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Alerta Geada começa nesta terça-feira para apoiar produtores rurais na prevenção de perdas agrícolas

Para apoiar os produtores rurais na prevenção e redução de perdas agrícolas, tem início nesta terça-feira (14) o serviço Alerta Geada, mantido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) em conjunto com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

As previsões de geadas são divulgadas com três dias de antecedência e confirmadas por boletins até 24 antes das ocorrências. Os avisos são amplamente difundidos por uma rede formada por órgãos públicos estaduais, prefeituras, cooperativas, associações rurais, técnicos e profissionais de agronomia, entidades comunitárias e veículos de comunicação. Além da agricultura, são beneficiados outros setores da economia como turismo, comércio e construção civil.

“O risco de geada configura-se com a aproximação de uma intensa massa de ar frio e seco em contexto de céu claro ou com poucas nuvens noturnas e vento calmo”, explica o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib. O fenômeno ocorre com força suficiente para provocar queda expressiva da temperatura do ar até abaixo de zero grau no solo, causando a formação de gelo sobre plantas e objetos expostos ao relento. A geada negra caracteriza-se por ventos fortes constantes em temperatura muito baixa, condição que causa a morte do tecido vegetal das plantas sem formação de gelo nas superfícies.

No Paraná as geadas costumam ocorrer em junho, julho e agosto quando intensas ondas de ar frio atingem todas as regiões, com mais frequência no Sudoeste, Sul, Centro, Região Metropolitana de Curitiba e Campos Gerais. “Contudo, devido à influência do fenômeno climático La Niña no inverno e na primavera deste ano, são esperados anticiclones frios tardios também em setembro e outubro, com potencial para provocarem geadas nas regiões onde habitualmente são registradas as temperaturas mais baixas”, afirma Kneib.

Confiabilidade

Lançado há 29 anos, o serviço Alerta Geada apresenta alto grau de confiabilidade. Para fazer a previsão duas vezes ao dia, o Simepar monitora as condições do tempo com base em dados de temperaturas, pressão atmosférica, ventos e umidade do ar coletados por estações telemétricas em superfície. Também são observadas imagens provenientes de satélites.

Tomando por base o histórico climatológico do Estado, é analisado um campo meteorológico em ampla escala, com dados nacionais e internacionais integrados. Um mapa de probabilidade classifica a geada como fraca, moderada ou forte. Em seguida, a equipe de agrometeorologia do IDR-Paraná interpreta as informações e divulga o alerta, com recomendações para proteção das lavouras. Se as condições para formação de geada persistirem, um aviso de ratificação é lançado até 24 horas antes da ocorrência. A qualidade do serviço é continuamente aperfeiçoada por meio de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.

Canais

O Alerta Geada está disponível gratuitamente nos seguintes canais: aplicativo IDR Clima, telefone (43) 3391-4500, páginas do IDR-Paraná e Simepar. No site do Simepar também estão disponíveis informações atualizadas sobre as condições do tempo no quadro Palavra do Meteorologista, bem como a previsão para até 15 dias por município e região do Paraná. Podem ser visualizadas imagens de satélite, radar, raios, modelo numérico e telemetria (temperaturas e chuvas). Além disso, o podcast Simepar Informa é postado diariamente no Spotify e distribuído aos veículos de comunicação social.

Fonte: AEN Foto: Ana Tigrinho

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Nota Fiscal Eletrônica é adiada para janeiro de 2025

Enchentes no Rio Grande do Sul provocam interrupção de operações na Sefaz-RS e aplicativo Nota Fiscal Fácil está inoperante

O prazo para adesão à Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e) em transações estaduais que envolvam a circulação de mercadorias foi prorrogado para 2 de janeiro de 2025. O adiamento ocorre em decorrência das enchentes que atingem o Rio Grande do Sul e, até o momento, afetam mais de 1,4 milhão de pessoas. A medida foi aprovada no dia 7 de maio, pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com efeitos retroativos a 1º de maio.

O aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), ferramenta implantada pela Receita Estadual para facilitar a emissão de documentos fiscais eletrônicos, foi desenvolvido pelo Rio Grande do Sul e, devido às enchentes, foi temporariamente desativado. Um dos data centers da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul (Sefaz-RS) também teve seus serviços interrompidos.

Além disso, a situação de calamidade pública do Estado comprometeu a capacidade dos produtores rurais gaúchos em aderir ao novo sistema nos prazos inicialmente estabelecidos.

