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Ibrafe: Início de 2024 terá forte valorização dos Feijões

“Tem certeza?” – foi o que me perguntou ontem um membro do Clube Premier, que tem contrato para entregar cozinhas industriais em janeiro e fevereiro. Minha resposta foi: “Sim, tenho. Prepare-se, porque o que vem pela frente é inédito. As análises que fazemos com auxílio de estatísticos indicam que poderemos ter o início do ano com o menor volume de Feijão em estoque da história. Portanto, minha sugestão foi: compre agora, suspenda as férias do setor de compras e busque comprar o que puder”.

“Nunca vi algo assim”. Até poucos dias, eram os produtores que falavam sobre o clima e o efeito nas lavouras, seja no Sul, com excesso de chuvas, ou no Centro-Oeste e Sudeste, com a falta de chuvas. No entanto, agora chegou a vez dos comerciantes, e não é para menos. Primeiro, diversos estão antecipando a parada final do ano. Outros já suspenderam a venda, por exemplo, de Feijão-preto. E neste Feijão reside a maior dificuldade de conseguir lotes. Quem esperava que já no início desta semana fosse possível comprar bons volumes abaixo de R$ 300 está tendo enorme dificuldade. O menor valor reportado neste início da semana foi, por boa mercadoria, os R$ 300 ou inéditos US$ 61 por saca.

No início deste ano, o impacto do menor volume produzido pelo Feijão-carioca foi atenuado pelo Feijão-preto, que estava com preços menores. A venda do Feijão-preto chegou a bater recordes em empacotadores e também em supermercados em diversas regiões do país.

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Fonte: Ibrafe Foto: Notícias Agrícolas

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Balanço das exportações do agronegócio brasileiro em novembro de 2023, por Itaú BBA

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou os números referentes às exportações do agronegócio em novembro, alcançando a marca de USD 13,3 bilhões. Esse valor representa um aumento de 0,7% em relação ao mês anterior e um expressivo crescimento de 9,7% em comparação a novembro de 2022. No acumulado do ano, o total exportado atingiu USD 151,8 bilhões, registrando um incremento de 2,8% em relação ao mesmo período de 2022.

No segmento do complexo soja, o volume exportado de grãos em novembro atingiu a marca de 5,2 milhões de toneladas, representando um aumento significativo de 106% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse volume é o mais alto já registrado historicamente para o mês de novembro. No entanto, o óleo de soja registrou uma queda de 38% nas vendas externas, alinhada ao aumento do consumo doméstico na indústria de biodiesel. No caso do farelo de soja, as exportações do último mês foram 24% maiores em comparação a novembro do ano anterior. Em termos de preços, tanto o óleo quanto o grão apresentaram decréscimo de 29% e 14%, respectivamente, enquanto a cotação do farelo de soja recuou 7%, comparando as médias do décimo primeiro mês de 2022.

No setor de proteínas animais, os destaques foram as exportações de carne bovina in natura, que alcançaram 188 mil toneladas em novembro de 2023, representando um aumento expressivo de 126% em relação ao mesmo mês de 2022. As carnes de frango e suína também apresentaram crescimento de 7% no volume exportado, enquanto os preços desses produtos tiveram redução de 14% e 11%, respectivamente. A carne bovina in natura registrou um recuo de 12% na tonelada cotada, considerando os preços médios de novembro de 2023 em comparação a novembro de 2022.

No complexo sucroenergético, as exportações de açúcar refinado aumentaram 48% em novembro de 2023 em relação ao mesmo período do ano anterior. Para o açúcar bruto, o aumento foi de 5%, enquanto o volume de exportação de etanol registrou uma redução de 21%. Os preços médios em dólares apresentaram aumento de 24% para o açúcar bruto e 18% para o açúcar refinado. Em contrapartida, o etanol teve uma diminuição de 12% nas cotações em comparação entre os meses de novembro de 2023 e 2022.

