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4% a mais: exportações dos portos do Paraná batem 16,8 milhões de toneladas em 2024

A exportação nos portos paranaenses cresceu 4% nos cinco primeiros meses de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior, movimentando 16.861.765 toneladas, 715.435 a mais do que em 2023.

A commodity que apresentou maior movimentação em volume foi o grão de soja. Ao todo, 6.381.268 toneladas de soja foram movimentadas de janeiro a maio desse ano, contra 5.743.035 no ano passado, representando um crescimento de 11%. Segundo dados do governo federal, disponibilizados pelo Comex/Stat e do Power BI, os portos paranaenses alavancaram metade do crescimento nacional em exportação de soja entre os meses de janeiro e maio deste ano. Das 1.183.261 toneladas a mais no Brasil este ano, 638.232 toneladas são do Porto de Paranaguá.

“Ou seja, mais da metade da movimentação nacional passou pelo porto paranaense. É um volume bastante expressivo e que mostra a eficiência das nossas operações”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Açucar

Além do crescimento em soja, o açúcar foi destaque na exportação. Entre os meses de janeiro e maio, o açúcar a granel passou de 1.086.008 toneladas, no ano passado, para 2.212.473 toneladas neste ano, um aumento de 104%. A commodity em sacas também apresentou crescimento de 143.913 toneladas, em 2023, para 293.510 toneladas, em 2024, representando também 104% a mais.

“Tivemos um aumento significativo na movimentação de açúcar para exportação e isso se deve a grande procura da Índia, que apresentou uma quebra de safra e está com dificuldades para manter a própria demanda interna. Temos uma grande hinterlândia disponível na região do Porto de Paranaguá, além de infraestrutura para atender esse tipo de carga e eficiência na gestão na operação”, explicou o diretor de Operações, Gabriel Vieira.

“O volume nacional de açúcar no período cresceu 61% em comparação ao ano passado e a cotação da tonelada média no período saltou de US$ 464/tonelada para US$ 520/tonelada. O açúcar está entre os únicos produtos da pauta de exportação do agronegócio, em 2024, com aumento em volume embarcado e em receita cambial simultaneamente”, destacou Vieira.

Panorama geral

A movimentação geral, tanto de importação quanto de exportação, apresentou um crescimento de 8% no período em comparação ao ano passado, de 25.220.449 toneladas para 27.197.565 toneladas. Na importação, houve um crescimento de 14% em relação a 2023, passando de 9.074.119 toneladas para 10.335.801 toneladas movimentadas este ano.

Fonte: AEN Foto: Claudio Neves/Porto do Paraná

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Brics apoia criação de Bolsa de Grãos

Durante uma recente declaração antes da cúpula do Brics em outubro na Rússia, a ministra da Agricultura da Rússia, Oksana Lut, anunciou o apoio do grupo Brics à criação de uma bolsa de grãos. Esta iniciativa visa revolucionar o comércio agrícola ao permitir que compradores adquiram grãos diretamente dos produtores, fortalecendo assim os laços comerciais dentro do grupo.

“Trabalharemos em conjunto com nossos colegas na criação e desenvolvimento dessa plataforma e no desenvolvimento da possibilidade de liquidações em moedas nacionais dos países do Brics”, afirmou Lut, destacando o compromisso com a integração econômica regional através de soluções financeiras inovadoras.

O grupo Brics, composto por Brasil, Índia, China, África do Sul e outros países, detém uma significativa parcela da produção agrícola global, com mais de 30% da terra agrícola mundial sob sua gestão, conforme dados do centro de exportação russo Agroexport. Esta união representa mais de 40% da produção mundial de cereais e carne, quase 40% dos produtos lácteos, e mais de 50% da produção global de peixes e frutos do mar.

“No ano passado, a associação respondeu por mais de um terço das exportações russas de produtos agroindustriais, totalizando US$ 15 bilhões”, complementou Lut ao destacar o impacto econômico significativo dos países do Brics no mercado global.

