09/11/17- Paranaguá- Mesmo a dois meses do final do ano, o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá já movimentou mais carga do que ao longo do ano de 2016 inteiro. 
Foto: Ivan Bueno/APPA

Confira dados de exportação da soja no Brasil em janeiro

As exportações brasileiras de soja, farelo de soja, milho e trigo devem apresentar uma queda em janeiro de 2025, conforme as previsões divulgadas pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O volume estimado de embarques para o mês de janeiro mostra uma redução em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A soja, um dos principais produtos de exportação do Brasil, deverá atingir 1,71 milhão de toneladas em janeiro de 2025, conforme estimativa da Anec. Caso se confirme esse número, a exportação de soja ficará bem abaixo das 2,4 milhões de toneladas registradas em janeiro de 2024. A redução reflete um cenário de menor demanda externa e desafios logísticos.

Farelo da soja

No caso do farelo de soja, a previsão da Anec é de 1,43 milhão de toneladas exportadas, contra 1,75 milhão em janeiro de 2024. A queda nas exportações de farelo é um reflexo da diminuição da produção e de uma possível desaceleração nas compras de países importadores.

Por outro lado, as exportações de milho também devem apresentar uma diminuição. A Anec estima que o Brasil embarque 2,9 milhões de toneladas do grão em janeiro de 2025, número que está abaixo das 3,5 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de 2024. A redução na quantidade de milho exportada pode ser atribuída a uma colheita menos robusta e ao aumento da concorrência de outros países produtores.

Além da soja, farelo e milho, as exportações de trigo também deverão recuar. A previsão é de que o Brasil exporte 519.290 toneladas de trigo em janeiro de 2025, um volume inferior às 685.171 toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior. A redução nas exportações de trigo está ligada a questões de oferta e demanda no mercado internacional.

Fonte: Canal Rural Foto: Ivan Bueno/APPA

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Preço da soja no Brasil segue em trajetória de queda

O preço da soja segue em queda no Brasil. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o valor no Porto de Paranaguá foi de R$ 134,16 nesta quarta-feira (8/1), recuo de 2,33%. Esse foi o quinto recuo consecutivo, e no mês, a soja registra baixa acumulada de 3,77%.
Para a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o consumo doméstico do grão deverá crescer este ano, principalmente em função da demanda para a produção de biodiesel. “Em relação às exportações, nossa estimativa é de um potencial de se exportar até 110 milhões de toneladas, o que representa um verdadeiro desafio a ser cumprido em termos logísticos”, indica.

Os preços da soja seguem em com pouca oscilação na bolsa de Chicago, com o mercado em aguardando definições sobre a safra sul-americana. Os lotes para março caíram 0,28% nesta quarta, a US$ 9,9450 o bushel.

Nas outras praças do país, levantamento da Scot Consultoria aponta saca de soja a R$ 121,50 em Luís Eduardo Magalhães (BA); R$ 128,50 em Rio Verde (GO); R$ 122 em Balsas (MA); R$ 130 no Triângulo Mineiro e R$ 123 em Dourados (MS). Nos portos, a soja é cotada a R$ 139 em Santos (SP) e R$ 141 em Rio Grande (RS).

Fonte: Globo Rural Foto: Divulgação

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Bioativação auxilia no manejo da cigarrinha do milho e suas doenças associadas

O Brasil, um dos maiores produtores de milho do mundo, estima alcançar 119,8 milhões de toneladas na safra 2024/2025, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, fatores climáticos e pragas, como a cigarrinha do milho, têm impactado o potencial produtivo. A cigarrinha é o principal vetor das doenças do complexo de enfezamento e raiado fino, que afetam diretamente o rendimento da cultura, como explica Samir Filho, coordenador de Desenvolvimento de Mercado da Acadian Plant Health (APH) no Brasil.

Com o objetivo de ajudar os agricultores brasileiros a superar esses desafios, a APH, em parceria com a UNESP de Botucatu, conduziu um estudo para avaliar a eficácia de bioativadores à base de Ascophyllum nodosum, uma alga marinha exclusiva das águas frias do Atlântico Norte. O estudo, realizado durante as safras de 2023 e 2024, focou na aplicação foliar do extrato da alga marinha, combinado com inseticidas biológicos, em condições de campo no Brasil.

Resultados do estudo

Os efeitos do extrato de Ascophyllum nodosum foram analisados em comparação com tratamentos de controle, como plantas protegidas contra cigarrinhas (controle positivo) e plantas expostas ao ataque das pragas (controle negativo). Entre os principais resultados, destacam-se:
Vigor da cultura: O extrato de alga marinha, isolado ou combinado com inseticidas biológicos, promoveu um aumento significativo no vigor das plantas de milho, superando o controle negativo. O controle positivo, livre de cigarrinhas, apresentou o maior vigor.

Doença do Enfezamento do Milho (DEM): Apesar de não reduzir a incidência da DEM, o extrato de Ascophyllum nodosum contribuiu para o melhor desenvolvimento das plantas, mesmo com a presença da doença.

Fitoalexinas: O extrato estimulou a produção de zealexina, uma fitoalexina responsável pela defesa da planta contra fungos e bactérias patogênicas.
Pigmentos fotossintéticos: A aplicação do extrato, especialmente combinado com inseticidas biológicos, resultou em um aumento da produção de clorofila, superando até o controle positivo.

Estresse oxidativo: O uso do extrato reduziu as concentrações de peróxido de hidrogênio (H₂O₂) e peroxidação lipídica (MDA), indicando menor estresse oxidativo nas plantas.

Enzimas antioxidantes: A atividade da catalase foi aumentada pela aplicação do extrato de Ascophyllum nodosum, auxiliando no combate ao estresse biótico.

Componentes de produção e rendimento: A combinação do extrato com inseticidas biológicos resultou em um aumento no número de grãos por fileira e por espiga, elevando o rendimento final da produção. O extrato isolado também ajudou a mitigar as perdas de rendimento comparado ao controle negativo.

A contribuição para o fortalecimento da cultura do milho

Embora o extrato de Ascophyllum nodosum não atue diretamente no combate à cigarrinha do milho, ele se revelou um importante aliado no fortalecimento das plantas, proporcionando maior resistência a estresses bióticos e abióticos. Samir Filho destaca que o uso desse bioativador resulta em plantas mais robustas, com menor estresse oxidativo e maior tolerância a infecções, contribuindo para a produtividade do milho.

A Ascophyllum nodosum, matéria-prima dos produtos da APH, é encontrada exclusivamente em zonas intermaré das águas frias do Atlântico Norte, onde enfrenta condições extremas de temperatura e salinidade. Essas condições inóspitas fizeram com que a alga desenvolvesse mecanismos de defesa e compostos bioativos que a protegem contra essas adversidades. Esses compostos têm sido utilizados para criar soluções inovadoras no manejo de culturas como o milho, beneficiando a agricultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio Foto: Divulgação

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Safratec 2025 acontece nos dias 16, 17 e 18 de janeiro

O ano de 2025 começa na Cocamar Cooperativa Agroindustrial com as atenções voltadas para realização nos dias 16, 17 e 18 deste mês, da edição de número 35 do Safratec – Encontro de Soluções em Agronegócios.

Um dos mais importantes eventos técnicos e de negócios para o setor no Paraná espera receber mais de 7 mil formadores de opinião de dezenas de municípios do Paraná e estados vizinhos, o Safratec vem sendo preparado na Unidade de Difusão de Tecnologias (UDT) da Cocamar na PR-317, entre Maringá e Floresta, para oferecer muitas novidades e outras atrações aos produtores que buscam evoluir em tecnologias e sustentabilidade.

Com um formato diferente dos outros anos, a realização estará aberta das 8 às 17h e vai apresentar, logo na entrada, um amplo espaço onde estarão concentrados todos os negócios da cooperativa.

Produtos e serviços

  • Em destaque, a concessionária Cocamar Máquinas/John Deere e seus maquinários conectados às mais recentes tecnologias;
  • Fertilizantes Viridian, apresentando toda a sua consagrada linha de foliares, adjuvantes e sólidos;
  • Sementes Cocamar, com os melhores materiais genéticos para as culturas de soja e trigo;
  • Cocamar Energia, oferecendo soluções para a geração de energia fotovoltaica nos meios rural e urbano;
  • Estruturas de irrigação por pivô central, do portfólio Lindsay, visando a assegurar mais estabilidade à produção;
  • No segmento veterinário, vão ser divulgados itens voltados a nutrição e suplementos;
  • Balcão de negócios com oportunidades em insumos agropecuários, bem como em peças, implementos e combustíveis;
  • Um local para a comercialização de Carnes Cocamar e demais produtos do varejo;
  • Completando, Cocamar Seguros – com produtos customizados – e uma grande área de convivência, onde os cooperados e seus familiares, além do relacionamento com produtores de outras regiões, terão acesso a informações diversas, em meio a uma série de atrativos.
    Tecnologias de ponta
    Mais de 30 empresas fornecedoras da cooperativa, entre as marcas de maior prestígio do mercado, com seus estandes e áreas demonstrativas em tecnologias diversas, compõem o espaço do Safratec, que terá a presença, também, de concessionárias de automóveis e utilitários, bem como de empresas de outros setores, interessadas em manter contato com esse público especial.
    Quinta, sexta e sábado
    Por fim, outra novidade é que quem não conseguir visitar o evento na quinta-feira (16/01) ou na sexta-feira (17/01), poderá fazê-lo no sábado (18/01), com a sugestão aos cooperados de que se organizem para que seus familiares e funcionários também possam participar.
    Informações gerais
    Evento: Safratec 2025 – Encontro de Soluções em Agronegócios
    Onde: às margens da PR-317, entre Maringá e Floresta
    Quando: dias 16, 17 e 18 de janeiro
    Horário: das 8 às 17h
    Para participar: acesso gratuito.

Fonte: Assessoria de imprensa Cocamar

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Dia de Campo C. Vale

Nos dias 14, 15 e 16 de janeiro, em Palotina, será realizado o 1º Dia de Campo da C. Vale 2025, no campo experimental. Serão três dias com mini-palestras técnicas, experimentos com soja, milho, mandioca, insumos, produtos veterinários, rações, dinâmicas de máquinas e implementos, piscicultuta, avicultura, suinocultura, bovinocultura de leite, entre outros. Programe-se!

Fonte: C. Vale Foto: Mateus D. Mattiuzzi

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37ª edição marca o retorno de espaço de itens personalizados do Show Rural

Quem visitar o Show Rural Coopavel, que chega à sua 37ª edição em fevereiro, poderá levar para casa uma recordação do evento técnico que figura entre os maiores do mundo em inovações e tecnologias para o campo. A Show Rural Store é a evolução de uma antiga loja, sensação durante anos consecutivos por apresentar aos visitantes itens personalizados com a marca da mostra que abre o calendário das grandes feiras do agronegócio brasileiro.

A nova estrutura terá cem metros quadrados de área construída. Ela foi totalmente redesenhada e traz uma nova identidade visual, com inúmeros produtos. A Show Rural Store vai atender na Rua G, em anexo ao prédio do restaurante. “Um dos diferenciais será justamente a nova identidade visual, fortemente conectada aos temas do agronegócio e ao slogan da edição – Nossa natureza fala mais alto”, pontua a coordenadora Jéssica Marchioro Gazzi.

Na 37ª edição do Show Rural Coopavel, de 10 a 14 de fevereiro, a loja vai comercializar chapéus, bonés, camisas com proteção UV, camisetas, chaveiros, livro infantil de atividades e garrafas squeezes, para adultos e crianças. “Esse espaço sempre foi um sucesso e agora, com as novidades que trará, será novamente uma das sensações do evento”, diz o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.

A loja do Show Rural funcionou durante muitos anos (início em 2016) ininterruptamente, mas teve uma pausa de três anos a partir de 2021, devido à pandemia. Esse ano, em mais de 30 de existência do evento, foi a única vez que a feira não aconteceu devido às restrições impostas para proteção contra a transmissão da Covid 19. “Mas, agora, estamos retornando ainda melhores. A Show Rural Store comercializará itens que criarão vínculo dos visitantes com a marca e com tema do evento. São mais que simples objetos e sim a recordação de uma experiência inesquecível”, afirma Jéssica.

Os itens disponibilizados pela Show Rural Store poderão ser comprados com uso de cartões de débito e crédito, pix ou dinheiro. Ela atenderá aos visitantes no dia 9 de fevereiro, especialmente dedicado às comunidades de Cascavel e da região, e de 10 a 14 de fevereiro, diariamente das 8h às 18h.

Fonte e Foto: Show Rural/Jean Paterno

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Soja: tendência para 2025 deve ser de produção recorde e preço menor

Os prêmios da soja nos portos brasileiros no primeiro semestre de 2025 estão com valores bem abaixo dos registrados há um ano, e as cotações externas também operam em menores patamares, indica o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Há expectativa de uma safra recorde no Brasil, onde a grande parte das consultorias privadas espera uma safra de, pelo menos, 170 milhões de toneladas no ciclo 2024/25. As questões de demanda também são um ponto importante para a formação de preço neste ano.

De modo geral, o mercado está atento às ações que devem ser tomadas pelo novo governo americano, especialmente as que se referem a tarifas de importações, que podem gerar reações de outros países e deslocar a demanda por soja para a América do Sul.

Do lado da demanda interna, pesquisadores do Cepea destacam que políticas nacionais estimulando maior mistura de biodiesel ao óleo diesel devem favorecer a procura pelo grão para processamento.

Já no mercado externo, a forte valorização do dólar deixa a soja brasileira mais atrativa a compradores internacionais, tendendo a favorecer as exportações. Nesta segunda-feira (6/1), o preço da soja voltou a cair. Segundo o Cepea, o valor de referência no Porto de Paranaguá (PR) foi de R$ 137,32 a saca de 60 quilos, 0,56% menor que o valor registrado na sexta-feira (3/1). O mês já acumula uma baixa de 1,50% no grão.
Na bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja voltaram a subir e acumulam quatro altas nas últimas cinco sessões. No fechamento desta segunda, os lotes da oleaginosa para março avançaram 0,60%, a US$ 9,9775 o bushel.

Nas outras praças do país, levantamento da Scot Consultoria aponta saca de soja a R$ 127 em Luís Eduardo Magalhães (BA); R$ 133,50 em Rio Verde (GO); R$ 126 em Balsas (MA); R$ 144 no Triângulo Mineiro e R$ 129 em Dourados (MS). Nos portos, a soja é cotada a R$ 138 em Santos (SP) e R$ 138 em Rio Grande (RS).

Fonte: Globo Rural/Luiz Eduardo Minervino Foto: Divulgação

Colheita de trigo. Pitanga,11/10/2019 Foto:Jaelson Lucas / AEN

Mercado de trigo no Sul do Brasil enfrenta desafios logísticos

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de trigo no sul do Brasil segue atento a fatores logísticos e cambiais. No Rio Grande do Sul, as negociações para exportação concentram-se em trigo padrão moagem, especialmente para vendedores próximos ao porto ou com acesso a logística ferroviária. As indicações de compradores estão na faixa de R$ 1.300,00, posto na Serra, para embarques entre janeiro e fevereiro, com pagamento em março. No entanto, há registros de vendas pontuais a R$ 1.250,00 FOB para retirada em fevereiro.

Em Santa Catarina, moinhos continuam abastecendo-se de trigo, mas as margens apertadas geram preocupações. Apesar da demanda por farelo, a baixa moagem tem limitado a oferta. As cooperativas ainda recebem lotes locais, mas os preços do trigo gaúcho CIF são mais competitivos. As ofertas variam entre R$ 1.220 e R$ 1.240 mais frete, enquanto trigo do Paraná chega a R$ 1.400 mais frete. Já o preço da saca para os produtores recuou em várias regiões, como Canoinhas (R$ 72,00) e Chapecó (R$ 69,00).

No Paraná, o mercado está praticamente estagnado. Moinhos mostram interesse apenas em aquisições a partir de janeiro, esperando por uma pressão de vendas nesse período devido à necessidade de espaço. As indicações de preços permanecem travadas, com vendedores pedindo R$ 1.450,00 FOB e compradores ofertando R$ 1.400,00 CIF moinho. Além disso, os moinhos têm priorizado estoques de trigo paraguaio, gaúcho e argentino, indicando uma menor demanda interna.

Esses cenários refletem um mercado regional com negociações lentas, margens pressionadas e alta dependência de fatores logísticos e cambiais. A expectativa para os próximos meses é de ajustes nos preços e possíveis movimentações, especialmente após o período de recesso dos moinhos, previsto para janeiro.

Fonte: Agrolink – Leonardo Gottems Foto: Divulgação

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Ibrafe: Mercado do feijão está especulado

Os produtores estão cientes de que os valores praticados após o dia 10 de dezembro estão completamente desconectados da lógica de oferta e demanda que geralmente regula o mercado. Quem ainda está ativo nesse período raramente é algum empacotador com necessidades de última hora. Na maioria dos casos, trata-se de compradores que buscam adquirir produtos a preços que acreditam permitir ganhos futuros com especulação. Na prática, esses compradores acabam ajudando produtores que precisam, a qualquer custo, vender parte de sua colheita.

Por exemplo, alguns comerciantes que contribuem para manter a liquidez do mercado receberam, nesta semana, Feijões com 6% a 7% de grãos brotados. Pagaram ao produtor valores entre R$ 110 e R$ 120 por saca, mas, hoje, não há demanda para esse tipo de Feijão. Esses compradores provavelmente precisarão armazenar o estoque por meses, aguardando uma valorização substancial da mercadoria de melhor qualidade, que possa criar uma oportunidade para a venda desse produto.

O cenário de preços baixos, tanto para o Feijão-carioca quanto para o Feijão-preto, é prejudicial para todo o setor. Para os produtores, isso é evidente; entretanto, quando os preços ao consumidor final caem abaixo de certo patamar, não há aumento significativo no consumo. Os empacotadores enfrentam o mesmo custo de operação, mas com uma receita menor. O mesmo ocorre com os supermercados, que acabam tendo margens reduzidas.

Fonte: Ibrafe Foto: Divulgação

Colheita de trigo. Pitanga,11/10/2019 Foto:Jaelson Lucas / AEN

Adesão obrigatória da nota fiscal eletrônica do produtor rural é adiada para fevereiro

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) prorrogou mais uma vez o prazo para agricultores e pequenos pecuaristas aderirem à versão eletrônica da Nota Fiscal do Produtor Rural (NFP-e). Com isso, eles terão até o dia 3 de fevereiro para se adequar às novas regras.

A medida foi decidida durante a reunião do Confaz realizada em Foz do Iguaçu no início do mês e publicada no Diário Oficial da União semana passada. Assim, a NFP-e passa a ser exigida nas operações internas de produtores rurais que tiveram receita bruta acima de R$ 360 mil em 2023 ou 2024 e também nas operações interestaduais, independentemente do valor.

Para as demais operações praticadas por produtores rurais, o uso da nota eletrônica será obrigatório somente a partir de 5 de janeiro de 2026.

A NFP-e é um documento exclusivamente digital, emitido e armazenado eletronicamente, destinado a registrar transações que envolvam a circulação de mercadorias para fins fiscais. Ao substituir o documento em papel, a NFP-e (modelo 55) possui as mesmas atribuições e validade jurídica que a Nota Fiscal de Produtor (modelo 4), que será gradualmente substituída pelo ambiente eletrônico.

Desde 1º de janeiro de 2021, os produtores rurais com faturamento anual superior a R$ 200 mil já estavam obrigados a utilizar a NFP-e em operações interestaduais. A partir de 2025, porém, essa obrigatoriedade se estenderá para todas as operações, tanto internas quanto interestaduais, independente do valor em questão.

A previsão original era que essa exigência entrasse em vigor já em maio de 2024, mas o Confaz adiou para 02 de janeiro por causa das chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul no início do ano. Agora, o novo adiamento estabelece a data de 03 de fevereiro. Na prática, isso representa mais tempo para os produtores rurais se adequarem.

Vantagens

A principal vantagem da NFP-e é a praticidade. Além de reduzir os erros de escrituração, a nota eletrônica também representa um significativo ganho de tempo para o produtor. Com ela, o documento fiscal pode ser emitido de qualquer lugar pela internet, evitando a necessidade de ir às prefeituras para buscar ou entregar as notas fiscais.

Além disso, ela também garante mais agilidade e eficiência por parte da Receita Estadual, já que a nota eletrônica é gerada e autorizada imediatamente. A medida também reduz o consumo de papel e diminui os gastos públicos.

Como emitir

A NFP-e pode ser emitida de três formas: pelo Portal Receita PR, pelo Nota Fiscal Fácil (NFF) ou mesmo por um software adquirido de terceiros que seja cadastrado para este fim.

Além disso, a Receita Estadual tem realizado treinamentos com produtores de várias regiões do Estado para explicar a importância da NFP-e e apresentar as formas de utilizá-la corretamente. Esses encontros aconteceram em cidades como Pato Branco, Marechal Cândido Rondon, Guarapuava, Assis Chateaubriand, Campo Mourão, Maringá, Ibiporã e Curitiba.

Fonte: AEN Foto: Jaelson Lucas