download

Zoneamento Agrícola de Risco Climático é tema de seminário na Embrapa Soja

A Embrapa Soja e o Sistema Ocepar, composto pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR) e Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar) promovem o seminário Desvendando o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), no dia 26 de setembro, das 8h30 às 16h, no auditório da Embrapa Soja, em Londrina (PR).

O objetivo do seminário é apresentar para técnicos e produtores as bases científicas que norteiam o ZARC, os aprimoramentos a serem implementados (níveis de manejo), sua inter-relação com os mecanismos de seguro agrícola e, se possível, elucidar alguns questionamentos comuns no meio agrícola.      

O ZARC Soja define as áreas com maior ou menor frequência de ocorrência de déficit hídrico durante a fase mais crítica da cultura da soja (floração e enchimento de grãos), em função das diferentes épocas de semeadura, da disponibilidade hídrica de cada região, do consumo de água nos diferentes estádios de desenvolvimento da cultura, da capacidade de água disponível no solo e do ciclo da cultivar utilizada, explica o pesquisador José Renato Bouças Farias, da Embrapa Soja.

A partir de 2023, o ZARC Soja passa a conta com uma metodologia que adota seis classes de água disponível (AD), definidas com base na composição textural dos solos (teores de silte, areia e argila).  “Essa mudança no ZARC amplia o escopo de avaliação da realidade dos sistemas produtivos brasileiros”, explica Farias. “Nosso objetivo é minimizar os riscos e possibilitar maior estabilidade da produção e de renda para o sojicultor, o que é estratégico para a manutenção da capacidade produtiva brasileira”, enfatiza o pesquisador.

Ainda será apresentada e discutida a proposta “piloto” do ZARC contemplando os riscos associados a diferentes níveis de manejo do solo (Zarc NM). Segundo Farias, o ZARC Soja – 06 ADs, que contempla seis as classes de água disponível (AD) no solo, foi estruturado também para incorporar – nas próximas atualizações – o efeito de diferentes níveis de manejo do solo. As duas estratégias vem sendo ajustada e mensurada pela Rede ZARC de Pesquisa da Embrapa.

Confira a programação aqui.

Serviço:

DESVENDANDO O ZONEAMENTO AGRÍCOLA DE RISCO CLIMÁTICO (ZARC)

Data: 26/09/2023 (terça-feira)

Horário: 8h30 às 16h

Local: Auditório da Embrapa Soja – rod Carlos João Strass, s/n Londrina (PR)

Fonte: Embrapa Soja Foto: Divulgação Governo Federal

parana-sol-primavera-1-1536x1024

Primavera deve iniciar com tempo ensolarado no Paraná

A primavera deste ano começa às 3h50 da madrugada de sábado (23). Segundo a previsão do Simepar, no primeiro dia da estação, o tempo deve ficar quente e ensolarado na maioria das regiões do Paraná, exceto no Norte Pioneiro, onde o clima deve ficar parcialmente nublado.

A temperatura mínima prevista é de 15 ºC, em União da Vitória, e a máxima pode atingir 42 ºC, em Paranavaí. Neste ano, um El Niño de intensidade moderada a forte está em curso sob o Oceano Pacífico

O fenômeno climático vai aumentar a temperatura média e a umidade do ar, condições propícias a chuvas. O Simepar indica que serão frequentes acumulados volumosos e queda de granizo.

A previsão indica que as temperaturas médias vão ficar acima da normalidade para a estação, em todo Paraná, segundo o meteorologista Reinaldo Kneib.

Os maiores valores das temperaturas mínimas e máximas devem ocorrer nas regiões Oeste, Sudoeste, Norte e Litorânea.

Ouça

Fonte: BandNews Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

HERO_IMAGE_Pyxis_Ocean_Aug_2023-1280x720

Navio com velas metálicas chega ao Porto de Paranaguá para carregamento de farelo de soja

Com duas grandes velas metálicas de até 37,5 metros de altura, “bons ventos” trouxeram o graneleiro Pyxis Ocean até a Baía de Paranaguá, no litoral paranaense, onde a embarcação com propulsão eólica permanece fundeado desde sexta-feira (15), com previsão de carregamento de 63 mil toneladas de farelo de soja a partir do próximo sábado (23), quando será atracada no Porto de Paranaguá. O destino da carga será o continente europeu.

