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Soja: seguindo petróleo e cobrindo posições, Chicago estende ganhos

Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado estende os ganhos do pregão anterior, à medida que os investidores esboçam um movimento de cobertura de posições vendidas. O avanço do petróleo em Nova York e a queda do dólar frente a outras moedas correntes também dão suporte para as cotações. Além disso, os agentes aguardam o relatório de vendas semanais dos Estados Unidos, que será divulgado hoje, às 9h30, pelo Departamento de Agricultura do país. Analistas esperam vendas entre 100 mil e 800 mil toneladas.

Os contratos com entrega em julho de 2024 estão cotados a US$ 11,59 por bushel, alta de 12,00 centavos de dólar, ou 1,02%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (01), a soja fechou com preços mais altos. Os contratos do grão com entrega em julho fecharam com avanço de 7,25 centavos de dólar, ou 0,62%, a US$ 11,70 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,71 3/4 por bushel, com ganho de 6,25 centavos ou 0,54%.

Fonte: Canal Rural Foto: Divulgação

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Paraná inicia colheita da segunda safra com perspectiva de recorde na produção de feijão

Com 9% da área da segunda safra de feijão colhida e 35% das lavouras a campo já em maturação, o Departamento de Economia Rural (Deral) estima uma produção recorde dessa cultura no Paraná. As informações estão na Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada nesta quinta-feira (25).

Apesar dos temores dos produtores de feijão pelas lavouras mais tardias, especialmente em função da qualidade, o volume esperado é de 774 mil toneladas em uma área recorde de 402 mil hectares, 36% superior à da segunda safra 2022/2023. De acordo com os técnicos, a colheita está ocorrendo bem e as últimas chuvas melhoraram o aspecto das lavouras.

“É uma produção recorde para a segunda safra e, que se confirmada, deve ser uma das maiores produções de feijão do Estado”, explica Marcelo Garrido, chefe do Deral.

O relatório deste mês também mostra a redução na expectativa de produção do milho na segunda safra 23/24. A expectativa atual é que sejam produzidas 13,5 milhões de toneladas nesta safra em uma área de 2,4 milhões de hectares, uma perda de 8% no volume comparativamente à expectativa inicial de produção, de 14,7 milhões de toneladas. De acordo com o Deral, o cenário ainda é desafiador para a safra. No campo, 10% das lavouras estão em condições ruins, 21% em condição mediana e 69% em condição boa.

“A colheita ainda não iniciou e mais perdas podem ser registradas, a depender das condições climáticas”, diz o analista do Deral Edmar Gervásio. Segundo ele, os preços estão estáveis com relação ao mês anterior, em parte reflexo de uma produção menor não somente no Paraná, mas no País como um todo.

A colheita dos 5,76 milhões de hectares de soja está praticamente encerrada e a expectativa é de que sejam produzidas 18,3 milhões de toneladas, 3,5 milhões de toneladas a menos do que o previsto nas estimativas iniciais.

Trigo

Estima-se uma retração de 19% na área de trigo colhida em relação a 2023, passando de 1,41 milhão de hectares para 1,14 milhão de hectares. A revisão com números similares, mas ainda menores, acontece em um momento de preços em torno de R$ 65,00 na cotação do dia 24 de abril, uma pequena valorização em relação ao último dia útil de março, quando a saca era cotada em torno de R$ 64,00.

“Os preços internos tiveram pouca influência da valorização das cotações internacionais observada na última semana e do dólar mais valorizado no último mês e, consequentemente, não atingiram um patamar suficiente para reanimar e mudar o posicionamento dos produtores de trigo”, diz o engenheiro agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho.

Da área projetada, 5% já está semeada e os trabalhos ocorreram em boas condições. A semeadura continuará a ocorrer na neutralidade do Oceano Pacífico, mas durante o desenvolvimento da cultura é provável a volta do La Niña. Nesse caso aumenta o risco de seca e geada e diminui o risco de chuvas na colheita. Se o Estado sair ileso da transição entre os fenômenos, a produção de trigo pode superar a do ano anterior, com as produtividades compensando a redução de área.

Atualmente, projeta-se uma safra de 3,8 milhões de toneladas para 2024, 4% superior às 3,6 milhões de toneladas obtidas em 2023.

Com as novas revisões, a expectativa é de que o Paraná produza, no total, aproximadamente 40,38 milhões de toneladas de grãos na safra 23/24.