Quanto às exportações de milho, o volume embarcado no último mês foi 26% maior em comparação a novembro de 2022, atingindo 7,4 milhões de toneladas, o maior valor já registrado para o mês de novembro. Em relação aos preços médios em dólares, o milho registrou uma redução de 20% no mesmo comparativo. No caso do algodão, o total embarcado em novembro de 2023 foi 5% menor em comparação com novembro de 2022, e os preços em dólares foram 2% menores.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Divulgação

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Reta final: plantio da soja chega a 91% da área; veja situação de cada estado

O plantio da safra 2023/24 de soja no Brasil chegou a 90,9% da área, estimada em 45 milhões de hectares. O dado foi levantado até a última sexta-feira (8), pela consultoria Safras & Mercado. No relatório anterior, de 1 de dezembro, a semeadura abrangia 83,3%.

O atual número está abaixo de igual período do ciclo passado, apontado em 94,7%, e mais inferior ainda se comparado à média histórica das últimas cinco temporadas, de 95,2%.

Ao todo, três estados já concluíram os trabalhos de implantação da lavoura de soja: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. Veja a evolução dos demais:

Rio Grande do Sul: 78%

Paraná: 100%

Mato Grosso: 100%

Mato Grosso do Sul: 100%

Goiás: 94%

São Paulo: 95%

Minas Gerais: 85%

Bahia: 95%

Santa Catarina: 90%

Maranhão: 60%

Piauí: 62%

Tocantins: 75%

Outros: 67%

Entre uma semana e outra, o estado que mais avançou no plantio foi o Rio Grande do Sul, partindo de 51% para 78%.

Fonte: Canal Rural Foto: Divulgação

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Portos do Paraná realiza operação inédita para atracação de navio de cargas rolantes

Em atracação inédita, 272 cargas rolantes (carros e máquinas) foram movimentadas no navio Bosporus Highway, no berço 219, no Porto de Paranaguá, nesta terça-feira (12). O novo berço foi construído para a chegada de navios ro-ro, especializados em cargas rolantes. A operação foi realizada em conjunto entre a Portos do Paraná, praticagem e Capitania dos Portos.

A nova área é resultado de um projeto a longo prazo, iniciado em 2016, de ampliação da empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

“Para a expansão do terminal havia a necessidade de um berço exclusivo para a operação de cargas gerais e cargas rolantes. Com aprovação do licenciamento ambiental foi construída a estrutura, realizadas obras de dragagem pela Portos do Paraná e simulação de manobras”, explicou Gabriel Vieira, diretor de Operações da Portos do Paraná.

Para a atracação e operação dos 164 veículos e 108 máquinas foram realizadas ampla comunicação à comunidade pela mídia local e sinalização da área. Durante a operação, três embarcações estiveram no Canal da Cotinga, orientando o trânsito de pilotos na região.

Até o momento, o Porto de Paranaguá já movimentou 84.128 veículos em 2023, sendo 30.573 para importação e 53.555 para exportação. “Esta nova operação com certeza vai trazer mais disponibilidade de berços, eficiência em movimentação e atratividade para as operações do porto”, enfatizou Vieira.

A utilização do novo berço exclusivo para cargas rolantes deve beneficiar também a Ascensus Group, arrematante da área PAR12, que possui um pátio para armazenagem estática de 4 mil veículos.

Fonte: AEN Foto: Capitania dos Portos do Paraná

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Produção de café cresce 8,2% em 2023 e chega a 55,1 milhões de sacas

A produção brasileira de café atinge uma colheita de 55,1 milhões de sacas beneficiadas, um crescimento de 8,2% em relação ao ciclo de 2022, como mostra o 4º Levantamento da de Café 2023. Divulgado nesta quinta-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o boletim mostra que o incremento é influenciado pela recuperação da produtividade, em torno de 6,3%, chegando a 29,4 sacas colhidas por hectare. Aliado a isso, a estatal verificou uma elevação de 1,8% na área em produção, chegando a 1,87 milhão de hectares. Já a área em formação teve uma queda de 9,5%, sendo estimada em 361,6 mil hectares.

O volume colhido é o terceiro maior da série histórica e acontece mesmo este sendo um ano de bienalidade negativa, uma vez que a temporada de 2022 teve seu desempenho influenciado por condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da cultura. Se o atual resultado for comparado com o ano de 2021, último de bienalidade negativa, a alta chega a 15,4%.

