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Colheita de soja avança no Brasil

De acordo com o boletim semanal da Conab, a colheita de soja no Brasil avançou para 5,72% da área total na semana de 16 a 22 de janeiro de 2024. Mato Grosso lidera o ritmo de colheita, com 10% da área colhida. Já no sul do Brasil, as chuvas frequentes estão limitando a finalização do plantio e prejudicando os tratos culturais.

Em Mato Grosso, a colheita atingiu cerca de 10% da área total, indicativo de um progresso inicial significativo. As chuvas recentes trouxeram alívio às lavouras, que antes enfrentavam um período de escassez hídrica. Esta melhoria nas condições hídricas é crucial para o desenvolvimento da soja, especialmente nas fases entre o desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos.

No Rio Grande do Sul, por outro lado, a situação apresenta-se mais complexa. Os temporais frequentes têm limitado tanto as operações de manejo preventivo quanto a conclusão da semeadura. Este padrão de chuvas intensas pode levar a desafios tanto na germinação quanto na saúde das plantas, exigindo atenção redobrada dos produtores.

O estado do Paraná mostra um cenário onde a colheita avança, concentrando-se em regiões específicas. Apesar das chuvas terem sido esparsas e de baixo volume, elas beneficiaram as lavouras em estágios mais tardios, especialmente aquelas em fase de floração e enchimento de grãos. 

Em Goiás, as lavouras de ciclo médio e tardio estão demonstrando uma recuperação mais efetiva após as chuvas recentes, enquanto as áreas mais precoces já estão em fase de colheita. 

Em Mato Grosso do Sul, a colheita prossegue em ritmo lento, com a maior parte das lavouras ainda nas fases reprodutivas.

Minas Gerais apresenta um contraste nas condições das lavouras, onde as mais tardias se beneficiam das chuvas recentes, enquanto as mais precoces enfrentam perdas devido ao calor e à estiagem.

Na Bahia, a colheita iniciou-se, focando principalmente em áreas irrigadas. A maioria das lavouras, incluindo as de sequeiro, estão em boas condições.

Por fim, no Maranhão, a colheita começou, especialmente no sul do estado, enquanto a semeadura ainda ocorre nas regiões central, leste e oeste, estando limitada pela falta de chuvas.

Do meio para o final do ciclo da soja, a maioria das lavouras avançam pelo enchimento de grãos (40,4%) estádios que ainda precisa de chuvas para a manutenção de umidade adequada no solo, que é crucial para a saúde e desenvolvimento ótimo dos grãos. Assim como as lavouras mais tardias que ainda estão em desenvolvimento vegetativo e floração.

A colheita já avançou em pelo menos 4,7% das áreas monitoradas pela Conab. Percentual à frente do registrado na safra anterior. Já o plantio ainda está avançando em áreas do Maranhão e ruma à finalização em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

No plantio, a maior mudança semanal ocorreu em Santa Catarina, com um leve aumento de 92,0% para 92,2%. Em relação à safra anterior, o Maranhão mostra uma recuperação notável, passando de 75,0% para 82,0%, ainda abaixo dos 88,0% do ano passado. O Piauí e Goiás mantêm-se praticamente estáveis, ambos com 98,0% e 99,8% respectivamente, refletindo um padrão de plantio consistente com a safra anterior. O Rio Grande do Sul também se manteve estável em 99,0%, alinhado com a safra passada.

Na colheita, Mato Grosso apresentou um salto significativo, de 3,9% na semana passada para 10,9%, um crescimento expressivo em relação à safra anterior nesta mesma época. Em São Paulo, a colheita avançou de 1,5% para 8,0%, um aumento notável em uma semana. No Paraná, a colheita cresceu de 3,0% para 7,0%, indicando um ritmo acelerado em comparação à semana anterior. Em Goiás, o progresso foi de 1,0% para 3,0%, enquanto no Mato Grosso do Sul, passou de 0,5% para 1,0%. O Maranhão iniciou sua colheita, chegando a 1,0%, e na Bahia, a colheita se manteve estável em 0,1%.

Fonte: Agrolink com informações obtidas no boletim de Progresso de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com análise do meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues Foto: Nadia Borges

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Calendário de plantio da soja é alterado pelo Ministério da Agricultura

Um novo calendário de plantio da soja foi elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no último dia 15 de setembro.

Com a alteração, novas datas passam a valer para os estados da Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina passarão a contar com novas datas (Confira a lista abaixo).