O Pyxis Ocean é o primeiro navio a ser readaptado com duas WindWings, instaladas no convés dos cargueiros para aproveitamento da energia eólica. A nova embarcação, da Mitsubishi Corporation e fretada pela Cargill, economiza até 30% de combustível, o que pode ser ainda maior se utilizado em combinação com combustíveis alternativos.

“Temos a responsabilidade de ser pioneiros em soluções de descarbonização em todas as nossas cadeias de fornecimento para satisfazer as necessidades dos nossos clientes e do planeta. Uma tecnologia como WindWings não vem sem riscos e, como líder do setor, em parceria com o visionário armador Mitsubishi Corporation, não temos medo de investir, assumir estes riscos e ser transparentes com nossas aprendizagens para ajudar nossas parcerias na transição naval a um futuro mais sustentável”, declara o presidente Unidade de Transporte Naval da Cargill, Jan Dieleman.

O projeto WindWings é financiado conjuntamente pela União Europeia com objetivo de procurar uma solução para descarbonização dos navios existentes, uma preocupação do setor que possui 55% das frotas de graneleiros do mundo com até nove anos de uso.

Segundo a assessoria de imprensa da Cargill, a BAR Technologies e a Yara Marine Technologies são responsáveis pelo desenvolvimento da estrutura metálica e planejam a construção de centenas de velas nos próximos quatro anos. “Se a navegação internacional deseja conquistar sua ambição de reduzir emissões de CO2, a inovação deve vir à tona. O vento é um combustível quase marginal e sem custos, e a oportunidade de reduzir emissões, junto com ganhos significativos de eficiência em custos operacionais dos navios, é substancial”, ressalta John Cooper, diretor executivo da BAR Technologies.

Em maio do ano passado, o Porto de Paranaguá já havia recebido o navio MV Afros, também graneleiro e que usava velas rotatórias para ajudar na propulsão e reduzir o consumo de combustível. A economia pode chegar a 12,5% por causa dos rotores que giram com a passagem do vento e ajudam na impulsão da embarcação.

Segundo a assessoria de imprensa, a Portos do Paraná é signatária do Pacto Global da ONU e tem se destacado por atrair embarcações que estejam alinhadas na busca pela redução de emissão de gases do efeito estufa. “É com grande alegria que rebemos essa nova embarcação, fruto da nossa produtividade comercial e do nosso compromisso ambiental reconhecido internacionalmente”, disse o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A operação com o inovador Pyxis Ocean vai ocorrer no Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá, que nos primeiros oito meses deste ano movimentou 15,3 milhões de toneladas de grãos (soja e milho) e farelo de soja. Essa movimentação representa um crescimento de 17,5% se comparado ao mesmo período de 2022. Apenas de soja em grão, o Corredor Leste embarcou 9,2 milhões de toneladas, quase 26% a mais contra o ano de 2022. Ao mesmo passo, o farelo de soja obteve crescimento de 5% e o milho 8,5%.

Fonte: Gazeta do Povo Foto: Cargill Business Wire

364321a5-bd5f-45b3-af07-19581ca092f1

Produção de café está estimada em 54,36 milhões de sacas, 3ª maior na série histórica

Com mais de 95% do café já colhido no final de agosto, a safra de 2023 do grão está estimada em 54,36 milhões de sacas. O volume representa um crescimento de 6,8% em relação à colheita registrada em 2022. Além de ser um recorde para um ano de bienalidade negativa, essa é a terceira maior safra já colhida no país, atrás apenas dos anos de 2018 e 2020 ambos de bienalidade positiva. Os dados estão no 3º levantamento da cultura, divulgado nesta quarta-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se a estimativa para este ano for comparada com o volume colhido na safra de 2021, último ano de bienalidade negativa, o aumento chega a ser de 13,9%.