O bom resultado é reflexo da recuperação da produção das lavouras de café arábica, que representa 70,7% do volume total de café produzido no país. Com produção de 38,9 milhões de sacas, crescimento de 18,9% sobre a safra anterior, esta espécie apresenta incremento de 2,3% na área em produção, aliado ao ganho estimado em 16,2% na produtividade, ocasionado pelas condições climáticas mais favoráveis em relação às últimas duas safras.

Apenas em Minas Gerais, principal estado produtor de café, o volume a ser colhido é de aproximadamente 29 milhões de sacas, aumento de 32,1% em comparação ao volume total colhido na safra anterior. Mesmo com os efeitos da bienalidade negativa sobre muitas das regiões produtoras, o desempenho das lavouras apresenta um crescimento de 24,2% na produtividade. Outro importante produtor de arábica, São Paulo produzirá 5,03 milhões de sacas, alta de 14,7% se comparado ao volume obtido em 2022. No Paraná, o incremento na produtividade chega a 51,5% com produção estimada em 718,5 mil sacas. Já na Bahia, foram verificados os efeitos da bienalidade negativa nos parques cafeeiros desta espécie, com uma queda de 12,8% na colheita, chegando a 1,1 milhão de sacas.

Conilon – Se o arábica registra alta na produção, para o conilon é esperada uma queda de 11,2% em relação à safra passada. A colheita estimada pela Conab chega a 16,17 milhões de sacas. Mesmo com a redução confirmada, esta é a terceira maior colheita registrada para a espécie. Esse resultado é reflexo da menor produtividade verificada, influenciada pelas condições climáticas adversas registradas no principal estado produtor, Espírito Santo, que impactou parte das lavouras, principalmente em fases iniciais do ciclo.

No estado capixaba, a colheita está estimada em cerca de 13 milhões de sacas no total, sendo 10,16 milhões de sacas apenas de conilon. Segundo maior produtor de café conilon no País, em Rondônia a produção chega a 3,04 milhões de sacas, alta de 8,6% em comparação à safra passada. Resultado favorecido pelo ganho de 16,4% na produtividade, estimulada pelas condições climáticas favoráveis, à entrada de novas áreas em produção, com clones com maior potencial produtivo, melhor manejo das culturas e à maioria das lavouras estarem equipadas com dispositivos para irrigação.

Mercado

No acumulado de janeiro a novembro deste ano as exportações brasileiras de café foram de 34,9 milhões de sacas de 60 quilos, segundo os dados consolidados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O volume representa uma redução de 4,1% na comparação com igual período do ano passado, queda influenciada pela restrição dos estoques no início deste ano.

O aumento da produção na atual safra possibilitou tanto a recuperação na oferta interna quanto nas vendas ao mercado internacional. No entanto, os embarques do grão cresceram de modo mais significativo somente a partir de agosto deste ano, após a colheita da maior parte da safra. A expectativa é que a exportação de café ao final deste ano se aproxime do volume total embarcado em 2022.

No que se refere à arrecadação, também foi verificada uma queda com as vendas ao mercado externo. De janeiro a novembro de 2023, o Brasil exportou US$ 7,2 bilhões, o que representa uma baixa de 14,5% na comparação com igual período do ano passado. Ainda assim, os preços internacionais seguem em patamares atrativos, valorização sustentada pelo cenário de restrição dos estoques na safra 2023/24, em razão da limitação da produção global nos dois ciclos anteriores; combinado com o aumento do consumo global do produto, previsto em 170,2 milhões de sacas de 60 quilos, o que representa novo recorde e um aumento de 1,2% na comparação com o ciclo anterior.

Para obter mais detalhes sobre os números da safra de café no país em 2023 basta acessar as tabelas e o Boletim completo do 4° Levantamento do produto, publicados no site da Companhia.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Exportação de milho deve ser de 55,9 mi tons

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) informou que o Brasil deve exportar 55,9 milhões de toneladas de milho, segundo a TF Agroeconômica. “O Brasil deverá exportar entre 6,8 milhões e 7,49 milhões de toneladas de milho em dezembro”, comenta.

