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Disponível 3º Lote de inscrições para o Fórum CSM-PR 2025

A programação do Fórum Técnico da Comissão de Sementes e Mudas do Paraná (CSM-PR) 2025 já está definida. Nos dias 25, 26 e 27 de novembro, em Londrina, no Buffet Planalto, você confere uma agenda completa de conteúdos qualificados. Disponível O 3º Lote de inscrições para inscrições. Confira a programação completa.

Serão três dias intensos de conhecimento técnico, troca de experiências e conexões estratégicas entre os diversos agentes do setor de sementes do Paraná e de outras regiões do Brasil.

Não fique de fora deste evento que, ano após ano, impulsiona debates e contribui para o desenvolvimento do setor de sementes.

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CropLife lança portal de dados do setor de tecnologias agrícolas

A CropLife Brasil lançou, no último dia 22, o novo portal de dados do setor de insumos agrícolas, o CropData. A plataforma reúne, em um só lugar e de forma inédita, informações referenciadas e estruturadas de sementes, bioinsumos e defensivos químicos, além de um consolidado setorial, com o objetivo de ampliar o acesso a indicadores estratégicos e confiáveis que servirão de base para decisões e análises baseadas em evidências sobre o agronegócio brasileiro.

A ferramenta utiliza tecnologia de Power Business Intelligence (Power BI) e permite que usuários consultem, visualizem e cruzem dados de forma dinâmica. A interface é intuitiva e possibilita recortes personalizados por modalidade de uso, tipo de produto e série histórica. O portal conta ainda com glossário consolidado para facilitar o entendimento dos termos mais técnicos.

Atualmente, estão contemplados no portal dados de faturamento, crédito, impostos, pesquisa & desenvolvimento, relações comerciais, empregos e salários, registros de produtos, ESG e uso/hectare, para o caso dos agroquímicos.

“O lançamento do CropData representa um marco para o setor de tecnologias agrícolas. A plataforma reúne informações estruturadas, permitindo que a academia, a imprensa e os formuladores de políticas públicas tenham acesso a dados de fontes públicas, tratados e organizados de forma a apoiar estudos, análises e decisões baseadas em evidências”, reforçou o presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão durante apresentação do portal para a imprensa na sede da associação em São Paulo. 

Como parte das ações que integram o esforço da CLB em se tornar referência na divulgação de dados do setor, estão a disponibilização de boletins trimestrais com análise consistentes de mercado e notas mensais, com informações atualizadas de registro de produtos agrícolas, aplicação e comércio exterior, entre outros.

A CropLife Brasil detalhou ainda a previsão de novos indicadores no hub de informações do CropData, previsto para o próximo ano, como: mercado de bioinsumos, ilegalidade no campo, capacitação de profissionais do campo, logística reversa e novas pesquisas técnicas com consultorias.

Estudo de mercado

A visão setorial e todo o arcabouço de informações cruzadas apresentados são resultados de novo estudo da CropLife Brasil, em parceria com a consultoria Markestrat Agrobusiness, que apresenta um balanço do ano de 2024, com base comparativa a 2022. O estudo aponta que o faturamento das indústrias do setor de insumos agrícolas (defensivos químicos, bioinsumos e sementes) atingiu R$ 114 bilhões no ano passado.

Do montante, é possível observar aumento de aproximadamente 30% no biênio (2022 x 2024) em bioinsumos (R$ 4,5 milhões). Apesar de mais de 2/3 do faturamento total ser respectivo a agroquímicos, a tecnologia apresentou retração de 20% (2022 x 2024).