Olericultura

De acordo com o Deral, 93% da área de 10,7 mil hectares da segunda safra de batata está plantada, e a colheita chegou a 26% nesta semana. A produção estimada é de 334,5 mil toneladas, 1,2% menor que a média prevista no início do ciclo, segundo o engenheiro agrônomo Paulo Andrade. No atacado, a saca de 25kg da batata comum especial lavada foi cotada a R$ 100,00, uma queda de 16,7% em uma quinzena.

 tomate da primeira safra teve a área total reavaliada para 2,5 mil hectares, principalmente por conta da revisão de 75 hectares na região de Londrina. Estima-se que sejam produzidas 145,6 mil toneladas. Na segunda safra, no último mês, houve uma evolução de 8% na área plantada e de 22% na área colhida. Devem ser produzidas 106,2 mil toneladas em 1,6 mil hectares. Quanto aos preços no atacado, a caixa de 20kg do tomate longa vida teve preço arrefecido em 18,8% no mesmo período.

Boletim

O Deral também divulgou o Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 19 a 25 de abril. Além de ampliar as informações sobre os produtos da safra de grãos, o documento traz informações sobre a produção mundial, nacional e estadual de tangerina. A FAO, o Organismo das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, aponta a produção mundial de tangerinas de 44,2 milhões de toneladas do cítrico em 2022, ocupando uma área de 3,3 milhões de hectares distribuída em 68 países.

A China é a líder nesta atividade, contribuindo com 61,5% das colheitas mundiais e cultiva 73,1% da área da espécie. O Brasil é o 5º maior produtor mundial, respondendo por 2,5% das quantidades obtidas. O Paraná figura no quarto lugar num ranqueamento da produção de tangerinas do Brasil, e Cerro Azul, no Vale do Ribeira, é o principal ofertante nacional, respondendo por 9,2% da produção e 8,4% do VBP nacional da fruta. O cítrico é explorado em outros 1.357 municípios do País.

Também há dados referentes à exportação de cortes congelados de carne suína, mercado que o Brasil lidera. O País detém aproximadamente 32% do mercado global desses produtos, totalizando aproximadamente 1,08 bilhão de toneladas e uma receita de US$ 2,6 bilhões. Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com uma participação de 29%, seguidos pela União Europeia (23%) e pelo Canadá (15%).

Santa Catarina liderou a exportação de cortes cárneos congelados de suínos (56%) em 2023, seguido por Rio Grande do Sul (23%) e Paraná (14%).

Fonte: AEN

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Monitoramento agrícola aponta que condições climáticas favorecem o desenvolvimento do milho 2ª safra

Dados do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na quinta-feira (25), apontam que as chuvas que ocorreram nas primeiras semanas de abril foram suficientes para o desenvolvimento do milho segunda safra na maioria das regiões produtoras. O estudo apresenta a análise das condições agroclimáticas e de imagens de satélite dos cultivos de verão da safra 2023/2024 e, nesta edição, mostra que os maiores volumes de precipitações deram-se em áreas dos estados do Pará e do Maranhão, com prejuízos nas operações de colheita e de logística da soja. No Rio Grande do Sul, o excedente hídrico causou danos pontuais às lavouras, mas, no geral, favoreceu a manutenção do armazenamento hídrico no solo.

O Boletim revela ainda que os menores volumes de chuva foram registrados em áreas do Centro-Sul e Centro-Norte da Bahia, do norte de Minas Gerais e do centro de São Paulo, causando restrição hídrica às lavouras, principalmente, devido às chuvas irregulares e às temperaturas elevadas. No sudoeste de Mato Grosso do Sul, a umidade no solo restringiu parcialmente o desenvolvimento do milho segunda safra.

Os gráficos de evolução do índice de vegetação (IV) das principais regiões produtoras de milho segunda safra apresentam a emergência avançada na atual safra, devido à antecipação na semeadura. Esse adiantamento, associado às condições climáticas favoráveis, na maioria das regiões, têm resultado na evolução do IV acima da safra anterior e da média histórica. No Matopiba (que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o IV da safra atual está evoluindo próximo da média. Contudo, no oeste paranaense, houve uma redução do IV, devido às condições climáticas adversas em período anteriores ao monitoramento.

O BMA é um estudo publicado mensalmente, resultado da colaboração entre Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), além de agentes colaboradores que contribuem com dados pesquisados em campo. O Boletim de Monitoramento Agrícola está disponível na íntegra no site da Conab.

