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Mercado de grãos inicia o dia com soja em queda

Segundo informações da TF Agroeconômica, nesta quarta-feira (16), o mercado da soja segue em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), com o contrato de maio cotado a US$ 1034,75 por bushel (-1,25). A retração é atribuída ao fracasso das medidas de Donald Trump contra a China, o que pode redirecionar a demanda chinesa para o Brasil, onde não há tarifas e há oferta abundante.

Além disso, o anúncio do presidente argentino Javier Milei sobre o retorno das retenciones em julho estimula uma maior oferta argentina no curto prazo, pressionando ainda mais os preços globais e brasileiros, que também recuam. A recomendação da consultoria é aproveitar os lucros atuais com a venda de alguns lotes.

O milho, por sua vez, opera em leve alta em Chicago, com o contrato de maio a US$ 482,75 por bushel (+1,50), impulsionado pelo atraso no plantio nos EUA (apenas 4% até agora). No Brasil, no entanto, os preços seguem em queda, R$ 84,71 no indicador CEPEA (-0,69% no dia) — pressionados pela previsão de uma boa segunda safra. A TF Agroeconômica orienta os produtores a aproveitarem os preços atuais antes que a colheita acentue a desvalorização.

O trigo apresenta estabilidade com leve alta no primeiro vencimento em Chicago (US$ 542,25, +0,25), mas com recuo nos contratos posteriores. A incerteza sobre a demanda pelo trigo americano, devido a tarifas e às boas chuvas sobre as lavouras de inverno, pesa sobre o mercado. No Brasil, ao contrário, os preços continuam subindo — R$ 1.579,17 no Paraná e R$ 1.482,14 no Rio Grande do Sul — e a recomendação é que os moinhos façam estoques, já que o diferencial em relação ao trigo importado ainda permite aumentos até a próxima safra.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Alabama Extension

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Estoques de trigo da Índia são os mais altos em 3 anos, volume de arroz é recorde

Os estoques de trigo da Índia nos armazéns do governo aumentaram 57%, atingindo o maior nível em três anos no início do novo ano-safra neste mês, segundo dados oficiais, aliviando as preocupações com o fornecimento que levaram os preços domésticos a um pico histórico no início deste ano.

Os estoques iniciais mais altos ajudarão o governo federal a controlar quaisquer picos de preços no final deste ano, mesmo que a Food Corporation of India (FCI), a armazenadora estatal, tenha dificuldades para cumprir sua meta de aquisição de trigo no mercado interno.
As reservas de trigo nos celeiros estatais eram de 11,8 milhões de toneladas métricas em 1º de abril, bem acima da meta do governo de 7,46 milhões de toneladas, segundo os dados.

Os estoques de trigo estão mais de 4 milhões de toneladas acima do mesmo período do ano passado.

“Mesmo que eles não atinjam a meta de compra de trigo deste ano, como fizeram no ano passado, ainda terão muito o que vender no mercado aberto”, disse um negociante de Nova Délhi em uma empresa de comércio global.

A FCI pretende comprar 31 milhões de toneladas de trigo dos agricultores em 2025. No ano passado, sua meta era de 30 a 32 milhões de toneladas, mas conseguiu adquirir apenas 26,6 milhões de toneladas.

As reservas estatais de arroz, incluindo o arroz não beneficiado, totalizaram um recorde de 63,09 milhões de toneladas em 1º de abril, excedendo em muito a meta do governo de 13,6 milhões de toneladas.

Os estoques mais altos de arroz permitiriam que a Índia aumentasse as exportações sem comprometer a oferta doméstica, disseram autoridades do comércio e da indústria.

“A FCI está armazenando muito mais arroz do que o necessário. O governo agora tentará incentivar as exportações para evitar comprar mais da nova safra”, disse um importante exportador com sede na cidade de Calcutá, no leste do país.
A Índia é o maior exportador de arroz do mundo e responde por cerca de 40% das exportações globais de arroz.

