem com 550 quilos de média. O ganho, na engorda, é de 1,6 quilo por dia em média, por animal, mas não é incomum chegar a 1,8 quilo/dia. A carne é destinada ao mercado externo.

Tranquilidade

Com 21% de média de teor de argila e a uma altitude de 350 metros, os solos dessas fazendas não são muito diferentes dos da região, onde geralmente chove pouco. “Temos a tranquilidade de poder contar com a irrigação e, todas as noites, pelo menos 10 milímetros de água são despejados nas lavouras”, comenta Alexandre.

Ainda assim, devido às altas temperaturas registradas na fase de enchimento de grãos da soja, a irrigação foi agilizada mesmo durante o dia, embora a um custo bem mais alto que a operação noturna. Para se ter uma ideia, se das 21h às 6h o custo da energia para o produtor rural é de 12 centavos o quilowatt/hora (kW/h), durante o dia esse valor salta para 48 centavos o kW/h.

Investimento se pagou rápido

O administrador citou ainda que o investimento nos três pivôs, realizado em 2020, foi quitado ainda no período da pandemia, com a elevação dos preços da soja. “Valeu a pena e planejamos agora ampliar”. A irrigação, que deve incluir pastagens, visa a assegurar a produção de comida para o gado no inverno.

Alexandre observa que as propriedades servidas por irrigação são mais valorizadas. “Trata-se de uma tecnologia que está disponível e, como qualquer outra, o produtor precisa preparar-se para explorar todo o seu potencial”, completa.

Sobre o Rall

Em seu 10º ano de realização, o Rally Cocamar de Produtividade segue em busca de experiências incentivadas pela Cocamar que ajudem a promover o desenvolvimento da atividade agropecuária paranaense. A iniciativa conta com o patrocínio da Ourofino Agrociência, Sicredi Dexis, Seguradora Sombrero, Fertilizantes Viridian, Nissan Bonsai Motors e Texaco.

Fonte: Assessoria de Imprensa Cocamar

Frutas,verduras,peixe e  grãos no mercado municipal. Fotos:Ari Dias/AEN

Paraná lidera produção e importação de feijão, e começa a expandir exportação do produto

O Paraná é o maior produtor e o maior importador de feijão, portanto, o principal responsável por colocar essa leguminosa nas mesas dos brasileiros, atendendo diversos paladares. Recentemente, tem se caracterizado também como um exportador importante. Esse é um dos assuntos do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 14 a 20 de fevereiro.

Desde meados dos anos 90 o Paraná se constituiu o maior produtor de feijão do Brasil. Apesar disso, a exportação era limitada e as empresas estaduais mais importaram do que venderam o produto para o Exterior. Em 1997, por exemplo, as importações superaram 20 mil toneladas, vindas da Argentina. São Paulo e Rio de Janeiro importaram volume semelhante. No mesmo ano a exportação paranaense somou apenas 277 toneladas.
Dez anos depois o Estado já era responsável por volumes superiores a 80% de todo o feijão seco vindo do Exterior. Nesse período, além da Argentina, a China apareceu como importante fornecedor. Em 2013 o Paraná trouxe 200 mil das 300 mil toneladas de feijão importadas pelo Brasil. No ano passado as importações paranaenses recuaram bastante em comparação a 2023, caindo de 65 mil para 19 mil toneladas, mesmo assim representaram 86% das 22 mil toneladas trazidas por empresas brasileiras.

“Recentemente, porém, outra frente está tomando corpo: a das exportações, que somaram 71 mil toneladas em 2024, superando em mais de cinco vezes o número registrado em 2023, que foi de 10 mil toneladas”, afirmou o agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Deral.

O que impactou o aumento foram as vendas para a Venezuela, que adquiriu 25 mil toneladas, e para o México, com 21 mil toneladas. Em exportações, o Mato Grosso é líder, com 128 mil toneladas em 2024. Mais da metade atendeu o mercado da Índia. Os indianos também compraram feijão do Paraná, em menor escala, com cerca de 4 mil toneladas.

Soja e maça

O documento preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostra ainda o panorama da produção de soja e aborda o cultivo de maçã e pepino no Paraná. No setor de pecuária, há análise sobre produção de carne suína, mercado exportador de ovos e uma visão sobre custos na criação de frangos e evolução de preços.

O documento cita que as estimativas de produção de soja no Paraná são de 21,3 milhões de toneladas para a atual safra, inferior às 22,3 milhões de toneladas projetadas inicialmente. No entanto, os impactos do clima podem ser piores à medida que a colheita avança.