“Do ponto de vista econômico, o estudo mostra que, embora tenha havido retração no faturamento geral do setor em comparação a 2022, reflexo da normalização dos preços internacionais após o pico observado no pós-pandemia, observamos uma expansão importante na área tratada com bioinsumos, que cresceu cerca de 25% entre 2022 e 2024. Esse dado reforça o dinamismo e o potencial de crescimento da agricultura brasileira”, completou Maria Xavier

A inovação na agricultura é uma das funcionalistas que o portal também traz. O estudo apresenta que indústria investiu R$ 3,5 bilhões em 2024 em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de produtos, sendo 85% no segmento de sementes. Para os registros de novos produtos, a indústria investiu R$ 205 milhões sendo a maior parcela do dispêndio, 63%, direcionada ao custeio de processos de novos registros. Ao todo, foram 541 novos registros de químicos, 107 registros de bioinsumos e 2,5 mil novas cultivares. Os filtros no CropData permitem classificar por tipo.

Crédito

Em 2024, o crédito da indústria do setor totalizou R$ 81 bilhões e a modalidade Barter (R$ 12,6 bilhões) – operação de troca de produção agrícola por insumos ou serviços – cresceu 72% em comparação a 2022, em um cenário de instabilidade financeira. A adoção da modalidade alternativa de crédito se aplica em um momento em que o produtor rural viu aumento significativo dos seus custos de produção somado a preços de commodities mais baixos resultando em menor rentabilidade.

“O crescimento da modalidade Barter é reflexo de um cenário de crédito mais restrito. Nesse tipo de operação, o agricultor trava antecipadamente parte da sua produção para quitar os insumos adquiridos, o que reduz os riscos tanto para ele quanto para a indústria. É um modelo de crédito que oferece segurança e previsibilidade: o produtor sabe quanto vai receber e a indústria tem garantia de pagamento. Trata-se de uma ferramenta típica do agronegócio brasileiro, que permite acesso a crédito com menor custo e menor exposição a riscos — algo pouco comum em outros países”, trouxe Renato Gomides, gerente-executivo CropLife Brasil.

Fonte: CropLife

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CropLife Brasil irá lançar plataforma de dados: CropData

A CropLife Brasil lança a nova plataforma de dados da entidade, o CropData. A ferramenta reúne de forma inédita, informações sobre os setores de germoplasma, bioinsumos, defensivos químicos e biotecnologia. Para além da consulta e democratização do acesso, o portal tem como objetivo auxiliar na construção de conteúdo referenciado, estruturado e simplificado.

A coletiva de imprensa será nesta quarta-feira (22), às 10h, na sede da associação em São Paulo.

Mais sobre o CropData

Na plataforma também estão centralizados bancos de dados de diferentes fontes de informação pública (Agrofit, Comex, FAO, IBGE, InpEV) e consultorias, que trazem números relevantes como pesquisas de mercado, importação e exportação, uso e registro de defensivos, sustentabilidade e rastreabilidade. Em um cenário global marcado por desafios como insegurança alimentar, mudanças climáticas e necessidade de preservação da biodiversidade, é fundamental compartilhar evidências baseadas em ciência.

Ao disponibilizar indicadores do setor, a CropLife Brasil reforça seu compromisso com a transparência, a credibilidade e o diálogo responsável e subsidia produtores, pesquisadores, formuladores de políticas públicas, imprensa e sociedade dados para uma melhor compreensão do papel central da inovação agrícola. O portal consolida, assim, a CropLife como fonte primária de dados.

Fonte e Foto: CropLife

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Congresso de Sementes das Américas marca integração histórica entre ciência, regulação e mercado

Diretores da SAA e da Abrasem avaliam resultados e destacam avanços em inovação, sustentabilidade e legislação

O Congresso de Sementes das Américas, realizado entre 29 de setembro e 1º de outubro em Foz do Iguaçu, consolidou-se como o maior já organizado pela Seed Association of the Americas (SAA), em parceria com a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). O encontro reuniu aproximadamente 500 especialistas de 18 países, entre pesquisadores, produtores, reguladores e representantes da academia, unindo setores público e privado em um formato considerado inédito.