Neste ano, a expectativa é de uma recuperação para o desempenho do café arábica. De acordo com os dados da Conab, a colheita desta espécie do grão deve chegar a 38,16 milhões de sacas. A alta é reflexo de um incremento de 2,4% na área em produção, aliado ao ganho estimado em 13,9% na produtividade, influenciado pelas condições climáticas mais favoráveis em relação às últimas duas safras. “Destaque para o desempenho de Minas Gerais, principal estado cafeicultor do país, que mesmo com os efeitos da bienalidade negativa sobre muitas das regiões produtoras apresenta um crescimento de 29,5% na produção”, destaca o gerente de Acompanhamento de Safras da Companhia, Fabiano Vasconcellos.

Cenário oposto é encontrado nas lavouras de conilon, onde é esperada uma queda de 11% na colheita quando comparado com o excelente resultado obtido em 2022, com estimativa de serem colhidas 16,2 milhões de sacas neste ano. “Este resultado se deve, sobretudo, à queda de 10,8% na produtividade, reflexo das condições climáticas um pouco adversas, registradas no principal estado produtor de conilon, o Espírito Santo, que impactou parte das lavouras, principalmente em fases iniciais do ciclo. Essa perda não foi compensada pelos ganhos esperados em Rondônia e Mato Grosso”, explica Vasconcellos.

Área

O documento também mostra que a área total destinada à cafeicultura no país em 2023, para o arábica e conilon, totaliza 2,24 milhões de hectares, sendo com 1,88 milhão de hectares em produção, com crescimento de 1,9% em relação ao ano anterior, e 362,5 mil hectares em formação, com redução de 9,3%.

Mercado

No acumulado de janeiro a agosto deste ano, o Brasil exportou 22,9 milhões de sacas de 60 kg, segundo dados consolidados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O volume embarcado representa uma queda de 10,8% na comparação com igual período do ano passado. O desempenho negativo no acumulado de 2023 foi influenciado pela restrição dos estoques nos primeiros meses da temporada, após safras com a produção limitada em 2021 e 2022.

Já apenas em agosto, o cenário das vendas externas se apresenta mais favorável. No último mês, o Brasil exportou cerca de 3,69 milhões de sacas de 60 kg de café em agosto de 2023, o que representa alta de 37,6% em relação ao mês anterior e de 38,5% na comparação com igual período de 2022, de acordo com o MDIC. “Após queda na quantidade de café exportada em 2021 e 2022, a ampliação da oferta interna em 2023 pode resultar em recuperação da exportação na safra atual. A exemplo do último mês de agosto, as exportações tendem a permanecer aquecidas nos próximos meses deste ano”, analisa o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, Gabriel Rabello.

Para obter mais detalhes sobre os números da safra de café no país basta acessar as tabelas e o Boletim completo do 3° Levantamento do produto.

Fonte: Conab Foto: Agência Brasil

images

Lupion rejeita proposta que determina imposto sobre exportações

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou o relatório do presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), rejeitando o projeto de lei 1586/2022 que determina a cobrança de imposto de exportação sobre um conjunto de alimentos estratégicos para a dieta básica dos brasileiros, quando houver algum risco de abastecimento interno.

O projeto prevê a incidência do imposto de exportação sobre soja, milho e arroz quando os estoques públicos estiverem com volumes abaixo do correspondente a 10% das previsões de consumo nacional, e sobre carnes de bovinos, suínos e de frango nas situações de ameaças de regularidade do abastecimento interno, devendo o Poder Executivo dispor sobre o início e o final da incidência do referido imposto e atualização de informações sobre os estoques públicos as condições de suprimento interno.

O parlamentar destacou que a imposição de impostos de exportação sobre commodities agrícolas leva a consequências negativas para o país produtor e para a economia global. “Apesar de todas as dificuldades geradas pela pandemia e pela guerra na Ucrânia, a agropecuária brasileira continuou ampliando investimentos para aumentar a produção, que bateu recordes, apesar de dificuldades climáticas”.

Lupion destacou ainda que “o setor aumentou o número de empregos formais e ajudou a atenuar o impacto da pandemia no PIB do país, além de contribuir para a estabilização de preços de alimentos no mercado interno e externo.”