O trabalho de colheita já alcança 40% dos 5,77 milhões de hectares plantados. A estimativa é que essa cultura movimente cerca de R$ 40 bilhões no Estado em comercialização. A produção brasileira da oleaginosa deve superar 160 milhões de toneladas.

A maçã foi cultivada em 33,3 mil hectares no Brasil em 2023, com 1,2 milhão de toneladas colhidas e VBP medido pelo IBGE de R$ 2,9 bilhões. O Paraná produziu naquele mesmo ano 27,5 mil toneladas em 979 hectares, com VBP de R$ 91,5 milhões.

A produção paranaense está concentrada na Região Metropolitana de Curitiba, com 45,7% do total. Seguem-se o Sudoeste (29%) e os Campos Gerais (19%). A fruta está presente em 25 municípios, sendo Palmas o principal produtor. É seguido por Campo do Tenente, Porto Amazonas e Lapa.

Pepino

O pepino é cultura comercial em 356 municípios paranaenses. O último levantamento, de 2023, apontou produção de 71,8 mil toneladas em 2,6 mil hectares, o que rendeu R$ 149,1 milhões de VBP.

O Núcleo Regional de Curitiba concentra a maior parte da produção, com destaque para Cerro Azul, principal produtor do Estado, que tem 225 hectares com a cultura e produziu 5,1 mil toneladas. O núcleo de Jacarezinho também é um importante polo produtivo, aparecendo Ibaiti como segundo produtor estadual, com 70 hectares e 3,5 mil toneladas.

Suínos

Os primeiros dados da Pesquisa Trimestral de Abate, divulgada pelo IBGE, mostram pouco mais de 5,3 milhões de toneladas de carne suína produzidas no Brasil em 2024, o que corresponde ao abate de 57,6 milhões de animais. Mesmo sendo recorde, é o menor crescimento percentual dos últimos dez anos, apenas 0,6% em relação a 2023, ou 29,9 mil toneladas a mais.

Foram exportados 1,3 milhão de toneladas – 106,7 mil toneladas a mais que em 2023. Estima-se, portanto, que 75,5% da carne suína produzida foi destinada ao mercado interno. O volume de exportação é um dos fatores que contribuíram para a elevação do preço da carne suína em 2024.

Ovos

O boletim registra que mais de 99,5% da produção de ovos no Brasil é destinada ao mercado interno (ovos férteis para reprodução, consumo in natura, indústria alimentícia, merenda escolar e estabelecimentos que oferecem alimentação). Em 2024 foram exportadas 44,2 mil toneladas, 11,4% a menos que as 49,9 mil toneladas do ano anterior.

O Paraná ficou na segunda posição, com 9,9 mil toneladas exportadas e receita de US$ 44,3 milhões. Representou crescimento de 12,3% em relação às 8,8 mil toneladas de 2023 e aumento de 9,8% sobre os US$ 40,3 milhões em receitas cambiais. O México é o principal comprador dos ovos produtos brasileiros.

Frangos

O custo de produção do frango vivo no Paraná, criado em aviários tipo climatizado em pressão positiva, foi de R$ 4,81 por quilo em janeiro de 2025, segundo a Central de Inteligência de Aves e Suínos, da Embrapa Suínos. Representa elevação de 0,4% em relação ao custo de R$ 4,79 por quilo em dezembro.

Comparado com o mês anterior, a maior alta no Paraná foi com gastos em calefação e cama, que teve aumento de 5,53%, e em ração, que cresceu 1,43%. Em compensação houve redução em genética (-3,48%) e em mão de obra (-0,99%).

Fonte: AEN Foto: Divulgação

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CNA discute panorama da safra de grãos e previsões climática

O panorama da safra brasileira de grãos e as previsões climáticas para os próximos meses foram discutidos, na segunda (24), durante reunião da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA.

Os representantes das federações de agricultura e pecuária dos estados falaram sobre as estimativas dos dados de produção, área plantada e produtividade de soja e milho e o andamento da colheita na safra 2024/2025.

O presidente da comissão, André Dobashi, destacou a diversidade de fontes estatísticas utilizadas nos estados e a necessidade de uma ferramenta única para avaliação das culturas agrícolas.

Na reunião, o sócio-diretor da Agroconsult, André Debastiani, apresentou a evolução da colheita de soja e milho na safra atual e a situação nas principais regiões produtoras. Segundo a consultoria, a produção de soja está estimada em 171,3 milhões de toneladas, aumento de 10,2% em relação à safra 2023/2024.

A produtividade média de soja no país será de 60 sacas de soja por hectare e a área plantada ficará em 47,6 milhões de hectares, alta de 1,7%.
“Não faltou chuva durante o desenvolvimento vegetativo e o enchimento de grãos em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Tocantins. Houve bom controle de pragas e doenças e recorde de grãos por hectare”, disse.

Já em Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, as chuvas começaram a falhar após a segunda quinzena de dezembro de 2024. “A estiagem afetou os estados em intensidades distintas”, informou Debastiani.

Outro tema debatido na reunião foi o prognóstico climático para os próximos meses e o impacto na produção de grãos. De acordo com o meteorologista da Safra Energia, Celso Oliveira, o fenômeno La Niña padrão Modoki será uma ameaça para o país. “O resultado é um padrão mais seco e quente em fevereiro e março no Centro e Sul do Brasil, situação que diminui cada vez mais a umidade do solo”.

Celso esclareceu que no fim do verão, dificilmente haverá energia suficiente para que o outono seja chuvoso. “Normalmente, o início de outono é uma continuidade do fim do verão. Com isso, os 65% de milho restantes para o plantio correm mais risco com um cenário mais seco”.

O especialista explicou que até meados do outono, o La Niña termina, retornando a uma neutralidade, situação que pode trazer ondas de frio mais intensas a partir da segunda quinzena de maio ao Paraná e sul de Mato Grosso do Sul.

Os protocolos de exportação de sorgo e gergelim para a China também foram discutidos no encontro. O coordenador geral de Fiscalização e Certificação Fitossanitária Internacional do Ministério da Agricultura, Eduardo Porto Magalhães, afirmou que os protocolos foram assinados em novembro do ano passado, mas estão em situações de operacionalização distintas.

“No caso do gergelim, já fizemos o cadastro de produtores, beneficiadores e traders e enviamos a lista de exportadores autorizados. No momento aguardamos o feedback da China e a expectativa é que em março já esteja tudo pronto para o Brasil começar a exportar. Em relação ao sorgo, a pedido das autoridades chinesas, iremos organizar uma visita ao país para que possam verificar o crescimento ativo das folhas antes de dar o próximo passo”, explicou.

Para o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, a China é um mercado estratégico para o sorgo brasileiro. “Com a efetiva operacionalização desse acordo, os produtores terão mais uma alternativa de comercialização, o que pode impulsionar o cultivo e agregar valor à produção nacional”, afirmou André Dobashi.

Fonte: CNA Foto: Divulgação

Sementes - Imagem Ilustrativa - Crédito Apasem

APASEM oferece três novos treinamentos neste primeiro semestre de 2025

A Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (APASEM) está com três novos treinamentos voltados para profissionais das áreas de laboratórios e sementes, neste primeiro semestre de 2025. Entre eles: “Interpretação da Norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017”, “Amostrador de Sementes” e “Treinamento de Atualização para Responsável Técnico de Laboratório”.

Os cursos foram desenvolvidos para atender às demandas de um mercado que busca cada vez mais qualidade, segurança e eficiência nos processos laboratoriais e na cadeia de sementes. As inscrições já estão abertas e as aulas serão ministradas por profissionais com ampla experiência na área.

Conheça os cursos:

Interpretação da Norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017

Focado na compreensão e aplicação da norma internacional que estabelece requisitos gerais para competência de laboratórios de ensaio e calibração.

Requisitos gerais para competência de ensaio e calibração.

30 Vagas

Dias 20 e 21 de março, em Ponta Grossa/PR

Instrutora: Marli Jabuonski

Valor: R$ 1.500,00

Parceria: Qualynter/APASEM

✓ Introdução
✓ Escopo
✓ Referências normativas
✓ Termos e definições
✓ Requisitos gerais (imparcialidade e confidencialidade)
✓ Requisitos de estrutura
✓ Requisitos de recursos
✓ Requisitos de processos
✓ Requisitos de gestão
✓ Exercícios finais
✓ Encerramento do curso

Amostrador de sementes

Curso essencial para profissionais que desejam atuar na coleta de amostras de sementes com qualidade e segurança, atendendo às exigências regulatórias e técnicas.

30 Vagas

Dias 5 e 6 de maio, em Ponta Grossa/PR

Instrutor: Dr. Jonas Farias Pinto

Valor: R$ 1.500,00

Parceria: Academia da Semente/APASEM

1) Atributos da Qualidade das Sementes sobre qualidade de sementes
✓ Noções básicas
2) Noções de Beneficiamento e Armazenamento
✓ Visão geral das etapas do beneficiamento
3) Programa Nacional de Sementes
✓ Principais aspectos legais que regem a produção, comercialização e uso de sementes no Brasil
✓ Os procedimentos legais que regem a amostragem
4) Amostragem de Sementes
✓ Objetivo e finalidade da amostragem
✓ Tipos de amostras
✓ Intensidade de amostragem
✓ Condições para amostragem
✓ Equipamentos de amostragem
✓ Procedimentos de homogeneização da amostra
✓ Documentos para a remessa da amostra
5) Prática de amostragem de sementes
✓ Amostragem em sacarias
✓ Amostragem em big-bags
6) Prática de Homogeneização e redução da amostra
Treinamento para RT de laboratório
Voltado para Responsáveis Técnicos, com conteúdo atualizado sobre gestão de laboratórios, boas práticas e legislação vigente.

Atualização de análise de sementes de grandes culturas com ênfase na legislação vigente

30 Vagas

Dias 7, 8 e 9 de maio em Ponta Grossa/PR

Instrutores: Dr. Jonas Farias Pinto, Saionara Tesser e Juliana Bueno Veiga

Valor: R$ 2.000,00

Parceria: Academia da Semente/APASEM

✓ Pureza
✓ Determinação de outras sementes por número
✓ Germinação em diversos substratos
✓ Verificação de outras cultivares
✓Número de sementes infestadas ✓ Peso de mil sementes
✓ Utilização de tabela de tolerância
✓ Verificação de padrão de espécie de acordo com normativas vigentes
✓Emissão de laudos ✓Preenchimento de relatórios mensais a serem enviados ao MAPA

“Investir na qualificação dos profissionais é fundamental para manter a excelência e a segurança nos processos laboratoriais e na produção de sementes. Esses cursos foram planejados para atender às necessidades do setor e oferecer uma formação de qualidade”, destaca o Diretor Executivo da Apasem, Jhony Möller.

Serviço:

As vagas são limitadas. Os cursos serão realizados na Associação Comercial de Ponta Grossa nos meses de março e maio. Solicite seu formulário pelo e-mail comunicacao@apasem.com.br ou WhatsApp (41) 9 8774-7460. O combo para os três cursos fica no valor de R$ 4.500,00.

Fonte: Correio do Campos com Assessoria de Imprensa Foto: Arquivo APASEM

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Moatrigo 2025

Realizado pelo Sinditrigo|PR e promovido por suas Associadas e Colaboradoras, o Moatrigo é um evento cuidadosamente elaborado a partir da opinião da Indústria para ampliar o desenvolvimento profissional na cadeia produtiva do Trigo.

Quando:

18 de março, das 8h30 às 17h30, no Centro de Eventos FIEP, Av. Com. Franco, 1341 – Jardim Botânico, Curitiba

Inscreva-se

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Novas ferramentas de biotecnologia apoiam pesquisa para soja

O desafio da genética do século 21 passa pelo uso de edição gênica, fenotipagem de larga escala e marcadores moleculares, entre outras ferramentas da biotecnologia. O Soja Talks, programa da Embrapa Soja no Youtube e no Spotify, acaba de entrevistar Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, que aborda como essas novas ferramentas estão apoiando o desenvolvimento de inovações na cultura da soja.

Nepomuceno considera que esses avanços na ciência são fundamentais para o alcance de resultados mais promissores e reforça que as novas ferramentas de biotecnologia promovem maior agilidade e precisão na análise e na interpretação dos dados científicos trazendo para a pesquisa agrícola.

“Hoje vivemos uma revolução na genética e todo o ferramental disponível traz maior eficiência quando olhamos pontualmente os genes, por exemplo. Ao trazer essas novas metodologias para o laboratório, as ações da pesquisa ficam mais ágeis, baratas e eficientes”, explica Nepomuceno. “Aproveito para destacar o uso da técnica CRISPR que tem sido usada na agricultura, mas também na medicina, na indústria e para produção de bioinsumos. Essa técnica é muito mais eficiente, barata e rápida de se fazer pesquisa e obter resultados, é realmente uma revolução”, avalia.


Acesse a entrevista no YouTube aqui

Fonte: Assessoria de Imprensa Embrapa Soja Foto: Arquivo Embrapa