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Um paranaense na liderança da Abrasem

A Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) tem um paranaense como presidente na gestão 2025-2028. Trata-se de Paulo Pinto de Oliveira Filho, agropecuarista e engenheiro agrônomo que atua há décadas no cooperativismo e no setor de sementes.

Atual presidente da Coprossel (Cooperativa de Produtores de Sementes) e vice-presidente da Apasem, Paulo Pinto assume a principal entidade representativa do setor de sementes e mudas no Brasil. Fundada em 1972, a Abrasem reúne empresas, associações estaduais e entidades ligadas à pesquisa, produção e comercialização de sementes e mudas, atuando como elo entre o setor produtivo e o governo. “Temos uma expectativa muito boa no enfrentamento dos desafios da Associação para os próximos anos. Estamos com uma nova gestão administrativa e um novo presidente executivo, que juntos darão maior dinamismo à instituição, fortalecendo ainda mais a Abrasem para que possa atender às demandas contemporâneas dos associados”, comenta o presidente, em entrevista à Revista Apasem.

O papel da Associação está justamente em promover o desenvolvimento da cadeia de sementes e mudas, defender os interesses dos associados, além de incentivar a inovação e a qualidade na produção. A Abrasem também participa ativamente da formulação de políticas públicas, normas e legislações que impactam o setor, contribuindo para a segurança alimentar e a sustentabilidade da agricultura brasileira. Confira os principais trechos dessa conversa com o novo presidente da entidade:

Revista Apasem: Como avalia esse início de mandato à frente da Abrasem e quais são as prioridades da gestão?
Paulo Pinto de Oliveira Filho: Assumimos há poucos meses, porém, já atuo na Abrasem há bastante tempo, contribuindo com a elaboração de um planejamento estratégico voltado a fortalecer cada vez mais a instituição. O objetivo, neste momento, é torná-la ainda mais representativa e, assim, proporcionar melhores resultados naquilo que realmente interessa aos nossos associados e ao setor de sementes.

Revista Apasem: Como enxerga os desafios relacionados às questões regulatórias, ao desenvolvimento e à difusão de novas tecnologias, além da comunicação institucional da Abrasem em todo o Brasil?

PPOF: Esse é um dos principais focos em que a Abrasem vem trabalhando. Nosso objetivo é estabelecer um marco regulatório que seja simples, claro e que ofereça segurança a todos os elos da cadeia da indústria de sementes. Para isso, estamos promovendo o diálogo entre todos os interessados — produtores, governo, cientistas e outros profissionais — com o intuito de construir uma estrutura normativa que atenda às necessidades dos nossos associados e do setor como um todo.

Revista Apasem: Quais os principais desafios que o setor de sementes deve enfrentar nos próximos anos e de que forma a Abrasem pode atuar estrategicamente diante desse cenário?

PPOF: A atualização da Lei de Proteção de Cultivares é, sem dúvida, o principal desafio hoje. Trata-se de uma legislação bastante antiga, que precisa ser modernizada para acompanhar as novas tecnologias que vêm surgindo. O setor precisa de uma legislação segura e atualizada, que acompanhe os avanços tecnológicos e continue protegendo os interesses dos nossos associados. Outro ponto crucial é a comunicação com o nosso cliente: o produtor rural. É fundamental que ele compreenda a importância de utilizar sementes de boa qualidade, com todas as tecnologias embarcadas. A Abrasem vem trabalhando nisso há mais de cinco décadas, levando informações relevantes ao campo e representando o setor de sementes. Precisamos reforçar essa comunicação, pois o sucesso do agronegócio brasileiro está diretamente ligado à qualidade da semente — que é o início de tudo. Sementes de alta qualidade, com tecnologia, garantem maior produtividade. Esse é o caminho.

Revista Apasem: Neste sentido, como será tratada a pauta sobre o combate à pirataria de sementes?

PPOF: Com prioridade e seriedade. Quando estive à frente da Associação Paranaense de Sementes e Mudas (Apasem), realizamos um importante trabalho no Paraná, conscientizando os produtores sobre a importância do uso de sementes certificadas, com qualidade comprovada. Muitas vezes, na tentativa de economizar, o produtor acaba utilizando sementes de baixa qualidade e, como resultado, obtém produtividade muito inferior. Agora, com a Abrasem, em parceria com a CropLife, formamos uma coalizão com diversos setores para levar essas informações ao produtor rural em todo o Brasil. Queremos mostrar, primeiro, a importância de utilizar sementes de qualidade, que asseguram boa produtividade e segurança; segundo, alertar que o uso de sementes piratas é crime e pode trazer consequências sérias, como multas e perdas na produção. Essa conscientização é essencial e será um dos pilares do nosso trabalho.

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