“O País exportou 6,98 milhões de toneladas no mês passado e 7,29 milhões de t em dezembro do ano passado. Na semana de 3 a 9 de dezembro, o Brasil exportou 1,49 milhão de toneladas de milho. Em 2023, o Brasil deverá exportar de 55,9 milhões a 56,6 milhões de t de milho. Os prêmios mantiveram em $100 em dezembro; $ 68 para julho/24, $ 70 para agosto/24, $ 70 para setembro/24 e $ 65 para outubro/24”, completa.

No Paraguai o mercado continua lento, tanto doméstico como de exportação. “O mercado de milho praticamente não movimenta, as ofertas dos compradores nos portos diminuíram nos últimos dias e o vendedor tem menos opções de negócios, o Brasil por sua vez indica timidamente este início de semana, tanto o mercado paraguaio Assim como o brasileiro vemos lentidão, as indicações em Assunção 170,00 U$D/MT e no Oeste do Paraná 185,00 – 190,00 U$D/MT”, indica.

“Os preços aproximados do milho argentino FOB fecharam ao redor de US$ 210 para dezembro, U$ 221 para fevereiro e US$ 215 para março. Os preços flat do milho caíram para US$ 213 FOB nos EUA, caíram para US$ 217 FOB Up River (oficial), na Argentina, caíram para US$ 230 FOB em Santos, no Brasil, estão em US$ 228 FOB na França, estão em US$ 225 FOB na Romênia, estão em US$ 210 na Rússia e US$ 180 na Ucrânia”, conclui a consultoria agroeconômica.

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação

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Estudo aponta que plantios de milho, soja e trigo foram afetados pelas chuvas de novembro no Paraná

As safras de milho, trigo e feijão foram as mais impactadas na economia do Paraná por causa das chuvas do mês de novembro, aponta o boletim do IDR-Paraná que analisa o impacto das variações do clima nas culturas do campo.

A agricultura do Paraná foi prejudicada nas regiões mais ao Sul, onde ocorreram altos índices de precipitações, principalmente no cultivo de trigo, feijão, milhos, entre outros plantios que interferem diretamente na economia do Estado. Nas demais regiões a agricultura se desenvolveu dentro da normalidade.

As anomalias foram superiores na grande maioria das regiões, com destaque para o Centro, Norte, parte do Sudoeste, Campos Gerais e parte da RMC.

Novembro de 2023 foi novamente um mês marcado por muita chuva no Paraná, assim como outubro, devido principalmente à atuação do fenômeno El Niño, que favoreceu a passagem de frentes frias, a média estadual de precipitação foi de 212,6 mm e a média histórica é de 144,2 mm.

Houve precipitações em quantitativos elevados em todas as regiões durante o mês de novembro, especialmente nas regiões Sudoeste, Oeste e Sul. A região Sudoeste registrou 190,1 mm acima da média histórica. Em vários municípios do Paraná as chuvas de novembro atingiram recordes históricos desde 1997, como em Curitiba, Pato Branco, Pinhais, Ubiratã, Francisco Beltrão, entre outros.

Confira o impacto nas culturas:

Soja: Até o final de novembro foi realizada 96% da semeadura da safra de soja no Paraná e desse montante 86% apresentaram boas condições, 12% condições medianas e 2% condição ruim, sendo essas duas últimas concentradas na região Sul e Sudoeste. Nas regiões Oeste e Centro-Oeste houve um desenvolvimento mais lento da cultura devido as precipitações volumosas, pouca luminosidade e calor excessivo.

Nas regiões Sudoeste e Sul, devido às chuvas constantes e excessivas, houve atraso no plantio, florescimento precoce com porte baixo das plantas e muitas áreas com necessidade de replantio. Nas regiões Norte e Noroeste o clima favoreceu a cultura, as chuvas foram suficientes para um bom desenvolvimento das plantas.