De acordo com o deputado Domingos Sávio (PL-MG) não faz sentido esse imposto. “Qualquer política no sentido de tributar ainda mais o agro é penalizar todos os brasileiros e não gesto de proteger o mercado. Estabelecer mais impostos é ruim para todos.”

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS) citou o exemplo da Argentina. “Era o país da América do Sul que tinha conquistado os melhores mercados de carne do mundo, enquanto o Brasil lutava muito para entrar na comunidade Europeia. O relatório está acertado e esse argumento de tributar o mercado para proteção é sem fundamento e acarreta a perda de mercado”.

Já o ex-presidente da FPA, deputado Sérgio Souza (MDB-PR) alertou que a taxação pode ocasionar perda de concorrência. “Não se taxa a saída em país nenhum do mundo, se taxa a entrada. Estamos vendo uma manifestação neste país com relação a entrada de leite de forma desleal, aí se taxa para garantir a produção interna. Quanto mais exportamos para mais países, mais o nosso país vai crescer internamente.”

A título de exemplo, cabe destacar que, em 2019, 77,3% da produção da carne bovina se destinou ao mercado interno e apenas 22,3% foi exportado. Este é um padrão da produção brasileira, mesmo com o aumento das exportações, a maior parte da produção sempre se destinou ao mercado interno. As exportações são fundamentais para escoamento da produção e própria regulação do mercado.

A proposta segue agora para análise nas Comissões de Desenvolvimento Econômico (CDE), Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS), Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Fonte: FPA Foto: Divulgação

1fd050e849656f2f5f64cec79f8dd13b

Potencial do agro paranaense deve ganhar cada vez mais vitrine

O Brasil precisa unir forças para difundir a mensagem de que a produção agrícola nacional é sustentável e fundamental para a economia. Essa foi a defesa do secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, durante o painel “Resiliência dos Sistemas Alimentares: Fortalecer do Local para o Global”, que fez parte do 4º Fórum do Agronegócio, realizado em Londrina nesta segunda (18). O evento também contou com a participação do governador Ratinho Junior.

“Precisamos estar presentes em fóruns, em encontros internacionais, para mostrar de forma positiva, assertiva e competente que nós fazemos uma agropecuária de forma sustentável, que temos negócio relevante, importante, que gera oportunidades”, destacou Ortigara.

Para Ortigara, o Brasil tem dado uma resposta altamente positiva em pelo menos 40 cadeias alimentares. “Construímos um setor dinâmico, de ponta, e o conhecimento aplicado é o que explica nosso sucesso nos últimos anos”, afirmou.

Segundo ele, de tudo o que é produzido no campo, três quartos já têm a ver com ciência e conhecimento. “Produzir alimento é o nosso negócio e não há mais lugar para empirismo, pois precisamos olhar o consumidor com carinho e respeito e oferecer o que ele quer de nós, um alimento de qualidade e com capacidade competitiva”, reforçou.

O secretário também defendeu que o País precisa fortalecer a agroindustrializacão, promovendo ainda mais o processamento dos alimentos e entregando menos matéria-prima. “Temos de agregar valor para chegar ao consumidor com a estratégia correta, ao mesmo tempo em que geramos riqueza, oportunidade de renda, de emprego, o que dinamiza a economia”, afirmou. “Eu enxergo um futuro brilhante se não errarmos a mão na política agrícola”.

O posicionamento foi apoiado pelo coordenador de Estudos do Agronegócio da FGV, Guilherme Soria Bastos, que acentuou a necessidade de o País conseguir avançar na sistematização de dados para serem apresentados de forma completa à sociedade. “Ter os dados agropecuários agregados e mostrar isso à sociedade é básico, porque isso vai ajudar a trabalhar melhor a nossa comunicação”, disse.

Participante do painel, o coordenador do Centro de Excelência contra a Fome e representante do Programa Mundial de Alimentos, das Nações Unidas, Daniel Balaban disse que 180 milhões de pessoas são alimentadas diariamente pelo programa, com investimento de U$ 20 bilhões. No entanto, o Brasil contribui com apenas 0,04% do total de alimento comprado. “O Brasil poderia participar mais desse sistema”, afirmou.