A bolsa de grãos proposta não apenas promete simplificar as transações entre produtores e compradores, mas também reforçar a cooperação econômica entre os países membros do Brics, oferecendo uma plataforma robusta para o comércio agrícola internacional baseada em moedas locais.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Pixabay

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Geada atinge Paraná a partir desta quinta-feira (27)

O fenômeno deve vir mais fraco, concentrado no sul e sudoeste do estado

A quinta-feira (27) deve amanhecer com geada em vários municípios do Paraná. O fenômeno é o primeiro registrado no inverno, e deve se prolongar por todo o final de semana. Quem faz o alerta é o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná).

Nesta quinta-feira, 27, a geada deve vir mais fraca, concentrada no sul e sudoeste do estado. É isso que afirma o meteorologista do instituto, Reinaldo Kneib.

O efeito é causado por uma massa de ar frio e seco sob condições específicas, como explica o especialista.

Ainda segundo O Simepar, Curitiba não deve registrar o fenômeno nestes próximos dias. Já os municípios do entorno, como Colombo, São José dos Pinhais e Lapa, devem ser atingidos. No centro-sul, os eventos climáticos vão ser sentidos com mais intensidade no final de semana.

No geral, o inverno no Paraná tende a ser mais ameno este ano.

O estado registra a partir desta quinta-feira temperaturas abaixo dos 10ºC. Curitiba deve marcar 1ºC nos termômetros neste domingo (3).

Fonte: BandNews Foto: Ana Tigrinho/AEN

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Adapar reforça prevenção de praga trazida por colheitadeiras

Com o objetivo de fortalecer as medidas de prevenção contra a planta daninha Amaranthus palmeri no Paraná, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) iniciou nesta semana uma capacitação para seus servidores de inspeção de colheitadeiras e outros equipamentos agrícolas.

O treinamento, que reforçará o conhecimento sobre esse trabalho, está sendo ministrado pelo Sistema Federação da Agricultura do Paraná e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Faep/Senar), começou segunda-feira (24), com previsão de término para o dia 12 de julho. As atividades ocorrem no Centro de Treinamento Agropecuário (CTA) da Faep/Senar em Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná.

A Amaranthus palmeri está presente no Brasil desde 2015, mas sem ocorrência registrada no Paraná. Sua incidência impacta em qualquer cultura, mas os maiores prejuízos estariam nas lavouras de grãos. Relatos indicam que uma única planta pode produzir de 100 mil a 1 milhão de sementes. O controle ineficiente pode até mesmo inviabilizar a colheita, aumentando o uso de herbicidas e os custos de produção, com potencial de causar grandes prejuízos para a agricultura paranaense.

O treinamento promovido pela Adapar está dividido em quatro turmas, cada uma delas composta por cerca de 15 participantes, totalizando 60 servidores. O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal (Desv) da Adapar, Renato Rezende Young Blood, enfatiza a importância da iniciativa para a defesa agropecuária paranaense e para a aplicação da Portaria Adapar nº 129/2024 pelos servidores, como parte das ações para mitigar o risco de introdução de Amarathus palmeri no Paraná.

A Portaria estabelece procedimentos para a entrada de máquinas, implementos agrícolas e seus veículos transportadores no Paraná. Segundo a normativa, a entrada só é permitida se todos os componentes estiverem livres de solo e resíduos vegetais, tanto interna quanto externamente.

O chefe do Desv lembra que a detecção da praga no Mato Grosso do Sul, aliada à ausência de registros no Paraná, ratifica a necessidade de aprimorar as ações preventivas. Segundo Blood, a Amaranthus palmeri está entre as pragas consideradas de maior risco fitossanitário para o País, conforme hierarquização estabelecida no documento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A disseminação de plantas daninhas resistentes a herbicidas no Brasil ocorre principalmente pelo trânsito de máquinas e implementos agrícolas com solo aderido ou resíduos vegetais. O risco da introdução de Amaranthus palmeri no Paraná pode ser, dentre um deles, através do transporte de sementes em colheitadeiras e implementos agrícolas.

Plano de ação

O Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar trabalha com um plano de ação desde fevereiro do ano passado, quando houve a detecção da planta daninha em algumas propriedades no Mato Grosso do Sul. Este plano é fundamental para aumentar a proteção da agricultura paranaense e contribuir para a prevenção não só de Amaranthus palmeri, mas também de outras espécies de plantas daninhas resistentes, fungos, vírus, bactérias e nematoides.

