set201368

Pesquisa da Abitrigo indica estabilidade na moagem de trigo em 2022

A compilação de dados referentes à moagem de trigo no Brasil realizada pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo – Abitrigo concluiu que, em 2022, o País apresentou uma estabilidade em relação ao volume de trigo moído no ano anterior. Foram processadas, ao todo, 12,56 milhões de toneladas do cereal em 144 plantas industriais.

“A Pesquisa de Moagem da Abitrigo é um importante referencial para a produção de farinha de trigo no País. A partir dela, podemos trabalhar junto aos nossos associados na tomada de decisões relevantes a esse elo da cadeia do trigo, garantindo resultados mais assertivos para a indústria moageira e também a segurança alimentar da população brasileira”, explica o Presidente-Executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa.

Em relação à manutenção do volume de trigo moído no País, Barbosa aponta a estabilidade na demanda por farinha, bem como as consequências do cenário vivido em 2021, como fatores para esse resultado em 2022.

Barbosa ainda acrescenta que a pesquisa mostra esse é um setor estável, que não sofre com as variações do mercado. “Mesmo em um período de diversas ocorrências que abalaram o cenário mundial do trigo, como os conflitos entre Rússia e Ucrânia e também a quebra de safra na Argentina, que impactaram diretamente o preço da commodity, o consumo não sofreu uma mudança considerável. Isso mostra que a demanda por farinha de trigo se mostra inelástica aos acontecimentos mundiais”.

As 12.565.920 toneladas de trigo processadas originaram, aproximadamente, 8,5 milhões de toneladas de farinha para o mercado. Os principais setores que receberam a farinha de trigo produzida foram o de panificação e pré-misturas (42,6% do total), da indústria de massas (12,5%) e da indústria de biscoitos (10%).

Resultados regionais

“Avaliando os resultados obtidos por regiões e por estado, notamos que, de forma geral, os volumes se balancearam ao ponto de produzirem uma moagem muito semelhante à observada em 2021, o que demostra a estabilidade de processamento do setor moageiro de norte a sul do País”, pontua Barbosa.

A moagem de trigo no Paraná representa 30% do total nacional (12,56 milhões de toneladas), englobando 45 plantas moageiras. As 2.681.816 toneladas de farinha de trigo produzidas em indústrias paranaenses foram destinadas, principalmente, para panificação e pré-misturas (35,4%), para a indústria de massas (17,7%) e de biscoitos (15,9%).

Já as regiões Norte e Nordeste corresponderam a 26% do total de trigo moído, com as 12 plantas das regiões produzindo um volume de 1.887.330 toneladas de farinha, que tiveram como destaque de destinos a panificação e pré-mistura (42,5%), embalagens de 1kg (15,9%) e a indústria de massas (11,9%).

Os moinhos do Rio Grande do Sul processaram 15% do trigo utilizado pelo setor em 32 plantas fabris, gerando, aproximadamente, 900 mil toneladas de farinha, que foram consumidas pelos setores de panificação e pré-mistura (47,4%), embalagens de 5kg (11,7%) e da indústria de biscoitos (7,3%).

No caso de São Paulo, a moagem realizada no estado corresponde a 13% do montante brasileiro, por meio do trabalho conduzido em 15 plantas. O volume de farinha produzido foi de 1.428.751 toneladas, cujas principais destinações foram para panificação e pré-mistura (49,3%), embalagens de 5kg (13,4%) e indústria de massas (9%).

Para efeito do cálculo da pesquisa, os 19 moinhos da região Centro-Oeste do Brasil e dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro foram agrupados, e, juntos, moeram 10% do trigo endereçado à indústria de processamento. Essa quantidade do cereal gerou 1.250.994 toneladas de farinha, que foram utilizadas para panificação e pré-misturas (44,4%), indústria demassas (14,2%) e embalagens de 1kg (13,9%).

Por fim, Santa Catarina processou 5% de todo o cereal utilizado no País, produzindo mais de 320 mil toneladas de farinha de trigo, que foram endereçadas, principalmente, para panificação e pré-misturas (51,6%), indústria de biscoitos (21,2%) e embalagens de 5kg (11,7%).
“As análises permitem concluir que as diferentes regiões do Brasil possuem um perfil semelhante quanto à distribuição da farinha de trigo produzida. Os principais destinos de todas são a panificação e as pré-misturas, o que é um indicativo do comportamento do consumidor final, que demanda mais produtos originados a partir desses setores”, conclui Rubens Barbosa.

Fonte: Reuters Foto: Divulgação

set200969

Plano Safra 2023/2024 com foco na agricultura de baixo carbono

Ministros se reuniram no último dia 18 para debater mecanismos de estímulo à produção sustentável de alimentos dentro do Plano Safra 2023/2024. Participaram do encontro os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, da Fazenda, Fernando Haddad, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

O ministro Fávaro ressaltou que as tecnologias agrícolas de baixa emissão de carbono vão nortear as políticas de crédito rural. “O Plano Safra 2023/2024 terá a agricultura de baixo carbono como linha mestra. Tenho certeza de que faremos o melhor Plano Safra da história do Brasil”, disse Fávaro, que está em missão oficial em Londres e participou da reunião virtualmente. Segundo ele, o governo está totalmente comprometido com a transição sustentável da produção agrícola.

