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Instituto Pensar Agronegócio apoia e fortalece o setor em diferentes frentes

O agronegócio brasileiro alcançou os resultados globais que possui por meio de forte mobilização e cooperação técnica. Um exemplo disso é a atuação do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), uma organização sem fins lucrativos criada por uma série de entidades da agricultura e pecuária, de toda cadeia produtiva nacional, para auxiliar na articulação e na proteção dos interesses desses segmentos, incluindo a assessoria direta, com informações, embasamento técnico e estudos, para a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), no Congresso Nacional. Assim, agendas, debates e questões que afetam o setor e as pautas que são levantadas pelo próprio agronegócio possuem um respaldo mais robusto.


Trata-se de estratégia e, desta forma, fortalecer a participação do agronegócio nas decisões públicas. O IPA se consolidou como um importante polo de produção de conhecimento técnico e de articulação política em defesa do setor agropecuário brasileiro.

“O Instituto Pensar Agro tem sido essencial para que a Frente Parlamentar da Agropecuária atue com base em dados confiáveis e análises técnicas qualificadas. Hoje, o IPA nos apoia em temas como o aprimoramento das políticas de crédito e seguro rural, o acompanhamento de pautas ambientais e climáticas, além da avaliação de impactos de propostas tributárias e regulatórias. Esse suporte técnico garante que nossas pautas no Congresso e junto ao governo estejam sempre embasadas em informações atualizadas e bem fundamentadas”, comenta o deputado federal Pedro Lupion (PP), da bancada paranaense e presidente da FPA.

Já são 14 anos de atuação, com uma série de conquistas neste período. Desafios importantes já foram superados com estudos técnicos e atuação conjunta das associações e federações ligadas ao agronegócio, mas as demandas se renovam e, por isso, a mobilização em torno e por meio do IPA segue como uma das iniciativas de sucesso que englobam o papel de facilitador entre produtores, governos e instituições, sendo um espaço para diálogo com consistência,  além de embasamento técnico para decisões e negociações.

A missão de garantir a fluidez neste trabalho está, desde fevereiro deste ano, com a superintendente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), Tania Zanella. Ela é a presidente do IPA até 2027 e, com isso, tem o papel de trabalhar por uma eficiente articulação entre as 59 associações e entidades ligadas ao agronegócio brasileiro que compõem o instituto. Entre elas estão a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) e a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP).

“O IPA evoluiu significativamente na sua capacidade de reunir especialistas, entidades representativas e formuladores de políticas públicas em torno de pautas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do agro. Entre os principais avanços, destacam-se a elaboração de estudos que subsidiaram importantes marcos legais, como o Código Florestal, a Nova Lei dos Agrotóxicos, o Licenciamento Ambiental e a Reforma Tributária com olhar para o setor”, afirma Tania Zanella, em entrevista para a Revista da Apasem.

O dinamismo nos desafios e demandas também é destacado pela presidente do Instituto. De acordo com ela, a agenda regulatória ambiental, os entraves logísticos, a insegurança jurídica e a crescente necessidade de fortalecer a imagem do agro perante a sociedade são temas constantes para o IPA. “Ainda assim, o instituto tem respondido com responsabilidade técnica e diálogo permanente com o Congresso Nacional, sempre em parceria com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O grande mérito do IPA tem sido justamente sua capacidade de reunir múltiplos atores em torno de soluções viáveis e tecnicamente fundamentadas para o setor”, salienta.

Pedro Lupion, em entrevista à Revista da Apasem, também reforçou a evolução do IPA, de forma constante e estratégica, tornando-se um pilar técnico da atuação parlamentar em defesa do agronegócio. Para o deputado federal, isso permitiu avanços em áreas como legislação ambiental, política agrícola e comércio internacional. “Hoje, a FPA conta com um braço técnico sólido que nos permite atuar com ainda mais eficiência, assertividade e visão de futuro na defesa do produtor rural e do desenvolvimento do setor”, opina.

Imagem do agronegócio

Se os desafios são constantes, como, então, direcionar os esforços para melhores resultados? Para Tania Zanella, isso passa pelo fortalecimento da imagem do agronegócio como um todo e a necessidade de mostrar que o segmento vai além da sua relevância econômica. Os papéis social, ambiental e estratégico para o país devem ser trabalhados cada vez mais pelo IPA, com esforços para que o agro seja cada vez mais compreendido e valorizado pela sociedade e pelas novas gerações.

“Esse direcionamento tem permeado todas as frentes do IPA: desde os estudos técnicos voltados à sustentabilidade e à inovação no campo, até o fortalecimento da atuação institucional junto ao Congresso Nacional e à imprensa. Estamos empenhados em promover uma agenda propositiva, baseada em evidências e aberta ao diálogo com diferentes segmentos da sociedade”, afirma.