Treinamentos

Para auxiliar os produtores rurais do Paraná nessa transição para o uso da Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e), a Sistema FAEP/SENAR-PR, em parceria com técnicos da Receita Estadual, elaborou um treinamento online voltado a emissão da NFP-e, que compreende diversos materiais como manuais, guias práticos de como utilizar as ferramentas da Receita Estadual e aulas em vídeo para orientar os produtores rurais a emitirem a NF-e corretamente.

Fonte: FAEP Foto: Divulgação

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Exportações brasileiras de milho sofrem redução comparada a 2023

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira (13), o volume diário de milho não moído exportado pelo Brasil nos primeiros sete dias de maio de 2024 ficou 21% abaixo do registrado no mesmo período de 2023.

Detalhes dos Embarques

Os embarques diários nos primeiros sete dias de maio de 2024 totalizaram 96.649,5 toneladas, representando 25,11% do volume total exportado no mesmo mês do ano anterior, que alcançou 384.884,8 toneladas.

A média diária de embarques até a segunda semana de maio de 2024 foi de 13.807,1 toneladas, uma queda de 21,1% em comparação com a média diária de abril do ano anterior, que foi de 17.494,8 toneladas.

Perspectivas para as Exportações

O analista da Céleres Consultoria, Anderson Galvão, projeta que as exportações brasileiras de milho permanecerão abaixo do registrado no ano passado, principalmente devido à redução na perspectiva de produção para 2024 em comparação com 2023. Galvão ressalta que, apesar da expectativa de um volume menor, o Brasil ainda exportará um volume expressivo, estimado entre 45 e 46 milhões de toneladas neste ano.

Impacto Financeiro

Quanto ao faturamento, o Brasil arrecadou um total de US$ 20,228 milhões até a segunda semana de maio de 2024, em comparação com os US$ 127,443 milhões de todo o mês de maio do ano anterior. Isso representa uma média diária de US$ 2,889 milhões neste ano, uma queda de 50,1% em relação à média diária de US$ 5,792 milhões em maio de 2023.

O preço médio pago pela tonelada de milho brasileiro também apresentou uma redução significativa, caindo de US$ 331,10 em maio de 2023 para US$ 209,30 nas primeiras semanas de maio de 2024, uma queda de 36,8%.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Divulgação

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Exportações brasileiras de café atingem recorde em abril e no quadrimestre

O Brasil exportou 4,222 milhões de sacas de café de 60 kg em abril de 2024, um recorde para o mês e um aumento de 53,3% em relação a abril de 2023.

O desempenho também rendeu a maior receita cambial da história para qualquer mês, alcançando US$ 935,3 milhões, um aumento de 52,6% na comparação anual.

No acumulado do ano safra 2023/24 (até abril), as exportações brasileiras de café totalizam 39,256 milhões de sacas, um aumento de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em receita, a alta é de 13,3%, chegando a US$ 7,939 bilhões.

As exportações brasileiras de café no primeiro quadrimestre de 2024 também bateram recorde, alcançando 16,242 milhões de sacas, 45,6% acima do mesmo período em 2023.

A receita com as exportações no quadrimestre foi de US$ 3,444 bilhões, a maior da história para esse período, superando o recorde anterior de US$ 3,206 bilhões de janeiro a abril de 2022. As informações são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Canéfora puxa os números

Esse forte desempenho é impulsionado principalmente pelo café canéfora (conilon e robusta), que também bate recorde no ano.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a recuperação da colheita em 2023 permitiu que os embarques de arábica tivessem volumes consideráveis e, principalmente, que os de conilon e robusta apresentassem performances históricas.

Arábica: 12,469 milhões de sacas (76,77% do total, alta de 31,3% no comparativo anual).

Canéfora: 2,559 milhões de sacas (destaque do período, com alta de 548% em relação ao primeiro quadrimestre de 2023 e representatividade atual de 15,75% do total).

Solúvel: 1,203 milhão de sacas (queda de 3,3% e 7,41% do total).

Torrado e torrado e moído: 11.136 sacas (queda de 26,5% e 0,07% do total).

Ferreira também destaca que o cenário internacional do mercado, com menor disponibilidade de café robusta indonésio e vietnamita, abriu espaço para o café brasileiro.

“Outros países produtores inclusive vêm importando cafés brasileiros para atenderem seus compromissos de consumo e reexportação, como México, Colômbia, Vietnã e Indonésia”, afirma.

Atrasos nos portos continuam sendo um desafio

Apesar dos recordes, os exportadores brasileiros continuam enfrentando desafios logísticos, com altos índices de atrasos nos portos e falta de espaço nos navios, principalmente no Porto de Santos.

“Os exportadores brasileiros seguem enfrentando intensos desafios logísticos, com o alto índice de atrasos de navios e a falta de espaços, que incorrem em ineficiências, principalmente no Porto de Santos”, ressalta Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé.

Principais destinos do café brasileiro

Os 10 principais compradores de café do Brasil aumentaram suas importações nos primeiros quatro meses deste ano. Os Estados Unidos lideram o ranking, com 2,669 milhões de sacas (aumento de 29,4% em relação ao primeiro quadrimestre de 2023), seguidos por Alemanha (2,352 milhões de sacas e alta de 64,4%), Bélgica (1,671 milhão de sacas e alta de 199,5%), Itália (1,314 milhão de sacas e alta de 42,1%) e Japão (813.817 sacas e alta de 26,3%).

Fonte: Canal Rural/Gabriel Azevedo Foto: Divulgação

As Engenheiras Agrônomas da Coprossel (Sementes) Gabriela Wrublak (ao centro) e Mailis Grosselli recebendo a premiação do agrônomo Henrique Scopel (Syngenta

Coprossel conquista certificação de excelência em tratamento de sementes pelo 4º ano consecutivo

Pelo 4º ano consecutivo, a Cooperativa de Produtores de Sementes Coprossel, sediada em Laranjeiras do Sul – PR, recebeu o Selo de Certificação de Excelência em Tratamento de Sementes, concedida pela Syngenta através do Seedcare Institute. Este reconhecimento destaca a cooperativa entre as 40% melhores sementeiras do Brasil, que atendem aos rigorosos padrões de qualidade e segurança no tratamento de sementes industriais

O tratamento de sementes é um processo crucial que permite condições para a lavoura expressar o máximo potencial produtivo. Por meio do Programa de Certificação de Excelência, a Syngenta assegura que os agricultores recebam sementes tratadas com tecnologia de ponta, potencializando a expressão genética de cada cultura.

Henrique Scopel, Engenheiro Agrônomo e Coordenador de Contas Chave do Seedcare, região Sudoeste do Paraná, explicou a importância desta certificação. “A certificação é uma forma de reconhecermos aos parceiros que seguem rigorosamente todos os critérios de qualidade e segurança no tratamento de sementes. Através de uma consultoria externa, existem seis critérios macro que avaliamos, como a dosagem correta por semente, alta germinação dos lotes, manutenção das máquinas em dia, cuidado com os funcionários, proteção ambiental e toda a conformidade com a legislação .”

Ele também destacou o rigor do processo de certificação: “Dos seis itens macro de análise, eles se dividem em aproximadamente cem sub-itens que precisam ser verificados. Por exemplo, todos os lotes tratados devem ser enviados para São Paulo provando que estão com altos índices de germinação. Também retiradas amostras aleatórias para análises de HPLC para garantir a dosagem correta dos produtos nas sementes.” Fazemos questão de conhecer os sementes por eles oferecer o melhor aos produtores.

A certificação não é apenas um selo de qualidade, mas um padrão operacional que muitas sementeiras aspiram alcançar. “Não é algo que se ganha, mas que se conquista”, afirmou Scopel.

Pela dedicação contínua em manter os padrões de excelência, a Coprossel se mantém como líder na oferta de sementes de qualidade, proporcionando produtividade, segurança e comodidade aos produtores que escolhem suas sementes para cultivo.

Este reconhecimento pela Syngenta reafirma o compromisso da Coprossel com a qualidade superior e a sustentabilidade na agricultura brasileira, consolidando ainda mais sua posição de destaque no setor agrícola.

Fonte e Foto: Comunicação Coprossel

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Piana destaca importância da tecnologia no agronegócio durante Copacol Agro

O governador em exercício Darci Piana participou no último dia (7), em Cafelândia, no Oeste do Paraná, da abertura da Copacol Agro. A feira da Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), uma das maiores representantes do cooperativismo no Brasil, reúne seus associados para compartilhar conhecimentos, em especial de tecnologia de ponta e do mercado do agronegócio.

O evento segue até hoje (9) no Centro de Pesquisa Agrícola (CPA) da cooperativa, reunindo 95 expositores e palestrantes. Entre eles, o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, e o coordenador do Centro Insper Agro Global, Marcos Jank.

“Encontros como esse são fundamentais para os cooperados, que são aqueles que precisam da atualização de seus conhecimentos. Esse encontro vai trazer as novidades, a tecnologia que será usada amanhã para aumentarmos ainda mais a produtividade do nosso agronegócio”, destacou o governador em exercício.

Piana ressaltou a importância das cooperativas para a economia paranaense. Em 2023, as empresas do setor voltaram a bater recorde, com faturamento R$ 202 bilhões no Estado – valor acima dos R$ 200 bilhões previstos pela Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). Desse total, R$ 8,5 bilhões foi resultado líquido compartilhado entre os cooperados e reinvestido nos processos produtivos, fortalecendo ainda mais o bom momento do agronegócio no Estado.

“O Paraná tem uma economia muito forte graças ao nosso setor de cooperativas. Das dez maiores cooperativas da América Latina, sete estão aqui no Estado. O que só comprova a fala do nosso governador Ratinho Junior de que o Paraná é o supermercado do mundo”, disse Piana.

Sozinha, a Copacol faturou R$ 9,8 bilhões em 2023. Com esse resultado, foi possível um pagamento de sobras recordes de R$ 165,4 milhões aos 8,4 mil cooperados. Uma das dez maiores cooperativas do Brasil, a Copacol vende seus produtos em 70 países e emprega 16 mil colaboradores.

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O evento segue até hoje (9) no Centro de Pesquisa Agrícola (CPA) da cooperativa, reunindo 95 expositores e palestrantes.

Conhecimento

Para continuar obtendo bons resultados é fundamental que os cooperados mantenham-se atualizados sobre os processos produtivos. Por isso a importância da Copacol Agro 2024, que nesta edição terá palestras exclusivas relacionadas às atividades de avicultura, suinocultura, piscicultura e bovinocultura de leite.

“Estamos trazendo mais tecnologia, inovação, informação e integração à família cooperada. É um momento especial em que todos nossos associados das regiões Oeste e Sudoeste podem encontrar conhecimento através da troca de experiências e entender que cada um é fundamental na busca por resultados, até porque os desafios são constantes”, afirmou o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.

O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, disse que o conhecimento passado aos associados durante a Copacol Agro terá impacto direto na produtividade do agronegócio. O dirigente afirma que a Copacol tem um dos principais centros de pesquisa e experimentação do cooperativismo nacional, reconhecido, inclusive, por órgãos oficiais.

“Esse evento é muito importante porque os associados vão ter em primeira mão toda tecnologia testada. E isso faz uma grande diferença, com reflexo direto na produtividade no campo, o que mostra a força do cooperativismo paranaense”, avaliou o presidente da Ocepar.

Em sua última agenda como secretário estadual do Abastecimento e Agricultura – ele vai assumir ainda nessa semana a Secretaria da Fazenda –, Norberto Ortigara destacou a iniciativa da Copacol em atualizar seus associados. “Esse modelo de troca de experiências da Copacol abre as portas para trazer parceiros da ciência, da inovação, do conhecimento. E quando a cooperativa traz seu associado para aprender algo novo é sinal de que estamos calibrando o futuro da agricultura”, afirmou.

Fonte: AEN Foto: Ari Dias/AEN

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Negociações da soja registraram altas em abril

As negociações de soja no mercado brasileiro tiveram um aumento significativo durante o mês de abril, impulsionadas por uma demanda crescente, tanto a nível nacional quanto internacional. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do dólar em relação ao Real foi um dos principais fatores que impulsionaram esse movimento.

Com uma média de R$ 5,13 em abril, o dólar atingiu o seu maior patamar desde março do ano passado, tornando as commodities brasileiras mais atrativas para os importadores.

Esse cenário teve um impacto direto no mercado de exportação, elevando os prêmios para níveis positivos. Segundo o Cepea, essa foi a primeira vez em oito meses que os prêmios de exportação operaram em patamares favoráveis.

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação

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CNA propõe debate sobre tributação no agro

Devido às particularidades do setor agropecuário na questão tributária, a CNA propõe um amplo debate sobre o tema no dia 22 de maio, no 3º Seminário Nacional de Tributação no Agronegócio.

O evento acontece em Brasília, na sede da Confederação, e terá três painéis com a presença de autoridades públicas e especialistas em tributação do setor.

“Mesmo diante da capacidade de inovação e da resiliência do agro, a cada dia surgem novos desafios tributários no campo, considerando, ainda, que o setor possui uma dinâmica diferente do meio urbano”, explica o assessor jurídico da CNA, Rhuan Oliveira.

Segundo o assessor jurídico, a tributação sobre o agronegócio é complexa e, muitas vezes, onerosa e desproporcional aos impactos positivos do setor na economia brasileira.

“Em função disso, foi previsto na Constituição Federal um dispositivo ainda pouco discutido, o art. 187, que impõe atenção às particularidades do setor, inclusive para fins de políticas fiscais e creditícias.”

Com o seminário do dia 22, a CNA quer abrir um espaço de diálogo e troca de experiências para esclarecer as particularidades do agro e como elas impactam nas questões tributárias.

“Além disso, queremos fomentar a proposição de soluções que contribuirão para o fortalecimento e desenvolvimento sustentável da produção agropecuária brasileira”, ressaltou Oliveira.

Para participar do evento, é necessário se inscrever por meio do link: https://www.cnabrasil.org.br/eventos/iii-seminario-de-tributacao-do-agronegocio

O seminário será aberto ao público e terá certificado de participação.

Fonte: CNA

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Chuvas no Rio Grande do Sul prejudicam o agronegócio

As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul também afetaram a produção agropecuária. Mortes de animais, perda de lavouras e estragos à semeadura de pastagens de inverno são alguns dos danos provocados ao agronegócio do estado.

Antes das chuvas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimava que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas do Rio Grande do Sul cresceria 46,4% neste ano, em relação ao ano anterior, e passaria a responder por 13,3% do total nacional, encostando no Paraná.

O Rio Grande do Sul responde, por exemplo, por 70% da produção nacional do arroz. Em relação à soja, a lavoura do estado representou 8,4% do país em 2023 e, com o crescimento esperado para este ano, passaria a representar 14,8%, ficando atrás apenas de Mato Grosso.

O estado também se destaca na pecuária. Em 2023, ocupou a terceira colocação entre aqueles que mais abateram frangos e suínos. Foi também o quarto maior produtor de ovos e o quinto entre os produtores de leite.

Ainda não há um quadro completo do prejuízo e, portanto, quanto isso afetará a estimativa feita anteriormente pelo IBGE.

O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira, disse que os impactos foram diferentes em cada região.

No litoral, por exemplo, houve grande perda de lavouras de soja e alagamento de silos de arroz. “O litoral foi seriamente impactado na cultura da soja, que ficou embaixo d’água. Isso é perda total. Mas já pegou bastante adiantada a colheita do arroz, acima dos 70%, 80%, o que colocou o arroz a salvo, a não ser por algum silo que ficou com 1 metro de água em sua base”, afirmou.

Outra área com muitas perdas foi a região central do estado. “Nos municípios da chamada Quarta Colônia – Santa Maria, Lajeado – a enchente levou praticamente tudo dos produtores. Não só a possível colheita, como também o maquinário e animais”.

No norte do estado, o principal impacto para o agronegócio foram os danos à infraestrutura, que causam problemas no escoamento de produtos derivados de frango, suínos e bovinos e também na chegada de ração para esses animais.

“A essa altura do campeonato, nessa região a água já baixou, mas [o setor] está paralisado. Alguns criatórios estão isolados, ainda sem a possibilidade de a ração chegar até eles. Os produtores de leite não conseguem chegar à indústria, às vezes essa indústria está submersa””, ressaltou.

O diretor técnico da Empresa de Extensão Técnica e Extensão Rural do estado (Emater-RS), Claudinei Baldissera, afirmou que o setor agropecuário gaúcho foi severamente afetado. O impacto só não foi maior porque, segundo ele, 76% da soja e 83% do milho plantados no estado já tinham sido colhidos.

“A área cultivada de soja foi de 6,68 milhões de hectares, então isso significa dizer que ainda temos 1,6 milhão de hectares para serem colhidos. Provavelmente muitas lavouras nem serão colhidas. E a qualidade do grão daquelas lavouras que será possível colher certamente será muito baixa, com valor comercial prejudicado”, explica.