Segundo ele, há bastante alimento brasileiro, mas vendido por uma empresa da Turquia, que ganha o leilão oferecendo preço mais baixo. “Imagina quanto paga para comprar do Brasil”, ponderou.

Balaban também instigou que os produtores e lideranças brasileiros participem mais de fóruns e debates internacionais. “Precisamos mostrar o que somos e tudo o que está acontecendo no Brasil”, disse.

O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadri, anfitrião do encontro, destacou que o Brasil é competente desde o campo até o prato do consumidor. “Temos que divulgar bem aquilo que nós fazemos bem. O País produz com qualidade e quantidade. É a chave do nosso desenvolvimento”, afirmou.

Fonte e Foto: AEN/Jaelson Lucas

soja-foto-Divulgação

Perspectivas para a Agropecuária 2023/24

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza, nesta terça-feira (19/9), a partir das 14h, o evento sobre as Perspectivas para a Agropecuária Safra 2023/24, no auditório da matriz. O evento também será transmitido pelo canal da Conab no YouTube.

Na oportunidade serão apresentadas as perspectivas de área, produção, produtividade, exportações, importações, consumo e preços para soja, milho, algodão, arroz e feijão. Estes cinco produtos correspondem a mais de 90% da produção brasileira de grãos. Também serão mostradas as estimativas de dados de produção, exportações, suprimento e de preços de mercado referentes ao próximo ciclo produtivo da suinocultura, avicultura e bovinocultura de corte.

Participam do webinar o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; o diretor-presidente da Companhia, Edegar Pretto; o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sílvio Porto; o superintendente de Gestão da Oferta da estatal, Wellington Teixeira; o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, Gabriel Rabello; o gerente de Produtos Agropecuários da Companhia, Sérgio Roberto Santos; o assessor técnico especializado do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Mozar Salvador; o diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi; a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e diretora Socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello, o ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da Conab, Luis Carlos Guedes Pinto; e o assessor de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Décio Siebert.

Serviço:

Perspectivas para a Agropecuária Safra 2023/24

Data: terça-feira, 19 de setembro de 2023

Horário: 14h

Link para transmissão: https://linktr.ee/conab

Fonte: Conab Foto: Divulgação

images

Lagartas do milho requerem atenção e manejo cuidadoso

Com mais um recorde tanto de produção como de produtividade, o Brasil comemora uma safra 2022/23 extremamente especial na cultura do milho. Com exceções pontuais, o país contou com condições adequadas, superando muitas expectativas. Apenas em Mato Grosso, foram colhidas em torno de 51 milhões de toneladas de milho na segunda safra, a popular “safrinha”. No Brasil, segundo a CONAB, a safra total de milho será de 131 milhões de toneladas.

“O milho é uma cultura tão importante quanto a soja para o agricultor, tanto em rentabilidade quanto em entrega de produtividade. Só nessa última safra o Brasil plantou aproximadamente 22 milhões de hectares”, destaca Alexandre Santaella, Gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF.

Para a próxima safra, as expectativas são igualmente positivas e favoráveis para a cultura do milho. Apesar do indicativo de incidência do fenômeno climático El Niño intenso, é projetada uma certa “neutralidade” na região central do Brasil e alguma intensidade maior de chuvas na Região Sul – que sofreu nos últimos anos com estiagens consecutivas e prolongadas.

De acordo com Santaella, a projeção de safra “extremamente positiva” justifica que o agricultor invista para proteger sua lavoura. Isso porque o El Niño tem como característica trazer temperaturas mais elevadas, o que favorece o surgimento e aumento da pressão de pragas, pois encurta o ciclo de vida dos insetos.

Ele lembra que a lagarta-do-cartucho, a Spodoptera frugiperda, é a principal lagarta do milho e pode reduzir a produtividade em até 50% em situações sem manejo. Isso ocorre em função do modo de ataque da praga, que atua diretamente nas regiões reprodutivas do milho. Por isso, reforça o Gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF, é importante utilizar produtos e técnicas de manejo que garantam máxima produtividade no próximo ciclo que se inicia.