O modelo inovador integrou, em uma mesma semana, sessões plenárias, painéis acadêmicos, encontros regulatórios, rodadas de negócios, exposição de startups e apresentações de pesquisas científicas. Para o diretor-executivo da SAA, Diego Risso, essa combinação foi o ponto alto do evento. “O Congresso foi um sucesso pela qualidade dos participantes, pelo nível de liderança presente e pela diversidade de atividades propostas”, destacou.

Durante dois dias e meio de plenárias, os debates abordaram temas de última geração em biotecnologia, edição gênica, tratamento de sementes, fitossanidade e tendências regulatórias. Paralelamente, empresas e instituições tiveram a oportunidade de apresentar tecnologias, buscar novos germoplasmas, fechar contratos de multiplicação de sementes e dialogar diretamente com governos sobre marcos regulatórios.

Segundo Risso, o grande diferencial foi reunir, em um só lugar, todos os elos da cadeia de valor das sementes. “Queríamos posicionar a inovação no centro do debate, mas sempre considerando o acesso dos agricultores. Se há pesquisa e investimento, mas a regulação não acompanha, o produto nunca chegará ao campo”, afirmou.

Ele também destacou a importância de conectar consumidores, agricultores, centros de pesquisa e empresas. “Precisamos de uma cadeia integrada, em que a sociedade demanda alimentos mais saudáveis e sustentáveis, enquanto os produtores têm acesso às tecnologias que podem entregar isso”, explicou.

A sustentabilidade foi outro ponto central. “O setor de sementes é um negócio de longo prazo. Não podemos produzir tecnologias que não sejam seguras e sustentáveis. Sustentabilidade não é apenas ambiental, mas também econômica e social. Cada elo da cadeia precisa estar alinhado com esses princípios”, ressaltou Risso.

Resultados refletem em ganhos para agricultores e sociedade

O presidente-executivo da Abrasem, Ronaldo Troncha, reforçou que o evento deixa um legado para o setor. “Foi um evento histórico, reunindo academia, reguladores e produtores, e deixará um legado para o setor de sementes. Tudo o que foi discutido aqui vai se refletir em ganhos concretos para o setor e para a sociedade como um todo”, afirmou.

Troncha destacou ainda a forte presença da equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária, incluindo o Secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, que representou o ministro Carlos Fávaro. Entre os temas de maior impacto, ele citou o avanço na atualização da Lei de Proteção de Cultivares, de 1997.

Após meses de debates coordenados pelo Instituto Pensar Agropecuário (IPA), foi aprovado um texto de consenso na Comissão de Agricultura da Câmara (CAPADR), que amplia prazos de proteção de cultivares de 15 para até 25 anos, reforça o pagamento de royalties e criminaliza a pirataria de sementes em esferas penal, civil e administrativa. “O grande avanço é dar fôlego à pesquisa e ao desenvolvimento, garantindo retorno aos investimentos feitos no país”, destacou Troncha.

Ele lembrou ainda que os pequenos produtores continuarão amparados na legislação, mas o combate à semente ilegal será fortalecido, estimulando inovação e competitividade. Segundo ele, os reflexos chegarão também à sociedade. “A atualização da lei deve contribuir para maior produtividade agrícola, recuperação de áreas degradadas e aumento da produção, impactando positivamente os preços internos e a capacidade do Brasil de abastecer o mundo”, avaliou.

Troncha encerrou reforçando o papel do produtor brasileiro na preservação ambiental. “Nenhuma propriedade rural pode ter menos de 20% de área de reserva legal, chegando a 80% na Amazônia. Isso significa que cerca de 66% do território nacional está preservado, um benefício que toda a população mundial recebe graças ao esforço dos produtores”, concluiu.

O Brasil se destaca globalmente na produção e comercialização de sementes, movimentando um mercado de 6,2 bilhões de dólares anualmente. O país ocupa uma posição estratégica, sendo um dos maiores produtores mundiais e o principal mercado de sementes da América Latina. “A liderança impulsiona a exportação de tecnologias genéticas e garante a base para a alta produtividade do agronegócio nacional, consolidando a relevância do setor para a economia e a segurança alimentar global”, reforça Ronaldo Troncha.

Serviços Acesse o Link saber mais sobre o Congresso

Fonte e Foto: Assessoria de Imprensa Abrasem Paraná

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Revista APASEM 2025

Durante o 10º Congresso de Sementes das Américas (SAA), realizado nesta semana em Foz do Iguaçu, a APASEM lançou a edição 2025 de sua revista institucional. A publicação traz conteúdos de grande relevância para o setor, como uma entrevista com Mariangela Hungria — a primeira brasileira a receber o Prêmio Mundial de Alimentação — e uma reportagem sobre a importância dos treinamentos em análise de sementes promovidos nos LAS APASEM, entre vários outros temas. Os participantes do congresso já puderam garantir o seu exemplar em primeira mão.

A APASEM agradece a todos os apoiadores da 9ª edição da revista, que contribuíram para o fortalecimento dessa importante publicação.

OR Genetica
Agro 1
Sementes Mauá
SafraBag
Laborsan
Coprossel
Agrotis
Dicalab
Sol Campo
Bayer
Biotrigo/GDM
Sicredi
Cold Line
Cocari
Castrolanda
Profile

Não perca a oportunidade de estar na próxima edição da Revista APASEM, lançada sempre onde se encontra o setor de sementes.

Crédito ABRASEM

CRISPR e Lei de Cultivares moldam o futuro da agricultura

Tecnologia acelera o melhoramento genético de sementes enquanto legislação busca frear pirataria e garantir inovação no campo

Jhony Möller, Diretor Executivo da Apasem (Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas), nesta quarta-feira (1º), durante o 10º Congresso de Sementes das Américas (SAA Seed Congress), realizado em Foz do Iguaçu, destacou como os avanços tecnológicos estão revolucionando o melhoramento genético de plantas. Segundo ele, os métodos tradicionais, que antes exigiam de 10 a 15 anos de cruzamentos para desenvolver uma nova variedade, foram substituídos por ferramentas modernas como o CRISPR (tecnologia de edição genética), que permitem intervenções mais rápidas e precisas nos genes.

Diferente da transgenia, explicou Möller, a edição genética não necessariamente adiciona genes externos, mas atua em ligações internas, “ligando ou desligando” funções específicas. Ele citou como exemplo a soja tolerante à seca: “ao desativar um gene responsável por reduzir a atividade da planta em períodos de estiagem, foi possível criar uma variedade capaz de manter-se ativa até a volta das chuvas”.

Esse tipo de inovação, avalia o executivo, não representa apenas ganhos em produtividade, mas também maior resiliência das lavouras diante de fenômenos climáticos, como El Niño e La Niña, que impactam diretamente a disponibilidade de água nas safras. “Estamos diante de um salto científico que torna a condução das lavouras mais segura e sustentável”, afirmou.

O impacto vai além da soja. Culturas como o tomate já estão sendo estudadas para incluir características que não só reforçam a resistência, mas também trazem benefícios à saúde humana. Uma das pesquisas em andamento busca variedades capazes de contribuir para a saúde cardiovascular, ampliando o alcance da biotecnologia da produção de alimentos para a qualidade de vida das pessoas.

LPC é um pilar essencial

Paralelamente, a tecnologia de edição genética se soma à Lei de Proteção de Cultivares, apontada como um pilar essencial para fortalecer a inovação no setor agrícola. A legislação, apoiada por associações estaduais e pela Abrasem (Associação Brasileira de Sementes e Mudas), estabelece responsabilidades claras sobre a produção de sementes, desde o desenvolvimento de germoplasma até a cobrança de royalties.

Um dos pontos centrais da lei é o combate à pirataria de sementes, prática que gera perdas bilionárias. Estudos apontam que cerca de 11% da soja cultivada no Brasil é plantada com sementes piratas, resultando em prejuízo anual de aproximadamente R$ 10 bilhões. “Quando combatemos a pirataria, não estamos apenas protegendo os obtentores, mas fortalecendo toda a cadeia produtiva, garantindo arrecadação tributária e criando um ambiente mais justo para a agricultura avançar”, reforçou Möller.