A ideia é que o Plano Safra tenha condicionantes positivas para que os produtores que aderirem às práticas sustentáveis possam ter melhores condições de financiamento. Segundo Haddad, o Ministério da Fazenda está imerso na agenda de transformação ecológica do país. “Se somarmos esforços, poderemos fazer da agenda ambiental a principal agenda de desenvolvimento do país”, disse.

O secretário-executivo em exercício do Mapa, Luiz Rodrigues, disse que as tecnologias de agricultura de baixo carbono também ajudam na adaptação do produtor rural. “Temos que construir uma agricultura contemporânea, sustentável, com uso de agricultura digital e que também seja resiliente. E esse Plano Safra vai ajudar a aumentar a resiliência da agricultura”.

O Plano Safra 2023/2024 irá aliar o financiamento das tecnologias agrícolas de diversas áreas com a sustentabilidade da produção. O estímulo pode ser desde o acesso às práticas de assistência técnica, até a concessão de bônus. “Estamos definindo quais as formas de conceder esses benefícios”, explicou o secretário de Política Agrícola em exercício do Mapa, Wilson Vaz.

A ministra Marina Silva lembrou que a proposta de agricultura de baixo carbono para o Plano Safra surgiu de uma conversa entre ela e o ministro Fávaro, ainda em janeiro, e afirmou que o Brasil pode ser ao mesmo tempo uma potência agrícola, florestal e hídrica. Segundo ela, o Plano Safra deverá evoluir para que toda a agricultura seja de baixa emissão de carbono. “Podemos chegar a um nível em que os tomadores de recurso poderão receber bônus por esse cumprimento de normas de natureza sustentável para agricultura de baixo carbono”.

O uso de bioinsumos e o incentivo à agricultura regenerativa devem estar presentes no Plano Safra, destacou o ministro Paulo Teixeira. “A transição para uma agricultura regenerativa é um desafio que não podemos adiar, temos que responder imediatamente”, disse.

Fonte: Ministério da Agricultura Foto: Divulgação

set201019

Governo do Paraná espera que concessões de rodovias comecem a operar em setembro

Um documento prévio elaborado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aponta que o leilão das concessões das rodovias paranaenses, a partir do novo modelo de pedágio do Paraná, deve ter início no dia 24 de agosto. As datas ainda não estão oficializadas, pois dependem de uma última reunião da diretoria da ANTT. No entanto, o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex afirma que o estado trabalha com o início do processo em maio, com leilão em agosto.

O secretário detalhou quais serão os primeiros trechos que devem ir a leilão.

A previsão é de que a operação e a cobrança dos novos pedágios devam voltar entre os meses de setembro e outubro. Para isso, as empresas devem dar início já aos trabalhos de reparo nas pistas e obras de conservação.

Já as novas obras, como construção de viadutos, contornos e duplicação de vias, passam por trâmites legais e não devem acontecer em 2023. A ANTT deve tornar pública a minuta com o cronograma do processo de licitação e leilão dos contratos de pedágio no Paraná no dia 2 de maio.

Ouça

Fonte: CBN Foto: Divulgação

set201167

Paraná registra o maior crescimento do Brasil nas exportações no 1º trimestre

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as exportações paranaenses totalizaram US$ 5,08 bilhões no 1º trimestre de 2023. O valor representa um crescimento de US$ 528,3 milhões em relação ao mesmo período de 2022, quando o Estado exportou US$ 4,56 bilhões, fazendo com que o Paraná registre o maior aumento em valores absolutos nas vendas ao exterior do Brasil nesse período.

Graças aos bons resultados, o Paraná subiu de sétimo para o quinto estado que mais exportou no primeiro trimestre do ano, ultrapassando o Rio Grande do Sul (US$ 5,03 bilhões) e o Pará (US$ 4,5 bilhões). Quem lidera o ranking é São Paulo, com US$ 15,3 bilhões de vendas aos países estrangeiros entre janeiro e março de 2023.

Em números proporcionais, a alta das exportações do Paraná foi de 11,6% no primeiro trimestre, marca que coloca o Estado à frente dos demais estados do Sul e do Sudeste do País. A porcentagem foi quase o dobro da registrada em Santa Catarina, que foi a segunda melhor do grupo analisado, com 6% de variação positiva.

Depois, estão São Paulo (3,2%) e Rio Grande do Sul (0,6%). Minas Gerais manteve os índices do 1º trimestre de 2022, enquanto Rio de Janeiro e Espírito Santo tiveram queda nas exportações de 1,5% e 5,9% respectivamente.

Produtos

Um dos principais fatores que contribuíram com a melhora da balança comercial paranaense foi o aumento das exportações de cereais, tendo o milho como principal destaque, que saltaram de US$ 78 milhões para US$ 377 milhões, um acréscimo de 381,7% entre os dois trimestres analisados.