Como exemplo de tecnologia capaz de proteger o milho contra as principais lagartas que ameaçam a cultura, Santaella cita o inseticida Pirate®, um produto “multiculturas e multipragas”. “Ele entrega uma atuação muito eficiente em todo o espectro de lagartas que nós conhecemos. Esse é um dos poucos produtos do mercado que apresenta um efeito duplo: de choque e residual”, aponta.

O especialista explica que o ingrediente ativo do Pirate® tem a capacidade de penetrar na folha da planta e “atravessar para o outro lado, atingindo onde a lagarta se esconde”, embaixo da folha, protegida do sol e raspando a face abaxial da folha, se alimentando. Assim, o inseticida consegue atuar de uma forma muito mais eficiente.

Diferenciais

Um diferencial do Pirate®, destaca Santaella, é sua compatibilidade para mistura de tanque. Uma característica que ganha importância em função da resistência que as lagartas desenvolvem aos produtos mais comuns disponíveis atualmente. Ele ressalta que o inseticida possui um ingrediente ativo único: um análogo de pirazol sem similares no mercado, que permite que o agricultor possa fazer a rotação de ativos dentro do manejo do milho, conferindo mais sustentabilidade ao controle de pragas.

“Sustentabilidade no sentido de rotacionar esses ativos e evitar a seleção de lagartas resistentes a certos grupos químicos. Isso faz com que o agricultor tenha sempre uma ferramenta na mão e garanta a proteção da lavoura, evitando prejuízos potenciais”, justifica o especialista.

Atualmente o Brasil tem mais de 95% de sua área cultivada de milho com algum tipo de biotecnologia para o controle de lagartas. Porém, alerta Santaella, essas biotecnologias não podem serem “deixadas sozinhas na atuação contra essas pragas, elas precisam de parceiros, para não deixar toda a pressão de seleção numa única tecnologia, o que acaba comprometendo a preservação dessas tecnologias no campo”.

“Temos visto nos últimos anos uma pressão de seleção muito forte, com algumas proteínas Cry ou Vip perdendo eficiência para algumas espécies de lagartas. Utilizando a ferramenta da transgenia associada ao manejo químico, como o Pirate®, é possível garantir tanto a proteção da biotecnologia quanto a devida rotatividade de ativos na lavoura”, sustenta o especialista.

O momento ideal de fazer a entrada na lavoura com o inseticida, explica ele, é quando se identifica os primeiros sintomas da presença da lagarta. Com aproximadamente 20% de plantas atacadas, conforme recomendação da EMBRAPA, com lagartas no primeiro ou segundo instar, ou seja, numa fase ainda inicial, o que torna o controle mais eficiente.

Resultados

O Pirate® vem entregando resultados excelentes, afirma o Gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF. Trata-se de um produto utilizado na cultura do milho desde o ano de 2015, e que se consolidou como líder no mercado de inseticidas premium para o controle de lagarta pela eficiência superior a 85%, com residual de até 15 dias.

“Vemos o sucesso desse inseticida pela alta demanda que ele possui e pela recorrência de compra. Quem já utilizou  Pirate® confia no produto e sabe que se trata de uma ferramenta fundamental. Quando ocorre um escape de lagarta e a pressão dessa praga aumenta, o produto é a solução mais assertiva para o manejo com eficiência a  longo prazo”, conclui Alexandre Santaella.

Fonte: Agrolink e Assessoria Foto: Divulgação

acucar-foto-envato-18-p9t5D

Açúcar/Cepea: Indicador segue em elevação

Os valores médios do açúcar cristal branco subiram no mercado spot do estado de São Paulo, de acordo com dados do Cepea, devido às recentes valorizações externas do demerara. Muitos agentes de usinas têm priorizado a exportação da commodity, o que tem reduzido a oferta de açúcar no País, resultando em aumento nos preços pedidos no mercado interno. Além disso, na semana passada, compradores domésticos estiveram mais ativos no spot. Na sexta-feira, 15, o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa 130-180, fechou a R$ 151,85/saca de 50 kg, avanço de 3,64% em relação à sexta-feira anterior, 8. No acumulado do mês, o aumento é de 7%.

