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Colheita de soja impulsiona tendência de alta dos preços

A temporada de colheita da soja no Brasil avança em ritmo acelerado, trazendo consigo uma entrada significativa de grãos no mercado. Esse aumento na oferta vem em meio a preços relativamente baixos, pressionando as margens dos produtores. De acordo com dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a comercialização da safra no estado do Mato Grosso atingiu 46,32%, um leve recuo de cerca de 6% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse cenário, embora demonstre uma cautela por parte dos produtores, não diminui as expectativas positivas em relação ao mercado.

Segundo análise da Grão Direto, esta semana, observa-se uma tendência de alta nos preços da soja, impulsionada pela combinação entre a demanda crescente e a oferta restrita em algumas regiões. Especialistas apontam que as condições climáticas favoráveis podem ter impacto positivo na qualidade e na produtividade dos grãos, contribuindo para sustentar essa tendência ascendente nos preços.

Além disso, fatores geopolíticos e o aumento da demanda internacional por produtos agrícolas também exercem pressão positiva sobre os preços da soja. Com isso, os produtores estão atentos às oportunidades de mercado e adotando estratégias para maximizar seus ganhos diante desse cenário favorável.

Fonte: Agrolink/Aline Merladete Foto: Divulgação

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China amplia lista de aprovações de variedades de soja e milho transgênicos

A China aprovou 27 variedades de sementes de milho geneticamente modificadas e 3 variedades de soja transgênica, ampliando a lista de aprovações conforme seus planos de aumentar o desenvolvimento e o plantio de culturas de alto rendimento.

As variedades aprovadas pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais em um aviso nesta terça-feira incluem variedades de sementes de propriedade da Dabeinong e do China National Seed Group, uma unidade do grupo Syngenta.

Durante anos, a China agiu com cautela em relação à implantação de culturas transgênicas, mas em janeiro disse que expandiria o plantio de soja e milho transgênicos depois que projetos-piloto mostraram bons resultados no aumento da produtividade e na redução dos custos em comparação com os tipos de sementes convencionais.

O maior comprador mundial de soja e milho tem como objetivo aumentar a produção doméstica por meio de sementes de maior rendimento e reduzir suas importações de grãos de mais de 100 milhões de toneladas por ano.

A lista de variedades aprovadas está aberta para comentários públicos até 17 de abril, de acordo com o aviso do ministério.

“Depois que as variedades acima forem aprovadas de acordo com os procedimentos, a área de plantio efetiva também deverá estar em conformidade com as disposições relevantes para a industrialização nacional de reprodução biológica”, disse o aviso.

Fonte e Foto: Reuters/Dominique Patton

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Produção brasileira de trigo pode surpreender em 2024

As últimas atualizações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) revelaram que as negociações de trigo no mercado brasileiro estão mantendo um ritmo pontual. De acordo com análises dos pesquisadores do Cepea, apesar do aumento na presença de compradores, os produtores estão concentrados na colheita da safra de verão. O início da semeadura da nova safra de trigo é esperado para o próximo mês de abril.

Entretanto, os preços internos do grão continuam enfraquecidos, conforme indicado pelo levantamento recente do Cepea. Novas projeções apontam para uma diminuição na área cultivada com trigo na temporada de 2024, devido aos valores menos atrativos. Mesmo assim, especialistas do Cepea destacam que se a produtividade se mantiver dentro da média, a oferta pode superar a do ano anterior.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a área nacional destinada ao trigo em 2024 será de 3,26 milhões de hectares, o que representa uma redução de 6% em relação ao ano anterior. No entanto, há uma perspectiva otimista em relação à produtividade média nacional, com um possível aumento de 26%, alcançando 2,937 toneladas por hectare. Isso poderia resultar em uma produção total de 9,587 milhões de toneladas, um incremento de 18,4% em comparação com o ano de 2023.

Fonte: Agrolink/Aline Merladete Foto: Divulgação

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Confira as principais tendências para Soja, Trigo e Milho

De acordo com Pedro Schicchi, analista de Grãos & Oleaginosas da hEDGEpoint Global Markets, “a produção brasileira de soja caiu (-1M ton), mas menos do que o esperado (-3M ton). No entanto, as exportações do país foram aumentadas em 3M ton às custas do esmagamento e dos estoques finais. Por sua vez, as importações chinesas aumentaram nos mesmos 3M ton. Os balanços dos EUA e da Argentina não foram alterados”.

Ainda segundo o analista, “de modo geral, o relatório não forneceu ao mercado evidências suficientes para se movimentar em qualquer direção, em particular os fundos especulativos, que atualmente estão muito vendidos. Ainda assim, embora não tenha sido o relatório mais empolgante, ele também não deixou de apresentar mudanças relevantes. No entanto, os preços não se moveram significativamente. Por quê?”

O mercado provavelmente está em “modo de espera” pelo relatório Intenção de Plantio de 28 de março, quando os agricultores dos EUA irão indicar a quantidade de grãos que pretendem plantar.

Milho: Brasil ganha os holofotes

“O WASDE também não foi o mais agitado para o milho. Assim como na soja, o balanço do grão nos EUA não sofreu alterações. As mudanças na América do Sul, embora presentes, não foram muito fora do esperado. A produção da Argentina foi aumentada em 1M ton, enquanto o mercado esperava estabilidade nos números, fazendo com que as exportações também aumentassem”, observa.

Já o analista Alef Dias pontua: “A mudança mais interessante (que fez com que os estoques mundiais caíssem) veio da Ucrânia. Apesar da menor produção, dada a área ainda 7% não colhida, os esforços do país para aumentar as exportações de grãos pelo Mar Negro estão dando resultado, com as exportações de milho superando os níveis do ano passado nos dois primeiros meses do ano. Consequentemente, a Ucrânia teve um corte de 2,5M mt em seus estoques finais”.

Trigo: mais produção com estoques mais apertados

“Com ajustes marginais em alguns números de produção, o WASDE de trigo foi relativamente calmo. No balanço dos EUA, as exportações foram reduzidas em 15M bu, dado o ritmo de exportação ainda lento observado ultimamente, levando a estoques finais ligeiramente mais folgados – embora o mercado não estivesse esperando uma mudança”, pondera Alef.

“A produção mundial aumentou devido aos ajustes esperados na Austrália, Rússia e Argentina. No entanto, ela foi parcialmente compensada por reduções na UE e na Sérvia, enquanto o maior uso de ração na UE, no Cazaquistão e na Indonésia levou a um aperto marginal nos estoques finais mundiais – abaixo da estimativa mediana do mercado”, diz.

E conclui: “Também é importante observar que, assim como no caso do milho, as exportações de trigo da Ucrânia aumentaram em 1M mt, já que as exportações de trigo se aceleraram ainda mais do que as de milho, ultrapassando os máximos de cinco anos nos últimos dois meses”.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets Foto: Divulgação

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Ministro Fávaro realiza encontro para dialogar sobre avanços na legislação da produção de sementes e mudas

Para debater ações com foco nos avanços do setor de sementes e mudas, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizou reunião, no último dia 12, com a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), a Seed Association of the Americas (SAA) e com a Federação Internacional de Sementes. O encontro foi realizado na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Na ocasião, foram apresentadas propostas para o progresso na legislação da produção de sementes e mudas, que visam mais inovação no melhoramento de plantas, avanços na defesa da propriedade intelectual e desenvolvimento de medidas fitossanitárias. 

“Daremos total apoio ajudar os produtores e fomentar avanços do setor de sementes”, destacou o ministro Fávaro. “Precisamos também garantir propriedade intelectual. Precisamos ter respeito com a ciência. Garantir a propriedade intelectual é apoiar o desenvolvimento, para continuarmos gerando oportunidades”, completou.

Ainda, durante o encontro, o presidente da Abrasem, Ronaldo Troncha, entregou ao ministro Fávaro um documento protocolado pelas associações de semente presentes, com pontos essenciais para o setor. “É um documento conjunto das maiores associações de sementes do mundo, tratando principalmente da legislação. Esse encontro é uma grande oportunidade para demonstrar para o mundo as boas práticas e como o Brasil é sustentável. Somos referência para o mundo em produtividade”, destacou. 

Fonte e Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Nova estimativa para safra de grãos na safra 2023/24 é de 295,6 milhões de toneladas

A produção brasileira de grãos na safra 2023/24 deverá atingir 295,6 milhões de toneladas. O volume representa uma queda de 7,6% no resultado obtido no ciclo anterior, ou seja, 24,2 milhões de toneladas a menos a serem colhidas. As informações estão no 6º Levantamento divulgado, nesta terça-feira (12), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A queda é reflexo, principalmente, da redução em torno de 7,1% na produtividade média esperada, que sai de 4.072 quilos por hectare para 3.784 kg/ha.

Desde o início da presente safra até meados de dezembro, as condições climáticas foram variáveis e desfavoráveis nas principais regiões produtoras. Essas instabilidades climáticas provocaram perdas significativas na produtividade das culturas, sobretudo na da soja, principal produto cultivado no período. A área cultivada também deve ser diminuída, mas em um percentual menor em torno de 0,5%, projetada em 78,1 milhões de hectares.

Com uma colheita que atingiu, no início de março, 47,9% da área semeada, a soja pode registrar uma produção de 146,9 milhões de toneladas, redução de 5% sobre a safra anterior. De acordo com o documento, a queda verificada se deve às baixas precipitações e às temperaturas acima do normal nas principais regiões produtoras. No entanto, em locais em que o grão foi semeado mais tardiamente as precipitações têm favorecido o desenvolvimento das lavouras.

Com os trabalhos de colheita da soja avançando, o plantio do milho segunda safra ocorre dentro da janela nos principais estados produtores, como Mato Grosso e Paraná. Ainda assim, a área destinada para a cultura deve cair 8,3%, estimada em 15,76 milhões de hectares. As condições climáticas têm favorecido a implantação do cereal, com exceção de parte de Mato Grosso do Sul. A expectativa é que apenas na segunda safra sejam colhidas cerca de 87,35 milhões de toneladas do grão. A colheita da primeira safra, quando são esperadas 23,41 milhões de toneladas, já atinge 32,9% da área cultivada. A produção total do cereal está estimada em 112,75 milhões de toneladas.

Para o arroz, a área plantada apresenta um crescimento de 4,7%, chegando a 1,55 mil hectares, o que leva a uma expectativa de produção de 10,55 milhões de toneladas. A semeadura nas principais áreas produtoras no país já foi concluída, apesar das adversidades climáticas. No Rio Grande do Sul, por exemplo, as chuvas excessivas e enchentes ocorridas durante o plantio inviabilizaram a operação em alguns locais. No caso do feijão, a nova estimativa traz uma colheita total em torno de 3 milhões de toneladas. A primeira safra do produto teve uma oferta ajustada, o que influenciou nos preços praticados. Diante desse cenário, a segunda safra da leguminosa apresenta aumento na área cultivada, o que poderá refletir em uma maior produção.

Com o plantio praticamente finalizado, o algodão registra uma área plantada de 1,93 milhão de hectares, aumento de 16,3% quando comparada com a safra anterior. A elevação reflete o preço e as perspectivas de comercialização da fibra. O clima vem favorecendo as lavouras e a expectativa é que a produção da pluma atinja 3,56 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde na série histórica caso o resultado se confirme.

Já para o trigo, principal produto cultivado entre as culturas de inverno, a estimativa atual indica a produção em 9,6 milhões de toneladas.

Mercado

Com o novo ajuste na produção de soja, as exportações também serão reduzidas em 1,83 milhão de toneladas, saindo de uma estimativa de 94,16 milhões de toneladas para 92,33 milhões de toneladas. Diante desse cenário de quebra de safra atual, as projeções de importações também foram aumentadas de 200 mil toneladas para 800 mil toneladas. Para o milho e arroz, as projeções permaneceram praticamente estáveis.

Para o algodão, a expectativa é que as exportações cresçam 53%, chegando a 2,48 milhões de toneladas. Já com relação ao consumo brasileiro de pluma, a expectativa é que haja crescimento de 7,35% nesta safra, chegando a 730 mil toneladas em 2024.

Mais informações sobre a produção de grãos em todo o país na safra 2023/24 podem ser obtidas no 6º Levantamento publicado no site da Conab.

Fonte: Conab Foto: Agência Brasil

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Clima afeta previsão de colheita no Paraná, segundo a Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na terça-feira o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024, com informações a respeito da 1ª safra de algodão, arroz, amendoim, feijão, milho e soja e da 2ª safra de feijão e milho.

De acordo com o Boletim, para o estado do Paraná, as condições climáticas foram desfavoráveis, com chuvas intensas no início do ciclo, chuvas desuniformes e até inexistentes em algumas regiões, além de temperaturas altas entre o final de 2023 e início de 2024, fatores determinantes para a redução da produtividade das culturas da 1ª safra, principalmente nas regiões que iniciaram o plantio no início da safra (norte e oeste paranaense).