Fonte: Conab Foto: Divulgação

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Consumo global de café deve alcançar 177 milhões de sacas na safra 2023-24

A demanda global por café para o ano-cafeeiro 2023-24 está projetada para atingir 177 milhões de sacas de 60kg, segundo estimativas preliminares. Os dados, referentes ao período de outubro de 2023 a setembro de 2024, indicam que países importadores consumirão cerca de 120,5 milhões de sacas (68%), enquanto países exportadores devem responder por 56,5 milhões de sacas (32%).

A produção global de café para o mesmo período é estimada em 178 milhões de sacas, com 102,2 milhões de sacas da espécie Coffea arabica (café arábica), representando 57,5% do total, e 75,8 milhões de sacas da espécie Coffea canephora (café robusta/conilon), correspondendo a 42,5%.

Essas estimativas se baseiam na produção total das quatro regiões produtoras do planeta, com a América do Sul liderando com 89,3 milhões de sacas (50% da produção global). Em seguida, vem a Ásia & Oceania, com 49,9 milhões de sacas (28%), depois a África, com 20,1 milhões (11,3%), e, finalmente, o Caribe, América Central & México, com 18,7 milhões de sacas (10,7%).

O consumo global de café para este período é apenas ligeiramente menor do que a produção estimada, com uma diferença de apenas 1 milhão de sacas. A Europa lidera o consumo global, com uma estimativa de 53,7 milhões de sacas (30,3%), seguida por Ásia & Oceania, com 45,7 milhões (25,8%), e América do Norte, com 30,9 milhões (17,5%). A América do Sul ocupa o quarto lugar com 28 milhões de sacas (16%), seguida pela África, com 12,5 milhões (7%), e o Caribe, América Central & México, com 6,1 milhões de sacas (3,4%).

Esses números vêm do Relatório sobre o Mercado de Café de março de 2024, da Organização Internacional do Café (OIC), disponível no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. A OIC agrupa quatro grandes regiões produtoras: Ásia & Oceania, América Central & México, África e América do Sul, usando um calendário de outubro a setembro para seu ano-cafeeiro. Esse período difere do ano-cafeeiro em vários países produtores, incluindo o Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sistema Ocepar sedia 1º Fórum do Feijão, nesta quinta-feira, em Curitiba

O Sistema Ocepar e o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe) promovem, nesta quinta-feira (25/04), o 1º Fórum do Feijão. Será no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba, das 10h às 12h30. O evento será aberto pelo presidente da organização, José Roberto Ricken, juntamente com o secretário de Estado da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara. O Paraná é o maior produtor nacional de feijão, são 945 mil toneladas de produção estimada, somando a primeira (168,7 mil toneladas) e segunda safras (777,2 mil toneladas) do ciclo 2023/24, de acordo com o Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Deral/Seab). O grão é o 14º item no ranking estadual do Valor Bruto da Produção Agropecuária e o Centro-Sul concentra 90% da produção paranaense, com grande participação das cooperativas da região.

Programação

No Fórum, o chefe do Deral, Marcelo Garrido, apresentará a situação da safra de feijão no Paraná. Na sequência, o presidente do Ibrafe, Marcelo Lüders, vai falar sobre as oportunidades nacionais e internacionais para a cultura. Depois, haverá um debate entre as cooperativas produtoras de feijão, coordenado pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, com o gerente de Desenvolvimento Técnico, Flávio Turra.

Fonte: Sistema Ocepar

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Agrishow espera movimentar mais de R$ 15 bilhões de reais em 2024

A maior feira agrícola do Brasil, a Agrishow, deverá movimentar R$ 621 milhões somente em atividades ligadas ao turismo entre o final de abril e início de maio na região de Ribeirão Preto. A estimativa é do Centro de Inteligência da Economia do Turismo, vinculado ao governo de São Paulo. A 29ª edição do evento deverá atrair 200 mil visitantes entre os dias 29 de abril e 3 de maio, 50 mil a mais que no ano passado.

Guilherme Piai, Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, ressaltou o significativo impacto econômico que a Agrishow, maior feira agrícola do Brasil, trará para a região de Ribeirão Preto. Com previsão de movimentar R$ 621 milhões em atividades turísticas, o evento, que ocorrerá entre os dias 29 de abril e 3 de maio, promete impulsionar não apenas o setor agrícola, mas também a economia local.