Na avaliação do dirigente, tanto o avanço científico quanto o respaldo legal caminham juntos para impulsionar a agricultura sustentável, conciliando produtividade, inovação, segurança alimentar e responsabilidade ambiental.

Fonte e Foto: ABRASEM

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Propriedade intelectual e pirataria de sementes em debate no Congresso das Américas

Evento em Foz do Iguaçu reúne 400 especialistas de 18 países e destaca desafios regulatórios e inovação no setor agrícola

O Congresso de Sementes das Américas, realizado em Foz do Iguaçu, entrou em sua reta final com debates que colocaram a propriedade intelectual no centro das discussões. O evento reúne mais de 400 pesquisadores de 18 países e encerra nesta quarta-feira (1º), com painéis sobre melhoramento de plantas, edição gênica, fitossanidade e o painel “Sementes na encruzilhada”.

No painel “Criação de valor da propriedade intelectual”, Miguel Rapela, professor e pesquisador da Universidade Austral, apresentou um panorama comparativo sobre as legislações de proteção de variedades vegetais (PBR) no Cone Sul. Segundo ele, há semelhanças entre os países, como a pressão de empresas contra o uso de sementes salvas pelos agricultores e a busca pela modernização das normas. “Vivemos um cenário de avanços desiguais, sobreposição de regras e concentração de mercado, o que exige uma agenda regional mais alinhada”, destacou Rapela.

Na prática, a propriedade intelectual de sementes garante aos pesquisadores e melhoristas o direito sobre novas variedades desenvolvidas, reconhecendo o esforço e o investimento em inovação. Isso significa que, ao criar sementes mais resistentes, produtivas ou adaptadas às mudanças climáticas, os criadores passam a ter proteção legal e recebem compensação financeira por meio de royalties.

O sistema não só assegura retorno para quem investe em pesquisa, como também amplia o acesso dos agricultores a sementes de qualidade superior. O resultado é uma agricultura mais produtiva, sustentável e capaz de responder aos desafios globais de segurança alimentar.

Ainda dentro do tema sobre a segurança sobre a propriedade intelectual, Marlene Ortiz, da Associação Mexicana de Sementes, explicou que a pirataria é favorecida por preços baixos e pelo desconhecimento dos agricultores, que muitas vezes compram sementes ilegais acreditando serem originais.

Pirataria de sementes no Brasil causam prejuízos milionários

A pirataria de sementes de soja causa perdas estimadas em R$ 10 bilhões ao ano no Brasil, alerta a CropLife Brasil em estudo feito com a consultoria Céleres. Aproximadamente 11% da área plantada de soja no país utiliza sementes irregulares, sem registro no Ministério da Agricultura, o que equivale à área de cultivo do estado do Mato Grosso do Sul. No Rio Grande do Sul, esse percentual é ainda maior, com danos próximos a R$ 1,1 bilhão por safra. Recentemente, durante a Operação Semente Segura II, foram apreendidas mais de 3.000 toneladas de sementes piratas avaliadas em R$ 35 milhões.

Além do prejuízo financeiro, sementes ilegais comprometem qualidade, produtividade, trazem risco fitossanitário e enfraquecem o sistema de inovação genético. Catharina Pires, diretora de Biotecnologia e Germoplasma da CropLife Brasil, enfatiza que é urgente unir forças entre setor público e privado para enfrentar o problema: “Pirataria de sementes é um tema grave para a cadeia produtiva do agro. É preciso fomentar novas condutas, firmeza na fiscalização e punição conforme a legislação para quem persistir na prática dessa atividade ilegal.”