Milho 1ª Safra: De acordo com a Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), 99% da área de milho 1ª safra foram semeadas até novembro no Paraná e 80% apresentaram condições consideradas boas, 16% médias e 4% ruins. O milho em condição ruim e mediana encontra-se majoritariamente nas regiões que ocorreram chuvas intensas, como Sul e Sudoeste. Nas demais regiões, as chuvas de novembro favoreceram o abastecimento hídrico do solo e das plantas.

Feijão 1ª Safra: As chuvas intensas ocorridas em novembro prejudicaram muito a cultura do feijão no Paraná, uma vez que as principais regiões de cultivo estão mais sul do Estado onde ocorreram altos índices pluviométricos. A umidade do solo excessiva e a baixa luminosidade registrada em novembro prejudicaram o desenvolvimento das lavouras, as quais apresentaram porte baixo, alta incidência de doenças e redução no potencial produtivo. Até o final do mês a semeadura atingiu 99% do total previsto, estando 53% sob boas condições, 38% mediana e 9% ruim.

Trigo: Encerrou-se a colheita do trigo no Paraná. O trigo foi a cultura que mais foi prejudicada pelas chuvas, apresentando baixa produtividade e qualidade. Altos índices de pragas e doenças como brusone e giberela, umidade excessiva do solo, atraso na colheita, alta umidade dos grãos, foram algumas adversidades enfrentadas pela cultura.

Mandioca: A colheita da mandioca ocorreu em um ritmo mais lento devido ao excesso de precipitação. O plantio da nova safra foi concluído e as lavouras apresentaram bom desenvolvimento.

Cana-de-açucar: Em novembro deu-se continuidade na colheita da cana-de-açúcar. As novas lavouras apresentaram bons desenvolvimentos.

Fruticultura: De acordo com a Seab, as chuvas excessivas no Sul do Estado prejudicaram alguns pomares de ameixa, pêssego, uva, maçã e tangerina devido à queda das frutas e ataque de doenças. Nas demais regiões o desenvolvimento das frutíferas ocorreram dentro da normalidade.

Olerícolas: O grande quantitativo de precipitação prejudicou muitas áreas olerícolas, com erosão e apodrecimento das plantas, principalmente as folhosas cultivadas a céu aberto.

Café: A colheita do café foi finalizada e as plantas apresentaram um bom desenvolvimento.

Pastagens: Devido ao alto quantitativo pluviométrico de novembro, as pastagens aumentaram a produção da massa verde.

Mananciais hídricos: As chuvas elevaram consideravelmente os níveis dos rios, represas e córregos.

Solo: Devido aos altos qualitativos pluviométricos houve muitos episódios de erosão hídrica no solo. A demanda pela semeadura e outros manejos culturais em solos úmidos também provocaram compactação de solos por máquinas agrícolas. Ressalta-se a necessidade de ampliação das práticas conservacionistas para a preservação dos solos.

Fonte: CBN Foto: Divulgação

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Aprosoja BR alerta para identificação equivocada de Pragas Quarentenárias

Já está disponível no site e nas redes sociais da Aprosoja Brasil a campanha “Pragas Quarentenárias na Soja – Por que se importar com elas?”, lançada originalmente em 2022. Para este ano, a Aprosoja faz um alerta específico aos produtores com relação à identificação das pragas para evitar embarques de semente de ervas daninhas quarentenárias na soja in natura.

“A Aprosoja Brasil pretende alertar os produtores sobre a identificação equivocada de pragas quarentenárias, a fim de manter em alta a reputação da soja brasileira frente aos compradores externos”, afirma o presidente da entidade, Antonio Galvan.

Voltada aos produtores, agrônomos e técnicos agrícolas, a iniciativa volta a difundir boas práticas agrícolas e alertar estes públicos, por meio de publicações em redes sociais, sobre a ameaça das pragas quarentenárias nas lavouras.

Além dos materiais de mídias sociais, a Aprosoja disponibiliza novamente o e-book elaborado pelo professor da Universidade de Passo Fundo, Mauro Rizzardi, com orientações aos agricultores.

De acordo com a Embrapa, pragas quarentenárias são organismos de importância econômica potencial para a área em perigo, onde ainda não estão presentes, ou, quando presentes, não se encontrem amplamente distribuídas, sob controle oficial. Por essa razão, essas pragas são objeto de controle oficial, seja no emprego de medidas voltadas à prevenção de entrada no país ou, caso presente em dada área, na forma de medidas fitossanitárias para viabilizar erradicação e controle no intuito de evitar dispersão. Estas pragas podem ser insetos, ácaros, nematoides, fungos, bactérias, fitoplasmas, vírus, viroides, plantas infestantes e parasitas.

Acesse aqui o E-book_Campanha pragas quarentenárias

Fonte: Aprosoja Brasil Foto: Divulgação

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Preços do trigo têm novos recuos, apesar de estimativas de menor produção

Os preços do trigo seguem em queda no Brasil, mesmo em meio a novas estimativas indicando menor produção do cereal. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão sobre os valores vem sobretudo do baixo ritmo de compras de novos lotes por parte de moinhos, que estão reduzindo as atividades neste encerramento de ano. Para a safra 2023/24, a Conab estima a produção brasileira em 8,14 milhões de toneladas, forte queda de 15,5% frente ao número apontado em novembro e expressivos 22,8% abaixo do recorde da temporada passada (quando foram colhidas 10,55 milhões de toneladas). Esse cenário é resultado especialmente da menor produtividade, estimada em 2,35 toneladas/hectare, reduções de 15,6% frente ao indicado em novembro e de significativos 31,3% em relação à de 2022 (3,42 t/ha). Já a área com trigo no Brasil avançou 12,3% frente à da temporada anterior, para 3,46 milhões de hectares, ainda conforme a Conab.

Fonte: Cepea Foto: Divulgação

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Produção de grãos na safra 2023/24 deve atingir 312,3 milhões de toneladas influenciada por clima

Os produtores brasileiros deverão colher 312,3 milhões de toneladas de grãos na safra 2023/24, volume 2,4% inferior ao obtido na temporada passada. A queda na estimativa de produção neste ciclo é explicada pela baixa ocorrência de chuvas e as altas temperaturas registradas nos estados do Centro-Oeste, enquanto que no Sul do país, principalmente no Rio Grande do Sul, pelo excesso das precipitações. Essas condições climáticas adversas afetaram o desenvolvimento de importantes culturas, como soja e trigo. Os dados estão no 3º Levantamento da Safra de Grãos 2023/24, divulgado nesta quinta-feira (7) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“Estamos atentos e redobraremos o monitoramento das áreas produtoras. O comportamento do clima este ano é o fator mais determinante para as culturas que estão em plantio e em desenvolvimento, em função do El Niño. Além disso, os atrasos no plantio da soja abrem incertezas para o milho 2ª safra”, pondera o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sílvio Porto.

Importante produto para o abastecimento interno, o arroz tem previsão de alta na safra de 7,5%, podendo chegar a 10,79 milhões de toneladas. O melhor resultado é influenciado pela maior área destinada ao produto bem como uma recuperação na produtividade. Ainda assim, o desenvolvimento da cultura, em especial no Rio Grande do Sul, principal estado produtor, tem sido afetado pelas condições climáticas adversas. O excesso de chuvas tem gerado uma umidade excessiva no solo, o que impede a conclusão da semeadura e dificulta os tratos culturais.

Outro produto tradicional no consumo dos brasileiros, o feijão apresenta cenários diversos nas lavouras cultivadas nesta primeira safra pelo país. Em São Paulo as condições gerais, até o momento, são de bom aspecto fitossanitário. Os efeitos das altas temperaturas e baixas precipitações foram amenizados pelo uso de irrigação. Já em Minas, esse cenário de calor e irregularidade de chuvas trazem impactos nas operações de implantação e de manejo das lavouras. Ainda assim, somadas as 3 safras da leguminosa a expectativa é de uma produção de 3,1 milhões de toneladas.