Já o arroz irrigado teve as áreas reduzidas (previsto em 18,3 mil hectares), devido às inundações ocorridas no noroeste paranaense, que inviabilizaram a semeadura de algumas áreas. Também há perdas de áreas das culturas de verão como feijão e milho.

Para a soja, que continua como principal opção de plantio, o impacto negativo provocado pelo clima vem afetando a produtividade, prevista em 3.255 quilos por hectare. Para a oleaginosa em questão, que é a cultura com maior área de produção do estado, as consequências do clima provocaram a redução do ciclo, redução do porte, abortamento de flores, grãos e vagens.

No caso do feijão, a 2ª safra tem estimativa de aumento de área (para o feijão preto) e há uma redução de área de feijão cores.

Em todo o país, a produção brasileira de grãos na safra 2023/24 deverá atingir 295,6 milhões de toneladas. O volume representa uma queda de 7,6% no resultado obtido no ciclo anterior, ou seja, 24,2 milhões de toneladas a menos a serem colhidas. Mais informações sobre o cultivo de grãos no Paraná e nos demais estados podem ser obtidas no 6º Levantamento da Safra de Grãos publicado no site da Conab.

Fonte: Bem Paraná Foto: Jonathan Campos

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Porto de Paranaguá lidera exportação de soja no BR

O Porto de Paranaguá foi o responsável por mais de um terço da exportação nacional de soja no primeiro mês de 2024. Em janeiro, 37,5% do total exportado saiu do terminal no litoral do Paraná – que ocupa a primeira posição nesse tipo de atividade.

Em segundo lugar está o Porto de Santos, com 20,9% do total. Em terceiro, o porto de Rio Grande, com 10%. Os dados são do sistema para consultas de dados do comércio exterior brasileiro (Comex Stat). Em janeiro de 2024, o Paraná movimentou 1.822.656 toneladas do complexo soja, que abrange o farelo, grãos e óleo.

A matéria-prima é utilizada na produção de leite de soja, carne de soja, tofu, além de ração animal, produtos farmacêuticos, inseticidas, tecidos e tintas. O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, comemora os índices.

Os números representam um recorde de exportações para a Portos do Paraná. Em janeiro de 2024 foram mais de 5 milhões de toneladas movimentadas, volume 20% maior em comparação ao mesmo período do ano passado. Atualmente o principal destino das exportações pelos portos paranaenses é a China. A movimentação foi de US$ 758 milhões em janeiro.

Fonte: BandNews Foto: Claudio Neves

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Pedágio: serviços prestados vão condizer com as novas tarifas, afirma Ratinho

O governador Ratinho Junior afirmou que a qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias do pedágio vai condizer com as tarifas que foram anunciadas na terça-feira (12).

Durante coletiva para inauguração de uma nova área do Museu Oscar Niemeyer, o governador também afirmou que o “objetivo foi cumprido” em relação ao retorno do pedágio.

O preço das novas concessões foi um dos assuntos mais comentados durante o leilão para as empresas. No ano passado, a Secretaria de Infraestrutura do Estado afirmou que a tarifa do pedágio ficaria entre 30 e 40% mais barata, o que acabou não se confirmando em algumas praças.

Segundo o governador, o balanço dos novos contratos é positivo. Ele lembrou que a concessão anterior foi marcada por vários problemas.

A EPR Litoral Pioneiro responsável pela praça de São José dos Pinhais e outras cinco unidades no norte pioneiro do estado informou que deve começar a cobrar o valor às 00h do dia 23 de março.

No Lote 2, as tarifas variam entre R$7,60 e R$22,60. De acordo com o governo, a previsão de valores para a praça da BR-277, que faz a principal ligação entre Curitiba e o litoral era de R$19,54, no entanto com a correção da inflação, em que o IPCA somou 15,75%, o valor foi atualizado para R$22,60.

De acordo com o governo do estado, os descontos aplicados em relação a novembro de 2021 variam de 0,87% a 50,82%.

Já no Lote 1, concessionado à Via Araucária, a cobrança vai variar entre R$8,70 e R$11,50 por automóvel nas cinco praças de pedágio instaladas no interior do estado, compreendendo cidades como a Lapa, Porto Amazonas, Cerro Azul, Imbituva e Irati. As rodovias que passarão a ser pedagiadas são as BRs 277, 373, 376 e 476 e as PRs 418, 423 e 427.