Encerrando o ciclo de debates, Lorelei Garagancea, representante da Federação Internacional de Sementes, destacou os avanços da UPOV (União Internacional para a Proteção de Obtenções Vegetais), organismo internacional que estabelece regras para a proteção de variedades vegetais. Ela ressaltou que o grande desafio é encontrar um equilíbrio entre os direitos dos obtentores — que investem em pesquisa para desenvolver novas sementes — e o acesso dos pequenos agricultores, que muitas vezes dependem da prática tradicional de guardar sementes de uma safra para outra.

Lorelei também explicou a importância do conceito de EDV (Variedade Essencialmente Derivada, na sigla em inglês). Esse mecanismo garante que, quando uma nova variedade de planta é criada a partir de outra já protegida, os direitos do obtentor original sejam reconhecidos. Na prática, isso evita cópias desleais e assegura um ambiente de competitividade justa e incentivo contínuo à inovação no setor de sementes.

Fonte e Foto: ABRASEM

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Tecnologia e sustentabilidade pautam futuro da agricultura no Brasil

Evento discute tecnologias que prometem transformar a agricultura, conciliando aumento da produtividade com sustentabilidade e preservação ambiental.

O Paraná abriu a semana destacando sua força no agronegócio durante a abertura do 10º Congresso de Sementes das Américas (SAA), realizado nesta segunda-feira (29) em Foz do Iguaçu. O encontro, que segue até 1º de outubro, reúne cerca de 400 especialistas de 18 países para debater os rumos da agricultura diante da necessidade global de produzir mais alimentos de forma sustentável.

Organizado pela Seed Association of the Americas (SAA), em parceria com a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), o congresso traz ao Brasil um dos debates mais estratégicos do setor, com foco em inovação, segurança alimentar e preservação ambiental. Além de impulsionar a agricultura, a expectativa é que o evento movimente a economia local e consolide Foz como destino estratégico para negócios ligados ao campo.

Na cerimônia de abertura, o presidente do Conselho da Abrasem, Paulo Pinto de Oliveira Filho, destacou o papel central dos pesquisadores e das novas tecnologias para o futuro do agronegócio. “Estamos antecipando o que vai acontecer nos próximos anos. Precisamos produzir mais, reduzir custos e preservar o meio ambiente. Esse é o grande desafio que será discutido aqui: aumentar a produtividade de maneira sustentável”, afirmou.

Paraná destaca força no agronegócio

O crescimento populacional mundial, que já ultrapassa 8 bilhões de pessoas, aliado ao aumento da demanda por proteína animal na dieta humana, coloca o agronegócio em posição estratégica. Durante a abertura do 10º Congresso de Sementes das Américas, em Foz do Iguaçu, o secretário de Agricultura do Paraná, Marcio Nunes, representando o governador Ratinho Junior, ressaltou o protagonismo do estado.

Atualmente, o Paraná é o maior exportador de peixe e frango do Brasil, o segundo em suínos e o terceiro em bovinos, transformando proteína vegetal em proteína animal para atender mercados globais. “Para sustentar essa posição e impulsionar o setor, é crucial aumentar a produtividade através da adoção de tecnologias. Eventos como este são exemplos valiosos de como unir produção, preservação e recuperação ambiental”, afirmou Nunes.

A agricultura paranaense vive um momento de prosperidade: o estado alcançou um PIB de R$ 800 bilhões, dobrando em sete anos. “É hoje o estado que mais cresceu, se desenvolveu e gerou empregos com carteira assinada no país, sempre alinhado ao compromisso ambiental e ao turismo”.

Já o pesquisador Enilson Nogueira, Analista-chefe da Céleres Consultoria, fez uma apresentação do panorama agrícola, em especial sobre os desafios e oportunidades do mercado de sementes no Brasil. Ele destacou que a soja é o principal produto de exportação brasileira, mas a pauta de exportações brasileiras está cada vez mais diversificada, com itens como carne, produtos de base florestal, como madeira, celulose e café. “Esse movimento fortalece a posição do Brasil como fornecedor confiável de alimentos, mas também evidencia uma vulnerabilidade: a dependência excessiva de três grandes parceiros — China, União Europeia e Estados Unidos. Para o palestrante, diversificar mercados é essencial não só para a segurança comercial do país, mas também para a resiliência frente às tensões geopolíticas”, conclui.

Potência verde

O pesquisador Evaristo de Miranda, desmistificou a ideia de que crescimento agrícola e sustentabilidade são antagônicos no Brasil. Com o título “O Futuro da Agricultura Brasileira é Sustentável”, Miranda apresentou um panorama de como o país se consolidou como uma potência verde, conciliando a produção de mais de 350 milhões de toneladas de grãos anuais com a preservação de vastas áreas de biomas.

A pesquisa de Miranda aponta que a agricultura brasileira não só garante que a população se alimente bem e de forma acessível – exemplificado pelo salto do consumo de frango de 3 kg por ano em 1970 para 46 kg em 2024 –, mas também carrega a balança comercial, com exportações que superam os US$ 170 bilhões. “Essa força econômica é acompanhada por um compromisso ambiental notável: 33,2% do território brasileiro é preservado por produtores rurais em propriedades privadas, somando-se a áreas públicas protegidas para atingir cerca de 66% de área conservada do país”, destaque.

Miranda ressaltou ainda a importância da inovação e da tecnologia para essa jornada. “Apesar da dependência externa por insumos como adubos e defensivos, o Brasil avança na busca por uma agricultura eficiente e responsável”, conclui.

Reflexões globais sobre o futuro agrícola

As palestras da tarde mostraram como mercado, políticas e regulações moldam o futuro da agricultura. Representantes da S&P Global destacaram que biocombustíveis e diversificação de culturas vão ganhar força na próxima década.

Sam Crowell (ASTA) alertou que tarifas e tensões comerciais, como as da era Trump, ainda trazem instabilidade ao setor e o Garlich von Essen (Euroseeds) trouxe a visão europeia, marcada pela agenda verde e pela regulação ambiental. Ele ressaltou que União Europeia e Reino Unido mantêm metas comuns mesmo após o Brexit.

A guerra da Ucrânia aproximou a Europa de parceiros pragmáticos na América Latina, o Mercosul e o México foram citados como aliados estratégicos. As falas reforçaram que inovação e sustentabilidade caminham junto com a geopolítica e o futuro agrícola global depende da capacidade de adaptação e cooperação.

Fonte: Assessoria de Imprensa Foto: Abrasem

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Congresso de Sementes das Américas destaca liderança de países em tecnologia e inovação

O Paraná recebe, entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, a 10ª edição do Seed Congress of the Americas, promovido pela Seed Association of the Americas (SAA), em parceria com a Abrasem. O Estado tem papel estratégico na produção de sementes

O Paraná será o centro das atenções do setor de sementes em 2025. Entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, a cidade de Foz do Iguaçu sedia o Congresso de Sementes das Américas – 10º Seed Congress of the Americas, evento que reunirá representantes da América do Norte, Central e do Sul, além de participantes da Europa e da Ásia. O encontro é promovido pela Seed Association of the Americas (SAA), em parceria com a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem).

Com o tema “Promovendo o Negócio de Sementes nas Américas”, o Congresso contempla uma rica programação voltada para a troca de informações, apresentação de cases e inovação. São sessões plenárias e espaço dedicado a painéis especializados sobre os principais temas atualmente para o setor de sementes, como regulamentações, tecnologias, comércio e sustentabilidade. A expectativa é reunir produtores de sementes, instituições ligadas ao setor e ao agronegócio como um todo, pesquisadores, integrantes de equipes técnicas, representantes governamentais e estudantes, entre outros.

Complementando o conhecimento técnico, haverá ainda feira comercial e mesas-redondas de negócios. A organização estima que 55% dos participantes do 10º Congresso de Sementes das Américas sejam brasileiros e 45%, estrangeiros, vindos especialmente de países do Mercosul e dos Estados Unidos. Também estão confirmados representantes da Colômbia, Equador, Canadá e Chile.

Com isso, o conhecimento de iniciativas e experiências em outros países será estimulado, favorecendo a adoção de novidades em cada uma das regiões dos participantes do Congresso, visando à evolução do segmento como um todo.

“É de extrema importância o Brasil receber um evento internacional, um dos mais importantes no mundo do segmento da cadeia do negócio de sementes. Para nós, a vinda da SAA para o Brasil, com o 10º Congresso de Sementes das Américas, significa uma oportunidade única de tratarmos de assuntos como planejamento, marco regulatório, novas tecnologias e inovação, com exemplo de todo o mundo, na área e nos negócios do setor sementeiro”, analisa Paulo Pinto, presidente do Conselho de Administração da Abrasem e vice-presidente da Associação Paranaense de Produtores de Sementes e Mudas (Apasem).

Ainda de acordo com ele, um evento internacional desse porte representa uma chance relevante de mostrar a pujança do agronegócio brasileiro e o destaque do país no cenário global, especialmente a forma como o Brasil transformou a agricultura tropical em uma potência moderna, que alimenta boa parte de todo o mundo.

Programação: edição gênica como um dos principais temas

Em entrevista à Revista da Apasem, Diego Risso, diretor-executivo da SAA, afirmou que a maior parte da programação do Congresso está voltada às demandas e oportunidades das Américas. Entretanto, o encontro também trará análises sobre o mercado global, com destaque para a Europa, um dos principais destinos de exportação de sementes da região. “Isso é importante porque o continente europeu é um mercado de exportação muito relevante para nós. Queremos compreender todo o sistema regulatório de lá para poder cumprir suas normas e, assim, exportar”, disse.

Diego Risso revela que os temas do Congresso deste ano estão fortemente ligados ao negócio de sementes. Isso inclui biotecnologia e tratamentos associados, fazendo parte de um pacote tecnológico com várias camadas, todas voltadas para gerar resultados para o produtor de sementes e, consequentemente, para o agronegócio como um todo.

Dentro desse contexto, a edição gênica aparece como destaque. “Essa é uma área na qual a América Latina, especialmente o Mercosul, é líder mundial em termos de marcos regulatórios já aprovados e funcionando.

Empresas e instituições de pesquisa, como a Embrapa e universidades, já podem apresentar aos órgãos competentes variedades vegetais editadas geneticamente e, no curto prazo, muitos produtores da região terão acesso a essas tecnologias.

No Congresso, vamos tratar não só das regras e normas, mas também das tecnologias, seus benefícios e os rumos da pesquisa”, aponta.

Paralelamente, grupos de trabalho discutirão temas como tratamento de sementes, propriedade intelectual, biotecnologia, fitossanidade e regulação. Por sinal, o presidente executivo da Abrasem, Ronaldo Troncha, salienta a conquista da organização do evento em reunir, de maneira anexa ao Congresso, os representantes de Ministérios da Agricultura dos países do Mercosul e das Américas. O objetivo é discutir legislação  relacionada às sementes, como um todo.

O 10º Seed Congress of the Americas será o espaço para uma reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) com representantes de diferentes países, focando nessa área. Esta será a oportunidade para buscar avanços na legislação relacionada às sementes, o que abrange produção e comercialização, assim como a adoção de novas tecnologias e a consolidação de outras evoluções para o segmento. “A questão da edição gênica e a modernização do sistema como um todo é de fundamental importância para todos nós”, lembra Troncha.

Paulo Pinto ainda comenta que o Congresso vai permitir acesso a essas informações, debates sobre marcos regulatórios e avanço de tecnologias como a edição genética, o que deve favorecer um alinhamento global a respeito desse tema e garantir mais segurança para o negócio como um todo. “São muitas tecnologias novas que estão vindo e é preciso estarmos atentos para acompanhar todo esse desenvolvimento, que tem,  inclusive, um grande destaque por parte do Brasil”, analisa.

Revista Apasem/Joyce Carvalho