Postos

A Adapar mantém mais de 30 Postos de Fiscalização do Trânsito Agropecuário nas divisas do Paraná com Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina, onde as inspeções de máquinas e implementos agrícolas são intensificadas para verificar a conformidade com a Portaria 129/24.

Fonte: AEN Foto: Adapar

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CDPC aprova redução de taxa de juros para custeio do Funcafé

O Comitê Técnico do Conselho Deliberativo de Política do Café (CDPC) aprovou a redução de 1% na taxa de juros para pequenos produtores rurais que acessarem o crédito de custeio agrícola, operado com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

A decisão foi anunciada na segunda (24) e será encaminhada ao Conselho Monetário Nacional (CMN), que publicará a alteração em resolução específica. A nova taxa de juros deve ser incluída no Plano Agrícola e Pecuário 2024/2025.

Durante a reunião, a Comissão Nacional do Café da CNA defendeu a redução de 3% na taxa final de juros ofertada para pequenos e médios cafeicultores na linha de custeio, reduzindo a remuneração do fundo de 8% para 5% e mantendo o spread bancário do agente financeiro em 3% ao ano.

“Mesmo com uma redução mais modesta do que desejávamos, a decisão é uma conquista relevante para o setor produtivo, pois é a primeira vez que conseguimos qualquer diferenciação no recurso disponibilizado ao produtor rural”, destacou a assessora técnica da CNA, Raquel Miranda.

Segundo Raquel, o setor cafeeiro é um grande demandante de crédito agrícola, em especial recursos de custeio. “Conhecendo a realidade e o perfil dos produtores, há anos a CNA já vinha pleiteando para que os recursos do Funcafé fossem ofertados a taxas menores a estes produtores”.

Antes da decisão do Comitê, os recursos do Fundo eram operados com uma taxa de juros única para todas as linhas de financiamento. No exercício financeiro 2023/2024, produtores, cooperativas, indústria de torrefação, indústria de café solúvel e exportadores acessaram o recurso com uma taxa de 11% ao ano.

“A redução dos juros é uma forma de ampliar a utilização de recursos do Fundo, bem como atender às recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU), que alertou sobre a ociosidade e concentração do volume”, disse Miranda.

A assessora técnica ainda alertou que a diferenciação na taxa de juros não impactará o acesso de outros produtores e cooperativas que já acessam o Funcafé. “Esses perfis continuarão acessando o custeio com a mesma taxa aplicada às demais linhas de financiamento destinadas às cooperativas, indústrias e exportadores”, explicou Raquel.

Fonte e Foto: CNA

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Mapa alcança 60 especificações de referência para o controle de pragas

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 1.127, que eleva para 60 o número de especificações de referência (ER) de produtos fitossanitários com uso aprovado para a agricultura orgânica. As novas ER são de amplo acesso e devem facilitar o registro de produtos à base de agentes biológicos de controle.

Os produtos registrados com base em ER podem ser usados no manejo fitossanitário tanto em cultivos orgânicos quanto em convencionais. Eles ampliam o leque de opções de baixo impacto para o produtor rural que, até o final de maio deste ano, já contava com mais de 300 produtos registrados.

“Quase 90% dos produtos à base de agentes biológicos de controle registrados no Brasil são pela via das especificações de referência. Nossa expectativa é que esse número aumente com as novas ER”, ressalta Angélica Wielewicki, chefe do Serviço de Especificações de Referência da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa.

A ER59 tem a vespinha Aphidius colemani como ingrediente ativo para o manejo fitossanitário do pulgão Aphis gossypii. “Embora existam agrotóxicos registrados no Brasil para o controle dessa praga, as opções de produtos de baixo impacto ainda são poucas. A inovação, neste caso, está no fato de o Aphidius colemani ser o primeiro parasitoide autorizado contra Aphis gossypii”, destaca Angélica.

Na ER60, o ingrediente ativo é também uma vespinha parasitoide, o Telenomus remus. A indicação de uso desse novo agente contou com a contribuição do Pesquisador Ivan Cruz, da Embrapa Milho e Sorgo, e tem como alvo a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda). Este é o segundo parasitoides autorizado para o controle dessa praga que, até então, só contava com o Trichogramma pretiosum.

A nova portaria altera a Instrução Normativa Conjunta SDA/SDC nº 02, de 12 de julho de 2013.