Neste lote, a expectativa do governo era de aplicação de descontos entre 9,38% a 28,76% nas tarifas. Em São Luiz do Purunã o valor cobrado em 2021 era de R$9,60 e passou a ser de R$ 8,70, com uma redução de 9,38%.

Confira os valores autorizados para as praças de pedágio do Lote 2, referente aos automóveis:

P1 – São José dos Pinhais: R$22,60 (desconto de 3% em relação à 2021)

P3 – Jacarezinho: R$ 12,00

P5 – Carambeí: R$ 11,40

P6 – Jaguariaíva: R$ 7,60

P8 – Praça Auxiliar Jacarezinho 1: R$12,00

P9 – Praça Auxiliar Jacarezinho 2: R$12,00

Confira abaixo os valores para as praças do pedágio do lote 2 para automóveis:

Praça de Pedágio P1 – São Luiz do Purunã: R$ 8,70

Praça de Pedágio P2 – Lapa: R$ 11,50

Praça de Pedágio P3 – Porto Amazonas: R$ 10,90

Praça de Pedágio P4 – Imbituva: R$ 10,00

Praça de Pedágio P5 – Irati: R$ 10,20

Motocicletas são isentas da tarifa.

Fonte: CBN/Vinicius Bonato Foto: Divulgação

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Conheça o primeiro indicado ao Personagem Soja Brasil 23/24

Está prestes a começar mais uma edição do Personagem Soja Brasil. A iniciativa reconhece a trajetória de sucesso de pesquisadores e produtores que deram grandes contribuições à cadeia da soja.

Assim, o prêmio traz um holofote às pessoas que criaram novas variedades ou tratamentos contra pragas e doenças ou que conduzem um manejo eficiente e sustentável em busca de altas produtividades.

A votação abriu hoje, 12 de março.

O primeiro deles é o pesquisador da Embrapa Soja, José de Barros França Neto. Ele se formou em engenharia agronômica em 1975 pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), ou seja, tem quase 50 anos de experiência no ramo.

Vocação desde criança

A paixão dele pela agricultura nasceu quando ainda era criança e via na horta da avó a magia acontecendo: uma semente depositada no solo se transformava em uma bela planta.

“Então, um belo dia, perguntei para a minha avó: ‘existe alguma engenharia que estuda planta?’. Ela me respondeu que era a engenharia agronômica. Respondi que era aquilo que eu queria ser. Tinha 10, 12 anos, no máximo”.

França Neto começou a trabalhar na Embrapa em 1979 e, quando chegou à instituição, as pesquisas de tecnologia e desenvolvimento de sementes ainda estavam no início. “Fui muito afortunado ao escolher essa área que era muito vasta e ainda precisava de muita informação”, conta.

Tecnologias para sementes de soja

Pesquisador Embrapa Soja

A partir de então, o pesquisador conta que ajudou a desenvolver diversas tecnologias de produção de sementes, envolvendo a parte de campo; o controle de pragas, como os danos causados por percevejos; nível nutricional da planta; ponto e metodologia de colheita; e resistência ao ataque de pragas.

“Naquela época, nossas máquinas colhedoras não tinham toda a tecnologia de hoje. O principal fator que mais afeta a qualidade da semente de soja chama-se dano mecânico e ocorre na operação de trilha na colheita”, descreve. Assim, França Neto ajudou no desenvolvimento de tecnologias para reduzir esses problemas.

“Quando falamos em pesquisa em relação à soja, hoje o Brasil é referência a nível mundial. Todos que falam sobre tecnologia de produção de soja – não apenas de semente – envolvendo todas as fases de produção, como controle de doenças, melhoramento, fixação simbiótica de nitrogênio, o Brasil é referência, principalmente para o mundo tropical”, destaca.

O pesquisador lembra que a Embrapa Soja é o principal grupo concentrado e dedicado à pesquisa da oleaginosa a nível mundial. “Nesse sentido, somos referência até mesmo para as regiões de origem da soja, de clima temperado”.

França Neto salienta que graças à pesquisa, a produtividade média da soja a nível nacional teve um grande salto: de 1500 kg por hectare na década de 1970 para mais de 3.500 kg por hectare nos dias de hoje.