Outros produtos com impacto significativo na elevação das vendas ao exterior no período foram o óleo de soja bruto, o farelo de soja e a carne de frango in natura, com variações positivas de 120%, 30,8% e 23,9% respectivamente.

Segundo o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Jorge Callado, as taxas de crescimento das exportações estaduais poderão ter crescimentos ainda mais relevantes nos próximos meses por causa da aceleração dos embarques dos grãos de soja.

“Devido a um regime de chuvas mais intenso no início deste ano, houve um atraso na colheita da soja, o que deverá deslocar uma parcela importante das exportações da oleaginosa para o 2º trimestre”, explica.

Compradores

Entre os principais destinos da produção paranaense, quem lidera é a China, que importou US$ 779 milhões em bens produzidos no Estado apenas nos três primeiros meses do ano. Apesar de o valor representar 17,2% a menos em relação ao mesmo período de 2022, o país asiático ainda responde por 15% do mercado consumidor.

Por outro lado, as exportações estaduais para a França, Japão, Argentina e o México aumentaram 177,4%, 172,5%, 47,3% e 38,7%, respectivamente, mais do que o suficiente para compensar a diminuição das vendas ao mercado chinês.

Acumulado

Os portos do Paraná são a principal porta de saída das exportações. No primeiro trimestre deste ano (janeiro a março) foram movimentadas 14.109.999 toneladas nos dois sentidos: de exportação, foram 8.778.706 toneladas (62,2% do total) e de importação, 5.331.293 toneladas (37,8% do total). O volume total é 0,2% superior em relação primeiro trimestre de 2022, que registrou 14.079.296 toneladas.

Crescimento das exportações no trimestre (comparativo de 2022 e 2023):

Paraná: US$ 528.292.789,00

São Paulo: US$ 468.602.647,00

Mato Grosso: US$ 330.013.445,00

Santa Catarina: US$ 150.998.295,00

Alagoas: US$ 142.618.913,00

Mato Grosso do Sul: US$ 102.266.707,00

Amazonas: US$ 34.154.691,00

Rio Grande do Sul: US$ 32.381.227,00

Piauí: US$ 31.890.977,00

Paraíba: US$ 31.312.632,00

Distrito Federal: US$ 27.062.442,00

Rondônia: US$ 21.295.975,00

Maranhão: US$ 14.415.872,00

Sergipe: US$ 14.090.549,00

Minas Gerais: US$ 643.729,00

Acre: – US$ 8.238.993,00

Amapá: – US$ 12.398.569,00

Roraima: – US$ 30.786.874,00

Ceará: – US$ 50.259.014,00

Rio Grande do Norte: – US$ 76.460.029,00

Tocantins: – US$ 85.757.351,00

Espírito Santo: – US$ 123.399.617,00

Bahia: – US$ 135.047.655,00

Pernambuco: – US$ 145.208.402,00

Rio de Janeiro: – US$ 156.159.962,00

Pará: – US$ 318.951.397,00

Goiás: – US$ 404.456.095,00

Exportações em números absolutos no trimestre:

São Paulo: US$ 15.313.436.382

Rio de Janeiro: US$ 9.948.632.382

Minas Gerais: US$ 8.894.541.693

Mato Grosso: US$ 7.784.909.906

Paraná: US$ 5.083.511.043

Rio Grande do Sul: US$ 5.031.411.237

Pará: US$ 4.503.659.265

Goiás: US$ 2.766.695.757

Santa Catarina: US$ 2.672.118.259

Bahia: US$ 2.472.817.224

Mato Grosso do Sul: US$ 2.033.298.651

Espírito Santo: US$ 1.953.267.635

Maranhão: US$ 1.103.309.401

Rondônia: US$ 673.939.870

Pernambuco: US$ 585.415.116

Ceará: US$ 499.360.507

Tocantins: US$ 415.956.036

Alagoas: US$ 295.239.378

Piauí: US$ 223.334.141

Amazonas: US$ 217.902.826

Rio Grande do Norte: US$ 143.193.662

Distrito Federal: US$ 103.037.288

Roraima: US$ 72.918.657

Paraíba: US$ 66.647.687

Amapá: US$ 49.780.418

Sergipe: US$ 30.902.660

Acre: US$ 10.680.654

Fonte e Foto: AEN

set201271

Anec revê para cima estimativa de exportação de soja em abril

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) aumentou sua projeção de embarques de soja em abril para 15,152 milhões de toneladas, ante 14,386 milhões de toneladas estimadas na semana passada. Em março, o Brasil enviou ao exterior 14,421 milhões de toneladas de soja, segundo estimativa da associação.

A Anec reduziu a sua previsão de exportação de farelo de soja, de 2,092 milhões para 2,043 milhões de toneladas. No mês passado, foram 1,795 milhões de toneladas do derivado exportadas.

Exportações de milho e trigo

Quanto ao milho, a previsão de embarques caiu de 207,1 mil para 186,6 mil toneladas, enquanto a projeção do trigo aumentou de 207,5 mil para 237,6 mil toneladas. Em março, o Brasil exportou 780,9 mil toneladas de milho e 603,1 mil toneladas de trigo.