O IPA tem focado em uma agenda que alia competitividade, sustentabilidade e inovação. De acordo com a presidente do instituto, os estudos atuais tratam de temas como transição energética no campo, pagamento por serviços ambientais, mercado de carbono, segurança jurídica para a produção agropecuária, modernização do licenciamento ambiental e governança fundiária. Isso acontece paralelamente aos acompanhamentos de novidades e debates colocados por governos, além da tramitação de projetos e discussões nas diferentes esferas do poder público. Estão sendo acompanhadas de perto, por exemplo, as discussões sobre políticas públicas de crédito rural, seguro agrícola e conectividade no campo.

Participação ativa faz diferença

A atuação do Instituto Pensar Agronegócio (IPA) pode ser acompanhada por toda a cadeia por meio dos canais oficiais da própria entidade e da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA), onde as pautas são divulgadas para a sociedade como um todo. “O IPA representa a força da união do setor produtivo em torno de objetivos comuns. A participação ativa de diversas entidades traz uma riqueza de informações, experiências e propostas que fortalece a nossa atuação política. Essa construção coletiva garante uma visão ampla e plural do agronegócio, permitindo que nossas pautas avancem de forma mais sólida, estratégica e representativa diante dos desafios nacionais e internacionais”, enfatiza o deputado Pedro Lupion.

A Abrasem é uma das 59 entidades do agronegócio que fazem parte do IPA. “O instituto é fundamental na organização do agronegócio nacional”, classifica o presidente executivo da Associação Brasileira de Sementes e Mudas, Ronaldo Troncha. Ele relembra que a criação da Frente Parlamentar da Agropecuária partiu da antiga bancada ruralista no Congresso Nacional e a movimentação por uma articulação e representação política organizada motivou o surgimento do IPA. “As instituições ligadas ao agronegócio começaram a entender a necessidade de fornecer o apoio técnico aos parlamentares, fazendo com que matérias relevantes sobre legislação, questões jurídicas e discussões junto ao Executivo tivessem o apoio do conhecimento técnico dessas associações”.

Desta forma, o IPA auxilia na preparação e apoio para projetos de leis e debates mais ligados aos temas específicos de cada associação que integra seu quadro, além de assuntos nacionais que impactam o agronegócio como um todo, incluindo Reforma Tributária, licenciamento ambiental e Código Florestal Brasileiro. “Aliás, esse foi um dos grandes temas discutidos e uma das grandes conquistas do IPA”, indica.

De acordo com Troncha, leis como a de proteção de cultivares e de patentes também tiveram o auxílio, em suas articulações e resultados, de representantes ligados ao agronegócio como um todo. “Um dos temas para o setor de sementes que está sendo relevante e estamos discutindo exatamente nesse momento em uma das comissões do IPA é justamente a questão da alteração, ou seja, da modernização da lei de proteção de cultivares. Estamos fazendo várias reuniões com vários setores do agronegócio, que estão ali representados dentro do IPA. Todos os tipos de sementes e mudas estão envolvidos nesta legislação, e isso inclui o trabalho conjunto com outras associações, além da Abrasem”, revela.

A comissão de Defesa Agropecuária do IPA vem concentrando esses debates neste ano e os integrantes debatem a possibilidade de melhoria da legislação como um todo, inclusive visando aumentar o fomento e investimentos em pesquisas e melhoramento genético como um todo.

O Sistema FAEP – Federação da Agricultura do Estado do Paraná – participa ativamente do IPA desde a criação da entidade, em 2011, por meio da elaboração de estudos técnicos e da atuação nos grupos de trabalho, o que inclui temas como relações fundiárias, relações trabalhistas e relações institucionais e governamentais.

Exemplos paranaenses e pautas capitaneadas por aqui também são levados para o IPA, segundo o presidente interino no Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. A visão sobre o Código Florestal Brasileiro e mudanças em legislações referentes a licenciamento ambiental foram temas de mobilizações no Paraná que repercutiram nacionalmente, por meio, inclusive, da participação da FAEP nas articulações e atividades do Instituto Pensar Agronegócio.

“As entidades que fazem parte do IPA colocam seus papéis e as importâncias que têm relacionadas aos temas dentro da Associação. Por isso, existe esse papel de protagonismo, com atuação dentro dessa importante entidade que representa toda a agropecuária e que exerce esse ponto importante para a bancada no Congresso Nacional”, avalia.

A própria federação paranaense contribui com muitos estudos técnicos, que são usados para basear negociações e articulações, com impacto direto na defesa ativa dos interesses da agropecuária estadual e nacional. A expertise do departamento técnico da FAEP também é ressaltada por Ágide Eduardo Meneguette. “Na IPA, trabalhamos em conjunto para achar as melhores soluções, juntamente com os corpos técnicos das entidades, subsidiando os parlamentares da melhor forma e, assim, atendendo os anseios do setor”, disse.

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