Fonte: Cepea Foto: Divulgação

trigo-parana-960x540

A multiplicação do trigo: Paraná aposta em variedades que rendem até 10 toneladas por hectare

Estado que é o segundo maior produtor de trigo do Brasil, o Paraná quer dar um passo importante na consolidação da cultura nos cultivos de inverno. Na expectativa de conquistar a melhor safra da história, o Paraná espera colher 4,5 milhões de toneladas no atual ciclo.

A produtividade média do ano deve ficar em torno de 3,2 toneladas por hectare, mas o avanço genético das sementes, além de tecnologia, pesquisa, escolha de solo e assistência técnica adequadas, pode render nos próximos ciclos lavouras com produtividade de 10 toneladas por hectare. É o triplo do que se colhe hoje.

O projeto é possível e em pouco tempo. Luiz Tarcísio Behm, da Fundação Meridional, que opera como uma parceira da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na área de melhoramento genético, afirma que já existe variedade que rende cerca de 10 toneladas por hectare. Ele reforça que o potencial produtivo vai muito além do que se tem visto no campo, mas que, como qualquer outra cultura, é suscetível às condições climáticas e aos tratos culturais.

O segredo está, segundo ele, no melhoramento genético que tem permitido plantas muito mais resistentes, cultivares que produzem muito e que se adaptam ao clima e solo de todo o território nacional. “Hoje não se produz mais trigo só no Sul do Brasil. Quem quiser plantar no Centro-Oeste, por exemplo, tem variedades específicas e com ótimas produtividades”, reforça ele.

Esse avanço de cultivo pode levar à autossuficiência nacional, com produção do grão em larga escala com qualidade e rentabilidade, focando inclusive nas exportações.

Neste ano, o Brasil espera colher 10,4 milhões de toneladas, mais de 90% disso cultivado por dois estados: Rio Grande do Sul (5,6 milhões de toneladas) e Paraná (4,5 milhões de toneladas). “Existe potencial genético para produtividade de 10 toneladas opor hectare. A pesquisa evoluiu muito e a Embrapa nem lança mais um material que não tenha potencial genético para menos de 5 toneladas por hectare em produtividade. Para passar na avaliação e ser lançado como material para o mercado, é preciso que tenha no mínimo esse volume produtivo”, afirma Behm.

Cultivo de trigo oferece várias fontes alternativas de renda ao produtor

O especialista lembrou que há dezenas de variedades e aplicações do trigo, que vão desde a panificação e alimentação humana, passando pela ração animal, até a produção de bebidas. E esse mercado está de olho tanto no consumo interno como nas exportações.

“Além disso, a cultura é uma ótima alternativa para o período de inverno e oferece possibilidade de várias fontes alternativas de renda. Pode servir para o consumo humano, como uma ótima forrageira, para o pastejo, agregando muito valor em proteína animal. E aparece como utilidade interessante a pequenos e médios produtores com alimentação animal de custo baixo”, completa Behm.

Além do aumento de produtividade, o trigo conta com uma vasta área ainda a ser explorada durante os meses de frio no Paraná. O estado se utiliza de apenas 10% das lavouras que são destinadas à soja no verão. Isso significa que, no atual ciclo, o Paraná destinou apenas 1,5 milhão de hectares à triticultura e, mesmo assim, uma parte importante dessas lavouras não foi cultivada como uma primeira opção dos produtores.

Muitos só semearam o cereal porque o ciclo da soja em 2022/23 atrasou, fazendo com que houvesse perda na janela de cultivo para a segunda safra do milho. Sem ter como semear a safrinha, a opção para não deixar a área em pousio, que é quando o solo descansa das atividades agrícolas, foi plantar trigo.

“Antes de termos o milho safrinha, o Paraná já era o líder isolado na produção de trigo no Brasil. Desta vez aumentou a área porque atrasou o plantio do milho, mas temos área e capacidade com aumento de produtividade e podemos ter produção muito maior do que teremos neste ano”, avalia o secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara.

Fonte: Gazeta do Povo Foto: AEN/Gilson Abreu