Na semana de 9 a 15 de abril foram exportadas 3,520 milhões de toneladas de soja, 490.348 toneladas de farelo de soja, 42 mil toneladas de milho e 117.585 toneladas de trigo.

Para a semana de 16 a 22 de abril, a Anec projeta embarques de 3,514 milhões de toneladas de soja, 613.578 toneladas de farelo, 66.214 toneladas de milho e 31.415 toneladas de trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo Foto: Divulgação

set200570

Exportações do agronegócio atingem recorde em março e no acumulado do ano

O valor exportado pelo agronegócio brasileiro alcançou o recorde de US$ 16 bilhões em março deste ano. Os produtos de maior destaque no mês, em função do crescimento do valor exportado, foram: soja em grãos (+US$ 878,3 milhões), milho (+US$ 397,8 milhões), farelo de soja (+US$ 330,5 milhões), açúcar de cana em bruto (+US$ 215,2 milhões) e carne de frango in natura (+US$ 214 milhões).

Juntos, os produtos contribuíram com US$ 2,0 bilhões para o aumento das exportações, valor superior ao crescimento de US$ 1,6 bilhão nas vendas externas totais do setor. Em março de 2022, as exportações do agronegócio foram de US$ 14,4 bilhões.

De acordo com a análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, o aumento do volume embarcado explica, em grande parte, o valor histórico das exportações do agronegócio em março de 2023. O índice de quantum das exportações brasileiras do agronegócio subiu 7,1%, e o índice de preço dos produtos exportados teve aumento de 3,5%.

Soja em grãos e farelo de soja

No complexo soja, dois produtos merecem menção com recordes em volume e em divisas: soja em grãos e farelo. A soja em grãos atingiu US$ 7,3 bilhões (+13,6%) e embarques de 13,2 milhões de toneladas (+8,6%). O Brasil colhe uma safra recorde da oleaginosa estimada em 153,6 milhões de toneladas (+22,4%). A China continua sendo o principal destino, absorvendo 75,7% do total embarcado pelo Brasil.
Já as vendas de farelo de soja somaram valor recorde de US$ 1,1 bilhão (+45,5%), e quase 2 milhões de toneladas (+31,7%). A União Europeia, maior importadora do produto, adquiriu US$ 492,3 milhões (+40,9%) e 904,4 mil toneladas (+29,1%).

Carne de frango

As exportações do país alcançaram o recorde de US$ 967,8 milhões (+29,6%) em março deste ano, com incremento de 25,5% em volumes exportados, que foram de 504,9 mil toneladas. Os principais importadores foram China, Japão e Arábia Saudita.

Segundo analistas da SCRI, em um contexto mundial com surtos generalizados de gripe aviária nos principais exportadores, foram abertas oportunidades adicionais para o mercado brasileiro, já que o Brasil nunca registrou casos em seu território.

Açúcar

As exportações de açúcar alcançaram recorde de US$ 818,1 milhões (+46,4%). O volume exportado aumentou 27,0%, atingindo 1,8 milhão de toneladas. Há expectativas de menor produção de açúcar em países como China, Índia, México, Tailândia e União Europeia.

Milho

As exportações de milho alcançaram US$ 401,9 milhões. Em março de 2022 foram de apenas de US$ 4,1 milhões. Os principais destinos foram Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Vietnã.

Acumulado do ano

No primeiro trimestre do ano, as exportações brasileiras do agronegócio atingiram o recorde de US$ 36 bilhões, alta de 6,7% em relação ao mesmo período anterior.

O agronegócio registrou participação de 47,2% da pauta de exportações do Brasil, no período.

Fonte e Foto: Ministério da Agricultura

set200686

Prêmios negativos da soja trarão prejuízo de R$ 12 bilhões no 1º semestre

Safra recorde de soja, baixa comercialização antecipada e demora nos embarques. Esses três componentes formam a “tempestade perfeita” para a queda vertiginosa dos prêmios no Brasil. Essa é a avaliação do consultor em agronegócio Carlos Cogo.

Segundo ele, há quase 20 anos não se registra prêmio inferior a um dólar por bushel. A última vez que isso aconteceu no país foi em abril de 2004. O especialista ilustra como o cenário afeta os preços da soja no Brasil.

“O preço que seria embasado pela cotação do primeiro vencimento em Chicago, que hoje está acima de 15 dólares por bushel, representaria o equivalente, sem prêmio, a R$ 160 no Porto de Paranaguá, mas está em R$ 146 [nesta quinta-feira], ou seja, estamos perdendo 14 reais por saca pela ineficiência da nossa logística e do nosso sistema de infraestrutura”, afirma.

Cogo lembra que esses problemas advém do início da cadeia, com a falta de armazenagem e de capacidade estática. “Nesta safra de grãos, faltam 124 milhões de toneladas de capacidade estática. O produtor colhe, embarca, joga no porto, todos contratam o frete ao mesmo tempo, os fretes explodem de preços, os descontos crescem, os portos ficam entupidos de produto e os prêmios desabam, como estamos vendo”, enumera.

