set205767

Mercado da soja volta a crescer

Com a valorização do dólar frente ao Real, a liquidez no mercado interno de soja voltou a crescer, à medida que atraiu importadores ao Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea, vendedores também foram estimulados a negociar, neste caso, diante da elevação dos prêmios de exportação.

Segundo dados do boletim informativo do Cepea, as altas nos prêmios e nos preços domésticos foram limitadas pelos estoques elevados no País, uma vez que a colheita da safra 2022/23 segue para a reta final. Ressalta-se que, embora o ritmo de negócios tenha se aquecido nos últimos dias, a comercialização desta temporada está inferior ao de safras passadas.

Veja as cotações da soja AQUI.

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação

set205084

Investimento do Estado garante novo trevo rodoviário em Ivaiporã

O novo trevo rodoviário de Ivaiporã, no Vale do Ivaí, está em fase final de conclusão, devendo ser entregue nas próximas semanas. A obra faz uma ligação em nível entre a PRC-466, na altura do km 113, e a Estrada Ouro Verde, facilitando o acesso ao novo parque industrial do município, sendo resultado de convênio entre Ivaiporã e a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná (SEIL). A fiscalização da execução dos serviços cabe ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR).

No local, as pistas da rodovia são separadas por canteiro central, com ramos permitindo o acesso ao município em ambos os sentidos, além uma via marginal de acesso a uma unidade da Comercial Ivaiporã próxima à interseção.

“O novo trevo de Ivaiporã está praticamente pronto, e vamos entregá-lo em breve juntamente com a prefeitura municipal. Ele vai garantir mais segurança e agilidade para o transporte de cargas do novo parque industrial, e evitar os acidentes entre o tráfego local e o de longa distância, mas contamos com os usuários para observarem a sinalização do trevo e continuarem dirigindo com prudência”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex.

No local foi realizada a terraplenagem e pavimentação das novas pistas, demolição do pavimento antigo, que foi substituído por um canteiro central com dispositivos de drenagem, e executada nova sinalização horizontal e vertical. Os últimos serviços são o enleivamento (plantio de grama) dos espaços ao lado das pistas.

Ao todo foram investidos R$ 9.100.038,03 no convênio, sendo R$ 8.317.087,33 de recursos do Estado e R$ 782.950,70 de contrapartida do município. A parceria incluiu também a pavimentação da Estrada Ouro Verde entre a PRC-466 e o município, já concluída há mais tempo.

Fonte – Agência Estadual de notícias
Foto – DER Paraná

set205185

Aberta submissão de trabalhos científicos para Reunião de Pesquisa de Soja

A comissão organizadora da 38ª edição Reunião de Pesquisa de Soja (RPS), a ser realizada nos dias 23 e 24 de agosto de 2023, em Londrina (PR), está recebendo a submissão de trabalhos técnicos, na forma de resumos expandidos, até 23 de junho. Os procedimentos para elaboração dos documentos que serão publicados na versão online dos Resumos Expandidos da 38ª Reunião de Pesquisa de Soja podem ser consultados aqui: https://reuniaodesoja.com.br//trabalhos

Os resumos podem ser elaborados, a partir de diferentes linhas temáticas descritas a seguir: Genética e Melhoramento, Ecologia, Fisiologia e Práticas Culturais Nutrição Vegetal, Fertilidade e Biologia dos Solos, Entomologia, Plantas Daninhas, Fitopatologia, Tecnologia de Sementes, Transferência de Tecnologia e Socioeconomia e Pós-Colheita e Segurança Alimentar.

O pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Henning, presidente da RPS, ressalta que a Reunião de Pesquisa de Soja é o principal fórum de pesquisa do complexo agropecuário da soja e tem caráter estritamente técnico. A programação técnica do evento irá apresentar os principais avanços da pesquisa, debater os desafios da safra de soja e promover o intercâmbio de experiências e informações entre os envolvidos com a cadeia desse grão.

Uma das novidades da RPS será o espaço dedicado a expositores que possam contribuir com o aprimoramento das discussões e inovações que estão surgindo no campo e no mercado. A expectativa com a exposição é promover uma vitrine tecnológica de produtos, tecnologias e

Inscrições e informações: reuniaodesoja.com.br.
Fonte e imagem – Embrapa Soja

set205266

Avaliação dos potenciais impactos da paralisação da BR-277

Avaliação dos potenciais impactos da paralisação da BR-277 nos setores do transporte e do agronegócio do Paraná
A Esalq/LOG elaborou um estudo técnico apontando o impacto causado nos setores agropecuário e de transporte pelos incidentes registrados na BR-277, entre Curitiba e Paranaguá, e que afetaram o escoamento da safra. A avaliação leva em conta diferentes cenários e circunstância.