O clima também tem trazido impacto para a soja, principal cultura cultivada no país. O plantio da oleaginosa continua atrasado em todas as regiões produtoras. Em alguns estados os trabalhos de implantação da cultura ficaram próximos aos da última safra, como Paraná e Mato Grosso. Com a irregularidade climática há a sinalização de redução da produtividade nos estados do Centro-Oeste. Em Mato Grosso as lavouras ainda apresentaram uma evolução satisfatória, mesmo com o pouco volume pluviométrico recebido. Já em Goiás, Minas Gerais, Matopiba e Rio Grande do Sul, a área semeada se encontra bem abaixo do ocorrido na safra 2022/23. No Rio Grande do Sul é devido ao excesso hídrico, e nas demais regiões é por conta da irregularidade ou falta de precipitações.

Diante deste cenário, a estimativa de produção da soja nesta safra é de 160,2 milhões de toneladas. O clima ainda é um fator que pode influenciar neste resultado, principalmente quando ocorrem os estágios de floração e enchimento dos grãos. Os técnicos da Companhia continuarão acompanhando o desenvolvimento das lavouras a fim de verificar os impactos das condições climáticas no desempenho final.

Panorama semelhante é encontrado para o cultivo do milho 1ª safra. Os extremos climáticos, típicos de anos de influência do fenômeno El Niño, continuam a ocorrer nas regiões produtoras, atrasando o plantio do cereal. Neste primeiro ciclo de cultivo do grão, é projetada uma produção de 25,3 milhões de toneladas – queda de 7,5% em relação à safra anterior. Já a colheita total de milho está estimada em 118,53 milhões de toneladas.

Nas culturas de inverno, foi identificada queda na produtividade em quase todos os produtos quando comparada à última safra. Para o trigo, principal produto, as chuvas volumosas, ventanias, granizo, enchentes, muita nebulosidade e poucos dias com sol dificultam a conclusão da colheita no Rio Grande do Sul. O volume de produção está estimado em 8,1 milhões de toneladas.

Mercado

As análises de mercado dos grãos brasileiros mostram que as exportações de soja em grãos, de janeiro a novembro de 2023, continuam elevadas. Além disso, o line-up até o final de dezembro é estimado em mais de 100 milhões de toneladas. Diante desse cenário, os embarques do grão foram elevados de 98,06 milhões de toneladas para 100,03 milhões de toneladas. Já para os esmagamentos foi verificada uma redução de 350 mil toneladas, motivada por uma diminuição nas estimativas de exportações de farelo e óleo de soja.

Já para o próximo ano, as exportações da oleaginosa estão estimadas em 101,59 milhões de toneladas, uma redução de 1,42 milhão de toneladas em relação ao último levantamento divulgado, influenciado pela atual estimativa do volume a ser colhido. Queda também para os esmagamentos, reduzidos em 1,05 milhão de toneladas devido, principalmente, pela menor estimativa de venda no mercado interno de farelo de soja em 2024.

Para o milho, a expectativa é que o volume de exportações brasileiras do cereal em 2024 seja reduzido, podendo chegar a 38 milhões de toneladas. A queda projetada se deve em razão da perspectiva de menor produção nacional somada à maior oferta disponível no mercado internacional, em meio à boa safra norte-americana.

No caso do feijão-comum cores o panorama de mercado se apresenta favorável ao produtor. A cultura se encontra em plena entressafra, e o país conta apenas com os estoques remanescentes da terceira safra e das lavouras paulista na oferta de feijão novo, pelo menos até meados de janeiro de 2024. Com a previsão de oferta moderada e baixo estoque de passagem, a tendência é que os preços continuem atrativos para os agricultores durante os próximos dois meses.

Já o mercado de trigo continua apresentando cenário de baixa nos preços. O excedente de cereal russo, com preço mais competitivo que os dos demais países, segue atuando como um dos principais fatores de pressão das cotações. Além disso, a melhora climática em importantes países produtores europeus e na Austrália também atua como fator baixista das cotações.

Os dados completos sobre o 3° Levantamento da Safra de Grãos 2023/24 e as condições de mercado destes produtos podem ser conferidos no boletim publicado no Portal da Conab.

Fonte: Conab Foto: Divulgação