Grande volume de soja disponível

Em uma safra de soja avaliada em 153 milhões de toneladas, conforme a Conab, os produtores brasileiros venderam, apenas 27% de forma antecipada. “Com isso, gera-se um acúmulo ainda maior, já proveniente de uma colheira maior, de soja disponível. A isso, soma-se mais um ingrediente complicador: o câmbio abaixo dos R$ 5”, diz Cogo.

De acordo com ele, os componentes que levam ao cenário negativo dos preços finais são compostos por:

Colheita farta

Tempo de embarque demorado

Logística de portos complicada

Falta de armazenagem no interior do país

Câmbio baixo

Prêmios e o prejuízo ao produtor

O especialista lembra que cada vez que há um desconto exagerado, há uma perda não apenas na soja que é exportada, mas também na movimentada internamente. “Tanto a soja exportada como a interna vendida para produzir farelo e óleo no mercado interno também sofre esse desconto. Resumindo: a perda em abril está estimada em 4,4 bilhões de reais”.

Com isso, o prejuízo para este primeiro semestre chega a 12 bilhões de reais com prêmios negativos. “O programa de construção de armazéns do governo tem recursos para 4,5 bilhões de reais, ou seja, daria para fazer [com o valor do prejuízo] dois anos de programa”, ilustra Cogo.

Assista reportagem completa

Fonte: Canal Rural Foto: Divulgação

set200778

Mercado de soja deve iniciar a semana sob pressão

A tendência é de um início de semana com poucas alterações no mercado brasileiro de soja. Prêmios e dólar seguem recuando e Chicago esboça recuperação. A colheita avança e o aumento da oferta segue pressionando o mercado. Os produtores negociam apenas o essencial e esperam por repiques para se desfazer da soja.

O mercado manteve, na sexta-feira, o mesmo ritmo observado ao longo da semana: lentidão. Os preços variaram de maneira mista: queda em algumas praças, estabilidade e leve alta em outras.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu em R$ 146,00 para R$ 144,00. Na região das Missões, a cotação diminuiu de R$ 145,00 para R$ 143,00. No Porto de Rio Grande, o preço baixou de R$ 150,00 para R$ 148,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço desvalorizou de R$ 138,00 para R$ 136,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 148,00 para R$ 143,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 127,00. Em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$ 132,00. Em Rio Verde (GO), a saca decresceu de R$ 127,00 para R$ 124,00.

Chicago

* Os contratos da soja com vencimento em julho operam com alta de 0,54% a US$ 15,08 3/4 por bushel.

* O mercado busca uma recuperação frentes às perdas da sexta-feira.

* Porém, a alta do dólar frente a outras moedas e a queda do petróleo limitam os ganhos.

* A colheita de soja no Brasil também segue como fator de pressão. Segundo levantamento da SAFRAS & Mercado, a colheita já é estimada em 86% da área total esperada.

Prêmios

* Os preços FOB da soja voltaram a recuar no fechamento da semana passada nos portos brasileiros. A queda nos prêmios e a volatilidade de Chicago determinaram o recuo, em mais um dia de pouca atividade em Santos e Paranaguá.

* Os prêmios de exportação da soja estavam em -155 a -150 sobre Chicago no final da sexta no Porto de Paranaguá, para abril. Para maio, o prêmio era de -155 a -150. Para junho de 2023, o prêmio estava em -115 a -105 pontos, conforme dados de SAFRAS & Mercado.

* O preço FOB (flat price) para abril ficou entre US$ 494,40 e US$ 496,20 a tonelada na sexta-feira. No dia anterior, a cotação oscilou entre R$ 496,40 e R$ 501,90.

Câmbio

* O dólar comercial opera com baixa de 0,16% a R$ 4,908. O Dollar Index sobe 0,1% a 101,66 pontos.

Indicadores financeiros

* As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. Xangai, +1,42; Tóquio, +0,07%.

* As principais bolsas na Europa operam mistas. Paris, -0,06%; Frankfurt, -0,07%; Londres, +0,23%.

* O petróleo registra perdas. O WTI para maio recua 0,67% para R$ 81,98 o barril.

Fonte: Agência Safras Foto: Divulgação

set200834

Paraná se destaca no melhoramento genético do feijão e garante maior produtividade

O Paraná é um dos maiores produtores nacionais de feijão, grão que tem presença obrigatória no prato dos brasileiros. No Estado, a produção é principalmente de agricultores familiares e, por isso, o Governo do Estado tem investido no melhoramento genético para aumentar a rentabilidade e a produtividade das lavouras.

O IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar- Emater) mantém um dos principais programas de melhoramento genético do País, e mudou a realidade agrícola do Estado, gerando conhecimentos, produtos e tecnologias. Como resultados, além de ganho na produtividade, propicia a prática de uma agricultura mais sustentável, a redução da utilização de agrotóxicos e, consequentemente, a produção de alimentos mais baratos e seguros para a sociedade paranaense.

A iniciativa começou a ser estruturada ainda na fundação do antigo Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), em 1972, com o objetivo de desenvolver cultivares para o mercado interno e externo, com bons atributos. São plantas que passaram por processos de melhoramento para que sejam inseridas características que não possuíam.