Republicações

Na nova Portaria, foram republicadas a ER25 e a ER30, ambas de agentes microbiológicos de controle. As principais alterações contemplaram adequações na classificação taxonômica, na forma de apresentação do ingrediente ativo e no campo de observações no final das especificações. A ER30, que é de amplo acesso, passou também a contar com 27 novos “outros ingredientes” para as formulações comerciais.

Fonte e Foto: Mapa

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Grupo de pesquisa avalia bioinsumos para doenças no trigo

Um grupo de pesquisa, formado por diferentes empresas que trabalham no desenvolvimento de bioinsumos, vai avaliar microrganismos que podem ser utilizados no manejo de doenças na cultura do trigo. A iniciativa é pioneira e poderá resultar em alternativas de controle biológico para manejo da giberela em trigo.

De forma geral, o controle de doenças na cultura do trigo sempre esteve atrelado ao uso de defensivos químicos, como fungicidas e bactericidas. Novas pesquisas na área de controle biológico indicam diversas possibilidades de manejo de doenças nas plantas com menor impacto ambiental. É no caso dos bioinsumos, produtos à base de microrganismos vivos, como fungos, vírus e bactérias, capazes de desempenhar uma função benéfica para a produção.

Atualmente, os principais bioinsumos utilizados no trigo são compostos pela bactéria Azospirillum brasilense , inoculante que fixa nitrogênio e atua no desenvolvimento radicular da planta, reduzindo perdas em situações de estresse hídrico. Também estão registrados bioinsumos para o manejo de insetos, como lagartas, cigarrinhas e pulgões. No entanto, para o controle biológico de doenças do trigo ainda há uma lacuna de conhecimento e oferta de bioinsumos.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo Anderson Ferreira, esse grupo de pesquisa vai avaliar microrganismos em experimentos instalados em diferentes regiões tritícolas brasileiras. “No primeiro momento, o foco é para o manejo da giberela, então os esforços serão concentrados na Região Sul, onde a doença ocorrer”, conta ele.

O Grupo de Pesquisa em Bioinsumos contabiliza a participação de diferentes empresas que atuam em pesquisa e desenvolvimento de produtos biológicos para trigo (Total Biotecnologia, Ihara, Balagro, FMC, Kopert e Embrapa). Além disso, sete empresas de pesquisa conduziram experimentos em diferentes estados durante a safra de 2023, com resultados que estão sendo organizados para compor uma publicação técnica, atualizada a cada nova safra. Empresas interessadas em participar desse Grupo de Pesquisa em Bioinsumos podem entrar em contato com a Embrapa Trigo através do telefone/Whatsapp 54-3316-5800.

Fonte: Embrapa Trigo/Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS) Foto: Divulgação

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Soja e milho têm alta em junho: Confira

O Rabobank Brasil acaba de divulgar o relatório de junho sobre o mercado de grãos e oleaginosas, o Brazilian G&O Monthly Update. Elaborado pela analista Marcela Marini, o estudo traz uma análise detalhada dos movimentos de preços e exportações de soja e milho no país, além de destacar as condições climáticas que impactam a produção agrícola.

Os preços da soja brasileira no mercado interno aumentaram 2% em junho em relação ao mês anterior. Este incremento foi impulsionado principalmente pelas tempestades no Rio Grande do Sul, que afetaram a oferta, e pela desvalorização do real, que tornou o produto mais competitivo para exportação. O impacto combinado desses fatores resultou em um cenário de alta para a soja no mercado interno.

Os preços do milho também apresentaram uma alta de 1,5% em junho comparado ao mês anterior. Assim como a soja, a desvalorização do real desempenhou um papel crucial na melhoria dos preços do milho. No entanto, as exportações de milho mostraram um cenário misto. Em maio, o Brasil exportou 0,4 milhão de toneladas métricas de milho, um aumento de 9% em relação a maio de 2023. No acumulado do ano, entretanto, as exportações de milho estão 29% abaixo do ano passado. Este declínio se deve, em parte, à safra recorde dos Estados Unidos e à produção aumentada na Argentina, que ofereceram alternativas mais baratas ao mercado global.