Paraná

De 11 de setembro a 20 de dezembro de 2023

De 17 de setembro a 15 de janeiro de 2024

De 20 de setembro a 18 de janeiro de 2024

Rio Grande do Sul

De 1º de outubro a 18 de janeiro de 2024

De 1º de outubro a 28 de janeiro de 2024

De 1º de outubro a 08 de janeiro de 2024

Rondônia

De 11 de setembro a 20 de dezembro de 2023

Santa Catarina

De 13 de outubro a 10 de fevereiro de 2024

De 2 de outubro a 30 de janeiro de 2024

De 2 de outubro a 10 de janeiro de 2024

Bahia

De 1º de outubro a 31 de dezembro 2023

Fonte: Globo Rural Foto: SEOP

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PR: produtor tem até 29 de setembro para declarar o VTN

A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou, no dia 8 de agosto, a Instrução Normativa 2151/2023, que define o prazo para a declaração do Valor de Terra Nua (VTN), referente ao exercício de 2023. A tabela do VTN serve de base para a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR). Os produtores rurais têm entre 14 de agosto e 29 de setembro para realizar o lançamento do imposto. O Valor da Terra Nua é o preço de terras, entendido como o valor do solo com sua superfície e a respectiva mata, floresta e pastagem nativa ou qualquer outra forma de vegetação natural. Por meio desse índice são definidos os preços médios, que servem como referência para negociações nos municípios.

Desde 2005, com a Lei 11.250/2005, a União transfere aos municípios a possibilidade de fiscalização e arrecadação do ITR por meio do convênio. Além da cobrança, lançamento e fiscalização do imposto, a gestão municipal é responsável por informar o VTN local. Porém, para a FAEP, as gestões municipais não contam com capacidade técnica suficiente para definirem, fiscalizarem e atenderem os produtores rurais e o convênio passou a ser uma possibilidade concreta de incremento da receita.

“Sabemos que o município deve fazer a adequação do valor, mediante justificativa técnica. Mas não é isso que está ocorrendo. Hoje, o Paraná tem a tabela com os maiores valores de terra nua do país. Isso impacta diretamente nos custos de produção. O VTN não pode se tornar um incremento na receita das prefeituras”, defende o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR, Ágide Meneguette. “Estamos recebendo muitas reclamações e, dentro do possível, estamos buscando o diálogo com as prefeituras. É preciso critérios técnicos para definir esse valor, pois é mais um custo no bolso do produtor”, complementa.

A definição do valor leva em consideração critérios técnicos estabelecidos pela legislação e pelas Instruções Normativas 1640/2016 e 1877/2019, que normatiza a prestação das informações sobre VTN à Secretaria Especial da Receita Federal. O levantamento técnico é realizado por profissionais habilitados, vinculados ao Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e aos correspondentes Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (Crea).

Conforme nota técnica do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), a pesquisa de preços de terras agrícolas, realizada anualmente pelo órgão junto aos 22 núcleos regionais, não serve de base de cálculo para o VTN.

Mais informações

Em caso de dúvida, o produtor rural pode procurar o sindicato rural local (a lista completa com telefones e endereço no site www.sistemafaep.org.br) ou o Departamento Jurídico da FAEP, no telefone (41) 2169-7947.

Fonte: Faep Foto: Divulgação

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Portos do Paraná registram alta de 4% na movimentação geral de janeiro a julho

A movimentação nos portos de Paranaguá e Antonina registrou aumento nas operações portuárias de 4% de janeiro a julho desse ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foram 36.060.696 toneladas nesse período em 2023.

O volume acumulado em sete meses é o maior já registrado pelo complexo. A marca anterior era de 2020, com 12.924.748 toneladas embarcadas nos sete primeiros meses do ano.

O aumento está ligado principalmente ao desempenho do Corredor Leste de Exportação do Porto de Paranaguá, que movimentou 12.975.534 toneladas de granéis vegetais de janeiro a julho.

Entre os principais produtos movimentados de janeiro a julho estão os granéis sólidos para exportação, com alta de 16% no acumulado do ano.

Somente de soja em grão foram 8.478.722 toneladas (+15%). O farelo de soja somou 3.787.035 toneladas (+9%), o milho, 2.585.082 toneladas (+21%), e o açúcar a granel, 2.238.920 toneladas (+28%).

Além disso os portos paranaenses registraram 1.468 atracações de janeiro a julho. O número é 5% maior em relação às 1.400 manobras executadas no mesmo período do ano anterior.

Fonte: CBN/Vinicius Bonato Foto: Claudio Neves