Genética

Desde que foi iniciado, o programa de melhoramento genético já colocou à disposição dos agricultores de todo o Brasil, e de alguns países da América do Sul e Europa, 223 cultivares. Destas, 41 são de feijão, e 11 estão atualmente com sementes disponíveis no mercado e cultivadas em todas as regiões produtoras no país. São elas: o IPR Tangará, IPR Campos Gerais, IPR Quero-quero, IPR Bem-te-vi e IPR Sabiá, todos do grupo comercial carioca. Há também no grupo comercial preto o IPR Uirapuru, IPR Tuiuiú, IPR Nhambu e IPR Urutau e, do grupo especial, o IPR Garça (branco).

Na safra 2022, 63% dos campos de multiplicação de sementes de feijão preto e 14% de carioca no Brasil eram cultivares IPR. “Observamos uma preferência do agricultor pelas cultivares desenvolvidas pelo IDR-PR, porque são variedades que promovem rentabilidade, contribuem para uma produção sustentável e têm resistência às principais doenças que ocorrem no Estado”, disse Vânia Moda Cirino, especialista em melhoramento genético de feijão e atualmente diretora de Pesquisa do Instituto.

Social

“A cultura do feijão é uma das prioridades do instituto, porque tem grande relevância econômica e social para o Estado. É predominantemente produzida por pequenos produtores, constituindo a principal fonte de renda desses agricultores familiares”, explicou a diretora.

O desenvolvimento de uma nova cultivar é um trabalho de longo prazo. Desde o planejamento dos cruzamentos, que visam à combinação dos genes para obter as características pretendidas para a planta até o lançamento das sementes para multiplicação, são 10 a 12 anos de estudos. O melhoramento genético agrega diversas características à planta, como ciclos de cultivo mais curtos, tolerância a diferentes condições de clima e de solo, arquitetura de planta que facilita a colheita mecânica e até mesmo a qualidade culinária do grão.

Maior produtividade

Laercio Della Vecchia, produtor rural em Mangueirinha, no Sudoeste do Estado, plantou por muito tempo variedades de feijão como o rajado, além do esteio e preto puro, mas, depois optou pelo carioca, com o plantio do IPR Sabiá. “Ele tem se mostrado muito bom em campo. Já no primeiro ano, produziu 70 sacas por hectare e nosso custo foi de apenas R$ 4 mil por hectare. Neste ano, o valor da saca girou em torno de R$ 350 a R$ 400 reais”, disse o produtor.

Após o processo de melhoramento genético, os grãos passam a ter alto potencial de rendimento e adaptação ao solo, garantindo mais estabilidade de produção. As plantas crescem com porte ereto, o que as torna mais apropriadas para a colheita mecânica e também desenvolvem resistência maior às principais doenças.

“Quando você tem uma genética que te dá tolerância, não tem necessidade de fazer tantas aplicações de fungicidas. Nós produzimos um alimento mais saudável, nutritivo, que vai fazer toda a diferença para o consumidor final. Estou conseguindo tirar os meus feijões sem o uso de inseticida. Em produtividade é o melhor que eu conheço hoje”, ressaltou Laercio.

Para ele, a escolha pela variedade ofertada pelo IDR-PR trouxe uma série de benefícios. “Uma boa safra começa com sementes de qualidade. Tivemos redução de custo e aumento de produção. É um feijão muito fácil de conduzir em termos de doenças radiculares e aéreas, principalmente antracnose, e é muito fácil de ser colhido, já que tem pouca perda mecânica”, avaliou.

Impacto

De acordo com Vânia, todas essas particularidades impactam positivamente o setor, já que os grãos passam a ter características adequadas ao segmento comercial, com um tamanho maior e boa aparência, mais tolerantes ao escurecimento. “São excelentes para a comercialização por conta da coloração, forma do grão, e qualidade culinária. Não adianta ser uma variedade boa de campo e ruim de panela”, enfatizou.

Com isso, a população que consome o feijão passa a ter um alimento de melhor qualidade, com cozimento rápido e caldo consistente, de sabor agradável e com elevado porcentual de grãos inteiros após o preparo. “Os seres humanos são reflexos do que comem. Solo rico, alimento rico. Estamos entregando um alimento com mais ferro, cálcio, mais rico em minerais. Além do produtor colher bem, o consumidor ganha um alimento muito mais nutritivo”, destacou o produtor.

Destaques

Uma das maiores conquistas do programa foi o desenvolvimento de cinco cultivares com resistência ao mosaico dourado, doença das mais prejudiciais a lavouras de feijão no Brasil, um constante desafio à pesquisa nacional. São quatro do tipo carioca — IPR Celeiro (2016), IPR Eldorado (lançada em 2006), IAPAR 72 (1994) e IAPAR 57 (1992) — e, ainda, IAPAR 65, do grupo preto, de 1993.

Na categoria de grãos do tipo carioca, a vitória mais recente do IDR-Paraná é a cultivar IPR Águia, que se destaca pela resistência ao escurecimento dos grãos. Em condições adequadas de armazenamento, grãos de IPR Águia levam cerca de nove meses para começar a escurecer, um atributo importante para os agricultores.