O secretário, enfatiza que, além do turismo, toda a cadeia agrícola se beneficia com a feira, que pode gerar cerca de R$ 15 bilhões. A Agrishow, que é a maior feira de agronegócio do mundo, além de movimentar muito para o próprio setor, também agrega em outros setores da economia, como o turismo, gera renda, prosperidade e empregos para toda a região administrativa de Ribeirão Preto. Só no caso do turismo são 621 milhões de visitantes. Reais e o faturamento para o setor do agronegócio em vendas durante a feira. A expectativa é que ultrapasse os 15 bilhões de reais. A Agrishow reunirá mais de 800 marcas, expositoras, nacionais e internacionais durante os cinco dias de eventoAlém de oferecer aos visitantes o que há de mais moderno em tecnologia agrícola, como robôs e máquinas de última geração, a Agrishow também servirá como palco para a apresentação de estratégias voltadas para a ampliação da eficiência das propriedades rurais.

Com projeções de faturamento que ultrapassam os R$ 15 bilhões, a feira promete não apenas impulsionar o mercado agrícola, mas também fortalecer a economia regional e estabelecer São Paulo como um importante polo para o agronegócio no Brasil e no mundo.

Fonte: Agrolink/Aline Merladete Foto: Divulgação

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CNA sugere alta de 30% de novo Plano Safra e suplementação de R$2,1 bi para seguro

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reivindicou nesta quarta-feira ao governo um aumento de mais de 30% nos recursos para financiamentos do Plano Safra 2024/25 em relação ao ciclo passado, para 570 bilhões de reais.

Em documento entregue ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a principal entidade do setor agropecuário do Brasil justifica o aumento da necessidade de recursos citando as perdas na última safra como consequência do fenômeno El Niño, enquanto os preços das commodities se mantiveram pressionados pelo cenário da oferta global.

“Associados aos desafios climáticos, às projeções de redução nos preços dos produtos agropecuários e à manutenção dos custos de produção ainda em patamares elevados, os obstáculos enfrentados pelos produtores rurais ampliam-se, comprometendo as margens brutas do setor”, afirmou diz a CNA no documento.

Isso “coloca em xeque a viabilidade econômica de muitas atividades agropecuárias”, ressaltou.

Do total para financiamentos à agricultura empresarial, 359 bilhões de reais seriam destinados ao custeio e comercialização, enquanto 111 bilhões seriam para investimentos.

A confederação ainda pediu 100 bilhões de reais para financiar a agricultura familiar, que no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ter um orçamento separado.

Na temporada passada, entre a agricultura empresarial e familiar, o governo destinou ao todo cerca de 435,8 bilhões de reais em financiamentos.

Em um contexto de margens apertadas e queda de produção, a entidade quer garantir uma suplementação de 2,1 bilhões de reais em recursos para a subvenção do prêmio do seguro rural em 2024. Esse montante se somaria ao orçamento de pouco mais de 900 milhões de reais para o programa, totalizando cerca de 3 bilhões de reais neste ano.

Para 2025, a CNA propõe 4 bilhões de reais em subvenções para o seguro, afirmando ser este um instrumento fundamental para mitigar os riscos inerentes à atividade agropecuária.

Segundo a entidade, os recursos à disposição atualmente são insuficientes para a subvenção do prêmio.

Com relação aos juros, a entidade propõe redução de 0,5 ponto percentual nas taxas de financiamento para agricultores que adotam práticas agrícolas mais sustentáveis. Outra opção seria dar limite extra financiável de 20% nos custeios desses produtores.

A CNA pediu também que o governo priorize recursos para as finalidades de investimento, principalmente aos pequenos e médios produtores (Pronaf e Pronamp) e aos programas para construção de armazéns (PCA), irrigação (Proirriga), inovações tecnológicas (Inovagro) e para Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (Renovagro).

A entidade também quer medidas que ampliem as fontes de recursos do crédito rural, flexibilizando a aplicação das exigibilidades. Defendeu ainda o avanço do mercado de capitais e títulos privados do agronegócio, possibilitando aumentar o funding do setor.

Fonte: Reuters/Roberto Samora Foto: Divulgação

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Brasil importará quase 5 milhões de toneladas de fertilizantes em abril, aponta relatório

Segundo dados da agência marítima Williams Brasil, a importação de fertilizantes no país durante abril deve chegar a 4,958 milhões de toneladas, entre os dias 1º e 22. O levantamento inclui as embarcações já ancoradas, aquelas aguardando atracação no mar e as que têm previsão de chegada até 15 de maio.

O porto de Santos, em São Paulo, deverá receber a maior parte das importações, totalizando 1,394 milhão de toneladas. Em seguida, o porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, é esperado para desembarcar 931,545 mil toneladas.

A importação de fertilizantes é um fator crucial para o agronegócio brasileiro, uma vez que o setor depende significativamente de insumos vindos do exterior para manter a produtividade nas lavouras. Com o aumento da demanda global por produtos agrícolas, manter uma cadeia de suprimentos eficaz é essencial para a continuidade do crescimento do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Divulgação

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Rede Fitossanidade Tropical avalia eficiência de fungicidas na cultura do milho no Paraná

A Rede Fitossanidade Tropical (RFT) está divulgando para técnicos e produtores os resultados da avaliação de fungicidas para controle do complexo de doenças que afeta a cultura do milho. A frequência do uso de fungicidas em lavouras comerciais de milho no Brasil tem aumentado nos últimos anos, sendo hoje o segundo maior mercado nacional de produtos.

O milho é utilizado principalmente para composição de rações para animais, consumo humano e geração de etanol. Estados Unidos, China e Brasil são responsáveis por aproximadamente 65% da produção mundial. Apenas o Brasil é capaz de cultivar o milho em três safras consecutivas em um mesmo ano: verão, safrinha e do nordeste brasileiro.

O estudo envolveu a condução de 30 ensaios experimentais, distribuídos por 25 localidades representativas das regiões produtoras brasileiras, e teve seus resultados apresentados no XVII Seminário Nacional de Milho Safrinha. Interessados podem baixar gratuitamente o e-book do evento AQUI (as informações aparecem no capítulo 8).

As avaliações foram realizadas na segunda safra de 2023 e abrangeram o teste de 11 produtos (registrados e em fase de registro), com o objetivo de verificar seu controle sobre doenças das folhas e a redução dos danos em situação de campo. O estudo envolveu mancha branca, mancha de túrcicum, mancha de bipolaris, mancha de cercóspora, mancha de macróspora, ferrugem políssora e ferrugem comum.

“Em alguns casos, como na mancha branca, houve produtos que apresentaram eficiência de controle superior a 70%”, explica o pesquisador Adriano Custódio, do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater).

Em outro caso, para mancha de cercóspora do milho, o fungicida com mistura tripla de fluxapiroxade + piraclostrobina + mefentrifluconazole apresentou a maior média de controle (72,8%) e também o maior valor de manutenção de produtividade (43,5%) comparado ao tratamento testemunha. Ao comparar este fungicida citado com outro tratamento de mistura dupla amplamente utilizado por produtores (epoxiconazole + piraclostrobina), houve incremento na eficiência de controle em 17,4% e na manutenção de produtividade em 13%.

Rede

Formalizada em 2022, a RFT promove a parceria entre entidades que se dedicam à pesquisa e desenvolvimento tecnológico no setor agropecuário. “É um arranjo que tem possibilitado modernizar o portfólio de fungicidas registrados para a cultura do milho brasileiro”, avalia Custódio.

Com atuação na área de fitopatologia, entomologia e herbologia, a RFT reúne 52 centros públicos e privados de pesquisa. Mais informações sobre a organização podem ser obtidas AQUI.

Fonte: AEN Foto: Foto: IDR

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Exportação estabelece novo recorde de movimentação, em 24 horas

O corredor de exportação do Porto de Paranaguá movimentou 146 mil toneladas ao longo do final de semana (sábado e domingo). Esse é o novo recorde de movimentação em 24 horas. Três navios passaram pelo Porto, com destino à Espanha e à China.

O número movimentado no sábado (20) e domingo (21) representa aumento de 5% em relação ao recorde anterior. Em agosto de 2019, chegaram a ser movimentadas 138 mil toneladas em 24 horas.

Os portos de Paranaguá e Antonina acumulam oito meses seguidos de recordes de produtividade. O mais recente é de março, com cinco milhões e novecentas mil toneladas movimentadas.

A administração atribui os resultados à manutenção de equipamentos e às estratégias logísticas para melhor aproveitamento dos berços e das equipes da operação.

Fonte: BandNews Foto: Divulgação