Fonte: Reuters/Rajendra Jadhav e Mayank Bhardwaj Foto: Divulgação

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Grãos e fertilizantes puxam movimentação de cargas e portos batem recorde no Paraná

Às vésperas do leilão de arrendamento de mais três áreas portuárias em Paranaguá, a Portos do Paraná bateu um novo recorde de movimentação de cargas durante o primeiro trimestre deste ano, quando o crescimento registrado foi de 6,3% em relação ao mesmo período de 2024.

Entre janeiro e março, os portos de Paranaguá e Antonina, administrados pela empresa pública paranaense, movimentaram 17,4 milhões de toneladas. “A soja e os fertilizantes foram os maiores volumes que movimentamos no primeiro trimestre, uma tendência que deve se manter nos próximos meses, devido à grande safra”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A exportação de grãos de soja alcançou a marca de 4,1 milhões de toneladas, o que representa 13% a mais que no ano passado, quando foram exportadas 3,6 milhões de toneladas. Já os fertilizantes lideraram as importações, com 2,7 milhões toneladas neste ano, montante que também bateu a marca do período anterior, quando a empresa contabilizou 2,6 milhões toneladas nos três primeiros meses de 2024.

“Os fertilizantes são nossa principal commodity de importação, e temos investido em inteligência estratégica para operá-los com cada vez mais eficiência”, comentou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

Para manter o atendimento da alta demanda, o porto de Paranaguá – o maior graneleiro do país – tem optado pelo arrendamento de áreas, por meio da concessão dos espaços à iniciativa privada. No próximo dia 30, mais três áreas estarão em disputa na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.
Com isso, Paranaguá será o primeiro porto brasileiro com 100% dos espaços de arrendamentos regularizados, somando R$ 3,8 bilhões em investimentos. O processo de arrendamento em busca de investimentos teve início em 2019 com cinco espaços repassados para a administração do setor privado.

Ao todo, segundo a Portos do Paraná, os três terminais PARs 14, 15 e 25 – destinados à exportação de granéis sólidos vegetais, como soja, milho e farelos – devem alcançar R$ 2,2 bilhões de investimentos por meio do capital privado.

O processo de arrendamento tem o objetivo de regularizar a exploração das áreas operacionais, expandir e modernizar a infraestrutura logística do corredor de exportação do porto de Paranaguá.

A Portos do Paraná fechou o ano de 2024 com a maior movimentação de cargas da história, com o recorde de 66 milhões de toneladas, que significa 2,1% de crescimento no comparativo com o ano anterior.

Na balança comercial dos portos paranaenses foram 40 milhões de toneladas em exportação e 26,7 milhões em importação. Os tipos de cargas mais enviados ao exterior foram soja (13,2 milhões), contêineres (9,04 milhões) e açúcar a granel (6,4 milhões). Já os mais trazidos ao Brasil por Paranaguá foram fertilizantes (11,1 milhões), contêineres (7,2 milhões) e derivados de petróleo (4,9 milhões).

Para atender ao crescente volume comercial, a empresa pública segue com as obras do Moegão. O investimento de R$ 600 milhões centralizará as linhas férreas que chegam ao porto de Paranaguá com estimativa de aumentar em mais de 60% a capacidade de recepção de granéis sólidos vegetais vindos do interior do Paraná e de outros estados.

“Com 35% das obras concluídas, a previsão de entrega é para o final deste ano. O Moegão visa atender às demandas atuais e futuras, especialmente após a implantação da nova Ferroeste”, projeta o diretor-presidente.

Foto e Foto: Gazeta do Povo

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Desenvolvimento sustentável no agro é destaque em seminário do BNDES

Em um momento em que o mundo volta os olhos para modelos sustentáveis de desenvolvimento, o cooperativismo agroindustrial brasileiro mostra sua força. Nessa quinta-feira (10/04), o Sistema OCB e o BNDES realizaram o seminário O impacto do cooperativismo no desenvolvimento do Brasil e o apoio do BNDES, no Rio de Janeiro. O evento reuniu representantes do governo, do setor produtivo e de cooperativas de referência para discutir estratégias que integram inovação, sustentabilidade e geração de renda.

Um dos destaques foi o painel O cooperativismo de produção agroindustrial e o desenvolvimento sustentável, moderado pelo diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luiz Gordon. Na abertura, ele enfatizou o papel central das cooperativas agroindustriais na economia brasileira. “Hoje, cerca de metade da produção de grãos do Brasil está relacionada, direta ou indiretamente, ao trabalho das cooperativas. “Elas dão escala aos pequenos e médios produtores, facilitam a aquisição de insumos, a construção de armazéns e fortalecem toda a cadeia produtiva do agronegócio”, afirmou.

O diretor também ressaltou o crescimento expressivo do apoio do BNDES ao setor. “Em 2023, o BNDES destinou cerca de R$ 7,5 bilhões ao cooperativismo agro, um aumento de mais de 120% em relação ao ano anterior. Estamos falando de uma política de apoio consistente, que vem ganhando escala e relevância”. Gordon falou ainda sobre o protagonismo das cooperativas no setor de biocombustíveis. “As cooperativas estão começando a investir fortemente na produção de etanol, e o BNDES, por meio do Fundo Clima, já apoia algumas dessas iniciativas. Queremos estar cada vez mais próximos do cooperativismo, contribuindo com financiamento, estrutura e visão de futuro”, concluiu.

Papel estratégico

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária, Pedro Neto, abordou a relevância do cooperativismo nas políticas públicas da pasta. “Temos hoje 1.179 cooperativas do setor agropecuário. Esse número expressivo reforça a vocação agropecuária do Brasil e a necessidade de políticas públicas que dialoguem com esse setor”, destacou.

Segundo Neto, o Ministério da Agricultura reconhece o protagonismo das cooperativas na abertura de mercados internacionais. “Cada vez que abrimos um novo mercado, é como abrir uma lojinha. Mas é preciso que os produtos cheguem lá. E as cooperativas são fundamentais nesse esforço”, comparou.

Ele também destacou três políticas governamentais alinhadas ao cooperativismo: a Nova Indústria Brasil, o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD) e o Plano ABC+. “O PNCPD, que agora ganhará um novo nome, conecta sustentabilidade, financiamento e cooperativismo. E as cooperativas, com quase 10 mil extensionistas, têm papel fundamental na transferência de tecnologia ao produtor”, afirmou.

Agrofloresta

O presidente da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta), Alberto Oppata, trouxe ao painel a experiência bem-sucedida da cooperativa no sul do Pará. “A agroindústria da nossa região é um exemplo de integração entre inovação tecnológica e o conhecimento dos povos tradicionais”, afirmou.

A Camta, segundo Oppata, já impactou positivamente mais de mil famílias em 25 comunidades no Brasil, Bolívia e Gana, com foco na agricultura sustentável. “Hoje temos 172 cooperados e mais de 1.800 agricultores vinculados, beneficiando cerca de 10 mil pessoas. Nosso modelo garante renda, dignidade e preservação ambiental”, explicou.

A valorização do cacau no mercado internacional também impulsionou os resultados da cooperativa. “Nosso faturamento saltou de R$ 40 milhões para R$ 120 milhões. É fruto de um trabalho sério, sustentável e reconhecido dentro e fora do país”, concluiu.

Frimesa

Encerrando o painel, o diretor-presidente da Frimesa, Elias Zydek, apresentou os resultados da cooperativa central, formada por cinco singulares: Lar, Copagril, Primato, C.Vale e Copacol.

“Somos uma intercooperação comprometida com a entrega de alimentos de valor. Empregamos mais de 70 mil colaboradores e temos quase 3 mil produtores integrados”, relatou.

Zydek ressaltou a liderança da Frimesa no setor. “Somos líderes no Paraná em abate de suínos, a quarta maior processadora de carne suína do Brasil e a segunda maior indústria de lácteos do Paraná”, afirmou.

Com faturamento de R$ 6,5 bilhões em 2023 e previsão de R$ 7,2 bilhões para 2024, a cooperativa também se destaca por seus compromissos ESG.

“Apresentamos um planejamento com 15 metas até 2040. Sustentabilidade está no centro da nossa estratégia”, disse.

O diretor agradeceu ainda o apoio do BNDES para a construção do frigorífico mais moderno da América Latina. “Esse novo projeto terá capacidade para abater 15 mil suínos por dia até 2030, consolidando nosso compromisso com inovação e responsabilidade”, finalizou.

Paranaenses

Zydec também é diretor da Ocepar e, juntamente com ele, mais diretores da entidade participaram do evento promovido pelo Sistema OCB e BNDES, como Valter Pitol (presidente da Copacol) e Luiz Roberto Baggio (presidente da Bom Jesus e Sicredi Integração PR/SC), e outros presidentes e executivos de diversas cooperativas paranaenses.

Foto: Com informações do Sistema OCB Foto: Divulgação

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Soja tem cotações variadas em cada estado

No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, a TF Agroeconômica registrou indicações no porto, para entrega abril e pagamento fim de abril, na casa de R$ 139,50, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 135,00 Cruz Alta – Pgto. 15/05 – para fábrica. R$ 135,00 Passo Fundo – Pgto. 15/05. R$ 135,00 Ijuí – Pgto. 15/05 – para fábrica. R$ 135,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. meados de junho. Preços de pedra, em Panambi, subiu para R$ 127,00 a saca, para o produtor”, comenta.

O clima em Santa Catarina permanece instável, com chuvas fortes no Extremo Oeste e Meio Oeste, e baixos volumes no Norte. A estiagem ainda preocupa, especialmente nas lavouras de soja, que devem ter queda de 30% na produtividade. A colheita está perto do fim, com 79% das lavouras em boas condições, mas o setor segue em alerta. A saca de soja no porto de São Francisco está cotada a R$ 137,36, influenciada pela incerteza climática.

O mercado da soja está oscilando no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 137,76. Em Ponta Grossa foi de R$ 129,32 por saca CIF, Cascavel, o preço foi 128,12. Em Maringá, o preço foi de R$ 127,70 em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,32 por saca FOB, sem negócios reportados. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 123,00”, completa.

Mato Grosso do Sul se destaca como fornecedor estratégico de soja para a China, com mais de 12 milhões de toneladas colhidas na safra 2023/2024 e previsão de 13 milhões para a próxima. A qualidade, regularidade e logística eficiente reforçam sua competitividade. A China, que comprou recentemente 2,4 milhões de toneladas de soja brasileira, mostra crescente interesse. Os preços da soja variam entre R$ 113,72 e R$ 127,70 nas principais cidades de Mato Grosso do Sul.

A soja é alta em Mato Grosso. “O preço da soja disponível em Mato Grosso subiu 1,63% na última semana, fechando a R$ 110,04/saca, segundo o IMEA. Também houve alta no prêmio Santos (1,06%) e na paridade de exportação para março de 2026 (1,02%), impulsionada pela valorização do dólar. Campo Verde: R$ 112,25, Lucas do Rio Verde: R$ 113,06 Nova Mutum: R$ 113,06. Primavera do Leste: R$ 113,65. Rondonópolis: R$ 113,65. Sorriso: R$ 113,06”, conclui.

Fonte: Agrolink Foto: Divulgação

Colheita de trigo. Pitanga,11/10/2019 Foto:Jaelson Lucas / AEN

Trigo/Cepea: Semeadura da nova safra se inicia com queda na área prevista

Os avanços mais contidos nos preços do trigo ao produtor em relação ao mercado atacadista devem limitar a atratividade do cultivo do cereal na temporada deste ano – a Conab já estima área menor que a de 2024. Assim, pesquisadores do Cepea avaliam que um crescimento na produção vai depender da produtividade, que, por enquanto, está estimada para compensar a redução de área e gerar oferta maior em 2025.

De acordo com dados da Conab, a semeadura da safra de 2025 foi iniciada em Goiás e Minas Gerais. Já nos principais estados produtores, como Paraná e Rio Grande do Sul, as atividades devem começar apenas entre maio e junho. No relatório deste mês, a Conab aponta diminuição de 9,3% na área destinada à cultura em 2025, para 2,77 milhões de hectares. A produtividade nacional está estimada em 3,06 tonelada/hectare, em média, 18,5% maior que a de 2024, o que contribuiria para uma produção de 8,47 milhões de toneladas, 7,4% acima da do ano anterior.

Fonte: Cepea Foto: Divulgação

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Trigo importado pressiona mercado interno

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Sul do Brasil segue pressionado pelo aumento do dólar, que eleva o custo do trigo importado, especialmente no Rio Grande do Sul. Os preços do cereal argentino subiram para US$ 250/t em maio, enquanto o trigo uruguaio se destaca como o mais competitivo. No mercado interno gaúcho, os vendedores pedem entre R$ 1.500,00 e R$ 1.550,00 a tonelada, enquanto os compradores falam em R$ 1.450,00. Foram reportados negócios a R$ 1.465,00 no interior. Os preços da pedra em Panambi seguem estáveis em R$ 74,00 a saca.

Para a próxima safra, os moinhos já iniciaram a disputa, oferecendo R$ 1.330,00 no interior. Por outro lado, exportadores anunciaram pagamentos de R$ 1.400,00 FAS no porto, o que equivale a US$ 238/t FOB. Historicamente, em dezembro — mês de menor preço anual —, o mercado costuma reagir com elevação dos valores, o que sinaliza possíveis altas nos próximos meses.

Em Santa Catarina, os moinhos voltaram a buscar trigo local, apesar da oferta ainda restrita. As pedidas estão ao redor de R$ 1.700,00, alinhadas aos preços paranaenses, mas sem atratividade para os compradores. Os preços pagos aos produtores mantiveram-se elevados: R$ 76,00/saca em Canoinhas, R$ 71,00 em Chapecó, R$ 79,00 em Joaçaba, R$ 80,00 em Rio do Sul, R$ 78,00 em São Miguel do Oeste (alta de R$ 1,50) e R$ 80,00 em Xanxerê.

No Paraná, o mercado está travado, com pouca oferta e pedidas altas. A média CEPEA mostra alta acumulada de 10,54% em 2025, sendo 0,84% no mês e 0,54% na semana. Os vendedores pedem R$ 1.700,00 FOB, enquanto moinhos sinalizam intenção de compra nesse valor CIF para entrega em junho. Dois navios de trigo argentino estão chegando ao estado, e o trigo paraguaio tem sido ofertado a US$ 280/t na região Oeste. No RS, a pedida média continua em R$ 1.500,00 por tonelada.

Fonte: Agrolink/Leonardo Gottems Foto: Divulgação

24/02/2021 - Cascavel, colheita de Soja

Guerra tarifária global pode virar oportunidade para produtos do Paraná, afirma Ratinho Junior

A recente escalada da guerra tarifária entre os Estados Unidos e China, com aumento recíproco das taxas de importação, representa uma janela de oportunidade para o Paraná, na avaliação do governador Carlos Massa Ratinho Junior. Nesta quarta-feira (9) houve troca de anúncios de novas altas pelos presidentes de ambos os países.

Ratinho Junior lembrou que o Paraná tem se destacado no mercado global, sobretudo na venda de produtos alimentícios. Em 2024, as exportações de alimentos e bebidas tiveram como destino 176 países diferentes, o que rendeu às empresas instaladas no Estado uma receita de US$ 14,2 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Segundo o governador, os produtores de soja podem ser os maiores beneficiados pelas mudanças a partir do aumento da demanda chinesa por mercados alternativos, tendo em vista que o país anunciou uma tarifa de importação de 84% sobre os produtos dos EUA.
“Estamos acompanhando a China taxar as commodities dos EUA, como é o caso do grão de soja, em que o Paraná é um grande produtor e tem capacidade para aumentar as suas exportações, atendendo as necessidades dos chineses por produtos com preços competitivos”, afirmou Ratinho Junior.

Atualmente, a soja e os seus derivados já representam a maior fatia das exportações paranaenses, com US$ 5,3 bilhões em vendas do grão, US$ 1,4 bilhão em farelo e outros US$ 358 milhões no formato de óleo apenas no ano passado. Apenas os grãos de soja representaram 75,5% das exportações para a China em 2024, gerando uma receita de US$ 4,5 bilhões para o Paraná.

Outro produto que deve atrair mais a atenção dos compradores chineses é a carne de frango in natura do Paraná, que totalizou US$ 739 milhões em vendas, no ano passado, o equivalente a 12,4% das exportações para o país.

Estados Unidos

A indústria de produção agroflorestal paranaense, que se destaca pala produção de madeira de reflorestamento, um insumo muito procurado pelos norte-americanos, também é um segmento que pode crescer a partir do novo cenário global, de acordo com Ratinho Junior.

“Os Estados Unidos são muito dependentes da importação de derivados de madeira para a construção civil, usadas principalmente nas residências, e o Paraná se destaca nesta produção, o que ajuda o Estado a ser reconhecido como o mais sustentável do Brasil”, pontuou o governador.

A madeira em formato bruto, manufaturado ou em compensados representa atualmente 28% das exportações do Paraná para os Estados Unidos, o que gerou uma receita de aproximadamente US$ 446 milhões no ano passado. Mesmo antes da disputa comercial já houve um crescimento nas vendas, sobretudo nos compensados de madeira, que aumentaram 24,5% entre 2023 e 2024.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam o bom momento da indústria madeireira do Paraná, que registrou o maior crescimento do País em 2024, com uma alta de 12,4% em relação ao ano anterior.

“No Paraná encaramos essa ‘briga’ entre os dois gigantes globais como uma janela de oportunidade, na qual podemos aproveitar a grande vocação do Estado na produção de alimentos e outros produtos agrícolas para que a agroindústria cresça ainda mais, gerando mais empregos e renda à população”, concluiu Ratinho Junior.

Fonte: AEN Foto: Gilson Abreu/AEN

Rota do Café - Fazenda Palmeira - Distrito de Santa Mariana - Londrina/PR. Foto: José Fernando Ogura/ANPr

Exportações do Paraná somam US$ 14, 2 bilhões para 176 países em 2024; China lidera mercado

As exportações dos Paraná somaram US$ 14,2 bilhões em alimentos e bebidas para 176 países diferentes de janeiro a dezembro de 2024. Os números são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços organizados e analisados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Ao longo do período, a China foi o principal importador de alimentos e bebidas do Paraná, com US$ 5,4 bilhões de produtos deste segmento comercializados, representando 37,9% da pauta de vendas para o Exterior.

Na sequência estão o Irã (US$ 473 milhões), Emirados Árabes Unidos (US$ 471 milhões), Coreia do Sul (US$ 441 milhões), Holanda (US$ 385 milhões), Indonésia (US$ 376 milhões), Japão (US$ 353 milhões), Índia (US$ 330 milhões), México (US$ 306 milhões) e Arábia Saudita (US$ 288 milhões).

O Paraná também exportou muitos produtos para a União Europeia ao longo do ano passado, com França (US$ 208,4 milhões), Alemanha (US$ 208 milhões), Turquia (US$ 200 milhões), Reino Unido (US$ 142 milhões), Espanha (US$ 127 milhões) e Eslovênia (US$ 101 milhões) liderando o comércio. Para os Estados Unidos foram vendidos US$ 117 milhões. Países sul-americanos também estão bem representados na pauta do comércio exterior: Chile (US$ 152 milhões), Uruguai (US$ 95 milhões) e Peru (US$ 71 milhões).

Ao longo dos últimos seis anos, a estratégia do governador Carlos Massa Ratinho Junior de consolidar o Paraná como um grande fornecedor de alimentos para todas as regiões do mundo tem surtido efeito. Em valores totais, as exportações de alimentos e bebidas do Paraná cresceram muito em relação a 2019. Naquele ano, 22 países importavam US$ 50 milhões ou mais em alimentos do Paraná. No mesmo período de 2024, 40 países superaram a marca de US$ 69 milhões.

O principal produto alimentício exportado pelo Paraná entre janeiro e dezembro foi a soja, com US$ 5,3 bilhões, seguida pela carne de frango in natura (US$ 3,8 bilhões), farelo de soja (US$ 1,4 bilhão), açúcar bruto (US$ 1,2 bilhão), cereais (US$ 551 milhões), carne suína (US$ 404 milhões), óleo de soja bruto (US$ 358 milhões), café solúvel (US$ 326 milhões) e carne de frango industrializada (US$ 146 milhões).

Produção em alta

Os dados de exportação e comércio internacional são reflexo do aumento da produção das principais cadeias do Estado. A produção de ovos para consumo, por exemplo, era de 191,866 milhões de dúzias em 2023 (ou 2,302 bilhões de unidades) e aumentou para 202,874 milhões de dúzias produzidas (ou 2,434 bilhões de unidades) em 2024.

O Paraná também liderou o crescimento nacional da produção de frangos e suínos no ano passado, de acordo com as Estatísticas da Produção Pecuária de 2024, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado produziu 53,3 milhões de frangos e 281,4 mil cabeças de suínos a mais em 2024 em relação a 2023, além de acumular altas também na produção bovina, de ovos e de leite.

Na avicultura, o Estado se mantém como líder absoluto, sendo responsável por 34,2% da produção de frango no País. O setor teve um crescimento de 2,47% no abate em relação ao ano anterior, somando mais de 2,2 bilhões de aves produzidas no ano passado no Paraná, superando o recorde de 2023, quando esse número chegou 2,15 bilhões de unidades.

Já na suinocultura, o Paraná diminuiu a diferença com Santa Catarina e se manteve com a segunda maior produção. Enquanto o Paraná teve um aumento de 2,32% em relação ao ano anterior, totalizando 12,4 milhões de porcos abatidos em 2024, o estado vizinho teve queda de 0,08% nos abates, com 16,6 milhões de cabeças de suínos abatidas.

O Paraná também é o maior produtor de feijão e recentemente tem se caracterizado também como um exportador importante. Em 1997, a exportação paranaense somou apenas 277 toneladas. Em 2024, a as exportações somaram 71 mil toneladas, superando em mais de cinco vezes o número registrado em 2023.

Fonte: AEN Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN

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Soja: produtores do Paraná iniciam planejamento da safra 2025/26

Com a colheita da safra 2024/25 de soja praticamente encerrada no Paraná, os produtores do estado já voltam suas atenções para o planejamento da próxima safra. Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o plantio da safra 2025/26 terá início em setembro.

O documento aponta um cenário com perspectivas comerciais consideradas positivas para o próximo ciclo. De acordo com estimativas do Banco Central, a cotação do dólar deverá permanecer acima de R$ 5,90 até dezembro de 2025. Ao mesmo tempo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta uma redução de 4,1% na área plantada com soja naquele país, o segundo maior produtor mundial da oleaginosa.

“O Brasil, líder na produção global de soja, deve colher mais de 167 milhões de toneladas nesta safra, o que mantém o país em posição estratégica no mercado internacional”, informa o boletim do Deral.

Apesar da queda nas cotações internacionais, os preços da soja no mercado doméstico superam os registrados no ano anterior. A valorização do dólar tem sido apontada como o principal fator para essa sustentação de preços no Brasil.

O boletim ainda destaca que, com o fim da colheita, a oferta de soja no mercado começa a diminuir, o que tem impulsionado os prêmios pagos nos portos. “Esse movimento pode manter os preços nos níveis atuais ou até mesmo pressioná-los para cima”, afirmam os analistas do Deral.

Fonte: Agrolink/Seane Lennon Foto: USDA