As exportações de soja atingiram 13,5 milhões de toneladas métricas em junho, uma queda de 14% em relação a maio de 2023. Apesar dessa redução mensal, o acumulado anual mostra um aumento de 2% em relação ao ano passado, mesmo com uma produção menor esperada para a temporada 2023/24. Este dado reflete um mercado que, embora tenha enfrentado desafios no curto prazo, mantém um desempenho robusto ao longo do ano.

O clima seco na maioria das áreas produtoras de safrinha tem favorecido a colheita, mas não sem desafios. O Rabobank estima que a safra total de milho será de 123 milhões de toneladas métricas, 12 milhões de toneladas métricas abaixo da safra do ano passado. Este déficit significativo pode impactar tanto o mercado interno quanto as exportações nos próximos meses.

Fonte: Agrolink Foto: Canva

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Boletim Logístico: Avanço da colheita de milho e da comercialização da soja influenciam em preços de fretes

O avanço da colheita das culturas que já se encontram em estágio de maturação, em especial aquelas cultivadas na 2ª safra, como o milho, e o aquecimento nos embarques de soja, seja pela melhoria verificada nos preços da oleaginosa, destravando a comercialização, ou ainda pelo aumento da demanda do grão ou ainda pela necessidade de liberar espaços nos armazéns, influenciaram na procura pelo serviço de transporte refletindo no aumento de preços em importantes estados produtores, como Mato Grosso. Os dados estão na edição de junho do Boletim Logístico, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Nas rotas do maior estado produtor de grãos, a Conab verificou o aumento dos fretes na maior parte delas. A demanda por caminhões se encontrou bastante elevada, dado o ritmo mais intenso de carregamento para liberação de espaço em armazéns em uma conjuntura de uma melhora nos preços da soja. “Para junho, a tendência seria de aquecimento no mercado e elevação nos preços, tendo em vista a sazonalidade do mercado de fretes rodoviários, uma vez que a colheita acarreta relação mais apertada entre oferta e demanda por transporte. No entanto, é possível que as condições de preços para o milho possam influenciar este mercado, diminuindo a pressão na demanda pelo transporte dos produtos”, analisa o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

Alta também verificada para os fretes praticados em Minas Gerais. No estado mineiro, a intensificação da colheita do café é um dos principais fatores para o incremento. No Maranhão, no Piauí, em Goiás, no Paraná e na Bahia as cotações praticadas na maioria das rotas registraram elevação no último mês.

Já em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, os preços se mantiveram próximos à estabilidade com ligeiras altas. No estado sul-mato-grossense as perdas provocadas no milho de segunda safra e no trigo pela estiagem e má distribuição das chuvas implicou maior disponibilidade de veículos e menor demanda de serviços de transporte no período. Em contrapartida, a comercialização da soja apresentou reação no mercado regional nos últimos meses em virtude da maior demanda pelo produto para exportação e prêmios positivos nos portos utilizados. Em São Paulo, o boletim da Conab aponta que com a tragédia no Rio Grande do Sul e a comercialização mais lenta das safras de milho e soja, o mercado de fretes apresentou um comportamento de estabilidade a uma leve alta em relação ao mês anterior.

No Distrito Federal o cenário foi de queda na maior parte das praças pesquisadas, com destaque para as rotas de Uberaba e Araguari, em Minas Gerais, Santos/SP e Imbituba/SC, com recuos de médios na ordem de 8%. As reduções nas cotações foram motivadas, sobretudo, pela menor demanda, prioritariamente de soja e milho. Outro fator que manteve os fretes em queda foi o comportamento do preço médio do diesel, item que compõe a maior parcela do frete vem mantendo o valor com pouca variação.

Exportações

Os embarques de milho em maio/24 atingiram 0,42 milhão de toneladas contra 0,07 milhão, observado no mês passado e 0,47 milhão ocorridas no mesmo período de 2023.  De janeiro a maio deste ano, já foram enviadas ao mercado internacional 7,5 milhões de toneladas. Deste total,  45,3% foram embarcados pelos portos do Arco Norte.

Já as exportações de soja atingiram em maio 13,47 milhões de toneladas, contra 14,7 milhões ocorridas no mês anterior – decréscimo de 8,3%, revertendo um movimento recorde observado naquele mês. O mercado da soja tem apresentado variações influenciadas por diversos fatores globais e regionais. No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano foram exportadas 50,2 milhões de toneladas, sendo 36,4% escoadas pelos portos do Arco Norte.

