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O Imea divulgou a 1ª estimativa do custo de produção do milho para a safra 25/26

Segundo o USDA, em fev/25, a estimativa da oferta mundial de milho para a safra 24/25 ficou em 1,70 bilhão de toneladas, decréscimo de 0,32% ante jan/25. Esse cenário de queda está, sobretudo, pautado pela retração na produção mundial, puxada pelo Brasil e a Argentina, ambos com uma redução de 1 milhão de toneladas em suas produções.

No que se refere à demanda mundial de milho na temporada 24/25, esta apresentou diminuição de 0,18% em relação ao último relatório, e com isso, ficou projetada em 1,41 bilhão de toneladas.

Dessa forma, com a menor oferta e demanda, os estoques finais ficaram estimados em 0,29 milhão de toneladas, 1,03% a menos em relação à estimativa passada. Por fim, apesar das reduções nos dados de oferta e demanda mundial, o mercado já aguardava por esses ajustes nas produções dos países da América do Sul, e, com isso, não houve um grande impacto nas cotações diárias para o milho contrato jul/25.

BAIXA: acompanhando a cotação do milho em Chicago, o indicador da paridade de exportação do milho contrato jul/25 fechou a semana com queda de 0,81%.

ALTA: devido ao consumo interno aquecido do grão, a cotação na B3 exibiu alta de 1,70% ante a semana passada, e fechou em R$ 79,06/sc na última semana.

RETRAÇÃO: o dólar compra Ptax encerrou a semana na média de R$ 5,77/US$, com queda de 0,57% em relação à última semana.

O Imea divulgou a 1ª estimativa do custo de produção do milho para a safra 25/26

De acordo com o projeto CPA-MT, o custeio do milho alta tecnologia ficou projetado em R$ 3.055,05/ha, redução de 5,61% ante a safra 24/25. Essa baixa foi pautada, principalmente, pela atualização dos painéis modais de custo de produção, que exibiram diminuição nas aplicações com insumos, com destaque para os defensivos agrícolas, que registraram redução de 9,76%.

Além disso, o dólar menor no último mês também contribuiu para a retração nos preços dos insumos cotados na moeda. Com a diminuição no custeio, o COE e o COT ficaram estimados em R$ 4,474,51/ha e R$ 5.040,42/ha, diminuindo 2,97% e 2,07% respectivamente, ante o ciclo passado. Por outro lado, com o aumento das taxas de juros, o custo de oportunidade apresentou avanço de 31,26% em relação à safra 25/26, o que deixou o CT mais alto para a temporada, fechando em R$ 6.283,47/ha, elevação de 3,11% ante a safra 24/25.

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Fonte: IMEA Foto: Divulgação

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