Veja detalhes no link abaixo

https://www.sistemafaep.org.br/avaliacao-dos-potenciais-impactos-da-paralisacao-da-br-277-nos-setores-do-transporte-e-do-agronegocio-do-parana/

Fonte e foto – Sistema Faep

set205328

Governo ajusta distribuição de limites equalizáveis do Plano Safra 2022/2023

O Ministério da Fazenda publicou nessa quarta-feira (24/05) a Portaria Nº 446, para ajustar a distribuição de Limites Equalizáveis no Plano Safra 2022/2023. O ato altera a Portaria Nº 6.454, de 19 de julho 2022, que autorizou o pagamento de equalização de taxas de juros em financiamentos rurais concedidos no âmbito do Plano Safra 2022/2023, que se encerra em 30 de junho deste ano.

Bancos contemplados – Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Caixa foram os bancos contemplados pelo ajuste dos limites definidos nessa quarta-feira.

Reforço – O governo federal destinou mais R$ 200 milhões para reforçar o Plano Safra 2022/2023, que ainda está em vigor. Segundo a portaria do Ministério do Planejamento e Orçamento publicada no dia 11 de maio, serão alocados R$ 89,1 milhões para operações de custeio agropecuário e R$ 110,8 milhões para investimentos.

Equalização – Os recursos suplementares deverão permitir a equalização de cerca de R$ 7,429 bilhões para aplicação em programas de financiamento do Moderfrota, irrigação e demais investimentos e custeio no âmbito do Pronamp. (Mapa).

Fonte e foto – Sistema Ocepar

set204780

Mercado reduz previsão da inflação de 6,03% para 5,8%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu de 6,03% para 5,8% este ano. A estimativa consta do Boletim Focus desta segunda-feira (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 4,13%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 4% para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior, 4,75%. Segundo o BC, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 83%.
A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em abril, influenciado pelo aumento dos preços de remédios, o IPCA ficou em 0,61%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é inferior à taxa de março, de 0,71%. Em 12 meses, o indicador acumula 4,18%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde agosto do ano passado e é a maior desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre em 12,5% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é de que a taxa básica caia para 10% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 9% ao ano e 8,75% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano passou de 1,02% para 1,2%.
Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 1,3%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,7% e 1,8%, respectivamente.

A previsão para a cotação do dólar está em R$ 5,15 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,20.

Fonte: Agência Brasil Foto: Divulgação

set204831

Paraná deve colher 3,1 milhões de toneladas de mandioca em 2023

A produção de mandioca paranaense na safra 2022/23 deve ter aumento de 15%, alcançando 3,1 milhões de toneladas. A estimativa faz parte do Boletim de Conjuntura Agropecuária, preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), referente à semana de 12 a 18 de maio.

Além da produção, a área plantada foi ampliada em 11%, passando de 123 mil hectares para 136 mil hectares. No período 2021/22, a produção paranaense de mandioca tinha sido de 2,7 milhões de toneladas, uma queda de 10% em relação ao ciclo anterior.

As condições climáticas têm sido favoráveis ao trabalho de colheita. No campo, os produtores já retiraram a mandioca de 30% da área e obtiveram 964 mil toneladas, o que representa produtividade média de 24,9 mil quilos por hectare.

Com maior oferta na atual safra, os preços começam a apresentar acentuada redução depois da alta até fevereiro, quando a tonelada da raiz chegou a R$ 1.112,00. Na metade de maio foi comercializada, em média, por R$ 783,00, queda de 30% em período curto de tempo.

Fonte: Gazeta do Povo Foto: Divulgação

set204927

ABRASS realiza visita cortesia ao senador relator do Projeto de Lei n. 947/22

O presidente da ABRASS, Gladir Tomazelli acompanhado do superintendente Executivo, Osli Barreto, representando o setor de multiplicação de sementes de soja esteve ao gabinete do senador Angelo Coronel (PSD/BA) para fazer um agradecimento especial pelo brilhante parecer favorável ao PL 947/22 na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

O Projeto de autoria do deputado Sérgio Souza (MDB/PR) foi aprovado na CAE com a relatoria do senador.

Na oportunidade o presidente da associação destacou para o senador a importância do PL 947 que regulamenta a dedutibilidade de royalties sobre tecnologia de sementes, garantindo a segurança jurídica para os multiplicadores de sementes de soja.

Fonte e Foto: Abrass

set204626

AgroBrasília inicia nesta terça-feira

A AgroBrasília é uma feira de tecnologia e negócios voltada para empreendedores rurais de diversos portes e segmentos. Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (COOPA-DF), ela serve como vitrine de novas tecnologias para o agronegócio e tem um cenário de referência em debates, palestras, cursos sobre diversos temas relacionados ao próprio setor produtivo. A entrada do evento é gratuita e inicia nesta terça-feira (23) e se estende até sábado (27).

Em um espaço de 500 mil m², a feira vai reunir parte do ecossistema de inovação e trazer muita informação sobre diversas ferramentas desenvolvidas e em desenvolvimento para aplicação no agronegócio. Com 520 expositores, a expectativa da organização é superar os negócios da última edição, que chegou a R$ 4,6 bilhões em faturamento.