“Os consumidores não compram um feijão com pigmento escurecido porque o associam a um feijão velho que não cozinha. Além disso, os agricultores não dão pouso para feijão carioca, eles colhem e imediatamente comercializam para não perder valor. Essa cultivar possibilita que armazene o grão por um determinado período”, ressaltou Vânia.

Gourmet

O grupo de melhoramento genético de feijão do IDR-Paraná também busca avanços na categoria de feijões especiais (grãos do tipo gourmet). O IDR-Paraná vai lançar este ano a cultivar IPR-Cardeal, de grãos vermelhos, desenvolvida para o segmento de exportação, particularmente a indústria de enlatados e conservas.

Vania compartilha uma curiosidade: o fato de todas as cultivares de feijão produzidas pelo Iapar ganharem o nome de pássaros. “Os pássaros são nossos companheiros na lavoura quando estamos trabalhando. Nós associamos o nome da ave com alguma característica que se ressalta na cultivar”, disse.

Como é feito

A obtenção de uma linhagem a ser cultivada passa primeiro pela avaliação e seleção dos genitores que carregam as características agronômicas, comerciais e culinárias desejáveis para o cultivo. Isso inclui resistência a determinadas doenças, o potencial de rendimento, adaptação ao clima e até a cor, tempo de cozimento e quantidade de nutrientes no grão.

Pelo método de melhoramento convencional usado pelo Iapar, os genes são cruzados e recombinados para obter um único genótipo com as características esperadas para aquela cultivar. O produto resultante desses cruzamentos, que passa por oito gerações da planta sendo colhida e replantada, é avaliado até atingir a estabilidade genética do material.

Após esse processo, que leva de três a quatro anos, o material selecionado é testado em diferentes ambientes do Estado, sendo plantado nas estações experimentais do Iapar e em áreas de produtores parceiros para avaliar sua adaptação a diferentes climas e solos.

O programa também conta com um protocolo para manejo integrado de pragas (MIP-Feijão), tecnologia para fixação biológica de nitrogênio e métodos para o manejo sustentável das principais doenças. Vânia explicou que esse procedimento foi aplicado em todas as áreas acompanhada pelo IDR-PR.

“Em boa parte das minhas áreas não houve necessidade de aplicar inseticida. O MIP diagnostica os bichos inimigos e a gente só interfere quando eles estiverem em maior proporção ou causando danos. Quando tem necessidade, aplica, quando não tem, não aplica”, detalhou a diretora de Pesquisa do IDR.

Segundo Vânia, todo esse processo é essencial e muito satisfatório, já que beneficia tanto o produtor como o consumidor. “É muito bom poder trabalhar com uma cultura em que você beneficia o produtor, principalmente o pequeno, trazendo uma tecnologia que gera renda para ele, e contribuir também com a sociedade, gerando um alimento de excelente qualidade nutricional. Estamos sempre em busca de boas características agrícolas, culinárias e nutricionais. Queremos um feijão com mais proteína, mais ferro, mais zinco, um alimento que possa realmente nutrir a população”, projetou a diretora de pesquisa.

Fonte: AEN Foto: Laércio/Acervo pessoal

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Em ano de menor custo de produção, safra de trigo no Paraná deve contar com aumento de área

Mesmo com os desafios climáticos da última safra de trigo no Paraná, já era previsto um aumento de área do cereal para a safra de 2023. E com o atraso na colheita da soja no estado, sobretudo nas regiões norte, oeste e central, a janela de semeadura do milho segunda safra foi empurrada, o que alterou o planejamento dos produtores e deve resultar em uma área ainda maior para a cultura do trigo neste próximo ciclo. Dados do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral/PR) apontam para um crescimento de área em torno de 13%. E atentos a como melhor rentabilizar a propriedade rural, 300 pessoas, entre técnicos, cooperativas, cerealistas, produtores de sementes, multiplicadores e triticultores do Paraná, São Paulo, Cerrado e Paraguai participaram do Seminário Técnico do Trigo 2023. O evento foi promovido pela Biotrigo, em Campo Mourão (PR), nesta quarta-feira (12), e foi realizado durante o mês que marca o aniversário de 15 anos da empresa e de 10 anos da criação da filial da Biotrigo no Paraná.

Em 2023, há a perspectiva de redução no custo de produção da cultura, especialmente com relação aos fertilizantes. Ainda assim, o manejo racional de fertilidade segue sendo uma medida importante a ser adotada, visando maximizar a lucratividade da atividade agrícola. Esse foi um dos temas abordados no seminário. De acordo com um dos palestrantes do evento, o doutor em ciência do solo, Telmo Amado, além de ser uma fonte de renda e uma oportunidade de amortizar os custos fixos da propriedade, a cultura do trigo também traz diversos benefícios nutricionais ao solo e ao cultivo subsequente, como a soja. “O trigo possibilita alcançar de 40 a 50% da necessidade de aporte anual de carbono para manutenção do estoque desse elemento no solo”, destaca. Telmo cita que o cereal também é importante fonte de magnésio, enxofre e, em menor proporção, nitrogênio. Inclusive, se rotacionado com a soja, o trigo otimiza a nutrição de potássio.

“Além disso, é uma cultura que possibilita a adubação de sistema, pois apresenta elevada densidade de plantas, espaçamento reduzido e ainda possui perfilhamento, o que favorece a absorção de nutrientes verticalmente móveis, como o nitrogênio, enxofre e boro”, completa.

Os benefícios do trigo no sistema de produção, porém, não se relacionam apenas com a fertilidade. Outro fator a ser considerado é o papel da cultura no manejo integrado de plantas daninhas. Se olharmos para a soja, uma das invasoras que mais gera prejuízos em nível nacional, em especial ao Sul do país, é a buva. Segundo o especialista em herbologia e gerente técnico de pesquisa da Fundação ABC, Luis Henrique Penckowski, o manejo dessa daninha começa no outono e inverno e passa por uma boa cobertura de solo no período.

“Cereais de inverno, em especial o trigo, têm um papel fundamental para diminuir essa pressão de infestação e tornar o manejo de plantas daninhas na soja mais fácil e barato”, cita. Já no trigo, o azevém ganha o destaque de Penckowski como a mais importante invasora da cultura. Porém, ele ainda destaca as plantas voluntárias de soja como um ponto de atenção. “Atualmente, as novas tecnologias de transgênicos de soja resistentes a alguns herbicidas estão começando a ser semeadas no Brasil e as plantas voluntárias dessa soja vão gerar desafios, pois serão tolerantes aos herbicidas que utilizamos no trigo. Assim, teremos que introduzir novas ferramentas na cultura do trigo para manejar essas plantas daninhas”, assinala.

Mais benefícios ao sistema de produção

Com um olhar especial ao sistema produtivo, o seminário apresentou Biotrigo Sentinela, um dos três lançamentos da empresa em 2023. A cultivar representa a introdução dos ciclos largos no Brasil, que contam com um período ainda mais longo no campo em comparação a ciclos médio/tardios. Conforme o diretor e melhorista da Biotrigo, André Cunha Rosa, em todas as regiões tritícolas no Brasil, há um intervalo entre a soja e o trigo, em que normalmente ocorrem chuvas. “O solo descoberto nesse período gera uma perda de nutrientes e carbono no solo, assim como a maior ocorrência de invasoras, erosão, dentre outros fatores”, comenta. E com a premissa de cobrir o solo em uma parte desse período, surge Sentinela, variedade que conta com 10 a 15 dias a mais de ciclo que TBIO Ponteiro, outro material da Biotrigo já presente no mercado. Além desses benefícios, Sentinela apresenta elevado potencial produtivo, similar ao próprio Ponteiro. “A cultivar também oferece um bom pacote fitossanitário, tanto para folha, como para espiga, seguindo o padrão visto no portfólio da Biotrigo”, aponta André. Assim, Sentinela une diversos benefícios agronômicos e de sistema, proporcionando mais estabilidade produtiva e segurança na propriedade do agricultor.

Alto desempenho no campo

Outro lançamento apresentado no evento foi Biotrigo Talismã, cultivar que representa uma evolução de TBIO Audaz, um dos trigos mais semeados do país atualmente. “Talismã é um refinamento de um trigo que já entrega alta qualidade. Assim, essa evolução traz uma maior robustez no campo, mantendo ou melhorando praticamente todos os aspectos agronômicos de Audaz”, afirma o melhorista da Biotrigo, Francisco Gnocato. Um dos destaques de Talismã é o seu elevado padrão de qualidade na indústria. Mas uma relevante evolução que o material traz em comparação a Audaz é a melhoria no nível de resistência à giberela, que atinge patamares ainda mais altos. “Assim, a tendência de Talismã é entregar níveis menores da micotoxina deoxinivalenol (DON), o que traz maior segurança ao produtor na comercialização e à indústria na recepção do produto”, acrescenta Francisco.

Se juntando à Sentinela e Talismã como os lançamentos de 2023, foi apresentado Biotrigo Titan. A cultivar, de ciclo médio, se diferencia no portfólio da empresa por seu altíssimo potencial produtivo e versatilidade no campo, entregando excelente performance tanto em ambientes de alta tecnologia, quanto em ambientes de menores investimentos. “Em termos de sanidade, Titan se mostra muito equilibrado e robusto na lavoura. Em relação a rendimento, Titan se apresenta consistentemente superior a cultivares referência no mercado, como TBIO Ponteiro e Toruk, por exemplo”, indica o gerente de melhoramento da Biotrigo, Ernandes Manfroi. Esses fatores, aliados com uma ampla adaptação, tornam Titan um material único no portfólio da Biotrigo. “Por suas entregas no campo, nós acreditamos que, dentro de alguns anos, ele será a cultivar de trigo mais semeada do Brasil”, atesta.

O Seminário Técnico do Trigo 2023 contou com o apoio de Sementes Butiá e o patrocínio de Syngenta, Basf, Enlist, Yara, Bayer, Ihara, Laborsan, FMC e Sumitomo.

Fonte: Biotrigo Foto: Divulgação Biotrigo/Ricardo Maia