O período de semeadura de grãos de inverno, como o trigo e a aveia, produtos que têm o Rio Grande do Sul como um dos maiores produtores nacionais, ainda não começou, portanto não é possível saber se haverá impacto ou não nessas lavouras.

Segundo Baldissera, pelo menos o plantio de pastagens de inverno (que servem de alimento para o gado) foi prejudicado, uma vez que as sementes já estavam em período de germinação.

“Acredito que ainda há tempo [para a semeadura]. Estamos perfeitamente dentro da janela de plantio, que acontece em junho, julho. Inclusive, este poderá ser um ano interessante para a lavoura de trigo e outros cereais de inverno. Mas, claro, houve, sim, algum estrago laminar [do solo], uma erosão e uma voçoroca que apareceu”, explicou Pereira.

Apesar do peso do Rio Grande do Sul na agropecuária nacional, nem Pereira nem Baldissera acreditam que haverá grandes impactos no abastecimento de produtos alimentícios para o resto do país. “Pelo tamanho do agro no Brasil, pelo tanto que se cultiva, não acredito que haverá impacto severo [no abastecimento]”, afirmou.

Pereira advertiu, no entanto, que pode haver algum impacto no fornecimento de arroz e, em um curto prazo, da carne de frango.

“De qualquer maneira, temos estoque suficiente [de arroz] para chegarmos à próxima safra”, disse o presidente da Farsul. “Pode ter algum impacto na avicultura. A indústria do frango ficou um pouco abalada, esperamos que de forma temporária. Aí pode ter sim algum tipo de abalo, no curto prazo, porque acreditamos que isso possa ser rapidamente restabelecido, uma vez que é uma indústria muito ágil”.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, se reuniu nessa terça-feira, por videoconferência, com 111 sindicatos rurais e com a Farsul. A Federação gaúcha apresentou algumas demandas para ajudar o setor agropecuário do estado a lidar com os estragos.

Entre as reivindicações da Farsul estão a prorrogação das parcelas de custeio, investimento e comercialização, além de crédito para a reconstrução da estrutura produtiva e para permitir redução da alavancagem com credores, com juros mais baixos e de forma simplificada.

O Ministério da Agricultura, por sua vez, anunciou que importará até 1 milhão de toneladas de arroz para abastecer pequenos mercados, em periferias das cidades e nas regiões Norte e Nordeste, a fim de evitar aumentos de preços resultantes de problemas no escoamento e perdas nas produções do cereal.

Fonte: Canal Rural Foto: Marinha do Brasil/RS

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CNA discute agendas prioritárias para soja e milho

A Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA se reuniu, no último dia 30, com a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura para discutir agendas prioritárias para as cadeias produtivas de soja e milho.

A qualidade dos grãos brasileiros foi um dos assuntos tratados no encontro. Para o presidente da comissão da CNA, André Dobashi, é necessário avançar nas informações sobre as cultivares de soja e milho disponibilizadas no país e na padronização da divulgação dos dados para o produtor rural.

“Precisamos revisar as normas e requisitos mínimos para a inscrição no Registro Nacional de Cultivares (RNC), bem como os ensaios de Valor de Cultivo e Uso”. Dobashi afirmou que hoje o produtor não encontra informações padronizadas sobre caraterísticas das cultivares.

Na reunião, a diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do Mapa, Edilene Cambraia Soares, ressaltou que os requisitos mínimos para a soja, estabelecidos em 1998, necessitam de revisão. “É importante a aproximação com o setor para atualização de parâmetros”.

Já o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Hugo Caruso, reforçou a importância da qualidade da soja para os parceiros comerciais do Brasil, a exemplo da China.

Diretor Hugo Caruso, presidente André Dobashi e assessor técnico Tiago PereiraDiretor Hugo Caruso, presidente André Dobashi e assessor técnico Tiago Pereira

André Dobashi destacou que houve avanços técnicos durante o processo de revisão, mas a questão da umidade da soja, por exemplo, “é um ponto que ainda não está pacificado”. “Estamos negociando um período de transição e um sistema de compensação, com ágio e deságio, em caso de entregas da soja com umidade acima ou abaixo do índice indicado, que é de 13%”.

Também participaram da reunião o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, a coordenadora-geral de Sementes e Mudas, Izabela Mendes Carvalho, e o coordenador-geral de Proteção de Plantas, Ricardo Hilman.

Fonte: CNA Foto: Divulgação