Novas tecnologias para a agricultura digital e de precisão serão o destaque do Pavilhão de Inovação que a AgroBrasília organiza em 2023. Na Feira, que ocorre de 23 a 27 de maio, o espaço vai reunir parte do ecossistema de inovação e trazer muita informação sobre diversas ferramentas desenvolvidas e em desenvolvimento para aplicação no agronegócio.

O presidente da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), José Guilherme Brenner, fala que a iniciativa visa atender à constante demanda por inovação dos produtores da região de abrangência da AgroBrasília. “No Cerrado se desenvolve atividade agropecuária de intensa tecnificação e o produtor tem um perfil muito dinâmico. Entendemos ainda que a evolução tecnológica, que depende de inovação, é o fator que irá garantir mais produtividade e sustentabilidade para o agro, com alimentos mais saudáveis e acessíveis para a população e mais renda para o produtor”.

Dez startups participam do pavilhão. Cinco delas são do CNA Hub, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, e outras têm projetos vinculados à Universidade de Brasília. A maioria está sediada no Distrito Federal e uma em São Paulo. As agtechs atuam nas áreas de fertilização, adubação, IoT (Internet das Coisas), conectividade e mobilidade. “Esperamos que passem pelo espaço produtores rurais, as atuais e as futuras gerações, empreendedores do setor, estudantes”, afirma o gestor de Startup e TIC do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae/DF), Johann Bischof. Além da instituição, o Instituto Eldorado é parceiro da Feira na organização do pavilhão.

A entrada do evento é gratuita

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação

set204253

Trigo tem menor relação estoque-demanda global desde 2014/15

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou suas estimativas de oferta e demanda agrícola mundial para 2023/24, prevendo um ano turbulento para a indústria global de trigo. As perspectivas gerais indicam uma interação interessante de aumento da produção em um cenário de menor oferta, comércio, consumo e estoques finais em comparação com o ano anterior.

A produção global de trigo deve atingir um recorde de 789,8 milhões de toneladas, um aumento modesto de 1,5 milhão de toneladas em relação a 2022/23. Esse aumento é atribuído principalmente a safras maiores na Argentina, Canadá, China, União Européia e Índia, que conseguiram contrabalançar quedas notáveis na Austrália, Rússia, Ucrânia e Cazaquistão.

Espera-se que a Argentina assuma a liderança no aumento da produção à medida que o país se recupera de uma seca devastadora, enquanto o Canadá deve colher colheitas quase recordes devido à expansão das áreas de plantio. A UE também antecipa um aumento da produção, graças às chuvas acima da média que beneficiam quase todos os países membros, com exceção de Espanha e Portugal.

No entanto, nem todos os produtores de trigo compartilham essa previsão otimista. A Austrália, após três safras recordes consecutivas, está se preparando para uma queda substancial na produção devido ao retorno dos rendimentos aos níveis médios. Simultaneamente, a Rússia prevê rendimentos menores e áreas reduzidas em relação ao recorde do ano passado, enquanto a produção da Ucrânia deve cair 21%, principalmente devido ao conflito em andamento com a Rússia.https://www.agrolink.com.br/agrotempo?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&utm_medium=detalhe-noticia&utm_campaign=links-internos

Pelo lado do consumo, espera-se uma queda de 3,0 milhões de toneladas, caindo para 791,7 milhões de toneladas. O principal fator por trás disso é a redução do uso de ração e resíduo de trigo, já que maiores suprimentos de grãos para ração em 2023/24 tornam o trigo menos competitivo. Os países mais afetados por essa redução são Ucrânia, Índia, Rússia e China.

O comércio global de trigo também deve sofrer uma queda, com uma queda prevista de 5,5 milhões de toneladas a partir de 2022/23, elevando o total para 209,7 milhões de toneladas. Prevê-se que a Rússia mantenha sua posição como o maior exportador, seguida pela UE, Canadá, Austrália, Estados Unidos e Argentina. No entanto, espera-se que as reduções nas exportações da Austrália, Índia e Ucrânia superem os aumentos da Argentina, UE e Rússia.

Olhando para os estoques de final de ano, o USDA prevê uma queda de 1,9 milhão de toneladas para 264,3 milhões. Isso representaria a menor relação estoque-uso global desde 2014/15, uma tendência preocupante para o mercado global de trigo. O mais impressionante é que mais da metade desses estoques globais devem ser mantidos na China.

Enquanto a produção de trigo continua a crescer, os desafios potenciais de menor consumo, comércio e estoques destacam um ano complexo pela frente para a indústria global de trigo. Equilibrar esses fatores contrastantes será crucial para manter a estabilidade no mercado mundial de trigo em 2023/24.
Boletim elaborado pela equipe Agrotempo*

Fonte: Agrolink/Seane Lennon Foto: Divulgação