O periódico mensal coleta dados em dez estados produtores, com análises dos aspectos logísticos do setor agropecuário, posição das exportações dos produtos agrícolas de expressão no Brasil, análise do fluxo de movimentação de cargas e levantamento das principais rotas utilizadas para escoamento da safra. O Boletim traz também informações sobre a movimentação de estoques da Conab, realizada por transportadoras contratadas via leilão eletrônico. Confira a edição completa do Boletim Logístico – Junho/2024, disponível no site da Companhia.

Fonte: Conab Foto: Agência Gov – EBC

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Exportações do agronegócio brasileiro atingem mais de US$ 15 bilhões em maio

As vendas externas brasileiras de produtos do agronegócio foram de US$ 15,05 bilhões em maio de 2024. Esse resultado correspondeu a 49,6% das exportações totais do Brasil.

Os produtos que mais contribuíram para o resultado da balança comercial no mês foram café verde (+US$ 392,21 milhões), algodão não cardado nem penteado (+ US$ 337,30 milhões), celulose (+ US$ 298,95 milhões) e açúcar de cana em bruto (+ US$ 114,63 milhões).

“Atingir a marca de mais de US$ 15 bilhões em exportações do agronegócio em um único mês não só reforça a competitividade dos nossos produtos no mercado global, mas também representa um grande avanço para a economia brasileira. Esse crescimento impulsiona o desenvolvimento das cadeias produtivas, gera emprego e renda, e proporciona melhores condições de vida para a nossa população. Além disso, para o mercado, essa performance consolida o Brasil como um fornecedor de confiança e qualidade, ampliando nossa presença internacional e abrindo novas oportunidades de negócios”, destacou Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

Produtos brasileiros  

Um dos destaques das exportações brasileiras do agronegócio, o complexo sucroalcooleiro continua registrando recordes de exportação. O setor elevou as exportações de US$ 1,24 bilhão em maio de 2023 pra US$ 1,43 bilhão em maio de 2024 (+15,3%). O volume recorde de açúcar exportado para os meses de maio foi o fator responsável por esse bom desempenho.

Vale ressaltar que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou uma produção 46,3 milhões de toneladas de açúcar para a safra 2024/2025, maior volume de produção de açúcar em toda a série histórica. Com essa produção recorde, o Brasil exportou 2,81 milhões de toneladas em maio (+16,7%).

As carnes também estão entre os principais setores exportadores do agronegócio brasileiro, sendo responsáveis por 14,2% de todas as vendas externas do agronegócio. Foram registrados US$ 2,13 bilhões em maio de 2024, valor 2,0% superior na comparação com os US$ 2,09 bilhões exportados no mesmo período de 2023.

Houve embarques recordes em três tipos de carnes: 211,98 mil toneladas exportadas de carne bovina in natura em maio de 2024 (recorde de todos os meses); 430,26 mil toneladas de carne de frango in natura (recorde para os meses de maio); e 91,63 mil toneladas de carne suína in natura (também recorde para os meses de maio).

Os produtos florestais ficaram na terceira posição dentre os principais setores exportadores do agronegócio, registrando US$ 1,55 bilhão em vendas externas (+25,5%).

Ao contrário do complexo soja e das carnes, houve elevação nos preços médios de exportação nos produtos florestais. O principal motivo dessa alta ocorreu devido ao incremento do preço internacional da celulose, que passou de US$ 403 por tonelada em maio de 2023 para US$ 551 por tonelada em maio de 2024 (+36,8%). A China é o principal importador desse produto brasileiro.

Acumulado

No período acumulado dos últimos doze meses as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 166,38 bilhões, o que significou crescimento de 2,4% em relação aos US$ 162,53 bilhões exportados nos doze meses imediatamente anteriores. Com esse valor, a participação dos produtos do agronegócio no total exportado pelo Brasil no período foi de 48,5%.

As importações, por sua vez, totalizaram US$ 17,49 bilhões, cifra 1,3% inferior à registrada nos doze meses anteriores (US$ 17,72 bilhões), e representaram 7,2% do total adquirido pelo Brasil no período.

Fonte e Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária